PASSATEMPO: DESCUBRA as 56 personagens do Mundo de Tex, numa fantástica arte de Stefano BIGLIA

Prezados leitores e amigos texianos, hoje no blogue do Tex propomos-vos um passatempo verdadeiramente TEXiano, passatempo esse inspirado numa verdadeira OBRA DE ARTE da autoria do consagrado desenhador Stefano BIGLIA.

O desenhador italiano que foi uma das estrelas maiores da 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, evento realizado na cidade de Anadia, em 2015, brindou-nos com um verdadeiro QUADRO onde exibe 56 (cinquenta e seis) personagens do mundo de Tex, numa deslumbrante arte intitulada “Tex e Amigos” e onde cada personagem está numerado de modo a que você, caro leitor, possa associar o número com a personagem de modo a poder identificar cada personagem do Mundo de Tex representada por Stefano Biglia!

As respostas com o nome correcto das personagens terão que ser dadas na forma de comentário, aqui na própria página do blogue e cada leitor texiano pode participar quantas vezes quiser, de modo a tentar conseguir acertar o maior número de personagens. Vencerá este passatempo, cuja solução daremos daqui a alguns dias, o leitor que acertar no maior número de personagens do Mundo de Tex representados por Stefano Biglia!

Caso ninguém acerte o nome de todas as 56 personagens será considerado vencedor o primeiro que acertar no maior número de personagens.
(Amplie as imagens de modo a poder ver pormenorizadamente cada número e respectiva personagem)



Os mais recentes mini-pósteres de Claudio Villa, nas suas cores originais

Por José Carlos Francisco


Uma das rubricas de maior sucesso do blogue português do Tex, desde a sua criação, é a Galeria Tex Nuova Ristampa, rubrica onde reproduzimos, com a devida autorização de Claudio Villa, todos os mini-pósteres de sua autoria, e na devida ordem em que são publicados na Itália, algo inédito e exclusivo em toda a Internet mundial.


Mini-pósteres esses onde segundo confissão ao nosso blogue, Claudio Villa afirma «Procurei “encontrar” o Tex mais autêntico: a Lenda. Aquele Tex que está no coração de cada leitor desde a primeira história lida e por quem foi “capturado”. E imagem após imagem o retrato de Tex fica cada vez mais claro no papel. Com a convicção de que o leitor que está dentro de mim guia o lápis do desenhador que trabalha.».


Hoje no blogue do Tex vamos apresentar alguns dos últimos mini-pósteres realizados por Claudio Villa, com as cores originais do próprio Villa, mini-pósteres aleatórios que nos mostram uma fase diversa mas ao mesmo tempo mostram a qualidade intrínseca do Maestro Claudio Villa!


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“O segredo do juiz Bean” (da Polvo Editora) analisado por Carlos Almeida

Por Carlos Almeida (GICAV BD Viseu)

O segredo do juiz Bean de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, Polvo 2016

A todos os Texianos (e amantes da BD em geral) começo por esclarecer que não sou estudioso do universo Texiano em quadradinhos, antes um curioso desde sempre pelas histórias do “Faroeste”, desde os tempos distantes da descoberta das revistas de Banda Desenhada (Mundo de Aventuras; Falcão; Tex; …) pousadas sobre o passeio na vila onde estudava, eu pasmado perante o colorido e a exuberância dos cavaleiros e o desenho irreverente dos índios mostrados selvagens sempre, desejando ambiciosamente penetrar nesse universo fantástico de mundos distantes no espaço e no tempo. E por entre múltiplas e fascinantes aventuras gráficas, descobri também um dia o universo do ranger do Texas.

Fui desafiado pelo amigo e fervoroso Texiano José Carlos Francisco, depois que há uns anos atrás nos tornámos amigos, por vontade do Tex, partilhando as aventuras e a arte expressiva em preto e branco nas exposições realizadas em Viseu (através da acção do GICAV) histórias de arrepiar em redor deste generoso ranger aventureiro das pradarias do longínquo oeste selvagem. E esta amizade que nos liga foi tão forte quanto o maravilhoso universo das histórias em quadradinhos que nos mantêm vivas as memórias de um mundo recheado de mistérios e segredos, como este “O Segredo do Juiz Bean”, sobre o qual vou atrever-me a escrever um pouco.

Fabio Civitelli e Carlos Alberto Almeida

Conheci Pasquale Frisenda e o seu agradável traço estético através da fantástica novela gráfica Patagónia, há uns dois anos atrás (“uma obra que merece o título de obra-prima do fumetto italiano e, por aditamento, da longa historiografia de Tex Willer, o famoso ranger do Texas, criado em 1948, no apogeu da BD infantojuvenil”), e depois ao vivo na festa Texiana na Anadia, pela mão do ZECA, depois da descoberta de outros generosos artistas do TEX, como o maravilhoso Fabio Civitelli (também presente em Viseu) ou o criterioso Maurizio Dotti.

Mais do que desenvolver aqui o importante percurso artístico de Pasquale Frisenda, considero oportuna uma apreciação pessoal desta obra em particular, lançada no mercado português de forma arrojada em formato de luxo pelas Edições Polvo. E desde logo realçar a persistência editorial do Rui Brito, personificação incontornável desta editora, num género como a Banda Desenhada que acarinhou depois de algumas experiências editoriais menos bem consolidadas.


A obra insere-se sem dúvida no percurso arrojado do Clube TEX Portugal, recentemente formado em redor do universo editorial do Ranger do Texas, pela mão fervorosa e ímpeto inquebrantável do ZECA, em permanente ligação com a Editora Bonelli. A obra parte de um argumento de Mauro Boselli, um experimentado escritor de histórias há mais de trinta anos. No prefácio à novela o Mário Marques apresenta um estudo aprofundado sobre a criação literária e a caracterização dos personagens, pelo que não me perderei por esses caminhos aqui. Irei reflectir um pouco sobre os ambientes artísticos e imaginários da mesma, em redor do traço e da arte de Frisenda.

Através de uma narrativa fluente e encorajadora, sustentada por uma caracterização convincente dos personagens e dos ambientes, a história instala-nos ora bem dentro da arquitectura saudosista das cidades do velho oeste (marcadas pela sonoridade do casco dos cavalos e do martelar dos pianos nas salas de vício) ora perdidos na imensidão das pradarias silenciosas. A história alimenta os cenários de vingança e recompensa, ao bom estilo das grandes aventuras do oeste violento, construído à força das armas e do carácter incontestável dos rangeres, completado pela inconstância e incapacidade humana de controlar os elementos, que persiste na figura do velho xerife, vigilante por vezes mais do que juiz em sua própria causa.


Na primeira prancha começamos logo por compreender e assimilar o lado horrível do oeste selvagem, o sol impiedoso anunciando-se por detrás do voo agitado das aves de rapina introduzindo a violência da morte pintada de negro. O traço singelo (mais livre do que em Civitelli, por exemplo) aproxima-se de um certo classicismo coerente em muitos desenhadores do TEX. Destaca-se uma cautelosa e afinada procura na colocação dos diálogos, não evitando que o olhar se concentre no pormenor do brilho do sol por entre os cactos erectos, ou o reflexo das águas por entre a escuridão profunda. Aliás, um dos maiores sortilégios ou encantamentos da arte de FRISENDA é a capacidade de destacar de forma magistral na imensa escuridão o contorno do pormenor essencial, o momento em que tudo se decide (como em algumas vinhetas representando o pôr do sol), como se de uma névoa profunda surja perante os nossos olhos apenas o que importa para a nossa satisfação.

Os rostos dos personagens são secos, como a secura da terra, rudes como o chão árido do velho oeste por vezes, mas bastante expressivos das emoções, do sofrimento, da dúvida ou da decisão tomada. Os sons das balas e dos rebentamentos, os gritos de dor fazem-nos correr atrás de um refúgio, acompanhando os heróis. E os corpos fazem-se reflexos vivos da luminosidade de uma pequena fogueira no meio do nada selvagem. E as linhas das balas abrem novos cenários através da escuridão profunda feita de sobressaltos. E o jogo do claro/escuro acentua-se nos rostos marcadamente viciados pela loucura ou pela violência, ajudando a recortar na paisagem ou no chão os instantes determinantes da acção e da história.

Enquanto apreciador do jogo do claro/escuro na narrativa aos quadradinhos, inscrevo decididamente esta obra/novela gráfica no conjunto das grandes epopeias ilustradas do fervoroso ranger do Texas, à boa maneira das tradicionais aventuras do misterioso Faroeste.


O livro “O segredo do juiz Bean“ encontra-se à venda nas Bertrand’s e FNAC’s espalhadas pelo país.

Há também sempre a possibilidade de poder enviar um e-mail ao editor Rui Brito para adquirir directamente o livro à Polvo Editora. O seu e-mail é ruibritobad@gmail.com

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Tex: Um 2017 de aventuras

Hoje no blogue do Tex vamos lançar um olhar à programação OFICIAL* das edições de Tex em 2017 para descobrir em antestreia, através de uma viagem de várias etapas, o que Tex oferecerá aos seus leitores nos próximos doze meses.

O 2017 de Tex

Por Mauro Boselli

Em 2017, homenagem ao centenário galleppiano

Após um terrível e diabólico início no Vale da Morte, no interior do Templo Maldito de Yama, Tex irá tentar encontrar um rapaz raptado por um perigoso assassino; contará, depois, uma aventura da sua juventude, quando na companhia de um velho amigo, voltará com Jethro ao Sul Profundo para enfrentar os encapuçados do Ku Klux Klan.Viajando ainda mais para trás no tempo, vamos encontrar Tex montando o seu fiel Dinamite, quando ainda era um magnífico fora-da-lei: uma história que nos permitirá assistir ao seu primeiro encontro com Cochise.

Do passado regressa também uma velha amiga: a belíssima Lupe Velasco está em perigo no caliente México e, para salvá-la, empenham-se todos os quatro pards.

No segundo Tex Magazine, distribuído daqui a alguns dias, teremos uma aventura solitária do jovem Kit Willer. Em Fevereiro, espera-nos uma esplêndida reedição, totalmente a cores, de uma obra-prima assinada por Aurelio Galleppini: “Gli sterminatori”, um clássico escrito por Gian Luigi Bonelli que será apresentado num volume cartonado e de grande formato, como forma de homenagear o centenário galleppiniano.

No Outono, regressará, e por duas vezes, a juventude de Tex, com o álbum cartonado desenhado por Stefano Andreucci e com o Maxi, que será dedicado à infância e adolescência de Tex no Vale del Nueces.

Veja de seguida, seis páginas inéditas de seis histórias a serem publicadas este ano:


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*Texto apresentado no sítio da Sergio Bonelli Editore em 13 de Janeiro de 2017.
Tradução e adaptação a cargo de José Carlos Francisco.
Copyright: © 2017, Sergio Bonelli Editore S.p.A.

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