Entrevista exclusiva: ALESSANDRO NESPOLINO (autor convidado para a 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, em Anadia, nos dias 28 e 29 de Abril)

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) na tradução e revisão.

Alessandro Nespolino estará em Anadia nos dias 28 e 29 de Abril para deleite dos fãs de Tex

O Clube Tex Portugal realiza, em Anadia, nos dias 28 e 29 de Abril próximo a 5ª Mostra do Clube Tex Portugal e traz pela primeira vez ALESSANDRO NESPOLINO ao nosso país, motivo mais que suficiente para esta entrevista do blogue português do Tex com o autor italiano que estará então presente na capital da Bairrada no fim de semana de 28 e 29 de Abril no mui nobre MUSEU DO VINHO BAIRRADA.

Caro Alessandro, seja bem-vindo ao blogue português de Tex! Você será protagonista em Portugal de uma mostra do Clube Tex Portugal, na cidade de Anadia. O que lhe representa este acontecimento que contará com a sua presença num país estrangeiro?
Alessandro Nespolino: É a primeira vez que irei a Portugal e é uma grande emoção poder encontrar amigos e leitores do nosso amado Ranger. Quando se é convidado a ir a um país estrangeiro, é que percebe-se a importância do próprio trabalho, que leva para além das suas fronteiras um produto que conta com centenas de milhares de leitores e é um símbolo da cultura popular do seu País. Tex e as personagens da Bonelli são muito amados no exterior e eu sei que em Anadia aguarda-me um grande entusiasmo e afecto.

O que convenceu Alessandro Nespolino, autor de fama mundial, a aceitar um convite assim incomum?
Alessandro Nespolino: Nestes anos, graças ao grande trabalho de difusão das actividades do Clube Português do Tex, eu pude ver e ler quanto amor há da parte do vosso país por Tex. O Ranger certamente é uma das personagens mais amadas no mundo e conta com um grande grupo de leitores aficionados em Portugal. Foi exactamente por isso que eu aceitei o convite, para poder constatar pessoalmente o vosso afecto, e poder retribuir com a minha presença… e o meu lápis.

Quais são as suas expectativas em relação à 5ª Mostra do Clube Tex Portugal?
Alessandro Nespolino: Estou certo de que aguarda-me uma grande demonstração de afecto. Poder encontrar os nossos leitores e, de algum modo, retribuir o amor que sentem por Tex e pelas personagens da Sergio Bonelli, é um grande prazer.

Você tem algum contacto com a BD feita em Portugal? Conhece algum autor, como por exemplo E. T. Coelho, que morou e trabalhou por muito tempo na Itália, por muitos considerado o melhor desenhador português de BD desde sempre?
Alessandro Nespolino: Eu conheço alguma coisa do trabalho de E. T. Coelho, mas espero recuperar mais o quanto antes, junto a material de outros nomes do panorama da BD portuguesa.

Alarguemos um pouco o horizonte da entrevista: o que o fez entrar para a indústria dos quadradinhos?
Alessandro Nespolino: Eu desenho desde quando era pequeno e, graças ao meu pai, na nossa casa a BD sempre esteve presente. Ao crescer eu continuei a cultivar a paixão pelo desenho e, quando comecei a ler, primeiro Diabolik e depois Dylan Dog, sempre tive cada vez mais a convicção de que queria entrar para o mundo dos quadradinhos. Creio que o maior mérito foi justamente de Dylan Dog que, para a minha geração (eu tinha 15 ou 16 anos quando a Sergio Bonelli começou a publicar as histórias do Investigador do Pesadelo), foi uma das personagens mais importantes da BD.

Como analisa a evolução da sua carreira?
Alessandro Nespolino: A minha carreira passou por muitas mudanças, tanto de estilo quanto de séries em que trabalhei. Comecei a desenhar para a Editora Star Comics, com séries modernas e de ficção científica, com Lazarus Ledd e Morgan-A Roda Sagrada (uma mini-série de ficção científica em 4 episódios, da qual também fiz os estudos das personagens e o primeiro volume), e depois cheguei à Bonelli, na série policial Nick Raider. A partir dali eu passei por muitos títulos da Bonelli, a trabalhar em séries muito diferentes entre si, de Brad Barron (ficção científica anos 1950) a Volto Nascosto (Face Oculta, série histórica ambientada no final do Século 19). Nos últimos anos a minha carreira levou-me a desenhar sobretudo séries de ambientação histórica, e permitiu-me passar da África à China, até o Oeste Selvagem de Mágico Vento e Tex.

Como avalia o seu trabalho de hoje em comparação com o passado?
Alessandro Nespolino: Certamente o meu trabalho tornou-se cada vez com mais precisão e estudo. As séries históricas comportam um enorme serviço de pesquisa e documentação. É trabalhoso mas dá grandes satisfações do ponto de vista da realização gráfica. Além da Sergio Bonelli, eu tive experiências profissionais também com a França. E também ali eu trabalhei com uma série de ambientação histórica, de época vitoriana, a desenhar três volumes que têm por protagonista Sherlock Holmes.

Como se forma um desenhador do seu calibre?
Alessandro Nespolino: Depois de concluir o ensino secundário, eu frequentei uma escola de BD em Roma, que permitiu-me aprender os princípios do ofício e dar os primeiros passos no mundo profissional, em uma pequena editora romana. Depois de mais de vinte anos a seguir esta profissão, eu entendi que a diferença vem do trabalho, das horas passadas à mesa de desenho e da dedicação.

No que está a trabalhar actualmente?
Alessandro Nespolino: Neste momento estou a trabalhar em uma série policial ambientada em Nápoles na década de 1930, O Comissário Ricciardi, extraída dos romances do escritor napolitano Maurizio De Giovanni. Uma nova aventura editorial em que a Sergio Bonelli lançou-se, a realizar a transposição para BD de uma personagem nascida nas páginas dos livros.

O que você sentiu quando recebeu o convite para desenhar Tex?
Alessandro Nespolino: Eu recordo-me que houve um momento inicial de incredulidade. Eu havia recém concluído Brad Barron e Mauro Marcheselli, à época redactor chefe da Editora, telefonou-me para dizer que Sergio Bonelli havia sugerido meu nome para desenhar Tex. É fácil imaginar a emoção e a surpresa. Mas eu não iniciei de imediato a desenhar Tex, visto que o então editor de Nick Raider e Mágico Vento, Renato Queirolo, chamou-me para a equipa de uma nova mini-série, a mencionada Face Oculta. A partir de então anos se passaram, nos quais também desenhei Mágico Vento, Shanghai Devil e Adam Wild, até chegar a desenhar o meu primeiro Tex.

Para si, o que representa Tex e qual é a importância da personagem na sua vida?
Alessandro Nespolino: Tex é a personagem de ponta da Editora, e há 70 anos é uma das BDs mais vendidas da Itália. Tex não é só uma revista aos quadradinhos, faz parte da cultura popular do nosso país e é uma das personagens de BD mais populares e amadas no mundo, como também mostra o afecto de vocês, portugueses. Desenhar Tex representa a consagração e o reconhecimento do próprio trabalho, mas também é uma grande responsabilidade porque, como autor, eu sei que a minha BD será lida por centenas de milhares de leitores, eu serei confrontado não só com um símbolo do mundo dos comics, mas também com todos os grandes nomes de autores que paralelamente e antes de mim assinaram as páginas do Ranger.

Há alguma história de Tex não feita por si que gostaria de ter feito?
Alessandro Nespolino: Para responder a essa pergunta vêm-me à mente duas histórias de Tex. A primeira é uma das primeiras que eu li, e também é um dos primeiros volumes de Tex, Um Contra Vinte. Por óbvio é de Gianluigi Bonelli e Galep, e não é difícil deduzir quem seria o Um, e representa para mim o símbolo da estatura de uma personagem como Tex. Ontem como sonhador que lia aquela BD, e hoje como desenhador, quem não gostaria de fazer parte da realização de uma história em que o herói, sozinho, derrota vinte criminosos que o querem morto? A outra é uma longa história de Nizzi e Villa (que, na época, eu comprei justamente pelos desenhos deste último, visto que não lia Tex há algum tempo) que começa com A Conspiração e vai até O Prisioneiro do Albatroz, em que Tex e Carson, para libertar um velho amigo, devem ajudar a fugir de Alcatraz o capitão Barbanegra Drake e viajar no veleiro dele. Uma aventura longa e épica, muito bela pela variedade de ambientações e de situações.

Tex é uma personagem importante na sua carreira, sem dúvida. Você consegue imaginar-se daqui a dez ou vinte anos ainda a desenhar a série ou pretende, um dia, tentar algo novo? Você tem algum projecto em mente no qual trabalhar no futuro?
Alessandro Nespolino: Tex é uma personagem importantíssima para qualquer pessoa que siga este ofício. Como em todos esses anos eu também continuei a mudar de séries, espero que em dez ou vinte anos eu possa continuar a fazer este trabalho com o mesmo entusiasmo, e que entre uma série e outra de vez em quando eu sempre consiga retornar às páginas do Ranger. Um pouco como o nosso herói que, entre uma aventura e outra, volta à sua reserva, entre os seus navajos, para reencontrar os velhos amigos e o calor de casa.

Para concluir, gostaria de deixar uma mensagem aos seus admiradores que irão a Anadia?
Alessandro Nespolino: Eu espero que os nossos leitores e amigos de Tex encontrem-nos em Anadia para um aperto de mão e para partilharmos a paixão por esta personagem fantástica.

Caro Alessandro, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. Se quiser aproveitar este espaço para algumas palavras aos nossos leitores, à vontade.
Alessandro Nespolino: A paixão com que os leitores continuam a acompanhar as aventuras de Tex e das personagens da Sergio Bonelli sempre foram um estímulo para oferecer o melhor produto possível. O desenho, e a arte em geral, também são compartilhamento e, sem os leitores, eu não poderia compartilhar com ninguém o que eu faço. E descobrir que os nossos leitores também estão fora das fronteiras italianas, é um motivo de orgulho a mais e um motivo para fazer cada vez melhor. Tex é uma personagem que viaja, que está sempre em movimento, que não tem fronteiras e que derruba as barreiras entre os povos, e o Clube Português do Tex, assim como o nosso Ranger, derruba as barreiras e as fronteiras para empenhar-se na linha da frente da difusão das suas aventuras, com paixão e afecto imensos. Por tudo isso eu agradeço e, com o meu trabalho, espero conseguir retribuir o afecto de vocês. Obrigado.


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Intervista esclusiva: ALESSANDRO NESPOLINO (in occasione della sua presenza alla 5ª Mostra del Club Tex Portogallo)

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Júlio Schneider (redattore di Tex per il Brasile) per le traduzioni e le revisioni.

Per celebrare il quinto anno di vita del Club Tex Portogallo, si terrà una nuova Mostra al Museo del Vino e della Vigna di Anadia (il luogo più importante della città). Situata nel centro del Portogallo, Anadia dista 25 km a nord di Coimbra e 90 km a sud di Oporto.
L’esposizione avrà luogo nei giorni 28 e 29 aprile con la presenza di due grandi nomi di Tex: Alessandro Bocci e ALESSANDRO NESPOLINO.

Caro Alessandro, ancora una volta sii il benvenuto al blog portoghese di Tex! Sarai protagonista in Portogallo di una esposizione del Club Tex Portogallo, nella città di Anadia. Cosa rappresenta per te questo avvenimento che potrà contare sulla tua presenza in un paese straniero?
Alessandro Nespolino: E’ la prima volta che vengo in Portogallo ed è una grande emozione poter incontrare amici e lettori del nostro amato Ranger. Quando sei invitato in un paese “straniero”, ti rendi conto dell’importanza del tuo lavoro, poiché porti al di fuori dei tuoi confini nazionali, un prodotto che ha centinaia di migliaia di lettori e rappresenta un simbolo della cultura popolare del tuo paese. Tex e i personaggi della Bonelli sono molto amati all’estero e sono sicuro che ad Anadia, ci sarà ad attendermi un grande entusiasmo e affetto.

Cosa ha convinto Alessandro Nespolino, autore di risonanza mondiale, ad accettare un invito così insolito?
Alessandro Nespolino: Negli anni, grazie al grande lavoro di promulgazione delle attività del Club Portoghese di Tex, ho potuto vedere e leggere quanto amore c’è da parte della vostra nazione verso Tex. Il Ranger è sicuramente uno dei personaggi più amati al mondo e trova in voi, uno zoccolo duro di appassionati lettori. E’ proprio per questa ragione che ho accettato il vostro invito, per poter constatare con mano il vostro affetto, e poterlo ricambiare con la mia presenza… e la mia matita.

Quali sono le tue aspettative relativamente alla 5ª Mostra del Club Tex Portogallo?
Alessandro Nespolino: Sono sicuro che ad attendermi ci sarà una grande dimostrazione di affetto. Poter incontrare i nostri lettori e ricambiarli in qualche modo dell’amore che provano verso Tex e i personaggi della Sergio Bonelli, è un vero piacere.

Hai qualche contatto con il fumetto made in Portogallo? Conosci qualche autore, come per esempio E. T. Coelho, anche perché ha vissuto e lavorato per molto tempo in Italia, considerato da molti come il miglior disegnatore di fumetti portoghese di sempre?
Alessandro Nespolino: Conosco qualcosa del lavoro di Coelho, ma spero di recuperare al più presto, insieme ad altri nomi del panorama del fumetto portoghese.

Allargando adesso un po’ l’orizzonte dell’intervista: cosa ti ha convinto ad entrare nell’industria dei comics?
Alessandro Nespolino: Disegno da quando ero molto piccolo e, grazie a mio padre, in casa i fumetti sono sempre stati presenti. Crescendo ho continuato a coltivare la passione per il disegno e quando ho iniziato a leggere, prima Diabolik e poi Dylan Dog, ho avuto sempre più la convinzione di voler entrare nel mondo del fumetto. Il merito fondamentale credo che l’abbia avuto proprio Dylan Dog, che è stato, per la mia generazione (avevo 15, 16 anni quando la Sergio Bonelli iniziò a pubblicare le storie dell’Indagatore dell’Incubo), uno dei personaggi più importanti del fumetto.

Come analizzi l’evoluzione della tua carriera?
Alessandro Nespolino: La mia carriera è passata attraverso molti cambiamenti, sia stilistici che di serie su cui ho lavorato. Ho iniziato a disegnare per la Star Comics, su serie moderne e di fantascienza, su Lazarus Ledd e Morgan-La Sacra Ruota (miniserie, quest’ultima, di fantascienza in 4 episodi, di cui ho realizzato anche lo studio dei personaggi e il primo albo), arrivando poi alla Sergio Bonelli, sulla serie poliziesca Nick Raider. Da lì in poi ho cambiato molte testate nella Bonelli, lavorando su serie molto diverse tra loro; da Brad Barron (fantascienza anni ’50) a Volto Nascosto (serie storica ambientata alla fine del 1800). Negli ultimi anni, la mia carriera mi ha portato a disegnare soprattutto serie di ambientazione storica, permettendomi di spaziare dall’Africa alla Cina, fino al selvaggio west di Magico Vento e Tex.

Come valuti il tuo lavoro di oggi in rapporto al passato?
Alessandro Nespolino: Sicuramente il mio lavoro è diventato sempre più di precisione e di studio. Le serie storiche ti costringono ad un grosso lavoro di ricerca e documentazione. Un lavoro impegnativo, ma che ti dà grandi soddisfazioni dal punto di vista della realizzazione grafica. Oltre che con la Sergio Bonelli, ho avuto anche esperienze lavorative con la Francia. E anche lì ho lavorato su serie di ambientazione storica, di epoca vittoriana, disegnando tre volumi con protagonista Sherlock Holmes.

Come si forma un disegnatore del tuo calibro?
Alessandro Nespolino: Dopo il diploma di scuola superiore, ho frequentato una scuola di fumetto a Roma, che mi ha permesso di apprendere i primi rudimenti di questo mestiere e di muovere i primi passi nel mondo del lavoro, presso una piccola casa editrice romana. Dopo più di vent’anni che faccio questo mestiere, ho capito che la differenza la fanno il lavoro, le ore passate sulla sedia al tavolo da disegno e la dedizione.

Su che cosa stai lavorando attualmente?
Alessandro Nespolino: In questo momento sto lavorando su una serie poliziesca, ambientata a Napoli negli anni ’30, “Il Commissario Ricciardi”, tratta dai romanzi dello scrittore napoletano Maurizio De Giovanni. Una nuova avventura editoriale in cui la Sergio Bonelli si è lanciata, realizzando la trasposizione a fumetti di un personaggio nato dalle pagine dei libri.

Cos’hai provato quando hai ricevuto l’invito per disegnare Tex?
Alessandro Nespolino: Ricordo che ci fu un momento iniziale di incredulità. Avevo appena ultimato Brad Barron, e Mauro Marcheselli, all’epoca redattore capo centrale della casa editrice, mi telefonò per dirmi che Sergio Bonelli mi aveva proposto per disegnare Tex. Puoi immaginare l’emozione e la sorpresa. Solo che non iniziai subito a disegnare Tex, poiché all’epoca Renato Queirolo, curatore di Nick Raider e Magico Vento, mi volle nello staff di una nuova miniserie, Volto Nascosto. Da lì in poi sono trascorsi degli anni, in cui ho disegnato anche Magico Vento, Shanghai Devil e Adam Wild, prima di arrivare a disegnare il mio primo Tex.

Cosa rappresenta Tex per te e quale è la sua importanza nella tua vita?
Alessandro Nespolino: Tex è il personaggio di punta della casa editrice, ed è da 70 anni, uno dei fumetti più venduti d’Italia. Tex non è solo un fumetto, ma è un pezzo della cultura popolare del nostro paese ed uno dei personaggi di fumetti più popolari e amati al mondo, come dimostra anche l’affetto di voi portoghesi. Disegnare Tex, rappresenta la consacrazione e il riconoscimento del proprio lavoro, ma è anche una grande responsabilità, perché da autore sai che il tuo fumetto verrà letto da centinaia di migliaia di lettori e dovrai confrontarti non solo con un simbolo del mondo dei comics, ma anche con tutti i grandi nomi di autori che con te e prima di te hanno firmato le pagine del Ranger.

C’è qualche storia di Tex non firmata da te che ti sarebbe piaciuto di avere realizzato?
Alessandro Nespolino: Per rispondere a questa domanda mi vengono in mente due storie di Tex. La prima è una delle prime che ho letto in assoluto, e anche uno dei primi albi di Tex, “Uno contro venti”. Ovviamente di Gianluigi Bonelli e Galep, in cui non è difficile intuire chi fosse “l’uno”, e rappresenta per me il simbolo della statura di un personaggio come Tex. Ieri da sognatore che leggeva quel fumetto, e oggi da disegnatore, chi non vorrebbe essere coinvolto nella realizzazione di una storia, in cui l’eroe, da solo, sconfigge venti criminali che lo vogliono morto? L’altra invece è una lunga storia di Nizzi e Villa (che all’epoca comprai proprio per i disegni di quest’ultimo, poiché non leggevo Tex da un po’) che inizia con “La congiura”, fino a “Il prigioniero dell’Albatros”, in cui Tex e Carson, per liberare un loro vecchio amico, sono costretti a far evadere da Alcatraz, il capitano “Barbanera” Drake e viaggiare sul suo veliero. Un’avventura lunga ed epica, molto bella per varietà di ambientazioni e situazioni.

Tex è un personaggio importante nella tua carriera, senza dubbio: riesci ad immaginarti fra 10 o 20 anni a disegnare ancora la serie, o ambisci, un giorno, a provarti su qualcosa di nuovo? Hai qualche progetto in mente a cui lavorare in un futuro?
Alessandro Nespolino: Tex è un personaggio importantissimo per chiunque faccia questo mestiere e poiché in tutti questi anni ho continuato anche a cambiare serie, spero che tra 10 o 20 anni io possa continuare a fare questo lavoro con lo stesso entusiasmo, e che tra una serie e l’altra io riesca sempre a tornare, ogni tanto, sulle pagine del Ranger. Un po’ come il nostro eroe, che tra un’avventura e l’altra, torna nella sua riserva, tra i suoi Navajo, per ritrovare i vecchi amici e il calore di casa.

In conclusione, vuoi lasciare un messaggio ai tuoi ammiratori che si trasferiranno ad Anadia?
Alessandro Nespolino: Spero che i nostri lettori e amici di Tex ci raggiungano ad Anadia, per incontrarci, stringerci la mano e condividere insieme la passione per questo personaggio fantastico.

Caro Alessandro, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso. Se vuoi approfittare di questo spazio per lasciare qualche messaggio anche ai nostri lettori, puoi farlo.
Alessandro Nespolino: La passione con cui i lettori continuano a seguire le avventure di Tex e dei personaggi della Sergio Bonelli, sono da sempre uno stimolo per offrire il miglior prodotto possibile. Il disegno, e l’arte in generale, sono anche condivisione, e senza i lettori, io non potrei condividere con nessuno ciò che faccio. Scoprire poi che i nostri lettori sono anche al di fuori dei confini nazionali, è un motivo di orgoglio in più e un motivo per fare sempre meglio. Tex è un personaggio che viaggia, che è sempre in movimento, che non ha confini e che abbatte le barriere tra i popoli, e il Club Portoghese di Tex, proprio come il nostro Ranger, abbatte le barriere e i confini, per impegnarsi in prima linea nella diffusione delle sue avventure, con passione e affetto immenso. Per tutto questo io vi ringrazio e spero di riuscire a contraccambiare, con il mio lavoro, il vostro affetto. Grazie.

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Jornal “Público”, de 14 de Abril, apresentou Dampyr e as suas aventuras portuguesas

Texto da secção INICIATIVAS de 14/04/2018
Banda desenhada
João Miguel Lameiras


Dampyr chega a Portugal… em aventuras passadas em Portugal

* Colecção Bonelli
* 2º Vol. – Dampyr – Aventuras em Portugal
* Quinta-feira, 19 de Abril
* Argumento – Mauro Boselli e Giovanni Eccher
* Desenhos – Alessandro Bocci e Maurizio Dotti
* Por + 10,90€

Se a colecção que o PÚBLICO e a Levoir estão a dedicar à editora Bonelli está a trazer a Portugal, pela primeira vez em edição nacional, as principais personagens da editora italiana, algumas dessas personagens já tinham passado pelo nosso país no decorrer das suas aventuras. É precisamente o caso de Harlan Draka, o protagonista da série Dampyr.

Criado em 2000 pelos escritores Mauro Boselli e Maurizio Colombo, Harlan Draka é um Dampyr, o fruto da união de um vampiro com uma mulher mortal, alguém que está entre dois mundos e cujo sangue pode destruir os vampiros. Acompanhado por Kurjak, um militar sérvio, e por Tesla, uma vampira que se quer libertar da influência do seu mestre, o vampiro Gorka, Harlan Draka e os seus companheiros percorrem o globo à caça de vampiros e de outras criaturas sobrenaturais. Embora as primeiras aventuras de Dampyr tenham por cenário o território da antiga Jugoslávia devastado por uma guerra fratricida, só nos 12 primeiros números da série vemo-lo combater o mal em Praga, Berlim, Paris, na Etiópia e na Irlanda, pelo que não admira que o seu combate contra as forças do Mal o trouxesse também a Portugal. Isso acontece nas duas aventuras de Dampyr, traduzidas pe- lo escritor Nuno Camarneiro (Prémio Leya em 2012), que o segundo volu- me desta colecção recolhe e que têm como cenário o Norte do nosso país, do Porto a Trás-os-Montes, passando pelo rio Douro.


Em O Esposo da Vampira, publicada originalmente em Itália em 2006, no n.º 75 da série mensal, Mauro Boselli e Alessandro Bocci levam o caçador de vampiros Harlan Draka e o seu amigo Kurjak até Trás-os- Montes, para investigar a lenda do Castelo de Monforte da Estrela, que dizem estar assombrado por uma vampira. No local encontram uma equipa de filmagens que se prepara para rodar um filme de terror inspirado num conto do século XIX cuja acção decorre na Catalunha e que é filmado em Trás-os-Montes, por questões de custos. Apesar de uma ligeira imprecisão histórica, quando uma das personagens diz que o castelo foi construído por Dom Dinis, por causa das invasões árabes… que já não eram um problema naquela região bem antes de ele nascer, tudo o resto revela o rigor da pesquisa habitual nas produções da Bonelli, com Bocci, que é um magnífico desenhador e um mestre do preto e branco, a revelar grande cuidado no desenho da aldeia fictícia de Riba Preta, ou do Castelo de Monforte da Estrela. E provando que os autores estudaram bem o nosso país, nem sequer falta um grande incêndio de Verão, que vai ter influência no desenrolar da intriga.

Se Boselli e Bocci nunca tinham estado no nosso país (o desenhador vai estar este mês nas jornadas do Clube Tex, para a apresentação desta colecção), já Tributo de Sangue, história de Giovanni Eccher e Maurizio Dotti que completa este volume e que envolve visitas às caves de Gaia, um fantasma com um traje mirandense, uma tentativa de assassinato na Ponte D. Luís I e uma vinha regada com sangue, resultou de umas férias que o escritor passou na cidade do Porto. Como o próprio refere: “O motivo por que a trama é ambientada nesses lugares é muito simples: eu fiquei impressionado durante uma belíssima viagem a Portugal. Além disso, como a minha namorada é dona de uma enoteca em Milão, ela foi a minha guia entre os exportadores de Vila Nova de Gaia, que nos acolheram com muita cortesia e nos permitiram visitar as suas caves e provar os seus produtos.”

AGENDA

Quinta-feira, 19
Colecção Bonelli
2º volume Dampyr – Aventuras em Portugal

Chegou a 1ª colecção editada em Portugal inteiramente dedicada à BD italiana.
Reúne oito das mais famosas personagens da Bonelli, em dez volumes com histórias inéditas em português. A arte italiana chega em forma de quadradinhos, em exclusivo nos quiosques.


Copyright: © 2018 Público; João Miguel Lameiras
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FAÇA JÁ A SUA RESERVA: Jantar/Tertúlia em Anadia com a participação de Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino

Por José Carlos Francisco

Conforme constará no Programa Oficial da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, histórico evento a realizar nos dias 28 e 29 deste mês, no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, está programado para a noite de sábado 28, um convívio tertuliano à mesa com as participações de Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino, autores italianos presentes no evento bairradino e onde estarão também presentes algumas das maiores personalidades do mundo texiano como por exemplo os editores Rui Brito, José de Freitas e Dorival Vitor Lopes, os legendadores (letristas, no Brasil) Marcos Maldonado e Dolores Maldonado e ainda os tradutores de Tex José Carlos Francisco e Mário João Marques, para além de alguns dos maiores fãs e coleccionadores do Ranger e respectivas famílias!

Da ementa da tertúlia à mesa, constará, para quem o desejar, o famoso leitão assado à moda da Bairrada assim como do não menos popular espumante a acompanhar e igualmente muito Tex para degustar… tudo isto acontecerá na Mealhada, mais precisamente no restaurante “Nova Casa dos Leitões” (www.novacasadosleitoes.com) situado a 7 km da saída da A1 (Mealhada), sentido Sul-Norte, e a 3 km (Norte) da Mealhada (IC2), no Peneireiro no jantar/convívio de sábado, 28 de Abril.

Devido à proximidade da data e ao facto de ser um fim de semana, onde há muita afluência ao famoso restaurante da região, a Direcção do Clube Tex Portugal pede desde já que os pards presentes no evento de Anadia se vão programando e quem desejar comparecer à tertúlia, que informe aqui mesmo na forma de comentário a este texto, ou por e-mail (josebenfica@hotmail.com) até ao dia 24 deste mês da sua comparência e da dos demais acompanhantes, já que como tem sido hábito nos eventos texianos realizados em Portugal, a grande maioria dos pards vêm acompanhados das famílias a estes fantásticos convívios, para que possamos fazer a respectiva reserva no restaurante bairradino.


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Apresentação ALESSANDRO BOCCI: Desenhador presente em Anadia nos dias 28 e 29 de Abril integrado na 5ª Mostra do Clube Tex Portugal

Por Mário João Marques

Alessandro Bocci estará em Anadia nos dias 28 e 29 de Abril para deleite dos fãs de Tex

Nascido em Siena em 1965, Alessandro Bocci cresceu com as histórias aos quadradinhos, pois desde tenra idade sempre teve um livro de banda desenhada (BD) nas mãos. Diplomado em agrimensura, a sua primeira actividade foi como decorador de lojas, mas nunca deixou de desenhar nos seus tempos livres.

Quis o destino que, durante o Festival de Lucca de 1994 e, enquanto descansava num sofá, tenham-se sentado ao seu lado dois jovens que falavam de BD como verdadeiros entendidos. Bocci mostrou-lhes os seus desenhos de Nathan Never que foram do agrado dos jovens, na verdade Ade Capone e Stefano Vietti. Foi a entrada de Bocci no mundo mágico dos fumetti, uma vez que no mesmo ano vai começar a trabalhar para a editora Star Comics, desenhando Lazarus Ledd, tornando-se mais tarde também capista.

Em 1997 a revista Fumo di China elegeu-o como o “melhor desenhador jovem italiano”. No mesmo ano realizou para a Marvel uma história da série Conan, O Conquistador. Para a editora Liberty desenhou várias capas para séries de Ade Capone, como Erinni, Il Potere e la Gloria e Kore One, até entrar em 2001 para a Sergio Bonelli Editore onde vai trabalhar com Mauro Boselli em Dampyr, estreando-se com a aventura Il Mare della Morte, que lhe permitirá obter em 2003 o prémio Cartoomics-If como promessa da BD italiana.

Ainda em 2001, vence o prémio Inca para o melhor capista, com a capa da história de Lazarus Ledd  Il Cavaliere di San  Giorgio. Para o mercado francês já trabalhou nas séries Fontainebleau (Soleil, 2008), Prométhé (Soleil, 2010) e Fawcett (Glénat, 2012).

Desenhar Tex sempre foi para Bocci um sonho,  um contributo para a lenda, tendo lançado um pedido a Mauro Boselli para fazer um teste, através de uma entrevista concedida ao blogue português de Tex. A verdade é que, pouco depois, Bocci acaba por ser convidado a desenhar para o ranger, estreando-se em 2016 no Tex Magazine com Maria Pilar, com argumento de Mauro Boselli e, no mesmo ano, uma curta aventura a cores escrita por Jacobo Rauch Il Mescalero senza Volto.

Duas aventuras que permitiram a Bocci desenvolver o seu estilo realista e expressivo, quase fotográfico, com particular reverência aos detalhes, conseguindo, assim, apresentar ao leitor pranchas de grande beleza e eficácia.

Alessandro Bocci (com a revista do Clube Tex Portugal) estará presente na 5ª Mostra do Clube Tex Portugal onde fará alguns desenhos para gáudio do público

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