Dylan Dog: A Saga de Johnny Freak – ESTA quinta-feira com o jornal Público

Por Levoir

* A Saga de Johnny Freak assinala o regresso de Dylan Dog à edição nacional a 26 de Abril. Este é já o terceiro volume da colecção dedicada à BD italiana da Sergio Bonelli Editore.
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Dylan Dog é um dos fumetti (nome dado à BD italiana) de maior sucesso na Itália. Criado por Tiziano Sclavi em Outubro de 1986 para a Sergio Bonelli Editore, chega a vender cerca de um milhão de cópias por mês.

Na colecção Novelas Gráficas 2017 a Levoir editou Dylan Dog – Mater Morbi, da autoria de Massimo Carnevale e Roberto Recchioni.


Johnny Freak é uma história típica de Dylan Dog, e é considerada uma das melhores de sempre. Publicada originalmente em 1993, no #81 da revista mensal do “detective do pesadelo”, surgem nela todos os seus principais personagens. Além de Dylan, conhecemos também Groucho. Ambos são companheiros de quarto em Londres, cenário principal da série. Juntos, investigam fenómenos fantásticos que chegam ao seu conhecimento.


Dylan conhece Johnny e fica intrigado: qual o mistério que se esconde por trás daquele estranho indivíduo surdo-mudo encontrado escondido num parque, sem pernas e sem diversos órgãos do corpo? Apesar de aparentemente inapto para viver em sociedade, Johnny começa a demonstrar lampejos de genialidade para as artes, algo que pode ajudar a desvendar seu passado.


Inspirada num artigo sobre tráfico de órgãos humanos no Brasil, que Marcheselli tinha lido numa revista, esta história de ficção viria a ter confirmação na realidade em 2005, com o célebre caso de James Whittaker, que foi gerado e nasceu expressamente com o objectivo de ser dador de medula para o seu irmão Charlie, afectado por uma doença degenerativa mortal. Este caso insólito aproxima-se ainda mais da segunda história deste volume, “O Coração de Johnny”, que encerra a saga completa, num dos volumes mais complexos e famosos de Dylan Dog.


Prefácio de João Miguel Lameiras
Tradução – João Miguel Lameiras e Mário João Marques
Capa dura
P/B
Nº páginas – 200
PVP: 10,90€

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Tex “Capitan Jack” de Tito Faraci e Enrique Breccia terá LANÇAMENTO PORTUGUÊS, através da Polvo Editora, na 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, no sábado, dia 28 de Abril, em Anadia

* Pela quinta vez no espaço de três anos, a portuguesa Polvo Editora, uma chancela editorial de Rui Brito, vai PUBLICAR um Tex português. Lançamento esse que ocorrerá no dia 28 de Abril, em Anadia, durante a 5ª Mostra do Clube Tex Portugal: “Capitan Jack“, de Tito Faraci e Enrique Breccia é o volume eleito!.

Capa e alguns planos do livro “Capitan Jack”

A apresentação do livro “Capitan Jack”, o quinto volume da colecção TEX ROMANCE GRÁFICO, ocorrerá pelas 16 horas de sábado, 28 de Abril, no auditório do Museu do Vinho Bairrada e contará com a participação de Rui Brito (editor) e Pedro Bouça (prefaciador) sob moderação de João Miguel Lameiras, ao que seguir-se-á a venda do livro.

O livro que tem tradução de José Carlos Francisco, legendagem de Hugo Jesus e texto introdutório de Pedro Bouça, terá um formato de 18,5 x 24,5 cm e uma encadernação brochada: capa mole com badanas de 12,5 cm, 228 páginas a preto & branco e será confeccionado num papel de boa qualidade estando enriquecido com ilustrações inéditas de Enrique Breccia.

O preço deste quinto volume da colecção (os anteriores volumes foram “Patagónia” de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, “Tempestade sobre Galveston” de Pasquale Ruju e Massimo Rotundo, “O segredo do juiz Bean” de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda e “Ouro negro” de Gianfranco Manfredi e Leomacs) será de de 16,99 euros nas livrarias, com IVA incluído, mas os sócios do Clube Tex Portugal poderão adquiri-lo por 15 euros (1,99 euros de desconto sobre o preço em livraria) no decorrer da 5ª Mostra do Clube. No evento, quem não for sócio poderá adquirir o livro “Capitan Jack” por 16 euros, beneficiando também de um desconto de 0,99 euros.

O livro também poderá ser comprado (directamente ao editor Rui Brito) por sócios do Clube Tex Portugal que não possam comparecer ao evento, inclusive os que residam fora de Portugal, pelos mesmos 15 euros, mas terão de adicionar 1,50 euro para despesas de envio (somente para território nacional). Se quiserem mais de um exemplar na mesma encomenda (deste ou de outro título de Tex), deverão adicionar 2,00 euros para despesas de envio (valor também para território nacional). Para os sócios não residentes no nosso país, o valor dos portes a pagar depende do destino para onde será expedida a encomenda, pelo que também deverão contactar o editor Rui Brito para saber o valor total a pagar e a forma de efectuar o respectivo pagamento. O e-mail de contacto com o editor Rui Brito é ruibritobad@gmail.com. Havendo então sócios do Clube que não possam estar presentes no evento e que queiram desde já encomendar, podem fazê-lo, mas os livros só seguirão no início de Maio.

Capa e alguns planos do livro “Capitan Jack”

CAPITAN JACK

Argumento: TITO FARACI |  Desenho: ENRIQUE BRECCIA
Polvo, 2018,

O LIVRO

No sul do Oregon, Hooker Jim e o seu grupo de índios exterminam a família de Foster, um ex-ranger e velho amigo de Tex. No seu leito de morte este clama por vingança e Tex parte em perseguição do impedioso personagem. Entretanto, o confronto entre os Modocs e o Exército dos Estados Unidos é iminente. O Coronel Wheaton foi o escolhido para combater os índios e a implantação maciça de meios militares e de um grande contingente de soldados faz com que esteja seguro da vitória. Os índios, por seu lado, podem contar com o valioso conhecimento do local do futuro campo de batalha, os “leitos de lava”, uma extensão de rochas, fendas e cavernas onde se refugiam. Nesta aventura, baseada em acontecimentos reais, Tex irá cruzar-se com Capitan Jack, o chefe da tribo que irá liderar a heróica e desesperada resistência do seu povo, durante os anos de 1872 e 1873, contra os militares, mas que acabará traído pelo próprio Hooker Jim.

OS AUTORES

Tito Faraci (Gallarate, Varese, 1965) começou pela música e chegou, em 1995, ao universo Disney. Com Giorgio Cavazzano (a quem apelida de “mentor”), criou o personagem “Rock Sassi” e realizou inúmeras histórias, entre as quais “Il segreto del Vetro” (2004), bem como “Jungle Town” (2006). A editora Einaudi dedicou-lhe, em 2000, “Topolino Noir”, uma antologia das suas melhores histórias criminais para o universo Disney. A sua colaboração com a Sergio Bonelli Editore começou em 1999, escrevendo para “Dylan Dog”. Elaborou também argumentos para “Nick Raider”, “Magico Vento”, “Martin Mystère”, “Speciale Cico” e criou ainda “Brad Barron”, protagonista de uma aclamada mini-série de 18 números e de vários especiais. De 2005 é “L’ultima battaglia”, romance gráfico desenhado pelo americano Daniel Brereton. Em Abril de 2007, juntou-se à equipa de argumentistas envolvidos na criação de “Tex”. Escreveu ainda duas histórias para a Marvel: uma foi desenhada por Giorgio Cavazzano; a outra por Claudio Villa. Na “Topolino” publica em 2008 “La vera storia di Novecento”, escrita com a activa colaboração de Alessandro Baricco. Esta parceria produziu, em 2010, a adaptação a BD do romance “Senza sangue”, desenhado por Francesco Ripoli e editado pela Edizioni.
BD, da qual Tito Faraci é o editor-chefe. Em 2009 publicou uma história para crianças, “Ilcane Piero, avventure di un fantasma” e, em 2011, “Oltrela soglia”, ambas pela Edizioni Piemme. Após um período de aventuras radiofónicas e de escrita para música publicou, em 2015, pela Feltrinelli, o seu romance “La vita in generale”.

Enrique Breccia (Buenos Aires, 1945), realizou o seu primeiro trabalho como profissional em 1968, quando, juntamente com o seu pai, Alberto Breccia, ilustrou “La Vida del Che”, uma biografia do revolucionário “Che” Guevara escrita por Héctor Germán Oesterheld. Para a inglesa Fleetway, em 1972, desenha “Spy 13” sob pseudónimo e, em seguida, uma série de histórias de guerra para a revista italiana “Linus”. Remonta a 1976 a sua colaboração com o argumentista Carlos Trillo, com, entre outras, “El Buen Dios” e “Alvar Mayor”, um dos seus mais famosos personagens. Em 1983, desenhou “Ibáñez”, escrito por Robin Wood, e, no ano seguinte, “Sueñero El Tiempo”. Adaptou para Banda Desenhada vários clássicos da literatura, como “A ilha do Tesouro” e “Moby Dick”. Com texto de Felipe Hernández Cava, em 1987, publicou “Lope de Aguirre”. Em 2000 iniciou a sua colaboração com a Marvel e DC Comics, para a qual desenhou “Legion Worlds” e “Batman: Gotham Knights”. Ilustrou, em 2002, o romance gráfico “Lovecraft”, escrito por Hans Rodionoff. De 2005 a 2007, tornou-se no desenhador principal de “Swamp Thing”. Destinado ao mercado francês e sob textos de Xavier Dorison desenhou “Les Sentinelles” (Delcourt, 2011). Em Lucca (Itália), foi galardoado com o prémio Gran Guinigi como “Maestro del fumetto”, em 2011. Para a Sergio Bonelli Editore criou uma história de “Dylan Dog”, em 2012. Recebeu ainda um “Diploma de Mérito” dos Prémios Konex, como um dos melhores ilustradores da última década na Argentina. Vive actualmente em Spoleto, Itália, onde vem colaborando com a editora 001 Edizioni.

Alguns planos do livro “Capitan Jack”

FICHA TÉCNICA

Capitan Jack
Argumento: Tito Faraci
Desenhos e capas: Enrique Breccia
Tradução: José Carlos Francisco
Legendagem: Hugo Jesus
228 pág., p/b, brochado com badanas
24,5 x 18,5 cm, €16,99 (IVA inc.)
Polvo
, Abril 2018

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PROGRAMA OFICIAL da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal

Convite para a Inauguração da 5ª. Mostra do Clube Tex Portugal, com arte de Alessandro Bocci

Data: 28 de Abril (sábado) e 29 de Abril (Domingo)
Horário: 11h00 – 19h00 horas
Local: Museu do Vinho Bairrada – ANADIA
Entrada: GRATUITA, com direito a entrada, também gratuita, na Exposição Permanente, designada por Percursos do Vinho e exposta ao longo de seis salas temáticas, com peças de valor arqueológico, etnográfico e técnico, reunidas com a colaboração de diversos vitivinicultores, entidades locais e nacionais; e na Exposição Temporária “A experiência do Lugar”, assim se intitula esta exposição antológica dedicada a Júlio Resende, e que destaca algumas obras raras do artista, nomeadamente uma reprodução do fresco que realizou, em 1966, para o Tribunal de Justiça de Anadia.

Tema: A Mostra tem como ponto alto a presença de dois consagrados desenhadores italianos de banda desenhada: Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino, que vêm expor trabalhos de sua autoria relacionados a Tex:

Alessandro Bocci  com “Maria Pilar” e “Il Mescalero senza Volto” – Uma dúzia de pranchas (a preto e branco, mas também a cores) do autor, seleccionadas pelo próprio, que pretendem dar a conhecer, aos visitantes, no seu formato original, algumas da mais belas páginas destas suas histórias de Tex.

Alessandro Nespolino com “Partita Pericolosa” – Uma dúzia de pranchas do autor, seleccionadas também pelo próprio, que pretendem dar a conhecer, aos visitantes da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, algumas da mais belas páginas da sua única, até ao presente, história de Tex.

Cartaz (da autoria de Alessandro Nespolino) da 5ª. Mostra do Clube Tex Portugal

Programa

Sábado, 28 de Abril
14h30 – Chegada, a cavalo, de Tex Willer ao Museu do Vinho Bairrada;
14h45 – Inauguração Oficial da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal (Auditório);
15h15 – Visita guiada por Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino às suas exposições;
15h30 – Espumante de Honra, aberto aos convidados e público presente.
16h00 – Apresentação do livro “Capitan Jack”, de Tito Faraci e Enrique Breccia (Polvo) com a participação de Rui Brito e Pedro Bouça, sob moderação de João Miguel Lameiras (Auditório);
16h30 – Sessão de autógrafos com Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino, disponível para todo o público presente, durante a qual os autores terão oportunidade de assinar os desenhos feitos por cada um especialmente para os cartazes da Mostra.
18h00 – Desenho ao vivo com Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino, EXCLUSIVO para sócios do Clube Tex Portugal (desenhos para não sócios somente depois de atendidos os pedidos dos sócios presentes);

20h30
– Jantar/Tertúlia com a participação de Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino (Restaurante “Nova Casa dos Leitões”).

Domingo, 29 de Abril
11h – Desenho ao vivo com Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino, EXCLUSIVO para sócios do Clube Tex Portugal (desenhos para não sócios somente depois de atendidos os pedidos dos sócios presentes);
12h00– Sessão de autógrafos com Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino;
13h00– Almoço/Tertúlia com a participação de Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino (Restaurante “Curiagrillbar”).

15h00 – Conferência “Tex na Colecção Bonelli” com a participação de José de Freitas, João Miguel Lameiras e Mário João Marques sob a moderação de Pedro Cleto (Auditório);
16h00 – Sessão de autógrafos com Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino;
17h00 – Desenho ao vivo com Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino. EXCLUSIVO para sócios do Clube Tex Portugal (desenhos para não sócios somente depois de atendidos os pedidos dos sócios presentes);
18h15 – Festa de Encerramento.

Cartaz (da autoria de Alessandro Bocci) da 5ª. Mostra do Clube Tex Portugal

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Jornal “Público”, de 21 de Abril, fala do regresso de Dylan Dog a Portugal

Texto da secção INICIATIVAS de 21/04/2018
Banda desenhada
João Miguel Lameiras

O regresso de Dylan Dog

* Colecção Bonelli — Vol 3
*Dylan Dog – A Saga de Johnny Freak
* Argumento – Mauro Marcheselli e Tiziano Sclavi
* Desenhos – Andrea Venturi e Giampiero Casertano
* Quinta-feira, 26 de Abril
*Por + 10,90€

Depois de ser uma das personagens presentes na série de 2017 da colecção Novela Gráfica, com Mater Morbi, uma história recente assinada por Roberto Rechionni e Massimo Carnevale, Dylan Dog, o detective do pesadelo criado por TizianoSclavi, não podia faltar na colecção dedicada à editora italiana de que é um dos principais símbolos. Para a estreia de Dylan Dog nesta colecção que também vai encerrar, a opção recaiu em Johnny Freak, uma história clássica, onde não falta o dedo do seu criador, Tiziano Sclavi.

Invariavelmente presente na lista das melhores histórias de Dylan Dog de todos os tempos, Johnny Freak foi publicado originalmente em 1993, no número 81 da revista mensal do detective do pesadelo. Contrariamente ao que era habitual nesta época, em que Tiziano Sclavi costumava lançar a ideia-base para a história, que depois era desenvolvida por outros escritores, no caso de Johnny Freak, o processo foi o inverso. A ideia partiu do editor Mauro Marcheselli e coube a Sclavi desenvolver o argumento e os diálogos.
Mas essa não é a única particularidade desta história, onde, por uma vez, os elementos fantásticos estão praticamente ausentes e os horrores sobrenaturais dão lugar a um horror bem real. O drama de uma criança muda e desprezada, a quem são removidas cirurgicamente as pernas, um rim e um pulmão. Inspirada por um artigo sobre tráfico de órgãos humanos no Brasil que Marcheselli tinha lido numa revista, esta história de ficção teria confirmação na realidade mais de uma década depois, em 2005, com o célebre caso de James Whitaker, que foi gerado e nasceu expressamente com o objectivo de ser dador de medula para o seu irmão Charlie, afectado por uma doença degenerativa mortal.

Numa das raras entrevistas que deu, Sclavi, quando lhe perguntaram se se identificava com DylanDog, respondeu: “Nem com Dylan, nem com Groucho. Eu sou os monstros.” E essa identificação é bem evidente nesta história, em que o verdadeiro mal se esconde nas pessoas de boa aparência e o corpo deformado de Johnny alberga uma alma de artista e um coração de ouro. Tal como os leitores, que não conseguiram resistir à fragilidade e à ternura de Johnny, o próprio Sclavi também não resistiu a alterar o final mais duro imaginado por Marcheselli, criando um novo final que, segundo o próprio, “foi escrito enquanto as lágrimas caíam sobre o teclado do computador”.

Graficamente, Andrea Venturi, que pouco tempo depois trocaria Dylan Dog por Tex, como veremos no volume 6 desta colecção, faz um trabalho magnífico, de uma clareza narrativa ímpar, tão perfeito nas cenas de acção como na expressão das personagens, ou nos desenhos feitos por Johnny.

Mesmo que o fim da história original não deixasse grande espaço a continuações, os autores não resistiram ao desafio e em 1997, no número 127 da revista mensal, surge O Coração de Johnny, a tão esperada continuação de Johnny Freak, com Giampiero Casertano a substituir Andrea Venturi no desenho. O desafio de Casertano, que tinha de se aproximar graficamente do desenho de Venturi nas várias cenas de flash-back que enchem a história, sem abdicar do seu estilo próprio, não era fácil, mas ele cumpre-o com distinção, contribuindo também para a mitologia da série com o seu desenho do Cemitério dos Freaks, um espaço muito peculiar que irá ser cenário de futuras aventuras de Dylan Dog.

AGENDA

Quinta-feira, 26
Colecção Bonelli
3º volume Dylan Dog – A Saga de Johnny Freak

Primeira colecção editada em Portugal dedicada à BD italiana, reunindo oito das mais famosas personagens da Bonelli em dez volumes com histórias inéditas em português. Em exclusivo nos quiosques.

Copyright: © 2018 Público; João Miguel Lameiras
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As Leituras do Pedro: Dampyr: Aventuras em Portugal

As Leituras do Pedro*

Dampyr: Aventuras em Portugal
Colecção Bonelli #2

A Esposa do Vampiro
Mauro Boselli (argumento)
Alessandro Bocci (desenho)

Tributo de Sangue
Giovanni Eccher (argumento)
Maurizio Dotti (desenho)
Levoir/Público
Portugal, 19 de Abril de 2018
190 x 260 mm, 200 p., pb, capa dura
10,90 €

Vampiros entre nós.

Segunda escolha da colecção Bonelli, publicada pela Levoir, à quinta-feira, com o jornal Público, este volume de Dampyr apresentou como especial curiosidade desenrolar-se em terras portugueses.
Ao contrário do quase septuagenário Tex, Dampyr – nome dado aos caçadores de vampiros – é uma criação jovem do catálogo da Bonelli, a que chegou ‘apenas’ em 2000, com autoria de Mauro Boselli e Maurízio Colombo. Filho de pai vampiro e mãe mortal, Harlan Draka tem, por isso, um sangue que se revela mortal para os vampiros, tendo acabado por se tornar um adversário temível daqueles seres.
No início, as suas aventuras tinham como cenário os novos países nascidos da desagregação da ex-Jugoslávia, o que acrescentava um elemento extra de interesse e realismo a tramas fortemente ancoradas no género terror, embora os relacionamentos e alguma componente social também estejam presentes recorrentemente. O avançar da série alargou horizontes e trouxe a Dampyr dois companheiros regulares, Kurjak, um ex-militar, e Tesla, uma vampira.

Prancha de Dampyr em Portugal by Alessandro Bocci

Na primeira das duas histórias deste volume, O Esposo da Vampira, os dois primeiros chegam a Portugal, mais especificamente a Trás-os-Montes, em perseguição de um ser das trevas que presumivelmente habita no castelo de Monforte da Estrela, construção ficcional, tal como a vizinha povoação de Riba Preta que, no entanto, facilmente passam por reais dada a investigação que sem dúvida esteve subjacente à sua criação.
Draka e Kurjak cruzam-se com uma equipa de filmagens inglesa que roda um filme no tal castelo luso, numa história recheada de suspense em que se sucedem as surpresas, muitas delas devidas ao entrecruzar e à sobreposição da narrativa base com as cenas do filme.

Quanto a Tributo de sangue, li-o aqui no Blogue do Tex, à data da sua publicação original em Itália, em Junho de 2012, pelo que remeto os leitores para esse texto.
E, já agora, porque faz todo o sentido, também para as entrevistas que, na época, fiz com os seus autores, o argumentista Giovanni Eccher e o desenhador Maurizio Dotti.

Prancha de Dampyr em Portugal by Maurizio Dotti

Prancha de Dampyr em Portugal by Maurizio Dotti

Não quero deixar passar a oportunidade, no entanto, sem salientar uma das características fortes da maioria das edições Bonelli, a qualidade dos desenhadores, como é evidente na forma como Alessandro Bocci – que estará presente nos dias 28 e 29 de Abril, em Anadia, na 5.ª Mostra do Clube Tex Portugal – e Maurizio Dotti recriaram no papel as paisagens portuguesas, sejam as agrestes zonas montanhosas de Trás-os-Montes, sejam as zonas vinícolas do Douro, sejam as urbanas zonas turísticas da Ribeira de Gaia.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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