Mais um desenhador de Tex em Portugal!!!!! ROSSANO ROSSI no XIV Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja!

Cartaz do 14º Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, da autoria de Susa Monteiro

O Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja entra este ano na sua 14ª edição e realizar-se-á entre os dias 25 de Maio e 10 de Junho. O primeiro fim-de-semana (25, 26 e 27 – sexta, sábado e domingo) será o mais preenchido. A inauguração ocorrerá dia 25 de Maio, sexta-feira, às 21h00, na Casa da Cultura.

Rossano Rossi e Tex estarão presentes no 14º Festival Internacional de BD de Beja

Rossano Rossi e Tex estarão presentes no 14º Festival Internacional de BD de Beja

Nesse fim-de-semana estarão em Beja todos os autores representados nas exposições (20 exposições).
O núcleo central do Festival volta a ser a Casa da Cultura. Mas o Festival espraia-se um pouco por todo o centro histórico da cidade: Centro Unesco, Forno da Ti Bia Gadelha, Galeria da Rua dos Infantes, Museu de Sítio da Rua do Sembrano, Museu Regional de Beja e Pax Julia – Teatro Municipal.

Estarão presentes autores de Angola, Brasil, Espanha (País Basco), França, Itália, Suécia e Portugal.
Além das exposições, haverá ainda apresentação de projectos, conferências, conversas com autores, encontro de urban sketchers, exibição de documentários (sobre autores de bd), lançamento de livros e fanzines, master classes, workshops, sessões de autógrafos, sessões de prémios, venda de arte original, visitas guiadas, programação infantil, etc., etc.
E, claro, os famosos concertos desenhados (um autor de banda desenhada a desenhar a música de uma banda, ao vivo, com projecção num ecrã gigante, em tempo real).

É importante referir que nas noites de 25 e 26 o Festival só encerra às 4h00 da manhã!
Além desta oferta haverá ainda espaço para as tasquinhas com comes e bebes – não podiam faltar – e para a Tenda do Mercado do Livro, onde estarão representadas várias lojas, muitos autores e mais de 60 editores!

O Tex de Rossano Rossi

Vamos TODOS até Beja, em especial os fãs e coleccionadores de Tex, porque o consagrado desenhador italiano ROSSANO ROSSI vai ser uma das estrelas da Nona Arte presentes neste 14º Festival de Beja! A sua presença está integrada nas comemorações dos 70 anos de vida editorial de Tex Willer!

Tex Willer que deste modo volta a ser personagem em destaque neste importante Festival Português depois de já cá ter estado com Fabio Civitelli e Ivo Milazzo, respectivamente em 2010 e 2011.

Realce ainda para o facto de que uma vez mais estarão portanto expostas páginas ORIGINAIS de Tex no nosso país.

Rossano Rossi, desenhador de Tex convidado para o 14º Festival Internacional de BD de Beja

EXPOSIÇÕES

ANDRÉ MORGADO & ALEXANDRE LEONI – Portugal / Brasil
AS AVENTURAS DE JERÍLIO NO SÉCULO XXV (exposição de banda desenhada sobre azulejo), de Luís Cruz Guerreiro – Portugal
CRISTINA MATOS – Portugal
JAYME CORTEZ – Portugal
JOSÉ RUY – DESENHOS DO JARDIM ZOOLÓGICO – Portugal
LUÍS GUERREIRO (Prémio Geraldes Lino) – Portugal
MANUELE FIOR – Itália
MARCO GERVASIO – Itália
MAX ANDERSSON – Suécia
MOSI – Portugal
OS REGRESSOS, de Pedro Moura e Marta Teives – Portugal
PENTÂNGULO # 1 (alunos da Ar.Co) – Portugal
PIERRE-HENRY GOMONT – França
ROMA, CAPITAL DO IMPÉRIO (exposição bibliográfica) – Vários países
ROSSANO ROSSI – Itália
TAINAN ROCHA – Brasil
THE LISBON STUDIO – Portugal
VILAS – Portugal
VINHETAS DO PAÍS BASCO – Espanha (País Basco)
WAGNER WILLIAN – Brasil

A arte de Rossano Rossi em Tex

A arte de Rossano Rossi em Tex

Em breve daremos mais informações a respeito de mais esta Exposição de Rossano Rossi, que decerto ficará gravada a letras de ouro no historial do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, assim como na própria história de Tex Willer no nosso país, por isso caro pard não deixe de marcar presença em Beja para revivermos todos os maravilhosos momentos vividos em 2010 aquando da presença de Fabio Civitelli para comemorar os seus 25 anos de carreira a desenhar Tex Willer e em 2011 aquando da presença de Ivo Milazzo!

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Rádio RCPfm, da Pampilhosa-Mealhada, é a RÁDIO OFICIAL da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal

A Rádio RCPfm (Rádio Clube da Pampilhosa), da Pampilhosa-Mealhada, vai estar na 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, nos dias 28 e 29 de Abril, enquanto RÁDIO OFICIAL do evento a realizar no Museu do Vinho Bairrada, localizado na cidade de Anadia e que contará com a participação dos consagrados desenhadores italianos Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino. A contínua aposta numa parceria com um dos mitos da banda desenhada italiana – uma das mais importantes do mundo – parte da vontade de aproximar a rádio dos apreciadores da nona arte, já que se trata de uma aposta clara da rádio bairradina em eventos relacionados com a BD.

João Paulo Teles e José Carlos Francisco, em 2015, aquando da 2ª Mostra do Clube Tex Portugal

A Rádio RCP tem tido um papel importante na inovação da rádio na Bairrada e  isso passa também pela banda desenhada no geral e pela personagem Tex Willer em particular, como aconteceu com a divulgação feita nos anos anteriores e que contou em cada ano com uma entrevista radiofónica a José Carlos Francisco, presidente do Clube Tex Portugal, entrevistas essas realizadas por João Paulo Teles no programa Supermanhã.

A Rádio RCP tem vindo a cruzar plataformas e conteúdos de forma inovadora, que lhes permite não só liderar em audiências mas também na geração de receitas, porque há muito que a rádio deixou de se confinar à antena e nesse sentido faz todo o sentido estar associada a um dos maiores eventos portugueses relacionados com a banda desenhada e que fazem de Anadia a capital lusitana do Tex e que contará na cerimónia de inauguração, no dia 28 de Abril pelas 14.45 horas, com a presença da ilustre Presidente da Câmara Municipal de Anadia, Eng.ª Maria Teresa Belém Correia Cardoso e de mais alguns notáveis vereadores municipais, além da presença do director do Museu do Vinho Bairrada, o distinto Dr. Pedro Dias, como tem sido tradição nos anos anteriores.

José Carlos Francisco e João Paulo Teles nos estúdios da RCPfm, em 2017

Por sua vez a direcção do Clube Tex Portugal, na pessoa do seu presidente, José Carlos Francisco, confidencia que “Estamos muito satisfeitos por ter a RCP como nosso parceiro também nesta nossa 5ª Mostra que conta com dois dias de actividades relacionadas com o mundo de Tex e que traz ao nosso país, uma vez mais, dois dos mais conceituados desenhadores italianos e que certamente farão as delícias de todos os fãs e coleccionadores de Tex que nos visitarão nos dois dias deste nosso evento de interesse público, alguns inclusive vindos do estrangeiro, nomeadamente do Brasil, Itália e Espanha e que irá uma vez mais contribuir para a afirmação de Portugal como um dos países a nível mundial onde há mais fervor e paixão pela mítica personagem da banda desenhada italiana, contribuindo inequivocamente para a notoriedade do coleccionador português a nível internacional e constituindo um claro estímulo para o aumento da prática da leitura da nona arte, especialmente por parte dos jovens que nos brindarão com a sua presença tal como tem acontecido nos quatro anos anteriores.“

A Rádio RCP tem emissor na frequência de 92.6 FM na Serra do Buçaco, a 700 metros de altitude, no coração da Região Centro de Portugal e a localização privilegiada permite cobrir toda a região da Bairrada e outros concelhos dos distritos de Aveiro, Viseu e Coimbra e ainda faixas dos distritos de Leiria e Guarda.

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Dampyr: Aventuras em Portugal – ESTA quinta-feira com o jornal Público

Por Levoir

* Portugal é o cenário para duas histórias de Vampiros em Dampyr, uma mistura de suspense e aventura policial com terror, que a Levoir e o Público publicam nesta quinta-feira, 19 de Abril, na Colecção Bonelli..


Criado por Mauro Boselli e Maurizio Colombo, a história de Dampyr, fruto da união de um vampiro com uma mulher mortal, alguém que está entre dois mundos e cujo sangue pode destruir os vampiros. A série foi concebida inicialmente como uma mini-série para a revista Zona X publicada pela Sergio Bonelli Editore na Itália. As aventuras contra o mal deste ser especial percorrem o mundo de lés a lés, passando por Praga, Berlim, Paris, Etiópia, Irlanda e também Portugal.


Segundo Giovanini Echer, “O motivo por que a trama é ambientada nesses lugares é muito simples: eu fiquei impressionado durante uma belíssima viagem a Portugal. Além disso, como a minha namorada é dona de uma enoteca em Milão, ela foi a minha guia entre os exportadores de Vila Nova de Gaia, que nos acolheram com muita cortesia e nos permitiram visitar as suas caves e provar os seus produtos.”


Dampyr é uma lenda balcânica. Naquela região acreditam haver uns vampiros especiais que podem enfrentar a luz do sol sem se sentirem afectados por ela. São conhecidos como os Mestres da Noite e podem dar vida a outros vampiros ao morder um ser humano, tornando-o membro do grupo daquele Mestre da Noite que o mordeu.


O Esposo da Vampira, de Mauro Boselli e Alessandro Bocci é uma das duas histórias que fazem parte deste volume. Harlan Draka e o seu amigo Kurjak  (um ex-soldado que desistiu das guerras injustas para lutar pela salvação da humanidade) vão até Trás-os-Montes, para investigar a lenda do Castelo de Monforte da Estrela, que dizem estar assombrado por uma vampira. No local encontram uma equipa de filmagens que se prepara para rodar um filme de terror inspirado num conto do século XIX, cuja acção decorre na Catalunha e que é filmado em Trás-os Montes por questões de custos.


Tributo de Sangue, história de Giovanni Eccher e Maurizio Dotti tem como cenário a zona ribeirinha do Porto, a região vinícola do Douro e as caves de Vila Nova de Gaia. A especificidade cultural de Miranda do Douro e as perseguições aos judeus perpetradas pela população cristã e pela Inquisição portuguesa no século XVI também fazem parte desta história que inclui um fantasma em traje mirandense e uma tentativa de assassinato na ponte D. Luís I.


Características do volume 2 da Colecção Bonelli
Tradução – Nuno Camarneiro
Capa dura – P/B
Nº páginas – 200
Formato – 190 x 260mm
Preço 10,90€

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Entrevista exclusiva: ALESSANDRO NESPOLINO (autor convidado para a 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, em Anadia, nos dias 28 e 29 de Abril)

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) na tradução e revisão.

Alessandro Nespolino estará em Anadia nos dias 28 e 29 de Abril para deleite dos fãs de Tex

O Clube Tex Portugal realiza, em Anadia, nos dias 28 e 29 de Abril próximo a 5ª Mostra do Clube Tex Portugal e traz pela primeira vez ALESSANDRO NESPOLINO ao nosso país, motivo mais que suficiente para esta entrevista do blogue português do Tex com o autor italiano que estará então presente na capital da Bairrada no fim de semana de 28 e 29 de Abril no mui nobre MUSEU DO VINHO BAIRRADA.

Caro Alessandro, seja bem-vindo ao blogue português de Tex! Você será protagonista em Portugal de uma mostra do Clube Tex Portugal, na cidade de Anadia. O que lhe representa este acontecimento que contará com a sua presença num país estrangeiro?
Alessandro Nespolino: É a primeira vez que irei a Portugal e é uma grande emoção poder encontrar amigos e leitores do nosso amado Ranger. Quando se é convidado a ir a um país estrangeiro, é que percebe-se a importância do próprio trabalho, que leva para além das suas fronteiras um produto que conta com centenas de milhares de leitores e é um símbolo da cultura popular do seu País. Tex e as personagens da Bonelli são muito amados no exterior e eu sei que em Anadia aguarda-me um grande entusiasmo e afecto.

O que convenceu Alessandro Nespolino, autor de fama mundial, a aceitar um convite assim incomum?
Alessandro Nespolino: Nestes anos, graças ao grande trabalho de difusão das actividades do Clube Português do Tex, eu pude ver e ler quanto amor há da parte do vosso país por Tex. O Ranger certamente é uma das personagens mais amadas no mundo e conta com um grande grupo de leitores aficionados em Portugal. Foi exactamente por isso que eu aceitei o convite, para poder constatar pessoalmente o vosso afecto, e poder retribuir com a minha presença… e o meu lápis.

Quais são as suas expectativas em relação à 5ª Mostra do Clube Tex Portugal?
Alessandro Nespolino: Estou certo de que aguarda-me uma grande demonstração de afecto. Poder encontrar os nossos leitores e, de algum modo, retribuir o amor que sentem por Tex e pelas personagens da Sergio Bonelli, é um grande prazer.

Você tem algum contacto com a BD feita em Portugal? Conhece algum autor, como por exemplo E. T. Coelho, que morou e trabalhou por muito tempo na Itália, por muitos considerado o melhor desenhador português de BD desde sempre?
Alessandro Nespolino: Eu conheço alguma coisa do trabalho de E. T. Coelho, mas espero recuperar mais o quanto antes, junto a material de outros nomes do panorama da BD portuguesa.

Alarguemos um pouco o horizonte da entrevista: o que o fez entrar para a indústria dos quadradinhos?
Alessandro Nespolino: Eu desenho desde quando era pequeno e, graças ao meu pai, na nossa casa a BD sempre esteve presente. Ao crescer eu continuei a cultivar a paixão pelo desenho e, quando comecei a ler, primeiro Diabolik e depois Dylan Dog, sempre tive cada vez mais a convicção de que queria entrar para o mundo dos quadradinhos. Creio que o maior mérito foi justamente de Dylan Dog que, para a minha geração (eu tinha 15 ou 16 anos quando a Sergio Bonelli começou a publicar as histórias do Investigador do Pesadelo), foi uma das personagens mais importantes da BD.

Como analisa a evolução da sua carreira?
Alessandro Nespolino: A minha carreira passou por muitas mudanças, tanto de estilo quanto de séries em que trabalhei. Comecei a desenhar para a Editora Star Comics, com séries modernas e de ficção científica, com Lazarus Ledd e Morgan-A Roda Sagrada (uma mini-série de ficção científica em 4 episódios, da qual também fiz os estudos das personagens e o primeiro volume), e depois cheguei à Bonelli, na série policial Nick Raider. A partir dali eu passei por muitos títulos da Bonelli, a trabalhar em séries muito diferentes entre si, de Brad Barron (ficção científica anos 1950) a Volto Nascosto (Face Oculta, série histórica ambientada no final do Século 19). Nos últimos anos a minha carreira levou-me a desenhar sobretudo séries de ambientação histórica, e permitiu-me passar da África à China, até o Oeste Selvagem de Mágico Vento e Tex.

Como avalia o seu trabalho de hoje em comparação com o passado?
Alessandro Nespolino: Certamente o meu trabalho tornou-se cada vez com mais precisão e estudo. As séries históricas comportam um enorme serviço de pesquisa e documentação. É trabalhoso mas dá grandes satisfações do ponto de vista da realização gráfica. Além da Sergio Bonelli, eu tive experiências profissionais também com a França. E também ali eu trabalhei com uma série de ambientação histórica, de época vitoriana, a desenhar três volumes que têm por protagonista Sherlock Holmes.

Como se forma um desenhador do seu calibre?
Alessandro Nespolino: Depois de concluir o ensino secundário, eu frequentei uma escola de BD em Roma, que permitiu-me aprender os princípios do ofício e dar os primeiros passos no mundo profissional, em uma pequena editora romana. Depois de mais de vinte anos a seguir esta profissão, eu entendi que a diferença vem do trabalho, das horas passadas à mesa de desenho e da dedicação.

No que está a trabalhar actualmente?
Alessandro Nespolino: Neste momento estou a trabalhar em uma série policial ambientada em Nápoles na década de 1930, O Comissário Ricciardi, extraída dos romances do escritor napolitano Maurizio De Giovanni. Uma nova aventura editorial em que a Sergio Bonelli lançou-se, a realizar a transposição para BD de uma personagem nascida nas páginas dos livros.

O que você sentiu quando recebeu o convite para desenhar Tex?
Alessandro Nespolino: Eu recordo-me que houve um momento inicial de incredulidade. Eu havia recém concluído Brad Barron e Mauro Marcheselli, à época redactor chefe da Editora, telefonou-me para dizer que Sergio Bonelli havia sugerido meu nome para desenhar Tex. É fácil imaginar a emoção e a surpresa. Mas eu não iniciei de imediato a desenhar Tex, visto que o então editor de Nick Raider e Mágico Vento, Renato Queirolo, chamou-me para a equipa de uma nova mini-série, a mencionada Face Oculta. A partir de então anos se passaram, nos quais também desenhei Mágico Vento, Shanghai Devil e Adam Wild, até chegar a desenhar o meu primeiro Tex.

Para si, o que representa Tex e qual é a importância da personagem na sua vida?
Alessandro Nespolino: Tex é a personagem de ponta da Editora, e há 70 anos é uma das BDs mais vendidas da Itália. Tex não é só uma revista aos quadradinhos, faz parte da cultura popular do nosso país e é uma das personagens de BD mais populares e amadas no mundo, como também mostra o afecto de vocês, portugueses. Desenhar Tex representa a consagração e o reconhecimento do próprio trabalho, mas também é uma grande responsabilidade porque, como autor, eu sei que a minha BD será lida por centenas de milhares de leitores, eu serei confrontado não só com um símbolo do mundo dos comics, mas também com todos os grandes nomes de autores que paralelamente e antes de mim assinaram as páginas do Ranger.

Há alguma história de Tex não feita por si que gostaria de ter feito?
Alessandro Nespolino: Para responder a essa pergunta vêm-me à mente duas histórias de Tex. A primeira é uma das primeiras que eu li, e também é um dos primeiros volumes de Tex, Um Contra Vinte. Por óbvio é de Gianluigi Bonelli e Galep, e não é difícil deduzir quem seria o Um, e representa para mim o símbolo da estatura de uma personagem como Tex. Ontem como sonhador que lia aquela BD, e hoje como desenhador, quem não gostaria de fazer parte da realização de uma história em que o herói, sozinho, derrota vinte criminosos que o querem morto? A outra é uma longa história de Nizzi e Villa (que, na época, eu comprei justamente pelos desenhos deste último, visto que não lia Tex há algum tempo) que começa com A Conspiração e vai até O Prisioneiro do Albatroz, em que Tex e Carson, para libertar um velho amigo, devem ajudar a fugir de Alcatraz o capitão Barbanegra Drake e viajar no veleiro dele. Uma aventura longa e épica, muito bela pela variedade de ambientações e de situações.

Tex é uma personagem importante na sua carreira, sem dúvida. Você consegue imaginar-se daqui a dez ou vinte anos ainda a desenhar a série ou pretende, um dia, tentar algo novo? Você tem algum projecto em mente no qual trabalhar no futuro?
Alessandro Nespolino: Tex é uma personagem importantíssima para qualquer pessoa que siga este ofício. Como em todos esses anos eu também continuei a mudar de séries, espero que em dez ou vinte anos eu possa continuar a fazer este trabalho com o mesmo entusiasmo, e que entre uma série e outra de vez em quando eu sempre consiga retornar às páginas do Ranger. Um pouco como o nosso herói que, entre uma aventura e outra, volta à sua reserva, entre os seus navajos, para reencontrar os velhos amigos e o calor de casa.

Para concluir, gostaria de deixar uma mensagem aos seus admiradores que irão a Anadia?
Alessandro Nespolino: Eu espero que os nossos leitores e amigos de Tex encontrem-nos em Anadia para um aperto de mão e para partilharmos a paixão por esta personagem fantástica.

Caro Alessandro, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. Se quiser aproveitar este espaço para algumas palavras aos nossos leitores, à vontade.
Alessandro Nespolino: A paixão com que os leitores continuam a acompanhar as aventuras de Tex e das personagens da Sergio Bonelli sempre foram um estímulo para oferecer o melhor produto possível. O desenho, e a arte em geral, também são compartilhamento e, sem os leitores, eu não poderia compartilhar com ninguém o que eu faço. E descobrir que os nossos leitores também estão fora das fronteiras italianas, é um motivo de orgulho a mais e um motivo para fazer cada vez melhor. Tex é uma personagem que viaja, que está sempre em movimento, que não tem fronteiras e que derruba as barreiras entre os povos, e o Clube Português do Tex, assim como o nosso Ranger, derruba as barreiras e as fronteiras para empenhar-se na linha da frente da difusão das suas aventuras, com paixão e afecto imensos. Por tudo isso eu agradeço e, com o meu trabalho, espero conseguir retribuir o afecto de vocês. Obrigado.


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Intervista esclusiva: ALESSANDRO NESPOLINO (in occasione della sua presenza alla 5ª Mostra del Club Tex Portogallo)

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Júlio Schneider (redattore di Tex per il Brasile) per le traduzioni e le revisioni.

Per celebrare il quinto anno di vita del Club Tex Portogallo, si terrà una nuova Mostra al Museo del Vino e della Vigna di Anadia (il luogo più importante della città). Situata nel centro del Portogallo, Anadia dista 25 km a nord di Coimbra e 90 km a sud di Oporto.
L’esposizione avrà luogo nei giorni 28 e 29 aprile con la presenza di due grandi nomi di Tex: Alessandro Bocci e ALESSANDRO NESPOLINO.

Caro Alessandro, ancora una volta sii il benvenuto al blog portoghese di Tex! Sarai protagonista in Portogallo di una esposizione del Club Tex Portogallo, nella città di Anadia. Cosa rappresenta per te questo avvenimento che potrà contare sulla tua presenza in un paese straniero?
Alessandro Nespolino: E’ la prima volta che vengo in Portogallo ed è una grande emozione poter incontrare amici e lettori del nostro amato Ranger. Quando sei invitato in un paese “straniero”, ti rendi conto dell’importanza del tuo lavoro, poiché porti al di fuori dei tuoi confini nazionali, un prodotto che ha centinaia di migliaia di lettori e rappresenta un simbolo della cultura popolare del tuo paese. Tex e i personaggi della Bonelli sono molto amati all’estero e sono sicuro che ad Anadia, ci sarà ad attendermi un grande entusiasmo e affetto.

Cosa ha convinto Alessandro Nespolino, autore di risonanza mondiale, ad accettare un invito così insolito?
Alessandro Nespolino: Negli anni, grazie al grande lavoro di promulgazione delle attività del Club Portoghese di Tex, ho potuto vedere e leggere quanto amore c’è da parte della vostra nazione verso Tex. Il Ranger è sicuramente uno dei personaggi più amati al mondo e trova in voi, uno zoccolo duro di appassionati lettori. E’ proprio per questa ragione che ho accettato il vostro invito, per poter constatare con mano il vostro affetto, e poterlo ricambiare con la mia presenza… e la mia matita.

Quali sono le tue aspettative relativamente alla 5ª Mostra del Club Tex Portogallo?
Alessandro Nespolino: Sono sicuro che ad attendermi ci sarà una grande dimostrazione di affetto. Poter incontrare i nostri lettori e ricambiarli in qualche modo dell’amore che provano verso Tex e i personaggi della Sergio Bonelli, è un vero piacere.

Hai qualche contatto con il fumetto made in Portogallo? Conosci qualche autore, come per esempio E. T. Coelho, anche perché ha vissuto e lavorato per molto tempo in Italia, considerato da molti come il miglior disegnatore di fumetti portoghese di sempre?
Alessandro Nespolino: Conosco qualcosa del lavoro di Coelho, ma spero di recuperare al più presto, insieme ad altri nomi del panorama del fumetto portoghese.

Allargando adesso un po’ l’orizzonte dell’intervista: cosa ti ha convinto ad entrare nell’industria dei comics?
Alessandro Nespolino: Disegno da quando ero molto piccolo e, grazie a mio padre, in casa i fumetti sono sempre stati presenti. Crescendo ho continuato a coltivare la passione per il disegno e quando ho iniziato a leggere, prima Diabolik e poi Dylan Dog, ho avuto sempre più la convinzione di voler entrare nel mondo del fumetto. Il merito fondamentale credo che l’abbia avuto proprio Dylan Dog, che è stato, per la mia generazione (avevo 15, 16 anni quando la Sergio Bonelli iniziò a pubblicare le storie dell’Indagatore dell’Incubo), uno dei personaggi più importanti del fumetto.

Come analizzi l’evoluzione della tua carriera?
Alessandro Nespolino: La mia carriera è passata attraverso molti cambiamenti, sia stilistici che di serie su cui ho lavorato. Ho iniziato a disegnare per la Star Comics, su serie moderne e di fantascienza, su Lazarus Ledd e Morgan-La Sacra Ruota (miniserie, quest’ultima, di fantascienza in 4 episodi, di cui ho realizzato anche lo studio dei personaggi e il primo albo), arrivando poi alla Sergio Bonelli, sulla serie poliziesca Nick Raider. Da lì in poi ho cambiato molte testate nella Bonelli, lavorando su serie molto diverse tra loro; da Brad Barron (fantascienza anni ’50) a Volto Nascosto (serie storica ambientata alla fine del 1800). Negli ultimi anni, la mia carriera mi ha portato a disegnare soprattutto serie di ambientazione storica, permettendomi di spaziare dall’Africa alla Cina, fino al selvaggio west di Magico Vento e Tex.

Come valuti il tuo lavoro di oggi in rapporto al passato?
Alessandro Nespolino: Sicuramente il mio lavoro è diventato sempre più di precisione e di studio. Le serie storiche ti costringono ad un grosso lavoro di ricerca e documentazione. Un lavoro impegnativo, ma che ti dà grandi soddisfazioni dal punto di vista della realizzazione grafica. Oltre che con la Sergio Bonelli, ho avuto anche esperienze lavorative con la Francia. E anche lì ho lavorato su serie di ambientazione storica, di epoca vittoriana, disegnando tre volumi con protagonista Sherlock Holmes.

Come si forma un disegnatore del tuo calibro?
Alessandro Nespolino: Dopo il diploma di scuola superiore, ho frequentato una scuola di fumetto a Roma, che mi ha permesso di apprendere i primi rudimenti di questo mestiere e di muovere i primi passi nel mondo del lavoro, presso una piccola casa editrice romana. Dopo più di vent’anni che faccio questo mestiere, ho capito che la differenza la fanno il lavoro, le ore passate sulla sedia al tavolo da disegno e la dedizione.

Su che cosa stai lavorando attualmente?
Alessandro Nespolino: In questo momento sto lavorando su una serie poliziesca, ambientata a Napoli negli anni ’30, “Il Commissario Ricciardi”, tratta dai romanzi dello scrittore napoletano Maurizio De Giovanni. Una nuova avventura editoriale in cui la Sergio Bonelli si è lanciata, realizzando la trasposizione a fumetti di un personaggio nato dalle pagine dei libri.

Cos’hai provato quando hai ricevuto l’invito per disegnare Tex?
Alessandro Nespolino: Ricordo che ci fu un momento iniziale di incredulità. Avevo appena ultimato Brad Barron, e Mauro Marcheselli, all’epoca redattore capo centrale della casa editrice, mi telefonò per dirmi che Sergio Bonelli mi aveva proposto per disegnare Tex. Puoi immaginare l’emozione e la sorpresa. Solo che non iniziai subito a disegnare Tex, poiché all’epoca Renato Queirolo, curatore di Nick Raider e Magico Vento, mi volle nello staff di una nuova miniserie, Volto Nascosto. Da lì in poi sono trascorsi degli anni, in cui ho disegnato anche Magico Vento, Shanghai Devil e Adam Wild, prima di arrivare a disegnare il mio primo Tex.

Cosa rappresenta Tex per te e quale è la sua importanza nella tua vita?
Alessandro Nespolino: Tex è il personaggio di punta della casa editrice, ed è da 70 anni, uno dei fumetti più venduti d’Italia. Tex non è solo un fumetto, ma è un pezzo della cultura popolare del nostro paese ed uno dei personaggi di fumetti più popolari e amati al mondo, come dimostra anche l’affetto di voi portoghesi. Disegnare Tex, rappresenta la consacrazione e il riconoscimento del proprio lavoro, ma è anche una grande responsabilità, perché da autore sai che il tuo fumetto verrà letto da centinaia di migliaia di lettori e dovrai confrontarti non solo con un simbolo del mondo dei comics, ma anche con tutti i grandi nomi di autori che con te e prima di te hanno firmato le pagine del Ranger.

C’è qualche storia di Tex non firmata da te che ti sarebbe piaciuto di avere realizzato?
Alessandro Nespolino: Per rispondere a questa domanda mi vengono in mente due storie di Tex. La prima è una delle prime che ho letto in assoluto, e anche uno dei primi albi di Tex, “Uno contro venti”. Ovviamente di Gianluigi Bonelli e Galep, in cui non è difficile intuire chi fosse “l’uno”, e rappresenta per me il simbolo della statura di un personaggio come Tex. Ieri da sognatore che leggeva quel fumetto, e oggi da disegnatore, chi non vorrebbe essere coinvolto nella realizzazione di una storia, in cui l’eroe, da solo, sconfigge venti criminali che lo vogliono morto? L’altra invece è una lunga storia di Nizzi e Villa (che all’epoca comprai proprio per i disegni di quest’ultimo, poiché non leggevo Tex da un po’) che inizia con “La congiura”, fino a “Il prigioniero dell’Albatros”, in cui Tex e Carson, per liberare un loro vecchio amico, sono costretti a far evadere da Alcatraz, il capitano “Barbanera” Drake e viaggiare sul suo veliero. Un’avventura lunga ed epica, molto bella per varietà di ambientazioni e situazioni.

Tex è un personaggio importante nella tua carriera, senza dubbio: riesci ad immaginarti fra 10 o 20 anni a disegnare ancora la serie, o ambisci, un giorno, a provarti su qualcosa di nuovo? Hai qualche progetto in mente a cui lavorare in un futuro?
Alessandro Nespolino: Tex è un personaggio importantissimo per chiunque faccia questo mestiere e poiché in tutti questi anni ho continuato anche a cambiare serie, spero che tra 10 o 20 anni io possa continuare a fare questo lavoro con lo stesso entusiasmo, e che tra una serie e l’altra io riesca sempre a tornare, ogni tanto, sulle pagine del Ranger. Un po’ come il nostro eroe, che tra un’avventura e l’altra, torna nella sua riserva, tra i suoi Navajo, per ritrovare i vecchi amici e il calore di casa.

In conclusione, vuoi lasciare un messaggio ai tuoi ammiratori che si trasferiranno ad Anadia?
Alessandro Nespolino: Spero che i nostri lettori e amici di Tex ci raggiungano ad Anadia, per incontrarci, stringerci la mano e condividere insieme la passione per questo personaggio fantastico.

Caro Alessandro, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso. Se vuoi approfittare di questo spazio per lasciare qualche messaggio anche ai nostri lettori, puoi farlo.
Alessandro Nespolino: La passione con cui i lettori continuano a seguire le avventure di Tex e dei personaggi della Sergio Bonelli, sono da sempre uno stimolo per offrire il miglior prodotto possibile. Il disegno, e l’arte in generale, sono anche condivisione, e senza i lettori, io non potrei condividere con nessuno ciò che faccio. Scoprire poi che i nostri lettori sono anche al di fuori dei confini nazionali, è un motivo di orgoglio in più e un motivo per fare sempre meglio. Tex è un personaggio che viaggia, che è sempre in movimento, che non ha confini e che abbatte le barriere tra i popoli, e il Club Portoghese di Tex, proprio come il nostro Ranger, abbatte le barriere e i confini, per impegnarsi in prima linea nella diffusione delle sue avventure, con passione e affetto immenso. Per tutto questo io vi ringrazio e spero di riuscire a contraccambiare, con il mio lavoro, il vostro affetto. Grazie.

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