Tex DESEMBARCA na HUNGRIA com aventura de Mauro Boselli & Claudio Villa

Frike Comics, a casa editorial de Tex na Hungria

A longa cavalgada de Tex, à volta do mundo, levou-o nos últimos anos aos Estados Unidos, Rússia, Portugal e Chile, mas a popularidade da mítica personagem da Casa Bonelli, a maior editora transalpina de fumetti (nome dado à BD em Itália) que não parece assim conhecer fronteiras acaba de se estender também à HUNGRIA, país localizado na Europa Central, especificamente na Bacia dos Cárpatos.

A Hungria torna-se assim o mais recente país onde será publicado Tex Willer, o Ranger que mantém vivo o espírito do spaghetti western na banda desenhada e um dos títulos mais vendidos em Itália.

O primeiro álbum do Tex em húngaro será lançado em 27 de Setembro pela editora Frike Comics, casa editorial que tem publicado com regularidade, em terras magiares, outros personagens Bonelli: Dylan Dog, Dampyr, Morgan Lost, Zagor e agora Tex.

Publicações Bonelli da editora húngara Frike Comics

E o volume que dará a conhecer Tex aos húngaros já neste mês de Setembro, com um preço de 4.500 Florins húngaros (12,59€ ao câmbio de hoje), será Tex #1: A könyörtelen, a já mítica aventura escrita por Mauro Boselli e desenhada por Claudio Villa, cujo título original foi “Tex – L’Inesorabile“, o Tex Gigante desenhado recentemente por Villa, uma história importante, daquelas que constituem, para uma série de banda desenhada, um ponto de chegada, um passo em frente, mas também um ponto de partida como acontece na Hungria ao eleger esta aventura para ser a primeira aventura magiar de Tex. A primeira de muitas, esperamos!

Tex #1 – A könyörtelen, marca a estreia de Tex na Hungria

Para mais informações, acessem o Facebook oficial da editora húngara.

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A inspiração (Leonardo DiCaprio) e as cores originais de Claudio Villa para a capa de Tex #719 “Scontro finale”

Mauro Boselli exibe dois exemplares de Tex #719, lançamento ocorrido nesta terça-feira, em Itália

Foi lançado hoje, dia 8 de Setembro, em Itália, a edição número 719 de Tex mensal, com o título “Scontro finale”, uma edição que contém uma particularidade rara de há alguns anos a esta parte… traz a conclusão de uma história escrita por Mauro Boselli e desenhada por Ernesto Garcia Seijas e o início de uma outra história, esta escrita por Pasquale Ruju e desenhada por Alfonso Font. A capa, como todas as posteriores à edição número 400, é da autoria de Claudio Villa e é precisamente sobre a capa de Tex #719 que queremos dedicar estas linhas de hoje.

A capa de Tex #719

Capa (cujas cores originais damos também a conhecer devido a uma gentil cortesia do consagrado desenhador italiano) que tem a particularidade de ser baseada numa cena de acção de Leonardo DiCaprio (como se pode ver de seguida), consagrado actor, produtor e filantropo norte-americano vencedor do Óscar de melhor actor com o filme The Revenant.

Leonardo DiCaprio numa cena de acção em “Once upon a Time in Hollywood”

Leonardo DiCaprio

Cena essa de Leonardo DiCaprio em “Once upon a Time in Hollywood” (no Brasil e em Portugal, “Era Uma Vez Em… Hollywood“), de Quentin Tarantino, um filme americano de 2019, do género comédia dramática, escrito e dirigido por Quentin Tarantino.

Produzido pela Columbia Pictures e Heyday Films, é uma co-produção internacional entre os Estados Unidos e o Reino Unido e tem como estrelas maiores Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e Margot Robbie, com Emile Hirsch, Margaret Qualley, Timothy Olyphant, Dove Cameron, Austin Butler, Bruce Dern e Al Pacino em papéis coadjuvantes. 

Mas voltando à capa de Tex #719, Claudio Villa brindou também todos os fãs e coleccionadores do Ranger, com a arte original, divulgando-a inclusive com as cores originais do próprio Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex:

A capa de Tex #719, com as cores originais de Claudio Villa

A inspiração (Leonardo DiCaprio) e a arte (Claudio Villa)

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SECRET ORIGINS: TEX CLASSIC 6

Por Saverio Ceri [1]

Eis-nos aqui hoje para falar do sexto encontro com as “origens secretas” das capas de Tex Classic. Como sempre sublinhamos, de secreto há bem pouco. Trata-se de um pretexto para redescobrir a gloriosa história dos mais de setenta anos deste histórico personagem bonelliano, através da evolução das suas capas.

Tex Classic #6 – Mefisto la spia

O sexto volume, cuja capa pode ser vista acima, republica, a cores, as histórias publicadas nos Albi d’oro 11 e 12 que por sua vez reproduzem as aventuras apresentadas originariamente nos números 31 a 36 da primeira série de tiras. Desta vez a capa eleita foi a do décimo segundo Albo d’oro – que pode ser vista de seguida na sua versão original:

Albo d’oro Tex #12

Curiosamente Tex parece ignorar completamente a presença de Mefisto que surge claramente armado.
A situação de Mefisto que comparece no lado direito da capa de arma em punho, recorda a cena publicada em Mefisto, la spia, a striscia nº 35 da primeira série, episódio publicado tanto no décimo segundo número do Albo d’oro quanto neste sexto Tex Classic. Neste caso, porém, Mefisto não somente tem a arma, mas também a usa, disparando, à distância, contra o herói.
Abaixo mostra-se em sequência a vinheta da edição em tiras onde tudo começou, a capa desse mesmo volume e o desenho original de Galep para a capa em questão:

Vinhetas com a presença de Mefisto que serviram de inspiração para a capa

Collana del Tex nº 35 – “Mefisto la spia”

Collana del Tex nº 35 – “Mefisto la spia” – Arte original da capa

Uma última curiosidade: Claudio Villa alude a esta capa de Galep, na segunda capa da Collezione Storica a Colori do Repubblica. Mesmo título, mesma cena.

Collezione Storica a Colori nº 2 – Mefisto la spia; arte de Claudio Villa

Saverio Ceri

Encontre todas as outras origens das capas de Tex Classic na rúbrica Secret Origins: Tex Classic

[1] Material apresentado no blogue Dime Web em 26/05/2017; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2017 Saverio Ceri

Novos marca-páginas oficiais Mythos-Bonelli

Por Ezequiel Guimarães

E já está indo, via correios, dentro dos pacotes de revistas, para os recentes compradores da linha Bonelli da Editora Mythos, os belos novos marcadores de páginas, dos apreciados personagens bonellianos.

E o inoxidável  Ranger está lá, claro, inclusive com o maior número de marca-páginas – como deveria ser, pois TEX é o principal personagem bonelliano.

Mas também o grande Investigador do Pesadelo Dylan Dog, a graciosa Investigadora da Alma Julia Kendall, e um dos mais recentes personagens bonellianos a aportar por aqui, Dragonero, também marcam presença.

Há algum tempo que há pedidos de brindes por parte dos leitores, e a Mythos vem cada vez mais atendendo o seu público, como recentemente com as máscaras faciais protectoras (em tempos de pandemia do Coronavírus, é um excelente brinde), e outros brindes outrora já distribuídos, como outros marca-páginas, moeda, porta-copos, etc.

Desde os áureos tempos da lendária Editora Vecchi, os leitores sempre pediram brindes, e a Mythos se diferencia também nesse quesito, pois é a Editora de BDs (HQs) Bonelli com o maior número de brindes distribuídos até hoje! Isso é respeito e carinho com os seus leitores!

No caso desses novos marca-páginas, não há vínculo com alguma publicação específica para receber o brinde, ou seja, não precisa comprar determinada publicação para receber um ou outro marca-páginas. Nem quantidade de revistas a ser comprada para receber algum marca-página. Eles estão sendo enviados aleatoriamente aos leitores-compradores.

E aguardem: logo a Mythos estará com mais brindes, com mais novidades que surpreenderão os leitores!

Mas se você tem sugestão de brindes, alguma outra ideia, ou sugestão mesmo dentro dos brindes já distribuídos, você pode comentar aqui no post a sua ideia, que comentaremos com o Capitão da Nau Bonelliana nos temíveis mares editoriais tupiniquins – Dorival (caso ele mesmo não leia aqui – pois apesar de tantos afazeres, ele sempre dá um jeito de passar aqui pelo Blogue do Tex e ver os posts diariamente). Ou você pode enviar o seu comentário directamente a ele na editora.

Mantenha as suas compras na Mythos e se surpreenda com os brindes ao abrir o seu pacote quando receber a sua compra em sua casa.

Em tempos de pandemia, se precisar sair de casa, saia com as máscaras bonellianas. Se puder ficar em casa, fique com os personagens bonellianos.

Mythos–Bonelli sempre garantia de Histórias em Quadrinhos de alta qualidade Made in Italy. 

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As Leituras do Pedro – Deadwood Dick: Entre Texas y el inferno

As Leituras do Pedro*

Deadwood Dick: Entre Texas y el inferno
Baseado na novela Hide & Horns, de Joe R. Lansdale
Maurizio Colombo (argumento)
Pasquale Frisenda (desenho)
Panini Comics
Espanha, 27 de Agosto de 2020
195 x 259 mm, 144 p., cor, capa dura
ISBN: 9788413345222
18,00 €

Humor… negro

E quando podíamos pensar que o western era um género tematicamente encerrado, do velho Oeste puro e duro ao tom humanista, do humor caricatural ao relato centrado no índio, do histórico à miscelânea com outros géneros… eis que surge Deadwood Dick.
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Ou nem tanto porque, as suas aventuras desenhadas não são mais do que a adaptação aos quadradinhos das novelas originais de Joe R. Lansdale.
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Lansdale que, curiosamente, também é argumentista de comics, tendo bebido neles desde a infância muita da inspiração que o tornou escritor, como revela na entrevista que encerra o presente volume – ou que abre o dossier final… – onde também encontramos muitos estudos e ilustrações de Pasquale Frisenda.

Deadwood Dick – Entre Texas y el inferno, página 24

Resumo puro e duro

O encontro com um negro, ferido a tiro e preso debaixo de um cavalo, que acabará por morrer, levará Deadwood Dick a Hide & Horns, um povoado miserável onde a cor (também) da sua pele – ‘negro como carvão’, dirá alguém – e o desejo de enterrar (outr)o negro no cemitério local desencadeará a ira dos seus habitantes e provocará um quase massacre num festival de tiros como há muito não via. E desfrutava!
Um western puro e duro, portanto, que questiona a introdução feita acima a este texto. Mas….

Deadwood Dick – Entre Texas y el inferno, página 38

Um resumo mais colorido

O sub-título acima não é nada politicamente correcto – é assumido e adoro que não o seja – mas Deadwood Dick também está longe de o ser. Negro, perseguido por isso desde a infância, tendo sofrido na pele – literalmente – pela cor desta, o protagonista enfrenta a situação com um humor requintadamente…negro! E, na prática, é ele que vai fazer a diferença numa história que poderia ser banal – pese embora toda a adrenalina envolvida – se o protagonista fosse um outro qualquer cowboy – e neste ‘qualquer’ poderiam até caber Tex, Bluberry ou outros que (nos) vêm à memória.
Ao colorido acima referido, reforçando a cor de Entre Texas y el inferno, podemos acrescentar o vermelho vivo do sangue que corre a jorros e o amarelo desmaiado de um chinês prepotente e de umas quantas prostitutas (forçadas) ao seu serviço.

Ou ainda, sem colorido especial, o mau hábito de ajudar vítimas desconhecidas no deserto, uma prostituta feita zarolha e um cadáver que teima em passear-se – literalmente mas sem nada de fantástico ou de sobrenatural… – de um lado para o outro.
Um conjunto invulgar de protagonistas, figurantes e situações, que contribuem, afinal, para a tal diferença frisada de início e para fazer de Deadwood Dick, uma daquelas obras a ler – e que encaixaria muito bem na colecção Aleph de A Seita. [Fica o recado.]

Deadwood Dick – Entre Texas y el inferno, página 75

Mas a preto e branco

Escrito sobre o signo das cores – parcas e pouco vistosas, na verdade – este texto não podia encerrar-se sem que destacasse o preto e branco em que o livro foi impresso. Se na anterior abordagem a Deadwood Dick a Panini espanhola tinha optado pela versão colorida – desperdiçando na altura o magnífico trabalho original do grande Corrado Mastantuono, agora, felizmente, a opção foi manter imaculado o preto e branco de Pasquale Frisenda que assina mais um magnífico trabalho, afirmando-se como um dos melhores desenhadores actuais da Sergio Bonelli Editore.
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A força das expressões, a expressividade do traço, a naturalidade dos movimentos – tão importantes num western em que sobressai a acção, a par de uma violência desbragada e mostrada às claras – a definição de volumes e perspectivas, até a variedade de soluções que a planificação ostenta – apesar dos limites naturais por se tratar de uma edição Bonelli – justificam plenamente um regresso ao livro, para apreciar atentamente a sua arte, depois da leitura sôfrega para que nos arrasta o argumento sólido e irresistível de Maurizio Colombo.
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*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro 
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