Programação TEX EDIÇÃO HISTÓRICA para 2021

Hoje no Blogue do Tex vamos dar a conhecer a todos os nossos leitores a programação oficial da Mythos Editora para a 2021 relativamente a Tex Edição Histórica, a série que republica em histórias completas e com mais páginas as aventuras de Tex Coleção e que já ultrapassou há muito a fasquia dos cem números.

Em Janeiro de 2021 será publicado o Tex Edição Histórica nº  115 – CÃO AMARELO – da dupla de autores G. L. Bonelli & Giovanni Ticci, contendo 342 páginas de história e mais 2 de matéria. História publicada originalmente na Itália, em Tex 233 “Cane Giallo”, de Março de 1980, Tex 234 “Gli eroi di Devil Pass“, de Abril de 1980, Tex 235 “Fuochi nella notte“, de Maio de 1980 e Tex 236 “Il cerchio di sangue”, de Junho de 1980.

Encorajado por três traficantes de armas – Big Cisco, Jim Donner e Bill Grant – Cão Amarelo lança os seus guerreiros utes contra as pacíficas populações navajos.
O chefe índio também prometeu aos seus sinistros aliados brancos nada mais nada menos do que o escalpe de Águia da Noite. Uma promessa que o obrigará a suar sangue para cumprir.
Para tentar impedir o avanço dos inimigos, Águia da Noite manda os melhores guerreiros da tribo defender a passagem do Passo Devil. Se conseguirem segurar os utes ali, as aldeias do vale estarão a salvo. Mas duas dezenas de guerreiros conseguirão segurar quase trezentos inimigos?

Em Abril teremos nos quiosques de todo o Brasil o Tex Edição Histórica nº  116 – UM FORASTEIRO EM ELK CITY – aventura escrita por Guido Nolitta e desenhada por Erio Nicolò, contendo 326  páginas de banda desenhada e complementado com mais 2 de matéria. Em Itália esta aventura foi publicada em Tex 236 “Il cerchio di sangue”, de Junho de 1980, Tex 237 “Contro tutti“, de Julho de 1980, Tex 238 “Mercanti di morte“, de Agosto de 1980 e Tex 239 “A carte scoperte“, de Setembro de 1980.

Investigando em Elk City o desaparecimento de um colega Ranger, Tex, sob o falso nome de Ted Hawkins, localiza e destrói o bando dos irmãos Alan e Max Rigbi, que roubavam os carregamentos de prata da Mineradora Central. Mas ele vai continuar na cidade para descobrir quem são os traficantes de bebida que viciam os índios da região com seu veneno… Tex faz-se contratar como pistoleiro profissional pelos Nelson para melhor se inteirar das actividades ilícitas da família e pôr um fim na carreira dela…

Por sua vez em Julho a Mythos Editora vai publicar o Tex Edição Histórica nº  117 – SOMBRAS DO PASSADO – da dupla de autores G. L. Bonelli (argumento) e Guglielmo Letteri (desenho). Uma história de 154 páginas complementada com mais 6 de uma matéria da autoria de Júlio Schneider. Trata-se de uma história publicada originalmente em Tex 239 “A carte scoperte“, de Setembro de 1980 e Tex 240 “Ombre del passato“, de Outubro de 1980.

Jim Brandon, o coronel da Polícia Montada canadiana, pede ajuda a Tex e Carson para irem até o extremo norte do Canadá à procura do professor Thorwen, desaparecido, junto com a sua filha, na foz do rio Mackenzie. Chegando àquelas terras desoladas, junto com o guia indígena Yanuk,os  nossos heróis descobrem que em uma ilha próxima à costa vive um povo misterioso.

No mês de Novembro do próximo ano teremos nas bancas brasileiras a chegada do Tex Edição Histórica nº  118 – HORAS DE ANGÚSTIA – aventura escrita por G. L. Bonelli para a arte de Fernando Fusco. Aventura de 216 páginas de história a que se seguirão as já habituais 2 de matéria. Em Itália a história foi publicada nas edições de Tex 241 “Ore disperate”, de Novembro de 1980 e Tex 242 “I quattro evasi”, de Dezembro de 1980.

Na cidadezinha de Cortez, Tex e Kit Carson desenvolvem investigações tanto sobre uma quadrilha que tempos atrás assaltou o banco de Norwood quanto sobre os misteriosos Cavaleiros da Justiça que, por erro, lincharam o ranger Tony Regan. Contra os dois amigos se movem alguns personagens sinistros de Cortez: o barman John Stilwell, o armeiro Pat Blummer, o jogador Ted Richmond e Rick Anderson, dono de uma estrebaria. Eles se propõem a ajudar quatro ladrões capturados por Tex e Carson a escapar da cadeia para atiçá-los contra os dois Rangers.

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As Leituras do Pedro: Mister No da Portugal Press (1978 e 1979)

As Leituras do Pedro*

Colecção Mister No da Portugal Press (1978 e 1979) – Foto de António Coelho

Estava a terminar o ano de 1978 e, nos quiosques portugueses, a par de títulos estabelecidos, marcantes e resistentes, como Mundo de Aventuras, Falcão ou Tintin, as editoras multiplicavam as suas apostas em revistas de banda desenhada, a maioria das quais efémeras e rapidamente esquecidas.

Uma das mais prolíferas da época, a Portugal Press, de Roussado Pinto, que meses antes trouxera aos leitores portugueses o primeiro herói Bonelli em título próprio – Zagor – fazia nova aposta originária de terras italianas: Mister No.

Este aventureiro, era nada mais nada menos do que uma criação do próprio Sergio Bonelli (sob o pseudónimo de Guido Nolitta) estreada em Itália em 1975.

Páginas 1 de Mister No, versão italiana e versão portuguesa

Mister No – aliás Jerome ‘Jerry’ Drake – é um ex-aviador norte-americano que, após o que viu e viveu durante a Segunda Guerra Mundial, decidiu retirar-se da dita ‘civilização’, para ir viver em Manaus, no Brasil. Entre os perigos naturais da selva, os confrontos com nativos e com os mais perigosos brancos, os fretes no seu velho mono-motor, bebedeiras monumentais, algumas conquistas românticas, zaragatas recorrentes e opções nem sempre compreensíveis para os seres humanos ditos ‘normais’, Mister No tenta levar uma vida pacífica, o que na verdade raramente acontece.

Duração e periodicidade

A revista da Portugal Press teve 12 números. Lançada com periodicidade mensal, passou a quinzenal após três edições. A data do primeiro número é 1 de Dezembro de 1978, tendo a última edição, a #12, data de 15 de Junho de 1979.

Capas

A cores, de papel fino. Nalguns casos, reproduziam as originais: #1 (#1 da edição italiana), #3 (#3), #9 (#5) e #12 (#6), todas da autoria de Gallieno Ferri. Quanto às restantes, terão sido da autoria do ilustrador português Carlos Alberto Santos.

Os versos da capa e da contracapa foram mantidos em branco. A contracapa trazia publicidade a outras edições da Portugal Press: Zagor, do #1 ao #8, e volumes encadernados do Jornal do Cuto e da Jaguar, do #9 ao #12.

Capas de Mister No da Portugal Press (1978 e 1979)

Características técnicas

A edição portuguesa media 155 x 220 mm, ou seja uma dimensão próxima da original (160 x 210 mm). O papel utilizado era amarelado (de jornal) nas duas primeiras edições, passando depois a branco até ao final da colecção.

As primeiras oito edições têm 48 páginas e lombada quadrada (folhas coladas); as últimas quatro, contém apenas 32 páginas e são agrafadas.

O preço manteve-se inalterado ao longo dos cerca de seis meses que a publicação durou: 15$00.

Conteúdo

A edição portuguesa publicou por ordem cronológica as primeiras histórias da série original.

No número inaugural, as pranchas foram remontadas de forma a ‘encaixar’ nas 48 páginas portuguesas as 96 pranchas da edição original italiana, com os inevitáveis cortes e acrescentos que se adivinham e podem verificar nos dois exemplos aqui mostrados.

A partir do número dois, a planificação original foi seguida. Dessa forma, as 12 revistas da Portugal Press terão publicado as seis edições inaugurais italianas, mais as 16 primeiras pranchas da edição #7, num total de 576 páginas, correspondentes a três histórias completas e mais uma que ficou por concluir, a saber:

– Mister No (Mister No)

            Guido Nolitta (argumento) e Gallieno Ferri (desenho)

            página 1 do #1 até página 23 do #2;

– Amazónia (Amazzonia)

            Guido Nolitta (argumento) e Franco Donatelli (desenho)

            página 24 do #2 até 27 do #4;

– O último cangaceiro (L’Ultimo Cangaceiro)

            Guido Nolitta (argumento) e Franco Bignotti (desenho)

            página 28 do # 4 até página 16 do #10;

– (sem título) (L’Uomo Della Guyana)

            Guido Nolitta (argumento) e Roberto Diso (desenho)

            página 17 do #10; ficou incompleta.

Página de Mister No na versão italiana e a página equivalente na versão portuguesa após a remontagem

A título de curiosidade, refira-se que depois desta ‘aventura’ editorial, Mister No só regressou a Portugal quase 39 anos (!) depois, pela mão da Levoir, em Mister No: OVNIS na Amazónia, pese embora o facto de terem sido distribuídas no nosso país as 24 edições brasileiras da colecção que a Mythos Editora publicou entre Julho de 2002 e Junho de 2004.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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TODOS os Lançamentos Bonelli/Mythos para 2021

Por José Carlos Francisco

O Blogue do Tex dá hoje conta da programação oficial dos lançamentos Bonelli/Mythos para 2021 e com a devida autorização da Mythos Editora, na pessoa do editor Dorival Vitor Lopes, mostramos a todos os nossos leitores a programação editorial de todas as revistas Bonelli, a publicar pela Mythos, durante o próximo ano, embora ainda sujeita a pequenas modificações e, principalmente, ACRÉSCIMOS!

As grandes novidades Texianas para o novo ano, até ao presente,  são a extensão de As Grandes Aventuras de Tex, a edição comemorativa dos 50 anos de Tex no Brasil, o Tex Coleção #500, duas edições de Tex Gigante e um Tex Especial Claudio Villa.

Destaque ainda para o incrível número de edições previstas para 2021: Temos já confirmados quase 150 lançamentos. Considerando só os dias da semana, vai ter lançamento dia sim, dia não, confirmando uma vez mais o facto da Mythos Editora ser uma das maiores editoras a nível planetário.

Portanto mais um grande ano Bonelliano em perspectiva, como se poderá ver melhor no cronograma completo (não incluímos Mágico Vento e Júlia em formato italiano, séries que continuarão em 2021, porque entendemos que são reedições, mesmo que num formato maior) que apresentamos de seguida para gáudio de todos os fãs e coleccionadores Texianos em particular e Bonellianos em geral, num ano também especial para Zagor.

Veja então o cronograma completo para 2021

JANEIRO

04 – Júlia 150
05 – Tex Coleção 492
07 – Dylan Dog 19
08 – Tex Ed. Histórica 115
18 – Tex Ouro 112
18 – Zagor Classic 6
20 – Tex Willer 24
22 – M. Mystère 21
25 – Tex 615
28 – Mágico Vento Retorno 2
30 – Tex Esp. Color 16

FEVEREIRO

01 – Dragonero 6
05 – Tex Coleção 493
08 – Dylan Dog Novo 15
11 – Tex em Cores 47
17 – Tex Platinum 31
18 – Zagor Nova Série 2
19 – Tex Especial 50 Anos
19 – Tex Willer 25
22 – Almanaque Tex 53
25 – Tex 616
26 – Mágico Vento Retorno 3

MARÇO

01 – Júlia 151
02 – Dragonero 7
05 – Tex Coleção 494
08 – Dylan Dog 20
17 – Tex Ouro 113
18 – Zagor Classic 7
19 – Tex Willer 26
23 – M. Mystère 22
25 – Tex 617
26 – Mágico Vento Retorno 4
29 – Zagor Origem 1
30 – As Grandes Aventuras de Tex 9

ABRIL

01 – Dylan Dog Graphic Novel 4
01 – Dragonero 8
05 – Tex Coleção 495
09 – Tex Ed. Histórica 116
09 – Dylan Dog Novo 16
12 – Tex em Cores 48
16 – Tex Platinum 32
19 – Zagor Nova Série 3
20 – Tex Willer 27
23 – M. Mystère 23
26 – Tex 618
30 – Júlia 152

MAIO

03 – Dragonero 9
05 – Tex Coleção 496
07 – Tex Graphic Novel 10
07 – Zagor Classic 8
10 – Tex Gigante 36
10 – Dylan Dog 21
17 – Tex Ouro 114
18 – Zagor Origem 2
23 – M. Mystère 23
20 – Tex Willer 28
25 – Tex 619

JUNHO

01 – Mágico Vento Deluxe 8
05 – Tex Coleção 497
08 – Um Rapaz no Faroeste 2
10 – As Grandes Aventuras de Tex 10
10 – Dylan Dog Novo 17
14 – Tex em Cores 49
17 – Tex Platinum 33
18 – Zagor Nova Série 4
21 – Dylan Dog 22
21 – Tex Willer29
25 – Tex 620

JULHO

01 – Júlia 153
02 – Tex Especial Claudio Villa
05 – Tex Coleção 498
09 – Dragonero 10
12 – Tex Ed. Histórica 117
16 – Tex Ouro 115
20 – Tex Willer 30
23 – M. Mystère 24
26 – Tex 621
28 – Maxi Tex 4
30 – Tex Esp. Color 17

AGOSTO

02 – Zagor Nova Série 5
05 – Tex Coleção 499
10 – Dylan Dog Novo 18
13 – Júlia Graphic Novel 2
17 – Tex Platinum 34
18 – Zagor Classic 9
20 – Tex Willer 31
23 – Tex em Cores 50
25 – Tex 622
27 – Dylan Dog 23
30 – Almanaque Tex 54

SETEMBRO

01 – Júlia 154
02 – Dragonero 11
03 – Tex Coleção 500
14 – As Grandes Aventuras de Tex 11
17 – Tex Ouro 116
20 – Tex Willer 32

23 – M. Mystère 25
24 – Tex 623
28 – Dylan Dog 24

OUTUBRO

05 – Tex Coleção 501
06 – Zagor Classic 10
08 – Dylan Dog Novo 19
08 – Tex Gigante 37
11 – Dragonero 12
18 – Tex Platinum 35
18 – Zagor Nova Série 6
20 – Tex Willer 33
22 – Tex em Cores 51
25 – Tex 624

NOVEMBRO

01 – Mágico Vento Deluxe 9
01 – Júlia 155
05 – Tex Coleção 502
09 – Tex Ed. Histórica 118
10 – Dylan Dog 25
17 – Tex Ouro 117
19 – Tex Willer34
23 – M. Mystère 26
25 – Tex 625
30 – SuperAlmanaque Tex 3

DEZEMBRO

01 – Rapaz no Faroeste 3
03 – Tex Anual 23
03 – Tex Coleção 503
10 – Dylan Dog Novo 20
10 – Tex Graphic Novel 11
15 – As Grandes Aventuras de Tex 12
17 – Tex Platinum 36
20 – Dylan Dog 26
20 – Tex Willer 35
23 – Tex 626

As datas apresentadas são estimativas da redacção da Mythos Editora para cada uma das publicações citadas. Existe por isso a possibilidade de alteração de qualquer uma das informações aqui anunciadas pelo Blogue do Tex!

Sítio Internet da Sergio Bonelli Editore DESTACA o lançamento do décimo terceiro número da revista oficial do Clube Tex Portugal

Sítio Internet da Sergio Bonelli Editore DESTACA o lançamento do décimo terceiro número da revista oficial do Clube Tex Portugal

O Sitio Internet da Sergio Bonelli Editore, destacou nesta última quinta-feira, dia 10 de Dezembro, o lançamento, este mês, do décimo terceiro número da revista oficial do Clube Tex Portugal, revista essa que terá duas capas exclusivas da autoria do consagrado desenhador Lucio Filippucci.

Tudo isto num num texto da autoria de Alberto Cassani intitulado “O Clube Tex Portugal chega a 13 números“, texto esse que damos a conhecer em seguida e que mostra assim que a editora italiana continua atenta a tudo que diga respeito a Tex em Portugal e sobretudo ao Clube Tex Portugal e ao Blogue Português do Tex, indicando inclusive o nosso blogue para os leitores italianos que queiram saber mais sobre esta iniciativa portuguesa.

[1] Artigo publicado no sítio Internet Sergio Bonelli Editore em 10 de Dezembro de 2020, por Alberto Cassani:

O Clube Tex Portugal chega a 13 números [1]

Sai por estes dias o décimo terceiro número da Revista do Clube Tex Portugal, com muitos artigos interessantes sobre o ranger bonelliano e embelezado pelas duas capas assinadas por Lucio Filippucci. No seu interior, também uma entrevista com Pedro Mauro.

Mesmo neste lamentável ano de 2020, a Revista do Clube Tex Portugal não perde a sua cadência semestral, chegando em Dezembro ao número 13.

Apresentada pelas duas capas de Lucio Filippucci para as versões “regular” e “variante”, esta edição é composta por 52 páginas repletas de informações e aprofundamentos sobre o ranger bonelliano. Em particular, assinala-se uma entrevista com o desenhador brasileiro Pedro Mauro, um artigo sobre a série que tem como protagonista o jovem Tex Willer e um extenso texto dedicado a Filippucci. Também não faltam as curiosidades, como um artigo que aborda a “participação” de Tex no Giro d’Italia e outro sobre os vários nomes assumidos pelo personagem no Brasil.

O número 13 da Revista do Clube Tex Portugal também contém ilustrações de Andrea Venturi, Stefano Andreucci, Michele Rubini e naturalmente do próprio Pedro Mauro.

Para mais informações sobre a revista e sobre o clube português dedicado a Tex, podem visitar o Tex Willer Blog.

[1] (Artigo publicado originalmente no Sítio Internet Sergio Bonelli Editore, em 10 de Dezembro de 2020) – Copyright: © 2020 Sergio Bonelli Editore & Alberto Cassani.

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Quem eram os Justiceiros de Vegas?

Foi publicado pela Panini Comics neste mês de dezembro o primeiro volume da Biblioteca Tex: Os Justiceiros de Vegas. A edição, escrita por Mauro Boselli, com desenhos e capa de Corrado Mastantuono, tem 224 páginas coloridas pela GFB Comics. Tendo também o mesmo formato das edições da Salvat e tem o preço de R$ 84,00.

Na trama, Tex e seus pards descobrem alguns bandidos que foram enforcados em Vegas, mas as contas não batem quando ele percebe que a mesma gangue havia assaltado uma diligência depois de dados como mortos. Para esclarecer a situação, os pards devem enfrentar Hoodoo Brown e Dave Mather, respectivamente prefeito e xerife da cidade, aparentemente, livre de crimes.

Hoodoo e Mather são personagens reais, que fizeram história no velho oeste americano e é deles que vamos falar hoje. Os Justiceiros de Vegas.

Dave Mather, mais conhecido como “Mysterious Dave”

Homem misterioso em vida e também na morte. Cruzou a linha entre homem da lei e fora-da-lei diversas vezes, porém deixou poucos documentos confiáveis para descobrirmos com certeza como foi a sua vida.

O que se sabe é que Mather (à esquerda) nasceu no nordeste dos Estados Unidos em 1851, os seus pais morreram quando ele tinha 16 anos, obrigando ele e o seu irmão, Josiah a se mudarem para o oeste.
Em 1873, supostamente roubava gado com Dave Rudabaugh antes de fugir do estado do Arkansas. Se envolveu também na caça de búfalos.

Em 1878 vendeu barras de ouro falsas para cidadãos ingénuos em Mobeetie, Texas. Na época, seu parceiro de crime, segundo alguns, era a futura lenda Wyatt Earp.

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Hoodoo Brown

Não existe registro fotográfico de Hoodoo Brown, porém em 2005, Hoodoo apareceu no game Gun. Usando o mesmo nome e as feições do personagem real, aqui, Hoodoo era prefeito da cidade fictícia de Empire City, Novo México.

Hoodoo foi considerado o cowboy mais malvado de todos por Harold Thatcher, curador do Rough Rider Museum em Las Vegas. Alto, magro e com bigode fino, não há registro fotográfico. Seu nome original era Hyman G. Neil, natural de Lexington, Missouri.

Seu pai tinha vindo para Lexington do Condado de Lee, Virgínia, na década de 1830, advogado, ingressou na Confederação quando a Guerra Civil Americana começou, porém, decidiu não negar seu juramento de apoiar a Constituição e acabou ingressando na União. Por causa dessa decisão, ele e sua família se mudaram para Warrensburg, Missouri após a Guerra.

Hoodoo saiu de casa ainda adolescente e em 1872 caçava bisões e transportava madeira. Era conhecido por ser um jogador e trapaceiro. No Colorado trabalhou em minas de prata com um amigo e juntos montaram uma companhia de ópera no México.

A Gangue de Dodge City

Mather mudou-se para Las Vegas e encontrou trabalho como vice xerife. Sua reputação como pistoleiro começou nessa época, quando se envolveu em um tiroteio em 22 de janeiro de 1880. Ele e seu chefe, Xerife Joe Carson se envolveram em um tiroteio com quatro homens no Variety Hall de Close & Patterson, na Rua Principal. Carson foi morto, Mather matou William Randall e feriu gravemente James West. Ele também feriu Thomas Jefferson House e John Dorsey, mas os ferimentos foram leves e eles fugiram do local. Devido a esse acontecimento, Mather foi promovido a xerife.

Ao chegar em Las Vegas, Hoodoo descobriu que estava desenvolvendo uma reputação em um lugar sem lei, cheio de foragidos, trapaceiros, assassinos e ladrões. Seu descontentamento levou à sua eleição como Juiz de Paz de Las Vegas. Serviu também como legista e prefeito da cidade e recrutou vários ex-atiradores do Kansas para formar uma força policial. Porém este grupo era pior do que os criminosos da cidade. Chamada de “Dodge City Gang” (imagem acima), a gangue incluía o xerife da cidade, Mysterious Dave Mather, Joe Carson, “Dutchy” Schunderberger e Dave Rudabaugh.

Foi nessa época que Boselli resolveu contar a história do encontro entre estes personagens reais e os nossos heróis.

De 1879 a 1880, a Gangue de Dodge City roubava diligências e trens, realizava assassinatos, furtos e corrupção municipal. Hoodoo era o prefeito e a gangue foi oficializada como Júri. Eles mesmos determinavam se as mortes eram ou não em legítima defesa. Com isso, Hoddoo conseguiu encobrir a maioria dos crimes da gangue.

Em fevereiro de 1880, os dois homens que sobreviveram no tiroteio no Variety Hall, House e Dorsey foram capturados. Sob a supervisão de Mather, uma turba de linchadores os tirou da prisão junto ao colega pistoleiro James West e os enforcou. No mês seguinte, houve dois assassinatos no mesmo dia e o público começou a suspeitar que Mather tinha ligações com o chefe da máfia da cidade. Mather renunciou ao cargo de xerife em 3 de março de 1880.

Rivalidade em Dodge City

Mather foi substituído como xerife por Tom Nixon, iniciando uma rivalidade entre os dois. Que piorou quando foi aprovada a “Portaria nº 83”, que proibia salões de dança em Dodge City. A lei foi aplicada contra o Opera House, impedindo dança no saloon, cujo dono era Mather, mas não contra o Lady Gay Saloon, de Nixon. Mather iniciou uma guerra de preços de cerveja. Cobrava apenas 5 centavos o copo, metade do preço de seus concorrentes.

Nixon e os outros proprietários de bares em Dodge City pressionaram os atacadistas de cerveja a cortar o fornecimento de Mather. A rivalidade resultou em um tiroteio no dia 18 de julho de 1884, quando Nixon atirou em Mather, mas apenas o feriu levemente. Nixon pagou fiança sob acusação de tentativa de homicídio.

Três dias depois, Mather e Nixon entraram em outro confronto e Mather atirou e matou Nixon. O caso de Mather foi enviado a julgamento que durou apenas três dias. O júri deliberou apenas sete minutos antes de declarar Mather inocente. O jornal Kinsley Mercury escreveu que “o veredito foi adequado, pois o peso do depoimento mostrou que Nixon foi o agressor na contenda e que Mather tinha justificativa para o tiroteio”.

O Dodge City Times observou que “a leitura do veredito, pelo tribunal, foi interrompida por manifestações de aprovação da audiência”.

Após a absolvição, Josiah, o irmão de Mather o encontrou. Eles estavam no Junction Saloon em Dodge City jogando cartas com David Barnes. Após uma discussão e tiroteio Barnes foi morto. O xerife Pat Sughure prendeu os dois irmãos.

Um exame preliminar para os irmãos foi realizado em Dodge City 12 dias depois, em 22 de maio. Os dois irmãos foram presos para julgamento sem fiança. Imediatamente, eles solicitaram habeas corpus. Em 2 de junho de 1885, o juiz Strang permitiu que os réus pagassem uma fiança de $ 3.000 e eles foram libertados. Seus advogados adiaram seus casos até o termo do tribunal em dezembro de 1885.

Os dois réus saíram sob fiança e nunca foram julgados.

As mortes de Hoodoo e Mather

Cansados da corrupção de Hoodoo, foi organizada uma equipa de vigilantes para derrubar o prefeito. Hoodoo não foi morto mas sim expulso do estado. Um dos delegados de Hoodoo havia sido morto dois meses antes e a viúva, ao ir fazer a exumação do corpo do marido para transferi-lo para Houston descobriu que Hoodoo estava preso. Ela visitou Hoodoo na prisão e o jornal local relatou que “o encontro entre os dois foi um tanto mais afetuoso do que seria de se esperar dado às circunstâncias”. Hoodoo estava preso por assassinato e roubo e contratou dois advogados locais. Foi libertado e nem ele nem a viúva foram mais vistos.

Hoodoo morreu em Torreón, no México e deixou esposa e um filho. Seus irmãos levaram seus restos mortais para Lexington e ele foi enterrado lá com o nome de Henry G. Neil.

Já Mather (à esquerda) se tornou xerife da cidade de New Kiowa, Kansas e o último registro dele foi em 1885, onde retirou $ 300 dólares para ajudar um amigo, Dave Black, acusado de assassinar um soldado. Ele fugiu de New Kiowa ao ouvir rumores de que a Companhia do Soldado poderia vir atrás dele por defender o assassino de seu companheiro.

Em 1902, a revista Everybody’s Magazine afirmou que Mather havia se alistado na Polícia Montada Real Canadense (RCMP) onde trabalhou até 1922, facto negado pela Polícia Montada.

Seu irmão Josiah disse que Mather foi morto por Moonshiners no Tennessee, porém este relato é contraditório pois Josiah contou aos filhos que ele nunca mais viu ou ouviu falar do irmão após o incidente com Barnes em Dodge City.

Por fim, o “Mysterious Dave” teve um fim misterioso em uma vida conturbada, porém cheia de histórias incríveis.

Não deixe de vê-lo e também Hoodoo Brown na Biblioteca Tex: Os Justiceiros de Vegas.

[*] (Texto publicado originalmente no Site “Confraria Bonelli“, em 24 de Novembro de 2020)

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