TODOS os Lançamentos Bonelli/Mythos para 2021

Por José Carlos Francisco

O Blogue do Tex dá hoje conta da programação oficial dos lançamentos Bonelli/Mythos para 2021 e com a devida autorização da Mythos Editora, na pessoa do editor Dorival Vitor Lopes, mostramos a todos os nossos leitores a programação editorial de todas as revistas Bonelli, a publicar pela Mythos, durante o próximo ano, embora ainda sujeita a pequenas modificações e, principalmente, ACRÉSCIMOS!

As grandes novidades Texianas para o novo ano, até ao presente,  são a extensão de As Grandes Aventuras de Tex, a edição comemorativa dos 50 anos de Tex no Brasil, o Tex Coleção #500, duas edições de Tex Gigante e um Tex Especial Claudio Villa.

Destaque ainda para o incrível número de edições previstas para 2021: Temos já confirmados quase 150 lançamentos. Considerando só os dias da semana, vai ter lançamento dia sim, dia não, confirmando uma vez mais o facto da Mythos Editora ser uma das maiores editoras a nível planetário.

Portanto mais um grande ano Bonelliano em perspectiva, como se poderá ver melhor no cronograma completo (não incluímos Mágico Vento e Júlia em formato italiano, séries que continuarão em 2021, porque entendemos que são reedições, mesmo que num formato maior) que apresentamos de seguida para gáudio de todos os fãs e coleccionadores Texianos em particular e Bonellianos em geral, num ano também especial para Zagor.

Veja então o cronograma completo para 2021

JANEIRO

04 – Júlia 150
05 – Tex Coleção 492
07 – Dylan Dog 19
08 – Tex Ed. Histórica 115
18 – Tex Ouro 112
18 – Zagor Classic 6
20 – Tex Willer 24
22 – M. Mystère 21
25 – Tex 615
28 – Mágico Vento Retorno 2
30 – Tex Esp. Color 16

FEVEREIRO

01 – Dragonero 6
05 – Tex Coleção 493
08 – Dylan Dog Novo 15
11 – Tex em Cores 47
17 – Tex Platinum 31
18 – Zagor Nova Série 2
19 – Tex Especial 50 Anos
19 – Tex Willer 25
22 – Almanaque Tex 53
25 – Tex 616
26 – Mágico Vento Retorno 3

MARÇO

01 – Júlia 151
02 – Dragonero 7
05 – Tex Coleção 494
08 – Dylan Dog 20
17 – Tex Ouro 113
18 – Zagor Classic 7
19 – Tex Willer 26
23 – M. Mystère 22
25 – Tex 617
26 – Mágico Vento Retorno 4
29 – Zagor Origem 1
30 – As Grandes Aventuras de Tex 9

ABRIL

01 – Dylan Dog Graphic Novel 4
01 – Dragonero 8
05 – Tex Coleção 495
09 – Tex Ed. Histórica 116
09 – Dylan Dog Novo 16
12 – Tex em Cores 48
16 – Tex Platinum 32
19 – Zagor Nova Série 3
20 – Tex Willer 27
23 – M. Mystère 23
26 – Tex 618
30 – Júlia 152

MAIO

03 – Dragonero 9
05 – Tex Coleção 496
07 – Tex Graphic Novel 10
07 – Zagor Classic 8
10 – Tex Gigante 36
10 – Dylan Dog 21
17 – Tex Ouro 114
18 – Zagor Origem 2
23 – M. Mystère 23
20 – Tex Willer 28
25 – Tex 619

JUNHO

01 – Mágico Vento Deluxe 8
05 – Tex Coleção 497
08 – Um Rapaz no Faroeste 2
10 – As Grandes Aventuras de Tex 10
10 – Dylan Dog Novo 17
14 – Tex em Cores 49
17 – Tex Platinum 33
18 – Zagor Nova Série 4
21 – Dylan Dog 22
21 – Tex Willer29
25 – Tex 620

JULHO

01 – Júlia 153
02 – Tex Especial Claudio Villa
05 – Tex Coleção 498
09 – Dragonero 10
12 – Tex Ed. Histórica 117
16 – Tex Ouro 115
20 – Tex Willer 30
23 – M. Mystère 24
26 – Tex 621
28 – Maxi Tex 4
30 – Tex Esp. Color 17

AGOSTO

02 – Zagor Nova Série 5
05 – Tex Coleção 499
10 – Dylan Dog Novo 18
13 – Júlia Graphic Novel 2
17 – Tex Platinum 34
18 – Zagor Classic 9
20 – Tex Willer 31
23 – Tex em Cores 50
25 – Tex 622
27 – Dylan Dog 23
30 – Almanaque Tex 54

SETEMBRO

01 – Júlia 154
02 – Dragonero 11
03 – Tex Coleção 500
14 – As Grandes Aventuras de Tex 11
17 – Tex Ouro 116
20 – Tex Willer 32

23 – M. Mystère 25
24 – Tex 623
28 – Dylan Dog 24

OUTUBRO

05 – Tex Coleção 501
06 – Zagor Classic 10
08 – Dylan Dog Novo 19
08 – Tex Gigante 37
11 – Dragonero 12
18 – Tex Platinum 35
18 – Zagor Nova Série 6
20 – Tex Willer 33
22 – Tex em Cores 51
25 – Tex 624

NOVEMBRO

01 – Mágico Vento Deluxe 9
01 – Júlia 155
05 – Tex Coleção 502
09 – Tex Ed. Histórica 118
10 – Dylan Dog 25
17 – Tex Ouro 117
19 – Tex Willer34
23 – M. Mystère 26
25 – Tex 625
30 – SuperAlmanaque Tex 3

DEZEMBRO

01 – Rapaz no Faroeste 3
03 – Tex Anual 23
03 – Tex Coleção 503
10 – Dylan Dog Novo 20
10 – Tex Graphic Novel 11
15 – As Grandes Aventuras de Tex 12
17 – Tex Platinum 36
20 – Dylan Dog 26
20 – Tex Willer 35
23 – Tex 626

As datas apresentadas são estimativas da redacção da Mythos Editora para cada uma das publicações citadas. Existe por isso a possibilidade de alteração de qualquer uma das informações aqui anunciadas pelo Blogue do Tex!

Sítio Internet da Sergio Bonelli Editore DESTACA o lançamento do décimo terceiro número da revista oficial do Clube Tex Portugal

Sítio Internet da Sergio Bonelli Editore DESTACA o lançamento do décimo terceiro número da revista oficial do Clube Tex Portugal

O Sitio Internet da Sergio Bonelli Editore, destacou nesta última quinta-feira, dia 10 de Dezembro, o lançamento, este mês, do décimo terceiro número da revista oficial do Clube Tex Portugal, revista essa que terá duas capas exclusivas da autoria do consagrado desenhador Lucio Filippucci.

Tudo isto num num texto da autoria de Alberto Cassani intitulado “O Clube Tex Portugal chega a 13 números“, texto esse que damos a conhecer em seguida e que mostra assim que a editora italiana continua atenta a tudo que diga respeito a Tex em Portugal e sobretudo ao Clube Tex Portugal e ao Blogue Português do Tex, indicando inclusive o nosso blogue para os leitores italianos que queiram saber mais sobre esta iniciativa portuguesa.

[1] Artigo publicado no sítio Internet Sergio Bonelli Editore em 10 de Dezembro de 2020, por Alberto Cassani:

O Clube Tex Portugal chega a 13 números [1]

Sai por estes dias o décimo terceiro número da Revista do Clube Tex Portugal, com muitos artigos interessantes sobre o ranger bonelliano e embelezado pelas duas capas assinadas por Lucio Filippucci. No seu interior, também uma entrevista com Pedro Mauro.

Mesmo neste lamentável ano de 2020, a Revista do Clube Tex Portugal não perde a sua cadência semestral, chegando em Dezembro ao número 13.

Apresentada pelas duas capas de Lucio Filippucci para as versões “regular” e “variante”, esta edição é composta por 52 páginas repletas de informações e aprofundamentos sobre o ranger bonelliano. Em particular, assinala-se uma entrevista com o desenhador brasileiro Pedro Mauro, um artigo sobre a série que tem como protagonista o jovem Tex Willer e um extenso texto dedicado a Filippucci. Também não faltam as curiosidades, como um artigo que aborda a “participação” de Tex no Giro d’Italia e outro sobre os vários nomes assumidos pelo personagem no Brasil.

O número 13 da Revista do Clube Tex Portugal também contém ilustrações de Andrea Venturi, Stefano Andreucci, Michele Rubini e naturalmente do próprio Pedro Mauro.

Para mais informações sobre a revista e sobre o clube português dedicado a Tex, podem visitar o Tex Willer Blog.

[1] (Artigo publicado originalmente no Sítio Internet Sergio Bonelli Editore, em 10 de Dezembro de 2020) – Copyright: © 2020 Sergio Bonelli Editore & Alberto Cassani.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Quem eram os Justiceiros de Vegas?

Foi publicado pela Panini Comics neste mês de dezembro o primeiro volume da Biblioteca Tex: Os Justiceiros de Vegas. A edição, escrita por Mauro Boselli, com desenhos e capa de Corrado Mastantuono, tem 224 páginas coloridas pela GFB Comics. Tendo também o mesmo formato das edições da Salvat e tem o preço de R$ 84,00.

Na trama, Tex e seus pards descobrem alguns bandidos que foram enforcados em Vegas, mas as contas não batem quando ele percebe que a mesma gangue havia assaltado uma diligência depois de dados como mortos. Para esclarecer a situação, os pards devem enfrentar Hoodoo Brown e Dave Mather, respectivamente prefeito e xerife da cidade, aparentemente, livre de crimes.

Hoodoo e Mather são personagens reais, que fizeram história no velho oeste americano e é deles que vamos falar hoje. Os Justiceiros de Vegas.

Dave Mather, mais conhecido como “Mysterious Dave”

Homem misterioso em vida e também na morte. Cruzou a linha entre homem da lei e fora-da-lei diversas vezes, porém deixou poucos documentos confiáveis para descobrirmos com certeza como foi a sua vida.

O que se sabe é que Mather (à esquerda) nasceu no nordeste dos Estados Unidos em 1851, os seus pais morreram quando ele tinha 16 anos, obrigando ele e o seu irmão, Josiah a se mudarem para o oeste.
Em 1873, supostamente roubava gado com Dave Rudabaugh antes de fugir do estado do Arkansas. Se envolveu também na caça de búfalos.

Em 1878 vendeu barras de ouro falsas para cidadãos ingénuos em Mobeetie, Texas. Na época, seu parceiro de crime, segundo alguns, era a futura lenda Wyatt Earp.

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Hoodoo Brown

Não existe registro fotográfico de Hoodoo Brown, porém em 2005, Hoodoo apareceu no game Gun. Usando o mesmo nome e as feições do personagem real, aqui, Hoodoo era prefeito da cidade fictícia de Empire City, Novo México.

Hoodoo foi considerado o cowboy mais malvado de todos por Harold Thatcher, curador do Rough Rider Museum em Las Vegas. Alto, magro e com bigode fino, não há registro fotográfico. Seu nome original era Hyman G. Neil, natural de Lexington, Missouri.

Seu pai tinha vindo para Lexington do Condado de Lee, Virgínia, na década de 1830, advogado, ingressou na Confederação quando a Guerra Civil Americana começou, porém, decidiu não negar seu juramento de apoiar a Constituição e acabou ingressando na União. Por causa dessa decisão, ele e sua família se mudaram para Warrensburg, Missouri após a Guerra.

Hoodoo saiu de casa ainda adolescente e em 1872 caçava bisões e transportava madeira. Era conhecido por ser um jogador e trapaceiro. No Colorado trabalhou em minas de prata com um amigo e juntos montaram uma companhia de ópera no México.

A Gangue de Dodge City

Mather mudou-se para Las Vegas e encontrou trabalho como vice xerife. Sua reputação como pistoleiro começou nessa época, quando se envolveu em um tiroteio em 22 de janeiro de 1880. Ele e seu chefe, Xerife Joe Carson se envolveram em um tiroteio com quatro homens no Variety Hall de Close & Patterson, na Rua Principal. Carson foi morto, Mather matou William Randall e feriu gravemente James West. Ele também feriu Thomas Jefferson House e John Dorsey, mas os ferimentos foram leves e eles fugiram do local. Devido a esse acontecimento, Mather foi promovido a xerife.

Ao chegar em Las Vegas, Hoodoo descobriu que estava desenvolvendo uma reputação em um lugar sem lei, cheio de foragidos, trapaceiros, assassinos e ladrões. Seu descontentamento levou à sua eleição como Juiz de Paz de Las Vegas. Serviu também como legista e prefeito da cidade e recrutou vários ex-atiradores do Kansas para formar uma força policial. Porém este grupo era pior do que os criminosos da cidade. Chamada de “Dodge City Gang” (imagem acima), a gangue incluía o xerife da cidade, Mysterious Dave Mather, Joe Carson, “Dutchy” Schunderberger e Dave Rudabaugh.

Foi nessa época que Boselli resolveu contar a história do encontro entre estes personagens reais e os nossos heróis.

De 1879 a 1880, a Gangue de Dodge City roubava diligências e trens, realizava assassinatos, furtos e corrupção municipal. Hoodoo era o prefeito e a gangue foi oficializada como Júri. Eles mesmos determinavam se as mortes eram ou não em legítima defesa. Com isso, Hoddoo conseguiu encobrir a maioria dos crimes da gangue.

Em fevereiro de 1880, os dois homens que sobreviveram no tiroteio no Variety Hall, House e Dorsey foram capturados. Sob a supervisão de Mather, uma turba de linchadores os tirou da prisão junto ao colega pistoleiro James West e os enforcou. No mês seguinte, houve dois assassinatos no mesmo dia e o público começou a suspeitar que Mather tinha ligações com o chefe da máfia da cidade. Mather renunciou ao cargo de xerife em 3 de março de 1880.

Rivalidade em Dodge City

Mather foi substituído como xerife por Tom Nixon, iniciando uma rivalidade entre os dois. Que piorou quando foi aprovada a “Portaria nº 83”, que proibia salões de dança em Dodge City. A lei foi aplicada contra o Opera House, impedindo dança no saloon, cujo dono era Mather, mas não contra o Lady Gay Saloon, de Nixon. Mather iniciou uma guerra de preços de cerveja. Cobrava apenas 5 centavos o copo, metade do preço de seus concorrentes.

Nixon e os outros proprietários de bares em Dodge City pressionaram os atacadistas de cerveja a cortar o fornecimento de Mather. A rivalidade resultou em um tiroteio no dia 18 de julho de 1884, quando Nixon atirou em Mather, mas apenas o feriu levemente. Nixon pagou fiança sob acusação de tentativa de homicídio.

Três dias depois, Mather e Nixon entraram em outro confronto e Mather atirou e matou Nixon. O caso de Mather foi enviado a julgamento que durou apenas três dias. O júri deliberou apenas sete minutos antes de declarar Mather inocente. O jornal Kinsley Mercury escreveu que “o veredito foi adequado, pois o peso do depoimento mostrou que Nixon foi o agressor na contenda e que Mather tinha justificativa para o tiroteio”.

O Dodge City Times observou que “a leitura do veredito, pelo tribunal, foi interrompida por manifestações de aprovação da audiência”.

Após a absolvição, Josiah, o irmão de Mather o encontrou. Eles estavam no Junction Saloon em Dodge City jogando cartas com David Barnes. Após uma discussão e tiroteio Barnes foi morto. O xerife Pat Sughure prendeu os dois irmãos.

Um exame preliminar para os irmãos foi realizado em Dodge City 12 dias depois, em 22 de maio. Os dois irmãos foram presos para julgamento sem fiança. Imediatamente, eles solicitaram habeas corpus. Em 2 de junho de 1885, o juiz Strang permitiu que os réus pagassem uma fiança de $ 3.000 e eles foram libertados. Seus advogados adiaram seus casos até o termo do tribunal em dezembro de 1885.

Os dois réus saíram sob fiança e nunca foram julgados.

As mortes de Hoodoo e Mather

Cansados da corrupção de Hoodoo, foi organizada uma equipa de vigilantes para derrubar o prefeito. Hoodoo não foi morto mas sim expulso do estado. Um dos delegados de Hoodoo havia sido morto dois meses antes e a viúva, ao ir fazer a exumação do corpo do marido para transferi-lo para Houston descobriu que Hoodoo estava preso. Ela visitou Hoodoo na prisão e o jornal local relatou que “o encontro entre os dois foi um tanto mais afetuoso do que seria de se esperar dado às circunstâncias”. Hoodoo estava preso por assassinato e roubo e contratou dois advogados locais. Foi libertado e nem ele nem a viúva foram mais vistos.

Hoodoo morreu em Torreón, no México e deixou esposa e um filho. Seus irmãos levaram seus restos mortais para Lexington e ele foi enterrado lá com o nome de Henry G. Neil.

Já Mather (à esquerda) se tornou xerife da cidade de New Kiowa, Kansas e o último registro dele foi em 1885, onde retirou $ 300 dólares para ajudar um amigo, Dave Black, acusado de assassinar um soldado. Ele fugiu de New Kiowa ao ouvir rumores de que a Companhia do Soldado poderia vir atrás dele por defender o assassino de seu companheiro.

Em 1902, a revista Everybody’s Magazine afirmou que Mather havia se alistado na Polícia Montada Real Canadense (RCMP) onde trabalhou até 1922, facto negado pela Polícia Montada.

Seu irmão Josiah disse que Mather foi morto por Moonshiners no Tennessee, porém este relato é contraditório pois Josiah contou aos filhos que ele nunca mais viu ou ouviu falar do irmão após o incidente com Barnes em Dodge City.

Por fim, o “Mysterious Dave” teve um fim misterioso em uma vida conturbada, porém cheia de histórias incríveis.

Não deixe de vê-lo e também Hoodoo Brown na Biblioteca Tex: Os Justiceiros de Vegas.

[*] (Texto publicado originalmente no Site “Confraria Bonelli“, em 24 de Novembro de 2020)

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Do esboço inicial de Giorgio Giusfredi à capa final de Claudio Villa passando pelas cores originais (e pelas explicações) de Giusfredi e Villa na capa de Tex #722

* Já se encontra à venda, desde sábado, 5 de Dezembro, nos quiosques italianos, a edição de  Tex #722 “Guatemala“, edição que traz a segunda parte da aventura que leva o Ranger à Guatemala pelas mãos do grande mestre das aguarelas Stefano Biglia, com textos de Pasquale Ruju e mais uma fantástica capa da autoria do mítico Claudio Villa, que tem a particularidade de ter começado com um esboço de Giorgio Giusfredi.

O premiado desenhador Claudio Villa nas vestes de cowboy

A capa de Tex #722, como tem sido tradicional após o Tex #401 (inclusive), é da autoria de Claudio Villa. Capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial que teve a particularidade de ser idealizado por Giorgio Giusfredi, mas também da arte a lápis, tal como da arte finalizada a tinta da china, assim como da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos mostra então o percurso integral da capa de Tex #722. Como curiosidade, interessante, vamos também dar a conhecer as abalizadas “explicações” de Claudio Villa e de Giorgio Giusfredi a propósito desta capa belíssima que traz Tex e Montales em primeiro plano.

Resumidamente pode-se dizer que no começo foi um esboço do Giusfredi. Boselli viu que era bom. Depois seguiu-se o desenho a lápis do Villa. O Boselli viu que também era bom. Então… estava aceite para ir para as bancas.

Mas mais detalhadamente, Claudio Villa explica todo o processo, começando pelo esboço inicial: “Ele é um “ponto de apoio” muito importante para um desenhador. Vem indicada a direcção que o desenho deve tomar. A partir dele pode-se reelaborar  tudo, mas com um horizonte claro. Divulgo o esboço do Giusfredi para sublinhar a importância da ideia acordada. 🙂 🙂“

Esboço inicial de Giorgio Giusfredi para a capa de Tex #722

“Depois procedo com o primeiro rascunho, muito “linear” da ideia: faço notar que os pinos na amurada do navio depois serão somente dois, como pode ser visto na arte-final já a tinta-da-china. 🙂“

Esboço a lápis da capa de Tex #722, da autoria de Claudio Villa

Arte final a preto e branco da capa de Tex #722, da autoria de Claudio Villa

Capa de Tex #722, com as cores originais de Claudio Villa

Capa de Tex #722

Quanto a Giorgio Giusfredi: “Para mim é precioso e agradável trabalhar com o Claudio. Assim como com os outros mestres da banda desenhada com os quais lido, não só por fazer o meu trabalho, mas sempre porque aprendo alguma coisa. Até numa simples conversa, aprendo muito.“

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A homenagem de Fabio CIVITELLI a Diego Armando MARADONA

Diego Armando Maradona

Diego Armando Maradona, o “astro” argentino, considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos, não resistiu, no passado dia 25 de Novembro, a uma paragem cardio-respiratória.

Maradona teve os seus melhores momentos no Nápoles, onde conquistou os dois títulos italianos e a Taça UEFA, e na selecção argentina, com a qual conquistou um título de campeão mundial em 1986, no México.

Foi durante a campanha de 1986, no Mundial do México, que El Pibe realizou o jogo mais marcante da sua carreira, nos quartos-de-final contra a Inglaterra. Num encontro que ficou para a história, Maradona deu polémica e traços de génio, uma síntese quase perfeita da sua carreira indomável. A selecção argentina venceu o encontro por 2-1, com dois golos do génio argentino: o primeiro foi marcado a meias com o divino, a “mão de Deus” que ficou para sempre ligada ao argentino, também ele visto como um “deus humano”; o segundo foi uma obra-prima do futebol que os fãs de futebol elegeram, numa votação da FIFA em 2002, como o “Golo do Século”.

Diego Armando Maradona com o troféu de Campeão do Mundo

A sua carreira de futebolista durou de 1976 a 2001, começou nos Argentinos Juniors e uma passagem pelo Boca Juniors antes de chegar à Europa para jogar no Barcelona. Aí, ficou duas temporadas, marcadas por várias lesões e episódios controversos dentro do campo que acabaram por ditar o fim da sua (primeira) passagem por Espanha.

A gota de água foram as cenas de violência que Maradona iniciou na final da Taça do Rei de 1984 contra o Atlético de Bilbau, contra quem Maradona já tinha tido desavenças meses antes, em Setembro de 1983, quando Andoni Goikoetxea lhe partiu a perna com uma entrada fora de tempo. O mesmo adversário voltou a cometer uma falta dura sobre Maradona, que se demonstrou descontente com a situação e desencadeou confrontos entre as duas equipas.

O incidente levou o presidente do clube catalão a transferi-lo para o Nápoles, uma venda que rendeu aos cofres dos “blaugrana” o equivalente a cerca de 10 milhões de euros, um valor recorde na altura, que suplantou os números da transferência de Maradona do Boca Juniors para o Barcelona.

A apoteótica apresentação de Diego Maradona no Nápoles

Os anos em Nápoles foram a confirmação da estrela: o argentino carregou a equipa para o primeiro título italiano na história do clube, em 1987, e a uma segunda Série A em 1990 (até hoje os dois únicos títulos nacionais do clube), com dois segundos lugares pelo meio. Venceu também a Taça de Itália em 1987 e ajudou a conquistar a Taça UEFA de 1989, o único troféu internacional do Nápoles.

Fabio Civitelli a desenhar Maradona para o fã Carlo Greco

E é precisamente devido à gloriosa passagem de Diego Armando Maradona pelo Nápoles que um grande fã e coleccionador italiano de Tex, Carlo Greco, também um confesso apaixonado por Diego Maradona (e grande tifoso do Nápoles) que também admira imenso a Arte de Fabio Civitelli fez recentemente um inusitado pedido, contando com a preciosa ajuda do pard Aldo Giancarlo Valdambrini, precisamente ao Mestre Aretino… um seu desenho do inigualável camisola 10: Diego Armando Maradona e Fabio Civitelli atendeu de imediato ao pedido do Carlo Greco imortalizando o “astro” argentino através da sua deslumbrante Arte, que assim homenageou aquele que muitos consideram o maior génio da História do Futebol, como se pode ver num esplendoroso desenho (que ilustra este texto) de valor incalculável, sobretudo para o simpático fã italiano de Diego Maradona e de Fabio Civitelli que assim juntou duas paixões numa “peça” única :

Diego Armando Maradona na Arte de Fabio Civitelli

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