ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2020: CAPAS E CORES

Por Saverio Ceri

CAPAS E CORES

Quarta e última parte dedicada aos números bonellianos de 2020. Depois das personagens, argumentistas e desenhadores, desta vez, descobriremos os ilustradores que realizaram capas inéditas para as edições da Bonelli, e os profissionais que foram chamados para colorir as páginas, inéditas ou não, neste 2020 que acabou de findar.

Esta capa assinada por Villa e Cavenago, embora lançada no final de 2019, será fundamental no ranking dos capistas deste ano

Para os autores das capas há que precisar que as capas que aparecem na classificação são apenas as inéditas encomendadas pela Bonelli para os seus volumes. Não foram contabilizadas imagens “recicladas”, isto é, feitas no passado para outros fins (como capas de edições estrangeiras ou ilustrações para eventos de banda desenhada) e usadas como capas para os volumes de banca ou volumes de livraria; assim como não foram contabilizadas capas, embora inéditas, publicadas por outras editoras (como por exemplo as do Dylan Dog para La Gazzetta dell Sport). Também não foram contabilizadas capas realizadas pela redacção criadas com montagem e coloração de imagens internas dos álbuns. Fazem parte desta categoria quase todas as capas de Darl Zed, de Darwin, de I racconti di Domani de Dylan Dog e do volume do free comics Book de Nick Raider.
Para os coloristas, deve-se precisar que para os álbuns assinados por várias mãos, tentei, tanto quanto possível, creditar o melhor possível as várias páginas; não posso dizer que o tenha conseguido totalmente; na verdade, exorto os coloristas envolvidos nessas revistas com várias assinaturas a relatar imprecisões, se as encontrarem, ajudando-me a corrigir as cronologias das séries envolvidas, atribuindo a cada um os seus próprios méritos.
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Este ano, foram chamados 44 ​​ilustradores para criar as 239 capas inéditas dos livros e volumes da casa Bonelli; 207 capas foram encomendadas para publicações inéditas e 32 para reimpressões ou variantes. Números efectivamente menores em comparação com os 61 desenhadores e 253 capas do ano passado. A falta de eventos de BD seguramente contribuiu para o declínio das capas variantes e, por consequência também para o número de ilustradores envolvidos pela editora nessas ocasiões especiais; a maior queda em percentual, -27,9%, está justamente no número de capistas.

Gigi Cavenago assina uma das poucas variantes de 2020, que só poderá ser adquirida online devido ao cancelamento do evento para a qual foi realizada

Abaixo encontra-se o ranking dos capistas, por número de capas publicadas, o “E” de estreante refere-se ao facto de ser esta a estreia nesta categoria para a Bonelli. As meias capas são todas devido às capas alternativas de Dylan Dog 400 assinadas a quatro mãos entre Cavenago e os capistas históricos do Investigador do Pesadelo.
O pódio
De volta ao degrau mais alto do pódio após três anos de ausência Claudio Villa, que precisamente graças à meia capa de Dylan Dog, consegue superar o pupilo Piccinelli. Com esta vitória anual Villa chega ao 20 “título” como capista ganhando uma segunda estrela virtual na camisa. O capista de Tex também atinge o 24º pódio consecutivo, aos quais outros três devem ser adicionados quando ele era  capista de Dylan Dog.
Alessandro Piccinelli consola-se com o quarto pódio consecutivo, graças a Zagor. Temos pela primeira vez no pódio Sergio Giardo com seu recorde pessoal de 15 capas anuais, todas de Nathan Never obviamente.

Claudio Villa, graças a esta fantástica capa que o esconde, regressa ao topo do ranking anual dos autores de capas

Pagliarani e De Biase entram pela primeira vez no Top Ten dos capistas, contra De Tommaso e Matteoni, que o deixam, respectivamente, após quatro e seis anos consecutivos de permanência.
Destaque para o facto de 12 ilustradores da classificação de 2020 (os Cestaro valem a dobrar), terem desenhado pelo menos metade de uma capa ligada ao mundo de Dylan Dog.
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Números de todas as cores
Neste ano que acabou de terminar as páginas que apresentaram cores inéditas totalizaram 5843 ou seja 8,98% a menos do que em 2019 e 24,41% a menos se compararmos os dados com a safra Bonelli mais colorida de todas, 2017.
Em 2020, as páginas inéditas publicadas em technicolor foram 4165, ou seja 2,58% a menos que nos doze meses anteriores, bem como 31,24% a menos que no ano recorde, quando a editora publicou mais de 6000 páginas inéditas a cores.
A incidência das páginas inéditas a cores no total subiu em 2020 para 19,18%, cerca de dois pontos e meio a mais do que em 2019, mas ainda muito longe do recorde de 25,49%, estabelecido obviamente em 2017, quando parecia que a cor fosse um caminho obrigatório para o futuro da editora.

Auto-retrato em tons de cinza de Edoardo Arzani, um dos coloristas mais publicados em 2020

Os coloristas (ou estúdios de coloração) empregados diminuíram para 43 unidades mais uma pequena parte de páginas não creditadas; por isso encontrarão no final da classificação um número de páginas coloridas … não se sabe por quem.
Um esclarecimento: não são atribuídas páginas já coloridas em ocasiões anteriores e simplesmente republicadas; por exemplo, faltam na contagem as páginas de Tex e Zagor Classic (visto que as cores são as habituais da Collezione Storica do La Repubblica). Eis a classificação completa:
O pódio
Mais uma vez vence o estúdio GFB Comics, mas desta vez graças à equipa coordenada por Valentina Mauri, que se encarregou de colorir 8 dos 12 volumes da reedição de Storia del West. O mesmo grupo tinha ficado em segundo lugar há doze meses. Nos outros degraus do pódio encontramos em segundo lugar, após dois anos de ausência dos radares bonellianos, Edoardo Arzani, que coloriu 4 volumes de Odessa, seguido de Sergio Algozzino, graças ao seu trabalho nas páginas do mundo de Dylan Dog.

Sergio Algozzino, um dos coloristas mais solicitados pela Bonelli em 2020

Um agradecimento especial a Paolo Francescutto. Vemo-lo apenas em 13º neste ranking de 2020, mas no primeiro rascunho deste post ele estava no terceiro degrau do pódio, só que ele mesmo prontamente apontou que em relação às cores do Dragonero: Cacciatori di Kraken, a Bonelli atribuiu-as todas erroneamente a ele, enquanto as da primeira longa aventura contida no cartonado são obra de Piky Hamilton (como consta acertadamente no site da Bonelli). Isso o fez cair para o 13º lugar, subir Piky para o 5º e a Algozzino ganhar um degrau, o suficiente para o ilustrador de Palermo conquistar o seu primeiro pódio bonelliano.

Menção honrosa para Paolo Francescutto, outro colorista retratado em tons de cinza

Números… especiais
Vamos terminar a quarta e última parte dos números bonellianos de 2020, com os dados relativos às edições fora de série.
Este ano os volumes especiais, incluindo gigantes, maxi, magazine, cartonatos à francesa, color, mini-séries e vários spin-offs, foram 53, três a mais do que em 2019, mesmo que as páginas inéditas publicadas em todos os números extras fossem apenas 6328, praticamente oitocentas a menos que nos doze meses anteriores. Essa queda acentuada em face do ligeiro aumento dos números fora de série traz a média de páginas dos especiais de Bonelli para 119,4 páginas inéditas, o equivalente a menos 16,26% que no ano anterior; este é o valor mais baixo desde 1988 e quase o mais baixo de sempre, que permanece em 112 páginas, ou seja, as contidas nos dois primeiros Martin Mystère Special, os únicos lançados fora da série em 1984 e 1985.
O personagem que teve mais páginas publicadas fora da série regular foi, em 2020, pelo segundo ano consecutivo com 12 volumes e 1630 páginas, Zagor, embora com uma margem muito estreita sobre Dylan Dog, e cerca de 200 páginas de vantagem sobre Tex, terceiro em número de páginas inéditas fora de série publicadas. A soma das páginas extras dos três personagens do pódio representou em 2020 73,75% do total dos especiais bonellianos.
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Mauro Boselli com 702 páginas foi o escritor mais publicado em álbuns fora de série em 2020; volta a sê-lo pela segunda vez na sua carreira, sete anos após a “vitória” anterior. Nos degraus inferiores do pódio especial encontramos Burattini e Perniola.
Dois zagorianos, Gianni Sedioli e Raffaele Della Monica, com 286 páginas, são ex-aequo os desenhadores mais “especiais” do ano 2020; precedendo Massimo Carnevale no pódio.
Os artistas de capa mais utilizados ​​em edições fora de série foram três com 6 capas cada: Piccinelli, Rubini e Villa.

Alessandro Piccinelli, Claudio Villa, Mauro Boselli: um trio verdadeiramente “especial” em 2020

Sobre este 2020 é tudo; se vos escapou quaisquer números, podem encontrá-los na primeira parte dedicada aos personagens, na segunda na qual falamos sobre os argumentistas ou na terceira onde nos ocupamos dos desenhadores.
Marcamos um novo encontro no final de 2021!

Saverio Ceri

Material apresentado no blogue Dime Web em 28/12/2020; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2020, Saverio Ceri

TEX WILLER ENTRA NO NOVO ANO BRINDANDO COM O PRESTIGIADO ESPUMANTE DE ANADIA – FELIZ ANO NOVO! Felicidades a todos da parte do Tex Willer Blog (e de Maurizio Dotti)

TEX WILLER ENTRA NO NOVO ANO BRINDANDO COM O PRESTIGIADO ESPUMANTE DE ANADIA – FELIZ ANO NOVO! Felicidades a todos da parte do Tex Willer Blog (e de Maurizio Dotti)

Com uma ilustração (acima) do (ainda jovem) Ranger Tex Willer (acompanhado pelo fiel Dinamite) brindando ao Novo Ano com uma Taça de Espumante de Anadia (Maurizio Dotti foi ao mais ínfimo pormenor para retratar Tex Willer, como se pode constatar por exemplo pelo formato da taça à época: a Taça Maria Antonieta nas mãos de Tex) , desenhada por MAURIZIO DOTTI, o Tex Willer Blog, o blogue português do Tex, na “voz” do próprio TEX WILLER deseja um BOM ANO de 2021 a todos os Texianos que nos honram com as suas assíduas visitas, neste que vai ser seguramente mais um ano GRANDIOSO para Tex Willer!

(Para aproveitar a extensão completa do desenho, clique no mesmo)

ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2020: ATTICA NO TOPO DA LISTA

Por Saverio Ceri

ATTICA NO TOPO DA LISTA

Terceiro apontamento com o resumo da safra bonelliana do ano 2020. Um esclarecimento antes de começar, sobretudo porque se irá falar de desenhadores: algumas edições são assinadas por várias mãos, muitas mãos; Essa abundância de assinaturas às vezes impede a equipa editorial de indicar quais páginas individuais da edição em questão são desenhadas por um ou por outro ilustrador.
Por isso, existem volumes nos quais dois a oito desenhadores colocaram as mãos, muitos dos quais são recém-chegados (e, portanto, com uma característica menos reconhecível), “amalgamados” em alguns casos pelos coloristas, que, por um lado com o seu trabalho, facilitam a fusão entre os estilos que impedem desfasamentos brutais de design, por outro lado, complicam a atribuição dos autores dos desenhos originais.
Portanto, ao tentar creditar melhor as várias páginas, não se diz que tal foi conseguido; pelo contrário, exorto os desenhadores e os coloristas envolvidos nesses volumes com várias assinaturas a relatar imprecisões, se as encontrarem, ajudando-me a corrigir as cronologias da série envolvida, dando a todos os seus próprios méritos.

Último número de Attica, série fundamental para atribuir o título de desenhador bonelliano mais prolífico de 2020 – Capa de Giacomo Bevilacqua

Desta vez debaixo dos holofotes, como dissemos anteriormente, estão os ilustradores, os 185 desenhadores que este ano nos brindaram com os seus lápis e tintas da china. Comparado ao ano anterior são 10 a menos, mas registam-se 18 estreias, 6 a mais que em 2019. O estreante mais publicado é Marco Villa, filho do mítico Claudio Villa, graças às 160 páginas do especial outonal de Dampyr, o seu primeiro volume oficial bonelliano.

Menos impressionante do que nos anos anteriores, mas ainda muito longa a lista de desenhadores bonellianos dos últimos 12 meses. A tabela abaixo parece uma verdadeira torre de 184 andares num dos quais coabitam os irmãos Esposito, o único par fixo que encontramos este ano no ranking dado que os irmãos Di Vitto, assim como os Montanari e os Grassani, desde há algum tempo que não trabalham mais exclusivamente juntos, e dado que os gémeos Cestaro, em 2020, vamos encontrá-los apenas como capistas no próximo capítulo. Voltando aos desenhadores: temo-los mais abaixo, listados pelo número de páginas publicadas. Lembramos que o “PB” verde ao lado do nome representa Personal Best, caso o desenhador em questão tenha estabelecido o seu recorde pessoal de páginas Bonelli publicadas este ano (o “PB” é amarelo em caso de recorde igualado), e que o “E” significa Estreante, e que os números decimais são consequência de histórias assinadas por várias mãos.
O pódio
No topo da torre dos desenhadores, na casa mais cobiçada, no topo, continuando com a semelhança do edifício, encontramos Giacomo Bevilacqua, graças à parte final de Attica, a saga em estilo mangá criada e desenhada por ele (com a colaboração de Lecce ) para o selo Audace, e distribuída apenas no circuito de livros. O autor de A Panda piace, no quarto ano consecutivo de publicação nas edições Bonelli, além de estabelecer seu recorde pessoal de páginas publicadas ao longo dos doze últimos meses, também conquista a distinção de ser o primeiro desenhador a chegar a um ”título” bonelliano sem nunca ter aparecido em nenhuma edição de bancas.

Giacomo “Keison” Bevilacqua com o personagem que o tornou famoso

Fabrizio Russo, por sua vez, publica em volumes Bonelli desde 1994 e com as 448 páginas deste ano, que o levam ao pódio pela primeira vez e batem seu recorde pessoal, chega a exactamente 4000 pranchas desenhadas para a Bonelli desde a Zona X, até Zagor, passando por Martin Mystère, Dampyr, Dylan Dog e Tex.
Recorde pessoal e primeiro pódio também para Ernesto Garcia Seijas, que, com a história de Tex publicada este ano, ultrapassa as 2000 páginas realizadas no decurso de quinze anos.

Fabrizio Russo com uma das suas 4000 páginas bonellianas

O Top Ten
Se o topo de um arranha-céu é o andar mais cobiçado, mesmo aqueles logo abaixo não devem ser desprezados, eles ainda têm uma bela vista do resto da cidade; e numa “cidade da banda desenhada” ideal, a torre bonelliana certamente seria uma das mais altas, senão a mais alta.
Nos andares imediatamente abaixo estão os do clube dos dez, os desenhadores que este ano alcançaram o Top Ten. Entre eles, apenas Corrado Roi consegue reconfirmar-se um ano depois. O mais gótico dos ilustradores Bonelli, que ostenta no palmarés bonelliano 2 “títulos”, chega ao Top Ten pela décima quarta vez, desde a sua estreia, em 1987, no lendário Dylan Dog 4.
Entre os outros nove membros deste clube exclusivo, este ano encontramos Diso, que estava ausente desde 2015, mas que é um habitué, ao atingir o Top Ten pela 20ª vez na carreira, incluindo uma vitória em 2010; encontramos pela oitava vez Sedioli, já vencedor em 2018; encontramos Della Monica que está entre os dez primeiros pela décima vez; também encontramos Russo, na sua quarta entrada no Top Ten; Rubini, pela terceira; Bertolini e Garcia Seijas, pela segunda; e por fim, na primeira inscrição no clube destacamos os vencedores Bevilacqua e Carnevale.

Corrado Roi é o único a figurar no Top Ten dos desenhadores mais publicados na casa Bonelli nos últimos dois anos

Os veteranos
Entre os desenhadores publicados este ano o veterano é Roberto Diso, no seu 45° ano de carreira bonelliana, seguido por Giancarlo Alessandrini que estreou em Ken Parker há 43 anos, da dupla Montanari & Grassani que apreciamos há 41 anos, quando estrearam no Piccolo Ranger e Carlo Ambrosini, na crista da onda bonelliana há exactos 40 anos.
Entre os desenhadores mais constantes, aqueles publicados continuamente durante décadas, destacamos que as páginas de Giovanni Freghieri, admiramo-las pelo 36º ano consecutivo, um a mais que a dupla Montanari & Grassani; seguido por Brindisi, publicado continuamente há 31 anos, Michelazzo há 26 e Piccoli há 23.
Por outro lado, após 27 anos consecutivos de presença nas publicações bonellianas, a participação de Rodolfo Torti como desenhador foi interrompida.

Roberto Diso há 45 anos na Editora Bonelli, é o mais prolífico desenhador bonelliano em actividade, o sexto de todos os tempos

Série per série
Encerramos com a lista dos desenhadores mais publicados para cada série, pelo menos aqueles com 500 páginas publicadas no ano que acaba de terminar. Segue-se, abaixo, uma tabela-resumo, com o número de páginas publicadas e o número de vitórias anuais relativamente à série em questão.
Como sempre, vamos começar pelo Dampyr, que este ano tem três vencedores em completa igualdade: Genzianella, com o quarto título, Lozzi com o segundo e Gualandris com o primeiro.
Continuamos com Dragonero, que vê no topo do ranking dos desenhadores mais publicados do ano, pela primeira vez, Riccardi, que pôs a mão, ou melhor o lápis e os pincéis, em 5 diferentes livros de Ian Aranill lançados em 2020.
Sétimo título para Roi nas páginas de Dylan Dog; O Mestre do preto e branco retorna ao degrau mais alto do pódio da série após nove anos. Com as 350 páginas anuais, todas publicadas na série principal do Investigador do Pesadelo, Roi destrona Freghieri do recorde do desenhador mais publicado na série regular de Dylan Dog.
Ex-aequo triplo nas páginas de Júlia; aos veteranos Boraley e Marinetti, ambos com o quinto campeonato, junta-se Di Clemente, estreante na série, obviamente com a primeira vitória.

Antonio Marinetti e Steve Boraley, concidadãos e desenhadores históricos da criminóloga berardiana, desta vez também compartilham o título de desenhador mais publicado do ano nas páginas de Júlia

Primeiro título para Nisi nas páginas de Martin Mystère, este ano ele publicou 250 páginas, ainda que acreditemos que o resultado foi “distorcido” pela escolha de publicar, este ano, muitas histórias que ficaram na gaveta durante anos, em vista de um relançamento do personagem na próxima Primavera.

Em Mister No é o veterano Diso a destacar-se neste 2020: Com 370 páginas anuais, ele conquista o seu 12º título na série que o lançou na Bonelli.
Terceiro título para Val Romeo nas páginas de Morgan Lost. Valentina também é a desenhadora mais prolífica de todos os tempos do personagem.
Ao diminuir a produção de Nathan Never, o número de páginas para ganhar o título inevitavelmente diminuiu, e assim Giardo com “apenas” 252 páginas publicadas ganhou o seu primeiro campeonato neveriano. Trata-se da menor pontuação do vencedor nos últimos 23 anos, a terceira menor de toda a história da série, mas também o terceiro melhor resultado de Giardo que no passado, apesar de publicar 282 e 376 páginas do personagem em doze meses, não tinha conseguido alcançar o topo do ranking.
Igualdade, com 188 páginas, entre Gallo e Barletta nas páginas da outra revista de ficção científica da Bonelli, Odessa. Para ambos, é o primeiro título da jovem série.

Ernesto Garcia Seijas, no seu melhor ano em Tex, conquista também o terceiro degrau do pódio bonelliano 2020

Segundo título texiano para Garcia Seijas, depois do que conquistou em 2012; as 397 páginas anuais levam-no a bater o seu próprio recorde anual em Tex, mas também ao quinto lugar no quesito páginas publicadas entre os desenhadores do Ranger em actividade.
Sedioli, vencendo Russo apenas por 10 páginas conquistou o seu quinto campeonato zagoriano e passou para a sexta posição no ranking de todos os tempos do personagem, pelo número de páginas publicadas.
Encerramos aqui esta terceira parte dos números bonellianos de 2020, convidando-vos a descobrir nos “episódios” anteriores todos os números das personagens e as classificações dos argumentistas. Voltaremos a encontrar-nos novamente em breve,  para o quarto e último post dedicado aos números bonellianos de 2020: irá falar-se de capistas, coloristas e álbuns especiais.
Saverio Ceri

Material apresentado no blogue Dime Web em 26/12/2020; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2020, Saverio Ceri

ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2020: BOSELLI NOTA 20… COM LOUVOR

Por Saverio Ceri

BOSELLI, NOTA 20… COM LOUVOR

Aqui estamos com a segunda parte dos números bonellianos de 2020, onde descobriremos quem escreveu, página por página, as vinte e uma mil, setecentos e doze páginas inéditas de banda desenhada produzidas pela Bonelli nestes últimos doze meses.

Mauro Boselli com o Maxi Tex da histórica ultrapassagem ocorrida em 2020

Não obstante os 10% de páginas originais publicadas a menos comparativamente com 2019, o número de escritores bonellianos permaneceu quase estável. De facto, este ano 77 autores assinaram pelo menos um argumento, contra os 79 no ano passado. E sim, é o número de escritores mais baixo dos últimos quatro anos, mas também é verdade que é o maior de todos os anteriores 76 anos da editora. Oito, exactamente como há um ano, os iniciantes na máquina de escrever, mesmo que algum não seja propriamente novo na casa Bonelli e já o tenhamos conhecido com pincéis ou cores. No ranking abaixo encontrarão todos eles, antigos e novos, em colunas por número de páginas inéditas publicadas; descobrirão com quais personagens eles colaboraram e se o resultado dos últimos doze meses é o seu Melhor Pessoal (PB verde se ultrapassado, PB amarelo se igualado), ou se estão em estreia (E), na editora. Os números periódicos que encontrarão são filhos de histórias escritas por várias mãos.
O pódio 
O incansável Mauro Boselli é, pelo décimo ano consecutivo, o argumentista mais publicado nos volumes de Tex & Cia.; com esta vitória eleva para 17 o número dos seus “títulos” Bonellianos. O “louvor” do título, que se soma aos 10 sucessos consecutivos, é o devido reconhecimento pela histórica ultrapassagem a Gianluigi Bonelli no topo do ranking dos escritores mais publicados de todos os tempos nas publicações da Sergio Bonelli Editore. Um ano, pelo menos para Mauro, para recordar. Atrás dele, encontramos Pasquale Ruju, o último argumentista a ter publicado mais páginas que Boselli num ano… estávamos em 2011.
Ruju subiu ao pódio pela sexta vez na carreira, a última vez tinha sido em 2018.
Atrás dos dois texianos, Claudio Chiaverotti conquista o pódio pela quarta vez; a última vez tinha sido em 2017. Claudio subiu no ranking, em comparação ao décimo lugar no ano passado, somando aos seus clássicos Brendon e Morgan Lost, as páginas escritas para a nova encarnação de Dylan Dog, mas também uma história para a série regular de Zagor centrada em torno de um dos inimigos históricos do Espírito com a Machadinha: Kandrax, o mago.

Pasquale Ruju, o único escritor que pode se orgulhar de ter ultrapassado Boselli na última década, mesmo que apenas por uma vez

O Top Ten
No Top Ten entram Perniola, Vigna e Recchioni que substituem Rigamonti, Masiero e Manfredi, este último passando do pódio em 2019 para nem uma única página publicada em 2020; portanto, sai do ranking após 26 anos de presença ininterrupta com textos Bonellianos.
A propósito de Top Ten: Boselli junta-se ao grupo pelo 27º ano consecutivo e pela 28ª vez na carreira; nos últimos 7 anos também Ruju esteve sempre no Top Ten, elevando sua participação geral para 15 presenças entre os dez primeiros. Berardi frequenta o círculo exclusivo dos mais publicados há 6 anos consecutivos e quase rivaliza com Boselli com 26 participações no Top Ten. Quem por sua vez disputa com Mauro o título das presenças é Mignacco também presente pela 28ª vez no restrito círculo dos dez mais produtivos. Seguem-se Chiaverotti e Burattini, ambos com 25 presenças.

Luigi Mignacco um dos autores mais prolíficos da Bonelli: por vinte e oito anos no Top Ten!

Os veteranos
Entre os escritores publicados este ano, o veterano continua a ser Alfredo Castelli, agora no seu 49º ano bonelliano, seguido por Giancarlo Berardi que publica na SBE há 43 anos e Maurizio Mantero que se estreou um par de anos depois, pelo que vimo-lo nas publicações Bonelli há 41 anos. Tiziano Sclavi, por sua vez, comemora, este ano o seu 40º ano bonelliano como argumentista.
Depois do já citado Castelli, já no seu 44° anno consecutivo de publicações, destacamos que Mignacco  vem sendo publicado ininterruptamente há 34 anos, seguido de Vigna (33 anos), Chiaverotti (32), Boselli (29), Burattini (28), Berardi (27), Ruju (26), Vietti (25), Enoch (24), Barbato e Mantero (23).

Alfredo Castelli, o decano dos escritores: daqui a poucos meses festejará os cinquenta anos na Casa Bonelli

Série por série
Encerramos com a lista dos escritores mais publicados em cada série, pelo menos aqueles com 500 páginas publicadas no ano que está prestes a chegar ao fim. reportamos, abaixo, uma tabela-resumo, com o número de páginas publicadas e o número de vitórias anuais relativamente à série em questão.
Boselli conquista a segunda estrela  dampyriana, triunfando pela 20ª vez em 21 anos de vida do personagem.
Enoch equilibra as contas com o co-criador Vietti, tornando-se o escritor mais publicado em Dragonero pela quinta vez em doze meses; mesmo que no total das páginas publicadas desde a estreia do personagem Vietti ainda permaneça na frente por 445 páginas.
Em Dylan Dog finalmente chegou o ano de Recchioni, que com 564 páginas publicadas, vence o seu primeiro Scudetto do Pesadelo e sobe no ranking geral do personagem, atingindo o décimo primeiro posto.
Na criminóloga, destaque para a reconfirmação de Berardi no topo do ranking de Júlia pelo 23º ano consecutivo, ou seja, desde que criou a sua personagem.
Os argumentistas de Martin Mystère foram tantos durante este ano que Lotti conquista, com menos de 200 páginas, o seu terceiro título mysteriano.
Mignacco é reconfirmado pelo segundo ano consecutivo, e pela décima sexta vez na sua carreira, líder do ranking de Mister No.
Chiaverotti inevitavelmente torna-se o escritor mais publicado em Morgan Lost pelo sexto ano consecutivo.
Após dois anos na retaguarda, Vigna volta a ser o escritor mais publicado em Nathan Never, conquistando o sétimo título da série.
Segundo ano para Odessa e segundo título para Rigamonti, co-criador do projecto.
Boselli neste 2020 conquista o segundo título de série, reconfirmando-se pelo segundo ano consecutivo, décimo segundo no geral, o escritor Tex mais publicado.
Recorde de fidelidade à camiseta vermelha para Burattini, pelo 27º ano o escritor mais publicado nas publicações de Zagor.

Moreno Burattini (na foto com a sua esposa Valentina Uccheddu), o escritor zagoriano mais publicado em absoluto, também encontrou tempo para se casar neste 2020

Por hoje é tudo. Se você perdeu, convidamo-lo a ler a primeira parte dedicada às fantasmagóricas cifras bonellianas de 2020, e  voltaremos a encontrar-nos em breve com todos os números dos desenhadores bonellianos em 2020.
Saverio Ceri

Material apresentado no blogue Dime Web em 24/12/2020; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2020, Saverio Ceri

Editora 85 anuncia novos volumes de Dampyr, Morgan Lost, Mister No e o retorno de Nick Raider ao Brasil!

Novos volumes de Dampyr, Morgan Lost, Mister No e o retorno de Nick Raider ao Brasil!

A Editora 85 abre o ano de 2021 com 4 novas pré-vendas. Dampyr 6, Morgan Lost 2 e Mister No Especial 6 aportam no mercado e Nick Raider retorna ao Brasil em um especialíssimo número 1, após dois anos de ausência por aqui. É outra aposta da 85 com o objectivo de consolidar mais um grande personagem da Sergio Bonelli Editore no Brasil. A campanha no Catarse, a partir do dia 4 de Janeiro, vai oferecer todos os combos possíveis com combinações dos quatro novos títulos, permitindo ao leitor escolher a configuração que mais lhe interessar.

Além dos lançamentos, também é possível apoiar os demais títulos do catálogo da 85. O link oficial da campanha será divulgado nas redes sociais da Editora 85 no dia 04. De seguida apresentamos os títulos anunciados:

Dampyr é uma série que mistura horror, suspense e aventura policial. A trama explora o mundo dos Mestres da Noite, superpredadores que se alimentam de seres humanos. Porém, o nascimento de Harlan Draka, filho de uma humana com uma dessas criaturas, gera o único inimigo natural de tais ameaças: um Dampyr. Draka cresce para tornar-se o caçador dos Mestres da Noite. Como aliados ele conta com Kurjak, um soldado sem pátria que desistiu das guerras injustas para lutar pela salvação da humanidade e Tesla, a única vampira a aliar-se aos humanos contra a sua raça. Parte da acção acontece em Praga, na República Checa, mas as aventuras também rodam o mundo.

Conteúdo: Neste volume de 388 páginas, mais 4 histórias inéditas no Brasil, compilando as edições italianas 21 a 24, publicadas originalmente entre Dezembro de 2001 e Março de 2002, na Itália. Textos de Boselli e Colombo e desenhos de Majo e Genzianella.

Morgan Lost é um caçador de assassinos em série que vive em Nova Heliópolis, uma Nova Iorque distópica dos anos 1950, com dirigíveis no céu e uma arquitectura que lembra o Egipto Antigo. O autor Claudio Chiaverroti, que além de sua famosa série Brendon, assinou mais de 50 álbuns de Dylan Dog, revela pouco do personagem, e garante que o mistério faz parte de suas histórias. Morgan era dono de um velho cinema que exibia películas de terror B, e a única violência que ele conhecia era a dos filmes que projectava. Uma noite ruim mudou a sua vida, destruindo-a. O renascimento foi lento e doloroso, repleto de sofrimento, e Morgan Lost volta à vida como um caçador de assassinos em série.

Conteúdo: Neste volume de 196 páginas, mais duas histórias inéditas no Brasil, compilando as edições italianas 3 e 4, publicadas originalmente entre Dezembro de 2015 e Janeiro de 2016, na Itália. Textos de Chiaverotti e desenhos de Freghieri e Val Romeo.

Em Junho de 1975 chegou aos quiosques italianos o primeiro número daquele que estava cotado por seus criadores para ser uma mini-série de apenas cinco episódios, mas o que se viu foi completamente diferente, foi um sucesso absoluto! Mister No é como é chamado o piloto americano Jerry Drake, um sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que abandonou a sua pátria, desiludido pela violência e as imposições da sociedade ocidental. Em sua fuga, escolhe viver em Manaus, no coração da Amazónia. E é nessa cidade que compra um velho Piper e passa a ganhar a vida como guia turístico. Honesto, sincero, amante do álcool e de mulher bonita, é um rebelde por natureza, como demonstra o seu apelido.

Conteúdo: Neste volume de 148 páginas, mais uma história inédita no Brasil, trazendo a edição italiana Mister No Speciale 7, publicada originalmente em Julho de 1992, na Itália. Texto de Nolitta e desenhos de Diso.

Nick Raider surgiu em 1988, pelas mãos de Claudio Nizzi, conhecido dos leitores brasileiros como o herdeiro de Gianluigi Bonelli nos roteiros do cowboy Tex. O Nizzi de Nick Raider pode surpreender o leitor daquele western, pois o seu policial contemporâneo é fruto de um caos urbano onde o clima noir se mescla com a mesquinharia do quotidiano, o “mundo cão” (bordão que o herói tanto balbucia). Raider é um detective do Esquadrão Homicídios de Manhattan, um policial inspirado na figura de Tex: um ranger corpulento, corajoso, um herói incansável, hábil, cujo combate nunca termina.

Conteúdo: Neste volume de 388 páginas, quatro histórias inéditas no Brasil, compilando as edições italianas 27, 29, 31 e 32, publicadas originalmente entre Agosto de 1990 e Janeiro de 1991, na Itália. Textos de Ferrandino, Nizzi e Colombo e desenhos de Antinori, Straffi, Torti e Trigo.

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