Bonelli Point torna-se… Loja Bonelli!

Após três anos intensos e ricos de eventos, o Bonelli Point na via Marghera em Milão encerrou a 31 de Dezembro de 2020. Mas não se preocupem: após uma pausa de poucas semanas será inaugurada a nova Bonelli Store num novo local ainda mais acolhedor.

A 31 de Dezembro de 2020, o Bonelli Point na via Marghera em Milão interrompeu as suas actividades devido ao encerramento da Mondadori Megastore que o acolhia desde Novembro de 2017.

José Carlos Francisco no Bonelli Point

Foram três anos intensos e ricos de satisfações, para um lugar que se tornou uma verdadeira referência para os fãs de banda desenhada em geral e da Editora Bonelli em particular, tanto para comprar todas as novidades lançadas ao longo dos tempos como para comprar todo o catálogo Bonelli, quanto para conhecer autores profissionais no decorrer de inúmeros encontros e lançamentos.

Mas isto não é um adeus, muito pelo contrário!

A partir de 2021, o Point torna-se uma verdadeira Bonelli Store: um novo ponto de venda com 160 m2 dedicado aos fumetti daquela Fábrica dos Sonhos chamada Sergio Bonelli Editore!

O local será igualmente na cidade de Milão, desta vez na viale Coni Zugna. O quando é cedo, muito cedo. Assim que possível, informaremos o dia exacto da inauguração.

A Loja Bonelli está a chegar!

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Vídeo: O luxuoso regresso de “O Vale do Terror” desenhado por Magnus

Vinte e cinco anos depois, o Texone do Magnus retornou numa luxuosa edição gigante, disponível também em versão limitada e numerada. Apresentamos algumas páginas, acompanhadas do trailer e de uma parte do editorial de Davide Bonelli.

O luxuoso regresso de “O Vale do Terror” desenhado por Magnus

Página inicial de “O vale do terror” – Desenhos de Magnus, textos de Claudio Nizzi

Com o sincero editorial que pode ser parcialmente lido a seguir, Davide Bonelli comemora o lançamento da nova edição do Texone do Magnus vinte e cinco anos após a sua primeira publicação, que infelizmente também coincidem com os anos que nos separam do falecimento do inesquecível mestre bolonhês.

O volume, impresso em formato gigante, chegou às livrarias italianas no dia 3 de Dezembro, mas a partir do dia 9 de Dezembro também passou a estar disponível em edição limitada e numerada no Shop online da Sergio Bonelli Editore e no Bonelli Point de Milão. Apresentamo-lo neste post numa galeria de imagens e no trailer realizado como sempre pelo Alex Dante, recordando-vos que nas suas páginas pode ser lido a versão integral deste editorial. Boa leitura!

Página de “O vale do terror” – Desenhos de Magnus, textos de Claudio Nizzi

Entre as muitas que marcaram indelevelmente a septuagenária saga de Tex, as histórias apresentadas na colecção “Tex Speciale” constituem, desde sempre, uma parada de incursões-excursões surpresa. Assinar um “Texone” é um esforço, uma honra, e também – porque não? – um prestigioso ponto de referência.

Com toda a certeza, foi uma honra para a nossa Editora poder publicar uma obra importante como “O vale do terror“, em cujas páginas um dos mais brilhantes e inesquecíveis Mestres da banda desenhada mundial trabalhou durante sete anos: Roberto Raviola, também conhecido por Magnus. Não quero falar-vos da sua longa e extraordinária carreira, que infelizmente terminou prematuramente em 5  de Fevereiro de 1996, poucos meses antes do seu Tex chegar aos quiosques. Desde então passou-se um quarto de século, e “O vale do terror” ainda é, talvez hoje mais do que nunca, uma obra-prima atemporal.

Página de “O vale do terror” – Desenhos de Magnus, textos de Claudio Nizzi

Por este motivo, quisemos reapresentá-lo numa versão preciosa e limitada, enriquecendo-a com alguns dos inúmeros esboços preparatórios que o Magnus preparou, mês após mês, enquanto estudava meticulosamente e incansavelmente os cenários arquitectónicos e naturalistas, as fisionomias e as psicologias de Tex Willer, de Kit Carson e de todas as personagens – da mais importante ao menor dos “figurantes” – que entram e saem de uma trama envolvente e complexa, exótica e às vezes até horripilante, um western-thriller que Claudio Nizzi escreveu sobre medida para ele.

Além disso, não podiam faltar dois textos que acompanharam tanto a edição original de 1996, assim como a reimpressão que propusemos, em Fevereiro de 2009, na colecção “Tex Stella d’Oro”: a biografia sobre Magnus de Graziano Frediani e a “carta” que o meu pai Sergio Bonelli escreveu de imediato quando, com cerca de dez dias de atraso (encontrava-se num vilarejo remoto às margens do Rio Negro, na Amazónia), recebeu a notícia do falecimento do Magnus, autor por quem nutria (e era igualmente retribuído) fortes sentimentos de afecto e admiração.

Davide Bonelli

Gianluigi Bonelli é Tex!

Não acontecia com frequência e não acontecia com todos, mas, às vezes, Gianluigi Bonelli falava de si mesmo. De como Tex, o seu filho literário predilecto, acabou por se parecer com ele. Ou vice-versa. Gianni Bono relatou essa semelhança num novo livro.

Nas livrarias italianas e lojas especializadas de banda desenhada a partir de 11 de Janeiro mas já disponível na loja online da Sergio Bonelli Editore, GL Bonelli. Tex sou eu! é o novo livro de Gianni Bono, que depois da história de toda a família Bonelli (e consequentemente da editora milanesa), desta vez se concentra no criador do mais famoso Ranger da banda desenhada italiana, contando notícias e anedotas que Gianluigi Bonelli lhe narrou durante anos. De seguida propomos o início da história, com algumas das páginas que compõem o livro e um trailer feito por Alex Dante para apresentar o livro.

Mauro Boselli exibe o livro G L Bonelli – Tex sono io!

Giorgio Bonelli também exibe orgulhosamente o livro dedicado ao seu pai

Estava particularmente frio naquela manhã em Milão. Assim, tomei outro café no bar antes de me deslocar ao prédio da via Buonarroti 38, na redacção Bonelli, e folheei o jornal Repubblica que estava sobre uma mesa. Era quarta-feira, 18 de Janeiro de 1989.

A capa de G L Bonelli – Tex sono io!

E pouco depois ei-lo, na minha frente, G.L. Bonelli. Ele recebe-me no gabinete de Decio Canzio, braço direito e esquerdo de Sergio. O homem que, se o mundo caísse, era capaz de manter as coisas a funcionar de qualquer maneira na editora; aquele em que você sempre pode confiar. De acordo com o rito, sentamo-nos nas poltronas de couro em lados opostos de uma simples secretária branca, cheia de papéis e artigos de papelaria e na qual se destacam três modelos de dinossauros. Talvez Decio os use para intimidar os redactores. O chefe é certamente um tiranossauro de cerca de vinte centímetros de altura que olha casualmente para o cinzeiro próximo.

G.L. mesmo com oitenta anos, mesmo quando sentado, ainda é um pedaço do homem; uma presença não desprezível, que se destaca contra simples estantes brancas às suas costas. Será o contraste com o casaco escuro, será a luz fria que o inunda da janela que dá para a avenida arborizada, mas há uma atmosfera que, senão de espanto, incute pelo menos um respeito reverencial. G.L. deve tê-lo intuído porque começa a falar dirigindo-me um elogio:

– Meu jovem, simpatizo consigo, porque não me pede, como todos os seus colegas da imprensa, para falar de Tex. Eu não aguento mais. Sempre as mesmas perguntas: Tex é de direita? Tex é de esquerda? A que se deve o sucesso de Tex… Quantas balelas! Eles são monótonos, não têm imaginação.

– Bem, imaginação a si não lhe falta certamente!

– Pode dizê-lo bem alto, meu amigo! É verdade, fiz os meus personagens viajarem para longe, para lugares onde nunca pus os pés. Assim como Salgari. Só que eu, ao contrário do Emilio, pelo menos tinha visto esses territórios no cinema. Eu gostava das paisagens que os filmes de faroeste me revelaram. Combinei aquela vida e aqueles ambientes com o meu carácter e as minhas ideias, ou seja, que o bem é bem e o mal é o mal; como o preto e branco da banda desenhada. Depois, no final, para comemorar os meus oitenta anos de vida, com alguns meses de antecedência, os meus filhos Sergio e Giorgio levaram-me aos Estados Unidos e eu vi com os meus próprios olhos todos os lugares onde Tex e Carson muitas vezes acamparam e combateram por mais de quarenta anos. Ambientes imensos e impressionantes que me eram familiares sem nunca ter estado lá. Na verdade, o que mais me impressionou foi o seu tamanho e beleza. Estou muito grato aos meus dois rapazes por este presente.
Além disso, o Sergio, não sei se fez de propósito, mas abriu ao público a etapa de Mantova da Mostra itinerante “La balata di Tex”, no Palácio da Ragione, precisamente por ocasião do meu aniversário. Oitenta anos eu, e quarenta ele, o Tex. Que êxtase!

– Mas o senhor não me disse que não queria que falássemos de Tex?

– Sim, tem razão, mas que o diabo me carregue, como se faz para não mencioná-lo?

– Mas o senhor fala exactamente como ele!

– Bem, o que é que isso tem de estranho… Não sabe que eu sou o Tex?

Ele sorri matreiramente, ciente de que esta brincadeira, com algumas variações, é já um clássico do seu “repertório”.

Gianni Bono

Apresentação TEX MAGAZINE 2021

Tex Magazine 2021, capa de Claudio Villa

O Tex Magazine 2021 (periodicidade anual), com capa de Claudio Villa e com lançamento anunciado para 23 de Janeiro de 2021, oferece aos amante do Western 176 páginas com artigos e dossiers coloridos. Além disso, duas histórias completas e inéditas de Tex!

Artigo contido no Tex Magazine 2021

O som de Ennio Morricone, as sentinelas do Noroeste, um estudo aprofundado sobre Jim Brandon, as notícias da Fronteira e duas histórias inéditas de Tex:

Columbia River
Argumento: Pasquale Ruju

Desenhos: Mario Rossi

Um trapper em perigo nas corredeiras do rio Columbia, caçado pelos índios. Tex e Carson são forçados a unir a sorte de ambos à dele. Mas qual é o segredo de Snow?

Giubba Rossa
Argumento: Mauro Boselli

Desenhos: Stefano Biglia

O corpo da Polícia a cavalo do Noroeste foi fundado recentemente e o jovem agente Jim Brandon, em missão na pradaria com os engenheiros e com os geólogos da futura ferrovia Transcanadense, deve defendê-los, sozinho, contra os Blackfoot e os famigerados Wolfers…

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As críticas do Marinho: “Caccia a Tiger Jack” e “Il veleno della zingara” (Maxi Tex 26)

Maxi Tex #26 – Caccia a Tiger Jack

Por Mário João Marques

Caccia a Tiger Jack

Argumento de Pasquale Ruju, desenhos de Ugolino Cossu.

História publicada em Itália no Maxi Tex #26 (“Caccia a Tiger Jack“), de Abril de 2020.

Il veleno della zingara

Argumento de Pasquale Ruju, desenhos de Felmang e Germano Ferri.

História publicada em Itália no Maxi Tex #26 (“Caccia a Tiger Jack“), de Abril de 2020.

Capa de Claudio Villa.

Como o leitor texiano certamente saberá, o Maxi Tex nasceu em 1991, fruto da necessidade da Sergio Bonelli Editore em albergar Oklahoma, uma aventura escrita por Giancarlo Berardi, inicialmente destinada à série mensal de Tex, mas considerada posteriormente como “diferente” para os cânones da publicação principal do ranger, acabando por encontrar espaço no mini-texone, como então foi apelidado o Maxi Tex, e destinado a ser um produto único. No entanto, o sucesso alcançado levou a que, seis anos mais tarde, a editora lançasse um segundo número, Il cacciatore di fossili, de Antonio Segura e José Ortiz, que veio inaugurar oficialmente a publicação dos Maxi Tex, apresentando, também pela primeira vez, o logótipo característico desta colecção. A filosofia do Maxi Tex era publicar anualmente uma história escrita por um autor exterior à série mensal, tendo-se então estreado nomes como o já citado Antonio Segura, que nunca encontrou espaço na série principal, eventualmente por força dos seus argumentos considerados mais violentos, Gianfranco Manfredi ou Luigi Mignacco. Ao Maxi Tex também se encontram ligados desenhadores que aqui encontraram o seu espaço na série, como por exemplo Roberto Diso, que Sergio Bonelli queria em Tex, ou Ugolino Cossu que, apesar de já ter tido honras de publicação na série mensal, tem sido presença regular no Maxi Tex. Ao longo das suas 27 edições, a publicação evoluiu, apresentando alguns números com mais de uma história e passando a semestral a partir de 2018, testemunhando aventuras de grande fôlego e qualidade como L’Oro del Sud, Nei Territori del Nord’Oest, Nueces Valley ou o recente I Tre Fratelli Bill, mas também outras menos conseguidas, se tivermos como exemplos Alaska, Fort Sahara ou Figlio del Vento.

Este primeiro Maxi Tex de 2020 traz-nos duas aventuras, ambas assinadas por Pasquale Ruju. A primeira, Caccia a Tiger Jack, desenhada por Ugolino Cossu, estende-se por mais de duzentas páginas e conta-nos a perseguição de Jack Tigre a um bando que raptou jovens índias da tribo Blackfoot. Embrenhando-se nas paisagens frias e agrestes das montanhas do Wyoming, o navajo depressa compreende que no meio de tudo encontra-se um lucrativo negócio de tráfico humano que movimenta interesses e poderes instalados, obrigando-o a enfrentar inúmeros perigos, o que suscita a preocupação de Tex que, regressado à aldeia navajo, depois de ter capturado um bando de assaltantes, decide ir ao encontro do seu pard índio. O tema da aventura de Ruju ancora-se nesta prática ilegal centrada no rapto das jovens índias que se destinam a ser vendidas para exploração e escravidão, incluindo sexual, um negócio muito lucrativo que, infelizmente, perdura nos nossos dias.

À semelhança de Mauro Boselli, Ruju insere a narração em duas vertentes (a perseguição de Jack Tigre aos raptores e a viagem de Tex ao encontro do navajo) que se encontram no final da história, deixando pelo meio um conjunto de personagens que servem para adensar a trama. Outro elemento que parece identificar Ruju com as premissas bosellianas encontra-se na presença da jovem índia Daanis, uma figura feminina positiva e de corpo inteiro, como Boselli tão bem tem vindo a fazer e não o estereótipo que Gianluigi Bonelli e, por vezes, também Claudio Nizzi construíram. Por fim, sublinhe-se alguma afinidade desta aventura com os acontecimentos narrados em Furia Rossa, quando Jack Tigre foi em busca da sua amada Taniah e sofreu a sua perda. Tudo somado, estamos em presença de um protagonismo solitário pouco habitual de Jack Tigre, o que poderá indiciar que Ruju, tal como Boselli tem vindo a fazer, também vê no navajo uma personagem com suficientes qualidades para assumir outra importância no contexto da série. Relativamente ao trabalho de Ugolino Cossu, em bom rigor aquilo que podemos sublinhar é que, sempre que folheamos uma aventura desenhada pelo autor romano, ficamos com uma certa sensação de que falta alguma chama. Não estão em causa as evidentes qualidades de Cossu enquanto desenhador, com o seu traço detalhado e contemplativo, mais saliente na construção de cenários e ambientes, apelando constantemente à atenção do leitor. Já nas personagens parece impor-se mais uma linha clara que não as inibe de uma expressividade real e perfeitamente de acordo com as circunstâncias, parecendo faltar, no entanto, uma certa linguagem corporal que se torna mais notória em Tex e Carson, personagens quase sempre desenhadas sem a altivez habitual nos dois pards, nomeadamente no ranger, onde escasseia a sua tão característica imponência.

Na segunda aventura, os acontecimentos passam para o Arizona, onde Tex e Carson estão na pista de um bando de assaltantes liderado pelo sanguinário Bill Gunning, autores de um roubo ao banco de Nogales, onde não hesitaram em cometer um verdadeiro massacre, abatendo a sangue frio muitos inocentes. O bando vai cruzar-se com a cigana cartomante Alithia que não prevê um futuro radioso para Bill Gunning, algo que as páginas seguintes da aventura apenas vêm confirmar. Trata-se de uma história que estava guardada na gaveta da editora desde há uns anos e que estava prevista para ser publicada num Almanacco del West com o título Abissi di Follia. Marca a estreia em Tex do veterano desenhador italiano Felmang, pseudónimo de Romano Felice Mangiarano, nascido em Roma em 1941 e que, apesar dos seus quase 80 anos, mantém um estilo preciso e elaborado, algo retro e que alguns podem associar a uma outra época. A verdade é que o desenhador, fundador do Cartoonstudio em 1968, conta com uma extensa carreira em diversos países, com trabalhos feitos para várias editoras e revistas, assim como em inúmeras séries e personagens, com destaque para o célebre Fantasma (The Phantom), criado por Lee Falk, ou para outro clássico das tiras americanas como Flash Gordon. Felmang conta aqui com a colaboração habitual de Germano Ferri, também ele desenhador de Fantasma, apresentando um trabalho com um contraste entre branco e negro bem preciso, mas cujo resultado final acaba prejudicado pela inconstância, uma vez que alterna desenhos detalhados e elaborados, nomeadamente as cenas desenhadas por Felmang onde intervém Alithia (a cigana inspirada na actriz italiana Gina Lollobrigida em jovem), com outros, da autoria de Ferri, onde o traço surge bem menos preciso e com uma composição das personagens muito estanque e datada, onde se notam evidentes falhas na sua ergonomia. Em resultado disso, também a face de Tex altera muitas vezes, sendo perceptível ao leitor a influência de desenhadores como Muzzi, mas sobretudo Giolitti, assim como o Tex ticciano do primeiro período do autor, simbolizado em Vendetta Indiana. Ao contrário da aventura anterior, o enredo desta parece mais linear e sem grandes acontecimentos que a exaltem, valendo a personagem de Alithia tão misteriosa quanto bela.

Resta-nos agora aguardar pelos próximos Maxi Tex, onde se perfilam trabalhos de Roberto Diso (quase 90 anos!), Sandro Scascitelli e Mauro de Luca, todos previstos para 2021, assim como de Giancarlo Alessandrini, Giuseppe Candita e Giacomo Danubio para 2022. Em resumo, desenhadores que, com excepção de Danubio, nunca trabalharam para a série mensal.

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