Em Novembro do ano passado, mais precisamente no dia 22, chegou aos quiosques italianos o habitual Color Tex Outonal, prosseguindo a fórmula já habitual de 5 histórias curtas, de 32 páginas cada, realizadas por autores diversos e nesse décimo oitavo número das aventuras coloridas do nosso imparável Ranger, o oitavo contendo histórias curtas, uma vez que alterna com a edição do Verão, constituída por uma única história de 160 páginas, tivemos numa das histórias a participação da arte de Massimo Carnevale (também o autor da arte do mais recente Albo Speciale de Tex, popularmente designado por Texone – Tex Gigante), com cores do próprio Carnevale, numa aventura escrita por Mauro Boselli e intitulada La casa del giudice, onde o famigerado juiz Giudice Flanders é apelidado de “Enforca-os todos”… Mas um dos condenados jura-lhe que voltará do túmulo para buscá-lo…
Mas o objectivo do texto de hoje é comparar algumas páginas esboçadas a preto e branco por Massimo Carnevale para essa história, com as mesmas páginas coloridas então pelo próprio Carnevale e ver as subtis (por vezes não tão subtis) diferenças entre a arte a preto e branco e a arte colorida do prestigiado desenhador italiano que também foi o responsável pela capa deste Color Tex nº 18.
Arte a lápis e a cores de Massimo Carnevale
Arte a lápis e a cores de Massimo Carnevale
Arte a lápis e a cores de Massimo Carnevale
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* Já se encontra à venda, desde precisamente hoje, 6 de Março, nos quiosques italianos, a edição de Tex #725 “Il monaco guerriero“, edição que traz a segunda parte de uma história escrita por Antonio Zamberletti e desenhada por Giuseppe Candita e com mais uma fantástica capa da autoria do Mestre Claudio Villa.
Tex #725
A capa de Tex #725, como tem sido tradicional após o Tex #401 (inclusive), é da autoria de Claudio Villa. Capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada dos dois esboços iniciais, da arte finalizada a tinta da china, assim como da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos mostra (e comenta) então o percurso integral da capa de Tex #725:
“Partimos de uma ideia de Giorgio Giusfredi. Ideia baseada de um desenho interno de Giuseppe Candita com o monge a pular. O resto foi espremer o cérebro Apesar de ter sido eleito o primeiro esboço, eu pessoalmente preferia o segundo, além das desproporções (braço, cabeça… que teria piorado, como sempre, no final) achei uma cena melhor “fotografada”.”
Esboço inicial, o eleito, da capa de Tex #725, da autoria de Claudio Villa
Segundo esboço (preterido), da capa de Tex #725, da autoria de Claudio Villa
Arte final a preto e branco da capa de Tex #725, da autoria de Claudio Villa
Capa de Tex #725, com as cores originais de Claudio Villa
Capa de Tex #725
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Laura Zuccherinasce em Budrio, na província de Bolonha, Itália, em 4 de Outubro de 1971 e, depois do liceu científico, em 1990, inicia um curso de gráfica publicitária, em Bolonha, que frequenta até 1991. No ano seguinte, ela trabalha para algumas agências de publicidade e depois, em Novembro de 1992, chega o encontro com Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo. Zucchericomeça a colaborar com a revista “Ken Parker Magazine”, empenho que a ocupa até 1995, ano em que passa a colaborar com a Sergio Bonelli Editore.
Em 1996, Laura Zuccheri desenha, com Pasquale Frisenda, “Hardware”, uma história escrita por Maurizio Mantero para “Zona X”, em seguida, em 1997, inicia a trabalhar para “Julia”, permanecendo nas histórias da personagem até 2014.
Em 2006, inicia a sua colaboração com Sylviane Corgiat e com o mercado francês de banda desenhada para o qual desenha os quatro volumes da história fantástica medieval “Épées de verre”.
Laura Zuccheri foi candidata ao Premio Celeste 2010. Em 2013, obtém o máximo consenso do público e acaba por receber o Premio Celeste daquele ano.
Em 2013, foi-lhe confiada a realização da capa do “Color Tex” nº 4, tornando-se assim a primeira ilustradora a cimentar-se com o ranger bonelliano. A prova, evidentemente, agrada aos vértices da Sergio Bonelli Editore que, no ano seguinte, lhe confiam os desenhos de um “Texone” publicado em Junho de 2019, com o título “Doc!”.
Durante essa experiência ela descobriu o interesse pela pintura, sob a influência de pintores e ilustradores americanos dos anos 1800 e 1900 como Reminghton, Russell, Rockwell, Layendecker, Sargent e Wyeth. Entre os mestres russos a sua atenção volta-se para Repin, Shishkin, Serov, Aivazovsky e Kramskoi, embora, preste também atenção aos europeus Larsoon, Sorolla, Boldini e outros.
Dedicada, principalmente, à pintura de paisagens, a artista está, actualmente, a experimentar também o retrato. Laura pinta rigorosamente o real, realizando um esboço inicial directamente no lugar e, num segundo momento, transferindo o desenho à tela.
Em 2017, foi publicado o primeiro volume de “Retour sur Belzagor”, extraído do livro de Robert Silverberg, para a editora Les Humanoïdes Associés; em 2018, saiu o segundo e último volume dessa história.
Actualmente, Laura Zuccheri está a trabalhar no primeiro volume de “Thellus”, uma história de ficção científica com argumento da escritora Simona Mogavino, para a editora Glénat; serão dois volumes que sairão em 2022. A desenhadora italiana também trabalha no presente para a editora Daniel Maghen numa história sobre a antiga Índia, baseada no livro “The Ballad of The Crimson Queen” escrito por Sudeep Menon, que sairá com o título “La Ballade de la reine rouge” num único álbum de 104 páginas.
Para “Tex” está a trabalhar em duas histórias: uma para a série cartonada (Tex Romanzi a Fumetti), escrita por Mauro Boselli, que fala de Pearl Hart e cujo título ainda não se sabe; a outra é para a série regular, escrita por Pasquale Ruju, é intitulada “La gazza ladra”.
Laura Zuccheri, ilustradora, pintora e desenhadora de banda desenhada.
A ilustração de Blueberry e Tex em progresso
Laura Zuccheri na fronteira entre a Índia e o Nepal
Fontes:
Imagens: Laura Zuccheri.
Biografia: Sergio Bonelli Editore, Lo Spazio Bianco, Salamon Fine Art e Laura Zuccheri.
Póster da autoria de Pedro Mauro integra Revista #13 do Clube Tex Portugal
Mauro Boselli participa, com um texto exclusivo, na Revista #13 do Clube Tex Portugal
Quando estamos a pouco mais de três meses do lançamento da Revista nº 14 do Clube Tex Portugal, lançamento esse que ocorrerá, como tradicionalmente, em Junho, damos hoje a conhecer aos nossos leitores, uma verdadeira constelação de autores de Tex que posam com a Revista nº 13, publicada no passado mês de Dezembro e com capas (principal e variante) de Lucio Filippucci (que definiu, publicamente na sua página Facebook a revista como sendo a melhor do mundo dedicada ao ranger, afirmando também que é uma revista muito profissional e feita com o coração), comprovando assim que a Revista do Clube Tex Portugal continua a fazer furor junto dos mais consagrados autores do staff oficial do Ranger Tex Willer, não só pela elevada qualidade mas também pelo prestígio já que são cada vez em maior número os autores que se disponibilizam para colaborar na revista do Clube Português com capas (e a propósito já podemos anunciar que o autor das capas da Revista #14 serão da autoria de Stefano Andreucci) desenhos e textos EXCLUSIVOS tornando a edição portuguesa cada vez mais cobiçada entre os fãs e coleccionadores do Ranger, levando a que o número de sócios do Clube vá aumentando gradualmente já que para poder ter direito aos já tão cobiçados exemplares é necessário ser-se sócio do Clube Lusitano que é cada vez mais um verdadeiro Clube Internacional do Tex, tantos e tão variados são os países de origem dos associados.
O MestreLucio Filippucciexibe orgulhosamente as suas duas capas (principal e variante) e define a revista do Clube Tex Portugal como a melhor a nível mundial dedicada ao nosso Ranger
Andrea Venturiexibe orgulhosamente a Revista do Clube Tex Portugal que traz na contracapa um desenho de sua autoria, parabenizando e agradecendo aos Amigos do Clube
Stefano Andreucci e a satisfação pela recepção da Revista do Clube Tex
Um divertido Dante Spadaexibe a Revista #13 do Clube Tex Portugal
Massimo Rotundo e a Revista #13 do Clube Tex Portugal
Maurizio Dottie a Revista #13 do Clube Tex Portugal
Michele Benevento também fez questão de se fotografar com a Revista #13 do Clube Tex Portugal
Michele Rubini, que também colaborou nesta edição, exibe a Revista #13 do Clube Tex Portugal
Um sorridente Moreno Burattiniexibe a Revista portuguesa na redacção da editora Bonelli
Pasquale Del Vecchio e a Revista #13 do Clube Tex Portugal
Stefano Biglia exibe a Revista #13 do Clube Tex Portugal
Alessandro Nespolino e a leitura da Revista #13 do Clube Tex Portugal
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Revista Clube Tex Portugal #13 – Capa principal; Lucio Filippucci
As Leituras do Pedro*
Revista do Clube Tex Portugal #13 Vários autores Capas de Lucio Filippucci Clube Tex Portugal Portugal, Dezembro de 2020
210 x 290 mm, 48 p., cor, capa mole, semestral Exclusiva para sócios do Clube Tex Portugal (ver condições de adesão aqui)
Em transição…
Publicação de e para fãs, a Revista do Clube Tex Portugal tem sabido afirmar-se para lá daquela condição inicial incontornável, assumindo-se como projecto consistente e credível, liberta do espírito de ‘carolice’, muitas vezes associado a este tipo de edições, como desculpa para falhas e atrasos.
Em fase de transição, tem sabido impor-se, não só em Portugal, mas também em Itália e no Brasil, quer pela qualidade crescente dos seus colaboradores, quer, consequentemente, dos seus conteúdos.
Revista Clube Tex Portugal #13 – Capa variante; Lucio Filippucci
Desta forma, a cada seis meses descobrem-se nela os originais criados propositadamente para o efeito pelos desenhadores regulares da série – como as duas capas que Lucio Filippucci assina neste 13.º número – quer textos variados de nomes conceituados associados ao do Ranger em diversas latitudes, como Mauro Boselli ou Jesus Nabor Ferreira, para citar apenas dois dos presentes nesta edição. Nela, destaca-se uma análise ao percurso de Lucio Filippucci, a génese da nova série Tex Willer, que apresenta as aventuras do (futuro) Ranger na sua juventude ou uma entrevista com o brasileiro Pedro Mauro… que surge aqui pela via do western, já que (ainda) não cumpriu o sonho de desenhar Tex, embora já tenha trabalhado para a Sergio Bonelli Editore.
Nas restantes páginas, há ainda duas secções que se podem tornar recorrentes: A minha prancha de Tex, inaugurada com o testemunho de Mauro Boselli, actual curador da série, e o Espaço do Associado, que abre com a colecção particular de Carlos Moreira.
Texto da autoria de Mauro Boselli publicado na Revista #13 do Clube Tex Portugal
Obrigada a deixar o modelo gráfico criado por Jorge Machado-Dias (devido ao seu falecimento) que a suportou desde o seu início, nos dois últimos números, tem evoluído para um modelo diferente, da responsabilidade de João Marin, mais dinâmico e com melhor utilização da cor – agora também presente nos fundos e contornos das páginas – e uma mais equilibrada distribuição das imagens.
Espaço do Associado: Carlos Moreira
Se Tex é o tema forte, pelas páginas da Revista do Clube Tex Portugal passam também o western e a criação de BD, o que justifica que nela possam descobrir motivos de interesse mesmo aqueles que não são fãs puros e duros do cowboy criado há mais de 70 anos por Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini.
Revista 13 do Clube Tex Portugal
Mas é sem dúvida especialmente para os fãs que, pela primeira vez, a revista inclui um poster, no caso um Tex a cavalgar numa planície perseguido por índios, da autoria de Pedro Mauro.
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogueAs Leituras do Pedro . (Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)