Tex Gigante #36 e Zagor Origens #2, os grandes destaques da Mythos Editora para Maio

No próximo mês de Maio, teremos os seguintes lançamentos da Mythos Editora: Dragonero #9 (dia 3), Tex Coleção #496 (dia 5), Tex Graphic Novel #10 (dia 7), Zagor Classic #8 (dia 7), Tex Gigante #36 (dia 10), Dylan Dog #21 (dia 10), Tex Ouro #114 (dia 17), Zagor Origens #2 (dia 18), Tex Willer #28 (dia 20), Martin Mystère #23 (dia 23) e Tex #619 (dia 25), mas indubitavelmente os grandes destaques são o Tex Gigante #36 e Zagor Origens #2.

Tex Gigante #36
Trata-se de uma aventura escrita por Mauro Boselli e desenhada durante vários anos por Massimo Carnevale (desenhador da excelente história Mater Morbi, de Dylan Dog Graphc Novel nº 4), história essa cujo título é “Indian Carnival” e de um certo terror com uma ambientação western e onde comparece Silent Foot: Nas pradarias do Kansas, acontecem crimes misteriosos e, ao lado de cada nova vítima, é encontrado um fetiche indiano. Dois temíveis pistoleiros, os gémeos Fortune, a quem Tex e Carson dão caça, desaparecem misteriosamente, para se juntarem a índios estranhos, na realidade espíritos malignos chamados Kedaghe (as sombras) que viajam nos vagões de um misterioso lunapark ambulante: o “Dark carnival”.

Tex Gigante #36 – Versão com papel offset

Zagor Origens #2

“Zagor Origens #2” com o selo da Mythos Editora chega às bancas brasileiras (e à loja on-line no sítio internet da editora Paulista) a meio de Maio, mais precisamente no dia 18. Tal como o primeiro volume, a segunda edição terá o mesmo formato original da minissérie na Itália: 17 x 23 cm, sendo a impressão em Papél Couché em todas as suas 188 páginas, com um preço de venda ao público de 59,90 Reais. A capa deste segundo volume também será da autoria de Michele Rubini.

Pat Wilding cresceu incapaz de se livrar da obsessão de vingança contra os assassinos de seus pais. Depois de acabar vagando sozinho pela floresta e indeciso sobre o sentido a dar à sua vida, o jovem conhece o lado mágico da realidade, aquele com o qual conviverá muitas vezes no futuro. Quem o guia nesse novo terreno é uma xamã, a belíssima e misteriosa Shyer!
Após um longo percurso de crescimento feito de provas, experiências, dores e lutas, mas também repleto de erros, Pat Wilding retorna a Clear Water, diante do túmulo de seus pais, e se torna Za-Gor-Te-Nay, o Espírito da Machadinha!

Zagor Origens #2

O VINGADOR – Moreno Burattini – Valerio Piccioni e Maurizio di Vicenzo
Pat Wilding cresceu incapaz de se livrar da obsessão de vingança contra Salomon Kinsky, o que o leva a se desentender com Wandering Fitzy, que pede para que ele esqueça. Mas um dia, no armazém de um vilarejo, Pat ouve o nome do pregador e descobre que ele é o chefe de uma comunidade de índios abenakis, por ele convertidos e adeptos de uma espécie de seita, assentada às margens de um lago não muito distante dali. Depois de muitos anos, o rapaz encontrou o responsável pela morte de seus pais! O jovem Wilding se lança contra a aldeia indígena… mas quando fica cara a cara com Kinsky, esse lhe revela o que Pat não sabia sobre o passado do seu pai.

A GRUTA SAGRADA – Moreno Burattini – Giovanni Freghieri
Pat Wilding cresceu incapaz de se livrar da obsessão de vingança contra Salomon Kinsky, o que o leva a se desentender com Wandering Fitzy, que pede para que ele esqueça. Depois de acabar sozinho vagando pela floresta, e  indeciso sobre o sentido a dar à sua vida depois dos últimos acontecimentos dramáticos, o jovem Pat Wilding finalmente descobre o significado da profecia feita por um feiticeiro huron quando ele ainda era uma criança, e qual é o significado do amuleto com uma pedra quebrada que ele ganhou naquela ocasião. O futuro Za-Gor-Te-Nay conhece o lado mágico da realidade, aquele com o qual conviverá muitas vezes no futuro. Quem o guia nesse novo terreno é uma xamã, depositária de conhecimentos antigos que datam da civilização de Atlântida: a belíssima e misteriosa Shyer!

O HERÓI DE DARKWOOD – Moreno Burattini – Oskar
Depois de enfrentar um longo percurso de crescimento feito de provas, experiências, dores e lutas, mas também repleto de erros, Pat Wilding retorna a Clear Water, diante do túmulo de seus pais, e se torna Za-Gor-Te-Nay, o Espírito da Machadinha!. Ele se dá conta de que precisa dar sentido à sua vida e decide cumprir uma missão. No encontro com o saltimbanco Tobia Sullivan (um ilusionista que ele havia conhecido no passado) e seus dois filhos Romeu e Horácio (atores e acrobatas) ele se torna Za-Gor-Te-Nay, o Espírito da Machadinha!

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Já agora, vamos dar a conhecer também o Brinde exclusivo que a Mythos Editora oferece aos compradores de Zagor Classic Vol. 8: um postal que não poderá ser vendido e que é então mais um item de coleccionador:

Postal Zagor Classic #8

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Vídeo: As cores de L’ultima missione

Matteo Vattani editou um vídeo com a voz do actor Marco Brinzi no qual mostra as fases de coloração de algumas vinhetas publicadas em “L’ultima missione“, o cartonado de Tex escrito por Giorgio Giusfredi e com desenhos de Alfonso Font.

A 20 de Fevereiro chegou aos quiosques italianos o cartonado de Tex “L’ultima missione” (Tex Romanzi a fumetti #12) escrito por Giorgio Giusfredi e desenhado por Alfonso Font com cores de Matteo Vattani.

Na época da “Grande Invasão”, Tex Willer e Kit Carson cavalgaram com Lucky Joe Beauregard para salvar o Texas dos Comanches. Hoje o velho Joe não tem mais nada a perder e quer caçar sozinho nos canyons das montanhas Sacramento para enfrentar o bando de El Morado e dos seus impiedosos comancheros…

No vídeo que apresentamos de seguida Matteo Vattani mostra as fases de coloração de algumas vinhetas do álbum enquanto o actor Marco Brinzi dá voz aos pensamentos de Lucky Joe e Carlo Puddu canta “I would not die in summertime” acompanhado por Luca Giovacchini, Piero Perelli e Antonio Gramentieri.

Boa visão!

Blueberry e Tex por Pasquale Del Vecchio

Por Afrânio Braga, criador do blogue Blueberry, Uma Lenda do Oeste: https://blueberrybr.blogspot.com

Blueberry e Tex por Pasquale Del Vecchio

Pasquale Del Vecchio

Pasquale Del Vecchio nasceu em Manfredônia, Itália, em 17 de Março de 1965. Laureado em arquitectura junto ao Politecnico di Milano. Já depois de graduado, inicia a dar os primeiros passos profissionais com a publicação, na revista “1984”, contendo algumas histórias breves. Além disso, Del Vecchio colabora com “Il Giornalino” e realiza uma história sobre as aventuras, na África, de Walter Bonatti, de punho do próprio explorador, publicada pela Massimo Baldini Editore. Após o contacto com a editora Bonelli, que o envolverá no universo policial de “Nick Raider”, embora a sua primeira prova para a editora da via Buonarroti, em Milão, foi utilizada para um episódio de “Zona X” nunca publicado.

A verdadeira e própria estreia bonelliana de Del Vecchio, então, remonta a 1993, com a aventura do detective nova-iorquino, “Duri a morire”, escrita por Gino D’Antonio, ainda que dois anos depois ele se encontrará novamente em “Zona X”, com um episódio assinado por Pier Carpi. Actualmente, Pasquale Del Vecchio, após haver realizado, de 1997 a 2004, vários álbuns da série “Napoleone”, entrou estavelmente a fazer parte do staff de “Tex”.

Contemporaneamente, ele colabora também com a editora francesa Les Humanoïdes Associés, para a qual realizou os três primeiros volumes de “Russell Chase”. Em 2008, ele publica na revista de viagens “Meridiani” a série aos quadradinhos “Mary Diane” com roteiro de Federico Bini. As histórias de “Mary Diane” foram reunidas em volume pela editora francesa Claire de Lune, em 2009.

Para “Tex” ele realizou duas histórias escritas por Claudio Nizzi, uma roteirizada por Tito Faraci, um “Color Tex” escrito por Roberto Recchioni e um “Maxi Tex” com textos de Mauro Boselli, para além de desenhar também, mais recentemente, para a série do jovem Tex Willer.

Del Vecchio realizou a série “Blackline”, em dois volumes, para a editora Le Lombard. Para a editora Dargaud ele realizou o volume V da série “WW2.2” de título “Une Odyssée Sicilienne” roteirizado por Luca Blengino. Ele também publicou para a editora Glènat a série “Les Montefiore”, com roteiro de Bec e Betbeder.

Pasquale Del Vecchio também desenvolveu, por mais de uma década, a actividade de professor junto à Scuola del fumetto e à Scuola Superiore di Arte Applicata Del Castello Sforzesco di Milano. Actualmente, ensina na Accademia di Belle Arti ACME di Milano.

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud
Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud – Dargaud Éditeur

A personagem Tex foi criada por Giovanni Luigi Bonelli e realizada graficamente por Aurelio Galleppini
Tex © Sergio Bonelli Editore

“Blueberry, o irmão francês de Tex.” – Sergio Bonelli editor e argumentista

Agradecimentos a Pasquale Del Vecchio pelo desenho de Blueberry e Tex, lendas do Oeste, para o blogue.
Afrânio Braga

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Vídeo: Mario Milano e o Tex exclusivo para “A Chicotada” da editora A Seita

O primeiro título de Tex com o selo d’A Seita, em formato franco-belga, foi “A chicotada” (“La frustata” no original, o décimo primeiro número da série Tex Romanzi a Fumetti) que contém uma história de Tex e Carson empenhados numa aventura western com caravanas em terras mexicanas, uma aventura escrita por Pasquale Ruju (um dos autores fixos da equipa de Tex) e desenhada pelo consagrado desenhador italiano Mario Milano.

A edição portuguesa é diferenciada de todas as publicadas nos restantes países, inclusive na Itália, já que conta com um dossier com material exclusivo para a edição portuguesa com entrevistas com os autores, ilustrações inéditas e um desenho do Tex feito em exclusivo, por Mario Milano, para esta edição, cujo esboço a lápis se mostra de seguida:

Esboço do desenho exclusivo de Mario Milano para a edição portuguesa (a versão final arte-finalizada está incluída no álbum na página 3)

A versão final também pode ser vista no vídeo que publicamos de seguida, vídeo esse do próprio Mario Milano onde o desenhador mostra a fase final do processo de criação, executada com uma… borracha:

Entrevista com o fã e coleccionador: Luiz Santiago

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Luiz Santiago: Olá a todos! Meu nome é Luiz Santiago. Eu nasci em Cabo de Santo Agostinho, uma cidade do litoral sul de Pernambuco (Nordeste do Brasil), em abril de 1987. Sou professor de História, Geografia e Sociologia, além de editor-chefe, ao lado do meu amigo Ritter Fan, do site Plano Crítico, para onde também escrevo críticas nas áreas de cinema, quadrinhos, literatura e séries.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Luiz Santiago: Quando eu era criança. Meu primeiro contato com as HQs (BDs em Portugal) veio através dos personagens da Turma da Mônica. Eu devorava os almanaques do Cebolinha (meu personagem favorito do Mauricio de Sousa), do Chico Bento e da Mônica. Dessa paixão foi que migrei para outras revistas, como as do Homem-Aranha, Tio Patinhas, Mickey e Pato Donald. Lá pelos 10 anos de idade eu já era um ávido leitor de quadrinhos e tinha bastante incentivo tanto em casa quanto na escola. Praticamente zerei a gibiteca da Sala de Leitura do colégio. Desse grande interesse foi que também veio muito cedo a minha paixão pela literatura.

Quando descobriu Tex?
Luiz Santiago: Ainda na infância, por influência familiar. O western sempre foi um gênero muito querido em casa, então cresci assistindo aos famosos bang bang, que adorava, e que fundamentou também a minha paixão pelo gênero. Nesse mesmo período eu cheguei a pegar e ler algumas histórias de Tex, mas não me interessou muito na época, então não continuei. Só voltei para o personagem já adulto, na época da faculdade. A partir daí nunca mais parei de ler as histórias do ranger, embora uma leitura regular do personagem só tenha começado a fazer parte da minha grade mensal nos últimos cinco ou seis anos.

Porquê esta paixão por Tex?
Luiz Santiago: Acho que um dos motivos é uma certa nostalgia de ambiente familiar, que me traz boas lembranças. Mas o caráter das histórias de Tex é o grande diferencial, é o que fundamenta essa paixão. Valores individuais, cenários visitados e a relação entre ele e seus amigos e também entre ele e seus inimigos são coisas tão bem exploradas que é muito difícil ignorar. Esse tipo de exploração de um Universo ou de um personagem me fascina, daí vem a grande proximidade que tenho com o ranger e suas histórias.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Luiz Santiago: Eu diria que é a qualidade geral das histórias e a contínua exploração do personagem que se mantém constantemente boa. É claro que existem tramas que gostamos mais, outras menos, mas em Tex não temos aquela estranha gangorra de longas fases ruins ou “apenas aceitáveis” contrapostas a um ou dois arcos realmente bons. Em Tex (a para ser sincero, na Bonelli, como um todo), o selo de “boa história” é a regra, não a exceção. E aí reside a principal diferença em relação a outros heróis, especialmente os muito badalados de editoras gigantes, como Marvel e DC.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Luiz Santiago: A minha coleção individual é um verdadeiro bebê, com apenas 65 edições. Já a coleção familiar conta com 207 revistas de Tex. A mais importante para mim é a história Tex, O Grande, que li pela primeira vez aos 20 anos, numa edição da Editora Globo, datada de 1998. E considero que esta é a mais importante porque foi a história que marcou o meu retorno ao personagem, para não mais me afastar dele.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Luiz Santiago: Livros. E sempre que encontro alguma caneca personalizada também trago para a coleção. Tenho 4 dele.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Luiz Santiago: Eu gosto bastante de action figures, então um boneco bem trabalhado do Tex, em tamanho grande seria incrível. Ou a sua estrela de ranger. Esses são itens do personagem que eu gostaria de ter.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Luiz Santiago: Minha história favorita muda de tempos em tempos, dependendo das novas leituras. Hoje, diria que é O Nascimento de um Herói, história de 2017, publicada originalmente na Maxi Tex #21. Meu artista favorito é Claudio Villa, talvez empatado com Civitelli. Já o argumentista, fico com G.L. Bonelli e Mauro Boselli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Luiz Santiago: O que mais me agrada em Tex é a sensação de “estarmos voltando para casa” quando lemos suas histórias. Há uma organicidade incrível na maneira como a Bonelli manteve as publicações do personagem ao longo dos anos, mantendo a essência e fazendo as modificações necessárias para torná-lo alinhado à forma narrativa dos novos tempos. O que menos me agrada são algumas saídas absolutamente milagrosas que aparecem em algumas tramas (normalmente as mais antigas). Isso tira um pouco a graça da cena para mim, porque o personagem não faz para se safar do perigo, ele apenas “dá sorte”.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Luiz Santiago: A qualidade das histórias, que é capaz de segurar o leitor ao personagem e procurar cada vez mais novas aventuras. Além disso, Tex representa um momento do passado, mas não é um personagem atrasado. Como comentei acima, a editoria da Bonelli sempre foi muito inteligente ao alinhar o ranger aos novos olhares, isso não só prende um leitor inicial, como também é capaz de mantê-lo fiel depois de algumas leituras.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Luiz Santiago: Infelizmente nunca estive em um encontro de colecionadores de Tex. Apenas tenho contato com leitores através de comentários nas minhas críticas das histórias ou em diversos grupos de redes sociais, dos quais faço parte.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Luiz Santiago: Uma continuidade dessa modernização sem perder a essência que temos vistos nos últimos anos. Temos exemplos de títulos relativamente novos, como Tex Graphic Novel e Tex Willer – As Aventuras de Tex Quando Jovem, que provam essa tentativa da Bonelli em colocar Tex nos mais diferentes gostos e nas mãos das novas gerações. Aqui no Brasil, tenho visto uma aproximação interessante de novos leitores, muitos deles bem jovens embora o personagem ainda mantenha a alcunha de “quadrinho de idoso” nas bolhas de comentadores de quadrinhos por aqui. Vejo a série regular de Tex seguindo a sua qualidade de sempre e os títulos auxiliares sempre trazendo inovações. Um futuro grandioso e plural para o personagem, é assim que vejo!

Prezado pard Luiz Santiago, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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