Por Stefano Andreucci [1]
Inicialmente, no roteiro, não estava previsto o uso de chapéus pelos jovens.
Logicamente, sendo o Texas uma “região” bastante ensolarada, o chapéu era um acessório indispensável.
Copyright: © 2021, Stefano Andreucci
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Por Stefano Andreucci [1]
Por Saverio Ceri [1]
A capa de 1953 ganha mais uma vez pelo fascínio, se comparada à de hoje. Curioso é o facto de os dois volumes apresentarem no título Satania, mas um com ponto de exclamação e o outro com ponto de interrogação. De notar também como a sala de tortura encolheu com o tempo. Hoje, a parede do fundo está muito mais próxima do que antes.
A capa em que Galep se inspirou é a da quarta striscia da segunda série: aqui Tex é torturado num ambiente completamente diferente e por um carrasco de uma etnia igualmente diferente.
A mesma imagem, revisada, corrigida e ampliada, aparece na décima capa da terceira série Racolta Tex, a de 1956, também conhecida como Serie Rossa (Série Vermelha).
Saverio Ceri
Encontre todas as outras origens das capas de Tex Classic na rúbrica Secret Origins: Tex Classic
[1] Material apresentado no blogue Dime Web em 03/08/2017; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2017 Saverio Ceri
Tex: O Homem das Pistolas de Ouro
Pasquale Ruju (argumento)
r. m. Guéra (desenho)
Giulia Brusco (cores)
A Seita
Portugal, Julho de 2021
200 x 280 mm, 56 p., cor, capa dura
14,00 €
A diversificação, como forma de combater a não renovação e/ou o natural abandono por parte dos leitores das edições tradicionais, tem sido o instrumento utilizado pela Sergio Bonelli Editore para manter viva a chama dos seus fumetti.
Esta colecção de que A Seita acaba de editar o segundo tomo – e que no Brasil foi erroneamente chamada Tex Graphic Novel – é um dos exemplos, aqui sob o signo do formato franco-belga.
Que é como quem diz álbuns de capa dura, com tamanho próximo do A4, cerca de 48 páginas a cores e liberdade para uma planificação mais dinâmica e arrojada (em comparação com os padrões Bonelli).
Neste contexto, quer A Chicotada – o álbum de estreia da colecção portuguesa – quer este O Homem das Pistolas de Ouro ostentam naturalmente o nome de Tex como chamariz para os muitos fãs que o ranger tem em diversas latitudes e longitudes, mas também como afirmação da ‘bandeira’ mais marcante da editora.
Em termos práticos, para o desenvolvimento da narrativa que hoje me ocupa – que realço desde já ser um bem conseguido western de acção – ter o protagonismo entregue a Tex Willer e Kit Carson ou a um qualquer outro cowboy famoso da BD, seria praticamente igual, pois o relato sustenta-se por si mesmo.
Situado pouco tempo após o fim da Guerra Civil norte-americana, com Tex recém-admitido nos Texas Rangers e, consequentemente, um Kit Carson mais novo – próximo da idade ‘habitual’ do seu pard – esta é uma história de vingança protelada no tempo. Como o era, aliás, A Chicotada, surgindo assim esta temática como ponto de ligação entre os dois relatos.
No caso presente, Carson e outros ex-rangers são o alvo escolhido por um bandido mexicano, disposto a vingar acontecimentos que tiveram lugar anos antes, durante a guerra entre os futuros EUA e o México.
Sem grandes surpresas, apesar de um ou outro pormenor curioso e distinto, o argumento de Pasquale Ruju é sólido e coerente dentro dos parâmetros definidos e assenta em sucessivos momentos de muita acção, com perseguições e tiroteios intensos, moderados aqui e ali com regressos pontuais ao passado com que Carson vai esclarecendo Tex – e os leitores – sobre as razões (passadas) dos acontecimentos (presentes). Teria ganho mais algum interessante – digo eu – se a situação dos irmãos do bandido fosse mais dúbia, justificando de alguma forma as acções deste e algumas reticências de Carson, e introduzindo assim uma dúvida moral que retirasse alguma linearidade.
Mas, acima de tudo, o relato foi escrito a pensar na arte de r.m. Guéra – e isso é notório e louvável no sentido em que potencia as qualidades do desenhador. E se é verdade que se lhe podem apontar dificuldades pontuais com os rostos, especialmente o de Tex, o seu traço mais duro do que o habitual na série, belas cenas de conjunto, grandes planos e um bom uso da mudança do ângulo das tomadas de visão, em função do ritmo e da espectacularidade da planificação e, consequentemente, da narração sequencial, são os pontos fortes deste livro, a que há que acrescentar ainda o uso adequado de uma paleta de cores bem definidas, para pontuar momentos específicos.
No traço de Guéra – como já tinha sido evidenciado em Os Malditos – há igualmente algo de visceral, uma invulgar capacidade de transmissão da violência e das suas consequências, que justifica a sua escolha para este relato e dá um outro impacto aos confrontos ou, por exemplo, às cenas de tortura ou enforcamento. E que talvez atinja o seu auge na (maxi-)vinheta final, cuja beleza estética é contrasta cruamente com a dureza da situação.
Escrevi acima, antes deste texto ganhar vida e seguir outros rumos, que ‘ ter o protagonismo entregue a Tex Willer e Kit Carson ou a um qualquer outro cowboy famoso da BD, seria praticamente igual’. Escrevi-o consciente de que não era totalmente verdade. Para além dos benefícios então citados – a sua popularidade, a projecção da principal ‘marca’ da SBE – tê-los como principais figuras de O Homem das Pistolas de Ouro, garante à partida uma identificação (até moral) por parte d(e muitos d)os leitores e um conhecimento prévio do seu historial, da sua forma de ser e estar e dos seus métodos que, concedo, aportam uma determinada dimensão ao relato.
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
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Na edição italiana número 24 de Tex Willer, lançada em Outubro de 2020 com o título “I razziatori del Nueces“, iniciou-se uma longa aventura escrita por Mauro Boselli e desenhada por Bruno Brindisi, que se estendeu até Fevereiro de 2021 já que durou cinco números.
E é precisamente dessa edição número 24 que vamos hoje abordar novamente os assombrosos e insólitos esboços iniciais de algumas páginas da história desenhada por Bruno Brindisi, mostrando também os esboços finais de cada uma dessas páginas, assim como a página já arte-finalizada e até a página impressa para se poder mostrar como procede a criação de cada página de Tex Willer realizada por Brindisi nesta história onde… durante uma pausa na sua vida errante, o jovem Tex Willer relembra o passado recente, quando, da noite para o dia, ele teve de abandonar o rancho paterno no Vale de Nueces e a sua vida mudou para sempre…
Pessoas amadas caem ao seu redor, mas o jovem pioneiro não pára para chorar. Com lágrimas nos olhos, não se atinge o alvo … e cada bala que sai dos seus Colts é chamada de vingança!
Os esboços inusitados de Bruno Brindisi já foram parcialmente divulgados AQUI no Tex Willer Blog e causaram um grande impacto porque é algo incaracterístico e creio mesmo que seja algo feito apenas pelo Mestre Brindisi…
Para mostrar melhor essa característica filmei os originais que possuo, inclusive os esboços, que realmente têm a característica do Bruno Brindisi num lado da folha fazer o esboço a preto e no lado posterior da folha fazer o esboço mais completo na cor azul… como se pode ver então no vídeo dos meus originais do Tex e Carson em Anadia que o Mestre me presenteou…
Destaque-se que as páginas originais de Bruno Brindisi medem 33×48 cm, enquanto os peculiares esboços são realizados numa única folha (frente e verso com tinta-da-china, lápis e lápis de cor azul) com 29,5×42 cm.
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Nesta nova ilustração realizada pelo Maestro Claudio Villa vemos, em plenas florestas de Montana, um atónito Tex a deparar-se com o indivíduo desfigurado que se escondia por trás da máscara do Caveira, indivíduo que fugia de um tenebroso incêndio ocorrido na sua cabana de caça, fogo esse ateado pelo major Parker como forma de se vingar pelo facto do Caveira, na verdade o capitão Loraine, ser o amante da sua esposa Isabel….
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Ouro #81 e inspirado na história “La maschera dell’orrore” de Claudio Nizzi e José Ortiz (Tex italiano #494 a #496).
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Texto de José Carlos Francisco