Nesta nova ilustração realizada pelo Maestro Claudio Villa vemos Tex nas profundezas das florestas de Montana, prestes a chegar a Rock Point, um cais localizado num lago ao lado de uma cabana e de um depósito, local onde ocorria um tráfico de armas, chefiado por Bennett, que Tex queria pôr termo.
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Platinum #20 e inspirado na história “La maschera dell’orrore” de Claudio Nizzi e José Ortiz (Tex italiano #494 a #496).
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XVI Festival Beja 2021 – Arte do cartaz da autoria de Susa Monteiro
CARLO AMBROSINI, consagrado desenhador italiano pertencente aos quadros da Sergio Bonelli Editore, onde desenhou, entre outros, Ken Parker, Dylan Dog (O Imenso Adeus foi publicado em Portugal pel’A Seita), Napoleone, Jan Dix, Le Storie e Tex, será um dos autores presentes (e com uma exposição pessoal) no XVI Festival de BD de Beja, que se vai realizar entre 3 e 19 de Setembro, na Casa da Cultura daquela cidade alentejana, tornando-se assim o vigésimo terceiro autor de Tex a prestigiar Portugal com a sua presença, depois de Fabio Civitelli (2007, 2008, 2010, 2011, 2012 e 2019), Marco Bianchini (2008), Ivo Milazzo (2011), Andrea Venturi (2013 e 2017), Pasquale Del Vecchio (2014), Pasquale Frisenda (2015), Stefano Biglia (2015), Horacio Altuna (2015), Luca Vannini (2015), Maurizio Dotti (2016), Massimo Rotundo (2016), Leomacs (2017), Alessandro Bocci (2018), Alessandro Nespolino (2018), Walter Venturi (2018), R. M. Guéra (2018), Rossano Rossi (2018), Moreno Burattini (2018), Bruno Ramella (2018), Bruno Brindisi (2019), Roberto De Angelis (2019) e Alfonso Font (2019).
No que a Tex diz respeito, Carlo Ambrosini desenhou o Tex Albo Speciale nº 19 (Tex Gigante italiano nº 19), datado de Junho de 2005, aventura escrita por Claudio Nizzi e com o título “Il prezzo della vendetta” (“O preço da vingança“; Mythos Editora- Brasil; 2005).
Tex Albo Speciale nº 19 – Il prezzo della vendetta
Uma história onde Tex, Carson, Kit e Tigre testemunham a perseguição que um grupo de índios Cheyennes move a um branco. Este acaba por ser atingido, morrendo nos braços de Tex, não sem antes dizer poucas palavras, permitindo que os pards consigam saber que se dirigia a um rancho de colonos. Ao entregar o corpo do infeliz, Tex e os seus companheiros aceitam a hospitalidade dos colonos e veem a saber que estes adoptaram em tempos um garoto índio, sobrevivente de um massacre efectuado à sua aldeia. Perdido no vale, o rancho dos colonos tem sido vítima de ataques dos índios, que reclamam o garoto, mas também alvo da cobiça de brancos sem escrúpulos que almejam o ouro que por ali se encontra.
Carlo Ambrosini, desenhador de um Tex Gigante, virá em Setembro a Portugal para participar no XVI Festival de BD de Beja
Nesta sua participação em Tex, o desenho de Ambrosini vai-se afirmando ao longo das páginas da aventura. Um traço grosso, porco como já lhe chamaram, mas seguramente eficaz. Pleno de bons planos e rigoroso nas cenas de acção (veja-se a do comboio).
Carlo Ambrosini será o vigésimo terceiro autor de Tex a prestigiar Portugal
Voltando atrás, ao XVI Festival de BD de Beja, teremos então a presença de Carlo Ambrosini no primeiro fim-de-semana do festival, de 3 a 5 de Setembro, na companhia de, segundo o Jornal de Notícias “outros nomes bem apelativos, tais como o português Luís Louro (criador de “O Corvo”, “Jim Del Monaco” ou “Alice”), Nicolas Barral (autor de “Ao som do fado”, um romance gráfico que se passa em Portugal nos últimos tempos da ditadura) e o espanhol Bartolomé Seguí (desenhador de “Histórias do Bairro” e das adaptações gráficas de “Tatuagem ” e “A Solidão do Executivo”, romances de Manuel Vazquez Montálban, protagonizados pelo detective Pepe Carvalho), bem como outros nomes dedicados à criação e à divulgação da BD, como Catherine Labey, Maria José Magalhães, Jean-Marc Chaussy, Fabio Moraes, Francisco Ucha, José Ruy e Nicolas Gravel.”
“Para além dos autores citados, a lista de exposições inclui mostras individuais de António Jorge Gonçalves, Bárbara Lopes, Jorge Magalhães, Lele Vianello e Vincent Vanoli. Em termos colectivos, estão anunciadas três maioritariamente em português, “Ditirambos”, “Toupeira” e “Umbra”, com obras dos criadores incluídos nas edições homónimas e a curiosidade da descoberta de banda desenhada egípcia através de “Shennawy, Tok Tok & Companhia”.”
Carlo Ambrosini terá uma exposição pessoal com originais de sua autoria no Festival de Beja
Ainda segundo o Jornal de Notícias “para lá das exposições, o programa do festival presidido por Paulo Monteiro, inclui a apresentação de projectos, lançamento de livros, conferências, oficinas, revisão de portfólios, sessões de autógrafos e concertos desenhados e uma tenda gigante, acolherá mais uma vez o Mercado do Livro, no qual são esperados mais de 70 editores e lojas, para venda de edições, serigrafias e originais.
Em 2020, a pandemia da Covid-19 obrigou ao cancelamento da edição prevista, para Maio, mês que geralmente recebe o Festival de BD de Beja, que se tem afirmado como um evento estimulante e de descoberta, com a programação dividida entre os nomes consagrados e os novos autores e grande aposta na produção nacional.”
Homenagem de Carlo Ambrosini a Tex
Em breve daremos mais informações relativas à presença de Carlo Ambrosini em Beja, por isso não deixem de estar atentos para poderem programar-se para conhecer o consagrado desenhador italiano e quiçá tirar uma foto com o autor, receber um autógrafo ou até mesmo conseguir um desenho de Tex (ou de Dylan Dog) feito na hora!
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Deadwood Dick: Black Hat Jack Baseado na novela Hide & Horns, de Joe R. Lansdale Mauro Boselli (argumento) Stefano Andreucci (desenho) Panini Comics Espanha, 22 de Abril de 2021 195 x 259 mm, 200 p., pb, capa dura ISBN: 9788413348728 22,00 €
E agora algo (não) completamente diferente…
Tenho Deadwood Jack como um dos melhores westerns que li nos últimos anos. E podem ter a certeza que têm sido muitos – e bons! – os westerns que tenho lido.
As principais razões? A cor negra do protagonista e o humor – também negro – que pontua os relato.
Neste terceiro volume, encontrei algo diferente. Mas igualmente muito aconselhável.
A diferença, principal – até porque a o tom da pele de Dick não poderia ser mudado – é a ausência quase completa do humor que distinguia os volumes anteriores. Há um apontamento aqui e ali, mas a verdade é que esta terceira adaptação das novelas do escritor norte-americano Joe R. Lansdale assume – assume mesmo – um tom mais introspectivo e sério, na recriação da segunda batalha – real! – de Adobe Walls, um pequeno posto avançado em que duas dezenas de caçadores de búfalos repeliram um ataque de centenas de guerreiros comanches, cheyennes, kiowas e arapahoes.
Estando o resumo feito, alguns poderão perguntar o que pode ter de especial um relato em que – previsível e realmente – há diversos tiroteios, muitos mortos – especialmente entre os índios – e uns quantos gestos heróicos. Mas isto tudo soa, sem dúvida, de forma mais próxima do leitor pela consciência que está a assistir ao relato – embora ficcionado – de um confronto que aconteceu realmente e, sobretudo, pela forma como Black Hat Jack está narrado.
Ou seja, pela forma como Boselli, com mestria, coordena os pensamentos de Deadwood Dick com a acção, com esta, mais do que uma vez a interromper aqueles, com um efeito realista assinalável, pela forma como doseia momentos mais calmos com os picos de acção indispensáveis num relato sobre um assédio, ou, ainda, pela forma como desenvolve a narrativa para lá da batalha em si – que termina a dois terços do livro – aumentando o tom humano que – para surpresa de alguns – perpassa por um relato western recheado de confrontos e cenas movimentadas, para isso contribuindo também a adição de uma personagem feminina forte e de carácter bem definido, como é o caso de Millie…
Para além disto, embora de forma mais discreta do que nos relatos anteriores – mas com um imenso peso no final – o tom de pele do (co-)protagonista continua a fazer-se ver, continua a ser um obstáculo para muitos, sendo que a forma de estar, pensar e reagir destes nos mostra como o racismo – puro e duro – está há tantas décadas inserido no ADN norte-americano – com os efeitos que ainda hoje se sentem…
Este volume, tal como o anterior, brilha igualmente porque a arte de Stefano Andreucci é apresentada ao leitor no imaculado branco e negro com que o autor a plasmou no papel, sem a adição da cor.
Exemplo explícito da elevada qualidade gráfica de grande parte das edições da Sergio Bonelli Editore, este terceiro tomo de Deadwood Dick apresenta tudo que um western deve ter: cenários selvagens credíveis, rigorosa reconstituição de época – vestuário, armamento, usos, costumes (crua e violentamente mostrados)… – , seres humanos e cavalos anatomicamente perfeitos e um dinamismo narrativo que explode nas frequentes vinhetas que ‘dinamitam’ o modelo clássico Bonelli de 2 vinhetas x 3 tiras.
Veja-se, a título de exemplo, as várias cenas de conjunto que representam os ataques dos pele-vermelhas ao pequeno posto defendido pelos brancos e, especialmente, a dupla – sim, leram bem! – página que em enquadramentos frontais e opostos, nos mostra os defensores tensos e angustiados face aos excitados atacantes, poucos instantes antes do rebentar das hostilidades, num dupla cena muito poderosa.
Nota final
O volume, como tem sido hábito, conclui com um dossier de 12 páginas que inclui uma entrevista com o romancista norte-americano, centrada especialmente nesta novela, profusamente ilustrado com artes preparatória de Andreucci.
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogueAs Leituras do Pedro
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Da esquerda para a direita – Kit Willer, Tex Willer, Kit Carson e Jack Tigre, na arte de Giuseppe Candita
Giuseppe Candita
Giuseppe Candita nasce em Cittiglio na província de Varese, Itália, em 16 de Abril de 1978.
Desde pequeno sonha tornar-se um desenhador de histórias de banda desenhada e à idade de 28 anos ele estreia com a sua primeira aventura para a editora Edizioni Star Comics na série “Lazarus Ledd”.
No mesmo ano, ilustra uma história de terror para a editora Narwain (Estados Unidos da América) publicada em “Brian Yuzna’s Horrorama”. Sucessivamente, prossegue a colaboração com a editora Edizioni Star Comics nas coleções “Jonathan Steele”, “Nemrod”, “Factor V” e “San Michele”, além de tornar-se o capista de “Legion 75”.
De 2010 a 2014, Giuseppe Candita trabalha no mercado franco-belga, para a editora Zephyr Éditions (agora Dupuis), desenhando a série “Korea”.
Em 2013, estreia na Sergio Bonelli Editore no “Almanacco del Giallo” da série “Julia” e continua a colaboração até 2019 ilustrando sete histórias da criminóloga.
Em 2018, entra no staff de “Tex” desenhando uma história para o “Color Tex”.
Em 2019, ilustra uma história para a nova minissérie de “Zagor”: “Le origini della vendetta”.
Em 2021, estreia na série regular “Tex” nos números 724 e 725 com a história “Shaolin – Il monaco guerriero”.
Actualmente, Giuseppe Candita está a trabalhar numa história de “Tex”.
Agradecimentos a Giuseppe Candita pelo desenho de Tex Willer, Kit Carson, Jack Tigre e Kit Willer, companheiros de aventura, para o blogue. Afrânio Braga
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