A Sergio Bonelli Editore apresentourecentemente, no seu site, uma prévia do próximo Maxi Tex, uma edição verdadeiramente especial porque trará um duplo regresso à saga de Tex: Gianfranco Manfredinos textos, se bem que na verdade, Manfredi regressou de facto em Agosto, sendo o escritor do Color Tex nº 19 e MassimoRotundo nos desenhos, este sim, um verdadeiro regresso após seis anos de ausência e terá assim a sua segunda participação na saga de Tex, após ter sido o desenhador do Texone nº 30, “Tempesta su Galveston“, no Verão de 2015 e publicado em Portugal, pela editora Polvo, em 2016 com o título “Tempestade sobre Galveston” e com a presença do próprio desenhador italiano, aquando do seu lançamento na 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, evento realizado em Anadia.
Anunciado para 6 de Outubro próximo, o Maxi Tex nº 29 (340 páginas a preto e branco) trará a história “Mississippi Ring”, escrita por Manfredi e desenhada por Rotundo. A capa, como todas as anteriores nesta colecção, é da autoria de Claudio Villa:
Maxi Tex nº 29, capa da autoria de Claudio Villa
De seguida, o enredo da história e cinco páginas deste próximo Maxi Tex…
Os tráficos ilegais do bando conhecido como “Mississippi Ring” infestam o curso do grande rio… Assassinatos, sequestros, extorsão e corrupção… Com a ajuda de um insuspeitável aliado chamado Capitan Destiny, Tex e Carson estão prontos para restabelecer a justiça ao som de chumbo quente!
Mississippi Ring
Mississippi Ring
Mississippi Ring
Mississippi Ring
Mississippi Ring
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“Despacito” é uma canção do cantor porto-riquenho Luis Fonsi e do rapper compatriota Daddy Yankee, para o nono álbum de estúdio de Fonsi, Vida (2018). Em 12 de Janeiro de 2017, a Universal Music Latin lançou “Despacito” e seu videoclipe, que mostra os dois artistas que interpretam a música no bairro La Perla de Old San Juan, Porto Rico e o bar local La Factoría. A música foi escrita por Fonsi, Erika Ender e Daddy Yankee, e foi produzida por Andrés Torres e Mauricio Rengifo.
É uma música reggaeton-pop composta em tempo comum com letras sobre ter uma relação sexual, realizada de forma lisa e romântica. Comercialmente, a música rematou as paradas de 47 países e alcançou o top 10 dos dez outros, tornando o single mais bem sucedido de Fonsi e Daddy Yankee até o momento. É, uma das 7 canções em língua estrangeira a atingir o topo da Billboard Hot 100 (a primeira desde “Macarena (Bayside Boys Mix)” em 1996).
Em 4 de Agosto de 2017, o videoclipe de “Despacito” tornou-se o vídeo mais visto do YouTube de todos os tempos depois recebendo a sua visão de 3 bilhões e tornando-se o primeiro vídeo do site a alcançar esse marco. Mais tarde, tornou-se o primeiro vídeo do YouTube a atingir 4 bilhões de visualizações em 11 de Outubro de 2017, e posteriormente, em Fevereiro de 2019 passando a 6 bilhões de visualizações, O que é cerca de 75% de toda a População da Terra.
Após seu lançamento, “Despacito” recebeu críticas em sua maioria favoráveis dos críticos de música, que elogiaram a fusão entre os ritmos latinos e urbanos, a pegada da música e a pintura de letra. Ganhou Grammy Latino de Gravação do Ano, Canção do Ano, Melhor Fusão Urbana / Performance, e Melhor Vídeo de Música de Formato Curto no Grammy Latino de 2017. Em 2017, “Despacito” foi classificado como a quinta melhor música latina de todos os tempos pela Billboard e foi posicionado dentro das dez melhores músicas do ano por Time, Billboard e Rolling Stone. “Despacito” também foi classificada entre as melhores músicas latinas de todos os tempos e as melhores músicas de 2017 por várias publicações, que se referiam a ela como uma das mais bem sucedidas faixas em espanhol da história da música pop.
Wombo:Make your selfies sing é uma app que permite animar selfies e sincronizá-las com músicas para que pareça que é o utilizador que as está a cantar.
A aplicação é intuitiva e basta tirar uma fotografia ou fazer o upload de uma imagem que esteja no smartphone, escolher uma canção entre as disponíveis, como ‘Never Gonna Give You Up’ de Rick Astley, ‘Dreams’ dos Fleetwood Mac ou ‘I Will Survive’ de Gloria Gaynor, e depois esperar que a inteligência artificial do Wombo faça a animação.
Em seguida, pode partilhar o vídeo com familiares e amigos ou directamente nas redes sociais, entre as quais o Instagram, WhatsApp ou TikTok.
Foi precisamente o que foi feito com uma arte de Tex, desenhada por Claudio Villa, aplicando a canção “Despacito” e cujo resultado final podemos ver de seguida:
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Aimar Aguiar:Meu nome é Aimar Aguiar, tenho 75 anos de idade, casado, 14 filhos, 11 netos e 5 bisnetos. Ocupo o tempo cuidando dos meus 12 cães. Sou tenente coronel do corpo de bombeiros do estado da Bahia aposentado, formado em contabilidade, e educação física, pela universidade católica da Bahia, sou professor de natação e atualmente estou exercendo a função de árbitro de piscinas e maratonas aquáticas pela federação baiana de desportos aquáticos.
Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada? Aimar Aguiar:Desde quando tinha 8 anos de idade, e ganhei de meu pai Amynthas Aguiar (grande leitor das historias em quadrinhos – gibis), a primeira revista. Que foi o Zorro (The Lone Ranger) nº 1, de março de 1954. Depois fazendo permutas de revistas nas portas dos cinemas, com os amigos, indo à biblioteca Monteiro Lobato, passar a tarde lendo gibis infantis de todos tipos. E até o presente momento continuo colecionando, lendo e comprando, até o dia que o nosso bom Deus quiser.
Quando descobriu Tex? Aimar Aguiar:Por que ele me marcou, e por causa dele toda semana ganhava meia dúzia de bolos com a famosa palmatória Gertudes. Naquela época Júnior (RGE) já estava no formato médio e custava cr$ 2,00. Meu pai, dava dinheiro para merendar, em vez de comprar a merenda (hoje lanche) comprava gibis, os três mais baratos da época que eram para além de Júnior, Pequeno Xeriffe e Xuxá que custavam cr$ 1,00 e tinham o formato talão de cheque (Vecchi) e Júnior (RGE), deixava de merendar e comprava estas revistas, quando chegava em casa meus irmãos me deduravam: “Papai, mamãe, Aimar deixou de merendar para comprar gibis”. Aí eu já sabia que ganhava meia dúzia de bolos, como gostava das aventuras do Texas Kid como era chamado Tex nos anos 50, aguentava este castigo por causa de suas aventuras cheias de ação, brigas, tiros, índios, foras da lei, ladrões de gados, traficante, valentões, etc., etc. e etc. E fiquei triste quando no seu último número 263, na 2ª quinzena de julho de 1957, deixou de circular. Somente 14 anos depois voltei a sorrir de alegria pela volta de Tex, em fevereiro de 1971 com a história “O signo da serpente”, que continua saindo até o presente momento.
Porquê esta paixão por Tex? Aimar Aguiar:Como sou um humilde colecionador de gibis de todos os géneros, não poderia de não deixar de gostar e colecionar de um personagem que surgiu na Itália em setembro de 1948. Aqui no Brasil as suas aventuras começaram no dia 25 de fevereiro de 1951 (as aventuras de Texas Kid). Permanece até hoje firme e forte passando por diversas editoras como Rio Gráfica Editora, mais conhecida como “RGE”, Vecchi, Globo, Mythos, Salvat e agora a Panini. Hoje em dia Tex tem vários títulos como Tex Anual, Tex Almanaque, Tex Coleção, Tex Edição de Ouro, Tex Edição em Cores, Tex Especial, Tex Edição Histórica, Tex Edição Especial Colorida, Tex Formato Italiano, Tex Gold, Grandes Aventuras de Tex, Tex Gigante, Tex Graphic Novel, Maxi Tex, Tex Platinum, Os Grandes Clássicos de Tex, Superalmanaque de Tex, Tex (mensal) e Tex Willer. Não esquecendo que em 1980 foi lançado um grande álbum de figurinhas do Tex com 384 cromos e outros títulos. Por todo esse motivo é a minha paixão do Tex Willler (no começo era chamado Texas Kid como foi batizado aqui no Brasil em 25 de fevereiro de 1951. Só a partir de fevereiro de 1971 é que começou a ser chamado de Tex).
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Aimar Aguiar:Para mim Tex é diferente de outros personagem de faroeste das histórias em quadrinhos por vários motivos. No início de sua carreira Tex ou Tex Willer, era um fora lei (fugitivo da lei e o seu sobrenome era “Killer” – quer dizer matador), tinha maus temperamentos e hábitos como bebia, fumava, matava, espancava para arrancar confissões dos bandidos, não cantava, beber leite nem pensar, quando os rancheiros ou fazendeiros o convidavam para ir à sua residência para jantar, não gostava e não ia. Gostava mesmo era de uma vida violenta, só comia um bom bife e uma montanha de batatas fritas com ovos e uma grande caneca de cerveja. Devido a estes maus temperamentos e hábitos que os leitores chamaram à atenção, foi quando a conselho de Tea Bonelli, a ex-esposa de Gianluigi Bonelli, falou com ele, que desse mais atenção e carinho ao seu personagem. Depois disso é que o nosso herói passou a ser mais educado, mais atencioso, e a ser um Ranger. Eis aqui um texto de um dos personagens: “Texas Kid de agora em diante será o agente nº 3 do serviço secreto”. O agente secreto nº 1 é Kit Carson e o nº 2 se chama Arkansas Joe. No início de suas histórias tinha um cavalo chamado Dinamite, hoje dia monta em diversos. Na Itália, não me lembro o ano, fizeram uma estatística de quantos bandidos Tex, Kit Carson, Kit Willer e Jack Tigre tinham matado. Na época dos maus temperamentos e hábitos Tex Willer devia ter uns 20 anos ou mais, hoje em dia aparenta mais de 40, agora é o mais respeitável Ranger do Texas, tornou-se um grande líder e chefe branco dos índios navajos. Casou com Lírio Branco (sua ex-esposa, já falecida) e está no comando da tribo navajo até hoje. Tem como companheiros inseparáveis de aventuras: Kit Carson, Kit Willer (seu filho) e Jack Tigre, formando assim o quarteto fantástico. Uma criação de Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Aimar Aguiar:Sou um colecionador deste 1954 até o presente momento, se o nosso bom Deus quiser. Tenho mais de 100 mil exemplares de gibis desde 1908 que é o Almanaque do Tico-Tico (o mais antigo) até os atuais que continuam sendo publicados. Coleciono todos os géneros que sairam (vejam a live que está no Youtube feita pelo Ge Ge Carsan onde é exibida a minha coleção: Aimar Aguair colecionador). Quanto às revistas Tex, tenho mais de 6 mil exemplares como Júnior (que começou a ser publicada a partir de 25 de fevereiro de 1951, a partir do nº 28 ao 263 (coleção completa), o Almanaque de Bufalo Bill 1956 – título: Texas Kid – A Lei do Revólver). E das editoras que publicaram e publicam Tex. Tenho este número devido de ter de 2 e até mesmo 8 exemplares como o Álbum de Luxo lançado pela Vecchi em 1980, os nºs 01, 100, 200, 300, 400 etc., chego a ter 3 ou 4 de cada, vários exemplares italianos (almanaques e revistas) e assim por diante.
As mais importantes para mim são: Júnior, Almanaque do Bufalo Bill 1956 e os seguintes números do Tex da 1ª série publicada pela Vecchi: O Totem Misterioso (nº 82) – Pacto de Sangue (nº 94) – Aventura em Utah (nª100) – A Mão Vermelha (nº 135) e o Sindicato do Ópio (nº 150). Existem algumas novas publicadas que gostei , mais preferencio as que citei.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Aimar Aguiar:Coleciono tudo com que se relacione com Tex como fanzines, revistas, álbuns, álbum de figurinhas, fotos, tampinhas de garrafa (comprei um jogo na Itália), marca texto, boneco, estatuetas, selos, póster de lançamento, póster de propaganda, livros, gibis (rasgados, faltando páginas e capas), suas vestes (camisa, camiseta, boné, chapéu e outros itens). Também existem outros grandes colecionadores como o João Marin, Adriano Rainho s e muitos outros que curtem tudo isso.
Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir? Aimar Aguiar:Uma estatueta que tivesse os cinco personagens icónicos juntos (Tex Willer, Lírio Branco, Kit Carson, Kit Willer e Jack Tigre) e algumas novidades novas que aparecessem.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Aimar Aguiar:Para mim tem que ser a volta, Tex nº 1 em fevereiro de 1971, pela Vecchi, que foi um dos maiores marcos daquela década. Com uma excelente e grandiosa aventura.
Quanto aos desenhistas e argumentista. Todos foram bons e excelentes em sua época, a qual respeito muito isso, temos que dar valor a cada um deles, todos eles são ou foram (falecidos) os melhores. Nesta equipa da Bonelli só entra que tem qualificações e profissionalismo no que faz. Tem muita gente nova que está entrando hoje em dia nesta equipa, com bons desenhos, com bons argumentos, que chegam à marca de 400 a 500 páginas uma só aventura. Já ouvir falar que estão fazendo uma história de 770 páginas. Respeito todas as opiniões de cada um. Cada qual tem a sua preferência, gosto ou preferido. Para mim, e no meu conceito todos são bons e excelentes argumentista e desenhistas, seja do passado ou atual por isso não menciono nomes de ninguém. Porque todos são merecedores no que fez e faz de melhor. Tiro o chapéu para todos eles.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Aimar Aguiar: Na verdade o que me agrada mais no Tex Willer, eu vejo que nele prevalece um eficaz senso de justiça, que aprofunda as suas raízes num espírito libertador pelo respeito aos valores humanos, as aspirações do homem viver livremente, no que se junta um natural sentido de justiça para cada violação destes valores, seja por obra do indivíduo, seja obra do poder público.
Não existe nada de desagrado do Tex para mim. Tex é, de fato, “obrigado” a agir com violência num contexto social que não lhe dá alternativas. Porém, se olharmos a obra num todo, veremos que Tex entende que a lei favorece somente o forte, o poderoso, em detrimento do fraco, e por isso este último conta sempre com o auxílio de Tex.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Aimar Aguiar:Qual a razão que faz um ícone? Simples, enquanto praticamente todos os personagens de faroeste desapareceram de circulação, Tex é indiscutivelmente o sucesso em quase todos os lares do Brasil e em outros países. E o seu prestígio se renova a cada publicação. Apreciado e preferido por jovens e adultos, homem ou mulheres, pelo seu desempenho nas variadas publicações de cada dia porque os responsáveis pela entidade Bonelli, têm responsabilidade e eficiência na elaboração dos seus grandiosos lançamentos. Evoluindo assustadoramente, com a missão de dar aos leitores uma variedade de temas e procurando ser objetivo no tratamento do tema de cada aventura, desde sua definição a um breve ou longo histórico.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Aimar Aguiar:Sim, hoje em dia os encontros são mais quando tem eventos com temas relacionados a personagens ou ao mundo encantado das histórias em quadrinhos. Seja aqui na Bahia ou em outros estados, viajo para rever grandes amigos e participar. Apesar dos meus 75 anos de idade. Nestes tempos pandémicos tenho também encontros com grandes colecionadores através de lives e no Facebook.
Os bons encontros mesmo foram quando era adolescente e se dava nas portas dos cinemas para compra, troca e venda. Isso acontecia todos os fuins de semana. Foram grandes lembranças, grandes momentos e hoje são só saudades.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Aimar Aguiar:Criado por Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini e lançado no dia 30 de setembro de 1948, uma quinta-feira, com uma tiragem de 45 mil exemplares, semanal, em formato pequeno e horizontal b (formato talão de cheque), com 32 páginas (hoje em dia há aventuras de 400 ou 500 páginas e inclusive já ouvi falar que estão a fazer uma aventura com 770 páginas) e cerca de três quadrinhos e em continuação. Chegando ao Brasil no dia 25 de Fevereiro de 1951, suas aventuras começaram a ser publicadas na revista Júnior pela Rio Gráfica Editora (RGE) a partir do nº 28. Terminando suas aventuras no nº 263 na 2ª quinzena de julho de 1957. Votando às bancas 14 anos depois em fevereiro de 1971 pela editora Vecchi com titulo “O Signo da Serpente), passou por crise (teve que mudar a cor de sua camisa vermelha para amarelo por causa da ditadura – não podia usar nada que fosse de cor vermelha e nomes estrangeiros), passando por várias editoras, continuava, firme forte e vivo até hoje. Depois disto tudo. Seu futuro está garantido pelo grande número de colecionadores(as), leitores(as) e fãs. Sem contar os meios de comunicações (televisão, rádio, internet, fanzines, revistas, grupos e mais grupos do grandioso Tex Willer – Texas Ranger – e seus pards Kit Carson, seu filho Kit Willer e o navajo Jack Tigre) para conferir é só entrar no Youtube que você encontra o que desejar do herói texiano, inclusive leitura online. A cada dia mais cresce o número de coleciondores(as) de todas as idades, lançamentos e mais lançamentos (de diversos formatos e números de páginas), assim sendo, o futuro de Tex esta garantido pelos grandiosos eventos e os acontecimentos de cada dia e os que virão. Por ser um fenómeno mundial das histórias em quadrinhos. Só está faltando fazer um grande filme à altura do Tex Willer. O primeiro foi realizado em 1985 com o título “Tex e o Senhor do Abismo” com Giuliano Gemma.
Prezado pard Aimar Aguiar, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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Dylan Dog #2 – O Marca Vermelha Tiziano Sclavi (argumento) Gianluigi Coppola (desenho) Mythos Editora Brasil, Abril de 2018 160 x 210 mm, 96 p., pb, capa mole
R$ 26,90
Marcas…
Para um leitor de banda desenhada franco-belga (clássica…), o que primeiro marca nesta edição, é a homenagem, evidente na capa, a uma das obras-primas de Edgar P. Jacobs, A Marca Amarela.
No entanto, ultrapassada essa referência, potenciada pelo muro de tijolos, e pela ‘marca vermelha’ nele desenhada com um ‘W’ – ou um ‘M’ invertido… – no interior de um círculo aberto, para além de uma e outra narrativa decorrerem numa Londres nevoenta e de os protagonistas se relacionarem com a Scotlland Yard, nada mais une este Dylan Dog e aquele Blake e Mortimer.
Dylan Dog #2 – O Marca Vermelha; página 5
O que, no entanto, não retira qualquer prazer à leitura, mesmo para leitores contumazes de banda desenhada franco-belga clássica porque, em O Marca Vermelha, encontramos as características que fizeram do Detective do Pesadelo uma personagem marcante e incontornável dos quadradinhos. Para qualquer tipo de leitores.
A sua insegurança, a capacidade de seduzir o belo sexo, a incompatibilidade compatível com o inspector Bloch, o humor execrável de Groucho e a capacidade de tornar possível o impossível, real o imaginário e terra a terra o intemporal, são bem equilibrados por Tiziano Sclavi, num relato pelo qual já passaram, sem se fazer notar, 30 anos de idade.
Dylan Dog #2 – O Marca Vermelha; página 9
Na sua origem, está a captura e condenação de um homem, suspeito de ser o assassino em série de diversas mulheres da alta sociedade inglesa, que se destacava por deixar junto às suas vítimas, traçada a sangue, a tal ‘marca vermelha’. Cinco anos depois, o assassino parece estar de volta para retomar a sua loucura homicida. Acontece que o condenado, um emigrante russo, se suicidou na prisão embora agora todos os relatos apontem para o seu regresso sob forma espectral…
Face à incapacidade da polícia, Dylan Dog é contratado para investigar o caso e acaba por descobrir mais do que era previsível – e até desejado – pelo seu cliente, num relato consistente e de enorme coerência, em que Sclavi, a par de uma forte crítica comportamental e da denúncia das desigualdades sociais, nos mergulha num ambiente fantástico, quase tangível, que nos envolve e convence, até ao desfecho, que se revela duplamente inesperado.
Dylan Dog #2 – O Marca Vermelha; página 12
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogueAs Leituras do Pedro
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Enrico Marini (na foto, à direita, na companhia de Mário João Marques, mentor do Tex Willer Blog) estudou Belas-Artes. A sua paixão pela BD começou em criança. No final dos anos 80, foi notado por um jornalista, no Salão de BD de Sierre, que o apresentou aos responsáveis da editora Alpen, com quem começou a colaborar, ilustrando uma série juvenil. Depois estreia-se na ficção científica com Gipsy e, mais tarde, com A Estrela do Deserto recebe o Prix dés Libraires da A.L.B.D. (Associação dos Livreiros de B D) para o melhor trabalho do ano. Em Angoulême, foi distinguido com o prémio Player One para o Melhor Jovem Desenhador com a obra Dossiers de Olivier Varèse: Raid sur Kokonino-world.
Inicialmente influenciado pelo grafismo japonês contemporâneo, Marini não se atém aos modelos do momento, procurando sempre novas fórmulas para os seus trabalhos. É um dos talentos mais promissores da sua geração e promete continuar a surpreender os leitores. Actualmente em Portugal a ASA publica As Águias de Roma e a Levoir publicou recentemente Batman. A Meriberica por sua vez publicou Rapaces.
Tex Willer na arte de Enrico Marini (lápis)
Tex Willer na arte de Enrico Marini – Aguarelas
E foi precisamente este cidadão italiano, nascido em Liestal (Suíça) a 13 de Agosto de 1969, que já neste ano pandémico de 2021 desenhou, a pedido de um fã, uma ilustração a aguarelas de um pujante Tex Willer, o ícone dos fumetti (nome dado à BD na sua Itália), ilustração essa que damos hoje a conhecer (acima) aos nossos leitores, primeiro no formato imagem (lápis primeiro e aguarelas depois), mas também no formato vídeo onde podemos ver, durante quase dois minutos Enrico Marini a deliciar-nos com a sua fantástica arte quando esboçava o Ranger o lápis: