Entrevista com o fã e coleccionador: Guilherme Lessa Junqueira

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Guilherme Lessa Junqueira: Olá companheiros, meu nome é Guilherme, tenho 33 anos e sou de Taubaté (Vale do Paraíba/SP), cidade da Literatura Infantil e de personalidades como Mazzaropi, Hebe Camargo e claro Monteiro Lobato (autor do Sítio do Pica-Pau-Amarelo), entre outros.
Atualmente sou influenciador e produtor de conteúdo para o YouTube.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Guilherme Lessa Junqueira: Meu interesse por quadrinhos foi despertado na infância, meus pais já gostavam e tinham muitos exemplares de grandes obras como Mad, Snoopy, Garfield, quadrinhos da Disney, Marvel, DC, etc.
Fiquei “preso” pela leitura com os gibis da Turma da Mônica, e a partir dali meu interesse por outras leituras foi crescendo… ainda novo ganhei vários volumes de Astérix, Tintin e Lucky Luke de uma tia e adorei.
Um pouco mais velho através da minha mãe e dos livros de Língua Portuguesa na escola e tirinhas de jornal, também comecei a curtir trabalhos de grandes artistas como Laerte, Adão, Angeli.

Quando descobriu Tex?
Guilherme Lessa Junqueira: Fui descobrir Tex somente em 2003/04.
Com meus 15 anos mais ou menos, já estava na “vibe” dos mangás que faziam muito sucesso com a Editora Conrad aqui no Brasil com Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball e Yuyu Hakusho.
Porém eu estava atrás de algo mais maduro, acabara de conhecer Blade – a lâmina do imortal (mangá feito para um público digamos não infantil) através de um colega, e estava louco para ler coisas mais “maduras” do que histórias de super-heróis.
Foi quando ao ir na banca Túnel do Tempo do meu amigo Jorge Hata, fui apresentado ao Rei dos Western, e ali não teve como não me apaixonar né?!
Começava então minha coleção mais querida!

Porquê esta paixão por Tex?
Guilherme Lessa Junqueira: Ao conhecer Tex, fiquei maravilhado de como um gibi tão antigo ainda continuava até os dias de hoje fazendo sucesso, mas logo percebi que não era por acaso, nunca tinha lido nada igual nos quadrinhos, feito para prender o leitor, com tanta dedicação, referências, personagens marcantes e alguns que existiram realmente, o cuidado com a fauna e flora de cada região, as vestimentas, construções, objetos da época, mapas, etc.
Nunca mais quis deixar de acompanhar as aventuras de Tex, nunca tinha lido nada tão rico!

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Guilherme Lessa Junqueira: Tex é um justiceiro com valores que todos gostaríamos de ser ou tê-lo como amigo, chefe, o que seja.
Seu senso de justiça incorruptível age sempre de forma correta, ninguém que conhece Tex o julga pois ele sempre estará pronto para proteger os oprimidos, independente de raça, cor, ou classe social, Tex seria capaz de enfrentar um exército para salvar a vida de um único inocente.
Ele representa o Superman da “vida real” eu diria!

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Guilherme Lessa Junqueira: A quantidade vou deixar um convite para os interessados acompanharem meu canal lá no YouTube, farei um vídeo sobre.
Já a história mais importante, eu diria que a primeira que li pois pra mim foi algo que marcou minha vida como leitor, porém já nem lembro mais qual aventura foi… kkkkkk
A mais importante é a que será lançada no próximo mês, sempre!
Vida eterna ao nosso Tex!

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Guilherme Lessa Junqueira: Não tenho muita coisa além dos variados formatos já lançados, alguns pôsters, uma placa… uma coisa que irei atrás seja oficial ou não, será figures dos personagens!

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Guilherme Lessa Junqueira: Álbum de figurinhas, mas os talões do formato Júnior também são um sonho.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Guilherme Lessa Junqueira: História: Apache Kid (não que seja a preferida mas gosto bastante das aventuras que remetem personagens e fatos que existiram ou com alguma semelhança com a realidade).
Desenhista: muito difícil escolher um só então da velha guarda fico entre Letteri e Niccolò, já dos mais atuais Villa, Civitelli e Mastantuono.
Roteirista: Bonelli e Nizzi.
*Gosto muito do Galep, mas com o tempo o aperfeiçoamento dos traços deixaram sem dúvidas as aventuras mais belas e detalhadas.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Guilherme Lessa Junqueira: O que mais me agrada é ver com o passar dos tempos Tex fazer novos amigos e inimigos, visitar novas pradarias, vermos ligações entre as aventuras, isso foi um ponto imprescindível por exemplo para “Tex Willer as aventuras quando jovem”.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Guilherme Lessa Junqueira: Acredito que em sua criação já foi feito para prender o leitor numa pegada meio que de “novela”, onde temos que acompanhar para saber o que acontece no próximo episódio.
Aqui no Brasil pelo menos os formatos Mensal, Coleção, até o antigo formato em tirinhas e talão, deixam uma curiosidade para que o consumidor fique ansioso pelo próximo volume, e nos dias de hoje isso causa até discussões nos grupos do Facebook por exemplo ou entre amigos que acompanham juntos, as pessoas ficam imaginando e supondo o que irá acontecer.
Aqui no Brasil Tex já venceu inimigos muito piores que Coffin e Mefisto, passando por crises onde já mudou de casa várias vezes, aqui estamos na quarta Editora (Vecchi, RGE, Globo e atualmente Mythos), tendo que sempre se habituar ao momento para prender e conquistar novos leitores, eu diria que se não único, pelo menos o único Gigante sobrevivente dos quadrinhos de bang-bang!

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Guilherme Lessa Junqueira: Devido o fato da Pandemia não, mas mantenho contatos pelas redes sociais, e às vezes encontramos algum conhecido em uma loja, sebo, banca.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Guilherme Lessa Junqueira: Só me preocupo com valores, daqui 10 anos… hoje temos um “formatinho” a quase R$15,00, volumes de luxo por R$60-80,00 ou até mais de R$100,00.
Concordo que algumas dessas edições são muito bem acabadas no geral mas o preço acaba por não deixar muitos colecionadores poderem adquirir um formato que gostaria.
Os mangás (quadrinho “oriental”) hoje estão com um padrão de R$30,00/capa, isso o formato padrão/simples… com o tempo o formato mais básico de Tex poderá chegar nisso? Creio que sim, porém hoje o governo atual tem taxas absurdas e não incentiva nem um pouco a leitura, se isso não melhorar com o tempo, meu temor é que as vendas caiam muito a ponto de a publicação correr um risco por aqui, porém hoje independente do formato que o quadrinho tenha, ser colecionador já está virando algo elitizado!
Que os Bonelli tenham olhos de águia para enxergar sempre à frente e manter nosso precioso Tex cavalgando por muitos e muitos anos!
Mando um sinal de fumaça a todos pards que queiram se juntar à nossa aldeia no YouTube, serão muito bem vindos! Whoa!

Prezado pard Guilherme Lessa Junqueira, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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O esboço inicial, o lápis, a arte final a preto e branco e as cores originais de Maurizio Dotti para a capa de Tex Willer Extra #3

Mauro Boselli exibe exemplares de Tex Willer Extra #3 – Chiricahuas!

A 3 de Setembro foi publicado, em Itália, o número 3 (de 3) de TEX WILLER EXTRA, uma nova “mini-colecção” que republicou a primeira grande aventura do jovem Tex Willer. Uma aventura que foi dividida agora em três edições mensais de 80 páginas e cuja história é “O magnífico fora da lei” (“Il magnifico fuorilegge“, no original) de Mauro Boselli (argumentos) e Stefano Andreucci (desenhos) publicada originalmente no Tex Gigante nº 32  e que está completamente esgotado em Itália.

Tratou-se de uma edição especial, ou melhor três edições (mensais), publicadas neste Verão, cujo primeiro volume teve como título “La città dei fuorilegge” (“A cidade dos fora da lei“), o segundo “El Verdugo“ e este terceiro “Chiricahuas!“. Foi em preto e branco e no formato da série Tex Willer (16×21 cm) e conteve duas páginas inéditas, alguns esboços, novos textos redactoriais e ainda três capas inéditas, todas da autoria de Maurizio Dotti.

E é precisamente sobre a capa deste terceiro de três números, que vamos hoje dar a conhecer aos nossos leitores, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial, da arte a lápis, da arte finalizada a tinta da china, assim como da capa original pintada pelo próprio Dotti tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Maurizio Dotti que nos mostra então o percurso integral da capa de Tex Willer Extra #3:

Esboço da capa de Tex Willer Extra #3, da autoria de Maurizio Dotti

Arte a lápis da capa de Tex Willer Extra #3, da autoria de Maurizio Dotti

Arte final a tinta da china da capa de Tex Willer Extra #3, da autoria de Maurizio Dotti

Capa de Tex Willer Extra #3, com as cores originais Maurizio Dotti

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Vídeo Tex: Snakeman apresentado por Mauro Boselli!

Disponível, em Itália, a partir de 17 de Setembro, “Snakeman” é o novo álbum cartonado de Tex. Escrito por Mauro Boselli com desenhos e cores de Enrique Breccia, é uma aventura psicadélica que deixará os leitores de boca aberta. Apresenta-o o próprio Boselli no vídeo que divulgamos hoje!

Uma ameaça mortal paira sobre a tribo de Tex. Um acérrimo inimigo dos Navajos jurou exterminá-los. E quando Tex, envolvido num deslizamento de terras, cai num abismo, somente o seu filho Kit e Jack Tigre têm de enfrentar o terrível xamã Snakeman!

Resumindo, este é o enredo de Snakeman, o novo álbum cartonado (Tex Romanzi a Fumetti #13) dedicado a Tex que estará à venda nos quiosques italianos a partir de sexta-feira, 17 de Setembro. Obra de Mauro Boselli – que a escreveu – e Enrique Breccia – que a desenhou e coloriu – Snakeman é uma aventura que deixará os leitores de boca aberta, prendendo-os no caleidoscópio psicadélico que rodeia o confronto entre o xamã que dá o título ao álbum e o Homem da Morte!

A apresentar esta extraordinária banda desenhada temos o próprio Mário Boselli no vídeo que pode ser assistido de seguida. E, caso resida em Itália, assim que termine de o assistir, corra para um quiosque de modo a poder ler de imediato Snakeman!

Os dois esboços (o descartado e o eleito) da capa do Tex Gigante #31 “Capitan Jack”, de Enrique Breccia

Em Junho de 2016 a Sergio Bonelli Editore publicou a edição número 31 de Tex Gigante, intitulada “Capitan Jack”, que continha uma história escrita por Tito Faraci e desenhada pelo mítico mestre argentino Enrique Breccia.

A capa, como é tradição, também foi assinada pelo desenhador da aventura, capa essa que hoje é, obviamente, conhecida de todos, mas antes da realização dessa capa, Enrique Breccia ponderou em realizar talvez outra capa, como o comprovam os dois esboços da capa do Tex Gigante #31 que damos a conhecer hoje, o que acabou sendo o eleito para a realização da capa, mas também o que acabou sendo descartado (e onde não comparecia o Kit Carson) e que era praticamente desconhecido:  

Esboço (descartado) para a capa do número 31 da série Tex Gigante, da autoria de Enrique Breccia

Esboço (eleito) para a capa do número 31 da série Tex Gigante, da autoria de Enrique Breccia

Já agora, damos a conhecer também as sucessivas fases, inclusive a relativa à pintura do próprio Enrique Breccia num espectacular passo a passo (graças à gentileza do mestre argentino que nos deu a conhecer este fantástico trabalho) até ao resultado final que foi para os quiosques italianos:

Arte a lápis para a capa do número 31 da série Tex Gigante, da autoria de Enrique Breccia

As primeiras cores para a capa do número 31 da série Tex Gigante, da autoria de Enrique Breccia

Colorização intermédia para a capa do número 31 da série Tex Gigante, da autoria de Enrique Breccia

Colorização definitiva para a capa do número 31 da série Tex Gigante, da autoria de Enrique Breccia

Capa de Capitan Jack, Tex Gigante italiano nº 31

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