Claudio Villa:“Tiger Jack (Jack Tigre) é a parte mais “animal” do grupo de quatro pards. “Animal” no bom sentido: ele “sente” e “lê” a natureza como um branco não sabe fazer, ele sabe ser silencioso e voraz, mais rápido e mais forte que um branco. Os verdadeiros índios têm maçãs do rosto largas, olhos quase amendoados, narizes pontiagudos e lábios carnudos, mas conciliando a imagem oficial, que ainda temos no frontispício, com um “novo” retrato que se pareça com ele, mas que se perceba ser um índio e que deveria ter a expressão orgulhosa e terrível de um homem determinado, requer mais passagens, reconsiderações, testes após testes. Depois há coisas que ficam nas gavetas… e surgem quando menos se espera…“
Tiger Jack na Arte de Claudio Villa
Tiger Jack na Arte de Claudio Villa
(Para aproveitar a extensão completa dos desenhos acima, clique nos mesmos)
Terceiro apontamento com o resumo da safra bonelliana do ano 2022. Um esclarecimento antes de começar, sobretudo porque se irá falar de desenhadores: algumas edições são assinadas por várias mãos, muitas mãos; Essa abundância de assinaturas às vezes impede a equipa editorial de indicar quais páginas individuais da edição em questão são desenhadas por um ou por outro ilustrador. Por isso, existem volumes nos quais dois a oito desenhadores colocaram as mãos, muitos dos quais são recém-chegados (e, portanto, com uma característica menos reconhecível), “amalgamados” em alguns casos pelos coloristas, que, por um lado com o seu trabalho, facilitam a fusão entre os estilos que impedem desfasamentos brutais de design, por outro lado, complicam a atribuição dos autores dos desenhos originais. Portanto, ao tentar creditar melhor as várias páginas, não se diz que tal foi conseguido; pelo contrário, exorto os desenhadores e os coloristas envolvidos nesses volumes com várias assinaturas a relatar imprecisões, se as encontrarem, ajudando-me a corrigir as cronologias da série envolvida, dando a todos os seus próprios méritos.
Anna Lazzarini, a primeira ilustradora a liderar o ranking anual de ilustradores bonellianos.
Desta vez debaixo dos holofotes, como dissemos anteriormente, estão os ilustradores, os 178 desenhadores que este ano nos brindaram com os seus lápis e tintas da china; mantém-se a tendência decrescente dos últimos anos, desta vez são seis a menos do que nos 12 meses anteriores. Já são 51 a menos que no ano recorde de 2018. No gráfico abaixo, que compara os dados dos últimos quinze anos, vemos que 2022 é o pior desde 2013, mas melhor que todos os anos anteriores.
Este ano, houve 9 desenhadores a estrearem-se na Bonelli, dois a menos que no ano passado; Pode encontrá-los todos na próxima tabela porque estão indicados com a letra E ao lado do número de páginas.
Na tabela encontram-se todos os 178 ilustradores alinhados por número de pranchas publicadas, incluindo os irmãos Cestaro e os irmãos Esposito que, geralmente trabalhando em duplas, ocupam apenas uma posição. Lembramos também que o “PB” verde ao lado do nome significa Personal Best, caso o desenhador em questão tenha estabelecido o seu recorde pessoal nas páginas bonellianas publicadas neste ano (o “PB” é amarelo em caso de recorde igualado), e que os números decimais são consequência de histórias assinadas por muitas mãos.
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O pódio
Graças ao volume La cautela dei cristalli, e à bela história de Zagor centrada em Jenny, Anna Lazzarini é a primeira desenhadora, em oitenta e um anos da editora, a vencer a classificação anual dos ilustradores mais publicados; para ela também a primeira vez no pódio; até hoje apenas Lina Buffolente, em 1988, tinha conseguido subir ao pódio e conquistar a medalha de bronze. Não obstante a façanha de Lazzerini, a Buffolente mantém também o recorde de páginas anuais publicadas por uma desenhadora: 495 páginas em 1977. Vale lembrar que entre as suas colegas Anna é a sexta a ser incluída no Top Ten anual, tinha já acontecido obviamente com a Buffolente há 12 anos; três vezes para Arduini; duas vezes cada para Mandanici e Platano; e uma vez para Zanella, mas nenhuma jamais tinha conseguido alcançar o primeiro posto.
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Auto-retrato de Fabio Civitelli
Em segundo lugar, graças à longa aventura de Tex contra Mefisto, finalizada após 16 páginas adicionais, encontramos Fabio Civitelli. É também o primeiro pódio do esmerado artista de Arezzo, apesar de ter publicado um número maior de páginas no passado: 465 que lhe renderam, em 1982, apenas o quinto lugar.
Giovanni Freghieri que conquistou este ano a medalha de bronze, é ao invés um habitué do pódio, aliás no seu palmarés bonelliano encontramos três medalhas de ouro (1995,2005 e 2012), duas de prata e cinco de bronze, já incluindo a deste ano.
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Giovanni Freghieri, desenhador do Texone de 2022, estava ausente do pódio desde 2016
O Top Ten
Como costuma acontecer, nenhum dos dez primeiros colocados deste ano apareceu entre os dez primeiros do ano anterior. Apenas quatro deles, Freghieri, Giardo, Casertano e Brindisi também haviam sido publicados em 2021. Os irmãos Cestaro estavam ausentes desde 2015 e Ambu desde 2017.
Entre os onze ilustradores que conquistaram os dez primeiros lugares neste 2022, o mais presente no passado foi Freghieri, para ele esta é a 13ª aparição no Top Ten; Civitelli chega aos andares superiores pela décima vez, após 22 anos de ausência; sexta presença para Brindisi e quinta para Giardo e Casertano; terceira aparição para Foderà e segunda para Pontrelli; pela primeira vez entre os dez primeiros, além do vencedor, também Ambu, os Cestaro e Scascitelli.
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Auto-retrato de Giampiero Casertano, que este ano festejou o 40° ano de colaboração com a Bonelli
Os veteranos
Entre os desenhadores publicados este ano o veterano continua a ser Giuseppe Montanari que colaborou pela primeira vez com a editora Bonelli há 68 anos! Depois dele encontramos Giancarlo Alessandrini, que estreou na Bonelli há 45 anos. Terceiro entre os decanos, Ernesto Grassani que apreciamos há 43 anos, seguido por Fabio Civitelli, na crista da onda bonelliana há 42 anos. Finalmente, Giampiero Casertano, festejou em 2022 o seu 40º ano de colaboração na casa Bonelli.
Dentre os ilustradores mais constantes, aqueles publicados ininterruptamente por décadas, destacamos que lemos as pranchas de Giovanni Freghieri há 38 anos consecutivos, um a mais que Montanari & Grassani; seguido por Brindisi, publicado ininterruptamente há 33 anos, Michelazzo há 28 e Piccoli há 25.
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Série per série
Prosseguimos com a lista dos desenhadores mais produtivos para cada série, pelo menos aqueles com 350 páginas publicadas no ano que acaba de terminar. Segue-se, abaixo, uma tabela-resumo, com o número de páginas publicadas e o número de vitórias anuais relativamente à série em questão.
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Luigi Siniscalchi vence pela terceira vez a classificação anual dos desenahdores de Il Commissario Ricciardi; com 222 pranchas, é o único desenhador mais prolífico do ano que realizou mais páginas do que o escritor mais produtivo do mesmo personagem. Com as 267 pranchas, que lhe valem o quinto título anual entre os ilustradores de Dampyr, Nicola Genzianella supera Dotti na classificação absoluta do personagem, tornando-se assim o desenahdor mais produtivo das aventuras de Harlan Draka.
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Nicola Genzianella, este ano o desenhador mais produtivo de Dampyr
Fabio Babich com o seu melhor resultado anual, é o desenhador mais publicado em Dragonero neste 2022; para ele é o primeiro título. Segunda afirmação por sua vez para Giorgio Pontrelli nas páginas de Dylan Dog; com 284 pranchas supera também o seu recorde de 2015 que lhe valeu o primeiro “scudetto”. Curioso o mérito quádruplo entre os ilustradores de Julia. Piccoli, Michelazzo, Boraley e Marinetti, são, por essa ordem, os quatro desenhadores mais prolíficos das aventuras da criminóloga berardiana; este ano realizaram dois volumes cada um conquistando o sexto título ex-aequo. Aliás, até agora tinham ganho cinco a um, em anos diferentes, e foram, a par de Laura Zuccheri, quem teve mais “títulos” pela série policial da Bonelli. Hoje estão todos empatados com seis títulos. Quem será o primeiro a conquistar a sétima vitória? Mérito igual a três também para Martin Mystère: Gino Vercelli, Fabio Piacentini e Walter Venturi assinaram dois volumes cada um, para a série do Detective do Impossível em 2022; para todos eles é o primeiro título desta série. Primeira vitória também para Andrea Fattori em Morgan Lost, com apenas 96 páginas. Segundo título por sua vez para Max Bertolini em Nathan Never, após a primeira vitória em 2009. Marco Foderà e Ivan Vitolo empataram no primeiro título para Nick Raider. Fabio Civitelli é pela terceira vez o desenhador mais publicado em Tex num ano solar; repete o título após 33 anos, a última vitória datava de 1989. As 456 páginas de 2022 também são a sua melhor produção anualno que diz respeito a Tex. Por último, Giuliano Piccininno, vence pela primeira vez o título de desenhador mais publicado do ano nas revistas de Zagor.
Os Anos Vinte
Chegámos também para os desenhadores, à classificação da década, ou pelo menos ao início da década, dado que para os Anos Vinte do século XXI apenas decorreram apenas três anos. De seguida o Top Ten momentâneo.
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Walter Venturi com as 282 páginas deste ano assume a liderança do ranking da década, pelo menos momentaneamente; Max Bertolini persegue-o ganhando quatro posições em relação a 2021; Fabrizio Russo desce ao terceiro degrau do pódio virtual da década. Entram em força no Top Ten, graças às publicações de 2022 Freghieri, Brindisi e Giardo, que ganham respectivamente 33, 22 e 26 posições em relação aos doze meses anteriores; as 40 páginas de Chiarolla publicadas este ano, são fundamentais, para o desenhador mais prolífico do ano passado, para manter um lugar entre os primeiros dez da década. Saem do Top Ten Sedioli, Gerasi e Diso.
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Walter Venturi, um dos desenhadores mais publicados em 2022 em Martin Mystère, é também, no momento, o mais publicado nos Anos 20 deste século, nos volumes bonellianos
All-Time
Graças às páginas publicadas em 2022, Freghieri supera Ticci e alcança o oitavo lugar da classificação dos desenhadores mais publicados de todos os tempos na editora Bonelli. Os Esposito Bros conquistam a 15ª posição all-time ultrapassando Lina Buffolente. Atrás de si aproximam-se Piccatto (17°) e Casertano (18°), que ultrapassaram Guzzon.
Alessandrini com as páginas de 2022, ultrapassa a marca das 7500 páginas publicadas para a editora Bonelli, por sua vez Casertano, Brindisi e Civitelli superam as 6000, enquanto De Angelis e Grassani alcançam a marca das 5000.
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Encerramos aqui esta terceira parte dos números bonellianos de 2022, convidando-vos a descobrir nos “episódios” anteriores todos os números daspersonagense as classificações dosargumentistas. Voltaremos a encontrar-nos em breve, para o quarto e último post dedicado aos números bonellianos de 2022: irá falar-se de capistas, coloristas e álbuns especiais.
Aqui estamos com a segunda parte dos números bonellianos de 2022, onde descobriremos quem escreveu, página por página, as 19.378 páginas inéditas de banda desenhada produzidas pela Bonelli nestes últimos doze meses.
Mauro Boselli representado por Maurizio Dotti enquanto produzia inúmeras páginas de roteiro. Em poucos meses chegará a 50.000 páginas na casa Bonelli
Os escritores envolvidos nos volumes bonellianos em 2022, foram “apenas” 73, oito a menos que nos doze meses anteriores. É o número mais baixo dos últimos seis anos, mas consideravelmente superior ao período anterior a 2016. No gráfico abaixo, que mostra os dados dos últimos 15 anos, descobrimos como nestes últimos anos se multiplicaram os escritores das aventuras dos heróis bonellianos.
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Foram cinco os escritores a terem a sua primeira experiência bonelliana, metade em relação a 2021. Na tabela abaixo, eles aparecem como estreantes, mas alguns deles já têm uma considerável carreira na banda desenhada. No ranking abaixo encontrámos todos os 73 escritores de 2022, alinhados por número de páginas inéditas publicadas; descobrirão com quais personagens eles colaboraram e se o resultado dos últimos doze meses é o seu recorde pessoal (PB verde se superado, PB amarelo se igualado) ou se, como dissemos anteriormente, eles se estrearam na editora (E). Os números periódicos que disponibilizamos são filhos de histórias escritas por muitas mãos.
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O pódio Mais uma vez, atribuímos a Mauro Boselli a medalha de ouro do “concurso” anual dos escritores mais prolíficos, pelo décimo segundo ano consecutivo, o décimo nono da sua carreira. É também o seu 19º pódio consecutivo, 25º geral. Além das dezanove medalhas de ouro virtuais, Mauro também pode se orgulhar de cinco pratas e uma de bronze conquistadas nos seus 36 anos de carreira bonelliana como escritor.
A diferença para o segundo classificado é notável, 1.222 páginas, mas não é um recorde, na verdade não está nem entre as três maiores distâncias infligidas pelo vencedor da medalha de ouro ao colega merecedor da prata. O recorde pertence ao próprio Boselli, que em 2013 precedeu Enna por 1.646 páginas, batendo o recorde histórico de 1976 de Guido Nolitta, que havia superado Canzio por 1.497 páginas. Enquanto isso, Nizzi no seu melhor ano, 1989, distanciou-se Toninelli por 1.273 páginas. A vantagem de Boselli sobre Ruju este ano é apenas a quarta na história da editora Bonelli. Pasquale Ruju, dizíamos, pelo terceiro ano consecutivo no pódio, sendo este ano segundo lugar. Este é o oitavo pódio na sua carreira: Seus palmarés bonelliano é composto por uma medalha de ouro conquistada em 2010, 5 de prata e 2 de bronze, de 1995, ano da sua estreia, até hoje.
Atrás de Ruju, a curta distância, encontrámos pela primeira vez no pódio Bepi Vigna, um dos três criadores de Nathan Never: para ele uma merecida medalha de bronze neste 2022, em que também bateu o seu recorde pessoal de páginas publicadas nas edições Bonelli.
O herói com um dos seus biógrafos. Este ano quase todas as histórias de Nathan Never foram assinadas por Bepi Vigna.
O Top Ten
Nos lugares cimeiros, os primeiros dez lugares da classificação, encontramos três novidades face a 2021: Giovanni Eccher, que aí chega pela segunda vez na sua carreira, depois do pódio de 2017; Stefano Vietti, que atinge o Top Ten pela 17ª vez, após três anos de ausência; e Davide Rigamonti, que está entre os dez escritores bonellianos mais prolíficos do ano pela quarta vez na sua carreira; a última tinha sido em 2019. Saem do Top Ten, Zamberletti, Manfredi e Medda; deste último, depois da ‘explosão’ de 2021, não foi publicada nem sequer uma página nos últimos doze meses.
Continuando a falar de Top Ten, Boselli está presente pela 30ª vez, e ininterruptamente há 29 anos; Berardi atinge a 28ª presença, das quais as últimas 8 consecutivas; Burattini está no Top Ten pela 27ª vez, sendo quatro consecutivas; Ruju é presença assídua há 9 anos e está presente pela 18ª vez na sua carreira; Enoch alcança o Top Ten pela 8ª vez (6 consecutivas), Vigna pela 7ª vez (as últimas 3 consecutivas) e Rauch pela 4ª vez (a segunda consecutiva).
Stefano Vietti retorna ao Top Ten dos escritores mais prolíficos da Bonelli após uma ausência de três anos
Os veteranos
Entre os escritores publicados neste 2022 o veterano continua a ser Alfredo Castelli, que atingiu o seu 51º ano bonelliano, o BVZA destrona Bonelli pai cuja carreira bonelliana durou 50 anos (1941-1991); agora apenas o próprio Sergio Bonelli tem uma carreira de escritor mais longa do que Castelli nas edições bonellianas. Depois do criador de Martin Mystère, a militância mais longa na casa Bonelli é a de Giancarlo Berardi que comparece nos volumes da SBE há 45 anos; seguido de Maurizio Mantero, que estreou na editora dois anos depois, pelo que o lemos há 43 anos; Tiziano Sclavi, por sua vez está presente há 42, e precede Claudio Nizzi que comparece nesta classificação há 41. O já citado Castelli há já algum tempo que detém o recorde absoluto em termos de anos consecutivos de publicação; há precisos 46 anos, de 1977 até hoje, que lemos pelo menos uma história sua nos volumes bonellianos. Bonelli pai ficou-se pelos 42 anos consecutivos. Entre os autores publicados neste 2022, destacamos Luigi Mignacco que publica continuamente há 36 anos, seguido de Vigna (35 anos), Chiaverotti (34), Boselli (31), Burattini (30), Berardi (29), Ruju (28), Vietti (27), Enoch (26), Barbato e Mantero (25), Calza, Cajelli e Recagno (21).
Ressaltamos que nada de inédito de Tito Faraci foi publicado este ano, depois de 21 anos de publicação ininterrupta.
Castelli perde apenas para Sergio Bonelli como carreira bonelliana, mas é o primeiro por anos consecutivos de publicação.
Série por série
Prosseguimos com a lista dos escritores mais publicados em cada série, pelo menos daqueles com 350 páginas publicadas no ano que está a terminar.
Divulgamos de seguida uma tabela classificativa, com o número de páginas publicadas, e o número de vitórias anuais relativamente à série em questão.
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Em Il Commissario Ricciardi pela primeira vez temos Sergio Brancato como o autor mais publicado, que, apesar da primazia deste 2022, continua a ser o terceiro e último entre os escritores da série de banda desenhada dedicada ao personagem criado por Maurizio De Giovanni. A diferença é bem curta, apenas 96 páginas entre o primeiro e o último escritor da série. Na realidade, portanto, com apenas um episódio as hierarquias dentro da série podem ser alteradas.
Em contraste com Dampyr, não há dúvidas sobre quem é o escritor principal. Mauro Boselli é o argumentista com mais publicações pelo 22º ano de 23 de vida editorial do personagem. No ano da estreia no cinema, entre outras coisas, a presença de Boselli foi massiva: ele não produzia tantas páginas Dampyrianas desde 2008.
Luca Enoch pela sétima vez, a quarta consecutiva é o escritor mais publicado nas páginas de Dragonero, este ano a vitória sobre o colega Vietti é limitada: 16 páginas a mais. Poucas mas fundamentais. No final do ano, após uma série de ultrapassagens e contra-ultrapassagens com Vietti, é Enoch quem está no topo da classificação de todos os tempos de Dragonero, mesmo que apenas por 15 páginas.
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Silvia & Rita a dupla de argumentistas mais publicadas em álbuns de Dylan Dog datados de 2022
Silvia Mericone e Rita Porretto são as argumentistas mais publicadas nas edições de Dylan Dog no ano que acaba de terminar. Elas conquistam o seu primeiro “scudetto” graças à estreia na série regular com duas aventuras, um bis de Verão e um episódio para Old Boy. Como sempre, Giancarlo Berardi, que assina a quatro mãos todas as histórias de Julia, é o autor mais prolífico pelo 25º ano consecutivo. O seu ‘score’ no final de 2022 é de 19.900 páginas. Com o volume de Fevereiro, chegará presumivelmente à vigésima milésima página publicada com o seu nome na série da criminóloga bonelliana.
Nova entrada no álbum de ouro dos escritores mais publicados de Martin Mystère. Com 316 páginas Giovanni Eccher vence o seu primeiro título.
Claudio Chiaverotti, único escritor de Morgan Lost, é obviamente o escritor mais produtivo também este ano, e pela oitava vez consecutiva.
Bepi Vigna com 1.150 páginas é o escritor mais publicado em Nathan Never neste 2022. Com este título, o nono, alcança Stefano Vietti no número de “campeonatos” neverianos. Não obstante o seu recorde pessoalem termos de páginas publicadas, Vigna não alcança o recorde de páginas neverianas num só ano, que continua a pertencer a Vietti, escritor em 2006, de 1.228 páginas do personagem.
Giovanni Eccher este ano foi o principal escritor de Martin Mystère e Nick Raider
Giovanni Eccher escreve pela segunda vez o seu nome na lista de ouro deste 2022, graças às 423 páginas publicadas em Nick Raider; as mesmas atribuídas a Rigamonti visto que assinaram 4 volumes cada um mais um a quatro mãos; a este último porém foram subtraídas as 15 páginas publicadas antecipadamenteno Free Comics Book Day de 2020, portanto já contabilizadas há dois anos.
Dupla aparição também para Boselli que com 1.524 páginas, é também o mais publicado em Tex, pelo quarto ano consecutivo e pela décima quarta vez na carreira.
Moreno Burattini volta a destacar-se entre os escritores de Zagor, após um ano de ausência. Para ele trata-se do 28º título.
Os Anos Vinte
Assim como para os personagens vamos abordar a classificação da década. Estamos na terceira das dez etapas que nos dirão quais serão os escritores mais publicados dos Anos Vinte do Século XXI. Este é por agora o Top Ten do ranking que deriva da soma dos anos 2020 a 2022.
Obviamente Boselli, pelo menos por enquanto, não teme rivais. Ruju e Vigna com o resultado de 2022 também conquistam o pódio virtual da década. Assinalamos os avanços de Berardi e Rauch e os recuos de Burattini e Chiaverotti. Entra no Top Ten Vietti às custas de Calza, que caiu para o décimo segundo lugar.
All-Time Na classificação histórica (ou seja de Janeiro de 1941 até hoje), destacamos que graças às páginas publicadas este ano Berardi alcança o 8° posto ultrapassando Manfredi; Vigna supera o amico Medda no 14º posto; e Enoch ultrapassa Lavezzolo e atinge a 19ª posição. Um ano para ser recordado também por Vigna, por ter superado a marca das 15.000 páginas publicadas nos volumes bonellianos: é o 14º autor a superar esse patamar.
Por hoje é tudo. Se você perdeu, convidamo-lo a ler aprimeira partededicada às fantasmagóricas cifras bonellianas de 2022, e voltaremos a encontrar-nos em breve com todos os números dos desenhadores bonellianos e com os dados referentes aos capistas, coloristas e álbuns especiais de 2022.
A capa de Stefano Biglia para o Super Tex é adequada para representar o novo recorde de páginas anuais: 3.800
O final de cada ano é desde sempre o momento para fazer balanços. E, claro, Saverio Ceri não poderia deixar de nos dar os números totais relativos à produção Bonelliana ocorrida em 2022. Convidamos-vos a encontrar asedições anterioresda sua rubrica se acabou por as perder, pois estamos seguros que após estas novas estatísticas, ficarão tal como nós, à espera da próxima.
ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2022
Por Saverio Ceri
BONELLI 2022: SUPER TEX
Bem-vindos uma vez mais ao relatório anual dos números Bonelli.Como no ano passado, vamos dividir o resumo numérico da safra Bonelliana em vários capítulos.Nesta primeira parte trataremos dos dados gerais e das personagens.
O ano 2022 bonelliano no quesito páginas e volumes publicados parece ter sido o da estabilidade. O número global de páginas inéditas é muito semelhante ao do ano anterior, o que parece significar o fim da constante e substancial queda dos dois anos anteriores, com um tímido indício de recuperação. O ano de 2022 marcou momentos importantes para Martin Mystère, que atingiu a marca dos quarenta anos; para Dampyr, com o lançamento do filme; para Dragonero com o fim da temporada de “il ribelle” e com a estreia da série animada logo após o Natal na Rai2.
O cartaz do filme de Dampyr
Antes de descobrirmos este primeiro ranking de 2022 na íntegra, vamos renovar a premissa para os leitores que se deparam com esta rubrica pela primeira vez:
Aquelas que se seguem são classificações de quantidade, não de qualidade; são elaboradas considerando as páginas inéditas produzidas pela Sergio Bonelli Editore e publicadas exclusivamente pela própria editora Bonelli no decurso do ano. Não encontrarão assim todos os autores bonellianos, que dia após dia trabalham para a editora, mas apenas aqueles que nos últimos doze meses foram publicados; aparecerão assim autores que talvez já não trabalhem mais, mas cujas histórias ainda não tinham sido publicadas; não encontrarão também alguns autores que actualmente produzem material para a Sergio Bonelli Editore, mas cujas histórias não foram ainda programadas nas várias séries da editora italiana. Não encontrarão igualmente as páginas produzidas pela Bonelli, mas publicadas por outras entidades (como a recente mini-série de Tex no formato striscia publicada pela Gazzetta dello Sport), tal como não serão contabilizadas as páginas não inéditas, quer tenham sido publicadas em álbuns bonellianos ou não. Ou seja, de modo a uma melhor compreensão, não encontrarão os dados das várias histórias reimpressas em edições de livraria, mesmo que, como no caso de alguns cartonados de Dragonero, sejam contabilizadas as cores porque foram realizadas propositadamente para a ocasião, ou as histórias breves de Groucho republicadas num Dylan Dog Color Fest, originariamente publicadas na “caixa” Grouchomicon de 2017. Não encontrarão também nem sequer vestígios dos volumes Cmon, porque apesar de contar com autores da editora Bonelli, trata-se de uma produção internacional realizada pela Cmon através de um crowdfunding (financiamento colectivo) da qual a SBE, neste caso, é apenas o editor para Itália.
Ilustração de Alessio Moroni, para uma série que não se encontra contabilizada nesta rubrica. Na verdade, apesar de ser publicado na Itália pela Bonelli, com autores Bonelli, é produzido pela Cmon.
Os números
Em comparação com a safra de 2021, nos últimos doze meses registamos um aumento mínimo de cerca de setenta páginas inéditas publicadas, equivalente a +0,38%; este ano, de facto, pudemos ler 19.738 páginas inéditas dos personagens Bonelli. Sempre abaixo das vinte mil, facilmente superadas nos sete anos anteriores a 2021, mas pelo menos em contra-ciclo. Na tabela abaixo pode-se ver a evolução dos últimos 15 anos (colunas azuis), comparada com a soma das páginas dos três personagens mais publicados, normalmente Tex, Dylan Dog e Zagor (colunas vermelhas). Vê-se como a incidência dos personagens mais famosos, e suponhamos os mais vendidos, no número total de páginas publicadas tem, nos últimos tempos, aumentado progressivamente. Se há quinze anos os três principais heróis bonellianos correspondiam a 34% das páginas publicadas, hoje eles respondem por 47,41% com um aumento repentino nos últimos cinco anos. Traduzindo: a Bonelli aposta cada vez mais nos personagens consolidados e mais amados pelo público, pelo menos o das bancas.
Na realidade, se considerarmos apenas as publicações nas bancas, o trio Tex-Dylan-Zagor atingiria cerca de 53% do total das páginas. O número das páginas inéditas publicadas nas bancas neste ano é o menor registado desde 2009: “apenas” 17.153. Por outro lado, o número de páginas inéditas destinadas ao mercado livreiro é o maior registado desde a estreia da divisão que administra os volumes: 2.585 páginas, correspondendo a 13,10% do total, o melhor percentual de todos os tempos para o “ramo” livraria da Bonelli, como pode ser conferido na tabela abaixo.
Em números absolutos as páginas de banda desenhada publicadas nos volumes para livrarias em 2022 atingiram o número recorde de 12.016,67 em 67 volumes, quatro a mais do que no ano passado, mas dois a menos comparativamente com o ano recordista de 2020. Por ordem foram Tex,Zagor e Dylan Dog os personagens mais presentes nas livrarias por número de páginas. Se quisermos considerar apenas as 2.585 páginas inéditas as mais publicadas em livrarias foram Il Commissario Ricciardi, La cautela dei cristalli e Dragonero nas suas várias encarnações.
A tendência geral nas bancas parece ser focar nos clássicos, experimentar novos personagens nas livrarias e fazer álbuns cada vez mais “magros”. Com o lançamento da plataforma digital, não me surpreenderia que dentro de alguns anos a Bonelli decidisse publicar séries diretamente na web. Álbuns cada vez mais enxutos, porque apesar de terem sido 197 os volumes principalmente inéditos publicadas neste 2022, oito a mais que em 2021, ou seja +4,23%; a média de páginas inéditas por volume voltou a cair, situando-se em 100,19 páginas, 4,75% a menos que nos doze meses anteriores. O recorde de 2011, que se aproximava de 130 páginas por volume, está longe.
As séries e as personagens
As séries one-shot que encontraram espaço nos álbuns bonellianos neste 2022 foram 28, exactamente como no ano passado, incluindo 5 novidades absolutas: La cautela dei cristalli, um verdadeiro “manga” bonelliano; as adaptações em banda desenhada dos romances Nella perfida terra di Dio e The Gentleman’s Hotel; e por fim as mini-séries Mr.Evidence e Eternity.
Abaixo vê-se todos os personagens alinhados com base nas páginas inéditas que pudemos ler em 2022. A sigla “RS” ao lado do ranking indica que o resultado deste ano é o recorde histórico daquele personagem, se verde foi ultrapassado, se amarelo foi igualado.
Tex, é novamente o personagem mais publicado, pelo quinto ano consecutivo, pela 52ª vez na história da editora. Com as 3800 páginas inéditas de 2022 supera o recorde absoluto de páginas publicadas num ano por um único personagem. São em média 73 páginas por semana:de nenhum personagem no mundo, acho que tantas páginas são produzidas a cada 7 dias. O resultado foi alcançado graças à duplicação das edições do Tex Willer Special, que eleva de 34 para 35 o número de álbuns anuais do Águia da Noite.
O volume a mais deste 2022. Com esta publicação, Tex atinge este ano o recorde de 3800 páginas anuais. Ilustração da capa realizada por Maurizio Dotti
Atrás de Tex encontramos mais uma vez Dylan Dog, que volta a confirmar os 27 lançamentos anuais, superando pelo segundo ano consecutivo a marca das 3.000 páginas. Zagor mantém o terceiro posto tanto como número de páginas como de volumes inéditos publicados. A par dele, em número de publicações Dragonero, mas como estas em média têm menos páginas, mantém-se muito distante, cerca de 800 páginas atrás do Espírito da Machadinha. Por outro lado Ian Aranill ultrapassa Nathan Never no quarto posto na classificação anual. As três posições seguintes mantêm-se estáveis e no nono lugar encontramos Nick Raider que regressa ao Top Ten após uma ausência de 18 anos.
Nick Raider voltou este ano como protagonista de uma longa aventura em 10 capítulos.
Os anos vinte
O ranking da actual década é enriquecido com os dados de 2022. Na terceira etapa a diferença entre os três primeiros e o resto do grupo aumenta, Dragonero ultrapassa Julia no quinto lugar e, graças ao retorno das aventuras do jovem Ian, pretende, no próximo ano, ultrapassar também Nathan Never. Odessa e Morgan Lost ainda resistem no Top Ten, pelo menos neste ano, mas o comissário Ricciardi pode ultrapassá-los nos próximos 12 meses.
All-Time
No ranking histórico de 1941 até hoje, o único destaque em 2022 foi a dupla ultrapassagem de Dragonero a Magico Vento e Legs Weaver; com as 1.698 páginas deste ano, de facto, o personagem de Enoch e Vietti torna-se o décimo segundo mais publicado da editora. A subida ao Top Ten ainda é longa, para alcançar e superar Nick Rider, que também reforçou sua décima posição com a mini-série deste ano, Ian ainda precisa de mais 7.500 páginas de aventuras.
Aqui termina a primeira parte dos números Bonellianos do ano que está a findar.No segundo capítulo abordaremos os argumentistas Bonellianos mais publicados pela editora neste 2022.
Osman Hajdarević nasceu em 5 de Setembro de 1968 na cidade de Jezerski, município de Bosanska Krupa, Bósnia e Herzegovina.
No momento da agressão contra a Bósnia e Herzegovina, ele fazia caricaturas e, ocasionalmente, bandas desenhadas as quais ele continua a fazer, tendo várias que ainda não foram publicadas e algumas bandas desenhadas curtas entre as quais “Četiri pucnja za Sema Karsona” que foi premiada como o melhor desenho no Festival Internacional de Banda Desenhada de Veles na Macedónia.
“The Law of Life” (“A Lei da Vida”), história de Jack London, foi publicada, pela editora belga Bonte, na arte sequencial por Osman Hajdarević.
Ele se dedica à pintura, realizando bandas desenhadas e ilustrações de personagens western como Blueberry, Durango, Mc Coy, Ken Parker e Tex Willer e de personagens de outros géneros da Nona Arte.