Em Lisboa a Galeria Zé dos Bois exibe La Révolution R.S.V.P., a primeira exposição individual de Pablo Echaurren, em Lisboa, que tem a particularidade de conter VINHETAS E CAPAS DE TEX!!!!

La Révolution R.S.V.P. de Pablo Echaurren
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curadoria de Sara de Chiara e Natxo Checa

La Révolution R.S.V.P. de Pablo Echaurren

Fotografias: © Pedro Jafuno

No dia 27 de Maio, a Galeria Zé dos Bois inaugurou La Révolution R.S.V.P., a primeira exposição individual de Pablo Echaurren, em Lisboa. A exposição (que decorrerá até 9 de Setembro) tem como objectivo dar a conhecer a prática multifacetada do artista, especialmente a relacionada com os movimentos de contracultura em Itália nos anos 70, ao público português e internacional.

La Révolution R.S.V.P. reúne uma vasta selecção de trabalhos sobre papel – desenhos, colagens, fanzines – e outros – pinturas, assemblages, dioramas – do arquivo do artista em Roma, alguns dos quais são aqui apresentados publicamente pela primeira vez.

Um dos núcleos importantes na exposição é representado pelas obras de Echaurren de 1977-78, que corresponde ao período em que decidiu abandonar a sua carreira nas “artes” para servir no grupo dos “Indiani Metropolitani” – corrente criativa do movimento político de 1977 em Itália – em que o nome do artista se dissolve na dimensão colectiva e comprometida.

Criador de fanzines como Oask?! e Il complotto di Zurigo, onde afirma o seu signo, que mistura ilustração e escrita, citação culta e incursões pop em nome da ironia e do gosto pelo absurdo – visando uma desencantada e irónica visão da realidade – estendendo-se às capas dos livros, às fanzines, aos jornais como Lotta Continua, graffiti, romances gráficos e em centenas de cartazes.

A selecção de trabalhos de Echaurren apresentada na ZDB irá destacar o processo específico e intrigante de se inspirar na alta cultura oficial e de a traduzir para uma linguagem quotidiana, distorcendo-a de forma provocadora e escandalosa, através de um uso sofisticado do paradoxo e do humor.

A exposição ultrapassa a década de 1970 de modo a contar o complexo percurso artístico de Pablo Echaurren, desde os seus inícios, em 1969-70, com desenhos a tinta da china que emulavam a linguagem miniatural de Baruchello, até às suas mais recentes assemblages inspiradas nas novas descobertas sobre os Neandertais, passando por telas, colagens e papéis pintados datados entre 1980 e 2000.

De entre estes temas-chave estão: o manifesto poético do futurista “Parole in Libertà”, o pensamento de Marcel Duchamp, as Máquinas Celibatárias de Picabia, a hibridação de códigos, registos e campos semânticos, o fascínio pela pré-história, a deriva situacionista e o sentimento de estranheza, a transformação da linguagem como processo alquímico, a revolução da comunicação, a crítica da monetização da arte.

É a esta revolução “suave” que se refere o convite do título, La Révolution R.S.V.P., dirigido a todos nós. Um convite a pensar contra a corrente, fora da caixa e a aguçar o espírito crítico, que transparece de uma obra que se mantém actual e que recorre a um sentimento de estranheza, questionando ironicamente qualquer afirmação.

A exposição é acompanhada por um programa de projecções de filmes e documentários, com curadoria de Luciana Fina.

Projecto apoiado pelo Italian Council (11.ª edição, 2022), o programa destinado a apoiar a arte contemporânea no mundo, promovido pela Direcção-Geral da Criatividade Contemporânea do Ministério da Cultura Italiano.

‘La Révolution R.S.V.P.’, a primeira exposição de Pablo Echaurren em Lisboa. © Pedro Jafuno

‘La Révolution R.S.V.P.’, a primeira exposição de Pablo Echaurren em Lisboa. © Pedro Jafuno

‘La Révolution R.S.V.P.’, a primeira exposição de Pablo Echaurren em Lisboa. © Pedro Jafuno

‘La Révolution R.S.V.P.’, a primeira exposição de Pablo Echaurren em Lisboa. © Pedro Jafuno

‘La Révolution R.S.V.P.’, a primeira exposição de Pablo Echaurren em Lisboa. © Pedro Jafuno

‘La Révolution R.S.V.P.’, a primeira exposição de Pablo Echaurren em Lisboa. © Pedro Jafuno

‘La Révolution R.S.V.P.’, a primeira exposição de Pablo Echaurren em Lisboa. © Pedro Jafuno

‘La Révolution R.S.V.P.’, a primeira exposição de Pablo Echaurren em Lisboa. © Pedro Jafuno

‘La Révolution R.S.V.P.’, a primeira exposição de Pablo Echaurren em Lisboa. © Pedro Jafuno

‘La Révolution R.S.V.P.’, a primeira exposição de Pablo Echaurren em Lisboa. © Pedro Jafuno

‘La Révolution R.S.V.P.’, a primeira exposição de Pablo Echaurren em Lisboa. © Pedro Jafuno

‘La Révolution R.S.V.P.’, a primeira exposição de Pablo Echaurren em Lisboa. © Pedro Jafuno

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Como o ‘Águia da Noite’ soube do falecimento de Sergio Bonelli, por Roberto Festi e Giovanni Ticci

Em memória de… (Sergio Bonelli)

A página (36,3×25,5 cm), idealizada por Roberto Festi e desenhada pelo mestre Giovanni Ticci, em 2012, onde o chefe Navajo, Águia da Noite, soube do falecimento de Sergio Bonelli e que se encontra, devidamente emoldurada, pendurada na sala de Davide Bonelli, na Sergio Bonelli Editore: 

Em memória de… (Sergio Bonelli)

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Vídeos: Discursos e agradecimentos na inauguração da 8ª Mostra do Clube Tex Portugal, em Anadia

Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (vídeos)

Foi em ambiente festivo que pelas 15.00 horas do dia 29 de Abril deste ano decorreu, no Auditório do Museu do Vinho Bairrada, situado na cidade de Anadia, a Cerimónia de Inauguração da 8ª Mostra do Clube Tex Portugal, presidida por José Carlos Francisco, na presença do Exmº Sr. Director do Museu do Vinho Bairrada, o Dr. Pedro Dias, bem como dos vários convidados presentes e texianos em geral.

Cerimónia de Inauguração da 8ª Mostra do Clube Tex Portugal

A cerimónia teve início com um discurso inaugural da autoria do Presidente do Clube Tex Portugal, José Carlos Francisco, onde se deu as boas-vindas e se agradeceu aos presentes nesta Cerimónia de Inauguração, para além de se falar deste e de anteriores eventos realizados em Portugal, abordando um pouco da cavalgada de Tex pela Bairrada, assim como do relevo deste oitavo grande evento realizado pelo Clube que contou novamente com a presença de dois autores de Tex, tornando-se em mais um marco importantíssimo da sua ainda curta mas já brilhante história.

Seguiu-se a intervenção do Exmº Sr. Director do Museu do Vinho Bairrada, o Dr. Pedro Dias, agradecendo ao Clube Tex Portugal e aos consagrados desenhadores italianos Erasmo Dante Spada e Rossano Rossi , para além de augurar mais um evento de grande sucesso e desejando que esta 8ª Mostra do Clube Tex Portugal fosse um novo sucesso.

De seguida o director Mário João Marques apresentou a todos os presentes o desenhador Erasmo Dante Spada, que logo após tomou o uso da palavra sobretudo para agradecer (em italiano) o facto de ter sido convidado para tão especial acontecimento mostrando-se agradado por saber que também em Portugal a banda desenhada italiana, Tex em particular, ser muito apreciada, mostrando-se também muito agradado pela forma como ele e a sua esposa foram acolhidos em Portugal, mas também muito encantado com o local muito sugestivo desta 8ª Mostra do Clube Tex Portugal e de como a mesma foi organizada, afirmando ainda ter a certeza que passaria dois dias muito agradáveis com a simpática família texiana de Portugal, tudo isto traduzido depois por Júlio Schneider, o intérprete oficial do evento bairradino.

Depois foi a vez de Mário João Marques apresentar a todos os presentes o desenhador Rossano Rossi, que logo após também tomou o uso da palavra (em italiano) havendo também aqui a tradução das suas palavras por parte do prestigiado intérprete Júlio Schneider.

Para finalizar a memorável Cerimónia de Inauguração desta 8ª Mostra do Clube Tex Portugal e antes do Espumante de Honra (não nos esqueçamos que o evento foi na capital da Bairrada) oferecido pela Direcção do Clube Tex Portugal, foi exibido ainda um curto vídeo, realizado por Andreia Sofia Francisco, sobre as anteriores presenças dos autores de Tex no nosso país mostrando o porquê de Anadia ter assumido o estatuto de Capital Portuguesa do Tex!

Video Tex: Mauro Boselli apresenta “Cercatori di piste”!

Curador da série e argumentista do volume, Mauro Boselli prestou-se a uma apresentação vídeo do oitavo número de “Le Grandi Storie Bonelli“, que repropõe uma aventura de Tex publicada originalmente em 1995.

Chegado às bancas italianas no dia 1 de Junho, o oitavo número de Le Grandi Storie Bonelli rea presenta uma aventura de Tex escrita por Mauro Boselli para os desenhos de Carlo Raffaele Marcello publicada originariamente em 1995, “Cercatori di piste“.

No vídeo que se encontra abaixo, é o próprio Mauro Boselli quem conta como nasceu nele a ideia para esta história e o que o leitor poderá descobrir lendo as 240 páginas que compõem o volume.