Neste belo desenho nocturno, de Claudio Villa, vemos no interior da paliçada, Tex e elementos da Real Polícia Montada do Canadá, os denominados Casacas Vermelhas, com a ajuda de um canhão, defendendo-se heroicamente, durante o dramático assédio por parte de índios Mohawks e Saks, comandados por Dente de Cão a serviço da “Mão Vermelha”, ao Forte Kinder.
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #7 e inspirado na história, “L’Orma della Paura” de G. L. Bonelli e Galleppini (Tex italiano #10 e #11).
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Argumento de Mauro Boselli e desenhos de José Ortiz, com capa de Claudio Villa. Com o título original Sulla Pista di Fort Apache, a história foi publicada em Itália nos nº 458 a 460 e no Brasil pela Mythos Editora nos nº 373 a 375.
O Arizona encontra-se a ferro e fogo, uma vez que um grupo de apaches rebeldes chefiados por Chunz luta contra o exército americano instalado em Forte Apache. Cansado dos métodos repressivos do tenente Parkman, Cardona, o chefe dos índios coioteiros, vai abandonar a sua reserva em Forte Apache e juntar-se a Chunz, apesar de não partilhar nem aprovar o ódio radical que este nutre pelos brancos. Entretanto, uma patrulha de soldados conduz Liz Starret que chegou ao Arizona para se encontrar com Parkman, o seu noivo, mas cai numa cilada, sendo salva por Tex e Tigre que estão na região para resgatar alguns jovens navajos que se juntaram a Chunz. Ingredientes quanto baste para um ambiente tenso e violento, onde Tex vai jogar muita da sua perícia e diplomacia como Águia da Noite.
Índios confinados a reservas onde não são permitidas muitas das suas práticas e tradições parece ser um tema recorrente na saga texiana. G.L. Bonelli tratou por diversas vezes da temática, criticando sempre de modo bem vincado a pouca dignidade com que Washington tratou as tribos índias. Boselli vai buscar um pouco destas raízes bonellianas e constrói uma aventura plena e grandiosa, uma verdadeira epopeia. No ambiente que a rodeia, com um forte isolado em pleno território controlado por índios rebeldes; no estoicismo de alguns em defesa de valores; pela relação que se estabelece entre duas personagens (Liz e Laredo) que se opõem numa primeira fase e que é digna dos melhores clássicos do género; ou ainda pelo conjunto de sentimentos contraditórios, como o ódio índio ao branco ou a repulsa por métodos inflexíveis em defesa de políticas emanadas dos gabinetes de Washington.
Esta real capacidade de Boselli em saber sempre ir mais além dos cânones texianos, começa sempre na natural habilidade do autor em construir personagens, conferindo outra densidade e alcance às aventuras do ranger. Repare-se, por exemplo, que a ausência de Carson é notavelmente compensada pela personagem de Laredo, um batedor do exército que passa por toda a aventura como um verdadeiro aliado de Tex, compreendendo-o, auxiliando-o e sustentando toda a acção de Águia da Noite. Numa só aventura, Laredo assume-se como uma personagem marcante, por força da sua vincada personalidade. Boselli também marca pontos com a composição do tenente Parkman, um oficial inflexível, cujo ódio aos índios não lhe permite actuar na melhor defesa dos interesses dos homens que comanda, preferindo sempre adoptar uma postura que lhe granjeie outros voos na sua carreira. Em Parkman Boselli representa toda a cegueira e a prepotência de Washington e só quando acossado e diante de uma inevitável derrota, consegue afinal destrinçar o real do acessório.
Também o traço de Ortiz contribui, e de que maneira, para a dinâmica da aventura. Ortiz consegue sempre expressar no papel a plenitude de sentimentos e o dramatismo da acção, construindo personagens de modo expressivo notável, com especial realce para a caracterização física do bando que vende armas aos rebeldes, onde o autor espanhol adopta um profundo maniqueísmo que nos habituámos a ver, por exemplo, em Ticci. Ágil e nervoso, o seu desenho marca pontos nas cenas nocturnas, onde os seus pretos intensos e carregados conseguem ampliar o suspense da acção, conferindo-lhe ainda uma maior carga dramática.
No fundo, uma aventura vivamente aconselhada a todos os amantes do verdadeiro western.
Texto de Mário João Marques (Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Desenho onde Claudio Villa mostra um grande e sagrado puma, libertado pela horrenda Yauka, a mando do seu filho Toba, o fanático sacerdote da seita do “Deus Puma”, atacando Tex, que se defende com um punhal (dado pelo pequeno e bravo Alce Pequeno, filho de Minoba).
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #6 e inspirado na história, “La Freccia della Morte“ de G. L. Bonelli e Galleppini (Tex italiano #9).
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É com natural e imensa satisfação que o nosso blogue recebeu uma mensagem do grande Claudio Villa. Uma mensagem que deixamos aqui na sua língua materna, mas também a respectiva tradução, para que todos, sem excepção, possam usufruir na plenitude as suas palavras. O nosso muito obrigado a tão grandioso artista. Grazie Claudio!
In queste immagini ho cercato di ”incontrare” il Tex più autentico: la Leggenda. Quel Tex che è nel cuore di ogni lettore dalla prima storiain cui lo ha incontrato e da cui è stato “rapito”. E immagine dopo immagine il suo “ritratto” si va sempre più chiarendo nella matita. Con la convinzione che il lettore che è dentro di me guida la matita del disegnatore che lavora….
Ciao!
Claudio Villa
Nestas imagens procurei “encontrar” o Tex mais autêntico: a Lenda. Aquele Tex que está no coração de cada leitor desde a primeira história lida e por quem foi “capturado”. E imagem após imagem o retrato de Tex fica cada vez mais claro no papel.
Com a convicção de que o leitor que está dentro de mim guia o lápis do desenhador que trabalha. Claudio Villa
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Neste desenho, Claudio Villa retrata a cena em que a jovem e bela índia Lilyth, filha única de Flecha Vermelha, o chefe dos Navajos, salva Tex, que estava amarrado no poste dos martírios, da morte certa, quando ela interrompe a dança da morte e pede Tex em casamento, salvando-lhe assim a vida.
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #5 e inspirado na história, “Il Salto del Diavolo” de G. L. Bonelli e Galleppini com a colaboração de Guido Zamperoni (Tex italiano #7 e #8).
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