Blogue português do Tex em ruptura

Pards,
o sucesso do blogue português do Tex tem sido tanto que hoje, dia 22 de Abril, pela tarde o limite de transferências de imagens permitidas foi ultrapassado (e não nos esqueçamos que já estamos a usar um plano pago, precisamente para ter uma capacidade de transferências bem maior) daí o blogue ter entrado em ruptura… a continuar assim, cremos que em breve teremos que pagar mais para disponibilizar aos visitantes um limite maior para as transferências disponíveis mensalmente, que no presente está com um limite de quota de transferências de 4 GB.

É o preço do sucesso, já que praticamente dia a dia, aumenta o número de visitantes do blogue e dos 4 “cantos” do mundo, como temos vindo a constatar através da estatísticas do blogue…

Vamos estudar nos próximos dias como “resolver” a situação, prometendo ser o mais rápido possível na resolução deste “bom problema” e pedindo desculpas a todos pelo incómodo causado.

Mário Marques / José Carlos Francisco

Novo cabeçalho do blogue português do Tex

O blogue português do Tex, inaugura um novo cabeçalho que identifica de imediato o blogue com Portugal, um pedido manifestado por alguns visitantes de origem portuguesa e que o nosso pard brasileiro Geraldo Guilherme Carsan, mais conhecido por GG Carsan, deu vida com a montagem que podemos ver tanto no cabeçalho do blogue, como logo abaixo destas linhas e que prova também que apesar do blogue ser de origem portuguesa é um blogue do Tex, do mundo e feito para o mundo e por isso todas as colaborações são bem vindas, independentemente do país de origem e queremos que este blogue seja de todos os que a ele acederem de modo a que haja cada vez mais uma interacção, que pretendemos seja ampla e aberta a todos.

Cabeçalho

Neste novo cabeçalho podemos ver da esquerda para a direita, o também novo logótipo do blogue, onde as cores verde e vermelha da bandeira portuguesa estão bem presentes; Tex desenhado por Fabio Civitelli caminhando com o mapa de Portugal por trás; Tex desenhado por Claudio Villa dando as boas vindas a todos os Texianos do mundo que nos visitam; uma das mais belas capas da saga de Tex, inclusive considerada recentemente pelo Claudio Villa como uma das mais belas capas feitas pelo próprio e que também é muito apreciada pelos responsáveis do blogue, tanto que foi a imagem que durante muitos meses e desde o seu início foi a escolhida para cabeçalho do blogue e finalmente a imagem da única edição de Tex produzida em Portugal.

Esperamos que a nova imagem do blogue seja do agrado da maioria dos Texianos e queremos também agradecer em nome do blogue português do Tex ao pard GG Carsan por mais este trabalho em prol do TEX!

Mário João Marques / José Carlos Francisco

Póster Tex Nuova Ristampa 45

Póster Tex Nuova Ristampa 45

Neste desenho de Claudio Villa, vemos Tex Willer, no interior de um grande salão do Templo Asteca situado num vale secreto da Serra de Hueso, observando escondido atrás de uma coluna, a princesa Esmeralda, também chamada de filha do Jaguar, a última descendente dos Montezuma, presidindo à cerimónia da purificação.

Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #43 e inspirado na história, “Formiche rosse” de G. L. Bonelli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #76 e #77).
(Para aproveitar a extensão completa do póster clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

Almanaque Tex 30: O Preço da Honra

Almanaque Tex 30 - Testemunha de AcusaçãoArgumento de Claudio Nizzi, desenhos de Andrea Venturi e capa de Claudio Villa.
Com o título original Documento d’accusa, a história foi publicada em Itália nos nº 548 e 549 de Tex inédito e no Brasil pela Mythos Editora no Almanaque Tex nº 30.

O jovem apache Santos abate a sangue frio o General Marcus Leland, quando este passava em revista o exército instalado em Forte Defiance. Este crime é tão atroz como inacreditável e ninguém suspeitaria que um dos melhores batedores do exército pudesse cometer semelhante acto. Tex é chamado ao forte e para descobrir as razões que levaram Santos a este gesto, tem que mergulhar nas brumas de um passado doloroso. Uma história que o ranger vai contar a Carson e a Kit, uma viagem aos tempos de Natay, o pai de Santos.

Arte de VenturiCom esta aventura, Nizzi faz uma clara alusão a Apache Kid, onde G.L. Bonelli narrava a perseguição movida pelo exército a um guerreiro apache. Bonelli utilizou uma personagem verídica da História americana, narrando as injustiças de que foi alvo por parte de militares, tornando-se num foragido. Nizzi utiliza o mesmo meio, os mesmos alicerces e socorre-se de outro artifício, o flash-back. A aventura é narrada quase sempre no passado para melhor tentarmos compreender o futuro, cabendo a nós leitores estarmos na mesma posição de Carson e Kit Willer que nunca viveram os acontecimentos narrados por Tex. Também o protagonismo da aventura é agora amplamente assumido por Natay, remetendo-se Tex a um papel menos preponderante e seguramente mais impotente que na aventura escrita por Bonelli.

Tex de VenturiPor isso, não sem alguma razão, Nizzi dá o flanco expondo-se uma vez mais às múltiplas críticas dos mais conservadores. Se na aventura bonelliana Tex fazia tudo ou quase tudo para ajudar o amigo rebelde, desta vez deixa os militares imporem a lei, justa ou injusta, destinando Santos a um caminho desde logo traçado pelo seu acto. No entanto, a aventura tem outra leitura, a da perseguição movida a Natay, tornando-o no verdadeiro protagonista. A sua vida, os seus feitos, a sua personalidade, os seus códigos, tudo nos é contado em flash-back e facilmente aceitamos estar em presença de alguém cuja conduta se rege por princípios concretos e honrosos. Alguém que foi destinado a uma vida errante pelas injustiças de brancos ou pelas traições de quem com ele convivia, tornando-se num verdadeiro pesadelo para o exército, porque jurou lavar a sua honra. Tex pode não assumir a mesma espessura bonelliana, abstendo-se de uma intervenção tão acentuada, mas a verdade é que Nizzi consegue construir uma aventura dramática e apelativa no sentido em que expõe a nu contradições e sentimentos que permitiram muitas injustiças.

Tex por VenturiVenturi assume-se de aventura para aventura como um grande desenhador de Tex. Pelo facto de revelar aptidões próprias, mas também porque vai mergulhando na personagem dominando cada vez melhor a figura texiana. Venturi exprime-se espectacularmente nos vários cenários da aventura: nas paisagens do velho oeste, como o pueblo, os desfiladeiros ou Monument Valley, nas montanhas carregadas de neve ou em cenas de interior. Senhor de um traço elegante e muito seguro, Venturi constrói personagens rigorosas e marcantes, sendo de destacar a figura de Natay que assume fisicamente todo o retrato psicológico delineado por Nizzi. Só lamentamos que o seu ritmo de trabalho algo lento nos prive de trabalhos com mais regularidade.

Texto de Mário João Marques