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Entrevista exclusiva: FABIO CIVITELLI (após Moura)
Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Mário João Marques na formulação das perguntas e de Gianni Petino e Júlio Schneider na tradução e revisão.
Fabio Civitelli, o homenageado estrangeiro deste ano do XVI Salão Internacional de BD de Moura, que decorreu na bela e simpática cidade alentejana, entre 26 de Maio e 3 de Junho, onde recebeu o troféu Balanito de Honra, cativou todos com a sua simpatia e simplicidade, nunca negando um autógrafo, um sorriso, uma foto ou um desenho às dezenas de ávidos apaixonados da nona arte que o rodeavam durante as sessões de autógrafos, concedeu-nos após o seu regresso a Itália, uma nova entrevista, para nos falar sobretudo (mas não só) da experiência que foi esta sua presença em Portugal.
EIS A ENTREVISTA INTEGRAL:
Fabio, que impressão lhe deixou o Salão Moura BD? Esperava mais ou menos do que aquilo com que se lhe deparou?
Fabio Civitelli: Eu esperava uma óptima acolhida, mas certamente não a grande simpatia e amizade que me foram demonstradas durante a minha permanência na bonita cidade portuguesa: foi uma bela surpresa que tornou especial a minha estadia em Moura.
A sua empatia com o público português foi maravilhosa e não será esquecida facilmente por aqueles que visitaram o Moura BD (como se pode confirmar através dos comentários no blogue português do Tex, onde a sua amabilidade e a sua atenção para com o público são merecidamente reconhecidas). O público, aliás, presenteou-o com uma enorme ovação quando recebeu o Troféu Balanito. O que sentiu no momento em que recebeu o prémio e o que ele significa para si?
Fabio Civitelli: Para mim foi um momento muito importante. Eu dei-me conta de que, em tantos anos de trabalho, consegui comunicar alguma coisa aos meus leitores, mas ao mesmo tempo este prémio representou para mim o início de uma fase nova e mais criativa da minha actividade: é claro que trabalhar na BD chamada “comercial” não impede a um autor motivado de fazer experiências, renovar e melhorar a qualidade dos próprios desenhos, e a partir de agora sinto que preciso atender às expectativas do meu público fazendo um produto sempre melhor.
Depois de já ter participado em numerosos eventos em Itália, estava à espera desta recepção e deste carinho dos leitores portugueses?
Fabio Civitelli: Depois de tantos anos de mostras em Itália acabei por conhecer muitos leitores de Tex, mas o público português era para mim uma incógnita (com excepção do amigo José Carlos Francisco que participa bastante dos fóruns italianos dedicados a Tex, e que sempre me envia os seus comentários positivos); porém o apreço demonstrado em relação ao meu trabalho, como eu já disse, foi até comovente.
Como explica o facto de Fabio Civitelli, sendo um artista de enorme qualidade e com tantos anos de carreira, ter recebido em Moura apenas o primeiro troféu individual da sua carreira?
Fabio Civitelli: Nas grandes manifestações italianas de BD costuma-se preferir quem trabalha nos quadradinhos “de autor” (se esta distinção ainda faz sentido nos dias de hoje) e não se aprecia muito quem trabalha com BD popular e tem um estilo considerado “normal”, mas apesar disso eu espero melhorar ainda mais e quiçá consiga.
Notamos que, durante o salão, confraternizou muito, não só com o público mas também com algumas personalidades importantes da banda desenhada portuguesa (autores, argumentistas, críticos…). Essa troca de experiências foi positiva? E como foi comunicar numa língua diferente da sua?
Fabio Civitelli: Não nego que o problema da língua preocupava-me, inclusive até comprei um pequeno dicionário que estudei durante a viagem, mas na verdade as nossas línguas são bastante semelhantes e não foi muito difícil entendermo-nos, também considerando que muitas das pessoas que conheci falavam um pouco de italiano. Conhecer muitos autores importantes da BD portuguesa representou um dos momentos de destaque da minha visita e permitiu-me compreender que as problemáticas e as expectativas desta profissão são as mesmas em todos os lugares e os autores têm muitas experiências comuns no trato com os editores e com o público. E também quero aproveitar esta entrevista para agradecer a Jorge Magalhães pelas belas palavras e a competência com que falou do meu trabalho e do meu estilo. Os elogios recebidos de uma pessoa tão experiente (como também o demonstra a bela publicação sobre a BD western portuguesa editada por ocasião do Salão de Moura) foram um grande prazer e permanecerão como uma lembrança indelével.
Quais as principais diferenças que encontrou no Salão de Moura e as que habitualmente encontra nos salões italianos?
Fabio Civitelli: As principais mostras italianas de BD são essencialmente comerciais que também apresentam secções culturais mais ou menos grandes, mas em Moura a secção cultural e de divulgação era predominante, e apesar disso atraiu leitores e fãs de todas as regiões do país. Logo, pode-se dizer que foi um sucesso notável.
O que sentiu ao encontrar à venda em Portugal, edições de Tex, oriundas do Brasil, desenhadas por si? E ao ver que o seu nome constava em algumas das capas, havendo inclusive algumas com desenhos seus?
Fabio Civitelli: Aquando da minha chegada a Portugal fui acompanhado por Carlos Rico e José Carlos Francisco a visitar a bela cidade de Évora, onde estava em curso uma pequena Feira do Livro: para minha grande surpresa encontrei expostos muitos exemplares de Tex editados no Brasil. Foi realmente emocionante ver os meus desenhos assim tão longe de casa, e as revistas de Tex assim tão difundidas nos quiosques!
Sobre as capas brasileiras, o mérito de ter publicado algumas imagens feitas por mim para às vezes suprir a falta das capas originais, por certo é obra de Dorival Vitor Lopes, o editor brasileiro de Tex, que conheci em Moura e a quem mando um caloroso abraço. Ele também mostrou apreciar muito o meu trabalho e, segundo ele, o mesmo vale para a maior parte dos leitores brasileiros.
Na SBE após o seu regresso, houve interesse de Sergio Bonelli em saber como tinha corrido o Salão?
Fabio Civitelli: Assim que retornei à Itália, Sergio Bonelli em pessoa telefonou-me para saber as minhas primeiras impressões, e depois, no mês de Julho, fui encontrá-lo pessoalmente na redacção e fiz-lhe um relato detalhado, acompanhado de muitas fotografias feitas por mim e por José Carlos Francisco. Devo dizer que Bonelli ficou muito satisfeito, tanto com a estrutura da mostra quanto com a acolhida que me foi reservada.
Houve repercussões na Itália, relativamente ao Salão de Moura, devido à sua presença e à antestreia mundial de quinze novos desenhadores de Tex?
Fabio Civitelli: Na verdade muitos leitores espantaram-se com o facto de uma importante apresentação de tantos novos autores não ter sido feita na Itália, e esperam poder vê-la também num dos vários salões de BD italiana, porque ao verem as fotos em vários sítios na Internet, a consideraram uma das mais interessantes dos últimos anos.
Com que impressão ficou sobre estes novos desenhadores, ao ver as suas primeiras pranchas, já que para si, a larga maioria, também era novidade? E como vê esta entrada de tantos novos desenhadores para o staff de Tex? Será que isto pode marcar uma nova fase na vida da série?
Fabio Civitelli: Certamente está a iniciar-se um período de renovação da série: já há algum tempo que Sergio Bonelli busca novos desenhadores, convicto de estarmos às portas de uma troca de gerações. Com efeito a equipa de desenhadores de Tex apresenta alguns autores com mais de setenta anos e uma idade média superior a todas as outras séries. Logo, testar tantos novos autores foi uma decisão de olho no futuro mas também necessária. Nós os veremos estrear em dois ou três anos, e talvez nem todos fiquem de forma permanente com Tex, mas a série contará com uma equipa numerosa que poderá garantir a produção por muitos anos futuros, com uma apreciável renovação do ponto de vista gráfico.
Como vê o futuro de Tex? Acha que também deverá haver entrada de novos argumentistas? Isso poderia fazê-lo regressar a si, à escrita de aventuras do herói?
Fabio Civitelli: O ingresso de novos argumentistas não é só um desejo mas já uma realidade concreta. Se os novos desenhadores trazem uma lufada de ar fresco do ponto de vista gráfico, muito mais decisivo será o peso de novos escritores: desses, Tito Faraci já estreou há poucos meses com resultados animadores, Pasquale Ruju está retornando ao Tex depois de ter escrito um Almanaque e há pouco ter completado a sua mini-série Demian, e eu próprio há poucos meses comecei a desenhar uma história escrita por Gianfranco Manfredi, o óptimo autor de Mágico Vento que, na minha opinião, poderá levar a uma certa renovação da personagem, mas espelhando-se no período das histórias clássicas de G. L. Bonelli. Por ora esta história está parada na página 56, mas eu pretendo voltar a ela assim que concluir a edição comemorativa dos 60 anos, podendo concluí-la até 2009. Se depois se abrir um espaço para mim, tentarei novamente apresentar-me como argumentista. Quem viver, verá. Talvez ainda não se perceba nos quiosques, mas a série recebe fortes ventos de renovação, e isto deixa-me muito optimista com relação ao futuro.
Apesar de ter estado três dias em Portugal, acabou por ter pouco tempo para conhecer o nosso país. Durante essa breve estadia, o que lhe ficou mais marcado na memória?
Fabio Civitelli: Por paixão e também porque me é de grande ajuda no meu trabalho, sempre me interessei por fotografia, e também desta feita não deixei de fazer muitas imagens em Moura e Évora: fiquei bastante impressionado com o branco resplandecente das casas (que lembram-me as do sul da Itália) e do intenso azul do céu, destacado por uma luz límpida e clara.
Valeria a pena regressar a Portugal, para visitar uma das próximas edições do Salão de Moura?
Fabio Civitelli: Certamente, eu ficaria muito feliz.
Se em 2008, ano do sexagésimo aniversário de Águia da Noite, houver outra Mostra de Tex a realizar em Portugal, estaria disponível para regressar, caso fosse convidado, até por ser o desenhador da história comemorativa dos 60 anos, que será editada em Setembro de 2008?
Fabio Civitelli: Como eu disse, ficarei muito feliz por voltar à bela cidade de Moura ou a qualquer outra cidade portuguesa, e também seria um belo modo de festejar a publicação desta edição especial que muito prezo e na qual estou a trabalhar com dedicação total.
Para finalizar, pode nos dizer em que ponto se encontra a tão aguardada história dos 60 anos, que será bem especial, tanto nos desenhos como na cor?
Fabio Civitelli: Acabei de desenhar a página nº 72 (recordo que será uma aventura numa única edição) e pretendo concluí-la no início de Dezembro. Haverá tempo suficiente para os trabalhos de colorização, dos quais espero fazer a supervisão. Mas devo dizer que o facto dela ser especial não se limita ao desenho e às cores: a história será perfeitamente adequada a um número comemorativo, e veremos um Tex jovem, recém-casado com a bela Lilyth, que viverá com ela uma aventura contra uma tribo de Apaches.
Fabio, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
Fabio Civitelli: Obrigado a todos vocês pelo espaço que me concederam.
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Intervista esclusiva: FABIO CIVITELLI
Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Mário João Marques per la formulazione delle domande e di Gianni Petino e Júlio Schneider per le traduzioni e revisione.
Fabio Civitelli è stato l’invitato straniero di quest’anno al XVI Salone Internazionale del fumetto di Moura svoltosi nella bella e simpatica città dell’Alentejo tra il 26 maggio ed il 3 giugno. Lì ha ricevuto il trofeo Balanito d’onore, ed è stato ammirato da tutti per la sua simpatia e semplicità: non ha mai negato un autografo, un sorriso, una foto o un disegno alle decine di avidi appassionati della nona arte che lo hanno circondato durante le sessioni di autografi. Fabio Civitelli è stato così gentile da concederci, dopo il suo rientro in Italia, una nuova intervista per parlarci soprattutto, ma non solamente, della sua esperienza in Portogallo.
ED ECCO L’INTERVISTA INTEGRALE:
Fabio, quale impressione ti ha lasciato il Salone Moura BD? Ti aspettavi di più o di meno di quanto si è verificato?
Fabio Civitelli: Mi aspettavo una ottima accoglienza ma certamente non la grande simpatia e l’amicizia che mi sono state dimostrate durante la mia permanenza nella bella cittadina portoghese: è stata una bella sorpresa che ha reso speciale il mio soggiorno a Moura.
La tua empatia con in pubblico portoghese è stata meravigliosa e non sarà facilmente dimenticata da coloro che hanno visitato il Moura BD (come si può vedere dai commenti sul blog portoghese di Tex, in cui la tua amabilità e la tua attenzione nei confronti del pubblico sono meritatamente riconosciuti). Il pubblico, peraltro ti ha gratificato con una grande ovazione quando hai ricevuto il Trofeo Balanito. Cos’hai provato in quell’istante e cosa significa per te?
Fabio Civitelli: Per me è stato un momento molto importante. Mi sono reso conto di essere riuscito in tanti anni di lavoro a comunicare qualcosa ai miei lettori, ma allo stesso tempo questo premio ha rappresentato per me l’inizio di una fase nuova e più creativa della mia attività: lavorare al fumetto cosiddetto “commerciale” non impedisce certo ad un autore motivato di sperimentare, rinnovare e migliorare la qualità dei propri disegni, e da ora in poi sento di dover tener fede alle aspettative del mio pubblico dando un prodotto sempre migliore.
Dopo avere partecipato a numerosi eventi in Italia, ti aspettavi questo ricevimento ed affetto da parte dei lettori portoghesi?
Fabio Civitelli: Dopo tanti anni di mostre in Italia ho finito per conoscere molti lettori di Tex, ma il pubblico portoghese per me era una incognita (con l’eccezione dell’amico José Carlos Francisco che interviene spesso nei fórum italiani dedicati a Tex, e non mi fa mancare mai i suoi commenti positivi) ma l’apprezzamento che ha dimostrato nei confronti del mio lavoro, come ho già detto, è stato addirittura commovente.
Come spieghi il fatto che Fabio Civitelli, artista di enormi qualità e con tanti anni di carriera, abbia ricevuto a Moura solamente il primo trofeo ad personam della sua carriera?
Fabio Civitelli: Nelle grosse manifetazioni fumettistiche italiane spesso si tende a preferire chi lavora nel fumetto “d’autore” (se questa divisione ha ancora un senso al giorno d’oggi) e non si considera molto chi lavora nel fumetto popolare e ha uno stile tutto sommato “normale”, nonostante questo spero di migliorare ancora e magari qualcosa arriverà.
Abbiamo notato che durante il salone hai fraternizzato molto non solo con il pubblico, ma anche con alcune personalità importanti del fumetto portoghese (autori, critici, soggettisti…): questo scambio di esperienze è stato positivo a tuo avviso? E come ti sei trovato con la lingua diversa dalla tua?
Fabio Civitelli: Non nego che il problema della lingua mi creasse qualche preoccupazione, e infatti mi ero comprato un piccolo vocabolario che mi sono studiato durante il viaggio, ma in realtà le nostre lingue sono piuttosto simili e non è stato poi difficile intendersi, considerando anche che molte delle persone che ho conosciuto parlavano un pò di italiano. Conoscere molti importanti autori del fumetto portoghese ha rappresentato uno dei momenti salienti della mia visita e mi ha permesso di capire che le problematiche e le aspettative di questa professione sono dappertutto le stesse e gli autori hanno molte esperienze comuni nel rapporto con gli editori e con il pubblico.
In più voglio approfittare di questa intervista per ringraziare Jorge Magalhães per le belle parole e la competenza con la quale ha parlato del mio lavoro e del mio stile. I complimenti ricevuti da una persona cosi esperta (come dimostra anche la bella pubblicazione sul fumetto western portoghese edita proprio in occasione del Salone di Moura) mi hanno fatto molto piacere e resteranno un ricordo indelebile.
Quali sono state le principali differenze che hai incontrato tra il Salone di Moura e ciò che avviene abitualmente nei saloni italiani?
Fabio Civitelli: Le principali rassegne fumettistiche italiane sono essenzialmente delle mostre mercato che presentano anche delle sezioni culturali più o meno vaste, mentre a Moura la sezione culturale e divulgativa era predominante, e nonostante questo ha attirato lettori e fan da tutte le regioni del paese, quindi si puo dire che ha registrato un notevole successo.
Cosa hai provato trovando che in Portogallo vengono vendute edizioni di Tex disegnate da te provenienti dal Brasile? E vedendo che il tuo nome era presente in alcune copertine, alcune delle quali con tuoi disegni?
Fabio Civitelli: La sera del mio arrivo in Portogallo sono stato accompagnato da Carlos Rico e da José Carlos Francisco a visitare la bella città di Évora, dove era in corso una piccola Fiera del Libro: con mia grande sorpresa ho trovato sulle bancarelle molti numeri di Tex edito in Brasile: è stato veramente emozionante vedere i miei disegni così lontano da casa, e gli albi di Tex così diffusi anche nelle bancarelle!
Riguardo alle copertine brasiliane il merito di aver pubblicato delle mie immagini per supplire alla mancanza, a volte, delle copertine originali è sicuramente di Dorival Vítor Lopes, l’editore brasiliano di Tex, che ho conosciuto a Moura e a cui mando un caloroso saluto. Anche lui ha espresso molto apprezzamento per il mio lavoro, e questo vale, a suo dire, per la maggior parte dei lettori brasiliani.
Al tuo rientro in SBE c’è stato un interesse da parte di Sergio Bonelli per sapere come era andato il Salone?
Fabio Civitelli: Appena tornato in Italia, Sergio Bonelli in persona mi ha chiamato per sapere le mie prime impressioni a caldo, poi, nel mese di Luglio, sono andato a incontrarlo personalmente in redazione e gli ho fatto un resoconto dettagliato, accompagnato da numerose fotografie realizzate da me e da José Carlos Francisco. Devo dire che Bonelli è rimasto molto soddisfatto sia dell’allestimento delle mostre che della accoglienza che mi è stata riservata.
Ci sono state ripercussioni in Italia circa il Salone di Moura, a causa sia della tua presenza che della presentazione in anteprima mondiale di 15 nuovi disegnatori di Tex?
Fabio Civitelli: A dire la verità molti lettori si sono stupiti di come una importante presentazione di così tanti nuovi autori non si sia svolta in Italia, e si augurano di poterla vedere anche in uno dei tanti saloni del fumetto italiani, perché avendone visto le foto su numerosi siti internet, l’hanno considerata una delle più interessanti degli ultimi anni.
Qual’è stata la tua impressione su questi nuovi disegnatori, guardando i loro primi lavori, dato che anche per te erano in gran parte una novità? E come vedi questa entrata di tanti nuovi disegnatori per lo staff di Tex? Potrebbe esserci secondo te una nuova fase nella vita della serie?
Fabio Civitelli: E’ in arrivo sicuramente un período di rinnovamento della serie: già da un pò di tempo Sergio Bonelli ha intrapreso la ricerca di nuovi disegnatori, convinto di essere in procinto di un cambio generazionale. In effetti lo staff di disegnatori di Tex presenta alcuni autori ultra settantenni e una età media superiore a tutte le altre testate.
Quindi far provare così tanti nuovi autori è stata una scelta lungimirante ma obbligata. Nel giro di due o tre anni li vedremo esordire: non tutti forse rimarranno in pianta stabile, ma alla fine la serie potrà contare su uno staff numeroso che potrà garantire la produzione per molti anni a venire, con apprezzabile rinnovamento dal punto di vista gráfico.
Come vedi il futuro di Tex? Pensi che dovrebbe esserci l’entrata anche di nuovi soggettisti? Questo potrebbe far sì che tu possa tornare a scrivere le avventure del nostro eroe?
Fabio Civitelli: L’ingresso di nuovi sceneggiatori non è solo un auspicio ma una concreta realtà.
Se i nuovi disegnatori porteranno aria fresca dal punto di vista grafico, ben più decisivo sarà il peso dei nuovi scrittori: di questi Tito Faraci ha già esordito pochi mesi fà con risultati incoraggianti, Pasquale Ruju sta tornando a Tex dopo aver scritto un Almanacco e avere da poco completato la sua miniserie Demian, in più io stesso ho iniziato mesi fà a disegnare una storia scritta da Gianfranco Manfredi, il bravissimo autore di Magico Vento, che potrà portare a mio parere un certo rinnovamento del personaggio, rifacendosi però al periodo delle storie classiche, quelle di G.L. Bonelli. Questa storia è per ora ferma a pagina 56, ma conto di riprenderla appena terminato l’albo commemorativo per i 60 anni, e di poterla terminare per il 2009.
Se poi si aprirà qualche spazio per me proverò di nuovo a propormi come sceneggiatore. Chi vivrà vedrà.
Forse ancora non traspare dall’edicola ma la serie è percorsa da un forte vento di rinnovamento, e questo mi rende molto ottimista per il futuro.
Nonostante tu sia rimasto tre giorni in Portogallo, hai avuto troppo poco tempo per conoscere il nostro piccolo Paese. Cosa ti ha colpito maggiormente durante questa breve permanenza?
Fabio Civitelli: Per passione e anche perché mi è di grande aiuto per il mio lavoro, mi sono sempre interessato di fotografia, e anche questa volta non ho mancato di scattare molte immagini a Moura e Évora: sono stato molto colpito dal bianco accecante delle case (che mi ricordano quelle del Sud Itália) e dal blu intenso del cielo, sottolineato da una luce límpida e pulita.
Varrebbe la pena ritornare in Portogallo per visitare una delle prossime edizioni della “battaglia” di Moura?
Fabio Civitelli: Certamente, ne sarei felice.
Se nel 2008, anno del 60° anniversario di Aquila della Notte, ci fosse un’altra mostra di Tex da realizzare in Portogallo, saresti disponibile a ritornare, se t’invitassero, dato anche che tu sei il disegnatore della storia conmmemorativa di questi 60 anni che sarà édita in settembre 2008?
Fabio Civitelli: Come ho detto, sarei ben contento di tornare nella bella città di Moura o anche in qualche altra città portoghese, e sarebbe anche un bel modo di festeggiare l’uscita di questo albo speciale al quale tengo molto, e sul quale mi sto impegnando a fondo.
Da ultimo, toglici una piccola curiosità: a che punto è la tanto attesa storia dei 60 anni, che sarà speciale sia per i disegni che per il colore?
Fabio Civitelli: Ho appena finito di disegnare la tavola n. 72 (ricordo che sarà un albo unico) e conto di finirla agli inizi di Dicembre, ci sarà quindi tutto il tempo per curare la colorazione,della quale spero di poter fare la supervisione. Devo dire però che il suo essere speciale non si limiterà a disegno e colore, ma la storia sara perfettamente adatta a un numero commemorativo: vedremo un Tex giovane, appena sposato con la bella Lilyth, che vivrà con lei una avventura contro una tribù di Apaches.
Fabio, un grandissimo ringraziamento per l’intervista che ci hai gentilmente concesso.
Fabio Civitelli: Grazie a tutti voi per lo spazio che mi avete concesso.
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Tex em destaque no Jornal de Notícias: 16-09-2007
Texto da secção Livros de 16/09/2007
Aos Quadradinhos
F. Cleto e Pina
Deleite
Qual a melhor história de Tintin? E de Astérix? Se a resposta já é complicada em séries com duas ou três dezenas de álbuns, imagine-se no caso de Tex, com centenas de histórias ao longo de quase 60 anos. E, não tendo sido muitos os argumentistas, forçosamente muitas delas assemelham-se, raramente fugindo aos estereótipos do western – o que não é, de todo, sinónimo de serem desinteressantes ou mal contadas.
Assim, geralmente, é o desenho que marca a principal diferença e o acaso fez coincidir nas bancas portuguesas duas edições da Mythos com o traço de José Ortiz, de momento um dos melhores desenhadores do ranger. Traço que se distingue pelo dinamismo e expressividade, pelo preto e branco contrastante, pela pormenorização dos cenários selvagens e poeirentos e da figura humana dura e agreste e pela variedade de enquadramentos, com destaque para os grandes planos dos rostos.
E se em “Tex #422 – A longa viagem” (primeiro de uma trilogia em que a temática até foge ao convencional, com Tex e Carson envolvidos numa caça ao tesouro) isto já é evidente, a verdade é que é no “Tex Gigante #17 – O grande roubo” – beneficiando do maior formato – que o traço de Ortiz respira mais à vontade, transformando uma típica história de um assalto a um comboio – com uma série de surpresas e coincidências bem urdidas por Nizzi – numa narrativa bem ritmada e que é um deleite para os olhos.
Copyright: © 2007 Jornal de Notícias; F. Cleto e Pina
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Póster Tex Nuova Ristampa 61
Desenho inusitado da autoria de Claudio Villa, onde vemos numa noite de luar, Tex Willer de arma na mão, vislumbrando um macabro esqueleto humano, que estava segurando o timão no interior da cabina do Rainha do Rio, um luxuoso barco de duas pontes, que não era mais, do que uma casa de jogo flutuante, cuja função era andar rio acima e abaixo recebendo patos para serem depenados. Esqueleto esse que serviu para representar o último acto da tragédia de Fred Brennan…
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história, “Fort Defiance” de G. L. Bonelli e Galleppini (Tex italiano #103 a #106).
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Texto de José Carlos Francisco

