O blogue português do Tex, divulga em mais uma antestreia, 2 páginas do próximo Tex italiano, o nº 567, a ser lançado no próximo dia 8 de Janeiro, com o título ”Dieci anni dopo“. .
Argumento e roteiro de Claudio Nizzi, com desenhos de Rossano Rossi,que se estreia na série principal de Tex Willer, depois de já ter realizado o Almanacco del West 2005, e capa de Claudio Villa.
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A pacífica vida de Paradise é ameaçada pela arrogante e perigosa Rhonda Carpenter!
Depois de dez anos do primeiro encontro com Tex, os quakers da aldeia de Paradise, pedem-lhe novamente ajuda. Na sua valada, Rhonda Carpenter, uma arrogante e fascinante criadora de gado, tenta apropriar-se de todos os terrenos, ameaçando a comunidade dos quakers e os ranchos da região, entre os quais aquele de Basil Mannix e do seu filho Doug…
A propósito da capa desta edição, realizada como habitualmente por Claudio Villa, ela foi baseada precisamente na página que mostramos logo acima no lado direito e a propósito dessa mesma capa, Villa confidenciou ao blogue do Tex:
“O pedido que tinha recebido era: “Tex e Carson entrando na aldeia (de quakers) e sendo olhados com hostilidade… Como executá-lo?
Não podia mostrar os habitantes um a um com o rosto duro….
Não podia mostrar uma atitude muito hostil: Tex seria obrigado a defender-se…
Devia dar a ideia que Tex e Carson entravam… daí a enquadratura com eles menores do que usual (estão chegando…) e em primeiro plano um homem que devia “representar” um sentimento de hostilidade/defesa.
Veio-me à mente o gesto de um pai que protege o filho de qualquer coisa que teme… e o afasta, tentando escondê-lo…
O resto é ambientação, como o homem com o balde, parado a olhar e outro habitante do outro lado da estrada: olhares mudos, que visavam aumentar a “influência” do sentimento expresso em primeiro plano… O céu não devia ser um céu “plano”, normal, azul, mas antes devia “combinar” com a atmosfera criada…“
Passemos agora ao desenhador da história… Rossano Rossi nasceu em Arezzo em 1964 e revelou desde pequeno uma óptima predisposição para o desenho. Depois de um período de estudo autodidacta estreia-se profissionalmente na segunda metade dos anos oitenta, colaborando com diversas publicações semanais e mensais (Intrepido, Blitz, Splatter, etc.) para as quais realiza numerosas histórias autoconclusivas de vários géneros (aventura, horror, fantasia, etc.).
No início dos anos 90 desenha algumas histórias de Mister No publicadas pela Sergio Bonelli Editore.
Integrado em pleno no staff de desenhadores da “Sergio Bonelli Editore” em 1994 realiza a primeira história da saga “La Stirpe di Elän” (“I signori del male”, “La caduta di Astartis” e “I due volti dell’incubo”) para a série mensal Zona X.
Com o encerramento da série, passa a trabalhar em Jonathan Steele, seguindo-se Nick Raider e estreia em Tex com o Almanacco del West 2005.
Desta vez, estreia-se na série regular de Tex com dois álbuns que sairão no início de 2008, ano em que Tex completa 60 anos. Rossi está acompanhado por outros desenhadores aretinos que estão a trabalhar em Tex e que são o decano Fabio Civitelli e a dupla Marco Bianchini e Marco Santucci que também estão a realizar o seu primeiro trabalho dedicado a Tex.
Agradecemos à organização do XVI Salão Internacional de Moura, o MouraBD2007, por ter permitido a obtenção das fotografias, durante a exposição dedicada à nova vaga dos desenhadores de Tex Willer.
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O blogue português do Tex, através de mais uma grande e importante iniciativa, vai divulgar na íntegra (algumas páginas com uma periodicidade sensivelmente semanal e com uma digitalização das páginas com elevada qualidade para serem impressas por quem desejar tê-lo) um Fanzine sobre o Oeste, da autoria de Carlos Gonçalves (um dos maiores coleccionadores e estudiosos da Banda Desenhada em Portugal), intitulado “A Conquista do Oeste“, com 100 páginas e que foi editado em 2001, integrado no Fanzine “O Aventureiro“, um Fanzine de Estudos e Informações sobre a 9ª Arte, que teve 8 números e que teve uma tiragem média de 30 exemplares, sendo o dedicado ao Western, precisamente o nº 8.
INTRODUÇÃO
Esta introdução nasce no desejo de José Francisco, um dos autores e utente deste blogue, de aqui serem incluídas neste espaço, umas largas dezenas de páginas de um Fanzine que, em tempos, me atrevi a publicar, no sentido de dar a conhecer uma grande parte das personagens que fizeram parte do meu quotidiano juvenil, quando eu lia tudo o que eram Histórias aos Quadradinhos.
Independentemente das personagens “super – heróis” e “super – heroínas” que povoavam as revistas que na época se liam (“O Guri”, “O Gibi”, “Superman”, “Batman”, “O Lobinho”, e outras, todas brasileiras), a minha predilecção ia para as histórias de “cow-boys”.
Na altura eu não conhecia ninguém que lesse revistas portuguesas, excepto “O Mosquito” que pertencia a um amigo meu que coleccionava os seus números. Mas eu continuava a gostar dos “Lone Ranger”, “Roy Rogers”, “Tom Mix”, “Buck Jones”, “Búfalo Bill” e muitos mais.
Em paralelo ia ao “Salão Lisboa” (antigo Piolho), “Eden Cinema” (antigo Galo), ao “Arco Bandeira”, “Cine Oriente”, “Lys” e outros, pois corria-os a todos, quando havia filmes de “cow-boys”.
Assim foi passada a minha juventude, a trabalhar por um lado a partir dos meus 12 anos, a correr os alfarrabistas à procura de novas revistas de Banda Desenhada e a ir ao cinema. Chegava a ver três sessões de filmes ao sábado ou ao domingo, quando estas eram contínuas.
A partir de 5 de Janeiro de 1952 comprei o meu primeiro número da colecção “O Cavaleiro Andante” e a partir dessa data, nunca mais parei de comprar Banda Desenhada e de a ler. O resultado está presente aos olhos de quem visitar este local e quiser saber qualquer coisa sobre “Western”, quer no Cinema quer na Banda Desenhada.
Evidentemente que este não é um estudo exaustivo sobre o assunto, pois há muito mais para dizer, mas servirá como um pequeno acepipe, para quem nada ou pouco sabe, para poder ampliar os seus conhecimentos e se, depois, quiser aprofundá-los, poder fazê-lo em consciência e já com algum conhecimento de causa.
O AVENTUREIRO Nº 8 – A CONQUISTA DO OESTE (Maio/Novembro 2001)
EDIÇÃO DE CARLOS GONÇALVES
RUA TOMÁS DA ANUNCIAÇÃO, 171-3°-DRT0.
1350-326 LISBOA-TEL.
C – Copyrights para todos os autores dos desenhos, bem como para as Agências nacionais ou internacionais, que possuam a representação dessas personagens ou “heróis” de Banda Desenhada, no nosso país e no estrangeiro.
Capa da autoria do desenhador J. Chacopino para a caderneta de cromos da “Conquista do Oeste” —
1°. Volume. Essa capa seria adaptada por nós.
COMPOSIÇÃO DESTE FANZINE Este Fanzine é composto por artigos sobre Banda Desenhada de “western“, assim divididos:
1. Em Portugal.
2. Em outros países.
3. Sobre editoras.
4. Biografias de autores de Banda Desenhada de “western“.
5. Personagens de Banda Desenhada de “western“.
6. A história dos “western” no Cinema.
7. Os “cow-boys” do Cinema, (algumas biografias por ordem alfabética).
8. Outros artistas que participaram em filmes de “western“.
9. As “heroínas” dos filmes de “western“.
10. As séries de “western” da TV.
11. Enciclopédia dos “heróis” da Banda Desenhada, ligados ao tema de “western“.
12. Relação dos artigos sobre “western” que foram publicados em jornais.
13. Revistas de Banda Desenhada portuguesa de “cow-boys“.
14. Os cromos de “cow-boys“.
EDITORIAL Ao decidirmos criar este Fanzine, sabíamos já as grandes dificuldades que iríamos encontrar, não só para a recolha de todo o material, trabalho esse já iniciado há muitos anos, como apresentá-lo de uma forma digna e merecedora deste tema. Evidentemente que todos nós conhecemos de cor e salteado, as várias personagens que seriam criadas para viverem as suas aventuras no Oeste, bem como o nome dos vários autores e, inclusive, o vasto sortido de revistas que se publicariam no nosso país, ao longo dos anos. A literatura sobre o Oeste não tem fim e a sua adaptação à Banda Desenhada não lhe ficaria atrás. Ainda hoje se criam mensalmente uma vasta lista de aventuras de “cow-boys“, principalmente em Itália, país que continuaria a tradição, esquecida pelos norte-americanos. Não nos vamos esquecer do Cinema, outra das artes que muito deve o seu desenvolvimento, às várias adaptações que faria desse tema, desenvolvendo o trabalho de grandes artistas, levando-os a criarem carreiras próprias, muitas vezes sendo conhecidos nos ecrãs ou fora deles, pelo nome da personagem cujo papel interpretavam na tela, em vez do seu.
Tudo isto iremos abordar neste espaço e já sabemos que este será, sem dúvida, um Fanzine com demasiadas páginas para a sua modesta edição. Só o dividiremos em dois, se na verdade o número de páginas ultrapassar muito o desejável. Pelo menos até às 100 páginas, pensamos mante-lo indivisível.
Haverá uma história curta do Oeste, mas que tentaremos que inclua o mínimo e indispensável, para que os leitores possam dar um pouco mais de valor a um tema que, ultimamente, quase não se houve falar. A recolha dos artigos que aqui serão apresentados, irão obedecer aos seguintes critérios: Alguns serão de ordem geral, embora o Oeste se mantenha como tema de fundo, outros serão sobre os “heróis” ou sobre os desenhadores ligados ao “Western“, não faltando os artistas de cinema e as revistas sobre personagens do Oeste. A maior parte dos artigos nunca foi publicada. Muito poucos, serão recolha de jornais, onde os mesmos apareceram inicialmente, mas também já há muitos anos, pelo que não deixarão de ter o seu interesse para os leitores mais jovens ou para quem nunca os tenha lido nessa altura. Esperamos que este esforço titânico seja do agrado de todos e que os elementos fornecidos possam também ajudar a desenvolver a Banda Desenhada no nosso país e o gosto pela leitura do tema, não só em Banda Desenhada como em prosa.
SUMÁRIOPágs. 3 a 8 – O “Western” na Banda Desenhada Portuguesa
Págs. 9 a 11 – O “Western” na Europa
Págs. 12 a 15 – Os “Cow-boys” na Banda Desenhada-Os “Comic-Books“
Pág. 16 – As Outras Editoras de “Comic-books” de “Western“
Págs. 17 a 20 – As Histórias aos Quadradinhos de “Western” em Inglaterra
Págs. 20 e 21 – Os “Comics” Ingleses Sobre Cinema de “Western“
Págs. 21 e 22 – O “Western” em Espanha – Os “Cuadernos“
Págs. 23 a 26 – Dell e Gold Key, Os Dois Gigantes dos “Comic-books“
Págs. 27 e 28 – Autores de Banda Desenhada – Hugo Pratt
Págs. 29 e 30 – José Delbo
Pág. 30 – Jordi Buxadé
Págs. 31 e 32 – Primaggio Mantovi
Pág. 32 – Edmundo Rodrigues
Pág. 33 – Arturo Del Castillo
Pág. 34 – Charles Flanders
Pag. 35 – Giancarlo Berardi, Ivo Millazzo e Dan Spiegle
Págs. 35 e 36 – Clarence Edward Mulford
Págs. 36 e 37 – Jose Luís Salinas
Pág. 38 – Stan Lynde
Págs. 39 e 40 – “Heróis” do Oeste – Matt Marriott
Págs. 41 a 45 – The Lone Ranger
Pág. 46 – Hopalong Cassidy
Pág. 47 – Chick Bill e “Jerónimo“, Um «Cow-boy» Brasileiro
Págs. 48 a 50 – Ken Parker, O Verdadeiro Oeste
Págs. 51 a 52 – Lucky Luke
Págs. 52 e 53 – Buddy Longway
Págs. 53 e 54 – Máscara Negra
Págs. 54 a 58 – Cisco Kid
Págs. 58 e 59 – Roy Rogers
Págs. 60 a 62 – O Pequeno Xerife
Págs. 62 a 64 – Xuxá – Uma Fascinante Personagem
Págs. 64 e 65 – Rick O’Shay
Págs. 66 e 67 – Uma Pequena História dos “Western” no Cinema
Pág. 68 – Rex Allen e Gene Autry
Pég. 69 – Gene Barry, Smiley Burnette e Rod Cameron
Pág. 70 – Harry Carey, O Bandido “Herói“
Pags. 70 e 71 – Clint Eastwood e Bill Elliott ou William Elliott ou “Wild Bill” Elliott
Págs. 71 e 72 – Errol Flyn e a Sua Ligação aos Filmes de “Cow-boys“
Pág. 72 – Rock Hudson e Burt Lencaster
Pág. 73 – Johnny Mack Brown
Págs. 73 e 74 – Tim Mc Coy
Pág. 74 – Joel McCrea
Págs. 74 e 75 – Clayton Moore (Jesse James)
Pág. 76 – Audie Murphy e Hugo O’Brian
Pág. 77 – Os Três Patetas e Tex Ritter
Págs. 78 e 79 – O “Cow-boy” da Cara de Pedra – Randolph Scott
Pág. 79 – Charles Starrett
Págs. 79 e 80 – Clint Walker e Roy Rogers
Págs. 81 a 89 – Os Outros Artistas que Participaram em Filmes de “Western“
Págs. 90 e 91 – As “Heroínas” dos Filmes de “Western“
Págs. 92 a 95 – As Séries de “Western” na TV
Pág. 96 – Artigos Publicados Anteriormente Sobre o Tema do “Western“
Págs. 97 e 98 – Dicionário Enciclopédico de “Heróis” da Banda Desenhada
Pág. 99 – As Revistas Portuguesas de Banda Desenhada Dedicadas ao “Western“
Pág. 99 – Os Cromos Dedicados ao Oeste
Pág. 100 – Desenho Inédito de Jobat (José Batista)
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Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? GGCarsan: Poxa, a coisa mais fácil é falar sobre mim; Sei tudo! Nasci no Rio de Janeiro, bairro de Botafogo em 1965, mas os meus pais são da Paraíba/Ceará e com apenas dois anos viemos embora. Criei-me na Serra de Dona Inês, a 160 km da capital da Paraíba, onde habitei até concluir o Ensino Médio em 1984. No ano seguinte, já estava em João Pessoa fazendo a Faculdade de Administração de Empresas, que concluí em 1988. Novamente no ano seguinte fui conhecer São Paulo e em 1990 retornei a Paraíba e em 1991 segui para o Japão com a esposa, onde fiquei 5 anos, trabalhando para conseguir com o próprio suor a morada e algum conforto para os anos seguintes. Retornei do Japão em 1996 e fiquei em São Paulo até o ocaso de 2001. Retornei mais uma vez a João Pessoa, onde finquei raízes e passei ao ofício de fotógrafo trabalhando no Gerafoto Studio, anexo a minha casa num bairro em desenvolvimento. Antes fui vendedor de passagens, bancário, operário no Japão, operador de telemarketing e assistente de informática.
Actualmente divido meu tempo entre o trabalho no studio, um pouco na casa e divulgando Tex por onde posso. Já realizei 3 exposições do Tex em minha cidade e uma junto a um amigo do interior do estado de Pernambuco. As Expo-Tex servem para fazer amizades e conhecer os texianos; para divulgar o Tex na mídia geral e através de panfletos e cartazes; para motivar os estudantes de escolas convidadas para a exposição através de palestra e de doação de revistas para a biblioteca escolar.
Quando é que teve início esta paixão pela Banda Desenhada, em especial pelo Tex? GGCarsan: Na pequena cidade onde cresci chegavam os filmes de faroeste aos domingos e eu sempre assistia. Eu tinhas uns 7 anos. Adorava os cartazes e o som das balas. Depois o filme ia embora e não voltava nunca mais. A TV Tupi passava Rin-Tim-Tim e Durango Kid, Daniel Boone, Bat Masterson, havia ainda o desenho do Zorro, eu não perdia um. Depois íamos comentar o filme e até brincar de mocinho e bandido.
Desde que me lembro sempre fui apegado aos livros e surgiram muitas revistas nas minhas mãos, inclusive algumas de Tex, trazidas por alguns colegas. O meu pai levava-me nas viagens e acabava comprando alguns e eu ia lendo tudo sem ter a noção exacta da coisa. Li muito Tarzan e Fantasma, muito Almanaque do Tio Patinhas, Akim, Jim das Selvas, Príncipe Valente. Somente quando tinha uns 100 Tex é que parei com os demais personagens e só lia outra BD esporadicamente. Aqui no Brasil também publicavam diversas séries de bolsilivros (cabiam no bolso), com aventuras de faroeste, sem desenhos e também li vários.
O meu primeiro Tex que me lembro foi o 45 – Um Carrasco para os Tubarões, justo onde Tex está implacável na vingança de Lilyth… mas só iniciei a colecção para valer no 65 – A Flor da Morte. Naquele tempo vinha a relação dos números anteriores e eu viajava imaginando como seriam aquelas aventuras e desejando muito consegui-las, e certo dia, chegou a notícia da 2ª. Edição. Foi como ganhar na Lotaria, que naquele tempo pagava o maior prémio. De lá para cá só larguei o Tex durante os tempos de Japão, mas consegui algumas revistas lá (em lojas de venda de produtos brasileiros para os imigrantes) e quando voltei ao Brasil recuperei o tempo perdido correndo os “sebos” e adquirindo tudo o que encontrasse, independente do estado, para completar a colecção – e mais tarde fui trocando as revistas por outras em melhores condições.
Tenho uma fotografia dos meus 10 anos tentando imitar o Tex, tal qual na capa do número 72 – Texas Bill. E ainda hoje tenho uma roupa igual à do Ranger, que visto nos eventos para chamar a atenção e para dar maior credibilidade. Quando alguém me vê como Tex não tem a menor dúvida que sou um coleccionador nato, maluco, apaixonado, e isso possibilita um entrosamento mais rápido e fiel. E as crianças pensam que eu é que estou nas revistas e querem tirar fotografias e pedem autógrafos.
Porquê o Tex e não outra personagem? GGCarsan: No início eu gostava de banda desenhada e de futebol. De repente, meio naturalmente, vi-me texiano e flamenguista. Não dá para definir categoricamente o motivo. É uma questão de momento. Mas hoje, analisando o passado, posso afirmar que a fase insuperável dos roteiros (onde só as melhores histórias eram publicadas) e a curiosidade de um garoto foram factores bem decisivos. E a sequência da revista nas bancas, mês a mês, apesar das mudanças de editoras. Outros personagens desapareciam rapidamente e Tex estava sempre lá. Como não se apaixonar?
Creio que se possuísse dinheiro farto, teria coleccionado vários heróis ao longo da minha vida. Porém, a grana era curta e fui obrigado a realizar cortes. O Tex foi permanecendo, sempre.
O que Tex representa para si? GGCarsan: Tex é como um familiar querido. Aqui em casa há um quarto só para o Tex. Não tenho filhos e Tex supre essa lacuna. Não tenho irmãos homens e Tex é o tal. Não vivo com o meu pai, mas Tex tem bons conselhos a todo instante. Com os amigos, ouvimos diversos tipos de conselhos, de acordo com a situação, com Tex a ajuda é sempre sábia e constante. Além disso, sempre admirei as qualidades do herói, que deveriam ser normais a todos, mas é excepção por aqui e procuro seguir o mais próximo possível.
Tex é muito importante para mim e quando o G. L. Bonelli faleceu, imaginei que o Tex pudesse acabar e passei a escrever histórias para mim mesmo e o resultado foi bem agradável, de forma que cheguei a enviar para a SBE, mas lá é coisa de profissionais renomados e a distância e o idioma certamente atrapalham. Mais tarde soube que o Tex continuaria por muitos anos e acalmei-me nos roteiros – escrevi apenas seis histórias, duas delas com 220 páginas, uma com 330, uma com 440 e outras duas curtas de 15 e 20 páginas, estas desenhadas pelo pard Milton Estevam, do Recife. Depois Tex passou a representar um elo de amizade com diversos coleccionadores de vários países e surgiu a possibilidade de conseguir revistas importadas. De coleccionador solitário, passei a coleccionar amigos e isso teve um impacto fantástico na minha vida, unindo o útil ao agradável no meu dia-a-dia.
E como perceberam gosto de escrever e não tenho a mínima dúvida que aprendi muito com milhares de horas gastas lendo e relendo as aventuras.
Até que surgiu a ideia de escrever um livro sobre Tex no Brasil, arregacei as mangas e fui à luta, seleccionando os assuntos que virariam capítulos e analisando toda a colecção Tex do primeiro ao último exemplar, imprimindo a minha visão de coleccionador e procurando novas informações contidas na saga, fugindo sempre que possível das tantas informações que já são de conhecimento público nos livros e na Internet. Esse projecto rendeu um arquivo com 300 páginas que foi submetido à Mythos Editora e existe a promessa do Editor de publicá-lo em 2008, como parte dos festejos dos 60 anos do Tex e os coleccionadores e fãs brasileiros (assim como alguns portugueses) já iniciaram a corrida e a torcida para possuírem tão importante item de coleccionador, o primeiro livro.
Hoje eu passo horas diárias na Internet vendo e respirando o Tex, seja no Portal TEXBR, onde colaboro com algumas matérias; no Fórum; no Universo HQ, com diversas resenhas; no BonelliHQ, onde sou membro desde 2001; no Orkut, onde concorro a líder na maior comunidade texiana com 1.300 membros; noutros sites e por e-mail.
Agora dá para ser conclusivo: é incomensurável a representatividade do Tex na minha vida.
Qual o total de revistas de Tex que tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? GGCarsan: São cerca de 700 revistas. As colecções que faço são Tex, Tex Almanaque, Tex Gigante, Tex Anual e Minisséries. Tenho os coloridos e gigantes da Globo. Desde o início, decidi não comprar as colecções que reeditavam histórias, pois entendi que visavam novos coleccionadores, entretanto, fui obrigado a comprar algumas com histórias inéditas. Agora estou tentando completar Tex Coleção, pois muitas histórias ficaram para trás nos tempos da Vecchi e já tenho 150 revistas.
Considero todas importantes, pois o conjunto da obra é que chama a atenção, é que impõe respeito, mas sempre mostro um exemplar que ganhei de presente de um pard português, um álbum cartonado da Mondadori, colorido, o único que tenho dessa colecção fantástica e que me foi enviado por José Manuel, grande coleccionador, desfazendo-se de um dos dois que possuía e demonstrando em acto, uma das qualidade de Tex.
Também julgo importante cada exemplar que tenho das diversas colecções italianas do Tex: um Tex Nuova Ristampa, um Maxi Tex, um Almanacco del West, quinze Tex Gigante, um Albo Speciale; principalmente pelo facto de enveredar pelo idioma italiano e hoje consigo ler relativamente bem e até escrevo algumas frases, conseguindo comunicar-me a contento.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem? GGCarsan: Aqui no Brasil temos as revistas e não temos opções como os italianos, com livros, bonecos, etc. Então, apenas através de amizade com um italiano, o Gianni Petino, é que consegui alguns livros sobre o personagem, bem como alguns álbuns italianos. E comprei outros pela Internet, ou ainda ganhei de presente. Devido à minha profissão, tenho muitos pósters de capas ampliadas na Biblio-Tex, alguns realizados especialmente para as Expo-Tex que venho organizando ao longo dos últimos três anos. Tenho alguns objectos, sempre presenteados ou feitos por mim. Não tenho condição de trazer as maravilhosas ‘”coisas” texianas que surgem na Itália devido aos altos custos dos portes postais. Sobre os pósters, cito dois que arrancam aplausos: “O Precioso” de 150 x 105 centímetros foi criado em 2003 e traz as 400 capas da saga texiana, figurando hoje em Itália, Holanda, Portugal e Brasil, configurando uma excelente forma de divulgação; e “O Formidável” de 180 x 100 centímetros, recém criado para ser atracção na 3ª Expo-Tex de João Pessoa, onde o Tex recebe os fãs para uma fotografia e poderá ser usado noutros eventos que venham a ocorrer.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? GGCarsan: A minha favorita sempre foi Tex 50~52 – Flechas Pretas Assassinas. Li tantas vezes que sabia cada quadradinho de cor e quando Tex contracena com o Sr. Bonet, o bandido, é impagável. Tratando-se de escolhas em Tex gosto de eleger as 5 melhores histórias e as 5 melhores capas, pois é quase impossível escolher apenas uma. O desenhador favorito foi o Nicolò, devido o seu Tex e Carson mais bonitos e hoje é o Civitelli, com a característica do desenho claro, mas gosto também do Ticci, que apelido de “O Paisagista do Oeste“. O argumentista? G. L. Bonelli e C. Nizzi, cada um a seu tempo, foram importantes demais para Tex. Votar somente num é tapar um olho para a história. Bonelli criou e deu (emprestou) alma ao personagem, chegando a afirmar “Tex sou Eu!“, fazendo tudo segundo a sua intuição e sem atender aos diversos modismos que permearam as BD’s e as pessoas, mormente nas décadas de 60 e 70. Quanto ao Nizzi foi um tiro certeiro, uma escolha premiada, pois mesmo quando ele assumiu o comando, continuaram assinando como roteiro do G. L. Bonelli (pelo menos aqui no Brasil) e não foi percebida a mudança na pena. Relevante o facto do Nizzi escrever ao mesmo tempo para vários desenhadores e ainda para o Nick Rider. Entretanto, não se esqueçam do Guido Nolitta com El Muerto, que figura como campeã das Mais-Mais em várias listas, Caçada Humana, O Solitário do Oeste, A Patrulha Perdida, Retorno a Pilares, a mais longa da saga texiana, Os Caçadores de Lobos, etc., uma boa e significativa contribuição como roteirista.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? GGCarsan: Sempre gostei dos interrogatórios e dos blefes que Tex aplicava nos larápios e nos seus vários amigos. A mensagem texiana de amizade, justiça, solidariedade e coragem também é um ponto forte que falo sempre nas palestras que faço durante as Expo-Tex e afirmo que ajudaram muito a me formar como cidadão, pois muitas vezes, ao necessitar de uma decisão difícil, pergunto-me como Tex agiria – pois o mal está sempre à espreita, oferecendo aparentes e falsas vantagens.
O que menos agrada é o facto do Nizzi entregar o jogo muito cedo nas histórias. Ainda bem que ele consegue alguns finais bem legais.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que ele é? GGCarsan: A somatória de suas qualidades aliada à longevidade sexagenária num ambiente instigante que mexe com o imaginário popular, deixando um saudosismo angustiante por sabermos que não existe mais. Abre-se uma revista Tex e encontra-se lá um pouco de tudo, bem dosado, avalizado por um texto rápido, directo, bem construído e desenhos bem elaborados, balanceados, fiéis ao texto. De repente o que era para ser pura diversão se transforma num aprendizado, algo educativo, produtivo. A gente fecha a revista e corre para o livro de Geografia ou para o dicionário. Descobre-se que Tex é cultura. É difícil explicar Tex em poucas palavras e por isso gastei 300 páginas no livro que escrevi. Mas procurando ser o mais sucinto, analítico e preciso possível, afirmo que “Tex é um ícone porque foi sempre o melhor amigo que já encontramos e um amigo não se larga fácil“.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? GGCarsan: Somos obrigados a trabalhar com duas situações: na realidade actual o Tex consegue alguns novos leitores e perde muitos outros por morte ou desistência, sendo que a perda é muito significativa, pois são leitores com quase 40 anos de estrada seguindo fiéis ao lado do herói, o que num futuro não muito distante, representará uma queda acentuada nas vendas.
Some-se ao quadro a concorrência das outras BD’s e das diversões tecnológicas que surgem sem parar, que pode tornar a publicação bastante segmentada, com preços altos.
A outra situação é que alguns coleccionadores e fãs encabecem movimentos para divulgar o personagem em três níveis principais: com os velhos coleccionadores para que não larguem o hobby; com muitos coleccionadores que imaginam que o Tex não existe mais (escutei muito essa ladainha nos últimos tempos, pois o leitor parou de comprar porque não viu mais na banca – o brasileiro muda muito de residência e a revista chega em poucas cidades); e com os estudantes do ensino fundamental, fase em que são abertos para todo tipo de novidade. Existindo encalhe, seria muito bom se um percentual fosse parar nas bibliotecas de escolas durante um ano, na tentativa de formar novos leitores. Além de editar as revistas, gostaria de ver a própria Mythos incentivando os leitores, que muitas vezes só precisam de um empurrão para abraçar uma ideia, uma causa.
É muito auspiciosa a notícia de que a SBE deu ingresso a novos desenhadores e novos argumentistas, pois significa que o mercado continua absorvendo bem o personagem e só falta mesmo o Editor liberar um pouquinho para que assuntos considerados tabus possam ser tratados para atender a uns e outros, como Tex se envolver com alguma mulher, basta uma vez por década e subirão sinais de fumo entre os leitores, e realizar uma aventura passada no Brasil.
E para terminar, quero mandar um abraço fraternal aos pards portugueses, dizer que admiro a persistência em seguir o Ranger mesmo importando as revistas e agradecer efusivamente ao Blog pela oportunidade de divulgar mundialmente o meu trabalho em prol do Tex.
Ave Tex!
Prezado pard Geraldo Guilherme Carsan, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Para conhecimento dos amantes da 9ª Arte e em especial para os fãs e coleccionadores de Tex Willer, informamos que o BDj #21 está finalmente a ser enviado para as lojas e portanto já pode ser lido por quem deseje.
Uma vez mais, o nosso ranger, tem um amplo destaque nesta publicação (portuguesa) sobre banda desenhada, com periodicidade bimestral, com direcção de Jorge Machado-Dias e propriedade de Pedranocharco Publicações e cuja leitura o blogue do Tex, aconselha vivamente, já que nesta sua edição nº 21, que acabou de ser editada, Tex Willer tem à sua disposição 5 páginas, como pode ser constatado no Sumário que mostramos mais abaixo.
Também nesta edição é informado oficialmente pelo editor, que o BDJornal passará a ter pelo menos uma página texiana em todas as edições seguintes, correspondendo assim aos desejos de centenas de fãs desta personagem bonelliana.
Por isso, prezado Amigo Texiano não deixe de comprar esta edição do BDJornal, uma vez que se pode considerar um verdadeiro item de coleccionadorde Tex! Para o adquirir ou para proceder à assinatura, recomendamos o contacto via e-mail (bdjornal@gmail.com) com o editor Jorge Machado-Dias.
O BDjornal tem o formato de 275 x 205 mm e contém 72 páginas em impressão digital – capa em cartolina de 200 grs. plastificada brilhante e com papel do miolo de 115 grs. – com tiragem limitada e distribuição centrada nas lojas da especialidade, apostando decididamente em reforçar o número dos assinantes. O preço de capa é de € 6,00 e a assinatura por 1 ano (6 números) é de € 30,00.
Eis o Press-release e algumas imagens:
Para recuperar do atraso acumulado nestes três últimos números, só há uma solução: alterar as datas de saída. Daí que este BDj #21 tenha na capa a data Outubro – Dezembro, para que o próximo possa corresponder ao bimestre Janeiro – Fevereiro e assim acertarmos o passo.
O 18º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora 2007, marcou estes meses e esta edição do BDjornal é o reflexo disso mesmo: as entrevistas com Milo Manara, Lloyy e Rui Pimentel, as análises ao próprio Festival e a referência ao “Caso Tiotónio”, as fotografias do evento, etc… tudo isto mostra como se viveu o FIBDA deste ano, com a paixão de sempre e com o crescente interesse na exploração de pequenos fragmentos (há quem diga nichos) do mercado editorial, onde a banda desenhada não tem estado muito activa em Portugal. Referimo-nos às novidades apresentadas na Amadora pela Pedranocharco Publicações, com relativo sucesso, como o livro de Álvaro, Sexo, Mentiras e Fotocópias, que esteve em pré-publicação aqui no BDjornal desde o nº 13, o de Hugo Teixeira, Bang Bang (o primeiro livro em estilo mangá de um autor português) e o de Nuno Pereira de Sousa, Formas de Pensar a BD – Entrevistas do BDesenhada.com. Isto para além do próprio BDjornal #20 e da BDVoyeur #2, o que contabilizou cinco novidades editoriais.
Nesta edição, para lá do que já apontámos, de referir dois novos colaboradores, Pedro Bouça (que tratará dos comics num registo genérico) e de Edgar Indalécio Smaniotto, com o qual passamos a ter correspondência no Brasil. Por outro lado assegurámos a colaboração permanente de José Carlos Francisco, para termos pelo menos uma página texiana em todas as edições, correspondendo assim aos desejos de centenas de fãs daquela personagem bonelliana.
Falta-nos ainda alguém que trate o fenómeno mangá com grande conhecimento da matéria, para que o naipe de interesses na BD fique mais ou menos completo. Mas este será porventura o mais difícil de encontrar, embora estejamos a fazer contactos nesse sentido.
Devido a compromissos profissionais de Filipe Pina, não foi possível apresentar o início do 4º capítulo de BRK, contando que na próxima edição se consiga publicar as 18 pranchas que faltam para completar a história.
Por outro lado chega ao fim mais um capítulo de Monótonos Monólogosde um Vagabundo, de Hugo Teixeira, fazendo de seguida uma pausa nesta história enquanto o autor se concentra na produção do 2º volume de Bang Bang.
Iniciaremos no BDj #22 o Projecto Wonderland, e por isso fazemos nesta edição a apresentação da série, com uma entrevista aos autores e a ilustração da capa deste BDj #21, de Henrique Valadas, Daniel Henriques, Rui Moura e André Beja (Split Up Studios). Lembremos que foi publicado no BDj #20 o capítulo piloto, com o título Zombie Mall. Trata-se de uma série de histórias, concebida como se fosse uma série de TV e que vai certamente provocar alguns arrepios aos tele… perdão, aos leitores.
Aproveitamos também para divulgar um projecto que anda em gestação e em negociações há uns tempos: o Núcleo de Leitores de Banda Desenhada, constituído pelos Assinantes do BDjornal de modo a proporcionar-lhes – e só a eles – descontos de 25% na aquisição de livros de BD dos catálogos de todos os editores portugueses da área. Como a esta altura ainda não está completamente definida a base do projecto, chamamos a vossa atenção para o desdobrável que irá acompanhar esta edição do BDj.
E como este será o último BDjornal do ano, Boas Festas e Boas Entradas em 2008, é o que desejamos a todos os leitores.
SUMÁRIO
4. ENTREVISTA COM MILO MANARA, João Miguel Lameiras
8. ENTREVISTA COM LLOYY, Osvaldo Macedo de Sousa
10.ENTREVISTA COM RUY PIMENTEL, Osvaldo Macedo de Sousa
12.O 18º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DA AMADORA 2007, J. Machado-Dias
15.O CASO TIOTÓNIO, J. Machado-Dias
17.CONCURSO DE COSPLAY NO FIBDA 2007, Clara Botelho
18.RENÉ GOSCINNY, 30 ANOS DEPOIS, Pedro Cleto
20.DICIONÁRIO UNIVERSAL DA BANDA DESENHADA, Leonardo De Sá
22.VALORES SELADOS – O PEQUENO E MONSTRUOSO MUNDO DE EDWARD GOREY – 1, Nuno Franco
23.EXPRESSO TRANS-IBERIANO, José Carlos Fernandes
24.BD – RACISMO, Rodrigo de Matos
28.AS FOTOS DO 18º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DA AMADORA 2007
30.OUTONO 2007 EM SALÕES E FESTIVAIS, Clara Botelho
32.BD – PRÉMIOS FIBDA 2007 – TRATADO DE UMBROGRAFIA – 2 PRANCHAS, José Carlos Fernandes (arg) e Luís Henriques (des)
34.BD – ZONAS TÉNUES, Daniel Maia (arg) e Estefano Gomes (des)
38.BD – ALAMEDA BANHADA, Pedro Leitão
42.WONDERLAND – O PROJECTO, J. Machado-Dias
44.MONÓTONOS MONÓLOGOS…, Hugo Teixeira
49.COLECCIONISMO & BD, Pedro Cleto
50.CRITICAS, Pedro Cleto
52.A PROPÓSITO DE STARDUST, João Miguel Lameiras
53.A TRÁGICA COMÉDIA OU CÓMICA TRAGÉDIA DE MR. PUNCH, Pedro Vieira de Moura
55.HELPFUL SOLUTIONS – RETROSPECTIVA DE HEAT ROBINSON EM LONDRES, Sara Figueiredo Costa
56.BREVES – O MERCADO CRESCE EM FRANÇA e ANGOULÊME EM MUTAÇÃO, Clara Botelho 59.TEX NA ARGENTINA: ASCENSÃO E QUEDA DO RANGER ITALIANO, José Carlos Francisco
60.ENTREVISTA COM ERNESTO GARCIA SEIJAS, Jesus Nabor Ferreira e José Carlos Francisco
62.ENTREVISTA COM MIGUEL ANGEL REPETTO, Jesus Nabor Ferreira e José Carlos Francisco 64.CHESTERQUEST NO FÓRUM FANTÁSTICO, J. Machado-Dias
65.A EVOLUÇÃO DOS COMICS DE SUPER-HERÓIS E OS MEGACROSSOVERS, Pedro Bouça
66.HQBRASIL: DA GUERRILHA “GRAPHIQ” AOS QUADRINHOS FILOSÓFICOS, Edgar Indalécio Smaniotto
67.MIRACLEMAN – O MITO ARIANO DE ALAN MOORE, Edgar Indalécio Smaniotto
68.BREVES, Clara Botelho
72.OS PRÉMIOS HARVEY 2007, Clara Botelho
COLABORAÇÕES: Clara Botelho, Sara Figueiredo Costa, João Miguel Lameiras, Pedro Cleto, Pedro Bouça, Pedro Vieira Moura, José Carlos Francisco, José Carlos Fernandes, Nuno Franco, Edgar Indalécio Smaniotto, Jesus Nabor Ferreira, Osvaldo Macedo de Sousa, Leonardo De Sá, Geraldes Lino.
BANDAS DESENHADAS E ILUSTRAÇÕES: José Carlos Fernandes, Daniel Maia, Pedro Leitão, Rodrigo de Matos, Hugo Teixeira, Estefano Gomes, Henrique Valadas, Daniel Henriques, Rui Moura, André Beja, Luís Henriques, Ruy Pimentel, Lloy, Milo Manara.
FOTOGRAFIAS: Dâmaso Afonso, J. Machado-Dias, Luís Graça, Lloyy, Miguel Ferreira.
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