Entrevista com o fã e coleccionador: Kayo Furtado Santos

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Kayo Furtado SantosPara começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Kayo Furtado: Nasci no dia 15 de Abril de 1990. Vivo em Solânea, interior da Paraíba. Actualmente sou estudante.

Quando é que teve início esta paixão pela Banda Desenhada, em especial pelo Tex?
Kayo Furtado: Não lembro bem quando, mas praticamente aprendi a ler por causa da banda desenhada pois sempre li Mickey, Pato Donald, Homem-Aranha, Batman e Turma da Mônica. E há 4 anos conheci Tex, esse sim… a primeira edição que li foi “O Bando dos Irlandeses“, e não parei ali, continuei a procurar a resposta de Tex ser tão bom, o que faço até hoje.

Kayo Furtado Santos e o Tex GigantePorquê o Tex e não outra personagem?

Kayo Furtado: Resposta difícil. Meu pai e meu avô gostavam de um bom “bang-bang“, já está no sangue, mas não é só por isso, as magníficas aventuras, a vida meio selvagem, isso também agrada-me.

O que Tex representa para si?
Kayo Furtado: Tex representa respeito, justiça, lealdade e inúmeras outras qualidades. Um exemplo que tento seguir sempre.

Tex's de Kayo Furtado SantosQual o total de revistas de Tex que tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Kayo Furtado: Tenho pouco mais de 100 edições, as quais protejo como sendo uma parte de mim. Considero todas importantes, tenho “ciúme” maior do Tex italiano nº 200 , “L’Idolo di Cristallo“.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem?
Kayo Furtado: Tudo que estiver ao meu alcance, eu colecciono.

Kayo Furtado Santos e o Tex italiano nº 200Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Kayo Furtado: Melhor história: “Flechas Pretas Assassinas“. Gosto muito do Galep, mas acho o Ticci o melhor a nível de desenhos, já na escrita, os “Parentes de Tex” (Guido Nolitta e G. L. Bonelli), são os melhores.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Kayo Furtado: Tudo me agrada em Tex, um “meio ponto” é o fumar.

GGCarsan e Kayo Furtado SantosEm sua opinião o que faz de Tex o ícone que ele é?
Kayo Furtado: Talvez a imagem do ser puro e sempre dedicado aos outros, sem diferenciar cor, raça ou língua.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Kayo Furtado: Tenho certeza que o futuro do Ranger será tão magnífico quanto é o seu presente!

Prezado pard Kayo Furtado Santos, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Blogue brasileiro BONELLI NEWS dá a conhecer aos seus internautas o blogue português do Tex!

Logótipo BONELLI NEWSO prestigiado blogue brasileiro BONELLI NEWS, um dos vários blogues dedicados às personagens Bonellianas existentes hoje em dia na blogosfera mundial, idealizado pelo jovem, mas competente Kayo Furtado (que desta forma se torna também um dos maiores divulgadores dos fumetti, uma causa que abraçou devido à escassa divulgação feita pelas editoras) e que tem a particularidade de divulgar as novas publicações que vão saindo tanto no Brasil, como na Itália (estas com as devidas sinopses já traduzidas pelo próprio, para a nossa língua), assim como divulgar notícias e novidades sobre os fumetti Bonellianos a nível mundial, deu a conhecer no passado dia 26 de Julho de 2008, aos seus internautas, na sua rubrica de notícias, o blogue português do Tex, indicando-o em http://bonellinews.blogspot.com/2008/07/tex-willer-blog.html da seguinte forma:

Blogue do TexTex Willer Blog

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Talvez o 1º Blog dedicado a um personagem Bonelli. Depois dele muitos Blogs dedicados a outros personagens Bonelli tiveram seu nascimento na já famosa Blogosfera Bonelliana.

Um magnífico trabalho, gerenciado pelos pards portugueses Mário Marques e por ninguém menos que o mítico José Carlos Francisco, vulgo Zeca. Especialista em Tex, colaborador importantíssimo do Texbr, e convidado permanente da SBE. Ambos arranjaram tempo pra criar o Tex Willer Blog, homenageando o magnífico personagem Tex.

Beirando os 2 anos de editoração o Blog é atualizado diariamente e nos traz fabulosas entrevistas com o Staff de Tex, belíssimos desenhos dos maiores desenhistas de Tex. Um espaço glorioso é dedicado aos fãs, entrevistas, desenhos… para que mostrem toda sua paixão pelo Ranger.

O Blog (português) do Tex é um show a parte, nada escapa das suas grandiosas garras, informações não só de Tex, mas de todo mundo Bonelliano de deixar satisfeito até o mais exigente, garantindo assim a permanência nas bancas dos nossos gibis adorados.

Parabéns Mário e Zeca pelo trabalho incansável e inigualável que fazem com o Tex Willer Blog.

Então pessoal não deixem de visitar o Tex Willer Blog diariamente.

Toda a equipa do blogue do Tex, agradece imenso as palavras escritas por Kayo Furtado no Bonelli News e aproveita para desejar vida longa ao Bonelli News e recomendar a todos que nos visitam, que façam também uma visita a esse blogue tão particular!

Póster Tex Nuova Ristampa 89

Póster Tex Nuova Ristampa 89

Neste desenho da autoria de Claudio Villa vemos Tex Willer e Jack Tigre na companhia do barbudo Rocky Hazel, interrogando o renegado Jim Clayton, que se encontrava amarrado numa roda de carroça e prestes a ser chicoteado (como mandava a tradição da época, quando os homens das caravanas descobriam um renegado entre si), depois de já ter levado uma grande surra de Tex, devido ao facto de Clayton com a cumplicidade de outros patifes e dos Cheyennes, pretender espoliar tudo que os membros da caravana que ”guiava” rumo à Califórnia, possuíam.

Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #75 e inspirado na história, “Terra promessa” de G. L. Bonelli e Giovanni Ticci (Tex italiano #146 a #149).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

Fanzine “A Conquista do Oeste” – Maio/Novembro 2001 – Página 47 – “Heróis” do Oeste: Chick Bill e “Jerónimo”, um «cow-boy» brasileiro

“HERÓIS” DO OESTE

“CHICK BILL”

Fanzine “A Conquista do Oeste” – Página 47A aparição de “Chick Bill” dá-se a 30 de Abril de 1953, no primeiro número da revista “Chez Nous Junior”. Na altura, as personagens principais da série tinham cabeças de animais. Eram “Chick Bill” (o pateta), “Dog Bull” (o xerife), “Petit Caniche” (o índio) e “Kid Ordinn” (o herói). Os três primeiros tinham cabeças de cães e o último de porco. Mas esta situação dura unicamente dois episódios. Tibet que escreve e desenha os episódios, resolve então dar feições humanas às suas personagens. A partir de 1956, as aventuras de “Chick Bill” surgem igualmente na revista “Tintin”. Em “Chez Nous Junior” a série irá manter-se até 1972.

Não há dúvida que os leitores sempre se interessaram pelas Histórias aos Quadradinhos sobre o Oeste, já que esta excelente série cómica, possuía já uma grande longevidade, até à morte do seu autor recentemente. Foram 48 anos e mais de 60 álbuns publicados. Em paralelo com “Lucky Luke” de Morris (desaparecido em Julho 2001), mantiveram sempre um recorde de vendas e publicações.

As personagens principais de “Chick Bill”O sucesso de “Chick Bill” deve-se não só aos traços do seu desenhador Tibet (pseudónimo de Gilbert Gascard), como aos argumentos das suas histórias, da autoria de Greg, René Goscinny e A. P. Duchâteau. É natural que o traço de Tibet tenha perdido a sua frescura, ao longo dos anos, amadurecendo, mas tornando-se menos preciso. De qualquer dos modos, apesar de em paralelo desenhar a série “Ric Hochet”, igualmente com umas dezenas de álbuns publicados, nunca as duas séries foram prejudicadas na sua apresentação e qualidade. Aliás, a longevidade de ambas, comprova bem isso.

“JERÓNIMO”, UM «COW-BOY» BRASILEIRO

Almanaque do JerónimoEvidentemente que se os nossos desenhadores criaram personagens do Oeste, nada mais natural que os artistas brasileiros fizessem o mesmo, não deixando de aproveitar o interesse que este tema sempre despertou nos jovens leitores de então. Assim, também criaram vários “cow-boys”. É claro que não iremos falar deles todos. Escolhemos “Jerónimo” por ser a figura mais representativa e também a de maior sucesso, se considerarmos o número de revistas publicadas com as suas aventuras. Estas não se passavam verdadeiramente no Oeste e sim, no Sertão brasileiro.

“Jerónimo” foi criado por Moysés Weltman para a Rádio e, mais tarde, adaptado por Edmundo Rodrigues para as Histórias aos Quadradinhos, em Abril de 1957, para a Rio Gráfica e Editora. Milton Rangel fazia a voz de “Jerónimo” na Rádio e “Moleque Sacy”, era a voz de Cahuê Filho.

JerónimoA série na Rádio iniciou-se em 7/12/53. Em 1961 (8º ano), mais de 1500 capítulos já tinham sido transmitidos. A revista seria um êxito também e manteve-se, depois do seu lançamento, com uma periodicidade mensal. “Jerónimo” seria publicado durante mais de 7 anos, embora os últimos números já não fossem desenhados pelo seu autor inicial. O último número que se conhece da revista é o 93, datado de 1965.

“Jerónimo” viria a ser relançado pela Bloch, em formatinho, em Janeiro de 1980, a cores, com a republicação de histórias de Edmundo Rodrigues, dos quais saíram 3 números. A personagem teria direito também a uma série de TV (durante um ano e meio), discos e a um filme de longa-metragem.

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