Entrevista exclusiva: MARCO TORRICELLI

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli e  Sandro Palmas na formulação das perguntas, de Júlio Schneider (tradutor de Tex e Zagor para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura.

Marco TorricelliMarco Torricelli, bem-vindo ao blogue português de Tex. Pode apresentar-se aos nossos leitores?
Marco Torricelli: Eu nasci em Génova no dia 30 de Novembro de 1957. Frequentei o Instituto Técnico de Contabilidade, mas a paixão pelo desenho levou-me à profissão de cartunista. Eu venho de uma família de artesãos, professores, escritores e jornalistas. Além dos quadradinhos, eu gosto de literatura e de cinema, gosto de nadar e caminhar pelos bosques.

ALDEBARANComo e quando você entrou para o mundo dos quadradinhos?
Marco Torricelli: Eu comecei no mundo dos comics aos dezoito anos, fazendo quadradinhos para La Bancarella, suplemento do jornal Il Lavoro, e para Eureka com a personagem cómica em tiras Gudrun. Em 82, com o Staff di IF (Equipa de IF) de Gianni Bono, trabalhei com algumas séries como Candy Candy, Mickey Mouse, Pequeno Ranger, Magic Girl e Zagor. Nesse meio tempo fiz muitas capas para a revista escolar Andersen. Em 88 deixei o Staff di IF para colaborar com as revistas Corto Maltese, com textos do irmão Alessandro, e com L’Eternauta como autor de pequenas histórias fantasy. Depois de um intervalo com Gordon Link da Dardo (n.t.: a primeira personagem de Gianfranco Manfredi, hoje autor de Mágico Vento) e com a revista Moby Dick, voltei à SBE e colaborei com Zagor, Dampyr e Tex. Entre 2004 e 2008 frequentei um curso na Academia Lígure de Belas Artes e, desde 2007, sempre a desenhar as aventuras do Espírito da Machadinha, faço quadradinhos e ilustrações para o Mensageiro de Jesus Menino de Praga dos frades carmelitas descalços de Arenzano, belíssima cidadezinha na costa da Ligúria.

SILVER SURFERQuais são os desenhadores italianos e estrangeiros em quem se inspirou no curso de sua carreira? Há algum que, mais que os outros, você considera seu mestre ideal?
Marco Torricelli: Sempre admirei alguns desenhadores americanos clássicos e outros da era Marvel. No trabalho bonelliano eu inspirei-me certamente nos Mestres da Editora, que também conheci pessoalmente. É indelével a recordação de Aurelio Galleppini, grande homem e grande artista que, generoso nos conselhos, algumas vezes recebeu-me em seu estúdio. Creio que tanto ele quanto Gallieno Ferri podem ser considerados a minha matriz visual inicial.

Marco Torricelli desenhando na naturezaAntes de chegar a Tex, você começou a colaborar com a Bonelli por volta da metade dos anos Oitenta, trabalhando principalmente com o roteirista Marcello Toninelli. O que você mais recorda desse período?
Marco Torricelli: Eu fazia trabalhos para a SBE por meio do “Staff di IF” (Immagini e Fumetti, imagens e quadradinhos) e os roteiros chegavam à agência. Na minha opinião, Marcello Toninelli tinha óptimas ideias para Zagor e as suas descrições eram precisas, mas sem amarrar a interpretação do desenhador. Também foi um período de intenso aprendizado, e a recordação mais bonita é que eu ia da minha cidadezinha ao centro de Génova de motoneta com a pasta dos desenhos a tiracolo, e isso com qualquer tempo; eu era jovem, cheio de projectos e vontade de desenhar.

ConanDepois dessa experiência você abandonou Zagor para se dedicar a outras realidades editoriais. Quais foram as motivações?
Marco Torricelli: Eu nunca fui um cultor da BD seriada: acompanhei por muito tempo Thor, Drácula, Lobisomem (de Gerry Conway, n.t.), Conan e Surfista Prateado somente porque alguns desenhadores e histórias agradavam-me; na verdade eu aprecio muito a BD de autor, Will Eisner, Corben, Battaglia e outros poucos, e era meu desejo poder publicar alguma coisa inteiramente minha. Consegui fazer isso em revistas, mas durou pouco e não pude continuar com meus projectos. Foi uma pena, porque eu estava indo bem com a revista “Eternauta” e podia escrever, desenhar e colorir as minhas histórias fechadas (n.t.: sem o “continua no próximo número”), que sempre preferi, como aquelas de Creepy da Warren. Mas registo que a BD bonelliana é linda e variada e, em editoria, isso é coisa muito boa. Eu fui autor quando existiam as revistas, depois tive que fazer uma escolha. Se no futuro a chance aparecer, talvez pensarei em produzir uma história minha.

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Zagor coresAlguns anos depois você voltou a Zagor e, num período de renovação digno de registo, a si foi confiada história “A Bruxa da Sierra“. O que você se recorda dessa aventura?
Marco Torricelli: Eu saía de um período cinzento devido ao encerramento de uma editora para quem eu trabalhava. Eu sabia que Zagor estava em renovação e a coisa me impressionava. Para mim, o grande mérito desse renascimento é dos roteiristas. Eu havia começado a fazer “A Bruxa da Sierra” (n.t.: no Brasil, Zagor Extra 25) no interior, na pequena casa do meu irmão. O Inverno estava a acabar mas ainda fazia muito frio. Eu trabalhava perto de uma estufa a lenha – o melhor aquecimento que existe – e, no silêncio, o ambiente era bastante agradável, mais adequado a uma história como a que desenho agora.

Zagor coresNesses anos você mostrou saber mudar de estilo gráfico com desenvoltura. Quais dos episódios recentes de Zagor mais satisfizeram o seu ecletismo?
Marco Torricelli: O que estou a desenhar, com textos de Burattini. Agora eu desejo consolidar o estilo que estou a usar, solto e claro.

Conte-nos como nasceu a sua colaboração com o Dampyr de Boselli e Colombo e se você tem alguma história de Harlan Draka em preparação?
DampyrMarco Torricelli: Justamente pelo meu ecletismo Mauro Boselli telefonou-me, com a proposta de colaborar com o novo personagem. Ele surpreendeu-se a me ver perplexo: “Eu não gosto de Dampyr!”, disse-lhe. “O que? Como não? Pensei em você porque desenha com mais estilo! Você é louco!”, ele respondeu. Eu disse “não” e ele, de forma amigável, chamou-me de “louco”. Mas depois as coisas funcionaram, e assim nasceram duas histórias de uma personagem que eu não gostava; é coisa de louco! No momento não existe um projecto de trabalho com Dampyr porque uma recente proposta gráfica que apresentei foi recusada.

Copertina per FUMO DI CHINAPorque a sua passagem por Dampyr foi tão curta, apenas duas histórias?
Marco Torricelli: Durante os trabalhos Dampyr não me estimulou muito, talvez porque tive pontos de vista diferentes do roteirista. Eu havia apresentado páginas de estudo feitas no meu estilo, mas ele disse-me que não era bonelliano. Então comecei a desenhar totalmente com pincel, mas Boselli deseja um estilo com pincel mais fino. Assim, quando cheguei à página quarenta decidi refazer tudo e tentar contentá-lo.

Zagor e Dampyr: como foi essa experiência e quais foram as principais dificuldades ao desenhar personagens tão diferentes entre si?
Studio per GLI EROI DEL RAMO ROSSOMarco Torricelli: Do ponto de vista gráfico são personagens e histórias muito diferentes. Se para Zagor eu usei a técnica do pincel, para Dampyr eu experimentei usar caneta de ponta porosa, com o acréscimo de alguns reticulados para criar um clima sujo e decadente, como na história “O Conde Magnus“.

No recente especial de Zagor escrito por Luigi Mignacco (“O País das Sombras“, no Brasil ZG Especial nº 18, Mythos, out/2008, n.t.), você conferiu ao herói um rosto jovem. Foi uma escolha proposital ou isso deve-se ao estilo gráfico adoptado na ocasião?
Zagor LápisMarco Torricelli: Depois dos estudos académicos, meu modo de desenhar enriqueceu-se com novos conhecimentos gráficos e conceituais; assim, tudo o que eu desenhava, incluindo rostos, nascia daquela experiência em que se desenha a partir de coisas reais, de modelos profissionais. Na verdade eu deveria desenhar outro género de coisas porque àquela altura uma personagem padronizada como Zagor estava distante dos novos pontos de referência adquiridos, mas continuava a ser um herói muito querido.

Que ambições você tinha ou tem na SBE, sobretudo em relação a Zagor?
Marco Torricelli: Visto que, além do grotesco, sempre gostei de BD estilo cómico, eu esperava poder fazer um episódio da série cómica “Grandi Comici”, que infelizmente foi encerrada há tempos. Na espera de um eventual retorno, sigo em frente com Zagor, e bem.

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Para concluir a conversa sobre o herói de Nolitta e Ferri, pode nos dizer alguma coisa sobre a história de Zagor em que está a trabalhar?
Marco Torricelli: É uma história de Zagor, e eu a conheço em linhas gerais, porque recebo poucas páginas por vez. Começa em um mundo fantástico e paralelo e depois prossegue na floresta de Darkwood. As personagens de um escritor de romances “heroic fantasy” entram na realidade e um deles, feiticeiro poderoso, será o inimigo contra quem Zagor terá um confronto épico. É uma história com componentes fantásticos e bem estruturada com roteiro de Burattini e que será publicada em uma edição especial.

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PRESENTAZIONE TEXPassemos ao Ranger que dá nome a este blogue: como você chegou a Tex?
Marco Torricelli: Foi Sergio Bonelli quem me promoveu, durante uma visita que fiz à redacção milanesa.

Como foi o primeiro impacto?
Marco Torricelli: Eu preferia Zagor, mas preparei-me para o trabalho, no qual Boselli muito me ajudou.

Qual é a sua visão da personagem Tex?
COPERTINA per la rivista FumettoMarco Torricelli: Eu sou um purista e, com sinceridade, creio que as personagens pertencem aos seus criadores. Assim como prefiro o Zagor de Nolitta e Ferri, o melhor Tex é o de Gianluigi Bonelli e Galep.

Porque decidiu adoptar como referência para o seu trabalho o exemplo de um profissional como Galep?
Marco Torricelli: Porque para mim Tex só é Tex nos seus desenhos suaves, nervosos, expressivos e ricos de senso da história. Mas nem por isso gosto menos das outras versões da personagem.

Nas páginas que você realizou para Tex há outras influências artísticas? Cinematográficas, por exemplo?
Marco Torricelli: Mais que aos filmes, na história que sairá na Itália em Dezembro de 2009 eu inspirei-me em fotos da época. Também levei em consideração filmes como “Rio vermelho”, um clássico de John Wayne, com Montgomery Cliff e Walter Brennan. Usei a fisionomia deste último para caracterizar o cozinheiro dos caubóis que aparece na história.

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Tex pág. 69Pode nos antecipar alguma coisa sobre esse seu trabalho em Tex, quem é o roteirista, como é a ambientação, etc.?
Marco Torricelli: A história é de Mauro Boselli e está ambientada na pradaria e  num povoado chuvoso, no qual decorre uma espécie de história policial. De facto, uma misteriosa personagem aparece e desaparece, no meio da noite, entre a pancadaria no saloon, a detenção de caubóis e sequazes, e a chegada dos índios Modoc. É bem movimentada.

Qual é a sua história preferida de Tex?
Marco Torricelli: O Filho de Mefisto.

O que mais lhe agrada em Tex? E o que lhe agrada menos?
Tex pág. 70Marco Torricelli: Eu prefiro as histórias em ambientes naturais, especialmente nas florestas do norte da América. Tudo bem quanto ao resto.

O que você pensa das personagens femininas nas histórias de Tex?
Marco Torricelli: São interessantes mas às vezes creio que deixam a acção lenta. De todo modo, eu gostava de Loa.

Em 2007 tivemos em Portugal uma antecipação mundial de quinze novos desenhadores de Tex, como é o seu caso, por exemplo. Como você vê essa entrada de tantos novos elementos na equipa de Tex? Isso poderia ser um novo curso na vida da série?
Marco Torricelli: Eu penso que já é um novo curso. Os argentinos e espanhóis estão a dar uma boa versão do ranger, e Giovanni Bruzzo é óptimo, com toda a experiência de anos com Mister No e com histórias para revistas aos quadradinhos, tem um traço interessante e adequado à aventura. A sua versão de Tex é, para mim, muito convincente.

Tex pág. 109Também tem havido um reforço de roteiristas. Acha que era algo de inevitável? E, com tantos roteiristas, você não pensa que pode-se correr o risco de ver Tex desnaturado?
Marco Torricelli: Eu não creio que possa acontecer uma desnaturação. A Editora é por demais atenta a isso, os padrões são definidos. Tex, no modo de agir e pensar, só pode ser Tex, mesmo que o lápis que o faz seja outro. O facto de haver novos roteiristas parece-me uma coisa boa, serão feitas aventuras novas.

Como você vê o futuro do Ranger?
Marco Torricelli: Continuará a ser uma das personagens mais duradouras, talvez porque está inserida num tipo particular de faroeste, que independe do interesse geral pelo faroeste.

TEX Carson Tiger e Kit

Marco Torricelli no computadorQuanto tempo leva para desenhar uma página? Cumpre horários? Como é um dia padrão, entre trabalho, leituras, manter-se informado, ócio, vida familiar?
Marco Torricelli: Eu saio da cama às seis, tomo café e começo a esboçar algumas páginas com a mão esquerda ou com a direita, depende de como estou naquele momento (algumas páginas de Tex, as primeiras dez e aquelas no saloon, foram esboçadas com a esquerda). Vou em frente até às doze, almoço e depois pego das quinze até às dezoito. Depois vou andar um pouco num lugar verde e muito bonito. Depois do jantar leio e vejo um pouco de TV.

Marco Torricelli na naturezaVocê preocupa-se com documentação? O roteirista ajuda?
Marco Torricelli: Eu documento-me e gosto de visitar livrarias em busca de alguma coisa estimulante, e às vezes o roteirista envia-me o material que ele considera que vou precisar ou quando deseja algum desenho particular.

Pode nos expor a sua técnica de trabalho?
Marco Torricelli: Depois de fazer o contorno dos quadradinhos na folha, faço o esboço de todas as imagens com traços rápidos e indefinidos, para não perder a ideia, buscando identificar também o espaço necessário para os balões.
NJORDDepois reforço os traços para definir um pouco mais as fisionomias principais e os fundos de cena. Deixo para definir a página a lápis no dia seguinte, quando faço a arte-final, a passagem de tinta. Até há pouco tempo, antes de começar a trabalhar num original, eu também desenhava um layout.

Você sente-se um artesão da BD ou um artista? Para si, desenhar é um estímulo, uma diversão ou um trabalho?
Marco Torricelli: Toda pessoa que faz bem o seu trabalho é um artista, e o estímulo eu recebo da própria história, porque divirto-me a imaginar cada cena.

No presente e sobretudo no futuro haverá cada vez mais Internet. Como você vê a relação entre este meio de comunicação de massa e os quadradinhos?
Marco Torricelli: A Internet é uma ligação entre autores e público muito interessante e veloz. Por e-mail eu tenho contacto com alguns leitores e com autores – recentemente, por exemplo, tive uma breve e simpática troca de mensagens com Richard Corben. Pode-se visitar os sítios das editoras, ver imediatamente as novidades em quiosques ou livrarias, informar-se sobre mostras e ler as antecipações. Em alguns casos pude ver muitas páginas de uma história, apesar de não ser como ter a revista nas mãos, a ouvir o som do folhear da revista, sentir o aroma da tinta impressa.

Quais os seus projectos para o futuro?
Marco Torricelli: Concluir “As Parábolas de Jesus em Quadradinhos” na edição do “Messaggero de G. B.” de Dezembro e continuar a desenhar Zagor.

Palavra do Senhor

DICKENSQuais quadradinhos você lê actualmente, com quais mais se identifica?
Marco Torricelli: Leio pouca BD. A última foi uma “graphic novel” de Eisner, “O Complô”. Se saírem novos trabalhos desse autor, eu continuarei a ler.

Além dos quadradinhos, que livros você lê? E quais são as suas preferências no cinema e na música?
Marco Torricelli: Eu li com prazer os escritores russos. O mundo narrado em seus romances era, para mim, desconhecido e distante, onde as personagens eram novas, interessantes e diferentes. As peculiaridades da alma humana eram aprofundadas e bem inseridas na realidade. Modos de viver e de pensar tão bem delineados que superavam a imagem, hoje poderosa e predominante. Eu considero a palavra superior à imagem. Ela tem uma potência de comunicação sem comparação com outra coisa e faz com que se instaure uma relação directa entre o escritor e o leitor.
LA COSATambém li livros biográficos, de género fantástico americano e inglês, religioso, mitológico, filosófico e aventuroso. Gosto muito do cinema, é uma grande arte. Bergman, Kurosawa, Hitchcock, Spielberg, Monicelli, De Sica, são directores fundamentais. De música, ouço a clássica; da moderna, Paolo Conte é o meu preferido. Ouço Rondò Veneziano mas também jazz (que combina bem com quadradinhos) e um pouco de New Age que, se por alguns aspectos contém mensagens negativas, por outros é divertida.

Marco Torricelli por BiraGostaria de acrescentar mais alguma coisa? Algo que não lhe foi perguntado e que gostaria que os nossos leitores soubessem?
Marco Torricelli: Espero poder realizar uma personagem que há muitos anos tenho guardado.

Caro Marco Torricelli, em nome do blogue português de Tex nós agradecemos muitíssimo pela entrevista que tão gentilmente nos concedeu.
Marco Torricelli: Foi um belíssimo encontro. A todos vocês um fantástico, grande e aventuroso abraço!

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Intervista esclusiva: MARCO TORRICELLI

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli e Sandro Palmas per la formulazione delle domande, di Júlio Schneider (traduttore di Tex e Zagor per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura.

Marco TorricelliCiao Marco, e benvenuto sul blog portoghese di Tex! Vuoi presentarti brevemente ai nostri lettori?
Marco Torricelli: Sono nato a Genova il 30 Novembre 1957. Ho frequentato l’Istituto Tecnico per Ragionieri, ma la passione per il disegno mi ha portato verso la professione del cartoonist. Provengo da una famiglia di artigiani, insegnanti, scrittori e giornalisti. Oltre ai fumetti mi piacciono la Letteratura, il Cinema, nuotare e camminare per i boschi.

ALDEBARANCome e quando sei entrato nel mondo dei fumetti?
Marco Torricelli: Entrai diciottenne nel mondo dei comics, realizzando fumetti per La Bancarella, inserto del quotidiano Il Lavoro e per Eureka con il personaggio comico a strisce Gudrun. Nell’82 con lo staff di IF di Gianni Bono lavorai ad alcuni serial come Candy Candy, Topolino, Piccolo Ranger, Magic Girl e Zagor. Sono molte nel frattempo le copertine che realizzai per la rivista scolastica Andersen. Nell’88 lasciai lo Staff di IF per collaborare con le riviste Corto Maltese, su testi del fratello Alessandro, e con L’Eternauta come autore di brevi storie fantasy. Dopo una parentesi con Gordon Link della Dardo e con la rivista Moby Dick, tornai alla SBE collaborando a Zagor, Dampyr e Tex. Fra il 2004 e ll 2008 ha frequentato un corso di studi all’Accademia Ligustica di Belle Arti e, dal 2007, continuando a disegnare le avventure dello Spirito con la Scure, con fumetti e illustrazioni disegno per il Messaggero di Gesù Bambino di Praga dei frati carmelitani scalzi di Arenzano, bellissima cittadina sul mare della Liguria.

SILVER SURFERQuali sono i disegnatori italiani e stranieri a cui ti sei ispirato nel corso della tua carriera? Ce n’è qualcuno più di altri che consideri idealmente il tuo maestro?
Marco Torricelli: Ho sempre ammirato alcuni disegnatori americani classici e altri dell’era Marvel. Nel lavoro bonelliano mi sono ispirato certamente ai capiscuola della Casa, che ho anche conosciuto personalmente. Incancellabile è il ricordo di Aurelio Galleppini, grande uomo e grande artista che, generoso di consigli, mi ha ospitato alcune volte nel suo studio. Penso che sia lui che Gallieno Ferri si possano considerare la mia iniziale matrice visuale.

Marco Torricelli desenhando na naturezaPrima di affrontare il discorso su Tex ci sembra opportuno far conoscere agli utenti i tuoi trascorsi zagoriani. Hai iniziato a collaborare con la Bonelli intorno alla metà degli anni Ottanta, lavorando soprattutto con lo sceneggiatore Marcello Toninelli: cosa ricordi di quel periodo?
Marco Torricelli: Lavoravo per la SBE attraverso lo Staff di IF (Immagini e Fumetti) e la sceneggiatura da Milano arrivava all’agenzia. Marcello Toninelli aveva secondo me delle ottime idee per Zagor e le sue descrizioni erano precise, senza tuttavia legarmi nell’interpretazione. Era comunque un periodo di intenso apprendistato e il ricordo più bello è che andavo dalla mia cittadina in centro Genova in motorino con la cartella dei disegni a tracolla, e con qualsiasi tempo; ero giovane, pieno di progetti e voglia di disegnare.

ConanDopo quell’esperienza hai abbandonato Zagor per altre realtà editoriali. Quali sono state le motivazioni?
Marco Torricelli: Non sono mai stato un cultore del fumetto seriale: se ho seguito per molto tempo Thor, Dracula, Licantropus, Conan e Silver Surfer è solo perché mi piacevano alcuni loro disegnatori e le storie; in realtà amo il fumetto d’autore, Will Eisner, Corben, Battaglia e pochi altri, ed era mio desiderio poter pubblicare qualcosa di interamente mio. Sono riuscito a farlo con le riviste, ma durarono poco, così non potei continuare i miei progetti. Peccato, perché con “L’Eternauta” stava andando bene e potevo scrivere, disegnare e colorare le mie storie autoconclusive, che ho sempre prediletto, come quelle di Creepy della Warren. Ma vorrei precisare che il fumetto bonelliano è bello e vario e nell’Editoria è cosa molto buona. Autore sono stato quando esistevano le riviste, poi ho dovuto operare una scelta. Se in futuro avrò occasione, forse penserò a produrre una storia mia.

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Zagor coresAlcuni anni dopo sei tornato a Zagor e, in un periodo di rinnovamento degno di nota, ti è stato affidato il racconto “La strega della Sierra”. Cosa ricordi di quell’avventura?
Marco Torricelli: Uscivo da un periodo grigio dovuto alla chiusura di una casa editrice per la quale lavoravo. Sapevo che Zagor era in rinnovamento e la cosa mi stupiva favorevolmente. Penso che gran merito di tale rinascita vada agli sceneggiatori. Avevo iniziato “La strega della sierra” in campagna, nella piccola casa di mio fratello. L’inverno stava finendo ma faceva ancora molto freddo. Lavoravo vicino a una stufa a legna – il riscaldamento migliore che ci sia- e, nel silenzio, l’atmosfera era assai piacevole, più adatta a una storia come quella che disegno ora.

Zagor coresIn questi anni hai mostrato di saper mutare stile grafico con efficace disinvoltura. Quali dei recenti episodi di Zagor hanno soddisfatto la tua ecletticità?
Marco Torricelli: Quello che sto disegnando su testi di Burattini. Ora desidero consolidare lo stile che sto usando, sciolto e chiaro.

Raccontaci come nata la tua collaborazione con il Dampyr di Boselli e Colombo e se hai in cantiere episodi di Harlan Draka?
DampyrMarco Torricelli: Appunto per l’ecletticità Mauro Boselli mi telefonò, proponendomi di collaborare al nuovo personaggio. Si stupì molto sentendomi perplesso: “Non mi piace Dampyr!” dissi. “Cosa?! Come no! Ho pensato a te, perché disegni anche con più stili! Sei matto!” rispose. Quando io dico di “no” lui amichevolmente mi dice che sono “matto”. Le cose però poi funzionano lo stesso, così sono nate due storie di un personaggio che non mi piaceva, roba da matti! Al momento non esiste un progetto di lavoro su Dampyr perché una mia recente proposta grafica è stata respinta.

Copertina per FUMO DI CHINACome mai il tuo passaggio a Dampyr è stato così breve, solamente due storie?
Marco Torricelli: Durante la lavorazione, Dampyr non mi ha molto stimolato, forse perché ho avuto differenti punti di vista con lo sceneggiatore. Avevo presentato tavole di studio realizzate con uno stile a me congeniale, ma mi disse che non era bonelliano. Ho iniziato allora a disegnarlo con uno stile tutto pennello, ma a Boselli sarebbe piaciuto maggiormente uno stile a penna. Così alla quarantesima tavola decisi di rifare tutto e cercare di accontentarlo.

Zagor e Dampyr: com’è stata questa esperienza e quali sono state le principali difficoltà nel disegnare due personaggi così differenti fra loro?
Studio per GLI EROI DEL RAMO ROSSOMarco Torricelli: Dal punto di vista grafico sono personaggi e storie assai differenti. Se per Zagor ho usato la tecnica a pennello, per Dampyr ho sperimentato quella a pennarello, con l’aggiunta di qualche retino per creare un’atmosfera torbida e decadente, come ne “ Il conte Magnus”.

Nel recentissimo speciale di Zagor scritto da Luigi Mignacco hai conferito al volto dell’eroe un volto da giovincello. È stata una scelta consapevole oppure ciò è dovuto allo stile grafico adottato per l’occasione?
Zagor LápisMarco Torricelli: Dopo gli studi accademici, il mio modo di disegnare si era arricchito di nuove cognizioni grafiche e concettuali, così ogni cosa che disegnavo, volti compresi, nasceva da quella esperienza in cui si disegna dal vero con modelli professionisti. In realtà avrei dovuto disegnare altro genere di cose, perché a quel punto un serial standardizzato come Zagor era lontano dai nuovi punti di riferimento acquisiti, ma era pur sempre un eroe a me caro.

Quali ambizioni avevi o hai all’interno della SBE, soprattutto in relazione a Zagor?
Marco Torricelli: Dato che, insieme a quello grottesco, mi è sempre piaciuto il fumetto comico, speravo di poter realizzare qualche episodio della serie comica “Grandi Comici”, ormai da tempo purtroppo chiusa. In attesa di un’eventuale riapertura vado avanti bene con Zagor.

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Per chiudere il discorso sull’eroe di Nolitta e Ferri ci puoi dire qualcosa della storia di Zagor alla quale stai lavorando
?
Marco Torricelli: La conosco sommariamente, perché mi arrivano poche tavole alla volta. Inizia in un mondo fantastico e parallelo e procede poi nella foresta di Darkwood. I personaggi di uno scrittore di racconti heroic fantasy entrano nella realtà e, uno di loro, potente stregone, sarà il nemico contro cui Zagor avrà un epico scontro. È una storia dai componenti fantastici e ben strutturata sceneggiata da Burattini, sarà pubblicata in uno Speciale.

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PRESENTAZIONE TEXPassiamo adesso al Ranger che dà nome a questo blog: come sei arrivato a Tex
?
Marco Torricelli: Fu Sergio Bonelli a promuovermi, durante una mia visita alla redazione milanese.

Com’è stato il primo impatto?
Marco Torricelli: Preferivo Zagor, ma mi preparai al lavoro, nel quale Boselli mi aiutò molto.

Quale è la tua visione del personaggio Tex?
COPERTINA per la rivista FumettoMarco Torricelli: Sono un purista e in tutta sincerità ritengo che i personaggi appartengano ai loro creatori. Quindi, come per Zagor, Nolitta e Ferri, per Tex prediligo quello di Gianluigi Bonelli e Galep.

Perchè hai deciso di prendere come riferimento per il tuo lavoro l’esempio di un professionista come Galep?
Marco Torricelli: Perché per me Tex è Tex solo nei suoi disegni, morbidi, nervosi, espressivi e ricchi di senso della storia. Non per questo le altre versioni del personaggio mi piacciono meno.

Nelle tavole che hai realizzato per Tex ci sono altre influenze artistiche? Per esempio cinematografiche?
Marco Torricelli: Più che ai film, nella storia che a dicembre 2009 uscirà in Italia, mi sono ispirato alle foto d’epoca. Ho tenuto presente anche film come “Il fiume rosso”, un classico di John Wayne, con Montgomery Clift e Walter Brennan. Quest’ultimo mi ha prestato la sua fisionomia per il cuoco dei cow-boys che appare nel fumetto.

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Tex pág. 69Puoi anticiparci qualcosa sulla tua storia di Tex, chi è lo sceneggiatore, l’ambientazione ecc.
?
Marco Torricelli: La storia è di Mauro Boselli ed è ambientata nella prateria e in un paese piovoso, nel quale si svolge una specie di giallo. Infatti un personaggio misterioso appare e scompare, nella notte, fra scazzottate nel Saloon, arresti di cow-boys e di scagnozzi, e l’arrivo di indiani Modoc. E’ molto movimentata.

Qual è la tua storia preferita di Tex?
Marco Torricelli: Il figlio di Mefisto.

Cosa ti piace maggiormente in Tex? E cosa ti piace di meno?
Tex pág. 70Marco Torricelli: Preferisco le storie di ambiente naturale, specialmente nelle foreste del Nord America. Tutto bene per il resto.

Una tua opinione sui personaggi femminili nel fumetto di Tex. Cosa ne pensi?
Marco Torricelli: Sono interessanti ma a volte secondo me rallentano l’azione; comunque mi piaceva Loa.

Nel 2007 abbiamo avuto in Portogallo un’anticipazione mondiale di quindici nuovi disegnatori di Tex, com’è per esempio il tuo caso. Come vedi questa entrata di tanti nuovi elementi nello staff di Tex? Questo potrebbe essere un nuovo corso nella vita della serie?
Marco Torricelli: Penso sia già, un nuovo corso. Gli argentini e gli spagnoli stanno dando una felice versione del ranger, e ottimo è Giovanni Bruzzo, ricco dell’esperienza di anni su Mister No e storie per riviste a fumetti, che ha un segno interessante e adatto all’avventura. La sua versione di Tex è per me molto convincente.

Tex pág. 109C’è stato un rinforzo anche a livello di sceneggiatori ultimamente. Pensi che fosse qualcosa d’inevitabile? E con tanti sceneggiatori non pensi si possa correre il rischio di vedere Tex snaturato?
Marco Torricelli: Non penso possa avvenire uno snaturamento; alla Casa delle idee sono attentissimi. Gli standard sono stabiliti. Tex nel modo di agire e di pensare può essere solo Tex, anche se la matita che lo ritrae cambia. Il fatto che ci siano nuovi sceneggiatori mi pare cosa buona e si realizzeranno avventure fresche.

Come vedi il futuro del Ranger?
Marco Torricelli: Continuerà a essere uno dei personaggi più duraturi, forse anche perché è inserito in un genere particolare di western, che non risente dell’interesse o meno per il western.

TEX Carson Tiger e Kit

Marco Torricelli no computadorQuanto tempo impieghi per disegnare una tavola? Hai degli orari? Come si articola una tua giornata tipo fra lavoro, letture, tenerti informato, ozio, vita familiare?
Marco Torricelli: Mi alzo alle sei, caffè e inizio a schizzare alcune tavole con la mano sinistra o destra, come mi sento in quel momento (alcune tavole di Tex, le prime dieci e quelle nel Saloon, sono schizzate con la sinistra). Vado avanti fino alle dodici, pranzo e riattacco alle quindici fino alle diciotto. Esco e vado a camminare un’ora in un posto verde e bellissimo. Leggo la sera dopo cena e guardo poco la TV.

Marco Torricelli na naturezaCuri molto la documentazione?  Lo sceneggiatore ti aiuta?
Marco Torricelli: Sono documentato e mi piace visitare le librerie alla ricerca di qualcosa di stimolante, talvolta lo sceneggiatore mi invia quanto pensa mi occorra o desidera disegni in particolare.

Puoi esporci la tua tecnica di lavoro?
Marco Torricelli: Dopo aver squadrato il foglio, schizzo tutte le vignette con rapidi segni indefiniti, per non perdere l’idea, cercando di individuare anche lo spazio occorrente ai balloon. Poi, sui segni, accenno le fisionomie principali e gli sfondi. Lascio la tavola da definire a matita al giorno dopo, che ripasso a china. Prima di iniziare a lavorare su un originale, fino a poco tempo fa, disegnavo anche un layout.
NJORDDepois reforço os traços para definir um pouco mais as fisionomias principais e os fundos de cena. Deixo para definir a página a lápis no dia seguinte, quando faço a arte-final, a passagem de tinta. Até há pouco tempo, antes de começar a trabalhar num original, eu também desenhava um layout.

Ti senti un artigiano del fumetto oppure un artista? Disegnare è per te uno stimolo, un divertimento oppure un lavoro?
Marco Torricelli: Chiunque fa bene il proprio lavoro è un artista e lo stimolo me lo da la storia stessa, perché mi diverte immaginare ogni scena.

Nel presente e soprattutto nel futuro ci sarà sempre più Internet. Come vedi il rapporto tra questo mezzo di comunicazione di massa e il fumetto?
Marco Torricelli: Internet è un legame fra editori, autori e pubblico molto interessante e veloce. Ho contatti con alcuni lettori che mi scrivono e-mail e con autori – recentemente, ad esempio, ho avuto un breve e simpatico scambio con Richard Corben. Si possono visitare i siti delle case editrici, vedere subito le novità in edicola o in libreria, informarsi sulle manifestazioni e leggere le anticipazioni. In alcuni casi mi è capitato di vedere molte tavole di una storia, anche se non è come avere l’albo tra le mani, sentendo il fruscio della carta e talvolta il profumo della stampa.

Che progetti ci sono nel tuo futuro? Puoi già anticiparci qualcosa?
Marco Torricelli: Terminare “Le parabole di Gesù a fumetti” con il numero del Messaggero di G. B. di dicembre e continuare a disegnare Zagor.

Palavra do Senhor

DICKENSQuali fumetti leggi attualmente ovvero con quali ti identifichi maggiormente?
Marco Torricelli: Leggo pochissimi fumetti. L’ultimo è stato una graphic novel di Eisner, “Il complotto”. Se usciranno gli altri suoi lavori, continuerò a leggere quelli.

Oltre ai fumetti, quale tipo di libri leggi? E quali le tue preferenze nel campo del cinema e della musica?
Marco Torricelli: Ho letto volentieri gli scrittori russi. Quello narrato nei loro romanzi era un mondo a me sconosciuto e lontano, dove i personaggi erano nuovi, interessanti e diversi. Le peculiarità dell’animo umano erano approfondite e ben inserite nella realtà. Modi di vivere e di pensare così ben delineati da superare l’immagine, oggi potente e predominante. Ritengo la parola superiore all’immagine. Ha una potenza di comunicazione non paragonabile ad altro e fa in modo che s’instauri un rapporto diretto fra lo scrittore e il lettore.
LA COSAHo letto poi libri biografici, di genere fantastico americano e inglese, religioso, mitologico, filosofico e avventuroso. Il cinema mi piace molto, è una grande arte. Bergman, Kurosawa, Hitchcock, Spielberg, Monicelli, De Sica, sono registi fondamentali. Della musica ascolto la classica, della moderna Paolo Conte è il mio preferito, Rondò Veneziano, ma anche il jazz (che ben si addice ai fumetti) e un poco di New Age che, se per certi versi contiene messaggi negativi, per altri è divertente.

Marco Torricelli por BiraBene, noi avremmo finito. C’è ancora qualcosa che vorresti dire? Qualcosa che non ti è stato chiesto e che avresti assolutamente voluto far sapere ai nostri lettori?
Marco Torricelli: Spero di poter realizzare un personaggio che da tanti anni ho nel cassetto.

Caro Marco Torricelli, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso.
Marco Torricelli: E’ stato un bellissimo incontro. A voi tutti un fantastico, grande e avventuroso saluto!

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)

Trading Post Nº 12

TRADING POST

POR: SÉRGIO SOUSA – FOLHETIM MENSAL DE DIVULGAÇÃO DAS REVISTAS BONELLI PARA VENDA – ANO 1 – Nº12 – DEZEMBRO 08

O trading post apresenta as revistas que disponho para venda, as condições de venda e o estado de conservação das revistas. Todos os coleccionadores que o desejarem basta que o solicitem através do E-mail: sergiosousa1367@hotmail.com
Este é o décimo segundo número do Trading Post, em Janeiro de 2009 completa um ano. Por várias vezes durante o ano pensei que não valia a pena continuar, mas à medida que os coleccionadores vão completando as suas colecções e deixando de efectuar compras, outros coleccionadores vão surgindo e permitem que haja condições para seguir em frente.
Em Janeiro cá estarei para efectuar o balanço relativo ao ano que passou e, posso afirmar que manterei o TP pelo menos por mais seis meses. Desejo a todos os coleccionadores e seus familiares, um bom Natal e um óptimo ano novo.

PRECIOSIDADE

Esta rubrica não é mais que um leilão…. Invertido. A revista é colocada a um preço que vai baixando todos os dias. Os preços para cada dia estão aqui identificados. O comprador avalia a revista e contacta-me no dia que considera que a revista está com um preço justo. Não se esqueçam que só existe um exemplar e se esperarem por um preço muito baixo outros coleccionadores podem antecipar-se.

TEX 2ª EDIÇÃO Nº1 (R)Dia 26 DEZ08 22€
Dia 27 DEZ08 21€
Dia 28 DEZ08 20€
Dia 29 DEZ08 19€
Dia 30 DEZ08 18€
Dia 31 DEZ08 17€
Dia 01 JAN09  16€
Dia 02 JAN08  15€

TEX 2ª EDIÇÃO Nº1 (R)
Esta edição de Tex 2ª edição nº1 apresenta-se em estado considerado RAZOÁVEL, devido à falta de um pequeno pedaço da contracapa e das 2 últimas páginas (canto superior). A capa e a lombada encontram-se em óptimo estado.

DESTAQUES

Rubrica que apresenta as revistas que são novidade relativamente às edições anteriores.

Edições disponíveis:
Tex 2ª Edição – 9, 11, 15, 17, 20, 26, 30, 32, 33, 35, 36, 38, 40, 41, 45 e 47.
Os preços variam entre os 4,2€ (Tex 2ª 40) e os 6,5€ (Tex 2ª 9).

NOVIDADES

Rubrica que apresenta exclusivamente revistas novas da Mythos e funciona preferencialmente por encomenda. Para calcularem os preços consultem o TP de Setembro, disponível no Blogue ou solicitem uma simulação. Esta rubrica só é possível devido ao acordo existente com o Portal Tex Brasil. As revistas aqui disponibilizadas para vendas, são revistas que encomendei para completar encomendas de coleccionadores.

NovidadesEdições disponíveis:
G.C. Tex – 1, 10, 15 e 16
Tex – 451 a 465
Tex Col. – 195, 256 e 260
Tex Esp. Férias – 1
Zagor – 45, 88 e 89
Zagor Especial – 17 e 18
Zagor Extra – 54
Os preços variam entre 3€ (edições mensais de Tex) e os 7,9 (Zagor Especial 17).

REVISTAS

As revistas aqui apresentadas são as que têm vindo a acumular das edições anteriores.

RevistasEdições disponíveis:
Tex 1ª Ed. – 114, 123, 126, 128, 129, 130, 131, 138, 140, 141, 142, 143, 144, 148, 149, 163, 168, 170, 178, 181, 187, 192, 193, 194, 196, 197, 198, 199, 209, 210, 223, 224, 225, 231, 236, 238, 243, 246, 248, 253, 386, 396, 400, 402 e 404
Tex 2ª Ed. – 110, 122 e 129
Tex Almanaque – 1, 2, 3, 9, 13, 14, 17, 18 e 20
Tex Alamaque do Faroeste
Tex Colecção – 1, 2 e 197
Tex Esp. Férias – 2
Tex Ed. Histórica – 16 e 17
Tex Gigante – 9 e 10
Tex Gigante Arizona em chamas (Globo) e Tex o grande (Esp. 40 anos)
Tex Ouro – 8
Zagor Extra Record – 1
Zagor Globo – 37
Zagor Mythos – 1, 4, 10, 18 e 19
Zagor Record – 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 28, 29, 31, 33, 34, 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 50, 51, 52, 54, 57, 58 e 59
Zagor RGE/Globo – 3
Zagor Vecchi – 3 e 5
Dylan Dog – 1 e 2
Martin Mistiere Globo – 1
Mister No Record – 1, 6 e 9
Nick Raider Mythos – 1
Os preços das edições variam entre os 2,6€ (Tex 296) e os 9€ (Tex Almanaque do Faroeste)

ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS REVISTAS

NOVO (N) – Estado de banca.
ÓPTIMO (O) –
Capa e lombada sem defeitos, miolo apenas ligeiramente amarelado.
BOM (B) –
Pequenos defeitos na capa e lombada (rasgos, riscos ou pequenas palavras), miolo amarelado.
REGULAR (R) – Capa e lombada com falhas, mais que uma palavra escrita na capa. Miolo amarelado ou escurecido.
USADO (U) – Capa muito gasta ou suja pelo uso, escrita ou com rasgos. Lombada com falhas e miolo demasiado escurecido. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes.
 

CONDIÇÕES DE VENDA

  • Pagamento antecipado efectuado através de transferência bancária.
  • Entrega em mão, apenas na região de Setúbal.
  • Encomendas de montante superior a 100 Euros terão sempre como oferta os portes dos correios. Restantes encomendas, os portes serão sempre por conta do comprador salvo indicação em contrário.
  • <500g                         2,06€
  • >500g ^ <2000g         2,72€
  • >2000g ^ <4000g       4,22€
  • >4000g ^ <5000g       4,97€
  • O envio será sempre em correio registado, modalidade porte especial livros.

FACTORES QUE INFLUENCIAM OS PREÇOS

  • Estado de conservação das revistas
  • Raridade das revistas
  • Dimensão da encomenda
  • Custos de transporte
  • Custos alfandegários
  • Custo de transferência do dinheiro
  • Flutuação cambial

Como podem verificar, são muitas as variáveis que influenciam os preços das revistas. A mesma revista pode ter preços completamente diferentes, em meses seguidos, devido a estes factores.

OUTRAS INFORMAÇÕES

  • Aceito listas de faltas. A entrega de lista de faltas não compromete o coleccionador e não é garantia de conseguir as revistas em falta. As listas servem para centralizar as compras nas necessidades dos coleccionadores. Os coleccionadores que entregarem lista de faltas, serão informados da existência das revistas, antes da sua divulgação no “TRADING POST”, exercendo assim o direito de preferência. As listas de faltas serão ordenadas pela data de entrega.
  • As fotografias apresentadas no folhetim, serão sempre das revistas colocadas à venda. Adicionalmente ao folhetim seguirão outras fotos e enviarei foto de qualquer revista que me seja solicitado, excepto das revistas novas, das quais não vejo necessidade.
  • Muito excepcionalmente existe mais do que um exemplar de cada número. Somente com a divulgação deste folhetim e a entrega de listas de faltas, será possível colocar à disposição mais exemplares.
  • Agradeço o contacto de todos os coleccionadores interessados em receber o folhetim, assim como sugestões no sentido de melhorá-lo.

DIVULGAÇÃO

O folhetim será enviado a todos os coleccionadores os quais possuo contacto e aos quais peço a divulgação para os seus contactos. Será também enviado a todos aqueles que expressem vontade em recebê-lo.

Por Tex em Portugal

O Jornal Público, reconhecidamente o periódico português que mais tem divulgado a Banda Desenhada em Portugal, sobretudo devido às constantes colecções de elevada qualidade (e a um preço muito acessível) que tem publicado nos últimos tempos, como por exemplo, entre outras, “Blake e Mortimer“, “Lucky Luke“, “Tenente Blueberry“, “Grandes Autores de BD“, “Spirou” e “Corto Maltese“, lançou no seu site, um inquérito para os seus leitores escolherem sobre qual gostariam que fosse a próxima personagem de Banda Desenhada a ser editada pelo jornal.

São apresentadas oito propostas a votação, a saber:

As 8 propostas à votação

  • Alix
  • XIII
  • Gaston
  • Valerian
  • Ric Hochet
  • Os Passageiros do Vento
  • Marsupilami
  • Decálogo

TexLogótipo PúblicoMas o jornal aceita outras sugestões do seu público, pelo que aconselhamos os fãs e coleccionadores portugueses e brasileiros de Tex Willer a escreverem em grande número para ideiasparacoleccoes@publico.pt sugerindo a publicação de uma série do Ranger criado pela dupla Bonelli & Galep, justificando o porquê da sugestão, de modo a que seja considerada pelos responsáveis do Público a hipótese de publicarem Tex Willer numa das próximas colecções a ser lançada pelo jornal e deste modo, termos uma vez mais Tex editado em Portugal!

Tex WillerTex que está presente todos os meses nos quiosques portugueses desde há 37 anos, tem tido nos últimos anos uma boa divulgação no nosso país, como ainda recentemente aconteceu no FIBDA 2008 com a exposição dedicada aos “60 anos de Tex Willer“, com a presença dos artistas italianos Fabio Civitelli e Marco Bianchini, depois do sucesso que foi a exposição “A Nova Vaga de Desenhadores de Tex” ocorrida no MouraBD2007 e de vários artigos sempre presentes em inúmeros periódicos portugueses e que tornam segundo opinião do blogue português do Tex, merecedor de publicação numa prestigiada colecção do jornal Público.