A Voz do Editor: EM PAUTA AS EDIÇÕES DE FEVEREIRO E MARÇO

Dorival Vitor Lopes, editor da Mythos

Por Dorival Vitor Lopes(*)

Para ninguém se esquecer e depois dizer que ficou sem, listamos aqui todos os nossos lançamentos Mythos/Bonelli de fevereiro e março.

Começamos com o cumprimento de uma promessa feita após centenas de pedidos dos leitores: o relançamento da coleção Tex Gigante em p/b, papel offset, e mesma ordem em que saiu na Itália. E a primeira obra-prima é TEX, O GRANDE: uma eletrizante aventura de Claudio Nizzi, para os pincéis nervosos de Guido Buzelli.

Logo após, teremos o Tex Willer 55, com uma história completa de 190 páginas do início da carreira de Tex como Texas Ranger, onde ele encontra uma das mais lindas mulheres de toda a saga, a estonteante Marie Gold.

Dylan Dog 43

Em seguida, teremos Ken Parker 26, com as histórias clássicas Próxima Parada: Stockton e A Fúria de Naika, onde em ambas o personagem principal é uma… diligência.

Depois, será a vez de Dylan Dog 43, com uma linda história de Natal… quer dizer uma horripilante, apavorante, arrepiante e medonha história de Natal. Quem tiver coragem e nervos fortes que leia. Eu, hein!

Então chegou a vez do Tex 664, com a quarta e última parte da enregelante aventura no Monte Rainier e seus monstros de outro mundo. 

Aí chegamos em março já arrebentando com o Almanaque Tex 58, especialíssimo e imperdível por trazer duas histórias em que o mocinho da vez é El Morisco, o cientista-bruxo.

Tex Willer 55

Dias depois teremos o nosso magnífico Tex Omnibus 8, com mais 780 páginas da grande saga do Oeste.

Então, outra edição superespecial e coloridíssima, o Tex Especial Colorido 21, com 5 histórias curtas e magistrais do nosso ranger.

Para não perder o pique chega Tex 665, com uma aventura em duas partes de dois dos maiores criadores de Tex de todos os tempos… ninguém menos que os magníficos Claudio Nizzi e Giovanni Ticci.

Depois, para completar as emoções do mês teremos Ken Parker 27 e Dragonero 27, a saga de fantasia mais espetacular já publicada no Brasil. Juro.

(*) Texto publicado em Tex 664, em cujas capas estão as belas fotos do épico encontro texiano na Mythos em 23/12/2024, com a ilustre presença de José Carlos Francisco.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Dampyr – Adaptações de BD para lá dos super-heróis, no Jornal de Notícias de 12 de Janeiro

Texto da secção Cultura/Sugestões/Televisão & Streaming de 12/01/2025
F. Cleto e Pina

“Dampyr” é um caçador de vampiros nascido na editora Sergio Bonelli Editore

Se para muitos “adaptação de uma banda desenhada…” significa um filme de super-heróis, a verdade é que a relação entre a 7.ª e a 9ª artes vai muito além da Marvel e da DC Comics. Chegado recentemente à Netflix, “Dampyr” é um dos muitos exemplos possíveis, embora quase único no seu género.

Este aparente paradoxo tem uma explicação simples: esta película de Riccardo Chemello adapta uma obra do catálogo da Sergio Bonelli, editor por excelência de Tex, Dylan Dog e outros heróis populares, parte deles, aliás, evocados no breve mas conseguido genérico da co-produtora Bonelli Entertainment que antecipa o filme, mas são poucos os que têm passado aos ecrãs.

“Dampyr”, a designação do folclore eslavo para o filho de uma humana e de um vampiro, o que torna o seu sangue um veneno mortal para estes últimos, foi criado no ano 2000 por Mauro Boselli, explorando a temática do terror nas páginas desenhadas por Mario Rossi (Majo). Como atractivo extra, a acção decorria nos Balcãs, então palco recente de uma guerra fratricida, que a BD e a película também evocam.

Esta última, com Wade Briggs no papel do protagonista Harlan Draka, segue de perto os quadradinhos, revelando o seu nascimento e o percurso iniciático que o vai levar de charlatão alcoólico a um autêntico e mortal caçador de vampiros, contando com o apoio de Kurjak (Stuart Martin), um militar local, e de Tesla (Frida Gustavsson), uma vampira que renega os seus, para combater o senhor da noite Gorka (David Morrissey).

Obra de terror puro, a película funciona como um bom atractivo para quem já conhece a BD, mas devido a algumas especificidades originais da sua base é também aconselhável aos apreciadores do género que poderão depois, procurar os livros de Dampyr ambientados em cenários portugueses: “Aventuras em Portugal” (Levoir, 2018), em que a acção decorre em Trás-os-Montes e Gaia, e “O suicídio de Aleister Crowley” (A Seita, 2019) onde que os caminhos de Draka e Fernando Pessoa se cruzam.

Dampyr
Argumento e realização: Riccardo Chemello
Com Wade Briggs, Stuart Martin, Frida Gustavsson e David Morrissey
Netflix, 2023