Entrevista exclusiva: MAURO BOSELLI

Entrevista conduzida por  José Carlos Francisco, com a colaboração de João Miguel Lameiras, Mário João Marques e Nilson Pires Farinha na formulação das perguntas, de Júlio Schneider (tradutor de Tex e Zagor para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura.

Mauro BoselliMauro Boselli, bem-vindo ao blogue português de Tex. Comecemos com os seus dados, como data e local de nascimento, estudos e profissão.
Mauro Boselli: Eu nasci em Milão no dia 30 de Agosto de 1953, que também foi o dia em que o grande ciclista Fausto Coppi venceu o título mundial. Milão foi e ainda é uma cidade de imigração, para onde vão todos os italianos em busca de trabalho. Minha mãe era piemontesa e meu pai emiliano, daquela região da Emilia que se chama “La Bassa”, em razão da sua planície chata, perto do rio Pó, a terra de Giuseppe Verdi e de Giovanni Guareschi, o autor de “Dom Camilo”. Eu gosto muito daquela terra (e da sua comida), mas talvez por uma reacção à planície, quando era criança e andava sozinho de bicicleta pelas margens do rio, eu sonhava em me tornar explorador e alpinista, em atravessar florestas e escalar montanhas.
Mauro Boselli e CarrotNa verdade, alguns dos sonhos de infância se realizaram e passei metade da juventude a subir em montanhas de todo tipo (e cheguei até a “voar”: eu caí umas quatro vezes, mas sempre com consequências mínimas). Mas já na época estava claro que a verdadeira realização dos sonhos estava na imaginação, e eu via meu futuro como um Salgari, a criar aventuras na escrivaninha. Por um certo período, como fazia estudos clássicos, eu bandeei-me para o estudo de letras e corri o risco de tornar-me um perito em Gongora e no século do ouro espanhol, ou em algum outro autor meio esquecido. Nesse caso, as minhas eventuais publicações teriam saído em revistas de cultura profunda, lidas por poucos e seleccionados eruditos. Mas graves problemas pessoais interromperam os meus estudos universitários a um passo da formatura. Eu retomei-os há pouco tempo, mas agora não corro mais o risco de abandonar os quadradinhos.

Mauro BoselliQue lugar teve a BD, principalmente Bonelli, na sua infância?
Mauro Boselli: Eu comecei a ler sozinho aos quatro anos de idade, a folhear as revistinhas italianas de “Mickey Mouse” em formato livreto, e a me apaixonar principalmente pelas grandes histórias de Romano Scarpa, de quem na época eu não sabia o nome, claro (na época os quadradinhos populares não indicavam o nome dos autores), mas cujo estilo eu identificava de imediato, tanto desenhos quanto roteiros. E as histórias de Scarpa eram complexas, aventurosas, ricas de golpes de cena. Foi amor à primeira vista.
Dampyr com dedicatória de Mauro BoselliNa época eu também devorava as histórias feitas por Bottaro, Rebuffi, Chendi. Nos quiosques havia “Pecos Bill”, havia o “Corriere dei Piccoli” que publicava os Sobrinhos do Capitão (“Katzenjammer Kids”) e os quadradinhos de Sergio Tofano (“Signor Bonaventura”). E ainda havia as reedições de Flash Gordon, Mandrake, Fantasma, Príncipe Valente. Quando eu tinha dez anos, na Itália chegaram as BD da escola franco-belga: Michel Vaillant, Professor Mortimer, Blueberry, Asterix, Tintin. Quando eu tinha doze, nasceu a revista “Linus”, que me fez conhecer Peanuts, Popeye, Jeff Hawke, Li’l Abner. Eu sempre li quadradinhos de todo o tipo (mas não deixava de lado os romances, já havia descoberto Dickens, Dostoievski, Buzzati, os policiais, a ficção científica, Don Quixote e Ludovico Ariosto!). Dou um passo atrás: aos cinco anos tive em mãos as minhas primeiras revistinhas em tiras de Tex e aos seis encontrei na escola o filho mais novo de Giovanni Luigi Bonelli, Giorgio. Eu ainda me lembro do cheiro da tinta daquelas velhas revistinhas.

Roteiro de Dampyr #103Como você se tornou escritor de quadradinhos? Foi por acaso ou por vocação? Por quem ou por o que foi influenciado?
Mauro Boselli: Ao ler alguns dos vários quadradinhos que povoavam os quiosques italianos de então, muitas vezes eu “sobrepunha” às imagens e aos textos novas aventuras imaginadas por mim. Fantasia total. Aos onze anos eu era um prolífico improvisador de histórias. Eu guardava várias folhas com os nomes dos vários protagonistas, um pirata, um caubói, um astronauta, um agente secreto, além dos títulos das aventuras de cada um deles. Verdadeiras “séries” que só existiam dentro do meu pequeno e delirante cérebro. Nas tardes tediosas, enquanto eu e os meus amigos andávamos à toa pelas ruas da periferia, nas matas ou às margens dos rios, alguns deles escolhiam um título e eu, a partir dessa ideia, improvisava complexas narrativas aventurosas com um golpe de cena atrás do outro. Eu sabia que seria escritor, e queria me tornar o novo Salgari ou o novo Fleming, mas creio que direccionei-me para os quadradinhos só depois de conhecer pessoalmente G.L. Bonelli e a sua enorme personalidade. Quando cresci, trabalhei dois anos em seu estúdio. Bem, trabalhar não é bem o termo! Nós ficávamos a cavaquear; ou melhor, eu ficava a ouvir as suas histórias. O percurso em direcção à BD não foi linear. Depois da universidade – que abandonei quando faltavam dois exames para o final, por razões à época muito válidas – fiz um sem-número de outros trabalhos (professor, vendedor, tradutor, bibliotecário, director de “quadradinhos na TV”) e só tornei-me argumentista profissional “no meio do caminho da nossa vida”.

Fabio Civitelli e Mauro BoselliComo e quando você entrou para a SBE e qual foi o seu primeiro trabalho? E como passou a fazer parte da equipa de Tex Willer?
Mauro Boselli: Depois de vários pequenos trabalhos para a Editora, depois da experiência no estúdio de G.L. Bonelli (o “Tex Willer’s Den”) e da versão televisiva dos quadradinhos Bonelli feita em conjunto com Giorgio Bonelli e Ferruccio Alessandri, minha primeira colaboração continuada com a Bonelli começou na época em que Sergio Bonelli começou a publicar na Itália as revistas da Dargaud com a marca Bonelli-Dargaud, em 1982, e a Tiziano Sclavi foi confiada a versão italiana da revista “Pilote”, com o nome “Pilot” (sem o “e” final). A edição italiana de Sclavi e do editor de arte Maggioni foi uma obra-prima pós-moderna de criatividade gráfica aplicada aos quadradinhos. Eu era um dos redactores e, quase no final daquela experiência, tornei-me o único redactor!
Boselli por PiccinelliAliás, durante alguns meses eu fui o único redactor e faz-tudo tanto de “Pilot” quanto de “Orient Express”. Eu fazia a paginação, corrigia, traduzia e escrevia textos redaccionais em metade do expediente. Na outra metade, na sede central da Bonelli, eu escrevia outros textos (a secção de cartas de Martin Mystère, os artigos de TuttoWest), corrigia avalanches de páginas em quadradinhos e começava a escrever ou reescrever (de forma anónima) as minhas primeiras histórias (e à noite eu era bibliotecário numa biblioteca pública de Milão, mas isso não conta!). A primeira história de Tex nasceu de um argumento idealizado junto a Giorgio Bonelli, e fiz o roteiro de umas cem páginas antes de passar a G.L. Bonelli em pessoa. Ele manteve intactas as páginas já escritas e concluiu a história, sem levar em conta o meu argumento por demais complicado, e a história foi passada a Letteri. Dois anos depois, Tiziano Sclavi passou-me a história para que ela fosse alongada e para que o final (muito rápido) fosse arrumado. Eu acrescentei umas vinte páginas, reescrevi outras, mas sem poder manter a versão original. “A Ameaça Invisível” foi só um acidente de percurso. Não se podia ter a pretensão de escrever Tex sem acumular uma experiência prévia. Por isso, após escrever “River Bill” a partir de uma ideia de Nolitta, pensei em criar experiência com Zagor, e consegui convencer o severo Decio Canzio de meu valor, porque, algum tempo depois, por ocasião de uma “crise” de Nizzi, Canzio pediu-me para tapar um buraco e escrever uma história com Marcello (que havia desenhado alguns dos meus primeiros Zagor). Procurei escrever a melhor história que eu tinha em mente e foi “O Passado de Carson“. A partir dali eu me tornei, por acordo tácito, o “vice” de Claudio Nizzi.

Tex com dedicatória de Mauro BoselliO que significa para si escrever histórias de uma lenda dos quadradinhos como Tex que, no ano passado, completou 60 anos de vida editorial, uma das personagens mais longevas?
Mauro Boselli: A primeira coisa que me vem à cabeça é que trata-se de uma honra! E de uma responsabilidade. Além de um sonho realizado, é claro! Busco manter alta a bandeira de Tex e, ao mesmo tempo, procuro divertir-me. Se a cada vez eu pensasse “o que G.L. Bonelli diria?” ou “o que os leitores dirão?”, então eu não conseguiria me divertir e tampouco os leitores. Digamos que a minha visão de Tex já está englobada no meu imaginário e que deixo correr a caneta e a imaginação. Creio que cada um dos leitores tem uma PRÓPRIA visão de como Tex deveria ser; e eu – que fui e sou um leitor de Tex – também tenho uma bem definida. Também creio que a minha visão tenha uma boa margem de crédito, vista a aproximação de anos ao criador de Tex, ao seu editor e à Editora. Mas não estou a colocar-me sobre um pedestal! Digo apenas que eu seria pouco profissional se não encarasse a tarefa como profissional. É óbvio que confio na minha capacidade de administrar a personagem, ainda que seja objectivamente difícil, e espero não trair os votos de confiança que até agora os leitores me deram.

Mauro Boselli na redacçãoComo se definiria como autor de Tex? Você identifica-se em algum modo com G. L. Bonelli, Guido Nolitta ou Claudio Nizzi, os outros três grandes argumentistas de Tex?
Mauro Boselli: Não creio que seja possível “identificar-se” com outro autor. Cada um tem seu estilo diferente, e nem pode ser de outro modo. Mas é óbvio que, ao escrever Tex, o principal autor de referência deve ser G. L. Bonelli. Por ter passado bastante tempo com ele, e por ser ele uma versão “mais real que a real” de Tex Willer, parece-me ter conhecido Tex pessoalmente e, por isso, posso falar dele com conhecimento de causa! À parte as frases feitas, é a personagem que não pode ser traída. Ele sempre deve ser o herói duro e sem hesitações que G. L. Bonelli criou e espero que seja assim também nas minhas histórias.

Mauro Boselli na redacçãoSeus roteiros sempre impressionam por uma grande construção psicológica das personagens. Porque dar tamanha importância aos actores de cada aventura?
Mauro Boselli: As histórias – refiro-me à ideia de base, à trama, ao modo de montar as cenas e juntar tudo – têm muita importância para o sucesso de uma BD e eu sempre busco torná-las emocionantes e pouco previsíveis. Mas no fundo, como dizem os estruturalistas, todas as histórias escritas e impressas, a partir de Homero, baseiam-se em poucas tramas-base, sempre as mesmas. Eles estão cobertos de razão. Para esses mesmos estruturalistas as próprias personagens são simples funções narrativas, todas se equivalem. Mas aqui eles são desmentidos pelos factos. Há personagens que, aos leitores, parecem mais vivos que os vivos! Ulisses, Polifemo, Sherlock Holmes, Os Três Mosqueteiros… Tex!
Mauro Boselli na redacçãoO que se recorda de uma trama sempre são as personagens, por isso é fundamental que uma história tenha “actores” com personalidade forte. E não só os protagonistas mas também os actores coadjuvantes. Meus romancistas preferidos – e cito um por todos, Dickens – deram alma e carácter ou, de todo modo, uma migalha de vida a cada mínimo figurante! Os quadradinhos são diferentes de um romance do Século XIX, mas também na breve duração de uma revista as criaturas de papel devem atingir o leitor com algo de característico e único (no nosso caso, o desenhador ajuda!). E acrescento que meu modo de escrever não é cerebral, mas sim espontâneo e quase “automático”. Ou me vem ou não me vem. Mas como escrevo de modo “quente” e não “frio”, tenho tendência a pensar nos actores das minhas histórias como pessoas de verdade, eu me preocupo com elas, eu me emociono se morrem. Talvez eu consiga comunicar um pouco disso aos leitores. Os vilões de uma BD, por exemplo, não podem ser banais.

Mauro Boselli e José Carlos FranciscoSuas personagens não costumam ser maniqueístas. Às vezes os bons não são de todo bons e os maus nem sempre são de todo maus. Você acha que o ser humano não é bom nem mau, que cada um de nós possui ambos os lados, sempre a meio termo entre os dois componentes?
Mauro Boselli: Como se deve dar a ilusão de realidade, ainda que seja estilizada, as personagens lapidadas e ambíguas dão mais facilmente essa ilusão; além disso, criam mais atenção e participação emotiva. Na história da BD italiana, Guido Nolitta e Giancarlo Berardi foram mestres em criar personagens desse tipo. Mas nem todos os meus “characters” são ambíguos. Particularmente em Tex, eu também uso muitos mocinhos e bandidos maniqueístas ao estilo dos velhos faroestes dos anos Trinta!

Mauro Boselli e José Carlos FranciscoComo Boselli vê o nosso Ranger? Um homem com uma conduta honrada, sempre a lutar pela justiça, mesmo contra a lei, decidido e duro na medida certa, ou também um homem sensível e que sofre?
Mauro Boselli: Tex nunca hesita, esse é o problema. Ele AGE. Para ele, o pensar é ultrarrápido, pré-racional. Ele não pode parar quando alguém está em perigo, mesmo se naquele momento Tex está desarmado, mesmo se está sob a mira de uma arma. Ele pode errar, mas nunca por ter sido idiota ou mesquinho. E não pode – quase nunca – errar sobre as pessoas. Ele SABE quem é bom e quem é mau e em qual percentual. Foi assim que, em minha opinião, Bonelli-pai o descreveu. O sofrimento está dentro dele e raramente vem à tona, senão em casos esporádicos. Tex é um HERÓI forjado como aqueles míticos e deve-se ter isso em mente. Talvez alguém se espante, por não ter entendido direito as minhas histórias, mas eu sou contra a humanização de Tex (eu humanizo as personagens secundárias). Tex não é como nós. Ele nos fascina porque é algo maior.

Página de roteiro de Mauro BoselliSeus roteiros também costumam dar maior destaque a Kit Willer. Você acha que o filho de Tex sempre viveu à sombra do pai ou você apenas imagina um crescimento pessoal para a personagem?
Mauro Boselli: Eu não o uso mais do que G.L. Bonelli usou. Eu simplesmente o uso de vez em quando, como deve ser. Os pards são QUATRO, não DOIS. E também não é mais fácil escrever só para Tex e Carson. A repetitividade me entedia. Por isso, se tenho uma boa ideia, adequada a eles, coloco Tigre ou Kit ao lado de Tex. Kit, por exemplo, será o único a acompanhar o pai a um País distante, num próximo Tex Gigante (de Frisenda).

Pode nos contar como se desenvolve todo o processo de criação de uma história de Tex, todos os passos, até que a edição chegue às mãos do leitor?
Páginas de roteiro de Mauro BoselliMauro Boselli: São poucas as perguntas fáceis, hein? Eu poderia falar durante HORAS! Mas limito-me a dizer que a ideia pode chegar de qualquer lugar e a qualquer momento. Eu digo “chegar” porque uma ideia “procurada” é muito menos interessante e natural que uma “achada”, se me fiz entender. E para Tex é muito mais difícil que para Zagor ou Dampyr. Existem muito mais características precisas e o mundo do Oeste DELE é muito mais consolidado. Além disso, depois de quinhentas e cinquenta edições, as ideias novas rareiam. Mas uma sempre chega. E quando chega eu escrevo meia página para Bonelli e Canzio.
Páginas de roteiro de Mauro BoselliAí começo a trabalhar e ESPERO que me cheguem (não sei de onde!) as novas ideias em fase de desenvolvimento e desenrolar da trama. Eu escrevo diálogos e indicações para o desenhador, uma cena de cada vez. Espero que ele os estude, faça o esboço a lápis, discutimos, depois o artista faz a arte-final (n.t.: a passagem de tinta sobre o lápis) e manda as páginas definitivas. Uma cena de cada vez, não toda a história junta, visto que escrevo umas quinze histórias ao mesmo tempo. Quando a história está concluída (TODA, agora), eu a releio, ajusto os diálogos e passo ao letrista. Feito isso, mando corrigir os erros de letreiramento e outros eventuais erros de desenho. Aí vêm as matérias, as provas de impressão e a impressão. Dos artigos, o trabalho redaccional, eu cuido pela manhã, e escrevo à tarde.

Mauro Boselli na redacçãoPara desenvolver bem um roteiro, você acha melhor escrever argumentos mais detalhados ou não importa se são só poucas páginas?
Mauro Boselli: Praticamente eu não escrevo os argumentos. Ou, para ser mais exacto, quando se trata de séries controladas por mim, como Zagor (se bem que o editor actual é Moreno Burattini!) e Dampyr, como não sou obrigado a fazê-lo, não faço! Eu creio que, ao manter a rédea solta, a história sai melhor, mais criativa, livre, imprevisível, administrada pelo acaso e pelas próprias personagens e pela necessidade imperiosa de fazer os eventos se relacionar. A mim basta uma ideia inicial, uma linha-mestra, as encruzilhadas narrativas a escolher no momento oportuno e com o estímulo daquele instante. Isso também vale para Tex, mas neste caso – como é justo – submeto a Sergio Bonelli uns argumentos bem curtos, nos quais estão todas as mencionadas linhas-mestras, as personagens, os pontos aventurosos de destaque. Depois solto de novo as rédeas da fantasia e a deixo galopar. Não preciso de esquemas rígidos. Eu os acho limitadores.

Prémio Fumo di china 2007Qual é a sua técnica para desenvolver uma história com um número exacto de páginas, como por exemplo uma edição única de Tex em 110 páginas?
Mauro Boselli: Quase todas as histórias Bonelli têm 94 páginas. Dampyr, por exemplo. Tex costuma ser em duas ou três edições, 220 ou 330 páginas actualmente – também nesse caso há um número fixo de páginas. Bem, é só observar e começar a calcular os tempos com atenção quando se chega aos dois terços da história. É questão de experiência. Em dezenas de milhares de páginas escritas eu devo ter me desviado umas duas vezes e cortado uma ou duas páginas já escritas (mas NÃO já desenhadas) em vinte anos de actividade!

Mauro BoselliGradualmente você está a tornar-se o autor que mais escreve para Tex. Você planeja alterar algo na personagem?
Mauro Boselli: Calma! Tex deve continuar a ser ele mesmo. Não se pode efectuar alterações no padrão bonelliano! Pode-se e deve-se escrever histórias cativantes. Ponto. Assim, não haverá irmãos separados no nascimento, filhos, netos e noivas! Mas em algumas ocasiões nós nos inspiraremos em algum episódio menor da verdadeira história do Oeste, para lhe dar uma versão aventurosa e romanceada, como em algumas aventuras decididas com Sergio Bonelli – aquela recém-publicada dos Soldados Búfalo, por exemplo, ou uma de próxima publicação sobre os guerrilheiros do Kansas e do Missouri.

Mauro Boselli e José Carlos FranciscoQual foi seu melhor trabalho em Tex, na sua opinião? E o mais difícil?
Mauro Boselli: A minha história preferida, no sentido da que mais me satisfaz como sucesso profissional, muda de acordo com os períodos da minha vida. Por certo a minha história texiana de estreia, “O Passado de Carson“, com Marcello, serviu muito bem ao objectivo de me lançar como autor e de me fazer ser apreciado pelos leitores. Outra história que me parece bem feita, porque em linha com a personagem, épica mas também com referências aos filmes de cavalaria de John Ford, é “Rumo ao Forte Apache“, feita com José Ortiz.
Tex Gigante com dedicatória de Mauro BoselliEu tenho uma predilecção pelo Tex Gigante “Os Assassinos” porque se tratava de uma trama muito entrelaçada e, por isso, difícil de escrever, com investigações paralelas e muitas trocas de cenários para divertir Alfonso Font em sua estreia. Sim, tudo somado, as histórias das quais fiquei mais satisfeito são as que mais me mantiveram ocupado, aquelas com linhas narrativas que não podiam ser “perdidas no caminho”. Para Tex eu ainda citaria a complexa “Os Invencíveis” e “Em Território Selvagem“, para Zagor histórias como “O Explorador Desaparecido” e a saga na Escócia, “O Clã das Ilhas“. Para Dampyr histórias com flashback entre passado e futuro, como “Os Lobisomens” ou “A Maldição de Varney“. Mas às vezes a simplicidade também satisfaz, porque ainda mais difícil de ser obtida. A minha história “curta” de Tex feita por Andreucci, “Herói Por Acaso“, é um desses exemplos de simplicidade, e foi obtida a partir de uma pequena ideia administrada com atenção. Outra desse tipo é a “história de fantasmas” “A Dama do Colorado“.

Prémio Anafi 2002Seus roteiros para Alfonso Font são escritos em italiano ou espanhol?
Mauro Boselli: Eu roteirizei as primeiras páginas de “Os Assassinos” directamente em espanhol. Ainda bem que Font me disse que conhecia o italiano, e por isso todas são em italiano. Já para Seijas, Ortiz e os outros, mandamos para uma tradutora profissional, mas antes de enviar os roteiros traduzidos eu sempre faço um controle pessoal.

Estamos a nos aproximar rapidamente da edição n° 600 de Tex. Na SBE já se está a pensar nesta edição histórica? Pode nos confirmar se será uma história escrita por si, como espera a maioria dos texianos?
Mauro BoselliMauro Boselli: Já a estou a escrever e Ticci começou a desenhá-la. Será uma história aventurosa e misteriosa, mas optamos por não fazê-la particularmente comemorativa. Queremos que seja uma história típica e clássica de Tex, com muita acção e situações adequadas ao colorido. Nada de nostálgico ou de comemorativo, por uma escolha precisa do Editor, que idealizou comigo o argumento durante uma conversa informal no seu gabinete.

Sabe-se que você desenvolveu uma sintonia especial com Marcello e com Letteri, autores infelizmente já falecidos. Como se desenvolve hoje o seu trabalho com os desenhadores?
Mauro BoselliMauro Boselli: Marcello, com quem trabalhei de forma esplêndida em Zagor, foi o colaborador natural para a minha estreia texiana e juntos fizemos algumas de nossas melhores histórias. Um dia aquele grande cavalheiro da cidade de Ventimiglia disse-me que a sua esposa NUNCA havia lido uma de suas BD’s, antes de eu começar a fazer os roteiros! Um grande elogio, não acham? Letteri foi o segundo a trabalhar comigo quando me tornei ajudante do argumentista oficial de Tex, Claudio Nizzi. Fiquei orgulhoso, porque eu havia crescido com os quadradinhos do grande Guglielmo (que também havia sido o desenhador de “A Ameaça Invisível”, a minha primeira história parcial texiana). Falar agora de outros artistas e preferir um deles seria errado com os outros. Também seria falso, porque cada um tem suas características e eu acho estimulante e diferente trabalhar com cada qual.

Mauro Boselli por Bira DantasVocê sempre sabe para qual desenhador escreve ao começar uma nova história e a idealiza de acordo com suas características, ou este factor é indiferente?
Mauro Boselli: Eu sei que Sergio Bonelli, por razões práticas, diria que a coisa é indiferente, mas no fim não é sempre assim. Para o citado n° 600, por exemplo, levamos em conta uma preferência ambiental de Ticci. Sabemos que ele e Fusco preferem espaços abertos e outras coisas, mas são detalhes pequenos, não se trata de escolhas complicadas. Pergunto por exemplo a Mastantuono: “Você prefere índios ou bandidos para a próxima história?”. Se ele diz “bandidos”, fazemos a história com bandidos! Mais ponderada é a escolha para uma série mais complexa como Dampyr, na qual darei histórias oníricas e fantasiosas a autores não-realistas como Luca Rossi e Michele Cropera, aventuras dinâmicas aos desenhadores mais realistas e aquelas de terror a quem sabe fazer melhor os monstros!

Tex com dedicatória de Mauro BoselliTivemos em Portugal uma apresentação mundial de quinze novos desenhadores de Tex. Como você vê essa entrada de tantos novos artistas na equipa de Tex? Esse facto pode representar o início de uma nova fase na vida de Tex?
Mauro Boselli: É uma fase necessária. Tex precisa de milhares de páginas por ano. E todos os novos artistas são óptimos e apaixonados.

Ultimamente houve um reforço em nível de argumentistas. Você acha que isso era inevitável? E, com tantos argumentistas, não há o risco de Tex não ser mais Tex?
Mauro Boselli: Bem, não somos tantos assim. Além de mim e Nizzi, só houve a chegada efectiva de Faraci e aquela – por ora ocasional – de Manfredi e Ruju. Óptimos escritores. Não há o que temer sobre a qualidade. Ao contrário! Dá para esperar muita coisa.

Mauro BoselliHoje que Decio Canzio, responsável editorial pela personagem Tex, aposentou-se, Sergio Bonelli assumiu esse encargo. Você ambiciona chegar a esse posto?
Mauro Boselli: Nem um pouco! Como eu poderia escrever com esse excesso de responsabilidade? Na verdade, Canzio pediu dispensa do cargo, mas continua no seu lugar a trabalhar, porque não pode abrir mão disso. E nem nós! Para mim Canzio é uma figura de referência importante.

Qual será o futuro de Tex? E o de Mauro Boselli? Você se imagina daqui a 10 ou 20 anos ainda a escrever histórias para o Ranger ou um dia gostaria de tentar algo novo?
Mauro Boselli: Nós sempre nos vemos a mirar o futuro para fazer a programação dos anos seguintes, mas nunca assim tão distantes! É certo que gosto de escrever e quero sempre escrever quadradinhos. Mas eu ainda gostaria de trabalhar num romance de terror ou de aventura, só que Tex, Dampyr e Zagor não me dão tempo.

Mauro Boselli e José Carlos FranciscoQuantas histórias de Tex está a escrever actualmente? Pode nos dizer algo sobre elas ou sobre alguma em particular?
Mauro Boselli: Estou a escrever oito ou nove. São histórias de Piccinelli, Seijas, Font, Mastantuono, Leomacs… uma hora dessas vocês a lerão.

Como consegue escrever tantas histórias ao mesmo tempo, ainda mais quando se sabe que também escreve para Dampyr e Zagor? Que método você usa e como consegue ter inspiração para 3 personagens tão diferentes?
Mauro Boselli, José Carlos Francisco e Maurizio ColomboMauro Boselli: Ao escrever histórias eu nunca fiquei sem inspiração porque, quando não tenho ideias para a história X, passo à história Y, que naquele momento me estimula mais. Assim dou-me o tempo para achar ideias. Enquanto escrevo uma história, o inconsciente também trabalha para as outras, que naquele momento estão “adormecidas”. Em todo caso, sempre que me sento à máquina de escrever para retomar uma história interrompida, RELEIO e penso em tudo que escrevi daquela história até aquele momento, para não perder o fio da meada e para “reentrar” na atmosfera da aventura em questão. A diferença de géneros entre as três personagens é outro factor que ajuda.

Dampyr com dedicatória de Mauro Boselli e Maurizio ColomboQual é a importância de Tex, Zagor e Dampyr na sua vida?
Mauro Boselli: Bem, por sorte a vida, a real, não é feita só de quadradinhos! Mas se estamos a falar da vida profissional e das satisfações que pode dar, Zagor foi – como eu esperava que seria desde anos antes de começar a escrever – a verdadeiro primeira personagem com quem me envolvi com sucesso; Tex é a personagem a quem sou mais ligado em absoluto, também pelos já citados entrelaçamentos com a vida real e com os afectos reais; e Dampyr é a primeira personagem criada por mim (com Maurizio Colombo) que consegui fazer com que fosse publicado!

Zagor renasceu consigo e com Moreno Burattini. Como aconteceu essa sinergia?
Mauro Boselli: Na época (era 1989) o editor de Zagor era Renato Queirolo, meu colega de redacção já nos tempos de Orient Express. Ele também acompanhava Mister No e Nick Raider (realmente um supertrabalho!) e, para ajudá-lo, também trabalhei um pouco com os dois títulos, mas os argumentos para Nick nunca se tornaram roteiros. Para Mister No eu escrevi uma única história e, como eu já sabia há anos que aconteceria, dediquei-me a Zagor..
Mister No, Tex, Zagor e Martin MystéreMeu primeiro roteiro publicado foi “A Chama Negra”, de um texto de Ferri, e depois veio a minha colaboração com Marcello que me levaria à minha estreia em Tex. Eu e Queirolo idealizamos um renascimento zagoriano a partir de uma “viagem” cheia de imprevistos para o Espírito da Machadinha. Pareceu-nos óbvio que, além de mim, as histórias também seriam escritas por Burattini, que já havia estreado na série regular com aventuras muito clássicas e apreciadas pelos leitores. O ciclo de histórias todas ligadas entre si (uma novidade parcial, mas também um retorno ao estilo do Zagor de Nolitta) teve um grande sucesso, que pôde ser verificado no inesperado aumento de vendas. No início da experiência, Bonelli passou-me a editoria de Zagor, e Queirolo concentrou-se em Nick Raider. Burattini tornou-se o meu braço direito zagoriano, até que, anos depois e com o crescimento de meus compromissos com o nascimento de Dampyr, aos poucos eu lhe passei todas as árduas tarefas e agora o editor de Zagor é, com toda a competência, ele! Entre nós nunca houve uma rusga sequer, e ele é seguramente o autor que menos “maltratei”. Quase nunca pedi a ele para reescrever uma cena. Os outros roteiristas passam mal, porque para eles é uma experiência quase diária!

Lo sposo della vampirePassemos a Dampyr: a história “O Marido da Vampira“, cuja acção desenrola-se em Portugal, tem como ponto de partida o romance Ines de la Sierra, de Charles Nodier, ambientado no castelo de Ghismondo, peto de Barcelona. Porque você decidiu transferir o cenário da história para Portugal?
Mauro Boselli: Porque eu conheço Portugal, mas não conheço a Sierra Morena! E porque eu quis fazer assim!

Nesta história há um grande realismo na representação do povoado fictício de Riba Preta. Você já esteve em Trás-os-Montes? E qual foi o povoado real que serviu de base para Riba Preta?
Mauro Boselli: Eu usei várias paisagens e povoados da região, mas como misturei as fotos, não saberia dizer quais, desculpe.

Lo sposo della vampira com dedicatóriaVocê pensa em outra aventura de Dampyr em Portugal?
Mauro Boselli: Se eu tiver uma boa ideia. Quem sabe vocês possam me sugerir.

Dampyr chegou ao número 100. Qual é o futuro desta personagem que nos surpreende a cada número?
Mauro Boselli: É bom saber que vos surpreende. Se é assim, então é melhor não revelar nada, excepto um detalhe: será surpreendente!

Quais quadradinhos você lê actualmente? Com quais mais se identifica?
Mauro Boselli: Eu conheço bem a história da BD mundial, mas actualmente quase não leio mais quadradinhos, porque prefiro dedicar o meu tempo a ler outras coisas. De tudo! Mas releio, isso sim, os grandes clássicos da BD do passado.

Mauro BoselliAlém de BD, que tipo de livros você lê? E quais são as suas preferências no campo do cinema e da música?
Mauro Boselli: Para esta resposta um volume não bastaria. Aprecio muitos tipos de música: clássica, lírica, jazz, rock e folk… Billie Holiday, Django, Verdi, Mozart, Charles Trenet, Creedence… E também no campo das leituras, tanto ficção quanto não-ficção, não tenho muitos limites… leio no mínimo uns cem livros por ano. Quanto ao cinema, prefiro o clássico, sem qualquer dúvida.

Mauro, em nome do blogue português do Tex, agradecemos muito pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Intervista esclusiva: MAURO BOSELLI

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di João Miguel Lameiras, Mário João Marques e Nilson Pires Farinha per la formulazione delle domande, di Júlio Schneider (traduttore di Tex e Zagor per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura.

Mauro BoselliLa prego, vogliamo iniziare con i suoi dati? Data e luogo di nascita, studi svolti e professione.
Mauro Boselli: Sono nato a Milano, il 30 agosto 1953, giorno in cui, tra l’altro, il grande ciclista Fausto Coppi vinceva il suo titolo mondiale. Milano è stata ed è ancora una città d’immigrazione, dove tutti gli italiani vanno per cercare lavoro. Quindi nasco da una madre piemontese e da un padre emiliano, di quella zona dell’Emilia che si chiama “La Bassa”, perché una pianura piatta, vicino al fiume Po, la  terra di Giuseppe Verdi e di Giovanni Guareschi, l’autore di “Don Camillo”. Anche se mi piace quella terra (e il suo cibo), per reazione alla pianura, da bambino, mentre giravo da solo in bici sull’argine del fiume, sognavo di diventare esploratore e alpinista, di traversare giungle e scalare montagne.
Mauro Boselli e CarrotIn effetti, qualche sogno giovanile si è realizzato e ho passato metà della mia giovinezza a salire su montagne di ogni tipo (sono anche pericolosamente “volato”, ossia precipitato, almeno quattro volte, ma sempre con minime conseguenze). Ma già allora mi era chiaro che la vera realizzazione dei sogni era nella fantasticheria stessa, e vedevo il mio stesso futuro come un Salgari, intento a creare avventure alla sua scrivania. Per un certo periodo, avendo fatto studi classici, mi ero sviato verso lo studio delle lettere e rischiavo polverosamente di diventare un esperto di Gongora e del siglo de oro spagnolo, o di qualche altro autore semidimenticato. In quel caso, le mie eventuali pubblicazioni  sarebbero comparse su riviste di profonda cultura lette da pochi e selezionati eruditi…  Ma gravi problemi personali interruppero a suo tempo i miei studi universitari a un passo dalla laurea. Li ho ripresi da poco, ma ormai non rischio più di abbandonare i fumetti.

Mauro BoselliChe posto hanno avuto i fumetti, soprattutto i Bonelli, nella sua infanzia?
Mauro Boselli: Ho iniziato a leggere da solo a quattro anni, sfogliando i giornaletti di “Topolino” italiano formato libretto, e appassionandomi soprattutto alle grandi storie sceneggiate da Romano Scarpa, di cui allora non conoscevo naturalmente il nome (i fumetti popolari non erano firmati, a quei tempi), ma di cui individuavo subito lo stile, sia grafico che di sceneggiatura. E le storie di Scarpa, come “Topolino e la collana Chirikawa”, o “Topolino e l’unghia di Kalì” erano complesse, avventurose, ricche di colpi di scena. Fu un vero colpo di fulmine.
Dampyr com dedicatória de Mauro BoselliAll’epoca divoravo anche le storie di Bottaro, Rebuffi, Chendi. C’era in edicola “Pecos Bill”. C’era il “Corriere dei Piccoli”, che pubblicava i Katzenjammer Kids e i fumetti di  Sergio Tofano (Bonaventura). Poi c’erano le riedizioni di Flash Gordon, Mandrake, Phantom, Valiant. Quando avevo dieci anni, in Italia arrivarono i fumetti della scuola franco-belga: Michel Vaillant, Professor Mortimer, Blueberry, Asterix, Tintin. Quando ne avevo dodici, nacque la rivista “Linus”, che mi fece conoscere i Peanuts, Popeye, Jeff Hawke, Li’l Abner. Sono sempre stato un onnivoro del fumetto (anche se non trascuravo i romanzi e avevo già scoperto Dickens, Dostoevski, Buzzati, i polizieschi, la fantascienza, Don Quijote e Ludovico Ariosto!) Facendo un importante passo indietro… A cinque anni ebbi in mano i miei primi albetti a striscia di Tex e a sei anni incontrai nella mia scuola il figlio minore di Giovani Luigi Bonelli, Giorgio…  Ricordo ancora l’odore della stampa di quei vecchi albetti…

Roteiro de Dampyr #103Com’è arrivato a diventare scrittore di fumetti? Il caso o la vocazione? Da chi o cosa è stato influenzato?
Mauro Boselli: Stringendo tra le mani uno o l’altro dei numerosissimi fumetti che allora costellavano le edicole italiane, spesso “sovrapponevo” alle immagini e ai testi nuove avventure ideate da me. Una pura fantasticheria. A undici anni ero un prolifico narratore “a braccio”, un improvvisatore di storie. Avevo con me dei fogliettini con i nomi di vari protagonisti, un corsaro, un cowboy, uno spaziale, un agente segreto, e i titoli delle avventure di ciascuno. Vere e proprie “serie” che stavano solo dentro il mio delirante cervellino. Nei pomeriggi noiosi, alcuni dei miei amici sceglievano un titolo e io, mentre andavamo a zonzo per le strade di periferia, nei boschi o sulle rive dei fiumi, improvvisavo, a partire dallo spunto del titolo, complesse narrazioni avventurose con un colpo di scena dopo l’altro… Sapevo che avrei voluto scrivere, e volevo diventare il nuovo Salgari o il nuovo Fleming, ma credo che mi orientai verso i fumetti solo dopo aver conosciuto di persona G.L. Bonelli e la sua straripante personalità… Quando fui grande, lavorai anche nel suo studio, per un paio d’anni. Beh, lavorare è una parola grossa! Chiacchieravamo o, per meglio dire,  io ascoltavo i suoi racconti. Il percorso verso il fumetto non è stato lineare. Dopo l’università, abortita a due esami dalla fine per ragioni allora molto valide, ma che non sto a dire, ho fatto miriadi di altri lavori (insegnante, venditore, traduttore, bibliotecario, regista di “fumetti in TV”) e sono diventato sceneggiatore professionista soltanto “nel mezzo del cammin di nostra vita”…

Fabio Civitelli e Mauro BoselliCome e quando è entrato nella SBE e qual è stato il suo primo lavoro? E com’è successo che è passato a far parte del team Tex Willer?
Mauro Boselli: Dopo vari lavoretti di poco conto per la Casa editrice, dopo l’esperienza nello studio di GL Bonelli (il “Tex Willer’s Den”) e la riduzione televisiva dei fumetti Bonelli fatta insieme a Giorgio Bonelli e  Ferruccio Alessandri, la mia prima collaborazione continuativa con la Bonelli iniziò all’epoca in cui Sergio Bonelli iniziò a pubblicare in Italia gli albi della Dargaud con il marchio Bonelli-Dargaud, nel 1982, e a Tiziano Sclavi fu affidata la versione italiana della rivista “Pilote”. L’edizione italiana di Sclavi e del grafico Maggioni, “Pilot” (senza la e finale) fu un capolavoro postmoderno di creatività grafica applicata al fumetto. Io ero uno dei redattori e verso la fine di quell’esperienza divenni il redattore unico!
Boselli por PiccinelliPer qualche mese, anzi, fui l’unico redattore tuttofare sia di “Pilot” che di “Orient Express”. Impaginavo, correggevo, traducevo e scrivevo testi redazionali in metà giornata. Contemporaneamente, nell’altra mezza giornata, alla sede centrale della Bonelli, scrivevo altri testi (la Posta di Martin Mystère, i redazionali western per TuttoWest), correggevo valanghe di tavole a fumetti e cominciavo a scrivere o riscrivere (anonimamente) le mie prime storie… (e la sera facevo il bibliotecario in una biblioteca comunale di Milano, ma questo non c’entra!). La prima storia per Tex nacque da un soggetto ideato insieme a Giorgio Bonelli, di cui sceneggiai un centinaio di pagine prima di passarla a GL Bonelli in persona. Lui lasciò intatte le pagine già scritte e la concluse, senza però tener conto del mio soggetto troppo complicato, e la storia fu passata a Letteri. Due anni dopo, Tiziano Sclavi me la ripassò per allungarla e dare una sistemata al finale troppo sbrigativo. Aggiunsi dunque una ventina di pagine e altre ne riscrissi, ma senza poter riportare la storia alla sua versione originaria. “La minaccia invisibile” era solo un incidente di percorso. Non si poteva presumere di scrivere Tex senza fare “gavetta”. Perciò, dopo aver scritto “River Bill” da un’idea di Nolitta, puntai, per farmi le ossa, su Zagor, e riuscii a convincere del mio valore il severo Decio Canzio, perchè, qualche tempo dopo, in occasione di una “crisi” di Nizzi, Canzio mi chiese di tappare un buco scrivendo una storia con Marcello (che aveva disegnato alcuni dei miei primi Zagor)… Cercai di scrivere la storia migliore che avevo in mente e fu “Il Passato di Carson”.  Da quel momento diventai, per tacito accordo, il “vice” di Claudio Nizzi.

Tex com dedicatória de Mauro BoselliCosa significa per lei scrivere storie su una leggenda del fumetto come Tex che l’anno scorso ha compiuto i 60 anni di vita editoriale, uno dei personaggi più longevi?
Mauro Boselli: La prima cosa che mi viene in mente è che si tratta di un onore! E di una responsabilità. Oltre che di un sogno personale realizzato, è chiaro! Cerco di tenere alta come posso la bandiera di Tex e allo stesso tempo cerco di divertirmi. Se ogni volta pensassi “che cosa direbbe l’anima di GL Bonelli” o “che cosa diranno i lettori?” allora non riuscirei a divertirmi e i lettori nemmeno. Diciamo che la mia visione di Tex è già inglobata nel mio immaginario e che poi lascio correre la penna e l’immaginazione. Ognuno, credo, tra i lettori, ha una SUA visione di come Tex dovrebbe essere e pure io, che ero e sono lettore di Tex, ne ho una ben precisa. Credo anche che la mia visione abbia un buon margine d’autorevolezza, vista la vicinanza annosa al creatore di Tex, al suo editore e alla Casa editrice… ma non mi sto mettendo su un piedistallo! Dico soltanto che sarei poco professionale se non affrontassi l’impresa da professionista. Io ovviamente mi fido della mia capacità di gestire il personaggio, anche se è obiettivamente difficile, e spero di non tradire la fiducia che sinora mi hanno dato i lettori.

Mauro Boselli na redacçãoCome si definirebbe nella sua qualità di autore di Tex? Si identifica in qualche modo con G.L. Bonelli, Guido Nolitta o Claudio Nizzi, gli altri tre grandi sceneggiatori di Tex?
Mauro Boselli: Non credo sia possibile “identificarsi” con un altro autore. Ognuno ha il suo stile differente e non può essere altrimenti. E’ ovvio però che, scrivendo Tex, l’autore di riferimento principale debba essere G.L.Bonelli… Avendolo a lungo frequentato, ed essendo lui una versione “più vera del vero” di Tex Willer, mi sembra di aver conosciuto Tex personalmente e dunque di poterne parlare con ragion di causa! A parte le battute, è il personaggio che non va tradito. Lui dev’essere sempre l’eroe duro e senza esitazioni che ha creato G.L.Bonelli e spero che risulti così anche nelle mie storie.

Mauro Boselli na redacçãoLe sue sceneggiature colpiscono sempre per una grande costruzione psicologica dei personaggi. Come mai dare questa importanza agli attori di ogni avventura?
Mauro Boselli: Le storie, mi riferisco all’idea portante, alla trama, al modo di metterla in scena e intrecciarla, hanno molta importanza per il successo di un fumetto e io cerco sempre di renderle avvincenti e poco prevedibili. Ma in fondo, come dicono gli strutturalisti, tutte le storie scritte e stampate, da Omero in poi, si basano su poche trame di base, sempre quelle. Hanno abbastanza ragione. Per questi stessi strutturalisti anche i  personaggi sono semplici funzioni narrative, che si equivalgono tra loro. Qui vengono smentiti dai fatti. Ci sono Personaggi che ai lettori appaiono vivi più dei vivi!! Ulisse, Polifemo, Sherlock Holmes, I Tre Moschettieri… Tex!
Mauro Boselli na redacçãoQuello che si ricorda di una vicenda sono sempre i personaggi, perciò è fondamentale che una storia abbia degli “attori” con una forte personalità. E non solo i protagonisti, ma anche gli attori minori. I miei romanzieri preferiti e ne cito uno per tutti, Dickens, hanno dato anima, carattere o comunque una briciola di vita a ogni minima comparsa!  Il fumetto è diverso da un romanzo ottocentesco, ma anche nel breve arco di un albo le creature di carta devono colpire il lettore con qualcosa di caratteristico e unico (il disegno nel nostro caso aiuta!).  Aggiungo anche che il mio modo di scrivere non è cerebrale, ma spontaneo e quasi “automatico”, perciò non mi siedo a pensare “devo inventare un personaggio indimenticabile”. O mi  viene oppure non mi viene. Ma siccome scrivo in modo “caldo” e non “freddo”, tendo a pensare agli attori delle mie storie come a persone vere e mi preoccupo per loro o mi emoziono se ci lasciano la pelle. Forse riesco a comunicare qualcosa di ciò ai lettori. I cattivi di un fumetto, per esempio, non devono essere mai banali…

Mauro Boselli e José Carlos FranciscoI suoi personaggi non sono generalmente manicheisti. A volte i buoni non sono del tutto buoni ed i cattivi non sempre del tutto cattivi. Lei pensa che ognuno di noi non sia mai né buono né cattivo, che ognuno possegga ambo i lati, rimanendo sempre in bilico fra i due comportamenti?
Mauro Boselli: Dato che bisogna dare l’illusione del vero, sia pure stilizzando, e di molto, la realtà, i personaggi sfaccettati e ambigui danno più facilmente quest’illusione e, inoltre, creano più attenzione e partecipazione emotiva. Nella storia del fumetto italiano, Guido Nolitta e Giancarlo Berardi sono stati maestri nell’inventare personaggi del genere. Ma non tutti i miei “characters” sono così ambigui. In Tex, in particolare, uso anch’io molti buoni e cattivi a tutto tondo come nei vecchi western degli anni Trenta!

Mauro Boselli e José Carlos FranciscoCome Boselli vede il nostro Ranger? Un uomo con una condotta piena di onore, sempre a lottare per la giustizia, anche se contro la legge, deciso e duro quanto basta, o anche un uomo sensibile e che soffre?
Mauro Boselli: Tex non esita mai, questo è il problema. Lui AGISCE. La riflessione in lui è ultrarapida, prerazionale. Non può fermarsi quando qualcuno è in pericolo, anche se in quel momento Tex è disarmato, anche se è sotto tiro, Può sbagliare, ma mai da stupido o da meschino. E non può –quasi mai- sbagliarsi sulle persone. Lui SA chi è buono e chi cattivo e in quale percentuale.  Così, secondo me, lo ha descritto Bonelli padre. La sofferenza è dentro di lui e raramente la tira fuori, se non in casi epocali. Tex è un EROE della stoffa di quelli mitici e di questo bisogna tener conto.  Forse qualcuno si stupirà, avendo frainteso le mie storie, ma io sono contro l’umanizzazione di Tex (infatti umanizzo i personaggi SECONDARI). Tex non è come noi. Ci affascina perché è qualcosa di più grande.

Página de roteiro de Mauro BoselliLe sue sceneggiature tendono anche a dare maggior protagonismo a Kit Willer. Pensa che il figlio di Tex abbia sempre vissuto all’ombra del padre o è un semplice sviluppo personale che lei immagina per il personaggio?
Mauro Boselli: Non lo uso più di quanto avesse fatto GL Bonelli. Lo sto semplicemente usando ogni tanto, come è giusto che sia. I pards sono QUATTRO, non DUE. E non è neanche più facile scrivere solo per Tex e Carson. La ripetitività mi annoia. Perciò, se ho una buona idea, adatta a loro, uso a fianco del padre Tiger o Kit. Kit, per esempio, sarà il solo ad accompagnare il padre in un lontano Paese, in un imminente Texone (di Frisenda).

Può dirci come si svolge tutto il processo di creazione di una storia di Tex, può raccontarci tutti i passi, fino a quando il fascicolo arriva nelle mani del lettore?
Páginas de roteiro de Mauro BoselliMauro Boselli: Domande facili poche, eh? Potrei parlarne PER ORE!!  Mi limito a dire che l’idea può arrivare da dovunque e in qualsiasi momento. Dico “arrivare” perché un’idea “cercata” è molto meno interessante e fresca di una “trovata”, se capite quel che intendo. E per Tex è molto più difficile che per Zagor o Dampyr. Ci sono molte più caratteristiche precise e il mondo del SUO West molto più consolidato. Inoltre, dopo cinquecentocinquanta albi, le idee nuove scarseggiano. Ma una arriva sempre. E quando arriva scrivo mezza pagina per Bonelli e Canzio.
Páginas de roteiro de Mauro BoselliQuindi mi metto a lavorare e ASPETTO  che mi arrivino (da non so dove!) le nuove idee in fase di sviluppo e intreccio. Scrivo dialoghi e indicazioni per il disegnatore, una scena alla volta. Aspetto da lui gli studi, le matite, ne discuto, poi l’artista inchiostra e manda le tavole definitive. Una scena alla volta, non tutta la storia insieme, visto che scrivo una quindicina di storie contemporaneamente. Quando la storia è finita (TUTTA, stavolta) la rileggo, limo il dialogo, la passo al lettering. Quando è letterata, faccio correggere errori di lettering e altri eventuali errori di disegno. Poi le varie letture redazionali, le ciano, la stampa. Del lavoro redazionale mi occupo al mattino e scrivo nel pomeriggio.

Mauro Boselli na redacçãoPer poter poi svolgere bene una sceneggiatura si trova meglio a scrivere soggetti più ampi o non le importa se sono solo poche pagine?
Mauro Boselli: Non scrivo praticamente i soggetti. O, per essere più precisi… quando si tratta di serie controllate da me, come Zagor (anche se ora la cura Moreno Burattini!) e Dampyr, visto che non sono obbligato a farlo, non lo faccio! Trovo che la storia venga meglio, più creativa, libera, imprevedibile, gestita dal caso e dagli stessi personaggi e dalla necessità imperscrutabile del concatenarsi degli eventi, se tengo lente le redini. Mi basta solo uno spunto iniziale, qualche linea guida, dei bivi narrativi tra cui scegliere al momento opportuno e con l’estro dell’istante… Questo vale anche per Tex, per il quale però, come è giusto, sottopongo a Sergio Bonelli dei brevi, brevissimi soggetti, in cui ci siano tutte le suddette linee guida, i personaggi, i punti salienti e avventurosi. Poi allento di nuovo le redini alla fantasia e la lascio galoppare. Non ho bisogno di schemi rigidi. Li trovo limitanti.

Prémio Fumo di china 2007Qual è la sua tecnica per sviluppare una storia con un numero esatto di pagine, come ad esempio una edizione unica di Tex su 110 pagine?
Mauro Boselli: Quasi tutte le storie Bonelli hanno 94 pagine, Dampyr per esempio. Tex in genere è su due o tre albi, attualmente, 220 o 330 pagine. Anche queste hanno dunque un numero fisso di pagine. Beh, basta andare a occhio e cominciare a calcolare i tempi con attenzione quando si è a circa due terzi della storia. E’ questione di esperienza, Su decine di migliaia di pagine scritte avrò sgarrato un paio di volte e tagliato una o due  pagine già scritte (ma NON già disegnate) in vent’anni di attività!

Mauro BoselliLei sta diventando gradualmente l’autore che scrive di più per Tex. Ha in mente  qualche obiettivo per sviluppare il personaggio?
Mauro Boselli: Calma! Tex deve restare se stesso. Non si possono apportare modifiche al canone bonelliano! Si possono e si devono scrivere storie avvincenti. Punto. Non ci saranno dunque fratelli separati alla nascita, figli, nipoti e fidanzate! Ma in qualche occasione ci ispireremo a qualche episodio minore della vera storia del West, per darne una versione avventurosa e romanzata, come in alcune avventure decise con Sergio Bonelli (quella appena uscita dei Buffalo Soldiers, ad esempio, o una di prossima pubblicazione sui guerriglieri del Kansas e del Missouri).

Mauro Boselli e José Carlos FranciscoQual è stato il suo miglior lavoro su Tex, secondo lei? Ed il più difficile?
Mauro Boselli: La storia preferita, nel senso che mi soddisfa di più come riuscita professionale, cambia a seconda dei periodi della mia vita. Di sicuro, la mia storia texiana d’esordio, “Il passato di Carson”, con Marcello, è servita egregiamente allo scopo, che era quello di lanciarmi come autore e di farmi apprezzare dai lettori… Un’altra storia che mi sembra ben riuscita, perché in linea col personaggio, epica, ma anche con riferimenti ai “cavalry films” di John Ford, è “Sulla pista di Fort Apache”, realizzata con José Ortiz.
Tex Gigante com dedicatória de Mauro BoselliIo ho una predilezione per il Texone “Gli assassini”, perché si trattava di una trama  molto intrecciata e quindi difficile da scrivere, con  indagini parallele e molti cambi di scenario per divertire Alfonso Font al suo esordio. Sì, tutto sommato le storie di cui sono più soddisfatto sono quelle che mi hanno impegnato di più, quelle con più fili narrativi da non “perdere per strada”. Per Tex citerei anche la complessa “Gli invincibili” e il MaxiTex “Nei Territori del Nordovest”, per Zagor storie come “L’esploratore scomparso” e  la saga in Scozia, “Il clan delle isole”. Per Dampyr storie con flashback tra passato e futuro, come “I lupi mannari” o “La maledizione di Varney”. Ma anche la semplicità, a volte, soddisfa, perché ancor più difficile da ottenere. La mia storia di Tex breve con Andreucci, “Eroe per caso”, è uno di questi esempi di raggiunta semplicità, ottenuta partendo da una piccola idea gestita con attenzione. Un’altra di questo genere è la ghost story “Colorado Belle”.

Prémio Anafi 2002Le sue sceneggiature per Alfonso Font sono scritte in italiano o spagnolo?
Mauro Boselli: Le prime pagine degli “Assassini” gliele avevo sceneggiate direttamente in spagnolo. Per fortuna Font mi disse che conosceva l’italiano, quindi sono in italiano. Per Seijas, Ortiz e gli altri invece le facciamo tradurre da una traduttrice professionista, ma prima di inviare la sceneggiatura tradotta, io la controllo sempre personalmente.

Ci stiamo avvicinando rapidamente all’edizione del n° 600 di Tex. Alla SBE si sta già pensando a questa edizione storica ? Ci può confermare se sarà una storia scritta da lei, come spera la maggior parte dei texiani?
Mauro BoselliMauro Boselli: La sto già scrivendo e Ticci ha iniziato a disegnarla. Sarà una storia avventurosa e misteriosa, ma abbiamo scelto di non renderla particolarmente celebrativa. Vogliamo che sia una tipica, classica storia di Tex, con molta azione e situazioni adatte al colore. Niente di nostalgico o di commemorativo, per precisa scelta dell’Editore, che ha ideato insieme a me il soggetto durante una chiacchierata informale nel suo ufficio!

E’ noto che lei ha sviluppato una sintonia speciale con Marcello e con Letteri, autori purtroppo defunti. Come si svolge oggi il suo lavoro con i disegnatori? Ha un rapporto speciale con qualcuno di loro?
Mauro BoselliMauro Boselli: Marcello, con cui avevo collaborato splendidamente a Zagor, fu il collaboratore naturale per il mio esordio texiano e insieme realizzammo alcune delle nostre storie migliori. Un giorno quel grande gentiluomo di Ventimiglia mi disse che sua moglie non aveva MAI letto alcuno dei suoi fumetti, sinché non avevo cominciato a sceneggiarli io! Un grande complimento, vi pare? Letteri fu il secondo che mi fu affidato quando divenni l’aiutante dello sceneggiatore ufficiale di Tex, Claudio Nizzi. Ne fui lieto perché ero cresciuto con i fumetti del grande Guglielmo (che era stato anche disegnatore de “La minaccia invisibile”, la mia prima, parziale storia texiana). Parlare ora degli altri artisti e preferirne uno sarebbe fare torto agli altri. Sarebbe anche falso, perché ognuno ha le sue caratteristiche e io trovo stimolante e diverso lavorare con ciascuno di loro.

Mauro Boselli por Bira DantasSa sempre per quale disegnatore scrive quando inizia una nuova storia, ideandola quindi pensando alle sue caratteristiche, o questo fattore è indifferente?
Mauro Boselli: So bene che Sergio Bonelli, per ragioni pratiche, direbbe che la cosa è indifferente, ma alla fine non è sempre così. Per il citato n.600, per esempio, abbiamo tenuto conto di una preferenza ambientale di Ticci. Sappiamo che lui e Fusco prediligono gli spazi aperti, ecc… ma sono piccole cose di questo conto, chiaramente, non si tratta di scelte complicate. Chiedo per es. a Mastantuono: “Preferisci indiani o banditi per la prossima storia?” Se lui dice “banditi”, si fa la storia con i banditi! Più oculata è la scelta per una serie maggiormente complessa come Dampyr, dove darò storie oniriche e fantasy ad autori non realistici come Luca Rossi e Michele Cropera, avventure dinamiche ai disegnatori più realistici e quelle horror a chi sa fare meglio i mostri!

Tex com dedicatória de Mauro BoselliIn Portogallo abbiamo avuto una presentazione mondiale di quindici nuovi disegnatori di Tex. Come vede lei questa entrata di così tanti nuovi artisti per lo staff di Tex? Può darsi che questo fatto sia l’inizio di una nuova fase nella vita di Tex?
Mauro Boselli: E’ una fase necessaria. Tex ha bisogno di migliaia di pagine ogni anno. E tutti i nuovi artisti sono bravi e appassionati.

Ultimamente c’è stato un rinforzo a livello di sceneggiatori. Secondo lei la cosa era inevitabile? E con tanti scrittori non si corre il rischio che Tex possa non essere più lui?
Mauro Boselli: Beh, non siamo poi così tanti. Oltre a me e a Nizzi, solo l’apporto continuativo di Faraci e quello per ora occasionale di Manfredi e Ruju. Ottimi scrittori. Non c’è da temere sulla qualità… Anzi! C’è da ben sperare.

Mauro BoselliOra che Decio Canzio, responsabile editoriale per il personaggio Tex, è andato in pensione, Sergio Bonelli ha questa carica ad interim. E’ un posto a cui lei ambisce?
Mauro Boselli: Niente affatto! Come farei a scrivere se avessi troppe responsabilità di quel tipo? Lo stesso Canzio, in realtà, si è dimesso dalla carica, però è sempre al suo posto a lavorare perché non potrebbe farne a meno e noi neppure! Canzio è per me una figura di riferimento importante.

Quale sarà il futuro di Tex? E quello di Mauro Boselli? Riesce ad immaginarsi fra 10 o 20 anni a scrivere ancora storie per il Ranger o le piacerebbe, un giorno, provare qualcosa di nuovo?
Mauro Boselli: Noi guardiamo sempre al futuro per programmare le annate imminenti, ma così lontano mai! Di sicuro mi piace scrivere e voglio scrivere fumetti. Mi piacerebbe cimentarmi, prima o poi, con un romanzo horror o d’avventura, ma Tex, Dampyr e Zagor non me ne lasciano il tempo.

Mauro Boselli e José Carlos FranciscoQuante storie di Tex sta scrivendo attualmente? Può dirci qualcosa su di esse, o su qualcuna in particolare?
Mauro Boselli: Ne sto scrivendo otto o nove. Ci sono storie di Piccinelli, Seijas, Font, Mastantuono, Leomacs… Prima o poi le leggerete…

Come riesce a scrivere tante storie simultaneamente, sapendo oltretutto che scrive anche per Dampyr e Zagor ? Può dirci quale metodo utilizza e come riesce ad avere l’ispirazione per 3 personaggi così diversi?
Mauro Boselli, José Carlos Francisco e Maurizio ColomboMauro Boselli: Scrivendo tante storie, non sono mai a corto di ispirazione, perché, quando non ho l’idea per la storia X, passo alla storia Y, che in quel momento mi stimola di più. Così mi do il tempo per trovare idee. Mentre scrivo una storia, l’inconscio lavora anche per le altre, che sono in quel momento “dormienti”. In ogni caso, ogni volta che mi siedo alla macchina da scrivere per riprendere una storia interrotta, RILEGGO e medito tutto ciò che di quella storia ho scritto fino a quel momento, per non perdere i fili e per “rientrare” nell’atmosfera dell’avventura in questione. La differenza di generi tra i tre personaggi è un altro fattore che aiuta…

Dampyr com dedicatória de Mauro Boselli e Maurizio ColomboQual è l’importanza di Tex, Zagor e Dampyr nella sua vita?
Mauro Boselli: Beh, per fortuna la vita, quella vera, non è fatta solo di fumetti! Se però parliamo della vita professionale e delle soddisfazioni che può dare, Zagor è stato, come da alcuni anni prima di iniziare a scrivere mi aspettavo che sarebbe stato, il vero primo personaggio su cui mi sono cimentato con successo; Tex è il personaggio a cui sono più legato in assoluto, anche per i già citati intrecci con la vita vera e i veri affetti, e Dampyr è il primo personaggio da me ideato (con Maurizio Colombo) che sia riuscito a far pubblicare!

Zagor è rinato con lei e Moreno Burattini. Come è avvenuta questa sinergia?
Mauro Boselli: All’epoca (1989 circa) il curatore di Zagor era Renato Queirolo, mio collega di redazione già dall’epoca di Orient Express. Lui a quei tempi seguiva anche Mister No e Nick Raider (davvero un superlavoro!), Per aiutarlo lavorai un po’ anche sulle altre due testate, ma i soggetti gialli per Nick non divennero mai sceneggiature, per Mister No scrissi una sola storia e, come già sapevo da anni che sarebbe accaduto, mi dedicai a Zagor.
Mister No, Tex, Zagor e Martin MystéreLa mia prima storia sceneggiata fu “La Fiamma Nera”, su disegni di Ferri, e dopo venne la mia collaborazione con Marcello che avrebbe portato al mio esordio in Tex. Io e Queirolo ideammo una rinascita zagoriana a partire da un “viaggio” costellato di imprevisti per lo Spirito con la Scure. Ci sembrò ovvio che oltre a me le altre storie sarebbero state scritte da Burattini, che aveva già esordito sulla serie regolare con avventure molto classiche e gradite dai lettori. Il ciclo di storie tutte collegate tra loro (una parziale novità, ma anche un ritorno allo stile dello Zagor di Nolitta) ebbe grande successo, riscontrabile anche nell’inusitato aumento delle vendite. All’inizio dell’esperienza, Bonelli mi affidò la cura di Zagor e Queirolo si concentrò su Nick Raider. Burattini divenne il mio braccio destro zagoriano, poi, anni dopo, crescendo i miei impegni con la nascita di Dampyr, gli ho passato poco alla volta tutto il gravoso lavoro e adesso il curatore di Zagor è, egregiamente, proprio lui! Tra noi non c’è mai stato uno screzio che sia uno ed è sicuramente l’autore da me meno “maltrattato” in assoluto. Non gli ho quasi mai chiesto di riscrivere una scena. Gli altri sceneggiatori rimarranno male, perché invece per loro è esperienza quasi quotidiana!

Lo sposo della vampirePassando a parlare di Dampyr: la storia “Lo sposo della Vampira”, la cui azione si svolge in Portogallo, ha come punto di partenza il romanzo Ines de la Sierra di Charles Nodier, che ha luogo nel castello di Ghismondo vicino a Barcellona. Perché ha deciso di trasferire lo scenario della storia in Portogallo?
Mauro Boselli: Perché conosco il Portogallo, ma non ancora la Sierra Morena! E perché mi andava così!

In questa storia vi è un grande realismo nella rappresentazione del villaggio fittizio di Riba Preta. E’ già stato di persona a Trás-os-Montes? E qual è stato il villaggio reale che è servito di base per Riba Preta?
Mauro Boselli: Ho usato vari paesaggi e villaggi della regione, ma, avendo mischiato le foto, non saprei più dirvi quali, mi dispiace.

Lo sposo della vampira com dedicatóriaPensa ad un’altra avventura di Dampyr in Portogallo?
Mauro Boselli: Se mi verrà una buona idea. O potreste suggerirmela voi…

Dampyr ha raggiunto il numero 100. Qual è il futuro di questo personaggio che ci sorprende ad ogni numero?
Mauro Boselli: Mi fa piacere che vi sorprenda, Se e così, sarà dunque meglio che non vi sveli alcunché, tranne un particolare: sarà sorprendente!

Quali fumetti legge attualmente ovvero con quali si identifica maggiormente?
Mauro Boselli: Conosco bene la storia del fumetto mondiale, ma attualmente non leggo quasi più fumetti, perché preferisco dedicare  il mio tempo a leggere altre cose… Di tutto! Ma rileggo, questo sì, i grandi classici del fumetto del passato…

Mauro BoselliOltre ai fumetti, quale tipo di libri legge? E quali sono le sue preferenze nel campo del cinema e della musica?
Mauro Boselli: Qui temo che non basterebbe un volume. Apprezzo molti tipi di musica: classica, lirica, jazz, rock e folk… Billie Holiday, Django, Verdi, Mozart, Charles Trenet, i Creedence… E anche nel campo delle letture, sia di narrativa che di saggistica, non ho molti limiti… leggo almeno un centinaio di libri all’anno… In quanto al cinema, preferisco quello classico, di gran lunga.

Mauro, a nome dei texiani portoghesi, vi ringraziamo per l’intervista che ci hai gentilmente concesso.

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)

Portugal – Edições de Abril

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela LOGISTA PUBLICAÇÕES, para o mês de ABRIL de 2009:

TEX 442TEX 442
TUMAK, O IMPLACÁVEL

Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Fabio Civitelli

O professor Lovestock, arqueólogo e pesquisador inglês da civilização pré-colombiana, organiza uma expedição arqueológica em busca do que seria um povoado da civilização pré-colombiana, os Anasazi. Mas, durante a viagem em território indígena, atraem para si as atenções do ambicioso guerreiro Tumak, que resolve varrer os brancos da face da Terra, defendendo o vale sagrado e os direitos da sua gente. Tex é chamado para intervir e recebe a missão de evitar um terrível derramamento de sangue…
2,90€

TEX COLEÇÃO 234TEX COLEÇÃO 234
CANYON DIABLO

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini e Virgilio Muzzi

Os ânimos estão quentíssimos em Canyon Diablo. Com nomes falsos de Texas Bill e Old Kit, Tex e Carson estão aprontando todas na intenção de que os trabalhos da ferrovia prossigam sem mais atrasos. Tom Clebber parte para o ataque contra Tex e Carson, mas estes agora contam com o auxílio de seus companheiros Jack Tigre e Kit Willer. Acção explosiva do começo ao fim!
2,90€

TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 74TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 74
A GRANDE INTRIGA (2ª Parte)

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Erio Nicolò

Nesta edição você vai ver a segunda e última parte da história A Grande Intriga, considerada por boa parte dos texianos brasileiros e italianos como a MELHOR história de Tex de todos os tempos.
Após passar um período na penitenciária, Tex, ajudado por Carson, consegue fugir. Agora ele vai abrir a temporada de caça a quem armou o diabólico plano para eliminá-lo…
7,50€

OS GRANDES CLÁSSICOS DE TEX 14OS GRANDES CLÁSSICOS DE TEX 14
OS FILHOS DA NOITE

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini

Uma expedição científica entra no México em busca de um antigo templo azteca e faz uma assombrosa descoberta: ao abrir o portal do templo uma misteriosa força da natureza é accionada e dá vida a treze múmias enterradas no local há muitos séculos. Essas múmias, vivas e cheias de misteriosos poderes, escravizam os cientistas e começam a arregimentar milhares de índios iaquis para fazer renascer o império azteca no México. Ao saírem à procura do Professor Nizon e seus companheiros, Tex e Carson vão ter que enfrentar seres fantásticos que podem se teleportar no espaço e são invulneráveis a tiros e socos. Mesmo envolvendo várias tribos de índios na empreitada, nossos heróis não têm chance contra as antigas criaturas, que podem também penetrar no cérebro dos humanos e causar loucura. Sem dúvida esta é uma das mais emocionantes e complicadas aventuras em que Tex e Carson se envolveram em suas carreiras de justiceiros aventureiros…
7,50€

ALMANAQUE TEX 33.
ALMANAQUE TEX
33
POLÍCIA APACHE

Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Ernesto Garcia Seijas

Um bando de apaches fugidos da reserva é injustamente acusado de ter envenenado os poços da tribo. Entre as vítimas, estão os parentes de Salgado, chefe da polícia tribal, o qual jurou vingança e quer usar de todos os meios possíveis para capturar os fugitivos. Caberá a Tex a missão de impedir um confronto fratricida e encontrar os verdadeiros culpados do massacre.
4,00€

ZAGOR 91ZAGOR 91
ALUCINAÇÕES MORTAIS

Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Gaetano e Gaspare Cassaro

Os terríveis demónios sumérios libertados pelos seguidores de Namtar andam à solta no museu de Richmond, espalhando horror e sangue!
Zagor terá de descobrir a origem do mal antes que mais vidas sejam ceifadas!
2,90€

ZAGOR EXTRA 56ZAGOR EXTRA 56
PRESSÁGIOS SINISTROS

Texto: Marcello Toninelli e Ade Capone – Desenhos: Marco Torricelli e Michele Pepe

No acampamento dos Delaware de Corvan (para onde Zagor e Chico se dirigiram para assistir ao casamento da filha de Corvan, Teila, com o valoroso guerreiro Gotam), chega um velho índio, Diablar, o qual profetiza uma iminente catástrofe na floresta. Ninguém crê em seu verbo, mas naquela noite desaba uma violentíssima e avassaladora tempestade que deixa toda floresta de Darkwood debaixo de água…
2,90€

ZAGOR ESPECIAL 16ZAGOR ESPECIAL 16
O GRANDE COMPLÔ

Texto: Guido Nolitta – Desenhos: Franco Donatelli

Na floresta de Darkwood, Zagor e Chico encontram John Mycroft, um agente secreto britânico que lhes revela a existência de um criminoso misterioso conhecido como Tecedor, um conspirador que, depois de cometer vários atentados na Europa, fugiu para a América com a intenção de conquistar o poder lançando o país no caos. ele serve-se de bandidos comuns, que recruta em penitenciárias, mas também de invencíveis ninjas, assassinos japoneses que conseguem matar à distância graças ao golpe da palma vibrante, que desencadeia sobre a vítima um processo irreversível que tempos depois esmigalha seus ossos. Para infelicidade de Zagor, ele recebe esse golpe e, ciente de que o processo de sua morte foi desencadeado, nosso herói vai a Filadélfia, com um plano para chegar ao Tecedor.
8,00€

MÁGICO VENTO 77MÁGICO VENTO 77
CHUVA NO ROSTO

Texto: Gianfranco Manfredi * Desenhos: Giovanni Talami e Stefano Biglia

Caminhos separados para Poe e Mágico Vento, um empenhado em combater o contrabando de grãos na cidade de Bismarck, o outro a buscar desvendar um triplo homicídio que envolve um guerreiro Sioux, Chuva-No-Rosto, que se gaba publicamente da carnificina como de uma gloriosa empreitada guerreira. Pena que as vítimas foram dois civis indefesos e um mensageiro militar, morto com toda probabilidade por um bando de Cheyennes. Mas então por quê Chuva-No-Rosto se acusa de suas mortes? Que honra ferida busca curar o corajoso guerreiro, que é irmão do chefe Chifre de Aço?
2,90€

AS AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 48AS AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 48
O HOMEM DE BUENOS AIRES

Texto: Giancarlo Berardi * Desenhos: Enio Legisamón (Enio)

Quantas vidas um homem pode viver? E quantas mortes pode experimentar sem perder sua humanidade? São estes os termos do problema que Júlia se defrontará numa história que afunda suas raízes no nó cingido da justiça negada às vítimas de uma das mais brutais ditadura militares do continente latino-americano. Às vezes, a vingança é a única forma de redenção possível, mas como justificá-la se dirigida, trinta anos depois, a um homem completamente diferente do torturador de outrora? Enquanto Daniel se prepara para matar aquele que destruiu a sua família, o indivíduo em questão, um estimado professor, goza de uma satisfação imerecida, aparentemente intocado por remorso algum…
3,50€

Tex Willer na Feira de Março, em Aveiro

Por José Carlos Francisco

Cartaz da Feira de Março 2009Tex Willer está bem presente na cidade portuguesa de Aveiro, mais precisamente no Parque de Exposições de Aveiro, local onde decorre a Feira de Março, de 25 de Março a 26 de Abril de 2009.
Organizada pela Aveiro-Expo, E.M., com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Aveiro, é a maior montra económica da região centro de Portugal, promovendo uma vasta oferta de produtos, marcas e serviços.

A Feira de Março conta a sua 575ª edição num ano especial para o Município. 2009 é a data de celebração dos 250 anos da Cidade de Aveiro e dos 1050 anos sobre a primeira referência histórica ao nome da localidade. Em ano de comemoração, e porque o Município, a Feira de Março e o desenvolvimento de ambos se entrelaçam e confundem no tempo e na história, o certame festeja também o Município de Aveiro, a sua cultura e as suas gentes.

Tex na Feita de Março - Foto 1Deste modo, a Feira de Março associa-se e integra o programa de comemorações Aveiro 2009 e Tex Willer, o Ranger criado por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini também se associa à efeméride e pode ser encontrado por todos que visitem a Feira de Março, decorando uma das inúmeras barracas de tiro ao alvo presentes no recinto da Feira, mais em concreto naquela denominada “Hotel Silverado“, onde algumas pessoas, atraídas por uma voz alta que diz “Vai um tirinho, freguês?”disparam espingardas de pressão de ar contra balões, tentando ganhar o almejado brinde.

Tex na Feita de Março - Foto 2Tex na Feita de Março - Foto 3

Tex na Feira de Março - Foto 4Com os seus tradicionais sectores de Exposição, de Diversão e Comercial, a Feira de Março faz parte do imaginário de muitas gerações, sendo testemunha de inúmeros momentos de lazer em família e entre amigos e, também, de muitos negócios de sucesso. Por isso, em 2009, a cidade de Aveiro, volta a apresentar uma Feira de Março que quer receber todas as pessoas, de todas as idades. Uma Feira de Março que proporciona negócios e que oferece momentos de verdadeira alegria e boa disposição, inclusive aos Texianos que a visitarem. Uma Feira de Março ainda mais organizada e cuidada, ainda mais acolhedora e diversificada.

Tex na Feira de Março - Foto 5Tex na Feira de Março - Foto 6

Tex na Feira de Março - Foto 7Este ano, a Feira de Março volta a apresentar um forte cartaz musical, exibindo consagrados grupos da música portuguesa.
Da Weasel, Táxi, Tiago Bettencourt & Manta, Marco Paulo, Just Grils, Rita Guerra e Mickael Carreira vão subir ao palco da Zona de Espectáculos da Feira de Março’09, prometendo irrepetíveis momentos de lazer e divertimento aos visitantes.

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Tex na Feira de Março - Foto 8Quanto aos Texianos, Tex depois de um agradável cavaquear com José Carlos Francisco, também espera então por todos vós na Feira de Março Aveiro 2009, inclusive para desafiar todos que ali se dirigirem, para uma disputa de tiro ao alvo! Para quem gosta de treinar a sua pontaria, ou quer só descansar um pouco entre as suas batalhas, esse é um divertido modo de passar o tempo, ainda mais, debaixo do olhar atento de TEX WIILER!

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Esboços e estudos de capas de Tex da autoria de Claudio Villa

Por José Carlos Francisco

Como já vimos no passado, pelos mais variados motivos, alguns desenhos e estudos para capas de Tex foram sendo modificados conforme foram sendo “evoluídos” até se chegar à capa que vai para a gráfica, ou seja, o trabalho de Claudio Villa em cada capa de Tex, passa por sucessivas fases de realização e hoje no blogue do Tex damos a conhecer mais alguns exemplos desses esboços e estudos…

Tex # 417:

Esboço para capa de Tex nº 417Capa de Tex nº 417

Tex # 429:

Esboço para capa de Tex nº 429Capa de Tex nº 429
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Tex # 455:

Esboço para capa de Tex nº 455Capa de Tex nº 455
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Tex # 477:

Esboço para capa de Tex nº 477Capa de Tex nº 477
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Finalizamos este estudo de diversas capas de Claudio Villa, divulgando ainda mais um sem a devida correspondência final, de modo a que algum leitor possa decifrar a solução caso deseje fazer uma pesquisa apurada sobre a história em questão:

Esboço de Claudio Villa

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