Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela LOGISTA PUBLICAÇÕES, para o mês de MAIO de 2009:
TEX 443
O SEGREDO DO TÚMULO Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Fabio Civitelli
Tex, Carson, Jack Tigre e Kit finalmente chegam ao local do pueblo dos anasazis, onde a expedição arqueológica inicia os seus trabalhos. Além de tentar impedir a profanação dos túmulos sagrados, os justiceiros têm que evitar o sacrifício do professor Lovestock e sua sobrinha num final surpreendente. 2,90€
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TEX COLEÇÃO 235
CAÇADA HUMANA Texto: Guido Nolitta – Desenhos: Fernando Fusco
O destino final de Tom Clebber e seu bando de criminosos!
E, em mais uma clássica aventura, Tex parte numa caçada implacável a um jovem pistoleiro que baleou um velho amigo seu! Esta movimentada história marca a estreia do criador de Zagor, Sergio “Guido Nolitta” Bonelli, como escritor de Tex! 2,90€
Um ganancioso criador de gado quer se apossar de uma vasta região do Arizona. Para isso seus capangas roubam e matam os rebanhos do seu maior concorrente. Mas quando, por causa disso, os navajos deixam de receber uma manada, Tex e Carson entram em cena para ajeitar as coisas.Um história completa, com 200 páginas, lindamente ilustrada por Jesus Blasco, com argumento de Claudio Nizzi. 7,00€
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ZAGOR 92
A VILA DOS ESPÍRITOS Texto: Moreno Burattini – Desenhos: Marco Torricelli
Nova Sulina é uma pacífica vila de colonos vindos da distante Europa que ergueram suas casas nos pântanos da foz do Mississipi. Uma caravana de novos emigrantes, vindos para encontrar os anteriores, encontra as casas abandonadas, com sinais de morte, terror e destruição por todo o lado. Dos moradores, nenhum sinal. Algo de inquietante paira no ar e Zagor, que passa pelo bayou no caminho para Nova Orleans, percebe presenças obscuras emboscadas nos canais do Delta. Há quem se lembre da lenda de uma expedição de conquistadores espanhóis que foi massacrada pelos índios bem no local onde foi erguida Nova Sulina. E alguém avisa: os vivos não devem perturbar o sono dos mortos. 2,90€
MÁGICO VENTO 78
OS ESPECULADORES Texto: Gianfranco Manfredi * Desenhos: Barbati & Di Vincenzo
Há algum tempo que acontecem furtos de grãos nos depósitos militares do Forte Lincoln. O saque vai parar no mercado negro de Bismarck, fora da jurisdição do general Custer, que acaba tendo que pedir ajuda a Mágico Vento e Poe. A missão é localizar o depósito onde se estocam os grãos roubados e descobrir quem são os mandantes. Mas é possível para nossos heróis colaborar de bom grado com um dos mais obstinados inimigos do Povo Vermelho? 2,90€
AS AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 49
O PESADELO DA PORTA AO LADO Texto: Giancarlo Berardi e L. Calza * Desenhos: Mario Jannì
Hap Moon é um ex-alcoólatra no fim da sua terapia de recuperação, mas as horrendas visões nascidas no seu subconsciente não lhe dão tréguas. Criaturas monstruosas tomam forma, animam-se e perseguem-no, dia e noite. Contra a sua vontade, Júlia vê-se envolvida nesse mundo escuro e cheio de perigos. Onde começa o sonho e onde termina a realidade? A difícil missão da criminóloga é investigar um crime, entrar na casa de Hap, na sua mente. 4,00€
As Aventuras de uma Criminóloga ESPECIAL 4
A CARPA E O DRAGÃO Texto: Giancarlo Berardi e Lorenzo Calza * Desenhos: Roberto Zaghi
Uma aventura da Investigadora da Alma na época da Universidade. Júlia colabora com seu professor de criminologia, chamado à cena de uma chacina na casa de um conhecido chefão da Yakuza, único sobrevivente do terrível tiroteio. Para buscar compreender o que levou ao crime, a jovem estudante decide visitar o bairro oriental de Garden City, onde conhece Jiro, brilhante e fascinante dono de uma loja fina. Os dois começam a sair juntos, mas a sombra da Yakuza se projeta ameaçadora sobre o futuro de ambos. 3,90€
Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração deAngelo Palumbo, Giampiero Belardinelli e Mario Latino na formulação das perguntas, deJúlio Schneider (tradutor de Tex e Mágico Vento para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura. Caro Pasquale, bem-vindo ao blogue português de Tex. Onde você nasceu e em que cidade mora? Pasquale Frisenda:Eu nasci no dia 8 de Janeiro de 1970 em Milão, na Itália, cidade onde moro e trabalho.
Que lugar tiveram os quadradinhos, sobretudo os Bonellis, na sua infância? Pasquale Frisenda:Um lugar importante, com certeza. Tex, Zagor e, depois de alguns anos, Mister No, Ken Parker e Martin Mystère foram personagens a quem fiquei muito ligado, e que me acompanham constantemente no decorrer do tempo, junto à BD Marvel, principalmente no período dos anos 70 e 80, até a descoberta das revistas que foram chamadas de “BD de autor” e muito além, porque os leio ainda hoje.
Como você chegou a se tornar desenhador de quadradinhos? Vocação ou acaso? Pasquale Frisenda:Os dois. O desejo de seguir esta carreira sempre esteve presente em mim, bem ou mal, mas os passos feitos para concretizar este desejo foram realmente incertos e, muitas vezes, casuais.
Você teve uma formação artística? De que tipo? Pasquale Frisenda:Eu frequentei o curso de quadradinhos do Castelo Sforzesco de Milão. Uma experiência útil sobretudo para entrar em contacto com outras pessoas interessadas no canal de comunicação representado pela BD e poder fazer comparações com elas. Quanto ao resto, eu considero-me autodidacta. De forma concreta, o papel mais importante na minha formação inicial foi representado pelos componentes do Estúdio Comix e, obviamente, Berardi e Milazzo.
Quais foram os desenhadores italianos e estrangeiros aos quais você se inspirou durante a sua carreira? Há algum que, mais que os outros, você considera seu mestre ideal? Pasquale Frisenda:Bem, os desenhadores são muitos, e continuam a aumentar ou a ser “substituídos” com o passar do tempo. Apenas para citar alguns nomes, na Itália minhas referências constantes foram (e ainda são) autores como Gino D’Antonio (que tive a sorte de conhecer), Dino Battaglia, Renzo Calegari, Sergio Toppi, Gianni DeLuca, Attilio Micheluzzi, Giorgio Trevisan, Roberto Diso, Magnus, Ferdinando Tacconi… e obviamente Ivo Milazzo que, com o início da colaboração com a Ken Parker Magazine, certamente representou o momento da virada na minha carreira. Mas é impossível citar todos. Do exterior, eu gostaria de citar Moebius e Breccia (tanto Alberto quanto Enrique), Hermann e Juan Jimenez, Juillard e Font, Muñoz e Bernet, Mandrafina, Altuna, ou os autores norte-americanos tipo Toth, Caniff, Eisner, Richard Corben, David Mazzucchelli, até Bill Sienkiewicz. Aqui também a lista tem lacunas. Em todo caso, a influência que tive de cada um deles, por vários motivos, foi essencial para a formação de uma “minha” visão das coisas e de um eventual “estilo” pessoal.
. Você começou sua carreira profissional a colaborar com a revista “Cyborg”, da editora Star Comics. O que se recorda dessa experiência? Pasquale Frisenda:Foi uma experiência importante. Muito difícil, por várias razões, sobretudo pela minha inexperiência, mas sem dúvida importante para ao menos começar a deparar com o mundo dos quadradinhos em nível profissional.
Quanto foi importante ter tido mestres como Carlo Ambrosini e Giampiero Casertano? Pasquale Frisenda:Para mim, com pouco mais de dezassete anos, o contacto – na verdade muito ocasional com Carlo Ambrosini, Giampiero Casertano e Enea Riboldi no Estúdio Comix (contacto que tive graças a Pasquale Del Vecchio que há pouco frequentava o estúdio), foi uma ocasião valiosa. Acho que nunca disse isto, mas para mim todos eles foram um forte impulso para continuar neste caminho.
Passemos ao período da “Ken Parker Magazine”. Como você entrou em contacto com Berardi e Milazzo? Pasquale Frisenda:Depois do encerramento da revista Cyborg, eu soube do projecto de Berardi e Milazzo de realizar uma revista dedicada a Ken Parker, e simplesmente mandei a eles umas páginas de teste.
Hoje, ao olhar para aquelas páginas, acho que foi uma loucura, mas na época pareceu-me uma coisa óbvia a fazer.
A inconsciência dos vinte anos, que às vezes ajuda.
Ter trabalhado ao lado de um mestre como Milazzo sem dúvida influenciou o seu desenho. Depois disso, como e quando você chegou ao estilo invejável mostrado nas páginas de Mágico Vento? Pasquale Frisenda:Eu agradeço pelo juízo sobre o meu desenho, mas de volta à pergunta, a influência de Milazzo foi naturalmente muito forte, e não só de um ponto de vista gráfico, mas talvez ainda mais de um ponto de vista narrativo.
Quanto ao estilo, creio seja filho das infinitas influências que me chegaram dos vários autores que citei antes, a quem acrescento os nomes de ilustradores e pintores de quem me aproximei justamente no período em que eu frequentava Berardi e Milazzo e trabalhava com Ken Parker.
A tudo isso também deve-se acrescentar a grande sugestão que tem sobre mim o cinema e a fotografia.
Os episódios de Mágico Vento com a sua assinatura são – também graças à direcção habilidosa de Gianfranco Manfredi – um exemplo perfeito de como se pode fazer quadradinhos de autor nas páginas de um produto em série. Você não acha escandaloso que certos trabalhos – seus e de outros colegas – sejam ignorados pela crítica não ligada à BD? Pasquale Frisenda:Sim, mas a arrogância de muitos críticos ou jornalistas de opereta não é nova, e os quadradinhos não são sua única vítima. Nos últimos anos, com o florescer dos “filmes de quadradinhos”, nós lemos coisas delirantes sobre os quadradinhos de onde se originaram esses filmes, e muitas vezes escritas por “respeitáveis” jornalistas. Às vezes a coisa irrita-me por demais, às vezes passo por cima. Também é verdade que hoje a situação melhorou bastante em relação a alguns anos passados, e isso é significativo.
No ápice da experiência com Mágico Vento você também cuidou das capas (do n° 32 ao 75), ao substituir Venturi. Que técnicas você usou e por que depois deixou esse trabalho? Pasquale Frisenda:As técnicas de colorização utilizadas eram várias, entre as quais aguarela, pastel (crayon), guache e ecoline. Eu deixei de fazer esse trabalho motivado, principalmente, pelo facto que eu não conseguia mais conjugar uma qualidade constante nas páginas ao produzir também as capas.
Em todo caso, lamentei deixar de fazê-las. . .
. Segundo Gianfranco Manfredi, uma das causas da eliminação de Mágico Vento em 2010 é a dificuldade que os desenhadores mais jovens sentem com o faroeste em geral, o que obviamente não é o seu caso. Como consegue desenhar tão bem cavalos, diligências, cidades, aldeias, ou seja, o faroeste no seu todo? Pasquale Frisenda:O curioso é que não me considero um desenhador de faroeste! Autores como D’Antonio, Ticci, Milazzo, Serpieri ou Giraud, só para citar alguns, souberam representar o Oeste com uma capacidade mais única que rara. O porque talvez seja ligado a uma questão de geração. Em todo caso, cada um deles conhece muito bem o que está a desenhar, um conhecimento do género que vai muito além de um simples discurso sobre documentação. Eu creio que consigo representar o género sob um ponto de vista apenas “emotivo”, eu gosto muito do género faroeste e das características e atmosferas que lhe são próprias. Mas sob um ponto de vista de gerações, meu imaginário foi “colonizado” sobretudo pela ficção científica. Um certo tipo de ficção científica, aquela mais ligada a um filão “humanístico” da literatura e ao cinema desse género, surgida lá pelos anos setenta/oitenta, ou seja, mais próximo de “Blade Runner” que de “Guerra nas Estrelas” (filmes que aprecio demais). Em cada história de Mágico Vento, depois de trinta páginas inevitavelmente eu começava a desenhar alguma astronave a aproximar-se de algum estranho planeta ou ameaçadores ciborgues. Mas eu sei que, assim que tiver a chance de desenhar uma história de ficção científica, depois de trinta páginas começarei a esboçar um homem a cavalo numa pradaria sem fim!
Na sua óptica, existe alguma ligação, no mínimo em nível conceitual, entre as histórias de Ken Parker e Mágico Vento? Pasquale Frisenda:Mais de uma, eu diria.
Mágico Vento não poderia existir sem a visão do Oeste narrada anteriormente em Ken Parker, ou no enorme trabalho feito por Gino D’Antonio na História do Oeste.
E hoje eu creio que a personagem de Manfredi pode vir a ser um novo ponto de partida para quem desejar enfrentar o género no futuro.
Passemos ao Ranger que dá nome a este blogue: como você chegou a Tex? E quais foram os seus objectivos nesta série? Pasquale Frisenda:Eu cheguei a ele por desejo de Bonelli e Canzio. Eu havia expressado a Sergio Bonelli a vontade de mudar de personagem e de género, eu queria trabalhar com outras coisas e atmosferas, mas como resposta veio a proposta de fazer uma história de Tex e, sobretudo, de ser inserida na série dos Tex Gigantes, algo para mim impensável e, por isso, uma chance imperdível. De objectivos, por ora só tenho um: conseguir fazer bem.
Quais foram as suas dificuldades para entender o mito e dar a ele seu toque pessoal? Pasquale Frisenda:As maiores dificuldades foram as de aprender os “tempos” narrativos de que Tex necessita. A proximidade de Mauro Boselli (o roteirista da história) foi um suporte enorme. Com muita atenção e pronta disponibilidade ele permitiu-me corrigir a mira onde era preciso, eu lhe sou muito grato por isso, mesmo porque o trabalho ganhou muito. As primeiras páginas, a abordagem da personagem em geral, foram muito difíceis, mas alguns conselhos de Sergio Bonelli ajudaram-me muito a poder desenhá-lo como “eu o via”, a começar a soltar a mão e adquirir familiaridade página após página.
Desenhar Tex comporta alguma diferença em relação a Ken Parker e Mágico Vento? Pasquale Frisenda:Sim, cada uma dessas personagens tem uma dimensão bem definida e exigências narrativas bem precisas e muito diferentes entre si. Deve-se aprender a administrá-las correctamente para não desnaturar as várias personagens, mas também para poder encontrar um modo de realizá-los “e fazê-los seus” na medida do possível.
Pode nos antecipar alguma coisa sobre a sua história do Tex Gigante, quem é o roteirista, a ambientação, etc.? Pasquale Frisenda:O roteirista, como eu disse antes, é Mauro Boselli, que não precisa de muitas apresentações. Para mim foi uma experiência extremamente importante e trabalhosa.
A história será bastante incomum, seja no aspecto dos “tons” narrativos, seja como ambientação, e desenvolve-se nos pampas argentinos.
Quanto ao resultado final, espero realmente que possa satisfazer todos os texianos que nos “ouvem”.
Você ficou satisfeito com seu trabalho em Tex? Pasquale Frisenda:Agora sim, depois de ter revisto algumas sequências das quais eu não estava muito convencido.
Mas sei que, assim que o vir publicado, eu me darei conta de muitas coisas que poderia ter feito melhor. Sempre me acontece!
Se pudesse expressar preferências entre as várias tipologias de histórias texianas, preferiria desenhar aquelas mais típicas de faroeste, com espaços amplos, índios, etc., faroeste urbano ou histórias de magia e mistério? Pasquale Frisenda:Não, eu não tenho preferências particulares, sou atraído tanto pelas histórias de faroeste mais clássicas como por aquelas mais oníricas e misteriosas.
Um dia eu gostaria de desenhar a personagem de El Morisco, esse sim.
Pelo que sabemos, você está a desenhar uma nova história de Tex: pode nos antecipar alguma coisa sobre a sua segunda história? Pasquale Frisenda:Não, ainda não comecei a minha segunda história de Tex, e ainda antes farei uma história curta de Dylan Dog.
Em 2007 tivemos em Portugal uma antecipação mundial de quinze novos desenhadores de Tex, como é o seu caso, por exemplo. Como você vê essa entrada de tantos novos elementos na equipa de Tex? Isso poderia ser um novo rumo na vida da série? Pasquale Frisenda:Sim, creio que é muito provável.
Tex tem tudo a seu favor, e é provável que as novas gerações de autores possam ligar-se a novas gerações de leitores.
Também houve um reforço em nível de roteiristas. Acha que isso era algo inevitável? E com tantos roteiristas, você não acha que há o risco de se ver Tex desnaturado? Pasquale Frisenda:Desnaturado eu acho difícil, e creio que ninguém está a desejar algo assim. Tex tem características bem definidas e que são essenciais para o sucesso da personagem e da série. Faço votos para que os novos roteiristas consigam contar as suas histórias de diversos ângulos, isso sim, que espera-se sejam novos e inéditos.
Você sente falta de fazer capas? Como faria uma capa de Tex? Pasquale Frisenda:Nunca pensei nisso. O empenho de capista de Tex está coberto pelo nome que mais merece esse papel. Às vezes sinto falta das capas, sim, mas quiçá no futuro haverá outra chance.
Na sua carreira na Bonelli você trabalhou com vários roteiristas, entre os quais Berardi, Manfredi e Boselli. Como vê os vários modos de trabalhar? Com quem se sente melhor? Pasquale Frisenda:Não gosto muito de fazer classificações desse tipo. Digamos que me considero extremamente sortudo! Cada um deles tem exigências bem definidas, cujos motivos são fazer a melhor história possível, exigências que sempre busquei respeitar, às vezes a conseguir mais e outras menos. Mas na medida do possível sempre tento colocar algo meu.
Quando Sergio Bonelli o apresentou aos leitores texianos (Tex italiano Nuova Ristampa n° 176) você disse que depois de Mágico Vento tinha a intenção de mudar de género e passar talvez a Dylan Dog ou Dampyr. Ainda nutre esse desejo? Pasquale Frisenda:Sim. Como eu disse, para Dylan Dog logo farei uma história, mas se houver a possibilidade, colaborar com outras personagens é uma coisa que eu gostaria mesmo de fazer.
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Como é trabalhar para Sergio Bonelli? Pasquale Frisenda:Para mim foi uma verdadeira surpresa, à qual acho que ainda devo me habituar. Passar de um cumprimento ocasional na redacção a ter um contacto directo com ele foi muito importante para mim, a descobrir também e sobretudo a pessoa por trás do editor. A ele e a Decio Canzio, por várias razões que levaria tempo para resumir, eu devo muitíssimo.
A BD da SBE sempre foi seu objectivo ou você preferia fazer a chamada “BD de autor” como Pratt, Battaglia, Toppi, Manara? Pasquale Frisenda:Posso entender que nas várias produções haja intenções e motivações variadas, mas essa distinção tão clara eu nunca aceitei. Realizar essas personagens (Ken Parker, Mágico Vento, Tex e Dylan Dog) sempre foi meu objectivo profissional. Se chegarei a desenhar algo mais ligado a mim aos meus (outros) interesses, veremos, mas isso em nada diminui o valor desse tipo de personagens, de quadradinhos e de produções.
Já pensou em fazer algum tipo de trabalho independente no género faroeste? Em caso positivo, você escreveria o roteiro ou se apoiaria em alguém? Quem e por qual razão? Pasquale Frisenda:Eu tenho algumas ideias, mas tudo ainda está em alto mar para poder falar com exactidão.
Nas suas páginas prefere deixar espaço apenas à sua fantasia ou também usa material de suporte como fotografias, livros ou outra coisa? Você usa Internet para documentar-se? Pasquale Frisenda:O suporte da documentação é absolutamente prioritário. Livros de ilustração, cinema, fotografia, pintura e outras coisas constantemente ocupam a minha mesa de trabalho, e a Internet há alguns anos também tornou-se uma ajuda valiosa. Mas isso tudo, na minha opinião, sempre deve ser filtrado através da própria visão das coisas e, desse modo, o elemento ligado à fantasia do desenhador ou do roteirista é prioritário.
Como é o seu processo de criação? Você faz uma página completa e depois passa para outra? E quais instrumentos de trabalho utiliza? Pasquale Frisenda:Eu sempre parto da primeira página e sigo em ordem cronológica. Os instrumentos são os mais clássicos: lápis, caneta hidrocor e pincéis.
Quanto tempo leva para desenhar uma página? Segue horários? Como é uma jornada padrão entre trabalho, leituras, manter-se informado, ócio, vida familiar? Pasquale Frisenda:Cada página é um caso, obviamente depende do que se deve desenhar, mas em média faço uma página a cada dois dias. Eu busco fazer de tudo um pouco em cada dia, além de trabalho, interesses pessoais e culturais, mas quase nunca consigo!
Quais são seus projectos futuros? Pode nos antecipar alguma coisa? Pasquale Frisenda:Por ora os projectos mais imediatos são ligados às personagens de Tex e Dylan Dog. Há outras coisas, mas eu falarei quando houver o espaço adequado.
Que quadradinhos você lê actualmente? Com quais mais se identifica? Pasquale Frisenda:Eu leio vários, de personagens Bonelli a algumas BD Marvel ou DC, e evidentemente tudo o que acho interessante nas várias lojas de quadradinhos, produções ligadas aos tantos autores que aprecio até novas descobertas que enriquecem a minha biblioteca, como por exemplo os incríveis trabalhos de Thomas Ott, conhecido há pouco tempo.
Além dos quadradinhos, que livros você lê? E quais são as suas preferências no campo do cinema e da música? Pasquale Frisenda:Também aqui os meus interesses são variados, busco não me “fossilizar” e não rejeito qualquer tipo de leitura. Às vezes os interesses até se sobrepõem e começo a ler vários livros ao mesmo tempo ou vejo mais de um filme no mesmo dia. A música, também de vários géneros, está sempre presente no dia a dia, de Bach a Pearl Jam, por exemplo.
Caro Pasquale Frisenda, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. Pasquale Frisenda:Eu é que agradeço, sinceramente, pela atenção!.
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(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Angelo Palumbo, Giampiero Belardinelli e Mario Latino per la formulazione delle domande, di Júlio Schneider (traduttore di Tex e Magico Vento per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura. Ciao Pasquale, e benvenuto sul blog portoghese di Tex! Vuoi presentarti brevemente ai nostri lettori? Pasquale Frisenda: Sono nato l’8 gennaio del 1970 a Milano, città dove vivo e lavoro.
Che posto hanno avuto i fumetti, soprattutto i Bonelli nella tua infanzia? Pasquale Frisenda: Sicuramente importante. Tex, Zagor, e dopo alcuni anni Mister No, Ken Parker e Martin Mystère sono stati personaggi a cui mi sono molto legato, e che mi hanno accompagnato costantemente nel tempo, insieme al fumetto Marvel, soprattutto nel periodo degli anni ‘70 e ‘80, fino alla scoperta delle riviste cosiddette del “fumetto d’autore” ed oltre, perché li leggo ancora oggi.
Come sei arrivato a fare il disegnatore di fumetti? Vocazione o caso? Pasquale Frisenda: L’uno e l’altro. Il desiderio di intraprendere questa carriera è sempre stato, bene o male, presente in me, ma i passi fatti per concretizzare questo desiderio sono stati davvero incerti e, spesso, casuali.
Hai avuto una formazione artistica? Di che tipo? Pasquale Frisenda: Ho frequentato il corso del fumetto del Castello Sforzesco di Milano. Esperienza utile più che altro per entrare in contatto con altre persone interessate al media fumetto e confrontarsi con loro. Per il resto mi considero un autodidatta. Ma, concretamente, il ruolo più importante nella mia formazione iniziale l’hanno avuto i componenti dello Studio Comix, e ovviamente Berardi e Milazzo.
Quali sono i disegnatori italiani e stranieri a cui ti sei ispirato nel corso della tua carriera? Ce n’è qualcuno più di altri che consideri idealmente il tuo maestro? Pasquale Frisenda: Beh, i disegnatori sono tantissimi, e continuano ad aumentare, o a “sostituirsi” con il passare del tempo. Giusto per fare qualche nome, in Italia i miei riferimenti costanti sono stati (e lo sono ancora), autori come Gino D’Antonio (che ho avuto la fortuna di conoscere), Dino Battaglia, Renzo Calegari, Sergio Toppi, Gianni DeLuca, Attilio Micheluzzi, Giorgio Trevisan, Roberto Diso, Magnus, Ferdinando Tacconi… e ovviamente Ivo Milazzo, che sicuramente, con l’inizio della collaborazione per il Ken Parker Magazine, ha rappresentato il momento di svolta nella mia carriera. Ma è impossibile citarli tutti. Guardando all’estero, vorrei almeno citare Moebius e Breccia (sia Alberto che Enrique), Hermann e Juan Jimenez, Juillard e Font, Munoz e Bernet, Mandrafina, Altuna, oppure gli autori nordamericani, tipo Toth, Caniff, Eisner, Richard Corben, David Mazzucchelli, fino a Bill Sienkiewicz. Anche qui l’elenco è lacunoso. In ogni caso, l’influenza avuta da ognuno di loro, per vari motivi, è stata essenziale per la formazione di una “mia” visione delle cose ed un’eventuale “stile” personale.
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Hai iniziato la tua carriera professionale collaborando alla testata “Cyborg” edita dalla Star Comics. Cosa ricordi di quell’esperienza? Pasquale Frisenda: E’ stata un’esperienza importante. Molto difficile, per diverse ragioni, soprattutto dovuta alla mia inesperienza, ma indubbiamente importante per cominciare almeno a confrontarmi con il mondo del fumetto a livello professionale.
Quanto è stato importante aver avuto dei maestri come Carlo Ambrosini e Giampiero Casertano? Pasquale Frisenda: Il contatto, molto occasionale in realtà con Carlo Ambrosini, Giampiero Casertano ed Enea Riboldi allo Studio Comix (contatto che ebbi grazie a Pasquale Del Vecchio che frequentava lo studio da poco), per me, poco più che diciassettenne, è stata un’occasione preziosa. Non credo di averglielo mai detto, ma per me tutti loro sono stati una forte spinta nel continuare su questa strada.
Passiamo ora al periodo del “Ken Parker Magazine”. Come sei entrato in contatto con Berardi e Milazzo? Pasquale Frisenda: Dopo la chiusura della rivista Cyborg, seppi del progetto di Berardi e Milazzo di realizzare una rivista dedicata a Ken Parker, e ho semplicemente provato a mandargli delle tavole di prova. Oggi, riguardando quelle tavole, credo che sia stata una cosa da pazzi, allora invece mi sembrò ovvio farlo. L’incoscienza dei vent’anni, che però a volte aiuta.
L’aver lavorato accanto a un maestro come Milazzo ha indubbiamente influenzato il tuo disegno. Come e quando sei poi arrivato a quell’invidiabile cifra stilistica mostrata sulle pagine di Magico Vento? Pasquale Frisenda: Beh, intanto vi ringrazio per il giudizio sul mio disegno! Tornando alla domanda, l’influenza di Milazzo è stata naturalmente molto forte, e non solo da un punto di vista grafico, ma forse ancora di più da un punto di vista narrativo. La “cifra stilistica” di cui parli, credo che sia figlia delle infinite influenze che mi sono arrivate dai tanti autori citati in precedenza, a cui vanno aggiunti i nomi di illustratori e pittori a cui mi sono avvicinato proprio nel periodo della frequentazione di Berardi e Milazzo e del lavoro su Ken Parker, e, a tutto questo, va anche aggiunta la grande suggestione che ha su di me il cinema e la fotografia.
Gli episodi di Magico Vento con la tua firma grafica sono – anche grazie all’abile regia di Gianfranco Manfredi – un perfetto esempio di come si possa fare fumetto d’autore sulle pagine di un prodotto seriale. Non trovi scandaloso che certi lavori – tuoi e di altri colleghi – siano ignorati dalla critica non fumettistica? Pasquale Frisenda: Beh, si, ma la supponenza di molti critici o giornalisti da barzelletta non è nuova, e il fumetto non è l’unica loro vittima. Negli ultimi anni, con il fiorire dei “cinecomics”, si sono lette delle cose deliranti sui fumetti d’origine di questi film, e spesso scritte da “autorevoli” giornalisti. A volte la cosa mi irrita parecchio, a volte passo oltre. È anche vero che la situazione oggi è molto migliorata rispetto a diversi anni fa, il che è tutto dire.
Al culmine dell’esperienza su Magico Vento ti sei anche occupato delle copertine (dal n. 32 al 75), subentrando a Venturi. Quali tecniche hai utilizzato e per quale motivo hai in seguito lasciato l’incarico? Pasquale Frisenda: Le tecniche di colorazione utilizzate erano diverse, tra cui l’acquerello, i pastelli, tempere ed ecoline. L’abbandono dell’incarico è stato motivato, principalmente, dal fatto che non riuscivo più a coniugare una qualità costante nelle tavole producendo anche le copertine. In ogni caso mi è dispiaciuto lasciarle. . .
. Secondo Gianfranco Manfredi, una delle cause dell’eliminazione di Magico Vento nel 2010 è la difficoltà che i disegnatori più giovani provano con il western in generale, cosa che ovviamente non è il tuo caso. Come riesci a disegnare tanto bene i cavalli, le diligenze, le città, i villaggi, insomma: il genere western nel suo complesso? Pasquale Frisenda: La cosa curiosa è che io non mi ritengo un disegnatore western! Gente come D’Antonio, Ticci, Milazzo, Serpieri o Giraud, solo per citarne alcuni, hanno saputo rappresentare il west con una capacità più unica che rara, il perché è forse anche legato ad un discorso generazionale. In ogni caso, ognuno di loro conosce molto bene quello che sta disegnando, una conoscenza del genere che va ben oltre un semplice discorso di documentazione. Io riesco a rappresentare il genere da un punto di vista credo solo “emotivo”, amo molto il genere western e le caratteristiche e le atmosfere che gli sono proprie. Ma, da un punto di vista generazionale, il mio immaginario è stato “colonizzato” soprattutto dalla fantascienza. Un certo tipo di fantascienza, quella più legata al filone “umanistico” della letteratura e al cinema di quel genere, emersa all’incirca negli anni settanta/ottanta, insomma più vicino a “Blade Runner” che a “Guerre Stellari” (film che comunque amo). In ogni storia di Magico Vento, dopo trenta pagine, inevitabilmente cominciavo a disegnare da qualche parte astronavi in avvicinamento a qualche strano pianeta o minacciosi cyborg. Ma sono convinto che appena avrò la possibilità di disegnare una storia di SF, dopo trenta tavole comincerò a abbozzare un uomo a cavallo in una sconfinata prateria!
Nella tua ottica, esiste qualche legame, quanto meno a livello concettuale, fra le storie di Ken Parker e Magico Vento? Pasquale Frisenda: Anche più di uno, direi. Magico Vento non sarebbe potuto esistere senza la visione del west narrata in precedenza in Ken Parker, oppure all’enorme lavoro fatto da Gino D’Antonio nella Storia del West. Come oggi, credo, il personaggio di Manfredi possa essere un nuovo punto da cui partire per chi vorrà affrontare il genere in futuro.
Passiamo adesso al Ranger che dà nome a questo blog: come sei arrivato a Tex? E quali sono stati i tuoi obiettivi in questa serie? Pasquale Frisenda: Ci sono arrivato per volere di Bonelli e Canzio. Io avevo espresso a Sergio Bonelli il desiderio di cambiare personaggio e genere, avevo davvero voglia di confrontarmi con altre cose ed atmosfere, ma come risposta è arrivata la proposta di fare questa storia di Tex, e soprattutto di essere inserito nella collana dei Texoni, cosa per me impensabile, e dunque un’occasione irrinunciabile. Di obbiettivi, per ora, ne ho solo uno: arrivare a farlo bene.
Quali sono state le tue difficoltà nel capire il mito e dargli il tuo tocco personale? Pasquale Frisenda: Le difficoltà maggiori sono state quelle di imparare i “tempi” narrativi di cui Tex necessita. La vicinanza di Mauro Boselli (lo sceneggiatore della storia) mi è stata di grande supporto. Con grande attenzione e prontezza mi ha permesso di correggere sempre il tiro dove necessitava, gliene sono molto grato, anche perchè in ogni occasione il lavoro ne ha guadagnato. Le primissime tavole e l’approccio al personaggio in generale è stato difficile, ma, sotto consiglio di Bonelli, mi ha aiutato molto il poterlo disegnare come “lo vedevo io”, cominciando a sciogliere la mano e prenderci confidenza tavola dopo tavola.
Disegnare Tex comporta qualche differenza rispetto a Ken Parker e Magico Vento? Pasquale Frisenda: Sì, ognuno di questi personaggi ha una sua dimensione ben definita e delle esigenze narrative ben precise e molto diverse tra loro. Bisogna impararle e gestirle correttamente per non snaturare i vari personaggi, ma anche per poter trovare un modo per realizzarli “facendoli propri” per quanto possibile.
Puoi anticiparci qualcosa sulla tua storia del Texone, chi è lo sceneggiatore, l’ambientazione ecc.? Pasquale Frisenda: Lo sceneggiatore, come detto poco fa, è Mauro Boselli, che credo non necessiti di troppe presentazioni. Per me è stata un’esperienza estremamente importante ed impegnativa. La storia sarà piuttosto anomala, sia come “toni” narrativi, sia come ambientazione, la storia si svolge nella pampa argentina. Quanto al risultato dell’albo, spero vivamente che possa soddisfare tutti i texiani “all’ascolto”.
Sei soddisfatto del tuo lavoro su Tex? Pasquale Frisenda: Adesso sì, dopo aver rivisto alcune sequenze già fatte e di cui non ero molto convinto. Ma sono sicuro che appena lo vedrò pubblicato mi accorgerò di tante cose che avrei potuto fare meglio. Mi accade sempre!
Se tu potessi esprimere delle preferenze tra le varie tipologie di storie texiane preferiresti disegnare quelle più tipicamente western con ampi spazi, indiani ecc., western urbani o storie di magia e mistero? Pasquale Frisenda: No, non ho preferenze particolari, sono ugualmente attratto dalle storie più classicamente western che da quelle più oniriche e misteriose. Mi piacerebbe trattare il personaggio di El Morisco prima o poi, quello si.
A quanto ci risulta, stai disegnando una nuova storia di Tex: puoi anticiparci qualcosa sulla tua seconda storia? Pasquale Frisenda: No, non ho ancora cominciato la mia seconda storia di Tex, anche perchè prima realizzerò una breve storia per Dylan Dog.
Nel 2007 abbiamo avuto in Portogallo un’anticipazione mondiale di quindici nuovi disegnatori di Tex, com’è per esempio il tuo caso. Come vedi questa entrata di tanti nuovi elementi nello staff di Tex? Questo potrebbe essere un nuovo corso nella vita della serie? Pasquale Frisenda: Sì, lo credo molto probabile. Tex ha tutti i numeri dalla sua, ed è probabile che le nuove generazioni di autori possano legarsi a nuove generazioni di lettori.
C’è stato un rinforzo anche a livello di sceneggiatori ultimamente. Pensi che fosse qualcosa d’inevitabile? E con tanti sceneggiatori non pensi si possa correre il rischio di vedere Tex snaturato? Pasquale Frisenda: Snaturarlo lo credo difficile, e non penso che sia nella volontà di nessuno. Tex ha delle caratteristiche ben precise e che sono essenziali per la riuscita del personaggio e della serie. Mi auguro che i nuovi sceneggiatori possano riuscire a raccontarlo da diverse angolazioni, questo si, che si spera nuove ed inedite.
Ti manca il ruolo di copertinista? Come imposteresti una copertina di Tex? Pasquale Frisenda: Non ci ho mai pensato, l’impegno di copertinista di Tex è coperto dal nome che più merita quel ruolo. Le copertine a volte mi mancano, si, ma magari in futuro qualche altra occasione ci sarà.
Hai lavorato, nel corso della tua carriera in Bonelli, con vari sceneggiatori, tra cui Berardi, Manfredi e Boselli. Come trovi il loro modo di lavorare? Con chi ti sei trovato meglio? Pasquale Frisenda: Non mi piace molto fare classifiche in questo senso. Diciamo che mi ritengo estremamente fortunato! Ognuno di loro ha delle esigenze ben precise, esigenze motivate per far funzionare la storia al meglio, esigenze che ho cercato sempre di rispettare, a volte riuscendoci a volte meno. Ma per quanto mi è possibile, cerco di metterci sempre qualcosa di mio.
Quando Sergio Bonelli ti ha presentato ai lettori texiani (Tex Nuova Ristampa n°176) hai detto che dopo Magico Vento avevi l’intenzione di cambiare genere, passando magari a Dylan Dog o Dampyr. Hai ancora questo desiderio? Pasquale Frisenda: Sì. Come ho detto, per Dylan Dog realizzerò a breve una storia, ma, se ci sarà la possibilità, collaborare a vari personaggi è una cosa che mi piacerebbe davvero fare. . .
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Com’è lavorare per Sergio Bonelli? Pasquale Frisenda: Per me è stata una vera sorpresa, a cui mi devo ancora abituare, credo. Passare da un saluto occasionale in redazione ad avere un contatto diretto con lui è stato per me molto importante. Scoprendo anche e soprattutto la persona dietro il ruolo. A lui e a Decio Canzio, per varie ragioni che sarebbe troppo lungo riassumere, io devo moltissimo.
Il fumetto della SBE è sempre stato il tuo obiettivo oppure avresti preferito fare il cosiddetto “fumetto d’autore” come Pratt, Battaglia, Toppi, Manara? Pasquale Frisenda: Posso capire che ci siano intenzioni e motivazioni diverse nelle varie produzioni, ma questa distinzione cosi netta io non l’ho mai accettata. Realizzare questi personaggi (Ken Parker, Magico Vento, Tex e Dylan Dog) è sempre stato il mio obbiettivo professionale, se arriverò a disegnare qualcosa di più legato a me e ai (ad altri) miei interessi si vedrà, ma nulla toglie al valore di questo tipo di personaggi, di fumetto e di produzioni.
Hai mai pensato di fare qualche tipo di lavoro indipendente nel genere western ? In caso positivo, scriveresti tu stesso la sceneggiatura o ti appoggeresti a qualcun altro? Chi e per quale ragione? Pasquale Frisenda: Alcune idee ce le ho, ma è ancora tutto in alto mare per poterne parlare con sensatezza.
Nelle tue tavole preferisci lasciare spazio solo alla tua fantasia, oppure utilizzi anche altro materiale di supporto come fotografie, libri o altro? Utilizzi Internet per documentarti? Pasquale Frisenda: Il supporto della documentazione è assolutamente prioritario. Libri di illustrazione, cinema, fotografia, pittura o altro, riempiono costantemente il mio tavolo da lavoro, ed anche internet è diventato, da qualche anno, un prezioso aiuto. Ma tutto questo, per come la vedo io, va sempre filtrato attraverso la propria visione delle cose, e dunque l’elemento legato alla fantasia del disegnatore o dello sceneggiatore rimane prioritario.
Come procedi nella creazione? Fai una pagina completa e dopo passi all’altra? E quali strumenti di lavoro utilizzi? Pasquale Frisenda: Parto sempre dalla prima tavola, e proseguo in ordine cronologico. Gli strumenti sono i più classici: matite, pennarelli e pennelli.
Quanto tempo impieghi per disegnare una tavola? Hai degli orari? Come si articola una tua giornata tipo fra lavoro, letture, tenerti informato, ozio, vita familiare? Pasquale Frisenda: Ogni tavola fa caso a se, dipende ovviamente da cosa bisogna disegnare, ma in media una tavola ogni due giorni. Nella giornata cerco di farci stare un po’ tutto, oltre il lavoro, fra interessi personali e culturali, ma ben poche volte ci riesco!
Che progetti ci sono nel tuo futuro? Puoi già anticiparci qualcosa? Pasquale Frisenda: Per ora i progetti più immediati sono legati ai personaggi di Tex e Dylan Dog. Ci sono altre cose in ballo, ma ve ne parlerò quando si troveranno gli spazi adeguati.
Quali fumetti leggi attualmente ovvero con quali ti identifichi maggiormente? Pasquale Frisenda: Ne leggo diversi, che vanno da vari personaggi Bonelli, ad alcuni fumetti targati Marvel o DC, e ovviamente tutto quello che posso trovare di interessante nelle varie fumetterie, naturalmente le produzioni legate ai tanti autori che prediligo fino a nuove scoperte che vanno ad arricchire la mia libreria, come ad esempio gli incredibili lavori di Thomas Ott, da poco conosciuto.
Oltre ai fumetti, quale tipo di libri leggi? E quali le tue preferenze nel campo del cinema e della musica? Pasquale Frisenda: Anche lì gli interessi sono molteplici, cerco di non fossilizzarmi e di non precludermi nessuna visione o lettura a priori. A volte, invece, addirittura si sovrappongono, facendomi iniziare più libri contemporaneamente, o vedere più film in una giornata. La musica, anche li di generi diversissimi, da Bach ai Pearl Jam tanto per capirci, è sempre presente durante la giornata lavorativa.
Caro Pasquale Frisenda, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso. Pasquale Frisenda: Grazie a voi, sinceramente, dell’attenzione!.
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Adauto Silva, brasileiro, natural do Rio de Janeiro e nascido em 19 de Dezembro de 1956, mora actualmente em Jacarépagua, num bairro vizinho (tenham inveja) do grande mestre Julio Shimamoto. Já trabalhou na Rio Gráfica Editora (hoje Editora Globo) desenhando capas e ilustrando algumas histórias de personagens famosas como por exemplo Riquinho, Bolota, Recruta Zero, Sítio do Pica-Pau Amarelo e sobretudo Fantasma.
Actualmente trabalha com publicidade, embora nunca tenha perdido a paixão por Tex e inclusive por desenhá-lo, como nos demonstra (acima) com este fantástico original (onde se nota a sua admiração – e influência – por Giovanni Ticci) com que presenteou José Carlos Francisco.