Do nosso correspondente italiano Marco Andrea Corbetta (igualmente foto-repórter do fórum italiano Spiritoconlascure), recebemos um material deveras fantástico, com fotos de sonho que nos permitem conhecer um dos locais mais sagrados para os fãs e coleccionadores de Tex Willer… o local onde, por exemplo, nascem as actuais capas de Tex, pelo que nos apressamos a dar a conhecer aos nossos leitores!
ESTÚDIO DE CLAUDIO VILLA – O trabalho de um Mestre
Por Marco Andrea Corbetta
Após um ano de sucessivos adiamentos e impedimentos de vários géneros, tive finalmente o privilégio de passar a tarde do último sábado (6 de Junho) em casa de Claudio Villa, onde efectuei um serviço fotográfico (cerca de 300 fotos) para o fórum italiano “Spiritoconlascure” e para o blogue do Tex, no qual imortalizei o seu ambiente de trabalho, os seus trabalhos (muitíssimos dos quais JAMAIS vistos publicamente) e o início da criação de uma próxima capa a ser publicada no futuro na colecção colorida de Tex “Collezione Storica a Colori“.
Mas comecemos então a trabalhar…
Encontrar a casa de Claudio Villa, situada nas colinas de Erbese não foi tarefa simples… O seu refúgio é mais inacessível que a cabana de Zagor situada nos pântanos de Darkwood… Tanto é verdade que Claudio Villa teve que vir de carro ao meu encontro…
Entrado em casa, sou imediatamente introduzido no seu estúdio…
De seguida, no lado esquerdo a mesa onde Claudio arte-finaliza os desenhos com tinta-da-china e à direita a mesa das cores:
Novamente, mais pormenores do seu estúdio e de alguns dos seus objectos de decoração e também de trabalho:
O armário dos materiais secretos e material original recentemente restituído ao desenhador:
Segue-se um desenho de capa da edição de Claudio Baglioni ao lado de uma capa alternativa, seguindo-se algumas capas de Tex coloridas por Claudio Villa, por vezes ladeadas pelos seus esboços preparatórios e também algumas das capas recoloridas pela redacção, com a particularidade de se poder observar algumas anotações de como as suas cores com certas tonalidades mais fortes foram “cortadas” a favor de uma coloração mais “suaves”:
Para quem desconheça, as capas de Tex, começam por um esboço enviado pelo próprio Sergio Bonelli e não por simples iniciativa do próprio Claudio, embora o desenhador, possa sugerir alterações ou interpretar a seu modo… eis dois exemplos:
Segue-se duas ilustrações referentes à história comemorativa dos 60 anos de Tex, a famosa capa com Lilyth… as duas imagens que fotografei nem sequer foram consideradas pela redacção, até porque Claudio Villa nem sequer as enviou à editora e pelos motivos explicados pelo próprio desenhador:
“Nas ilustrações com Tex a cavalo e no céu o rosto do casal, ou somente de Lilyth, arriscava, ou é melhor dizer, era muito melancólica: a recordação perdida de quem não existia mais… mas na história Lilyth estava viva… seria despropositado recordá-la desse modo na capa… por isso a imagem de ambos, jovens, com um fundo simples e com a cumplicidade do título, evitando o sentido de “perda”, podia ser mais eficaz e adaptado, daí a capa eleita para o Tex #575“:
Agora uma capa descartada pela redacção, por ser impossível Tex escapar de uma situação similar, o que levou Claudio Villa a dizer que só poderia ser a capa a utilizar na última edição de Tex:
Um dos desenhos do Ranger que Villa mais aprecia e a ilustração da personagem da nova série “Caravan” que será inserida na página inicial do sítio da SBE, onde comparecem as personagens publicadas pela editora:
Ilustração para uma revista publicada há dez anos:
Duas outras paixões de Claudio Villa, desenhadas por si mesmo: Super-Homem e Batman (o seu verdadeiro amor no campo da Banda Desenhada):
Antes de finalizar, podemos ver em antestreia aquela que será a capa do número 134 da colecção colorida de Tex, com Claudio Villa desenhando-a em tempo real e tendo a página de referência a seu lado:
Antes de nos despedirmos, Claudio decide muito cortesmente oferecer-me não um, mas dois desenhos originais. Não desaproveitando a ocasião, peço-lhe de imediato que me desenhe Zagor! E ele depois de mais de dez anos sem desenhar Zagor, mete-se ao trabalho:
E concluo este “documentário” com uma simpática fotografia, emblemática das condições em que um desenhador de banda desenhada é obrigado a trabalhar para cumprir prazos!
GRAZIE MILLE, CLAUDIO! E… alla prossima!!!
(Muito obrigado; Claudio! ! E… até à próxima!!!)
Texto de Marco Andrea Corbetta (traduzido e adaptado por José Carlos Francisco)
Fotos de Marco Andrea Corbetta
(Para aproveitar a extensão completa das fotografias acima, clique nas mesmas)
















































































































Pedro Armendariz (1912-1963). Era um grande actor mexicano. Entrou em filmes desde 1934 a 1962.
Don Barry (1912-1980). Data de 1938 o seu primeiro “western”. Trabalhou até 1976, inclusive na TV.




