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Trading Post Nº 23
TRADING POST
POR: SÉRGIO SOUSA – FOLHETIM MENSAL DE DIVULGAÇÃO DAS REVISTAS BONELLI PARA VENDA – ANO 2 – Nº23 – NOVEMBRO 09
O trading post apresenta as revistas que disponho para venda, as condições de venda e o estado de conservação das revistas. Por dificuldades em introduzir as tabelas no blogue, tabelas que contêm toda a informação sobre as revistas disponíveis, o folhetim disponibilizado no blogue apenas mencionará as revistas disponíveis e o intervalo de preços. Os interessados em determinada revista deverão solicitar, não a informação sobre a revista, mas sim o folhetim versão completa. Façam o pedido através do E-mail: sergiosousa1367@hotmail.com Além do folhetim serão enviadas diversas fotos adicionais. Recomendo que analisem com atenção as fotografias e a classificação que atribuo a cada uma das revistas, em caso de dúvida podem solicitar mais informação ou fotografia sobre qualquer revista.
Aguardo a recepção da encomenda efectuada ao Portal Tex Brasil em Outubro, deverá chegar antes do final do mês. Os coleccionadores que efectuaram pedidos serão informados assim que receber.
No próximo mês o TP comemora 2 anos, para comemorar a data vou lançar um passatempo no folhetim, em que os 5 primeiros a responderem correctamente às questões colocadas, receberão um prémio. Ainda estou a pensar nos prémios, mas posso adiantar que um dos cinco será o pin. Os interessados estejam atentos ao blogue a partir do dia 15 de Dezembro.
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Rubrica que apresenta as revistas que são novidade relativamente às edições anteriores.Os preços variam entre os 1,5€ (Tex 2ª Ed. 45) e os 6,5€ (Tex Ed. Histórica 8 ) Tex 1ª Ed. – 44, 52, 53, 63, 64, 78, 112, 135, 146, 161, 167, 173, 200, 240, 241, 326,333, 340, 343, 347 a 350, 397, 398 e 399
Tex 2ª Ed. – 5, 6, 9, 12, 24, 27, 36, 45, 51, 52, 65, 66, 73, 74, 121, 126, 128, 145, 146 e 147
Tex ed. Histórica – 8
Tex almanaque – 1, 2 e 3
Tex a Cores (Globo) – 1 e 2
Histórias do Oeste – 7, 10, 14, 35 e 40
Epopeia Tri – 59, 68 e 69
Júlia Especial – 4
Zagor Record – 41, 43, 44, 45,54 e 57
Zagor Vecchi – 5
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NOVIDADES
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Rubrica que apresenta exclusivamente revistas novas da Mythos e funciona preferencialmente por encomenda. A principal variável que influencia os preços das revistas novas é o câmbio. Para terem uma ideia aproximada dos preços consultem o TP de Setembro de 2008, disponível no Blogue, ou solicitem uma simulação. Também podem verificar os preços pelas edições anteriores do TP, uma vez que os preços variam pouco de edição para edição. Esta rubrica só é possível devido ao acordo existente com o Portal Tex Brasil.A MYTHOS TÊM PROCEDIDO A AJUSTES DE PREÇOS EM ALGUMAS COLECÇÕES, ESSES AJUSTES AINDA NÃO CHEGARAM A PORTUGAL EM VIRTUDE DO ATRASO NA DISTRIBUIÇÃO. AS EDIÇÕES DE ZAGOR A PARTIR DO Nº99 SERÃO DISTRIBUIDAS EM PORTUGAL A 3,5€, ASSIM COMO O ZAGOR EXTRA PARA NUMERAÇÃO SUPERIOR A 64. O ZAGOR ESPECIAL 22 E O TEX ESPECIAL FÉRIAS 8 SERÃO DISTRIBUIDOS AO PREÇO DE 8,5€. OS GRANDES CLÁSSICOS TEX A PARTIR DO Nº21 TERÃO O PREÇO DE 8€ E O TEX ED. HISTÓRICA 77, 9€.
Os preços variam entre os 2,9€ (Tex Colecção) e os 9€ (Tex Ed. Histórica 75).
G. C. Tex – 11, 13, 14, 17, 18, 19, 20 e 21
Tex – 424, 460 a 463, 465, 466, 470, 471, 472 e 474
Tex Almanaque – 32 e 37
Tex Esp. Férias – 1, 6, 7 e 8
Tex Colecção – 210, 226, 227, 261 a 270
Tex Ouro – 1, 27, 30, 32, 33 e 41
Tex Ed. Histórica – 54, 70 a 76
Zagor Extra – 1, 9, 54, 56 e 60 a 64
Zagor – 4, 45, 92 a 99
Zagor Especial – 13 a 17 e 19 a 22
Ken Parker Enc. Mythos – 2, 3 e 4
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LOTE – ALMANAQUE TEX
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As revistas que fazem parte do lote só podem ser vendidas separadamente após 1 de Dezembro.
Preço do lote: 40€. Desconto de 7,8€, cerca de 16% relativamente à venda separada. As revistas que constituem este lote são: Tex Almanaque 1, 2, 4, 8, 9, 13, 15, 21, 25, 31 e 32..
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As revistas aqui apresentadas são as que têm vindo a acumular das edições anteriores.
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Dylan Dog – 1, 2 e 25Epopeia Tri 1ª ed. – 25, 28, 29, 67 e 73
Epopeia Tri 2ª ed. – 3, 4, 8 e 10
Esp. Selvagem de Conan – 20 e 94
Nick Raider Mythos – 1
Nick Raider Record – 1
Tex Anual – 6
Tex 1ª Ed. – 19, 20, 29, 72, 95 a 111, 115, 116, 118, 121, 123, 129 a 131, 140, 142, 143, 294 e 295
Tex Ed. Histórica – 22, 27, 36, 55 e 56
Tex Gigante Globo – Arizona em chamas
Tex mini série – Os Mercadores da Morte 1
Tex mini série – Veneno da Cobra – 1
Tex Ouro – 24
Tex Esp. Férias – 1, 2, 3 e 4
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.NOVO (N) – Estado de banca. Novo ou como Novo.
SEMI NOVO (SN) – Revista com poucos anos, sem defeitos. Capa perdeu o brilho característico das revistas novas.
ÓPTIMO (O) – Capa, lombada e miolo apresentando o desgaste de acordo com a idade. As revistas muito antigas apresentam pequenas imperfeições.
BOM (B) – Pequenos defeitos na capa e lombada (rasgos, riscos ou pequenas palavras), miolo amarelado. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes.
REGULAR (R) – Capa e lombada com falhas, mais que uma palavra escrita na capa. Miolo amarelado ou escurecido. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes.
USADO (U) – Capa muito gasta ou suja pelo uso, escrita ou com rasgos. Lombada com falhas e miolo demasiado escurecido. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes.
CONDIÇÕES DE VENDA
- Pagamento antecipado efectuado através de transferência bancária.
- Entrega em mão, apenas na região de Setúbal.
- Os portes dos correios serão sempre por conta do comprador, salvo indicação em contrário.
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PESO |
PORTE E.LIVROS REGISTADO |
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< 500 Gr |
2,20 € |
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> 500 Gr ^ < 1000 Gr |
2,70 € |
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> 1000 Gr ^ < 2000 Gr |
2,90 € |
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> 2000 Gr ^ < 3000 Gr |
3,60 € |
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> 3000 Gr ^ < 4000 Gr |
4,40 € |
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> 4000 Gr ^ < 5000 Gr |
5,20 € |
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> 5000 Gr ^ < 10000 Gr |
7,00 € (ENCOM. NACIONAL) |
FACTORES QUE INFLUENCIAM OS PREÇOS
- Estado de conservação das revistas
- Raridade das revistas
- Dimensão da encomenda
- Custos de transporte
- Custos alfandegários
- Custo de transferência do dinheiro
- Flutuação cambial
Como podem verificar, são muitas as variáveis que influenciam os preços das revistas. A mesma revista pode ter preços completamente diferentes, em meses seguidos, devido a estes factores.
OUTRAS INFORMAÇÕES
- Aceito listas de faltas. A entrega de lista de faltas não compromete o coleccionador e não é garantia de conseguir as revistas em falta. As listas servem para centralizar as compras nas necessidades dos coleccionadores. Os coleccionadores que entregarem lista de faltas, serão informados da existência das revistas, antes da sua divulgação no “TRADING POST”, exercendo assim o direito de preferência. As listas de faltas serão ordenadas pela data de entrega.
- As fotografias apresentadas no folhetim, serão sempre das revistas colocadas à venda. Adicionalmente ao folhetim seguirão outras fotos e enviarei foto de qualquer revista que me seja solicitado, excepto das revistas novas, das quais não vejo necessidade.
- Muito excepcionalmente existe mais do que um exemplar de cada número. Somente com a divulgação deste folhetim e a entrega de listas de faltas, será possível colocar à disposição mais exemplares.
- Agradeço o contacto de todos os coleccionadores interessados em receber o folhetim, assim como sugestões no sentido de melhorá-lo.
DIVULGAÇÃO
O folhetim será enviado a todos os coleccionadores os quais possuo contacto e aos quais peço a divulgação para os seus contactos. Será também enviado a todos aqueles que expressem vontade em recebê-lo.
Entrevista com o fã e coleccionador: Marco Teixeira
Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Marco Teixeira: Nasci no Funchal, ilha da Madeira, no distante dia 25 de Maio do ano da Graça de 1968 no século passado…
Nesta fase da minha vida possuo duas ocupações profissionais que me consomem o tempo quase todo: – sou Técnico Oficial de Contabilidade de uma empresa de trading integrada no Centro Internacional de Negócios da Madeira, que se prepara para lançar um site inovador na área do comércio electrónico; – sou sócio único de uma pequena sociedade unipessoal de despachantes oficiais na Alfândega do Funchal; Procuro conjugar as duas actividades da melhor maneira, mas sou forçado a trabalhar na maioria dos feriados e fins-de-semana. Mas sempre se arranja tempo para a leitura das revistas do Tex!
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Marco Teixeira: Desde sempre, creio eu. Desde que me lembre, mesmo antes de saber ler, a BD esteve sempre de alguma forma presente na minha vida. De facto, tinha um familiar que lia BD e que me deixava lê-la. Isto no início dos anos 70 do século passado. Já lá vão uns anitos! Numa altura em que a televisão dava os primeiros passos ainda a preto e branco e em que para as crianças pouco mais havia do que o programa “Animação” de Vasco Granja, os computadores ainda não existiam para o comum dos mortais, naturalmente que a BD com as suas cores, desenhos e argumentos apelativos tinha que exercer um fascínio assinalável. Foi amor à primeira vista!
Quando descobriu Tex?
Marco Teixeira: No meio de imensas revistas Disney brasileiras (das quais continuo a gostar imenso e de que possuo uns milhares…), BD franco-belga (as saudosas edições de álbuns da Bertrand e da Íbis), e uma multiplicidade de revistas da Editora Portuguesa de Revistas, lá estavam duas preciosidades: TEX nº 10 (A Flecha Negra) e TEX nº 18 (Drama no Circo) da 1ª edição da editora Vecchi. Apesar de ser na altura uma criança, desde então fiquei com o desejo de um dia poder vir a adquirir a colecção completa do TEX!
Porquê esta paixão por Tex?
Marco Teixeira: Além do saudosismo de finalmente poder comprar uma BD que por tantos anos tinha permanecido na minha memória, há também a questão dos desenhos/argumentos. Tex é desenhado muitíssimo bem, num magnífico preto e branco que tão bem realça a qualidade dos desenhos. E os argumentos, embora naturalmente se encontrem histórias parecidas, têm também uma grande diversidade e uma qualidade muito elevada. Creio que o faroeste é um tema muito interessante – as vastas planícies, os desertos, as tribos índias, tudo contribui para tornar o Tex uma revista única. De grande beleza são também as histórias ambientadas no Canadá!
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Marco Teixeira: Por incrível que possa parecer, Tex é a única publicação regular e já com um historial enorme, de uma BD ambientada em exclusivo no faroeste americano. De facto, para todos aqueles que gostam deste tipo de BD, as alternativas não abundam! Até mesmo o mercado de BD norte-americano, com tão grande volume de BDs, não tem nenhuma publicação actual que possa ser comparável em qualidade ao nosso Tex. É claro que não basta ser a única publicação disponível no seu género para que os leitores a comprem – para isso é preciso também que tenha qualidade. E Tex tem-na em doses generosas: nos desenhos e nos argumentos. E felizmente a Mythos tem o seu famoso padrão Mythos de qualidade, que nos garante revistas fiéis aos originais italianos, o que nem sempre aconteceu no Brasil. Por último, e também muito importante, Tex possui um conjunto de valores morais que são importantes: a justiça sempre prevalece!
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Marco Teixeira: A minha colecção está ainda incompleta – algo que pretendo solucionar nos próximos anos! Possuo cerca de 700 revistas, todas de edição brasileira uma vez que não domino a língua italiana e compro apenas as revistas editadas em português. Neste momento possuo todas as revistas editadas pela saudosa Vecchi e pela Mythos, faltando-me as revistas da Rio Gráfica e da Globo. Quando digo possuo todas excluo as da segunda edição, que, a meu ver, não têm interesse para quem como eu tem as da 1ª edição.
Uma das minhas maiores alegrias de coleccionador foi a aquisição de um pequeno lote de revistas, onde se incluíam “apenas” grande parte das primeiras revistas da Vecchi, as de formato maior, entre as quais a nº1 em excelentes condições!
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Marco Teixeira: Colecciono apenas as revistas. Existem de facto alguns coleccionáveis interessantes, nomeadamente o álbum de cromos editado há muitos anos pela Vecchi, mas sempre me fascinaram mais as revistas do que o merchandising. Isto vale naturalmente para as restantes colecções de BD que possuo. Se um dia abrir uma excepção será para adquirir um dos originais de uma página do Tex que sempre me interessaram. Para que saibam ao que me refiro, espreitem aqui:
http://www.tavoleoriginali.net/gallerie/album1.php?gallery_id=3
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Marco Teixeira: Não desejo nenhum objecto Tex em particular. Mas o que eu gostaria de possuir é algo que não existe ainda. Melhor dizendo, seria uma edição especial em formato maior, do tipo “Tex e os Aventureiros“, eventualmente com mais páginas mas mantendo a encadernação usada nessa colecção. Poderia eventualmente substituir o Almanaque Tex, publicando-se as histórias neste novo formato grande!
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Marco Teixeira: É difícil responder a esta questão. Tex tem já publicadas em português uma quantidade assinalável de aventuras ao longo de mais de 30 anos – é muito difícil escolher uma história favorita. Mas arriscando não mencionar alguma história excepcional, gostaria de referir as seguintes:
– TEX10 : A Flecha Negra (pela história, pelos desenhos e pelo facto de ter sido a primeira revista do Tex que li).
– TEX18 : Drama no Circo (boa história, acho-a muito original).
– TEX112 : El Muerto (uma BD que poderia ser adaptada ao cinema!).
Quanto aos argumentos, confesso que leio as histórias sem ter a curiosidade de ler quem é o argumentista. Tenho a ideia de que ao longo de tantos anos em que Tex é publicado, os argumentistas terão sido muito poucos, ao contrário dos desenhadores. Por isso, na minha opinião não faz muito sentido escolher o argumentista, até porque se regem por regras restritas.
Agora, em relação aos desenhadores, há-os para todos os gostos! Naturalmente com diferenças assinaláveis entre eles – sobretudo entre os desenhadores da excelente série Tex Gigante. Uma vez mais custa-me citar um apenas, pelo que irei referir G. Lettèri, Civitelli e Jordi Bernet.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Marco Teixeira: O que me agrada mais: o facto de ser um western com bons argumentos e com uma linha editorial consistente, embora envolva tantas dezenas de pessoas. O facto de por vezes depararmos com referências a aventuras antigas dá uma sensação de credibilidade ao universo de Tex, sem estragar as histórias com referências constantes, como fazem a Marvel e a DC Comics. Também me agrada a qualidade das novas histórias, quer ao nível dos argumentos, quer ao nível da arte, que me parecem não só manter o elevado nível de qualidade, como muitas vezes superam as histórias antigas. Um feito notável, sobretudo se tivermos em conta a longevidade das histórias do Tex!
O que me agrada menos: sobretudo um aspecto. Presente nas histórias mais antigas, felizmente pouco usado nos argumentos actuais, e que não é credível, diminuindo a qualidade das histórias em que intervém. E que é o facto de Tex utilizar por vezes as mensagens de fumo como se de um telégrafo se tratasse! Que eu saiba, tais mensagens eram usadas no antigo oeste apenas para transmitir mensagens previamente combinadas. Não era possível transmitir nomes, localizações e todo o tipo de informações que se vê em algumas histórias.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Marco Teixeira: Penso que será uma série de factores, entre os quais, a sua rectidão de carácter, a sua lealdade e o seu desejo de ajudar o próximo. Também a forma desprendida de fazer o bem sem esperar qualquer retribuição.
Tex é à sua maneira um herói, embora não tenha quaisquer atributos que normalmente associamos aos heróis na banda desenhada – um herói que tem sabido transmitir a sua mensagem aos leitores, de geração em geração.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Marco Teixeira: Infelizmente não. Tal deve-se ao facto de eu viver numa ilha, rodeado pelo oceano Atlântico – a ilha da Madeira. E por cá os coleccionadores de BD não são muitos, embora os haja. Conheço de facto alguns, mas não são coleccionadores do Tex. É preciso também que se diga que algumas revistas da editora Vecchi foram importadas e vendidas por cá – mas isto na década de 70. Entre essa data e a actual distribuição de revistas da Mythos (de facto, a melhor editora brasileira do Tex) decorreu um hiato de tempo muito grande, pelo que só agora existem as condições para que novos coleccionadores de Tex vão surgindo. Poucos foram os coleccionadores de cá que se aventuraram a importar do Brasil, com todos os riscos e custos que tal acarreta, revistas do Tex. Eu fui um deles!
Mas as coisas por vezes acontecem de uma forma estranha – há alguns anos conheci na Internet um coleccionador do Tex. Através da nossa conversa fiquei a saber que também ele procurava completar a sua colecção da Vecchi (presumo que o tenha conseguido). A surpresa foi grande quando soube que ele vive também na mesma cidade do que eu, aqui na ilha!
Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Marco Teixeira: Estou convicto de que teremos Tex por mais algumas décadas. A renovação da equipa de trabalho na Bonelli tem ocorrido com regularidade, mas mantendo-se sempre as características que dão identidade à personagem. Creio até que nunca até agora a equipa foi tão boa – as histórias têm um novo “look” mais moderno e os argumentos continuam muito bem. Assiste-se a um constante processo de renovação em continuidade. E a ideia dos Tex Gigantes foi uma ideia de mestre – quase como um novo Tex a par da linha mais tradicional, permitindo chegar a um mais vasto público alvo. Em suma – uma personagem cativante, editada por uma empresa bem gerida. Espero poder ter o prazer de continuar a comprar Tex por muitos mais anos!
Prezado pard Marco Teixeira, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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Collezione storica a colori, nº 84 – Tamburi di morte
Tex nº 84 – TAMBURI DI MORTE

Purple Rider, uma origem canadiana para Tex?
Por Sandro Palmas [1]
Uma pista canadiana para Tex?
A capa que se vê aqui ao lado, não é a capa de nenhuma edição internacional de Tex. Trata-se, pelo contrário, de um “comic-book” publicado no Canadá nos anos 40 do século passado.
Este Three Aces Comics é um volume editado em Setembro/Outubro de 1946, pela Anglo American Publishing de Toronto.
Ou seja, foi publicado precisamente dois anos antes daquele dia 30 de Setembro de 1948, cujas bancas italianas tinham à venda a primeira edição (ainda no formato striscia) de Tex.
Aquele que aparece na revista canadiana, desfolhando-a, é um estranhíssimo cowboy, de nome ainda mais estranho, Purple Rider, que se mostra assaz semelhante ao nosso ranger, não fosse por um estilo gráfico que a passos desemboca no humorístico, seguindo provavelmente a experiência de Will Eisner, como recorda Luca Boschi no seu blogue, no qual, é desvendada esta curiosidade!
A semelhança gráfica entre as duas personagens é verdadeiramente impressionante, a ponto de poder haver quem questione se Galep possa ter sido inspirado por este Purple Rider, copiando a camisa amarela com os dois bolsos, o lenço negro ao pescoço, as luvas… pois só os traços somáticos, de facto, parecem ser os únicos a não coincidirem com aqueles do “primeiro” Tex!
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[1] (Texto publicado originalmente no Tex Willer Forum, em 26 de Fevereiro de 2009)

