José Carlos Francisco entrevistado por F. Cleto e Pina

Entrevista conduzida por Pedro Cleto *

BiblioTEX 12– Porquê Tex?
José Carlos Francisco: Desde que me conheço que gosto de banda desenhada, inclusive posso dizer que nasci praticamente no meio dela. Das mais remotas lembranças que tenho é a de ler na livraria da minha mãe, ainda em Moçambique, revistas Disney. Ao longo dos anos a bd esteve sempre presente na minha vida, fosse no início com Astérix, Lucky Luke ou Tintin, fosse mais tarde com O Mundo de Aventuras, O Falcão, Condor, Tarzan e tantas outras revistas e personagens, mas quando conheci Tex, algo de extraordinário aconteceu, foi como se uma paixão arrebatadora se tratasse, o exemplo vivo de amor à primeira vista e de imediato me vi envolvido no mito da personagem criada há mais de 60 anos por Gian Luigi Bonelli (texto) e Aurelio Galleppini (desenho).
Isto porque quem lê Tex não consegue ficar indiferente ao ranger, porque de certo modo ele é real, já que nos podemos rever nos seus princípios, nos seus actos e na sua coragem, sempre em prol da justiça.
Para além de tudo isto, há que destacar a excelência da produção. Tex é uma série excepcional pelos seus longos enredos, muitos deles permeados de factos e personagens históricas e que sempre teve magníficos desenhadores.

BiblioTEX 10– Como começou a sua colecção Tex?
José Carlos Francisco: A minha colecção de Tex começou em 1980, já em Portugal, mas de um modo bastante inusitado, já que foi ao ajudar os meus avós no decurso de uma mudança de residência, que durante as limpezas do sótão da habitação, descobri uma caixa com muitas revistas de bd e entre elas, estava um único exemplar de Tex, que depois de lido, me cativou de imediato, tanto que logo nesse mesmo dia fui à procura de edições anteriores e passei a comprar todas as edições que iam sendo distribuídas e eis-me aqui passados quase 30 anos a falar desse momento inolvidável e desta paixão, que aumenta a cada nova história!

– Quantos livros + revistas Tex tem?
BiblioTEX 15José Carlos Francisco: Somando as duas principais colecções completas das Tex brasileira e italiana e álbuns em 22 outras línguas, tenho mais de 1200 edições de Tex. Há ainda a acrescentar cerca de 1000 livros e revistas de várias outras colecções e novas séries de Tex que têm surgido nos últimos anos, tanto italianas como brasileiras e ainda um festival de edições especiais e extras, de vários tipos, formatos e países, totalizando um valor a rondar as 2300 edições.

– Que outros objectos tem?
José Carlos Francisco: O que começou por ser apenas uma colecção de bd, passou a ser uma colecção de todo e qualquer objecto que tenha a ver com Tex, por isso para além das edições de papel, adquiri ao longo dos anos e com a ajuda de amigos admiradores de Tex que tenho espalhados por vários países, uma vasta gama de outro tipo de objectos que vão desde camisolas a estatuetas de personagens do mundo de Tex, passando por pósters, puzzles, selos, postais, diários, cadernos escolares, catálogos, quadros, medalhas, porta-chaves, cromos e até o DVD do filme “Tex e O Senhor dos Abismos” (nas versões italiana e brasileira) faz parte do meu acervo, assim como um maço de cigarros que foi posto à venda no Brasil sem autorização da casa Bonelli e que por isso mesmo veio a ser retirado do mercado por ordem judicial, tornando-se hoje em dia num item raríssimo.

BiblioTEX 4– Qual o seu bem Tex mais precioso?
José Carlos Francisco: São vários os itens pelos quais tenho um carinho muito especial, alguns dos quais são igualmente muito preciosos, até por serem peças únicas, como são por exemplo os casos dos inúmeros desenhos originais que tenho recebido de muitos desenhadores do staff de Tex, já que foram feitos propositadamente para mim, ou uma caneta de nanquim autografada, com a qual Marcos Maldonado legendou, durante décadas, muitas edições brasileiras de Tex. Mas talvez os bens mais valiosos sejam o argumento original do recente Tex Gigante “Patagónia” ou as 220 páginas originais do roteiro completo da história “Terre maledette”, escrita por Mauro Boselli e desenhada por Alfonso Font, não esquecendo uma prancha original de Claudio Villa. No quesito livros, destaco um luxuoso e raríssimo livro italiano de Tex que me foi presenteado por 4 amigos italianos e que custou umas largas centenas de Euros.

BiblioTEX 6– Qual o que mais custou a conseguir?
José Carlos Francisco: Aquilo que mais me custou a conseguir e a qual procurei durante diversos anos, até porque era a última peça para finalizar a colecção, foi a edição brasileira nº 1 de Tex, que há cerca de uma dezena de anos já me custou 100 dólares. Recordo que naquele tempo ainda não existia o Euro e eu não coleccionava a edição italiana do Ranger.

– O que lhe falta ainda?
José Carlos Francisco: Ainda continuo a ter o sonho de um dia possuir na minha colecção o nº 1 original de Tex italiano em tiras, de Setembro de 1948. É um sonho quase impossível de se tornar realidade, mas como no quesito Tex, todos os meus sonhos se têm tornado realidade, quem sabe se um dia esta preciosidade não vem parar também a Portugal?

BiblioTEX 1– O que queria mais ter?
José Carlos Francisco: Depois de ter um roteiro completo de Tex na minha colecção, gostaria muito de um dia vir a ter também a totalidade das pranchas originais de uma história do Ranger. É outro objectivo quase impossível de ser conseguido, mas como tenho a ambição de criar em Portugal um Museu dedicado ao Tex, tenho a esperança de que no futuro, um dos vários desenhadores de Tex que me honram com a sua amizade, faça essa doação e engrandeça desse modo, ainda mais a minha, já de si grandiosa, colecção.

– Tem a colecção ordenada/desordenada? Como?
José Carlos Francisco: A minha colecção de Tex, está devidamente organizada em estantes apropriadas que mandei confeccionar por medida e está separada em duas vertentes, cada uma delas num cómodo diferente da casa. Num dos cómodos, situado logo à entrada, portanto visível a todos que entrem na minha casa, tenho a secção brasileira, onde está exposto tudo o que possuo oriundo do Brasil, desde a colecção principal e mais antiga, à mais recente, assim como diversos objectos.
BiblioTEX 2Num segundo cómodo, mais no interior da casa, tenho a secção internacional, com predominância para a colecção italiana, mas onde também estão expostas todas as edições internacionais que possuo, assim como as dezenas de estátuas de Tex e demais personagens do mundo do Ranger.
Para além destes dois cómodos, tenho espalhado por inúmeras paredes da casa, diversos desenhos e pósteres devidamente emoldurados que dão a sensação de estarmos numa galeria de arte e não numa residência habitacional.

BiblioTEX 5– É o maior coleccionador do mundo de Tex? Se não, quem é?
José Carlos Francisco: Por tudo o que possuo de Tex, muitos consideram-me um dos maiores coleccionadores do mundo, mas não me atrevo a considerar-me o maior, porque há pelo menos dois outros grandes coleccionadores que conheço pessoalmente e que também são proprietários de duas colecções verdadeiramente grandiosas e valiosas: Júlio Schneider do Brasil e Enzo Pedroni de Itália.
BiblioTEX 17Júlio, advogado de profissão, sendo também tradutor de Tex no Brasil, colecciona Tex desde o primeiro número brasileiro, editado em 1971, sem ter perdido uma única edição que tenha saído no Brasil, de todos os tamanhos e formatos, ou seja tem tudo o que foi publicado de 1971 até aos nossos dias, tendo também toda a colecção italiana, assim como diversas edições dos mais variados países onde Tex foi publicado, para além de diversas edições especiais, algumas das quais, contando inclusive com a sua participação, como aconteceu por exemplo na edição portuguesa de Tex, pois a fama de Júlio Schneider ultrapassa as fronteiras brasileiras, tendo sido citado em diversas publicações estrangeiras.
BiblioTEX 3Já o Enzo, possui tudo, mas literalmente tudo o que foi publicado de Tex na Itália, de Setembro de 1948 até hoje, sendo sem dúvida alguma o maior coleccionador italiano de Tex e automaticamente um dos maiores do mundo, mesmo não coleccionando edições internacionais da mítica personagem italiana!

– Tem alguma história curiosa sobre a sua colecção?
José Carlos Francisco: Nestes 30 anos de coleccionador, há muitas histórias curiosas para contar, mas destaco uma que tem mais a ver com a BiblioTex em si do que com a colecção em particular.
BiblioTEX 16Aquando de uma recente visita Pascal, tradição que ainda hoje se mantém por estas bandas, o sacerdote ao entrar em minha casa e ao deparar-se logo à entrada com a minha colecção de Tex, parou durante alguns segundos observando detalhadamente a BiblioTex, enquanto a família estava toda reunida na sala à espera de beijar o compasso, e mostrando-se admirado com o que via, confidenciou-me que já tinha estado em muitos santuários, mas nunca tinha visto um santuário do género, reforçando novamente a admiração no final da visita, dando-me os parabéns pelo santuário Texiano, nome pela qual passou a ser conhecida depois desse dia a minha biblioteca. Para além desta história, há muitas de teor não muito diferente, sempre de pessoas que me visitam pela primeira vez e que ficam admiradas ao ver uma casa de habitação transformada em galeria de arte e muitas dessas pessoas acabam até por perguntar à minha esposa como é que ela consente a maluquice do marido (…risos…)

Na biblioteca de...– Para além de Tex, que mais há na sua biblioteca?
José Carlos Francisco: A minha biblioteca é quase na totalidade exclusiva de Tex, embora acabem por estar presentes outras personagens da casa Bonelli, como por exemplo Mágico Vento, Zagor, Dylan Dog, Nick Raider, Júlia e Mister No, mas também algumas das denominadas séries franco-belgas, das quais destaco Tenente Blueberry, Astérix ou Michel Vaillant, isto porque o espaço já não abunda e as milhares de edições Disney e dos super-heróis da Marvel e DC que ainda possuo, estão em casa dos meus pais.

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Pedro Cleto

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*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias e na revista In’ – distribuída as sábados com o JN e o DN), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

Tex Willer e Zagor por Jean Okada

Tex e Zagor por Jean Okada.

De Jean Okada, um desenhador brasileiro que gosta de Tex Willer e também de Zagor, recebemos o desenho de sua autoria que mostramos aqui ao lado (para aproveitar a extensão completa, clique no mesmo).

Jean Okada começou a trabalhar com desenho e ilustração lá pelos idos de 1988/89, como “desenhador-fantasma” no estúdio do Jotacê (hoje, Jótah), seu primeiro mestre Jedi e incentivador. Ali ele desenhou um monte de revistinhas e livros didácticos para a Editora Ática.

Póster Tex Nuova Ristampa 121

Póster Tex Nuova Ristampa 121

Mais uma magnífica ilustração da autoria de Claudio Villa, onde se pode ver Tex a pé e com a sela e a sua Winchester nas mãos, debaixo de um sol inclemente, em pleno deserto do Arizona, depois de ter sido obrigado a matar o seu cavalo que tinha partido uma pata, pedindo boleia ao condutor da diligência para Tombstone.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Quattro sporche canaglie” de Guido Nolitta e Erio Nicolò (Tex italiano #202 e #203).
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Texto de José Carlos Francisco

Fanzine “A Conquista do Oeste” – Maio/Novembro 2001 – Páginas 92 a 95 – As séries de “western” na TV

AS SÉRIES DE “WESTERN” NA TV

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Página 92Forma de espectáculo genuinamente norte-americana, as séries de TV (mais conhecidas como telefilmes), têm vindo a passar de geração para geração e o seu sucesso tem-se igualmente mantido, com altos e baixos, conforme a sua qualidade e temas abordados. Algumas destas séries chegam a durar vários anos e a ganhar, anualmente, vários prémios.
Do mesmo modo que as séries de TV, que terão o seu “boom” nos anos cinquenta, também os “comic-books” que passariam a ser editados, em paralelo com as séries e desenhadas de modo a representarem em Histórias aos Quadradinhos as aventuras vividas no pequeno ecrã, viriam a atingir grande êxito a partir dessa década. E, muitas vezes, a série acabava mas as revistas continuavam a sair regularmente, ainda durante mais alguns anos.

A seguir vamos indicar algumas das séries que surgiram na Televisão sobre o tema do “Western”, e que seriam adaptadas para os “comic-books”. Trata-se de uma pequena informação, já que ser exaustivo nestes assuntos, não é nada fácil. No entanto, será já um passo para que os leitores possam ter uma ideia do que apareceu:

– “Annie Oakley” (1952-1956). Intérpretes Gail Davis e Brad Johnson. A Dell editou um comic-book” de 1953 a 1959, num total de 18 números com textos de Phil Evan, Eric Freiwald e Robert Schaefer e desenhos de Erni Nordli e Dan Spiegle.
Cisco Kid– “Bat Masterson” (1958-1961). Intérprete Gene Barry. A Dell editou uma série de “comic-books”, num total de 9, de 1958 a 1961 com textos de Gaylord DuBois e desenhos de Jerry Robinson. Existe uma versão em tira e página dominical.
– “The Big Valley” (1965-1969). Intérpretes Barbara Stanwyck e Richard Long. A Dell editou a revista de 1966/1969, com 6 títulos. Os desenhos eram de Tom Cooke, Jose Delbo, Frank Springer e Frank Bolle.
– “Bonanza” (1959-1973). Intérpretes Lorne Greene, Pernell Roberts, Michael Landon e Dan Blocker. As Dell/Gold Key editaram 37 exemplares de 1960/1970, com textos de Gaylord DuBois, Paul S. newman e desenhos de Tom Gill e Herb Trimpe.
– “Brave Eagle” (1955-1956). Intérpretes Keit Larsen e Keena Nomkeena. A Dell editou de 1956/1958 em cinco números e com desenhos de Dan Spiegle, as suas aventuras.
– “Broken Arrow” (1956-1958). Intérpretes Michael Ausara e John Lupton. A Dell editou só dois números, de 1957/1958, com textos de Otto Binder. Desconhecemos o desenhador.
– ”Bucksin” (1958-1959). Intérpretes Tommy Nolan e Sallie Brophy. A Dell editou o seu “comic-book”, só com dois números também, em 1959/1960, com textos de Eric Freiwald e Robert Schaefer e desenhos de Sparky Moore.
Buffalo Bill– “Buffalo Bill Junior” (1955). Intérpretes Dick Jones e Nancy Gilbert. A Dell editou 13 números de 1955 a 1959, com textos de Gaylord DuBois e Paul S. Newman e desenhos de Bob Correa e Mike Sekowsky.
– “Cheyenne” (1955-1963). Intérprete Clint Walker. A Dell publicaria 25 “comic-books” de 1956/1962, com textos de Paul S. Newman e desenhos de Tom Gill.
– “Cimarron Strip” (1967-1968). Intérpretes Stuart Whitman e Randy Boone. A Dell só publicou um único número em 1968, com desenhos de Jack Sparling.
– “Circus Boy” (“O Rapaz do Circo” – Um “western” de rapazes) – (1956-1958). Intérprete Mickey Braddock. A Dell publicaria 41 números com as suas aventuras de 1950/1958. Os textos eram de Rod Reed, Bob Jenney, Paul S. Newman e os desenhos igualmente de vários autores, Bob Jenney, Alberto Giolitti e Al McWilliams. Existe uma tira diária datada de 1951 a 1968, com textos de Rod Reed e desenhos de Jose Luis Salinas.
– “Colt 45” (1957-1960). Intérprete Wayde Preston. A Dell editou de 1958 a 1961, 9 revistas apenas, com textos de Eric Freiwald e Robert Schaefer e os desenhos de Dan Spiegle e Alex Toth.
– “Cowboy In Africa” (1967-1968). Intérprete Chuck Connors. A Gol Key editou um único número em 1968, com textos de Paul S. Newman e desenhos de Alberto Giolitti.
– “Custer(The Legend of…)” – (1967). Intérprete Wayne Maunder. A Dell publicou em 1968, um único número também, com desenhos de Jack Sparling.
Daniel Boone– “Daniel Boone” (1964-1970). Intérpretes Fess Parker e Ed Ames. A Gold Key publicou 15 “comic-books”, de 1965 a 1969. Os textos eram de Paul S. Newman e os desenhos de Fred Fredericks, George Tuska e Mlke Roy.
– “Davy Crockett” (1954-1955). Intérpretes Fess Parker de novo e Buddy Ebsen. A Dell publicou 4 números com as suas aventuras em 1955. Os textos eram de Robert Turner e Paul S. Newman e os desenhos de Jess Marsh e John Ushler.
– “The Deputy” (1959-1961). Intérprete Henry Fonda. A Dell publicou as suas aventuras de 1960 a 1961, com 3 únicos números. Os textos eram de Paul S. Newman e os desenhos de Jack Sparling e John Buscema.
– “Frontier Doctor” (1958). Intérprete Rex Allen. A Dell publicou um título em 1958, com desenhos de Alex Toth.
Davi Crockett– “F. Troop” (“western” cómico) – (1965-1967). Intérpretes Forrest Tucker e larry Storch. A Dell publicou 7 “comic-books” de 1966 a 1967, com textos de Paul S. Newman (prolífero argumentista) e desenhos de Tony Tallarico.
– “Fury” (1955-1966). Intérpretes Bobby Diamond e Peter Graves. A Dell publicaria 11 números de 1957 a 1962, com textos de Paul S. newman e desenhos de Tom Gill.
– “Gene Autry” (1950-1956). Intérpretes Gene Autry e Pat Butram. A Dell editou de 1943 (já havia filmes) a 1959, 121 “comic-books” com textos de Kellog Adams, Eleanor Packer, Gaylord Du Bois, Eric Freiwald e Robert Schaefer (trabalhavam sempre juntos), Robert Ryder, Phil Evans e Paul S. Newman e os desenhos de Pete Alvarado, Tom Cooke, Nat Edson, Nicholas Firfires, Till Goodan, Jess Marsh e Doug Wildey. Existe uma série de tiras e páginas dominicais criadas de 1952 a 1955, com textos de Phil Evans e desenhos de Bert Laws, Tom Cooke, Pete Alvarado e Mel Keefer.
Gene Autry– “Gunsmoke” (1955-1975). Intérprete James Arness. As Dell/Gold Key editaram em 1955-1961/1969, 27 números da primeira série de 6 da segunda, com textos de Paul S. Newman, Leo Dorfman, Eric Freiwald e Robert Schaefer e desenhos de Alberto Giolitti, Giovanni Ticci e Mike Sekowsky.
– “Have Gun, Will Travel” (1957-1963). Intérprete Richard Boone. A Dell editou 14 revistas de 1958 a 1962, com textos de Paul S. Newman e desenhos de Alberto Giolitti e Giovanni Ticci.
– “The High Chaparral” (1967-1971). Intérpretes Leif Erickson, Linda Cristal e Cameron Mitchell. A Dell editou um único número em 1968, com as suas aventuras, com desenhos de Warren Tufts e Nat Edson.
Fanzine “A Conquista do Oeste” - Página 93– “Hopalong Cassidy” (1949-1954). Intérprete William Boyd. A Fawcett editou, de 1943 a 1953, um total de 85 “comic-books” e a DC outros 50, de 1954 a 1959. Os textos eram de John Broome e Gardner Fox e os desenhos de Gil Kane. Existe uma série de tiras e páginas dominicais, realizadas de 1949 a 1955, com desenhos de Dan Spiegle.
– “Hotel de Paree” (1959-1960). Intérprete Earl Holliman. A Dell editou em 1960 um só número, com as suas histórias, com textos de Gaylord DuBois e desenhos de Mike Sekowsky.
– “Iron Horse” (1966-1968). Intérprete Dale Robertson. A Dell editou duas revistas em 1967. Desconhecemos os autores.
– “Johnny Ringo” (1959-1960). Intérprete Don Durant. A Dell editou igualmente um único número de “comic-book” em 1960, com desenhos de Dan Spiegle.
– “Lancer” (1968-1970). Intérpretes Andrew Duggan e James Stacy. A Gold Key editou 3 “comic-books” em 1969, com desenhos de Luis Dominguez.
Hopalong Cassidy– “Laramie” (1959-1963). Intérpretes John Smith e Robert Fuller. A Dell, de 1960 a 1962, editou 3 números, com textos de Eric Freiwald e Robert Schaefer e Paul S. Newman e desenhos de Dan Spiegle e Jack Sparling.
– “Laredo” (1954-1974). Intérpretes Neville Brand e Peter Brown. A Gol Key editou um número em 1966, com desenhos de Alberto Giolitti e Giovanni Ticci.
– “Lassie” (1954-1974). Intérpretes Tommy Retting, Jon Provost e Robert Bray. Embora não seja uma verdadeira história do Oeste, alguns episódios aproximam-se do tema. As Dell/Gold Key editaram de 1959 a 1970, um total de 70 números com as suas aventuras, com textos de Gaylord DuBois, Kellog Adams, Leo Dorfman, Eric Freiwald, Kermit Schaefer e Paul S. Newman e os desenhos de Morris Gollub, John Lehti, Sam Citron, Matt Baker, Bob Forgione, Ralph Mayo, George Wodbridge, Jerry Robinson, Bob Fujitani e Warren Tufts.
Buck Jones, Cisco Kid, Tonto e The Hawk– “The Lawman” (1958-1962). Intérprete John Russell. A Dell editou de 1959 a 1962, 11 “comic-books”, com textos de Eric Freiwald e Robert Schaefer, Robert Ryder e Paul S, Newman e os desenhos de Dan Spiegle.
– “The Legend of Jesse James” (1965-1966). Intérpretes Chris Jones e Allen Case. A Gold Key editou um único “comic-book”, com desenhos de Dan Spiegle.
– “ The Lone Ranger” (1949-1957). Intérpretes Clayton Moore e Jay Silverheels. As Dell/Gold Key editaram de 1948 a 1977, 145 números da 1ª Série e 28 da segunda, com textos de Gaylord DuBois, Kellog Adams, Paul S. Newman e John Warner e os desenhos de Keats Petree, Jim Christiansen, Tom Gill, Ted Galindo, Bill Martin, Herb Trimpe, Frank Bolle e Don Heek.
– “Mackensie’s Riders” (1958). Intérprete Richard Carlson. A Dell lançou um único “comic-book” desta série em 1960, com desenhos de Jess Marsh.
– “Maverick” (1957-1962). Intérpretes James Garner, Jack Kelly e Roger Moore. A Dell lançou 19 títulos de 1958/1962, com textos de Eric Freiwald e Robert Schaefer e desenhos de Dan Spiegle, Alex Toth e Gene Colan.
– “The Monroes” (1966-1967). Intérpretes Michael Anderson Jr. e Barbara Hershey. A Dell também lançou um número em 1967, com desenhos de Jack Sparling.
Fanzine “A Conquista do Oeste” - Página 94– “The Nines Life of Elfego Baça” (1958-1960). Intérprete Robert Loggia. A Dell editou 7 números de 1959 a 1960, com textos de Eric Freiwald e Robert Schaefer e desenhos de John Ushler e Sparky Moore.
– “The Ranger Ride” (1951-1953). Intérprete Jock Mahoney. A Dell editou 24 revistas de 1952 a 1959, mas desconhecemos os autores.
– “Rango” (1967). Intérprete Tim Conway. A Dell publicou um “comic-book” de 1967, de autores desconhecidos.
– “Rawhide” (1959-1966). Intérpretes Eric Fleming e Clint Eastwood. As Dell/Gold Key editaram de 1959 a 1964, cinco números com textos de Eric Freiwald e Robert Scheafer e Paul S. Newman e desenhos de RussManning.
– “The Rebel” (1959-1961). Intérprete Nick Adams. A Dell publicaria de 1960/1961 quatro “comic-books”, com textos de Gaylord DuBois e desenhos de Mike Sekowsky.
Pawnee Bill– ”The Restless Gun” (1957-1959). Intérprete John Payne. A Dell editou cinco revistas de 1958/1960, com textos de Eric Freiwald e Robert Schaefer e desenhos de Dan Spiegle.
– “The Rifleman” (1958-1963). Intérprete Chuck Connors. As Dell/Gold Key editaram de 1959 a 1964, 20 números com textos de Eric Freiwald e Robert Schaefer (outros dois prolíferos argumentistas) e Paul S. Newman. Os desenhos eram de Alex Toth, Dan Spiegle e Warren Tufts.
– “Rin Tin Tin” (1954-1959). Intérpretes Lee Aaker, Jim L. Brown e Joe Sawyer. A Dell editou 38 títulos de 1952 a 1961, com textos de Kellog Adams, Eric Freiwald e Robert Schaefer e os desenhos de Sparky Moore.
– “Roy Rogers” (1951-1957/1962-63). Intérpretes Roy Rogers e Dale Evans. A Dell publicaria 145 “comic-books” de 1948/1961, com textos de Gaylord Du Bois, Elizabeth Beecher, Phil Evans, Kellog Adams, Eric Freiwald e Robert Schaefer, Jean Klinordinger, Robert Ryder, Paul S. Newman e os desenhos de Mike Arens, Albert Micale, Nat Edson, Harry Ramsey, John Buscema, Harry Parkhurst e Alex Toth. Existe uma série em tira e página dominical, datadas de 1948 a 1962, de Phil Evans, Al Stofiel e Carl Falberg (textos) e Pete Alvarado, John Ushler, Hy Mankin, Alex Toth e Mike Arens (quanto aos traços).
Ken Maynard– “Sargento Preston of The Yukon” (1955-1958). Intérprete Richard Simmons. A Dell publicou 29 números de 1955 a 1958, com textos de Gaylord Du Bois e desenhos de Alberto Giolitti.
– “Shotgun Slade” (1959-1960). Intérprete Scott Brady. A Dell publicou um único número em 1960. Os textos eram de Eric Freiwald e Robert Schaefer e os desenhos de Dan Spiegle (mais um prolífero desenhador, quanto a “comic-books”).
– “Stoney Burke” (1962-1963). Intérpretes Jack Lord, Bruce Dern e Bill Hart. A Dell publicou dois números em 1963, com desenhos de Jack Sparling.
– “Sugarfoot” (1957-1960). Intérprete Will Hutchins. A Dell publicou de 1958 a 1961, seis números com textos de Eric Freiwald e Robert Schaefer e desenhos de Nat Edson e Alex Toth.
Fanzine “A Conquista do Oeste” - Página 95– “Tales of Texas John Slaughter” (1958-1960). Intérpretes Tom Tyron e Betty Lynn. A Dell publicou 4 números de 1958/1959, com textos de Eric Freiwald e Robert Schaefer e desenhos de John Ushler e Sparky Moore.
– “Tales os Texas Rangers” (1955-1957). Intérpretes Wilard Parker e Harry Lanter. Saíram 19 números editados pela Dell, de 1955/1959. Os textos eram de Eric Freiwald e Robert Schaefer e os desenhos de mel Keefer, Tom Massey, Russ Manning, Warren Tufts e Dan Spiegle.
– “The Travels of Jaimie Mc Pheters” (1963-1964). Intérpretes Kurt Russell e Dan Herlily. A Gold Key editou um número em 1963, com textos de Leo Dorfman e traços de Fred Fredericks.
– “Wagon Train” (1957-1965). Desconhecemos os intérpretes. As Dell/Gold Key editaram 17 títulos de 1958 a 1964, com textos de Eric Freiwald e Robert Schaefer e Paul S. Newman e desenhos de Nat Edson, Nicholas Firfires e Warren Tufts.
– “Wanted – Dead or Alive” (1958-1961). Intérprete Steve McQueen. A Dell editou dois números de 1960/1961, com textos de Gaylord DuBois e desenhos de Albert Micale.
Wyatt Earp– “Wells Fargo (Tales of…) – (1957-1962). Intérprete Dale Robertson. A Dell publicou de 1958/1961, sete títulos com textos de gaylord DuBois e desenhos de Alberto Giolitti, Gil Kane e Russ Heath.
– “The Wild, Wild West” (1965-1969). Intérpretes Robert Conrad e Ross Martin. A Gold Key publicou 7 números de 1966/1969, com desenhos de Bob Jenney, Al McWilliams e Sal Trapani.
– “Wyatt Earp” (1955-1961). Intérprete Hugh O’Brien. A Dell editou de 1957 a 1960, 13 “comic-books” com textos de Eric Freiwald e Robert Schaefere e Paul S. Newman e os desenhos de Russ Manning.
E terminamos esta já extensa lista.

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As Leituras do Pedro: Tex Edição Histórica #73 e #74

As Leituras do Pedro*

Tex Edição Histórica #73Tex Edição Histórica #73 e #74
Giovanni Luigi Bonelli (argumento)
Erio Nicolò (desenho)
Mythos (Brasil, Setembro e Novembro de 2007)
136 x 177 mm, 260 p. + 260 p., pb, brochada


Resumo
Uma misteriosa personagem, apoiada por importantes figuras de Washington, interessada em apossar-se dos terrenos da reserva onde vivem os navajos chefiados por Tex, consegue fazer com que este seja condenado a 20 anos de cadeia por um assassínio que não cometeu. Depois, consegue a nomeação de um agente indígena de sua confiança o que obriga Kit e Jack Tigre a guiar os peles-vermelhas para o interior da reserva.

Desenvolvimento
Para além de ser uma das maiores histórias de Tex (mais de meio milhar de pranchas) esta é também uma das histórias mais apreciadas pelos fãs. Justamente, diga-se, não só pela forma como está escrita e se desenvolve (quase sempre) em bom ritmo, mas porque foge ao que é habitual na série. Porque Tex, em grande parte dela é apenas espectador ausente, porque se vê condenado por um assassinato que não cometeu, porque tem que experimentar (embora de forma breve – e a obra teria ganho se a sua estadia no presídio de Vicksburg fosse mais extensa) a vida na prisão para onde geralmente envia os seus adversários – pelo menos aquele que não despacha no imediato com uns quantos tiros certeiros… – , porque o protagonismo é entregue a Kit Carson e Kit Willer.

Tex Edição Histórica #74Todos estes aspectos estão bem interligados numa trama bem urdida, passe algum exagero na facilidade com que Tex cai na armadilha inicial, mas merece destaque em especial a forma como a situação na reserva se degrada e, fosse outra a série, a certa altura do relato quase poderíamos acreditar que “A grande intriga” narrava o fim das aventuras de Tex.
Claro está, que com o ranger isso não poderia acontecer e no final tudo se resolve a contento dele e dos seus amigos, com o esquema desvendado e os bandidos derrotados, mas, até se chegar a esse ponto, são várias as inflexões no argumento e os momentos de dúvida ou suspense introduzidos, o que faz deste western, em que a amizade desempenha um papel marcante, uma obra cuja leitura desperta e prende o leitor.

Uma referência – por ser pouco vulgar em Tex – para o papel importante desempenhado por uma mulher, no caso a bela e bem feminina Myra Solano, um dos elos principais da tramóia que se abate sobre o ranger, desenhada primorosamente por Nicolò, com a sua beleza a destacar-se ainda mais em contraste com as feições duras com que o desenhador italiano dotou a maior parte dos protagonistas masculinos. Referência ainda para o seu bom domínio da planificação e para a utilização de uma grande variedade de enquadramentos, com os quais consegue tornar dinâmicas mesmo longas sequências em que as personagens apenas conversam.

Tex Edição HistóricaA reter
– A originalidade do argumento, considerado no conjunto das histórias de Tex.
– O bom trabalho gráfico de Nicolò.

Menos conseguido
– A excessiva provocação de Tex à sua futura suposta vítima.
– A facilidade como um homem com o passado do ranger é condenado como se fosse um desconhecido.
– Alguns desajustes temporais na narrativa.

Curiosidades

– Aquando da publicação original, a história prolongou-se por cinco números do título mensal do ranger e, no caso presente, obrigou a dividi-la por dois números da colecção Tex Edição Histórica, que geralmente publica histórias completas
– Ambas as edições trazem introduções, de Júlio Schneider (no #73) e de Sergio Bonelli (#74).

Pedro Cleto.
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*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias e na revista In’ – distribuída as sábados com o JN e o DN), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.
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