Fanzine “A Conquista do Oeste” – Maio/Novembro 2001 – Páginas 97 e 98 – Dicionário enciclopédico de “heróis” da banda desenhada de “western”

Fanzine “A Conquista do Oeste” - Página 97DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE “HERÓIS” DA BANDA DESENHADA DE “WESTERN”

NOMES–ANOS–PAÍSES–AUTORES

L’aigle Blanc-1940/1957–França–André Galland
Aquila Blanca-1956/1957–Itália–Pini Segna
Aigle Noir-1956/1966–França–Anónimo/Dan Spiegle
Alain au Far West-1940/1944–França–Gervy
Alamo Jim-1979/1980–Itália–Anónimos
Alamo Kid-1975/1978–Itália–Antonio Mancuso/Giuseppe Montanari
Al Crane-1976/1977–França–Gérard Laurier/Alexis
Alexis Mac Coy-1974–França–Jean-Pierre Gourmelen/Antonio Hernandez Palacios
Amargo-1975/1976–França–Victor De La Fuente
Anais-1960/1966–França–Guy Hempay/Robert Rigot
Angell Dell West-1979/1991–Itália–Luciano Giacotto/Renato Polese
Apache-1958/1967–Espanha–Pedro Quesada/Luis Bermejo
Apollon-1962/1964–França–Estudio Barbato
Arok-1983/1985–França–Vladimiro Missaglia
Nota:
Embora alguns autores espanhóis e italianos venham indicados com os seus trabalhos como inicialmente publicados em França, tal deve-se a que na verdade, isso aconteceu. Esses desenhadores criaram essas personagens para serem publicadas em França. O mesmo aconteceria em Inglaterra.
BankoBabe Ford-1970/1977–Itália–Mario Busari/Renato Polese
Baby Bang-1976/1981–Itália–Luigi Grecchi/Gino Pallotti
Baldo-1952/1971–Itália–Luciano Bottaro
Banko-1955/1958–França–Anónimo/René Brantonne
Bannister-1970–Argentina–Ray Collins/Arturo Del Castillo
Bat Lash-1969–E.U.A.–Sergio Aragonês/Nick Cardy
Bat Masterson-1959–E.U.A.–France Edward Herron/Bob Powell
Battling Bopp-1983/1986–França–Iure/Mognato
Beany Des Marais-1966/1981–França–Maurizio Torelli
Becos Bill-1952/1960–Itália–Giancarlo Testoni/Sandro Angiolini
Beelzebub Jones-1937/1945–Inglaterra–Hugh McClelland
Black JackBella & Bronco-1984/1985–Itália–Gino D’Antonio
Ben Barry-1961/1962–Bélgica–Gérald Forton
Bem Vasco-1980–Argentina–Roger King/Victor Hugo Arias
Bib et Ted-1955/1956–França–Gal
Big Bill Le Casseur-1947/1955–França–J. K. Melwyn-Nash/Bernanrd Charlas
Big Bull-1972/1986–França–Hervas/Antonio Mas
Big Davy-1957–Itália–Gian Luigi Bonelli/Renzo Callegari
Big Tom-1969–Itália–Luciano Bottaro
Bill Cody-1951–Espanha–Francisco Batet (8 Fasc.)/Juan Martinez Osete (8 Fasc.)
Bill Jourdan-1956/1961–França–Jean Aquaviva/Loys Pétillot
Bob ColtBill Tornade-1948/1961–França–Bob Dan
Bill Uragano-1959/1960–Itália–Enver Bongrani
Billy Bonbon-1973/1974–França–Jean Cézard
Billy Bull-1971/1973–França–Jean-Marie Nadaud/ Pierre Chery
Billy The Kid-1952/1959–Inglaterra–Geoff Campion, etc.
Billy The Kid-Anos 50–E.U.A.–Frazetta/Williamson/ John Severin, etc.
Billy Rock-1971/1973–Itália–Renzo Barbieri/Sandro Angiolini
Bison Noir-1957/1960–França–Pierre Dupuis
Blackbow The Cheyenne-1971/1973–Inglaterra–Anónimo/Geoff Campion
Black Hills-1999–França–Yves Swolfs/Marc-Rénier
Black Rider-1976/1981–Itália–Anthony Mancuso/Franco Devescovi
Blue Soldier-1983/1988–França–Maurizio Torelli/Renzo Orru
Bob Colt-Anos 50–E.U.A.–Anónimos
Bob Crockett-1971/1976–Itália–Piero Selva/Jorge Moliterni
Bob Jason-1969–Itália–Mario Basari/Gianni De Luca
Bonanza-1960/1974–E.U.A.–Gaylord Dubois/Tom Gill/Ferdinando Fusco (1965/1974)
BonanzaBozart-1974/1975–França–Maurizio Torelli/Franco Oneta
Bronco Bill-1930/1940–E.U.A.–Harry O’Neill
Brone Saddler-1951–E.U.A.–Dell Rayburn/Herb Rayburn
Buck Jones-1949/1986–Inglaterra–Vários/Vários
Buck Taylor-1956–Itália–Anónimo/Enver Bongrani
Buddy Longway-1972–Bélgica–Derib
Buffalo Bill-1950/1956–E.U.A.–Fred Meagher e Lennart
Buffalo Bill-1945–Itália–A. Medici/Lina Buffolente
Buffalo Bill-1951/1963–Itália–Luigi Crecchi/Carlo Cossio
Buffalo Bill-1965–Itália–Armando Bonato
Buffalo Bill-1936–Inglaterra–Ned Buntline
Buffalo Bill-1950/1959–Inglaterra–Vários/Vários
Buffalo Bill-1951/1963–Itália–Luigi Crecchi/Carlo Cossio
Buffalo Bill-1967/1968–Holanda–Estúdios de Vandersteen – des. De Karel Vershuere, Rick Dierckx e Perry Cotta
Bob CrockettBuffalo Bill-1956–Espanha–J.B.Artès/Emilio Fernando
Buffalo Bill-1965–Espanha–Joaquim Blazquéz
Buffalo Bill-1946 e  1952/1960–França–Vários/René Giffey
Buffalo Bill Junior-1956/1959–E.U.A.–Anónimo/John Prentice
Buffalo Boule-Anos 50–Itália–Anónimo/Anónimo
Bull Dozer-1961/1968–França–Yvan Rhuys/Mic Delinx
Calamity Jane-1966/1967–Itália–Armando Bonato
Calder One-1964/1965–Inglaterra–Anónimo/Anónimo
Canada Jean-1964/1971–França–Anónimo/Ivo Pavone
Canadian Boy-1959/1960–França–Noel Perron/Carlo (Raph) Marcello
Capitaine Apache-1975/1987–França–Roger Lecureux/Norma
Capitaine Rogers-1981–Itália–Giorgio Pezzin/Georgio Cavazzano
Capitain James-1959/1960–França–Roger Lecureux/Lucien Nortier
Carabina Slim-1967/1987–França–Anónimo/Onofrio Bramante
Caramba-1955/1956–França–Jean Marcellin
Casey Ruggles-1949/1954–E.U.A.–Warren Tufts
Catamount-1960–França–Albert Bonneau/Ângelo Di Marco
Catfish-1973–E.U.A.–Gary Paterman/Roger Bollen
Le Cavalier Noir-1953/1954–Itália–Gian Luigi Bonelli/Essegesse
Nota: Essegesse são três desenhadores italianos, Giovanni Sinchetto, Dario Guzzon e Pietro Sartoris). Às vezes entrava Virgilio Muzzi.
Chaparral- 1968–E.U.A.–Anónimo/Warren Tufts
Le Chariot de Thespis-1982/1987–França–Christian Rossi
Charro Temerário-1953–Espanha–Pedro Munoz/Matias Alonso
Cherry Brandy Racconta-1956/1958–Itália–Estúdio Roy D’Amy
Le Cheval de Fer-1969/1970–E.U.A.–Anónimo/Ferdinando Fusco
Cheyenne Kid-1969/1973–E.U.A.–Anónimo/Anónimo
Captain JamesChick Bill-1953/2001–Bélgica–Tibet
Chico Juarez-1957/1961–França–Juan Arranz
Chicotawa-1974–França–Anónimo/Emílio Uberti
Chinaman-1997–França–Serge Le Tendre/Olivier Tadue
El Cimarron-1956/1981–Argentina–Walter Ciocca
Cisco Kid-1944–E.U.A.–Charles A. Voight
Cisco Kid-1950/1958–E.U.A.–Vários
Cisco Kid-1951/1968–E.U.A.–Rod Reed/Jose Luis Salinas
Città Degli Sperduti Senza Nome-1996–Argentina– Carlos Trillo/Saborido
El Cobra-1974/1979–Argentina–Ray Collins/Arturo Del Castillo
Cocco Bill-1957–Itália–Benito Jacovitti
Cochise-1960/1961–França–Lucien Nortier
Coeur-Blessé-1974/1975–Itália–Franco Frecura/Renzo Restani
Colt Walker-1997–França–Yann/Fabrice Lamy
Comanche-1969/1982–Bélgica–Greg/Hermann
Conrack-1981/1982–Argentina–Ray Collins/Miguel A. Repetto
Coq Hardi-1962/1963–França–Marijac/Duteutre
Cordo-1941/…–E.U.A.–Gus Arriola
Corpus Christi-1991–França–Simon Rocca/Gérard Mathieu
De Cowboys-1979–Holanda–Peter De Wit
Cow-Boy Tim-1970/…–Espanha–Jordi Buxadé
Crazy Horse-1956/1957–Inglaterra–Anónimo/Sergio Tarquinio, Derek C. Eyles e Geoff Campion
Cuatro Capitanes-1954–Espanha–Pedro Muñoz/José Maria Ortiz
Fanzine “A Conquista do Oeste” - Página 98Curly Bill-1953/1954–Inglaterra–George Ratcliffe
Custer-1968/1969–Inglaterra–Anónimo/Geoff Campion
Dago-1965/1968–França–Altilio Muzzanti/Estúdios Barbato
Dakota Jim-1954/1957–Itália–Franco Caprioli
Dandy-1979/1981–Holanda–Dick Matena
Dan Flynn-1984/1985–Argentina–Ray Collins/Miguel A. Repetto
Daniel Boone-1939/1962–E.U.A.–Harold Fred Fredericks
Daniel Boone-1965/1969–E.U.A.–Mike Roy
Danny Hale-1948/1955–E.U.A.–Norman March
Dan Tempete-1967/1968–França–Maurizio Torelli/Leone Cimpellin
Davy Crockett-1955–E.U.A.–France E. Herron e Jim McArdle
Davy Crockett-1956/1957–Itália–Gian Giacomo Dalmasso e irmãos Antonio e Vincenzo Chiamenti
Davy Crockett-1960–Itália–Gian Luigi Bonelli e Renzo Calegari e Carlo Porciani
Davy Crockett-1957/1960–Inglaterra–Vários/Vários
Davy Crockett-1957/1969–França–Jean Ollivier e Martin Sièvre (Eduardo Teixeira Coelho) e Kline

Nota: Vamos ficar por aqui, já que se torna impossível continuar com este estudo, devido á sua extensão. O número de páginas disponíveis para este Fanzine foi atingido, pelo que este tema continuará num dos próximos números de “O Aventureiro”.

Vídeo: Desenhos animados de Tex Willer – El Muerto (Buonasera con… Supergulp – 1979) – Primeiro episódio

Por José Carlos Francisco

El Muerto - Desenho animadoNa terceira série de Supergulp, o programa da RAI (Rádio Televisão Italiana) idealizado por Giancarlo Governi e Guido de Maria, foi apresentada a versão semi-animada, produzida por Sergio Trinchero, da história El Muerto.

Trata-se da história que apresenta o mítico duelo de Tex Willer contra Paco Ordoñez, mais conhecido como El Muerto ocorrido no cemitério de Pueblo Feliz e que teve um velho medalhão musical como “juiz”.

El MuertoO mais inolvidável duelo da saga de Tex publicado nesta dramática história de violência e vingança, uma das mais valorizadas pelos leitores em toda a vida de Tex Willer e que foi escrita por Guido Nolitta e desenhada magistralmente por Aurelio Galleppini, que encantou e continua a seduzir todas as gerações de Texianos.

“Buonasera con…” era transmitido, de segunda a sexta-feira, na Rete2 às 18.50, e cada história de Tex era dividida em vários episódios. O Canal de televisão italiano Raistoria retransmitiu recentemente o primeiro episódio da história El Muerto. Trata-se da transposição televisiva da edição nº 190 da série mensal italiana (Tex nº 112 no Brasil) publicado em Agosto de 1976 e transmitido pela RAI em 1979 e que vamos assistir de seguida aqui também no blogue do Tex:

Entrevista com o fã e coleccionador: Christiano da Conceição Ferreira

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Christiano da Conceição FerreiraPara começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Christiano da Conceição: Meu nome é Christiano da Conceição Ferreira, moro em Arroio Grande, interior do Estado do Rio Grande do Sul no Brasil. Nasci no dia 6 de Fevereiro de 1973 e trabalho numa loja de produtos Agro-Veterinários.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Christiano da Conceição: Acredito que desde cedo comecei a gostar de banda desenhada, pois mesmo quando não sabia ler eu já gostava de olhar as figuras, pois muito cedo tive contacto com esse tipo de revistas através dos meus tios e alguns amigos mais velhos.

Quando descobriu Tex?
Christiano da Conceição Ferreira - Colecção - Foto 1Christiano da Conceição: Descobri Tex juntamente com Zagor, quando ganhei no final do ano de 1978 um pacote da minha mãe que continha duas revistas do Tex (nº 21- Os Renegados de Virgínia City e nº 89 – A Lei do Mais Forte), duas de Zagor (nº 5 – A Odisseia Americana e nº 6 – A Neblina Infernal) e mais uma de Ken Parker que não me recordo o nome, pacote esse que a minha mãe encomendou pelo reembolso postal e que me ofereceu, pois eu estava prestes a entrar para a escola primária e serviria para eu começar a aprender a ler e como os meus amigos tinham tais revistas eu as havia pedido de presente para a minha mãe.

Christiano da Conceição Ferreira - Colecção - Foto 2Porquê esta paixão por Tex?
Christiano da Conceição: Porque Tex sempre teve uma presença constante na minha vida, desde a infância mesmo em épocas que eu (quase todo mundo em determinado momento deixou) larguei ele um pouco de lado, já que mesmo eu  tive uma época em que passei a ler revistas de super-heróis Marvel, especialmente o Capitão América (todas as crianças tiveram seus momentos em que pensavam que eram um super-herói), mas que por vez retornava e lia alguma história de Tex e como as histórias de heróis começaram a se perder com a morte de determinado herói e depois a ressurreição dele novamente começaram a confundir e muito as histórias, de modo que quem deixava de ler por algum tempo quando ia ler uma história nova acabava não entendo mais nada. Paralelamente a isso Tex sempre seguia do mesmo jeito com histórias sempre bem elaboradas e sem nenhuma mudança drástica em seu universo.

Christiano da Conceição Ferreira - Colecção - Foto 3O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Christiano da Conceição: Exactamente porque Tex sempre é Tex, não modificou a sua estrutura, ganhou alguns amigos novos, perdeu alguns velhos mas nunca teve alguma transformação radical na personagem, o Tex que conheci quando tinha 5 ou 6 anos é o mesmo de agora que tenho 36. Mudaram os desenhadores e os argumentistas mas a essência ficou e sinceramente espero que isso nunca mude.

Christiano da Conceição Ferreira - Colecção - Foto 4Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Christiano da Conceição: Tenho pouco mais de 500 revistas de Tex e a que eu considero a mais importante é o Tex nº 32 (O Caçador de Criminosos) da primeira edição que é uma revista que está comigo em torno de uns 25 anos.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Christiano da Conceição: Colecciono apenas livros, não tenho o hábito de procurar outro tipo de objectos de Tex, mas se algum dia eu tivesse algum iria guardá-lo com a colecção também.

Christiano da Conceição Ferreira - Colecção - Foto 5Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Christiano da Conceição: Eu teria pelo menos umas vinte para citar, mas como tenho que optar por uma fico com o Tex nº 112 – El Muerto. Por ser um clássico, uma grandíssima história daquelas que parece que ao ler você está a ver um filme, tamanha é sua acção do inicio ao fim, com Tex e seus companheiros passando grandes dificuldades mas no fim acaba vencendo um duelo, que na minha opinião é o maior duelo das histórias em quadradinhos. O meu desenhador favorito é o Italiano Erio Nicollò, e quanto ao argumentista gosto muito do Guido Nolitta.

Christiano da Conceição Ferreira - Colecção - Foto 6O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Christiano da Conceição: Gosto muito do seu jeito humano, de sempre querer ajudar o mais fraco e nunca deixar um amigo em dificuldades. Gosto também de histórias em que o Kit Carson participa sempre dando uma pitada de humor nas aventuras, já o que eu não gosto são histórias que se desenrolam rápidas demais e sem trazer dificuldade alguma para o nosso Ranger, prefiro quando ele ou um dos seus pards caem nas garras de um adversário trazendo um pouco mais de drama às suas maravilhosas histórias.

Christiano da Conceição Ferreira - Colecção - Foto 7Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Christiano da Conceição: Só o facto de se manter há mais de 60 anos no mercado, já faz de Tex um ícone e sobretudo o facto de não mudarem essa fórmula de sucesso que já vem dando certo há muitos anos.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Christiano da Conceição: Não, aqui na minha cidade apesar de eu achar que tem bastante gente que leia Tex, não há esse tipo de contacto entre leitores, até porque hoje em dia muita gente que não tem acesso a este maravilhoso universo acha que ler revistas de banda desenhada é uma tolice. Mas vez por outra alguém me vê com uma revista na mão e aí faz a pergunta: “Você lê Tex?“.

Christiano da Conceição Ferreira - Colecção - Foto 8Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Christiano da Conceição: Para ser franco, ainda não pensei muito nesse assunto, mas acredito que mesmo com toda a tecnologia que existe por aí, computador, jogos de vídeo, Internet e TV a cabo entre outras coisas, o Tex continua firme por aí. Vejo no fórum do Portal TexBR que apesar de vários leitores veteranos há também vários jovens que gostam das aventuras do Ranger. Eu por exemplo que não comprava Tex já há alguns anos, tinha umas 50 revistas que já havia lido e re-lido umas dez vezes cada, voltei a interessar-me firmemente novamente por comprar, quando consegui uns scans de umas histórias que tinha vontade de reler, pois já tinha lido há muitos anos e daí em diante passei a pesquisar na Internet e comprá-las. Acho que o Tex vai durar muitos e muitos anos ainda.

Prezado pard Christiano da Conceição Ferreira, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Todas as Cores de Tex

Por José Rivaldo Ribeiro [1]
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Em Fevereiro de 2007, os periódicos italianos La Republica e L’Expresso, juntamente com a Sergio Bonelli Editore, lançaram Tex — Collezione Storica a Colori, uma das mais bem sucedidas séries de Tex naquele país.
Só nos restava então torcer para que a Mythos Editora lançasse um dia essa preciosidade na nossa língua. Eis que, enfim, a espera acabou. Desde o anúncio, feito em Agosto deste ano, leitores e coleccionadores de Tex Willer aguardam com ansiedade um dos mais importantes lançamentos da Bonelli no Brasil desde 1971, ano do lançamento da revista Tex.
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Tex colorido nº 1 - O Totem Misterioso
Rebaptizada de Tex Edição em Cores, provavelmente para não haver confusão com a já existente, Tex Coleção Histórica — que seria uma tradução mais fiel do título original —, a publicação está prevista para durar seis edições. A continuidade poderá ocorrer, mas dependerá da aceitação de seus leitores (ou, melhor dizendo, desde que a revista venda!).
Esta nova série é um marco não só pelo papel especial ou pelas belas cores, mas sobretudo por reapresentar a história inicial do ranger mais querido do Brasil e Portugal, desta vez em cores, antes só pintadas na nossa imaginação.
Os desenhos não foram modificados. Até os curiosos números no canto dos quadradinhos, da época do formato talão, e que ainda confundem alguns leitores, foram preservados.

Cada capa trará a reprodução de um quadradinho histórico. A primeira mostra a primeira vinheta da história de estreia, O Totem Misterioso, redesenhada pelo talentoso Claudio Villa.

Tex full colorCuriosidade: Em Abril último, foi divulgado pela Internet que seria lançada no Brasil uma colecção de Tex em cores — houve até divulgação da capa. Ocorre que a Mythos Editora, detentora dos direitos de publicação da Bonelli Comics por aqui, informou que a suposta colecção nada teria a ver com ela, estando, portanto, desautorizada. Ao lado, a imagem do misterioso lançamento que nunca existiu.
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Os primeiros Tex Coloridos
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Claro, os leitores já tiveram oportunidade — umas poucas vezes, é verdade — de ver o azul dos rios e o verde das pradarias do mundo de Tex, sem precisar usar as suas mentes para dar cores às belas paisagens.
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Em Setembro de 1990, a Editora Globo lançou Tex Edição Especial Colorida #1. A edição inaugurou a primeira aventura do ranger totalmente em cores e a primeira revista em formato 14,7 x 21,0 estrelada por Águia da Noite.
O Ídolo de Cristal, uma das mais formidáveis obras do mestre Aurelio Galleppini que foi publicada em 1980 no raríssimo álbum de capa dura da Vecchi, abriu a nova série da Globo.
A publicação seguiria numa espécie de revista anual, seguindo assim até 1997 sendo interrompida na sexta edição.
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Abaixo todas as capas do Tex Especiais em Cores.

01 – O Ídolo de Cristal, Set/90
02 – A Cidade Corrompida, Set/91

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03 – Forte Apache, Dez/92

04 – A Lança de Fogo, Dez/94

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05 – A Voz na Tempestade, Ago/95

06 – A Caravana do Medo, Dez/97

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Em Novembro de 1993, a 2ª Bienal de Quadrinhos do Rio de Janeiro teve como ilustre convidado o filho de Gian Luigi, Sergio Bonelli, hoje editor e dono da editora que leva o seu nome. Na ocasião, a revista
Fumetti – O Melhor dos Quadrinhos Italianos foi lançada pela Editora Globo especialmente para o evento, sendo hoje uma das mais raras edições bonellianas.

Um Tarde Quente, aventura de apenas 13 páginas, mas não menos electrizante que as outras, levava Tex numa empreitada sem seus pards do costume. Mas Fumetti é uma edição tão cheia de curiosidades que terá um post especial, qualquer dias destes.

Fumetti - O Melhor dos Quadrinhos Italianos

Seis anos se passaram após a sexta edição especial colorida da Globo. Muitas eram as cartas pedindo a volta de histórias em cores de Tex. E muitas também foram as explicações da editora sobre a inviabilidade de lançamentos assim.
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Tex 400Até que, finalmente, nas mesmas secções de cartas, em meados de 2002, tivemos a notícia de que um nova aventura em cores seria lançada: em Fevereiro de 2003, na edição de Tex #400, saiu a inédita Homens em Fuga, de Giovanni Ticci.
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Seleção Tex e Os Aventureiros n° 3Não muito tempo depois, em Junho de 2005 chegava às bancas o número 3 da série Seleção Tex e Os Aventureiros, trazendo no estilo graphic novel a história O Duelo, de Fabio Civitelli, com 16 páginas.

Tex Especial 60 anosOutubro de 2008: ano do sexagenário de Tex. A Mythos lança a edição Tex Especial 60 Anos, com 128 páginas, das quais 16 são repletas de curiosidades sobre a vida do ranger e coisas nunca contadas antes no Brasil. Mas a estrela da edição é mesmo a aventura Na trilha das Recordações, também de Civitelli. A história é uma das melhores da actualidade. Leitura obrigatória para qualquer texmaníaco. Afinal, não é todos os dias que Tex aparece contracenando com a sua bela esposa Lilyth em suas aventuras. A trama passa-se logo após Pacto de Sangue, mas como a bela Navajo não está mais viva, só resta a Tex recordar.

E depois desta edição, eis que agora chegou a vez do lançamento em cores que abre este post. Uma excelente oportunidade também para aqueles que querem começar a desbravar esse mundo de aventuras do ranger.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas – Texto publicado originalmente no Planeta Gibi Blog, em 6 de Novembro de 2009)


[1] José Rivaldo Ribeiro é um grande coleccionador brasileiro de banda desenhada, tendo participado activamente de pesquisas para edições, blogues e sites referentes a BD de diversos géneros!
Considera-se um crítico de banda desenhada e é também leitor e coleccionador de Tex.