Programação completa de Tex Willer em 2010 (na Itália)

Carlo MonniDo nosso colaborador italiano, Carlo Monni (que vemos na foto ao lado), recebemos uma informação actual e provavelmente definitiva, sobre a programação editorial dedicada a Tex, pela Sergio Bonelli Editore em 2010, depois de uma rápida, mas atenta leitura do quadro afixado na editora com a programação para 2010, aquando de uma sua recente visita à editora, ocorrida a 15 de Dezembro.

A única novidade digna de relevo é a confirmação da história a ser publicada em Novembro e Dezembro. Quanto ao resto, tudo dentro do previsto pelo nosso correspondente, aquando das últimas novidades trazidas a propósito das histórias em produção.

Aproveitando então o facto de já estar definida praticamente a 100% a escala das histórias do ranger em 2010 pela Sergio Bonelli Editore e que só qualquer imprevisto pode levar a alguma alteração, vamos então publicar a programação completa na Itália para o ano de 2010, dando um rápido olhar sobre cada uma das histórias. Como de costume, Carlo Monni também menciona os títulos provisórios quando os conhece.

2010

JANEIRO

TEX 591 cop OK:589Tex n° 591: Faraci & Bruzzo

“L’uomo di Baltimora”
Estreia de Giovanni Bruzzo em Tex. Uma história que tem como protagonistas Tex, seu filho Kit Willer e ainda um escritor de romances em busca de inspiração.

Almanacco del West 2010: Nizzi & Fusco
“La banda dei messicani”
História que marca a despedida de Fernando Fusco como desenhador na saga de Tex, depois de quase 36 anos ininterruptos. Os culpados de um ousado roubo ainda estão escondidos na floresta, mas Tex, com a ajuda do seu filho Kit, tem um plano para os desalojar!

FEVEREIRO

Tex n° 592: Faraci & Bruzzo

“Destini incrociati”
Conclusão da história de 220 páginas iniciada em Janeiro.

MARÇO, ABRIL E MAIO

Tex n° 593, 594 e 595: Boselli & Font

“Título desconhecido”
História de 330 páginas que tem algo a ver com intrigas … Um famoso crime ocorrido há alguns anos, parece ter retornado à actualidade quando um desconhecido tenta desvendar uma antiga conspiração em que muitos estão envolvidos e uma misteriosa vingança começa a tomar forma através de factos aparentemente sem relação entre si.

Arte de OrtizJUNHO

Tex n° 596: Nizzi & Ortiz

“Título desconhecido”
Início de uma nova história de 220 páginas e que se centra sobre o retorno de Cão Amarelo, o antagonista de “”Gli eroi di Devil Pass” (Os heróis de Devil Pass). Acção não faltará porque está cheia de tiroteios!

Texone nº 24: Nolitta/Boselli & Suarez
“Cuba Libre”
Tex Gigante ambientado em Cuba e que nasceu “a pedido” do artista cubano e cujo argumento da autoria de Guido Nolitta (Sergio Bonelli) tem como pano de fundo a 1ª Guerra de Independência Cubana, iniciada em 1868 e conhecida como a “Guerra dos 10 anos”. O roteiro por sua vez é da responsabilidade de Mauro Boselli.

JULHO

Tex n° 597: Nizzi & Ortiz

“Título desconhecido”
Conclusão da história iniciada no mês anterior.

Ranger do Texas, por SeijasAGOSTO E SETEMBRO

Tex n° 598 e 599: Ruju & Garcia Seijas

“Ranger del Texas”
Início de uma aventura tipicamente western, de 220 páginas.

OUTUBRO

Tex n° 600:
Nolitta/Boselli & Ticci
“I guerrieri del fuoco”
Sexto álbum centenário e portanto, colorido, tendo nascido o argumento de uma conversa descontraída entre Sergio Bonelli e Mauro Boselli e que nos traz uma aventura de carácter misterioso, ambientada no Canadá, com todos os quatro pards e com a participação de Jim Brandon. Os adversários serão uma misteriosíssima tribo de índios antropófagos…

Maxi Tex nº 14: Faraci & Diso
“Título desconhecido”
Tex e Carson participam numa aventura rica de flashbacks (que não envolvem o passado de Tex) e ambientada em boa parte, nas Caraíbas.

NOVEMBRO E DEZEMBRO

Intriga Militar de Rossano RossiTex n° 601 e 602: Nizzi & Rossi

“Intrigo militare”
No Novo México, um tráfico de armas envolve militares corruptos e aspirantes revolucionários mexicanos! Os dois rangers são chamados pelo General Davis para ajudar-lhe a resolver a situação bastante complexa, mas em Albuquerque, local do encontro secreto, Davis não aparece: está literalmente desaparecido. Foi sequestrado para impedir que descobrisse uma conspiração entre dois oficiais corruptos, um americano e outro mexicano! Tex e Carson, metem-se obviamente no seu rasto…

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Tex Ouro 4: Chamas de Guerra

Tex Ouro nº 4Argumento de Claudio Nizzi, desenhos de Giovanni Ticci e capa de Aurelio Galleppini.
Com o título original
Fiamme di guerra , a história foi publicada em Itália nos números 297 a  299 em 1985 e no Brasil pela Mythos Editora em Janeiro de 2003.

Tex é chamado por Howard Walcott, vice-governador da Virgínia e homem em ascensão política. Tex conhecera Howard durante a Guerra da Secessão, quando travou conhecimento com os seus dois sobrinhos, John e Leslie Walcott, dois primos que lutaram em lados opostos durante o conflito. Durante a viagem de comboio até à Virgínia, Tex conta a Carson as aventuras vividas, sobretudo ao lado de John, oficial nortista que vai ser capturado pelos sulistas depois de ter roubado um carregamento de ouro aos confederados. Seguros de que John estava na posse do ouro, os unionistas vão pedir a Tex que resgate John da prisão de Anderville onde se encontrava cativo. Depois de se evadirem, John conta a Tex que desconhece o paradeiro do ouro, um mistério que se mantém até agora e cuja verdade Howard Walcott parece estar finalmente disposto a revelar.

Arte de Giovanni TicciA Guerra da Secessão que ocorreu nos Estados Unidos, por constituir um dos episódios marcantes da História norte americana, tem o seu relevo nas aventuras texianas, tendo alguns autores aproveitado este filão para assinar algumas das melhores histórias da série. “Tra Due Bandiere” é marcante neste universo, mas enquanto G.L. Bonelli não tomou partido por nenhuma das partes em confronto, assumindo antes uma acerbada crítica sobre os malefícios da guerra, Nizzi com “Fiamme di Guerra” interpreta o confronto de ideias, das posições e das filosofias políticas em jogo no conflito. Na figura de dois primos, que debaixo do mesmo tecto perfilhavam diferentes visões do rumo a seguir pelo seu país e sobretudo do futuro de toda uma sociedade, Nizzi vem jogar com este confronto, logrando até ir mais longe ao afirmar que o Norte representava o lado justo e a modernidade contra um sul sustentado numa economia onde coabitavam poucas famílias ricas que exploravam inúmeros escravos pobres.

Arte de Giovanni TicciTambém realizada em flash-back, como a aventura escrita por G.L. Bonelli, o argumento de Nizzi, no entanto, não vem tratar das partes em confronto ou dos sucessivos acontecimentos da guerra, optando antes por situar concretamente a acção num episódio isolado e imaginário para daí partir em busca da visão crítica do seu autor. Ou seja, este “Fiamme di Guerra”, apesar de nos apresentar a realidade pura, dura e crua de um campo de prisioneiros, é mais uma aventura que se passa durante a Guerra da Secessão do que um retrato amplo dos sucessivos acontecimentos do conflito, que nos parece mais adequado na aventura de G. L. Bonelli.

Arte de TicciTivemos oportunidade de ler esta aventura na sua versão a preto e branco, tal como Ticci a fez, mas também na versão colorida publicada pela prestigiada Mondadori e convém aqui salientar o facto que a cor e o formato maior não retiram nada das qualidades gráficas de Ticci. Pelo contrário, o maior formato confere outra grandeza ao traço do desenhador genovês, senhor de uma aptidão por demais conhecida e apreciada por todos os leitores texianos. Ticci é assim o fiel intérprete de um argumento muito sólido de Nizzi, que nos dá mais uma visão de um conflito marcante na história de uma nação em crescimento e expansão dentro dos seus próprios limites geográficos.

Texto de Mário João Marques

Blogue do Tex (e edições Bonelli publicadas em Portugal) citado no “Guida Bonelli – Tutte le edizioni straniere” (Itália – Outubro 2009)

Guida Bonelli - Tutte le Edizione StraniereO blogue português do Tex foi citado uma vez mais em uma edição italiana, desta vez no livro que tem como título ”GUIDA BONELLI – TUTTE LE EDIZIONI STRANIERE” (Guia Bonelli – Todas as edições estrangeiras), obra da autoria de Antonio Mondillo, publicado em Outubro de 2009 por Alessandro Tesauro Editore.

Trata-se de uma verdadeira e própria “enciclopédia” de cerca de 270 páginas, onde se pode encontrar nos vários capítulos dedicados aos heróis bonellianos, a história das diversas editoras e das várias colecções Bonelli nas respectivas nações onde foram publicadas, inclusive em Portugal, assim como a cronologia dos títulos na língua original e respectiva tradução para italiano e ainda milhares de capas a preto e branco na sua maioria, mas também a cores, com particular relevo para aquelas inéditas realizadas para o mercado externo.

Tex em Portugal

O motivo de tal citação,  como se pode ver acima, prende-se com o destaque dado à edição lusitana do Ranger, cuja transcrição para a nossa língua apresentamos de seguida:

Em Portugal são publicados desde há anos as séries brasileiras. Em Agosto de 2005 foi publicado um especial a cores “Tex Contra Mefisto” integrado na Colecção BD Série Ouro. A História e o formato foram reproduzidos do número 2 da  Série Ouro italiana publicado pelo “La Repubblica” dedicada às reedições a cores de importantes histórias de grandes personagens da banda desenhada. Em Portugal é publicada também uma bela revista de banda desenhada, o BDJornal e são organizadas diversas exposições dedicadas a Tex, com grande interesse do público. De assinalar, além disso, na Internet também o valioso “Blogue do Tex” rico em notícias, ao cuidado do simpático José Carlos Pereira Francisco.

Desenhos de autores estrangeirosInútil dizer que o espaço maior, cerca de 100 páginas,  é dedicado ao nosso Ranger, com imensas capas jamais vistas e vários desenhos inéditos da autoria de diversos autores estrangeiros, como por exemplo alguns desenhos publicados ORIGINALMENTE aqui no blogue português do Tex – da autoria de Adauto Silva, Alfonso Font, Antonio Moreira, Fred Macêdo e Jean Okada – facto que muito nos orgulha e que mostra bem o alcance, a popularidade e a importância do blogue português do Tex hoje em dia.

Ainda no campo português, este Guia Bonelli, dedica várias páginas às edições de Zagor (16) e Mister No (12) publicadas  em 1978 e 1979 pela Portugal Press sem autorização da Casa Bonelli, mostrando inclusive 16 capas das edições portuguesas, na sua maioria da autoria do desenhador português Carlos Alberto Santos, assim como dedica um espaço aos 2 álbuns de Ken Parker publicados pela Editora Asa em 2003 e 2004.

Zagor em PortugalO livro que tem um preço de 22,00 € concluí-se com a biografia dos autores estrangeiros que colaboraram com a Sergio Bonelli Editore (e também com este Guia) que tenham interpretado Tex ou outras personagens Bonelli no estrangeiro com destaque para os artistas brasileiros Adauto Silva, Antonio Carlos Moreira, Fred Macêdo, Jean Okada, Jô Oliveira, Mateus Silva da Silva, R. Sbrissa, Watson Portela e Wilson Vieira.

Tex - Tra Mito e StoriaInforma-se também, que está ainda disponível, o primeiro livro da autoria de Antonio Mondillo, publicado em 2008, intitulado “TEX TRA MITO E STORIA“ (Tex entre o mito e a história), 192 páginas no formato 17 X 24, onde vem traçada uma biografia de Tex com datas e personagens históricas e um meticuloso texto sobre como reconhecer todas as edições originais e não censuradas da série regular italiana e ainda um guia sobre as edições estrangeiras e vários desenhos inéditos, em particular um desenho a cores de Aurelio Galleppini, onde Tex beija uma dama desconhecida e tem também um custo de 22,00 €.

Ambas as edições poderão ser encomendadas ao autor italiano por quem as desejar, que acrescentará ao valor do(s) livro(s) os portes postais, através de um contacto para o seu e-mail: antmond@libero.it

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Entrevista com o fã e coleccionador: Rouxinol do Rinaré (Antonio Carlos da Silva)

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Rouxinol do Rinaré (Antonio Carlos da Silva)Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Rouxinol do Rinaré: Nasci a 28 de Setembro (mês de Tex) de 1966, em Rinaré (pequeno lugarejo, com um açude enorme e imensos rochedos que lembram alguns cenários das aventuras de Tex), no sertão central do Ceará (Estado do Nordeste do Brasil).
Nas minhas 4 décadas de existência já fiz um pouco de tudo: trabalhei no campo (sou filho de agricultor), na indústria têxtil, vendi livros, fui fotógrafo amador, trabalhei no comércio de frutas (CEASA) e actualmente vivo da minha literatura. Sou poeta cordelista com mais de 70 títulos publicados (entre folhetos e livros) por várias editoras do Brasil, trabalhos que assino com o nome artístico Rouxinol do Rinaré.
Minha renda vem dos direitos autorais e das Oficinas de Literatura de Cordel que ministro.

Rouxinol do Rinaré (Antonio Carlos da Silva)Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Rouxinol do Rinaré: Meu interesse pela Banda Desenhada nasceu em 1978, quando saí do campo e vim morar na capital do Estado (Fortaleza), com o meu irmão mais velho, recém-casado. Aliás, o meu irmão, Severino Batista, influenciou-me muito na minha formação como leitor. Primeiro com as leituras dos “romances” de cordel e depois com as BD’s.

Quando descobriu Tex?
Rouxinol do Rinaré: Eu já lia outras histórias em quadradinhos, mas Tex conheci em 1984, por meio desse meu irmão que lia um pouco de tudo. Daí foi paixão à primeira vista! Então, como eu não tinha condições de comprar, comecei a trocar por Tex todas as revistas que já possuía…
Era um martírio ler o famoso “continua no próximo número”, pois muitas vezes dependia dos outros para saber o final da história.

Rouxinol do Rinaré (Antonio Carlos da Silva) e Julie AnePorquê esta paixão por Tex?
Rouxinol do Rinaré: Dentre outras coisas porque me identifico com a personagem italiana em tudo…  Tex (ou Bonelli?) vê o mundo como eu vejo, principalmente no que diz respeito aos valores: não julgo ninguém pela sua condição social nem pela cor de sua pele e fico indignado com os “esquenta-poltronas” (os políticos burocratas e corruptos). Além disso, como não tenho formação académica, costumo dizer que a Literatura de Cordel e a revista Tex foram as minhas faculdades.
JamilleLevando em conta a pesquisa histórica de Bonelli (quem lê Tex sabe) ninguém se assuste se eu afirmar que toda uma bagagem de “conhecimento geral” adquiri com uma revista Tex em mãos: a disputa por domínio de fronteiras entre o México e os Estados Unidos, as influências e questões da França com o Canadá, a Guerra de Secessão, as histórias das colonizações e o massacre dos povos indígenas, particularidades das culturas árabes, chinesa, grega  etc., etc….

Joaninha e a colecção de TexO que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Rouxinol do Rinaré: Tex é um herói mais real, “de carne e osso”, digo, sem super-poderes.
Suas indignações, seu senso de justiça, sua coragem e capacidade de solucionar tramas complicadas fascinam-me!

Sendo você um tão conceituado poeta da literatura cordelista, alguma vez escreveu algum cordel inspirado em Tex?
O JUSTICEIRO DO NORTERouxinol do Rinaré: Sim. Meu cordel “O JUSTICEIRO DO NORTE” tem influência de Tex, principalmente no que diz respeito à ambientação, ou seja, a minha personagem é fictícia, mas o cenário da história é real. Começa no Nordeste e termina na Amazónia (no Norte), com episódios em períodos históricos (bem conhecidos pelos brasileiros) que vão desde as grandes secas, o tempo do cangaço, ao famoso “ciclo da borracha”.
A origem da personagem também lembra Tex (o herói que vinga a morte do pai e começa a fugir e fazer justiça mundo afora), mas a inspiração, na verdade, foram alguns cangaceiros famosos, como Antonio Silvino (que inclusive aparece no enredo), que viveram antes de Lampião.

Colecção de Rouxinol do Rinaré (Antonio Carlos da Silva)Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Rouxinol do Rinaré: Minha colecção é modesta, devido à minha condição financeira. Tenho cerca de 600 revistas: as da extinta editora Vecchi, algumas da Rio Gráfica, da Globo (poucas, incluindo as coloridas e o 1º almanaque) e estou tentando comprar todas as especiais da Mythos, sempre que há lançamentos.
Todas são importantes, mas orgulho-me de possuir o livro capa dura “O ÍDOLO DE CRISTAL” (inclusive tenho-o repetido para permutar), a edição nº 1 da Vecchi (O Signo da Serpente) e 2 BESTSELLERS da Itália que ganhei de presente do meu amigo italiano Alex Grecchi.

A estatueta e os Tex OuroColecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Rouxinol do Rinaré: Quero coleccionar tudo, mas não tenho conseguido muita coisa, além das revistas e livros. Tenho umas blusas personalizadas que mandei pintar e uma estatueta que paguei para um escultor fazer. De material oficial tenho o Chaveiro (que acompanhou a Tex Anual nº 6 do Brasil), alguns pósteres e o bóton (pin) português dos 60 anos de Tex no Festival da Amadora.

Rouxinol do Rinaré (Antonio Carlos da Silva) e seus Tex's especiaisQual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Rouxinol do Rinaré: O disco (compacto) de Tex e o Álbum de Figurinhas (que circulou no Brasil em 1981), que não teve tiragem para o Nordeste, estes tenho muito interesse em possuir.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Rouxinol do Rinaré: Resposta difícil esta… Vou destacar 3 histórias: “Navajos em Pé de Guerra”, “A Fabulosa Cidade de Ouro” e “O Grande Rei”. Dos desenhadores gosto de vários, mas destaco Galep, Erio Nicolò, Letteri e Claudio Villa. Já o argumentista maior foi mesmo o velho Bonelli, sem desprezar os demais!

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Estatueta TexRouxinol do Rinaré: Acho que já falei o que me agrada mais na personagem: seu senso de justiça, sua coragem e inteligência. O que me agrada menos é o facto de ele quase não ter tempo para o amor. Coloco-me no lugar dele e, como gosto das mulheres, acho uma falha nesse aspecto do enredo (…risos…).

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Rouxinol do Rinaré: Creio que é um conjunto de detalhes e valores com os quais pessoas diferentes se identificam… Somam-se tudo que já citei antes, ao facto de Bonelli não se deter ao faroeste clássico, ou seja, além do convencional enredo westen muitas histórias do Tex acontecem em lugares diferentes e se reportam a épocas diferentes, com as situações das mais diversas: civilizações e mundos perdidos, seitas de fanáticos, magia e terror, espionagem, aventuras em alto mar, enredo com uma pitada de ciência (especialmente quando aparece o Bruxo Mouro) e até extra-terrestres.

Edições TexCostuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Rouxinol do Rinaré: Actualmente sim, mas passei um período meio sem ter oportunidade de contactos. O acesso à Internet facilitou bastante, tanto para contactos com pessoas do universo do Tex, quanto do Cordel.

Como vê o futuro do Ranger?
Rouxinol do Rinaré: Nosso herói ainda vai encantar muitas e muitas gerações de leitores… VIDA LONGA PARA TEX!

Para concluir, poderia nos brindar com um poema dedicado a Tex ?
Rouxinol do Rinaré: Claro que sim, e com prazer. Segue:

UMA LENDA DO OESTE

No oeste há uma lenda
Que ultrapassa fronteira
Um mito que se confunde
Tex, Lilyth e Pequeno FalcãoCom história verdadeira
Um herói que sua saga
Vai de fogueira em fogueira…

O sol com o olhar de fogo
Impiedoso, escaldante,
Aquece as rochas do Canyon
Por onde desafiante
Vai passando um cavaleiro
De porte impressionante!

A cavalgar um corcel
Belo, possante e ligeiro,
Impõe respeito e poder
O porte do cavaleiro
Com dois revólveres nos coldres
Parecendo um pistoleiro.

Tex cavalgando, por VanniniEra um herói solitário
Quando a saga começou
E como fora-da-lei
No oeste cavalgou
Mas fora um mal entendido
Que mais tarde superou…

Humilhações, injustiças,
Nosso herói não admite.
Em defesa do mais fraco
Supera qualquer limite:
Transpõe desertos e vales
No cavalo Dinamite.

Cavalgando por desertos,
Da morte vendo a miragem,
Por vales e pradarias
Com destemor e coragem,
Nosso herói tem vida intensa
Tex e Lilyth, por VanniniNo velho oeste selvagem!

Seu travesseiro é a sela,
Entre as feras faz pernoite.
Amigo do homem honrado,
Mas pro patife é açoite.
Respeitado entre os navajos
Como o chefe “Águia da Noite”.

Quem é esse cavaleiro
Que o perigo ousa enfrentar?
Não me pergunte, ouça o vento
O seu nome sussurrar:
Willer…  Tex Willer,
Um justiceiro sem par!

Prezado pard Rouxinol do Rinaré, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
Rouxinol do Rinaré: Eu é que agradeço, pelo privilégio de participar deste tão conceituado BLOGUE.

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Feliz Natal 2009, por Lucio FILIPPUCCI

Tanti auguri di buon Natale e felice anno nuovo  a  tutto il popolo dei texiani portoghesi e brasiliani!

Votos de um feliz Natal e feliz ano novo a todos os texianos portugueses e brasileiros!

Lucio Filippucci
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Tex Natal 2009, por Lucio Filippucci.
Com as sinceras palavras acima e com o desenho original do Mestre italiano LUCIO FILIPPUCCI em exclusivo para o blogue português do Tex, votos de um Bom Natal a todos os Texianos que nos honram com as suas assíduas visitas!