Vídeo: Leave the memories alone…

Leave the memories alone… é o título do décimo primeiro vídeo relacionado com o mundo de Tex Willer, realizada pelo texiano Anthony Steffen, numa nova acção que visa uma vez mais divulgar sobretudo o excelente fórum (italiano) de Tex Willer.

Desta vez Anthony Steffen quis produzir um desfile, em ordem cronológica,  de alguns dos mais míticos Tex’s, de Aurelio Galleppini e Claudio Villa, presentes em 61 anos de capas do Ranger.

Portanto nesta mais recente vídeo-montagem de Anthony Steffen, podemos ver a evolução de Tex ao longo das capas de toda a saga, ao sabor de uma bela e apropriada melodia musical que realça muito toda a nostalgia e emoção que nos acompanha ao ver tão bela e sentida homenagem:

As Leituras do Pedro: Zagor #100

As Leituras do Pedro*

Zagor #100Zagor #100
Magia Indígena

Moreno Burattini
(argumento)
Gallieno Ferri (desenho)
Mythos Editora (Brasil, Julho de 2009)
135 x 179 mm, 132 p., cor, brochada


Para o ser humano, amante de números redondos, uma publicação periódica atingir os 100 exemplares é sempre motivo de destaque. Tratando-se de uma revista de banda desenhada, ainda mais, seja qual for o país em que é editada.
É o caso da revista mensal “Zagor” que, na sua quarta “vida” brasileira, depois de passar pelas editoras Vecchi, RGE/Globo e Record, consegue atingir a centena de números na Mythos Editora. Para celebrar o facto, foi escolhida uma aventura de 2007, publicada originalmente no “Zagor” #500 italiano (outro número “redondo”, ainda mais invejável), intitulada “Magia Indígena”.

Zagor #100 - Edição EspecialPara realçar o carácter especial deste número, que neste momento pode ser encontrado nas bancas portuguesas, o interior, ao contrário do que é habitual, é completamente a cores. Não a cor a que estão habituados os leitores de comics ou de BD franco-belga, mas um colorido mais plano, “aplicado directamente” sobre o preto e branco do desenho, mas que mesmo assim dá uma outra perspectiva de um dos heróis mais carismáticos da Casa de Ideias Bonelli, criado em 1961 por Guido Nolitta (pseudónimo do próprio Sergio Bonelli) e Gallieno Ferri. A edição é complementada com um dossier de 30 páginas, que revisita a história de Zagor, o seu percurso no Brasil, inclui depoimentos de Sergio Bonelli, Gervásio Freitas e dos editores e reproduz 21 capas “falsas” de Zagor, feitas por diversos autores em homenagem a Ferri, autor das quinhentas (!) capas da edição italiana.

Aparição de ZagorA história deste número especial começa evocando o estatuto particular de Zagor junto dos índios, e ganha consistência quando um antigo inimigo do protagonista, supostamente morto, regressa para se vingar. Ela tem a particularidade de funcionar de alguma forma como uma celebração da série e dos seus diversos autores, com o herói a enfrentar – em condições especiais que convido o leitor destas linhas a descobrir – alguns dos vilões mais marcantes que derrotou ao longo dos anos, cada um deles criado por um argumentista diferente, dos vários que já assumiram as rédeas das aventuras do senhor de Darkwood.

Zagor aprisionadoCentrado especialmente em torno de Zagor – com Chico reduzido a um papel passivo de quase observador, o que contribui para reforçar o tom heróico da narrativa – é uma história que decorre em bom ritmo, com as peripécias, as situações perigosas e as surpresas a multiplicarem-se, até ao desfecho final. E não tendo mais pretensões do que ser uma banda desenhada de aventuras ligeira, cumpre a sua missão e pode ser um bom cartão de visita para quem não conhece o herói e pretende pôr de parte alguns preconceitos que estas edições populares (na temática, baixa qualidade gráfica e preço) geralmente provocam.

Pedro Cleto(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

.*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias e na revista In’ – distribuída as sábados com o JN e o DN), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

Yannis Ginosatis: do anonimato para o staff de Tex

Por José Carlos Francisco

Yannis GinosatisYannis Ginosatis, natural da Grécia, habita em Atenas e é o mais recente membro do staff de desenhadores de Tex Willer e tem a grande particularidade de saltar do anonimato para o estrelato Texiano, tendo em conta que esta é a sua primeira experiência profissional no campo da banda desenhada, já que antes de ser convidado pela Sergio Bonelli Editore exercia a actividade de pintor e deste modo torna-se o primeiro estreante absoluto no campo da banda desenhada a começar profissionalmente e directamente em Tex nos mais de 60 anos da saga.

O desenhador grego já trabalha com Tex há 2 anos (um segredo muito bem guardado), estando a desenhar uma longa história (330 páginas) da autoria de Mauro Boselli e cujo título provisório é “Il ritorno di Laredo” (“O retorno de Laredo”) e que pensa finalizar no início do Outono deste ano, estando a sua publicação eventualmente prevista para o início de 2011.

Para concluir, deixamos-vos com três páginas da história, seleccionadas pessoalmente por Mauro Boselli, para que todos possam conhecer e admirar o traço deste artista grego que mesmo não tendo visto ainda nenhuma sua obra publicada, já fez História em Tex:

Página 21

Página 52

Página 182