Tex nº 92 – VIRGINIA CITY

Tex nº 92 – VIRGINIA CITY

Por Anthony Steffen [1]
Neste texto eu gostaria de falar sobre os finais das histórias de Tex. Por “final” não entendo o epílogo de uma trama, mas apenas aquela vinheta conclusiva, cómica ou dramática, que a na maioria das vezes encerram uma história maravilhosa.
Cada autor de Tex tem o seu próprio estilo, não apenas pelo seu modo de escrever as histórias de Tex, mas também no que se refere ao modo de finalizar uma aventura.
G. L. Bonelli, geralmente preferia a intensidade dramática.
É ‘o caso de citar as cenas finais de “Vendetta Indiana” e “Il giuramento“:

Para não falar do final de “Massacro“, onde além da intensidade dramática se pode respirar muita angústia pelo destino trágico de Fraser:

Claudio Nizzi por sua vez, muitas vezes jogou com o factor cómico e as piadas espirituosas, na maior parte dos casos entre Tex e Carson para baixar a cortina na história.
É já lendário o final da história de “Il ritorno del Carnicero“:

Ou a vinheta final de “I predatori del Grande Nord“, só para citar alguns:

Entre os finais mais amargos que me vem à mente está aquele da história “Strage di Red Hill” de Guido Nolitta (Sergio Bonelli):

Um dos meus finais favoritos é aquele de “Wild West Show” de Mauro Boselli, pelo conteúdo do diálogo da vinheta conclusiva:

Quais são no vosso caso as histórias com as vossas vinhetas finais preferidas? Na maior parte dos casos, quais preferem, aquelas irónicas, dramáticas ou amargas?
[1] (Texto publicado originalmente no Tex Willer Forum, em 21 de Dezembro de 2009)
Tradução e adaptação a cargo de José Carlos Francisco
De Jean Okada, um desenhador brasileiro que aprecia Tex Willer, recebemos o esboço, do Ranger, de sua autoria que mostramos aqui ao lado (para aproveitar a extensão completa, clique no mesmo).
Jean Okada começou a trabalhar com desenho e ilustração lá pelos idos de 1988/89, como “desenhador-fantasma” no estúdio do Jotacê (hoje, Jótah), seu primeiro mestre Jedi e incentivador. Ali ele desenhou um monte de revistinhas e livros didácticos para a Editora Ática.
Actualmente trabalha com ilustrações para empresas, mas o que gosta mesmo é de fazer banda desenhada, mas para conhecer melhor este jovem talento brasileiro, inclusive ver dezenas de outras artes suas, não deixe de visitar o seu blogue em https://jeandesenhista.wordpress.com/
Nesta nova ilustração de Claudio Villa vemos Tex Willer ameaçando John Stark, o proprietário corrupto do jornal O Arauto de Tucson, cúmplice do comerciante Mark Winter, chefe da organização criminosa denominada Ring, uma associação secreta de Tucson que visava expulsar os Apaches e deixar a região aberta à especulação dos latifundiários.
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #105 e inspirado na história “Tucson!” de G. L. Bonelli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #211 a #213).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)
Texto de José Carlos Francisco
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Daniel HDR (Daniel Horn de Rosa), conceituado desenhador brasileiro de banda desenhada que se iniciou como profissional de histórias em quadradinhos em 1988, com 14 anos, fazendo ilustrações para editoras como Press e D´Arte e que em 1995, se estreou no mercado norte-americano, na editora Image Comics (com personagens como Glory e a super-equipa The Alies), e teve passagens pela Marvel (como artista de especiais dos Vingadores, Homem de Ferro, Red Sonja e card games da série OverPower) e Dark Horse (desenvolvendo a adaptação oficial para mangá da série Digimon) é o autor do magnífico desenho de Tex Willer que vemos aqui ao lado.