Fabio Civitelli, o desenhador italiano, de Tex, que teve uma exposição dedicada aos seus 25 anos a desenhar Tex, no VI Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, realizou belos desenhos feitos na hora, distribuiu autógrafos e sorrisos para além de posar para fotos ao lado dos seus inúmeros fãs presentes naquela bela e pacata cidade alentejana e que foram até lá para vê-lo de perto, fazendo com que todos os Texianos presentes em Beja desfrutassem da sua simpatia, disponibilidade e arte, cultivando em elevado grau a arte de fazer feliz todos que o rodeavam, utilizando a sua arte para fazer felizes as pessoas ao seu lado, conforme se demonstra nesta sucessão de belas fotografias onde os possuidores dos tesouros Texianos autografados por Civitelli irradiam felicidade por todos os poros:
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Texto e fotografias de José Carlos Francisco
(Para aproveitar a extensão completa das fotos acima, clique nas mesmas)
Desenhador e Argumentista Brasileiro de Banda Desenhada, com mais de 36 anos de experiência, dos quais 7 deles (1973/80), participando como colaborador do estúdio Staff di IF em Génova/Itália, ilustrando também alguns episódios de Il Piccolo Ranger para a Sergio Bonelli Editore, Diabolik, Tarzan e o Homem-Aranha (Octopus desafia o Homem-Aranha). É também o autor da saga Nordestina: Cangaceiros – Homens de Couro e da série western – Gringo, assim como autor de vários outros roteiros. E escreve, escreve…
É também autor do seguinte blogue na Internet: http://brawvhqs.blogspot.com/
Caros Leitores – Geograficamente falando, como sabem o território dos Estados Unidos da América pode ser dividido em três zonas: 1- O Leste, ou seja, a faixa costeira Atlântica delimitada a ocidente pelas cadeias montanhosas de Allegheny e Apalaches. 2- O Oeste, ou seja, o planalto central ocupado inteiramente pela bacia hidrográfica do Mississipi-Missouri e caracterizado, principalmente em sua parte ocidental, pela imensa vastidão de planícies. 3- E o Far West, ou seja, a região que compreende as Montanhas Rochosas e suas vertentes ocidentais que deslizam para o Oceano Pacífico. Tais configurações geográficas são importantes, para compreendermos bem o desenvolvimento histórico da colonização da América do Norte; a faixa costeira Atlântica foi logicamente a primeira a ser dominada pelos Europeus e por ela surgiram os primeiros vilarejos e as primeiras cidades (1600 e 1700), depois, (início de 1800), o grande planalto central foi, não só atravessado, como colonizado, enquanto que os pioneiros erroneamente o consideraram inapto para a cultivação e preferiram seguir para o Far West, ou seja, o Oregon e a Califórnia. Na segunda metade do século, finalmente também foi retomado o imenso planalto, deixado por tanto tempo antes aos índios e bisontes, transformando-se em objectivo de emigrantes, que lá se estabeleceram e colonizaram. Isso deverá ser recordado, para estabelecer dois conceitos, geralmente confusos. 1- Aquele de “fronteira”. 2- Aquele de “conquista” do West. De facto, desde que núcleos de colonizadores ingleses estabeleceram-se na Virgínia em 1620, a vida dura de fronteira, foi para os predecessores brancos uma realidade quotidiana, com todos os percalços e perigos que ela representava; principalmente a hostilidade natural dos índios nativos diante dos cruéis invasores. Ao contrário, com a expressão “conquista” do West, entende-se somente aquele movimento de massa humana, que teve início nos primeiros anos de 1800 e avançou além das fronteiras, pelas cadeias de montanhas, até o vale do Mississipi e depois, foi até à costa do Pacífico; nesse sentido a “conquista” do West não é mais que, o último período da história da fronteira americana. Sendo assim, para esmiuçar o passado americano, que tanto nos fascina, apresento com imensa satisfação –O ALFABETO DO VELHO OESTE – propondo esse database western básico, narrado a verbetes, em ordem alfabética, os pormenores sobre tal época. Projecto online penso, pioneiro tanto em Portugal, quanto no Brasil, estimulado a publicá-lo, através do amigo entusiasta José Carlos Francisco (Zeca), o qual me ofereceu generosamente o espaço, neste já renomado Blogue e aceitei. Será um trabalho longo e árduo admito, porém prazeroso, onde a cada letra específica, o amigo leitor encontrará uma variedade de descrições relativas a ela, num período onde homens, mulheres, animais, geografia e clima, entrelaçavam-se na batalha árdua do quotidiano em busca da sonhada sobrevivência –o Velho Oeste. Espero que aprovem o conteúdo sugerido e me acompanhem, nessa aventura extraordinária, agora com a letra…
F
Fairweather, William (Bill) Henry – Descobridor da jazida aurífera de Alder, Montana, Nasceu em 14 de Junho de 1836, em Woodstock Parish, Carlton County, New Brunswick e morreu em 25 de Agosto de 1875 no Rancho Davy, em Madison, Montana. Henry Edgar contava a seguinte história: “Eu não sei por que as cascavéis nunca atacaram o Bill. Quando ele via uma delas, apanhava-a e ficava com o réptil, durante todo o dia. Elas deixavam que ele fizesse de tudo, e ele nunca as matou e nem elas. Um dia, após ter se aproximado de um acampamento indígena, recolheu uma cascavel, depois outra, e agitou-as no ar. Quando os índios observaram que ele as enfiava na sua própria camisa, não acreditavam no que viam apavorados. E passaram a considerá-lo o maior médico de todos os brancos. Certa vez, após ter colectado pepitas num pequeno saquinho de pele, entrou pela cidade de Virginia City, esparramando as pepitas pela rua principal, a galope, divertindo-se ao ver os chineses e crianças, brigando por elas. E as pepitas que reservava, gastava tudo em bebidas. Quando morreu não possuía dinheiro para pagar a própria sepultura. De 1868 a 1872 ele procurou pelo ouro em Peace River, e no Alasca. Retornando depois a Alder, e morreu no Rancho de Pete Davy, esconderijo do bando Plummer”.
Faixa para chapéu – Para os chapéus confeccionados pela indústria, as faixas colocadas, geralmente eram de seda e nas cores mais variadas, porém o cowboy preferia a sua faixa, a qual ele não renunciava tal como não se separava da sua sela. Ela era feita da crina de cavalo trançada; no início também era feita com escalpes dos Índios, ou de pele de animal cortada à mão com ou sem ornamento de metal, com pedras ao estilo Indígena ou com pele de serpente. Além de ornar essa faixa servia para manter o chapéu aderente à testa, mesmo ao vento e em tempos ruins. Muitos chapéus possuíam também o cordão anti-tempestade, feitos com tiras de pele, ou crina de cavalo, que amarrado debaixo da mandíbula, serviam para mantê-lo sempre na sua posição, mesmo debaixo da acção das ventanias.
Falcão Nocturno – Sentinela dos cavalos que durante a noite vigiava e cuidava da “Remuda”. Durante o dia, ocupava-se em recolher lenha, com um carroção, ou a cavalo.
Fall Back – A intencional queda para trás de um cavalo, logo após estar empinado sobre as patas posteriores. O seu oposto é “Throw Back”, que significava uma involuntária queda para trás do animal. O “Fall Back” ou também o “Back Fall” é mais perigoso para o cavaleiro porque somente alguém experiente, conseguia sair ileso dessa manobra. Especialmente os “Mustangs” e os cavalos ainda selvagens, tentando livrarem-se assim dos inconvenientes e ousados cowboys.
Falsário – Um cavalo, cujos cascos posteriores tocavam-se, ferindo assim as patas superiores durante o galope.
Família dos Muskogee – As Famílias dos “Muskogee” não eram, em cultura, ao mesmo nível dos Cherokees, mas eram consideradas entre as Nações civilizadas. Os “Choctaws” habitavam o Mississippi inferior, os “Chickasaws” de lá até o norte ao Tennessee River, os Creeks em Alabama, Geórgia e Carolina do Sul. Quando os “Algonkins” de Indiana e Ohio preparavam-se para a batalha final, contra o Presidente Washington, seu cacique Tecumseh, tentou atrair como aliados os valorosos guerreiros Creeks. Esses, porém, que talvez fossem determinantes para o êxito final da batalha, mantiveram-se neutros. Após a derrota dos Algonkins, eles receberam dos EUA o agradecimento por sua decisão: na guerra de 1813/14 foram chacinados pelos Americanos até à extinção total. Em 1836, juntamente com os Choctaws, Chickasaws e “Seminoles” foram deportados para o Oklahoma, onde, com os Cherokees, formaram em 1839, a chamada “Nação Civilizada” do território Indígena até quando Oklahoma foi declarado Estado Federal dos Americanos brancos. Todos os Índios das cinco Nações eram cristãos e tinham nomes de cristãos Americanos. Eram académicos, comerciantes, cidadãos, criadores de bovinos, funcionários, políticos e pedagogos, mais ou menos como os Americanos da New England. Muito antes que os cowboys do Texas viessem para o norte, a Polícia Indígena os chamados “Lighthorses”, juízes Índios e também xerifes, protegiam os viajantes que iam para o Oregon e a Califórnia (1846/1866) não como bandidos Indígenas, mas como bandidos brancos do Oklahoma.
Família Linguística Sioux – Para o Histórico Étnico, muitas tribos pertenciam à Família Linguística dos Sioux, que ocupavam uma região ao norte, central e no sul. As tribos do sul eram: Iowa, Kansa, Missouri, Omaha, Osage, Otoe e Poncã. As centrais eram: Hidatsa, Mandan, Santee, Yankton e Yanktonais (juntamente com os Mdewakaton, Wahpecute e Wahpeton). As do norte eram: Dakota com os End Village People, Marsh Dwellers, Sacred Water People, Shooter Among Leavs e os Tetons (com os Brulé, Hunkpapa, Minneconjou, Oglalla, Sans Arc e Two Kettles). Mas para a História e talvez também para esses próprios Índios, são somente os Dakota e os Teton-Dakota, que surgem como os reais Sioux, para calar da Família Linguística nórdica os Crows e os Assiniboines. Unidade social e aliança guerreira foram aplicadas raramente pelas principais tribos, ao contrário, lutaram entre elas próprias longamente e com combatividade. As tribos centrais e meridionais da pradaria, da Família dos Sioux, pactuaram logo com os Americanos e aceitaram as suas Reservas, enquanto que as tribos setentrionais (talvez também pelas favoráveis condições de fuga para o Canadá), combateram-nos até ao fim do século XIX e foram protagonistas das revoltas mais espectaculares e batalhas, mais comentadas em toda a História. Portanto pode-se limitar, quando se fala dos Sioux e os Dakotas e falando deles também os Teton-Dakota.
Famílias Indígenas – Usa-se classificar os Índios que viviam no território dos EUA, ou mais exactamente na América do Norte, quando eles ultrapassaram a fronteira Canadense, em cinco categorias: Índios das Florestas e dos Lagos, das Planícies, do Sul, do Sudeste e enfim do Sudoeste. Os etnólogos subdividiram os Índios em 12 Famílias distintas que geralmente apresentavam numerosas ramificações. Às vezes, essas Famílias passavam de uma categoria a outra e podiam-se encontrar tribos que, forçadas a migrar, viviam em regiões distantes centenas de milhas da Família da qual pertenciam.
Fanning – Modo de atirar em filmes segurando com a mão direita o revólver e com a esquerda accionando o cão, disparando várias vezes. É certamente um espectáculo impressionante, disparando-se seis tiros no espaço de 2 ou 3 segundos. Pecado que tal cena tenha um só defeito; com o sistema “Fanning” é impossível acertar o alvo. Além do mais, um revólver o qual se usará essa técnica, deve com certeza ser modificado, senão o mínimo toque do cão será o suficiente para destruir a mão do atirador. O “rabo” do cão deverá ser achatado e alargado na sua parte superior e o percursor tem que ser limitado e tornar-se reforçado. Do ponto de vista Histórico, tal técnica não tem nenhum valor. Não existem exemplos registrados de pessoas famosas, que tenham usado a tal maneira, em atirar.
Farragut, David G. – Foi da proa do navio “Hartford”, que em Julho de 1864, Farragut, gritando: “Adiante!! A toda velocidade”, guiou a sua frota de madeira na Baía de Mobile (Arkansas), bloqueando assim o último porto Sulista.
Fazer gato selvagem – Agir ao modo similar aos gatos selvagens; escondido, sem rumores, não visto, procurar sempre vantagens. Dessa maneira adocicada e brincalhona chamava-se “Wildcatters” às Companhias Teatrais Mambembes, porque enfrentavam o risco de fazer as suas representações sem grandes divulgações. Um jogador de profissão que se aventurava escondido numa cidade da qual tinha já sido expulso, por jogar, era também denominado de Wildcatter. Mais tarde, quando no sudoeste começou a retirada do petróleo, as perfurações sem as devidas concessões eram chamadas de “Fazer gato selvagem”. Também quando era feita uma perfuração obliqua, obtinha-se o petróleo do poço vizinho e era chamado também de Wildcatter.
Feador – Uma espécie de rédea de segurança, feita com crina de cavalo, que era amarrada na parte frontal, um pouco atrás das orelhas do animal e caindo ao longo do pescoço, era fixada à extremidade oposta do bocal. Esse tipo de rédea “Feador” era sobretudo usada com cavalos de carga. O cavaleiro segurava-a com a mão esquerda enquanto examinava a sela ou subia nela, ou quando amarrava no animal a sela com as mercadorias. Essa rédea impedia que o cavalo, com um rápido movimento, jogasse o cavaleiro entre as suas patas traseiras e desse coices. O Feador trazia consigo o cowboy e mantinha-o longe dos cascos posteriores.
Febre do Texas – Uma afta mortal, proveniente dos carrapatos. Era somente imune a raça dos bovinos Texas-Longhorns. No ano de 1877, o Rancheiro Albert Dean descobriu que se untassem as mamas das vacas, com toucinho, os carrapatos caíam. O Ministério da Agricultura de Washington, encarregou-o de fazer pesquisas, que ao fim, levaram-no à produção de uma pomada que matava os carrapatos e de um soro. Os bovinos que eram contagiados por essa afta, tinham uma forte febre no terceiro dia e no nono dia morriam. O facto de que os bovinos da raça Longhorns fossem os portadores desses carrapatos (Texas Tick) que causavam a afta, representou para o restante do gado dos EUA, um grave perigo, por muitos e muitos anos.
Fence – Os primeiros colonos, por não existir nas pradarias nenhuma madeira, usavam ramagens de laranjais que cresciam 70 cm ao ano, davam os seus frutos no Verão e não necessitavam de grandes cuidados e ofereciam uma sensacional protecção contra as tempestades do nordeste. A sudoeste a paliçada era feita por troncos ou por tijolos cozidos ao sol (Adobe). Ao norte e ao nordeste, onde eram abundantes as árvores, podia-se dar o luxo da escolha.
Fender – Escudo com tiras de couro, que protegiam as pernas dos cavaleiros, do suor do seu cavalo.
Ferradura – (Horse Shoe). Armação de ferro circular que era fixada com cravos nos cascos de um cavalo para protegê-lo contra o desgaste natural. Os Índios da pradaria não ferravam os seus animais porque a grama macia ou o solo das estepes os favoreciam, contra o desgaste. Mas nas principais regiões habitadas por criadores, como o Texas, Wyoming e Montana, a terra era de fundo rochoso e mais espesso ainda, que agia nos cascos dos cavalos, como uma verdadeira lixa. Os cowboys dos EUA usavam as ferraduras da forma quase circular fechada, as chamadas “Circle Shoes”.
Ferrovia – A construção de Ferrovias teve uma parte decisiva na Colonização do Oeste Americano. Elas encurtavam as distâncias, criaram a necessária capacidade de transporte para um ininterrupto fornecimento ao Exército de materiais e víveres, aos construtores de cidades, aos cidadãos, aos grandes pecuaristas e as mineradoras, mas forneceu também novas e melhores interacções com os mercados do comércio, indústria e agricultura. A História das Ferrovias Americanas é extremamente rica de magníficos feitos humanos e de geniais invenções técnicas, e intensas cobiças e desenfreadas brutalidades. Do ponto de vista económico, a imensa velocidade com as quais se desenvolveram, foi possível principalmente graças às imensas doações de terrenos, por parte do Governo para as suas Companhias. A construção das grandes linhas Ferroviárias Transcontinentais (Northern Pacific, Southern Pacific e Union Pacific) acelerou, a partir de 1870 (A Union Pacific, foi terminada em 10 de Maio de 1869), a colonização dos imensos e desertos territórios além da Linha Missouri-Mississippi, tanto que, ela pode ser considerada realmente terminada, dois decénios após. Em 1890 não existia tribo Indígena alguma em estado livre, a Era romântica dos Bovinos soltos também terminara, a política das Reservas era uma realidade, a autoridade da Lei estava estabelecida, os bandos de criminosos foram dizimados, a agricultura e a criação de bovinos tinham se industrializado.
Field, West Cyrus – (1819/92). Projectou o primeiro cabo telegráfico submerso entre a América e a Europa. Através dele em 16 de Agosto de 1858 o presidente dos EUA Buchannan e a Rainha da Inglaterra, trocaram as primeiras mensagens telegráficas.
Fim amargo – O lado oposto do laço de uma corda, que geralmente era fixado no corno da sela com um nó turco, enquanto que a corda enrolada pendia ao lado direito da sela. Quando um cowboy após um lançamento notava que a sua corda não estava amarrada ao corno da sela, então ele temia o seu “Fim Amargo”; o que significava que a sua presa fugiria e o derrubaria da sela. E isso, galopando velozmente durante a marcação do gado, era perigosíssimo.
Flap Chaps – Palavra usada no lugar de “Bat Wing Chaps”.
Flapjack – Método com o qual se assava o pão sobre o fogo, colocando na panela, farinha, água e fermento em pó.
Flatheads – O costume de achatar a cabeça dos seus bebés, por meio de faixas, não tem nada o que haver com os “Flatheads” = “Salish” = Povo Esquecido. Era uma tribo residente na área norte ocidental das Montanhas Rochosas dos EUA e é descrita pelos Historiadores como: “Inteligente, extremamente limpa, hospitaleira, pacífica, com nobres sentimentos, repudiavam a mentira, fiéis e dignos”. Juntamente com o Povo “Kalispells” = “Pendant d’Oreilles” = Povo dos Brincos e “Skitswich” = “Coeur D’Alênes” = Povo dos Corações Avarentos, pertencia ao grande Grupo Linguístico dos “Salish” da América norte ocidental. Quanto à língua e os costumes, os “Flatheads” eram estreitamente aparentados com outras tribos da Família “Salish”, habitantes das Montanhas Rochosas e com as numerosas tribos da costa norte ocidental. Elas foram convertidas ao Cristianismo pelos Missionários Jesuítas já em 1830. Por uma complexa situação por parte das autoridades militares dos EUA, em 1858, foram retirados de seus lares os “Yakima” e os “Spokane”, dos quais participavam também, mesmo com força reduzida e contra gosto os “Flatheads”, os “Coeur D’Alênes” e os “Kalispells”. Em 1859 foi assinada uma Paz aceitável, pela qual os “Flatheads” permaneceriam fora das confusões entre o Exército dos EUA contra os “Nez-Percé” e os Sioux, mas eles pediram ajuda aos seus vizinhos. “Enterramos a nossa lança de Guerra e estamos habituados a manter a palavra dada”. Declarou um cacique dos “Flatheads”. Era uma declaração curta, porém não deixava nada a desejar, quanto à sua real clareza.
Florenz, Ziegfeld – Em 1907, Florenz Ziegfeld, um Americano de origem Alemã, apresentou a primeira edição da “Ziegfeld Follies”, o protótipo de uma nova geração de revista musical, rica e refinada com imensos cenários e pomposos costumes. A revista apresentou-se ano após ano com imenso sucesso: “É dedicada à glorificação da beleza das jovens Americanas”. Florenz Ziegfeld em 1907 era já um empresário bem conhecido, mas com suas “Follies”, conquistou uma fama jamais superada.
Florman, John – John e Katherine (Kate). Terrível casal, conhecido ao norte da Califórnia e Oregon entre 1867 e 1872. Segundo G. T. Murray: “Eram vagabundos que assaltavam os viajantes, diligências e, sobretudo os condutores dos carroções de transporte. Apresentavam-se em qualquer lugar como um simples casal que, obviamente eram aceites onde quer que fossem. Eles contavam factos sobre assaltantes, ou perseguições, e ao serem aceites pelo cocheiro e sua guarda, estes eram assaltados mediante os seus enormes revólveres, deixando-os completamente sem nada”. Nos relatórios históricos da Wells & Fargo Co. e de outras linhas de transportes, John & K. Florman nunca foram citados, mesmo se em diversos jornais, eram mencionados. Mas todas essas histórias não resistem a um exame Histórico mais aprofundado. Nem se pode afirmar que fosse uma lenda contemporânea similar à de Joaquin Murieta. Alguns sugerem que o casal chegou ao Oregon em 1866, após deixarem o Kentucky, outros dizem que eram Franco-Canadenses provenientes de Montreal. Por isso falavam num Francês e Inglês, arrastados. A recompensa sobre eles chegou até 850 dólares. Em 1872, parece que a dupla diabólica inesperadamente desapareceu e nunca mais se falou sobre ela. Alguns dizem que um cocheiro ao ser surpreendido, mandou-os para o Inferno com a sua espingarda de caça e os enterrou.
Flunky – O condutor de um carroção, contendo os sacos de dormir dos cowboys, durante o Round Up.
Flyer – Termo usado para indicar: “Aquele que voa”. Eram chamados assim, antes que o Oeste fosse inundado por fios do telégrafo, os cartazes de procurados que continham a descrição, da actividade de um procurado, sua fisionomia e o valor da recompensa por sua captura “Vivo ou Morto”. Eles eram afixados por toda a cidade, em troncos de árvores e em muros de casas isoladas.
Fogo – Na Terra dos Bovinos, um incêndio na pradaria representava uma das mais temidas catástrofes, pois ela, com o tempo seco, estendia-se rapidamente e deixava raramente a homens ou bovinos uma possibilidade de fuga. As causas de incêndio podiam ser variadas: um pedaço de vidro na grama alta, um fósforo jogado fora, a fogueira de um acampamento, mal situado, uma fuga de centelhas de uma chaminé das casas ou das locomotivas, auto-combustão, acto doloso, ou outras. A luta contra o fogo baseava-se sobre a altura e secura da relva, a direcção do vento e a configuração da zona. Se a grama fosse curta (grama de bisontes) e o vento fraco, os cowboys de um Rancho ameaçado pelo fogo armavam-se com velhos sacos, cobertores de leito ou da sela e de um carroção carregado com barris com água. O chamado “Fogo de Ponta”, aquele que avançava seguindo a direcção do vento, porém devagar, permitia uma concentração de esforços por parte dos cowboys, enquanto que poderia ser apagado no solo, batendo-se sobre ele os tecidos embebidos com água, parando assim a sua avançada para a frente. Tudo isso deveria ser feito em no máximo de 3 a 5 minutos. Nesse espaço de tempo o incêndio “devorava” tudo de combustível que encontrasse pela frente, porém extinguia-se dentro da linha númida. Se o incêndio avançava rapidamente debaixo da acção do vento, era mandado o maior número de cowboys a cavalo possível. Eles arrastavam pendurados por cordas, pedaços de carcaças de bois mutilados, mantendo a parte aberta para baixo e cavalgando velozmente ao longo da linha do fogo. Por poucos segundos as primeiras chamas eram apagadas. Os “Batedores de Fogo” a pé, apagavam o restante com a sua defesa húmida. Se o terreno era rochoso, era então arado muito além da frente das chamas, com os “Arados de Superfície”, que eram troncos de árvores longos de 2 metros e cruzados em forma de X, puxados por cavaleiros por meio de quatro cordas. Assim criava-se uma “Zona de Fome”, larga de 30 a 50 metros. Nesse local, depois, era aceso então um “Contra-Fogo” à base de pequenas fogueiras, que consumiam lentamente o material combustível por perto e fundiam-se uma à outra, quando o material estava por acabar, assim que o perigo que as centelhas pudessem causar novos incêndios, além da “Zona de Fome”, era mínimo. Para enfrentar o fogo na pradaria as pequenas fogueiras acesas eram sempre mais numerosas, até formar a 200 metros do incêndio, uma parede de fogo sem brechas. Assim conseguia-se dominar até grandes incêndios. Os Índios por séculos usavam o chamado “Fogo de Caça”, para matar os bisontes e armazenar carne para o Inverno; colocando fogo na pradaria diante de uma manada de bisontes que pastavam e com o vento favorável, o fogo empurrava os animais, que presos pelo pânico, iam para a beira de um precipício, pelo qual se jogavam.
Fora da Lei – (Outlaw). 1 – Um homem que, com o seu comportamento, colocou-se fora da lei e da sociedade. Aqui, fora da sociedade, precisava entender uma maioria legalizada dominante, que não devia sempre ser absolutamente legal. Por exemplo: Billy the Kid era considerado um fora da lei, porque se colocou fora da lei ditada num modo ditatorial de um grupo forte de interesses, que dominavam aquela sociedade. Se aquela sociedade tivesse sido derrotada, Billy the Kid teria sido libertado daquela marca de fora da lei. Um fora da lei podia ter matado pessoas, ou se apropriado de seus pertences, porém não podia ser confundido com os “Killers”, ou com bandidos, pois os dois eram criminais e nem ser considerado um “Desperado”, que com todos os meios combatia por sua crença justa, ou com os injustiçados, que queriam somente a vingança. Um fora da lei era, portanto um homem que quase sempre gozava da simpatia da minoria da população. 2 – Um chamado “Cavalo Estragado”, cheio de manias e bizarrices para com o seu cowboy, porém forte, resistente e veloz. Um cowboy cavalgava-o com grande atenção e cautela. Existia entre eles um amor-ódio eterno e irracional, e retornavam sempre juntos, apesar de tudo.
Ford, Henry – O futuro grande industrial, o homem que induziu os Americanos a sair da Era dos cavalos, para entrar naquela vertiginosa do automóvel. Nasceu em Greenfield, Michigan, filho de uma família de agricultores de origem Irlandesa. Com dezasseis anos abandonou os seus entes, para trabalhar ganhando dois dólares e meio por semana, numa fábrica de utensílios em Detroit. Tinha uma paixão irresistível por qualquer coisa mecânica, do relógio à locomotiva. Encontrou depois trabalho em diversos lugares, com várias profissões, entre as quais a de responsável do serviço de anti-incêndio através da “Detroit Edison Company”. Em 1900 as casas de madeira eram ainda numerosas e frequentemente eram incendiadas. Nova Iorque possuía já 3.500.000 habitantes, Chicago 1.700.000, Filadélfia 1.300.000, Detroit 300.000. O fenómeno do urbanismo sempre foi preocupante. De 1860 até 1900 a população urbana nos EUA saltou de 16% para 33%. Em 1880, 19 cidades superavam os 100.000 habitantes; em 1900 o número de cidades era já de 36. Os Americanos eram orgulhosos de suas escolas e do sistema de Educação, cujos benefícios, porém, não eram igualmente distribuídos, tanto é verdade que sobre os 75.000.000 de habitantes, contava-se 6.000.000 de analfabetos. Os Americanos lamentavam-se das taxas que pagavam, mas ao mesmo tempo aplaudiam o total delas. Em 1900 as Finanças demonstravam que o Governo recolheu 567.240.852 dólares; e as despesas eram de 520.860.847 dólares. Cada Americano pagou em média 7 dólares e 45 centésimos, contra 1 dólar e 78 centésimos pagos em 1860. Porém concentrou todas as suas qualidades num “Carro sem cavalos”. “O poder e as máquinas, o dinheiro e a propriedade são úteis somente se nos rendem livres para a vida, eu não considero os automóveis que trazem o meu nome como simples máquinas, se fosse assim, mudaria de profissão. Eles são o resultado da minha teoria sobre os negócios, uma teoria que tem como resultado, tornar esse mundo um lugar mais aprazível de se viver”.
Forte Sumter – Edmund Ruffin, um rico plantador da Virgínia, que disparou o primeiro tiro de canhão contra o forte. Era o acto da separação entre os Estados. Na Carolina do Sul o major Anderson do Exército Nortista, refugiou-se com os seus soldados no Forte Sumter, em Charleston. Tendo Anderson recusado a rendição, o general Sulista Toutant de Beauregard abre fogo, em 12 de Abril. Após trinta e quatro horas de bombardeamentos, após a explosão do depósito de pólvora e quando o Forte estava totalmente abatido, o major Anderson rendeu-se. O adversário concedeu-lhe as honras de Guerra.
Fortes – Guarnições militares dos EUA em tempo de Guerra, fortificações construídas em madeira, circundada por paliçadas e com torres de observação. Com o avançar da Colonização, reduziram-se a um conjunto de edifícios destacados um do outro e sem recintos de protecção. Os mais importantes Fortes foram: Ft. Sumter, Ft. Belknap, Ft. Berthold Reservation, Ft. Bowie, Ft. Bridger-Vertrag, Ft. Dodge, Ft. Ellis, Ft. Hall Reservation, Ft. Lyon, Ft. Marion, Ft. Peck Reservation, Ft. Stanton, Ft. Summer e Ft. Yuma.
Four Point – Áspero e grosso tecido de algodão “Mackinaw”, que em sua ourela eram inseridas quatro tiras coloridas, que comprovavam a sua autêntica e alta qualidade.
Frijoles – Feijões vermelhos do México, com altíssimo poder nutritivo, que, segundo o Professor John Hendrix: “Criaram por gerações, os cowboys Americanos, tornando-os altos como árvores e fortes como ursos”. Nas regiões do sudoeste, um prato deles, fazia saltar um cavalo e até um cowboy velho. Aqui está a sua receita: 5 libras de feijões vermelhos colocados a molho, 3 libras e meia de toucinho defumado salgado, 1 libra de cebolas, 3 dentes de alho, 4 favas de pimenta do Chile e um pouco de pimenta negra, triturada. Tudo era colocado a cozinhar por pelo menos 5 horas, conseguindo-se assim uma refeição para 5 ou 6 pessoas adultas que sentiam a necessidade de ter algo de sólido no estômago, antes de fazer um trabalho duro.
Frill – Decoração sarcástica de um chicote para animais, obtida, unindo-se várias tiras de pele.
Fundo para o leito – Acampamento nocturno, protegido por todos os lados, que os cowboys geralmente procuravam para o gado durante o “Trail” para o Norte.
Furto de cavalos – Depois do assassinato, era o pior crime do Velho Oeste. Um homem, sem cavalo, na imensidão daquele território, corria um sério risco de morte por fome ou sede e estava exposto ao clima e aos Índios. Por isso o furto de um cavalo era considerado pelos cowboys como um atentado. O ladrão de gado tinha alguma possibilidade de escapar com algum olho roxo, mas para um ladrão de cavalos a pena era mais severa. Podia ser fuzilado ou enforcado numa árvore. Se não era morto, cortava-se a parte superior de uma das orelhas ou marcava-se na fronte ou face, como os bovinos. Muitos desses ladrões deixaram após esse facto crescerem os seus cabelos, para esconder a tal marca reveladora. Portanto os cowboys tinham certa desconfiança aos forasteiros cabeludos. Oficialmente, o furto de um cavalo não era um acto grave aos olhos da Justiça. Os ladrões de cavalos apanhavam algumas semanas de cadeia. Esse era um dos motivos pelo qual o cowboy desprezava a Autoridade Estatal.
Fuzztails – Também “Fuzzies”. Termo usado que designava aqueles cavalos selvagens ou de grande resistência que eram deixados no estado bravio, para não estragarem as suas prestações junto aos cowboys.
* Caricatura: Fred Macêdo
* Edição, revisão e adaptação portuguesa: José Carlos Francisco
Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela LOGISTA PUBLICAÇÕES, para o mês de JUNHO de 2010:
TEX 456 Cidade Sitiada Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Mario Milano
O povoado mineiro de Greystone, no Colorado, está sendo assediado por um bando de fora-da-lei, cujo chefe, Lee Ramsey, ordenou aos mineradores que lhe entregassem todo o ouro extraído das minas. Mas Tex Willer chega para defender Greystone, e para os bandidos os problemas começam…
2,90€
TEX COLEÇÃO 248 Dakotas! Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Erio Nicolò
Após terem escapado com vida da terrível Corrida da Flecha, Tex e Tigre juntam-se a Carson, Kit e Pat, o irlandês, para a última batalha contra os renegados de Shaddy Bill. Após uma rápida batalha, onde Tex e os seus parceiros levam a melhor, Shady Bill consegue fugir, mas em seu encalço irão os impiedosos dakotas sedentos de vingança! 2,90€
Há tempos um bando de ferozes e misteriosos ladrões semeia morte e terror no condado de Jefferson, Colorado, sempre conseguindo desaparecer sem deixar pistas após os ataques. Tex e Carson, encarregados pelo Comando dos Rangers de resolver o caso, seguem a trilha de sangue deixada pelo bando de assassinos após as suas últimas atrocidades. A chacina ocorrida recentemente numa fazenda de criadores de cavalos, na qual todas as pessoas, incluindo uma mulher e duas crianças são impiedosamente trucidadas, aumenta a raiva e o desejo de justiça dos dois parceiros. Mas a surpresa de ambos será enorme quando finalmente conseguirem descobrir onde é o covil dos predadores e sob qual fachada encerram a sua verdadeira identidade… 8,50€
OS GRANDES CLÁSSICOS DO TEX 20 Missão em Devil´s Hole + O Resgate de Montales Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini
Na primeira aventura o nosso herói recebe a incumbência do Comando dos Rangers de ir colocar ordem na localidade mineira chamada Devil’s Hole, onde, como o próprio nome diz, os seus habitantes vivem um inferno criado por dois irmãos bandidos. Os xerifes são mortos sem piedade e até mesmo um dono de mina é destituído da sua propriedade. Na segunda aventura, intitulada O Resgate de Montales, Tex vai mais uma vez ao México, país naquele momento conturbado politicamente. O presidente Manoel Perez foi morto por usurpadores e o governador Montales foi destituído do seu cargo e preso na famigerada ilha Tiburon para ser torturado até que revele a localização do tesouro do Banco Federal do México, colocado sob a sua guarda. Tex, o revolucionário Drigo e a belíssima Lupe Velasco enfrentam mil perigos e dezenas de inimigos na tentativa de resgate. 8,00€
TEX EDIÇÃO EM CORES 2 Surge Mefisto Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini
Vítima de uma armadilha preparada por Mefisto, em seu primeiro confronto com o ranger, Tex é condenado à forca, demitido da corporação dos rangers e perseguido como um fora-da-lei.
A estrutura desta colecção brasileira valoriza os desenhos originais com o acréscimo das cores. As edições terão sempre 240 páginas de BD e mais matérias interessantes, no formato original italiano, com as medidas 21 x 16 cm. 12,00€
ZAGOR EXTRA 69 A Árvore Sagrada Texto: Marcello Toninelli – Desenhos: Donatelli
A árvore sagrada dos kickapoos está em perigo. Ao lado do seu tronco secular acampou um grupo de lenhadores guiados pelo alemão Wertmann, e alguns militares pretendem construir um posto avançado justamente naquele local. Teiwos, o sakem dos kickapoos, tenta impedir o sacrilégio, mas é misteriosamente assassinado, desencadeando uma reacção sangrenta. 3,50€
ZAGOR 105 Um Lord em Darkwood Texto: Luigi Mignacco – Desenhos: Chiarolla
Depois de viajar durante vários meses, Zagor e Chico finalmente voltam à América. Antes de chegar à cabana no pântano, eles passam pelo posto de trocas de Pleasant Point, ponto de acesso obrigatório para quem entra em Darkwood pelo rio, onde encontram um viajante bastante incomum: um lorde inglês, sir Albert Lancaster, duque de Greenshire. Zagor decide guiá-lo pelos perigos da floresta, onde há quem, na sombra, já está emboscado na trilha, esperando a passagem do grupo com o rifle empunhado. 3,50€
ZAGOR ESPECIAL 23 A Deusa Negra + O Abutre 1ª história: Texto: G.Nolitta – Desenhos: Franco Donatelli 2ª história: Texto: G.Nolitta – Desenhos: G. Ferri
Primeira história: Misteriosos assassinatos ocorrem nas proximidades das terras de um ex-oficial dos exército inglês, e seus autores são um grupo de thugs, adoradores da deusa Kali, a Mãe Negra, e cuja arma preferida é um lenço amarelo e branco com um nó no centro, um terrível instrumento de morte chamado rumal. Como e por que esses matadores indianos chegaram a Darkwood é uma tarefa para Zagor, Chico e o atrapalhado detective Bat Batterton descobrir, se eles sobreviverem aos ataques dos temíveis assassinos Segunda história: O mais sanguinário dos espíritos malignos gira pelas matas, semeando a morte entre os índios honiasonts. Ele só assassina mulheres e crianças e, por causa de seu sombrio traje negro, os peles-vermelhas o chamam de O Abutre! 8,50€
AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 62 O Assassino é Inocente Texto: Giancarlo Berardi e Lorenzo Calza – Desenhos: Roberto Zaghi Um homem normal, um homem como qualquer outro: uma casa, um trabalho, uma esposa. Bem, não… Na verdade, não no que diz respeito à esposa, no momento em que é assassinada… O problema é que Rupert Strode, até aquele instante um estimado perito legal, é acusado do crime, pois foi o seu revólver que disparou contra a vítima. Interrogado pela polícia, não lhe resta alternativa senão pedir ajuda a Júlia, implorando à criminóloga que prove a inocência dele. A Doutora Kendall entrega-se ao trabalho, chegando a agir no limite da Lei. No entanto, para complicar ainda mais a situação, um matador profissional intervém, no encalço de Strode e de nossa criminóloga… 4,00€
MÁGICO VENTO 91 Os Mistérios de Nova York
Texto: Gianfranco Manfredi – Desenhos: Pasquale Frisenda A actriz Norma Snow volta à cena após um período de exílio voluntário. O General Custer, na cidade para contactos políticos, assiste à estreia. Poe, presente na sala, não deixa de percebê-lo. Também Ned foi convidado para o espectáculo, mas, para grande tristeza de Norma, que continua a amá-lo, não compareceu tendo encontrado um velho amigo. Anos atrás, em plena Guerra da Secessão, Ned estava em Nova York no meio da revolta em massa contra o alistamento obrigatório. Foi naquela circunstância que Ned e o seu amigo estavam envolvidos numa luta entre as temíveis gangues. E agora o passado que Ned esqueceu está emergindo, entrelaçando-se com o presente: as gangues não foram derrotadas, apenas subiram de nível. Agora também fazem política, e as intrigas que se escondem por trás da candidatura de Custer à Presidência não poupam nem mesmo a recepção em homenagem a Norma Snow… 3,50€
POR: SÉRGIO SOUSA – FOLHETIM MENSAL DE DIVULGAÇÃO DAS REVISTAS BONELLI PARA VENDA – ANO 3 – Nº30 – JUNHO 10
O trading post apresenta as revistas que disponho para venda, as condições de venda e o estado de conservação das revistas. Por dificuldades em introduzir as tabelas no blogue, tabelas que contêm toda a informação sobre as revistas disponíveis, o folhetim disponibilizado no blogue apenas mencionará as revistas disponíveis e o intervalo de preços. Os interessados em determinada revista deverão solicitar, não a informação sobre a revista, mas sim o folhetim versão completa. Façam o pedido através do E-mail: sergiosousa1367@hotmail.com
Além do folhetim serão enviadas diversas fotos adicionais. Recomendo que analisem com atenção as fotografias e a classificação que atribuo a cada uma das revistas, em caso de dúvida podem solicitar mais informação ou fotografia sobre qualquer revista.
As encomendas deste mês já saíram do Brasil, no entanto, só devem estar disponíveis no final do mês. Quem efectuou pedidos será contactado assim que tiver novidades.
NOVIDADES
Rubrica que apresenta exclusivamente revistas novas da Mythos e funciona preferencialmente por encomenda. Os preços variam entre os 2,70€ (Tex 389) e os 21,00€ (Tex, o Mocinho do Brasil).
As Avent. Chico – 1 e 2
Júlia – 3, 4 e 60
Mágico Vento – 88, 91 e 92
Revista Tex Brasil – 1
Tex Anual – 3
Tex e os aventureiros – 3
Tex – 389
Tex Colecção – 260, 276 e 277
Tex Ed. Histórica – 75 e 78
Tex Esp. Férias – 3
Tex Gigante – 20 e 23
Tex Colorido – 1
Tex, o Mocinho do Brasil
Tex Ouro – 41, 44 e 46
Zagor – 4, 6, 98 a 100, 102, 103, 105, 106 e 107
Zagor Especial – 1 e 21
Zagor Extra – 54, 56, 69, 71 e 72
Zagor Especial 30 Anos
PROMOÇÕES DO MÊS.
As revistas aqui apresentadas são as que têm vindo a acumular das edições anteriores, a promoção aplica-se apenas à listagem abaixo.
Compra de 11 Revistas, oferta da revista de menor valor.
Compra de 23 Revistas, oferta das 3 revistas de menor valor.
Compra de 35 Revistas, oferta das 5 revistas de menor valor. Os preços variam entre os 1,7€ (Tex Coleção 14) e os 7€ (Grandes Clássicos Tex)
Chacal – 3
Chet – 8, 9, 12, 14 e 19
Epopeia Tri 2ª ed. – 2, 3 e 8
Grandes Clássicos Tex – 10, 11 e 16
História do Faroeste – 14, 17 e 20
A Hist. Do Oeste – 1, 7, 10, 14, 17 e 27
Ken Parker Vecchi – 17
Mister No Record – 6 e 9
Nick Raider Mythos – 1
Skorpio Vecchi – 9 a 12
Tex 1ª Ed. – 72, 84, 102, 107, 109, 111, 113, 130, 131, 140, 142, 244, 245, 247, 264, 266, 267, 271, 285, 288, 294, 301, 302, 341, 386, 396, 449 e 450 Tex 2ª Ed. – 20, 24, 27, 35, 38, 39, 40, 42, 44, 45, 47 a 49, 52, 56, 59, 62 a 68, 71, 77, 83, 89, 117, 122, 125, 129, 135, 138, 140 e 141
Tex a Cores (Globo) – 2 e 3
Tex Almanaque – 21, 22, 27, 28 e 32
Tex Colecção – 14, 22, 29, 31, 36, 38, 39, 44, 47, 48, 49, 53, 61, 62, 65, 66, 73, 99, 100, 114 e 242
Tex Esp. Férias – 6
Tex MS Merc. da Morte – 1
Zagor Vecchi – 5
Zagor Mythos – 1, 18, 25, 54, 56 e 88
Zagor Especial Mythos – 22
Zagor RGE – 4
ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS REVISTAS .
NOVO (N) – Estado de banca. Novo ou como Novo. SEMI NOVO (SN) – Revista com poucos anos, sem defeitos. Capa perdeu o brilho característico das revistas novas. ÓPTIMO (O) – Capa, lombada e miolo apresentando o desgaste de acordo com a idade. As revistas muito antigas apresentam pequenas imperfeições. BOM (B) – Pequenos defeitos na capa e lombada (rasgos, riscos ou pequenas palavras), miolo amarelado. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes. REGULAR (R) – Capa e lombada com falhas, mais que uma palavra escrita na capa. Miolo amarelado ou escurecido. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes. USADO (U) – Capa muito gasta ou suja pelo uso, escrita ou com rasgos. Lombada com falhas e miolo demasiado escurecido. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes. CONDIÇÕES DE VENDA
Pagamento antecipado efectuado através de transferência bancária.
Entrega em mão, apenas na região de Setúbal.
Os portes dos correios serão sempre por conta do comprador, salvo indicação em contrário. Procuro enviar os pedidos na forma mais económica (seleccionado a verde na tabela abaixo). Para encomendas entre 2 e 3 Kg, apesar do envio como encomenda ser mais económica, a modalidade livros registado compensa, pois a encomenda é entregue no dia útil imediatamente a seguir, o que não acontece com o envio como mercadoria. Caso o comprador prefira outra forma de envio deve expressá-lo no acto da compra
CUSTOS DE ENVIO
FACTORES QUE INFLUENCIAM OS PREÇOS
Estado de conservação das revistas
Raridade das revistas
Dimensão da encomenda
Custos de transporte
Custos alfandegários
Custo de transferência do dinheiro
Flutuação cambial
Como podem verificar, são muitas as variáveis que influenciam os preços das revistas. A mesma revista pode ter preços completamente diferentes, em meses seguidos, devido a estes factores.
OUTRAS INFORMAÇÕES
Aceito listas de faltas. A entrega de lista de faltas não compromete o coleccionador e não é garantia de conseguir as revistas em falta. As listas servem para centralizar as compras nas necessidades dos coleccionadores. Os coleccionadores que entregarem lista de faltas, serão informados da existência das revistas, antes da sua divulgação no “TRADING POST”, exercendo assim o direito de preferência. As listas de faltas serão ordenadas pela data de entrega.
As fotografias apresentadas no folhetim, serão sempre das revistas colocadas à venda. Adicionalmente ao folhetim seguirão outras fotos e enviarei foto de qualquer revista que me seja solicitado, excepto das revistas novas, das quais não vejo necessidade.
Muito excepcionalmente existe mais do que um exemplar de cada número. Somente com a divulgação deste folhetim e a entrega de listas de faltas, será possível colocar à disposição mais exemplares.
Agradeço o contacto de todos os coleccionadores interessados em receber o folhetim, assim como sugestões no sentido de melhorá-lo.
DIVULGAÇÃO
O folhetim será enviado a todos os coleccionadores os quais possuo contacto e aos quais peço a divulgação para os seus contactos. Será também enviado a todos aqueles que expressem vontade em recebê-lo.
Entrevista originalmente publicada a 16 de Junho de 2010, no sitio da SBE
TEX E OS REBELDES DE CUBA
* Às portas do Verão europeu, retorna o Tex Gigante, familiarmente conhecido (na Itália) como Texone. O 24° volume da série, nos quiosques, hoje, dia 19 de Junho e com uma história feita por Mauro Boselli e Orestes Suarez, leva o Ranger bonelliano a viver uma aventura exótica em território cubano, uma história rica de cenas e elementos narrativos fascinantes. Encontramos Boselli na redacção e aproveitamos para pedir que nos revelasse alguns detalhes da elaboração de Os Rebeldes de Cuba.
Fale um pouco da gestação do projecto que, pelo segundo ano consecutivo, vê Tex longe dos habituais territórios do Oeste. Mauro Boselli: Eu fico particularmente contente em poder fazer Tex viver aventuras longe de casa, mas jamais me permitira deslocar o Ranger a um cenário tão incomum se, na origem, não houvesse o desejo de Sergio Bonelli de mandar o nosso herói fazer essa viagem exótica. É a ele que se deve a ideia inicial dessas duas viagens. Patagónia (o Tex Gigante do ano passado) nasceu das páginas de alguns volumes raros da biblioteca de Sergio, adquiridos no decorrer de suas numerosas viagens e talvez achados em alguns pequenos quiosques de mercado. Das sugestões transmitidas por aqueles livros eu elaborei um argumento que depois tornou-se a história ilustrada por Pasquale Frisenda. No caso de Os Rebeldes de Cuba, a documentação e os livros de Sergio novamente representaram uma óptima base de partida, mas a ideia de adoptar aquela ambientação para uma história especial também foi alimentada pela presença, entre os desenhadores da nossa Editora, de Orestes Suarez, nascido e residente em Cuba. Já conhecido e apreciado pelos nossos leitores pelas numerosas aventuras de Mister No que ele desenhou no passado, Suarez é apaixonado pela história da sua terra, e pensamos que ele transmitiria com perfeição os cenários e vestuários do Século XIX cubano. Assim, eu apresentei ao editor um breve argumento, ele leu-o e disse-me: “Pode ser… mas eu tenho em mente um melhor!“. No dia seguinte ele entregou-me algumas páginas dactilografadas e disse-me: “Inseri Montales e mais umas coisas…“. Entre seus acréscimos pode-se notar, em particular, a personagem de Rafael Serrano, caracterizado em puro estilo Guido Nolitta!
Então temos dois ases na manga para este novo Tex Gigante: Suarez envolvido com a guerra de independência do seu País e o primeiro argumento de Tex assinado por Nolitta depois de vários anos. Mauro Boselli: Exacto. Mas atenção: sobre a guerra de independência cubana nós escolhemos não contar aquela de 1898, que levou à definitiva liberação da ilha. A sua colocação temporal era muito adiantada em relação à época em que se desenvolvem as aventuras de Tex. Nós nos deslocamos a cerca de vinte anos antes, no curso da chamada Guerra dos Dez Anos que teve início em 1868, e colocamos em campo todas as forças em luta: dos Insurrectos (ou Mambises) aos soldados regulares (Rayadillos), até os temíveis Voluntários vindos da Espanha.
Ao folhear a edição, parece-nos ver também alguns elementos de magia de folclore. É isso mesmo? Mauro Boselli: Claro! Nós tentamos agir como teria feito G. L. Bonelli e tomamos a liberdade de acrescentar um toque mágico/misterioso, ao mergulhar na tradição da Santeria (a religião popular cubana) e criar a personagem de um feroz mayombero. Como se pode perceber, são vários os componentes desta história. Temos revolução, magia, selva, aventura, batalhas, torturas, duelos, senso de honra, traição e Tex e Montales sempre em campo contra todos!
E depois desta longa aventura, veremos novamente o traço de Suarez nas páginas de Tex? Mauro Boselli: Concluída Os Rebeldes de Cuba, Orestes começou imediatamente a trabalhar numa nova história a ser publicada futuramente (escrita por Tito Faraci), e entrou de forma definitiva na equipa dos desenhadores de Águia da Noite!