O assunto que abordaremos hoje é “Entre capas“, ou melhor, entre um esboço inicial de uma capa e o resultado final dessa mesma capa.
Capa essa da história “Canyon Dorado“, publicada na Itália, pela Sergio Bonelli Editore, em Junho de 2006, no Albo Speciale nº 20 (conhecido popularmente por “Texone“,) e no Brasil com o título “O Desfiladeiro da Cobiça“, pela Mythos Editora, em Outubro de 2006, no número 18 da colecção “Tex Gigante“.
A curiosidade que pretendemos abordar, trata-se de dar a conhecer um primeiro esboço feito por Giancarlo Alessandrini para a capa deste “Texone“ e que não diferiu muito do resultado final como se pode constatar observando o dito esboço e a capa final e onde mais uma vez se confirma que como muitas vezes acontece, a capa que foi publicada, não foi a primeira opção do desenhador.
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“Seminoles“, o Albo Speciale (Tex Gigante) #22, publicado pela Sergio Bonelli Editore em Junho de 2008, da autoria do extraordinário desenhador/escritor, que infelizmente nos deixou em 24 de Dezembro de 2006, Gino D’Antonio (argumento e roteiro) e do vencedor do Prémio ANAFI como melhor desenhador em 2005, Lucio Filippucci (desenhos e capa) e que ao longo destes dois últimos anos tem sido alvo dos maiores elogios na Itália e nos diversos países onde foi lançado, inclusive em França, onde se encontra esgotado apesar do preço mais elevado em virtude de ter sido publicado numa luxuosa edição, em tamanho gigante e com capa cartonada, vai ter na Itália muito em breve, uma novae muitonobreversão.
De facto, “Seminoles” será reeditado neste Outono, pela Alessandro Editore, numa esplêndida edição, com tiragem limitada e numerada, no imponente formato das pranchas originais, tornando a obra verdadeiramente fantástica para apreciar as esplêndidas páginas do mestre bolonhês. Um verdadeiro fascínio que se tornará num autêntico item para os coleccionadores de Tex!
Mas para a notícia ser ainda mais completa, há que realçar que esta edição com o selo Alessandro Editore será abrilhantada com uma nova capa da autoria de Lucio Filippucci, capa essa que o blogue português do Tex tem o privilégio e a honra de mostrar em antestreia mundial num rigoroso exclusivo:
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Quinze anos atrás, durante um assalto ao banco de Silver Bell, três bandidos fazem refém Kate Daves, a mulher do xerife, que acaba por morrer na acção. Hoje, após se aposentar e abandonar a estrela da lei, Elmer Daves, ajudado por Tex Willer, decide sair à caça dos três assassinos. No decorrer da perseguição, os dois amigos chegam a Durango, onde descobrem que um dos culpados já morreu; um outro, Bill Redman, é morto na frente deles por um homem misterioso. Resta o terceiro assassino, o rico e impiedoso Jack Barrow…
2,90€
TEX COLEÇÃO 250 No Castelo dos Bandidos Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Guglielmo Letteri
Tex e seus parceiros – junto a El Morisco e outros dois companheiros de aventura, Eusébio e Tonito – já descobriram tudo sobre as actividades criminosas de Dom Martin de Rosales, de seu irmão Ricardo e do Bando dos Locos.
Após derrotar os índios iaquis, aliados dos bandidos, chegou hora da verdade para os nossos heróis: atacar a fortaleza de Dom Martin. Serão uns poucos heróis contra dezenas de bandoleiros, entrincheirados no castillo. Quem vencerá? 2,90€
OS GRANDES CLÁSSICOS DO TEX 21 O Deus Puma / Aventura no Rio Grande / Pegada Misteriosa Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini
Primeira aventura: Nesta edição a Mythos encaixou três aventuras completas e clássicas de TEX. O ensolarado México é o cenário de duas aventuras que abrem este volume: O Deus Puma e Aventura no Rio Grande. Tex e Tigre seguem para os Montes Gila, onde encontram uma vítima do Deus Puma. A lei desse Deus é terrível, cobrindo de pavor a tribo dos yaquis do chefe Nuvem Amarela: três noites antes de cada lua cheia um membro da tribo é designado para ser a vítima sacrificada da vez, ao encontrar uma flecha de penas negras fincada na porta de sua cabana. Segunda aventura: A continuação de O Deus Puma – num período em que Tex está sempre se deslocando pela região de fronteira dos Estados Unidos com o México – é Aventura no Rio Grande. A meta da vez é El Paso, cidade que nunca havia sido tranquila, mas que agora está cheia de gente que não pode ser classificada exactamente como honesta. A operação-limpeza da cidade é conduzida por um Tex verdadeiramente gigante na sua actuação, fruto das mãos do director G.L.Bonelli, que pela primeira vez fez seu herói entrar num saloon a cavalo! Terceira aventura: A terceira e última aventura é A Pegada Misteriosa, e passa-se nas terras geladas do Alaska. Como o amigo Jim Brandon está de cama, recuperando-se dos ferimentos da última batalha, Tex e Gros-Jean aceitam o “convite” do comando da Real Polícia Montada do Canadá para resolver um difícil caso no Alaska, onde um misterioso Bando dos Ursos assalta e mata os garimpeiros da região, deixando no local dos crimes estranhas pegadas. 8,00€
TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 76 A Marca da Traição Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini e Virgilio Muzzi
O gado de Louis Cardigan está sendo misteriosamente roubado e ele pede ajuda ao comando dos Rangers. Tex e seu inseparável amigo Carson, que vieram para investigar o caso, conseguem impedir um novo ataque ao gado de Cardigan e vão à cidade de Sheldon fazer algumas sondagens, onde tem um desentendimento com um xerife que não faz jus à estrela que carrega e nem ao símbolo que ela representa. 7,50€
O exército americano deu novo formato e organização a um corpo especializado já existente mas que agora se transformou num corpo de elite: os marines, fuzileiros navais. O Espírito da Machadinha deve guiar um grupo de soldados para um treinamento às margens do lago Michigan, enquanto segue os rastos de um bando de peles-vermelhas autores de assaltos sangrentos na região. Mas os índios são comandados por um branco, um homem cruel que alguém dentre os fuzileiros conhece muito bem. 8,00€
ZAGOR EXTRA 71
O Dia da Redenção Texto: Alesandro Russo – Desenhos: Michele Pepe
Autênticos comerciantes de veneno, inescrupulosos traficantes vendem ilegalmente uísque para os índios de Darkwood. O álcool está brutalizando os índios Oneida, do chefe Lança Afiada, tornando-os somente uma sombra do povo orgulhoso que uma vez foram. Mas Zagor, ajudado por Marston, um homem branco criado pelos índios, decide auxiliar os índios a recuperar o orgulho perdido… Terá início um audacioso assalto ao covil dos traficantes! 3,50€
ZAGOR 107 O Homem do Oriente Texto: Moreno Burattini – Desenhos: Pesce
O samurai que não segue o seu Senhor na morte, torna-se um Ronin, uma sombra, um guerreiro sem princípios, a mais triste das condições para quem vive sob o código de honra do Bushido. No entanto, o jovem Takeda não se junta aos samurais do príncipe Minamoto que fizeram seppuku, o sacrifício tradicional dos japoneses. O mais velho dos seus companheiros dá-lhe uma missão a cumprir: encontrar e matar o homem que enganou o seu Senhor, para vingar a sua morte. E para Takeda, o alvo a atingir, que se tornou o único objectivo da sua vida, tem um nome preciso: Zagor! Partindo do Japão para a longínqua América, o jovem samurai chega a Darkwood em busca do Espírito das Sombras e prepara-se para cumprir a sua vingança… 3,50€
AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 64 A Noite dos Diamantes Texto: Giancarlo Berardi e Maurizio Mantero – Desenhos: Federico Antinori Tim O’Leary é um sujeito escrupuloso, metódico, confiável… Características que o transformam em um mestre da arte de furtar, um artista do crime. E não é justo pensar que um homem como Tim seja desprovido de um código de ética, uma subtil fronteira que assinala o limite que não deve ser transposto. Empenhado na preparação de um golpe, acaba por, casualmente, ter o conhecimento de um plano de homicídio. Advertir a polícia, é claro, está fora de cogitação. No entanto, talvez, uma velha conhecida sua – a Doutora Júlia Kendall, conselheira da Procuradoria de Garden City – possa tomar parte do segredo que é um empecilho… 4,00€
MÁGICO VENTO 93
Fúria Assassina Texto: Gianfranco Manfredi – Desenhos: Bruno Ramella Poe, com o cavalo ferido, é hospedado à noite por uma família de colonos que habita uma fazenda remota. Tarde demais ele percebe ter acabado refém de psicopatas. Enquanto isso, Mágico Vento, que o espera na cidade mais próxima, é contactado por uma companhia mineradora para escoltar uma carga de pagamentos, depois que as transferências anteriores foram assaltadas por bandidos. Mas na companhia escondem-se muitos espiões dos assaltantes e Ned não tarda a perceber que o contexto social em que ocorrem estes assaltos é tão quente que pode desencadear uma sangrenta guerra civil… 3,50€
LEO PULP, DETECTIVE PARTICULAR 2 (minissérie colorida em dois volumes, formato 13,5 x 17,6 cm, 144 páginas)
O caso da magnólia vermelha Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Massimo Bonfatti
A edição contém a história (completa) “O caso da magnólia vermelha” e a parte final da história “Os Crimes de Sunset Boulevard“, iniciada na edição anterior.
Claudio Nizzi é conhecido dos leitores portugueses por escrever aventuras com Tex. Já Bonfatti é um artista italiano especialista em quadradinhos de humor.
Leo Pulp é uma sátira aos romances policiais e filmes noir, tendo como protagonista o detective das estrelas de Hollywood, uma personagem cínica e durona.
9,00€
Seiscentas edições de Tex, uma meta extraordinária para uma personagem que nunca deixa de surpreender!
Parece que foi ontem mas já se passaram dois anos desde que Sergio Bonelli sublinhou um importante aniversário alcançado pelo nosso Tex. Com o número 575, intitulado “Sul sentiero dei ricordi” (no Brasil: “Na Trilha das Recordações“) e datado de Setembro de 2008, na verdade, nós comemoramos sessenta anos de presença nos quiosques italianos de Águia da Noite, uma façanha extraordinária de uma personagem que, como todos sabem, representa um inimitável fenómeno editorial.
E hoje aqui estamos nós de novo, pards, com mais um recorde! Depois de 100, 200, 300, 400, 500 edições (sem contar as cada vez mais numerosas edições fora de série, divididas entre Speciali,Maxi e Almanacchi del West), no momento em que na capa do volume que chega às bancas italianas em 7 de Outubro comparece, com orgulho, um número invejável 600, acompanhado do usual “Tutto a colori!” (como podemos ver na imagem ao lado) das edições centenárias, Sergio Bonelli não pode deixar de agradecer, com um único ideal e um emocionado abraço, o exército de leitores que aguardam cada mês, o encontro com o Ranger mais famoso da banda desenhada. Assim como igualmente grato e com um sincero obrigado agradece o profissionalismo e entusiasmo de todos os autores que contribuiram para dar seguimento ao legado de Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini, para manter viva uma imagem que não tem igual no mundo da banda desenhada, seja na própria Itália ou em outros países.
A propósito desta mítica capa, ela é inspirada numa pose de John Wayne conforme se comprova no cartaz do filme “Sentieri Selvaggi” (no original The Searchers; em Portugal, A Desaparecida; no Brasil, Rastros de Ódio):
Mas para falar desta capa, ninguém melhor do que o próprio autor, Claudio Villa:
A ideia da capa é uma simples citação. Tex na pose de John Wayne: duas personagens que encarnam o Oeste nos corações dos fãs. O fundo branco é uma aposta, no caleidoscópio de cores que são os quiosques hoje em dia. Mas a Tex basta Tex para apresentar-se. A não inclusão dos 4 pards na capa, prende-se com o facto de terem comparecido na edição nº 500. Simplicidade e discurso directo: o número por trás de Tex diz tudo: chegamos ao 600. Como Tex, uma capa de poucas palavras…
Falando da edição em si, trará uma aventura (a cores) de 110 páginas, escrita por Mauro Boselli e desenhada por Giovanni Ticci e cujo título é “I demoni del Nord” (Os Demónios do Norte). É uma história de características misteriosas, ambientada no Canadá, com os 4 pards e com a participação de Jim Brandon. Os adversários serão uma misteriosíssima tribo de índios antropófogos… mas melhor do que as palavras, eis duas páginas da história do Tex nº 600:
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Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Francisco Leido dos Santos: Moro em Natal, cidade onde nasci, localizada no Rio Grande do Norte, Nordeste brasileiro. Tenho 31 anos, trabalho como suporte técnico na área de informática e formei-me em Jornalismo pela Universidade Federal do RN – hoje curso Filosofia nesta mesma universidade.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada? Francisco Leido dos Santos: Vem desde criança. A minha educação nos primeiros anos da escola primária era muito fraca e a minha mãe acabou tomando para si a missão de melhorar a minha leitura e escrita. Para me incentivar a ler, ela convenceu o meu pai a comprar quadradinhos, o que acontecia nos dias em que ele recebia o salário do mês. Eu lia as revistas e trocava-as, em sebos (em Portugal: alfarrabistas) e com colegas da escola. Li muita Disney, Turma da Mônica e alguns super-heróis.
Quando descobriu Tex? Francisco Leido dos Santos: É curioso que antes de mim ninguém na minha família lia Tex. O meu pai comprava muitos livros de bolso com histórias de guerra e de faroeste, e eu gostei muito destes últimos. Isso despertou-me o interesse pelo tema – alguns filmes e brinquedos também ajudaram. Um dia fomos visitar um cliente – meu pai consertava electrónicos nesta época – e o sujeito tinha umas revistas de Tex espalhadas sobre uma mesa. Aí eu, para passar o tempo, comecei a ler algumas e na hora de partir, na maior cara de pau, pedi para ficar com uma – o meu pai quase morreu de vergonha com o pedido inusitado, hehehe. O dono da casa foi super simpático e acabou dando-me uma revista de presente. Eu ainda me lembro qual era a história – A Hora da Violência, escrita por G. L. Bonelli e desenhada por Lettèri (que acabou se tornando o meu artista favorito). Parte dessa aventura foi republicada pela Mythos na Tex Coleção 225 e quando vi esta edição numa banca de jornal pensei “hora de voltar às pradarias!” e acabei comprando. Foi o reinício da minha relação com a personagem Tex.
Porquê esta paixão por Tex? Francisco Leido dos Santos: Eu amo quadradinhos. E sempre gostei do género western. Agora junte isso a uma personagem carismática, histórias bem construídas e uma arte de qualidade. Não tinha como não me apaixonar.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Francisco Leido dos Santos: Tex é a encarnação da justiça, um paladino moderno. Ele nunca recusa um pedido de ajuda e está sempre pronto para socorrer qualquer um, conhecido ou não. Ele vê todos os homens como iguais. É fiel ao seu povo e aos seus amigos. É incorruptível e muito inteligente. Conhece bem a natureza humana. Enquanto os heróis de outros géneros demolem cidades inteiras para derrotar seus inimigos, Tex sempre põe em primeiro lugar a protecção dos mais fracos. E ele não descansa enquanto não vê a justiça triunfar. Se tivéssemos hoje homens que fossem 50% do que Tex é, o nosso mundo seria um lugar muito mais seguro e justo.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Francisco Leido dos Santos: Tex mensal, 52 revistas. Tex Coleção, 51. Outros títulos diversos, 61. Total de 164 edições, todas devidamente protegidas em sacos plásticos. As minhas edições mais importantes são duas: a Tex Coleção nº 225, que comprei em Outubro de 2005 e foi o reinício da minha colecção; e uma edição colorida com a aventura “O Ídolo de Cristal”, publicada pela editora Globo, e que foi a única revista Tex que “sobreviveu” à minha infância.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Francisco Leido dos Santos: Por enquanto, devido às limitações orçamentárias, detenho-me apenas às edições regulares. As especiais eu compro quando a história publicada me interessa. Estou fazendo um esforço enorme para comprar a edição colorida recentemente lançada aqui no Brasil – espero que a colecção vingue, pois adorei o material.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir? Francisco Leido dos Santos: A revista que restou, a Tex colorida com a história “O Ídolo de Cristal”. Durante muito tempo eu dei-a como perdida, até que a reencontrei durante a limpeza de um armário condenado pelos cupins.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Francisco Leido dos Santos: Minha história favorita é El Muerto. Eu tive a revista no passado, quando foi publicada pela Rio Gráfica, e a readquiri quando foi lançada no Almanaque Tex nº 7. Nunca esqueci desta aventura – o rosto medonho do antagonista e sua triste história, o dinamismo da narrativa, o bom uso das personagens auxiliares e a presença do desfecho mais perfeito e clássico das histórias de western que eu acompanhava – o famoso duelo ao fim do dia. Inesquecível. Outra história que me marcou foi O Caçador de Fósseis, um verdadeiro romance em forma de BD. O meu desenhador favorito, como citei antes, é o Guglielmo Lettèri, seguido de perto pelo José Ortiz. Dos argumentistas, não tem como vencer G. L. Bonelli, mas destaco também Guido Nolitta, Mauro Boselli e Antonio Segura.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Francisco Leido dos Santos: O que me agrada mais – além de tudo que já citei da personagem em si – é a qualidade das histórias, tanto no quesito roteiro como na arte. Mesmo depois de décadas de publicação o padrão mantém-se altíssimo. O que me agrada menos é o pouco destaque que se dá hoje às personagens coadjuvantes. Tenho a impressão que antigamente elas participavam mais das histórias e eram melhor desenvolvidas. Hoje andam tão sumidas que cabe ao Tex bolar todos os planos, resolver todos os problemas, contar todas as piadas e salvar todo o mundo, tornando a personagem omnipresente demais, quase um Super-Homem.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Francisco Leido dos Santos: Seu grande senso de justiça e o respeito que ele tem por todos os homens honestos, de todas as raças. Numa época extremamente relativista e racista como a actual, é maravilhoso termos uma personagem como essa com tantos fãs e admiradores. É uma mostra de que ainda temos pessoas honradas, de carácter e amantes da justiça espalhadas pelo mundo.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Francisco Leido dos Santos: Ainda não tive o prazer, mas planejo fazê-lo num futuro próximo, quando algum encontro do tipo acontecer aqui por perto.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Francisco Leido dos Santos: O melhor possível. Tex tem uma base sólida de fãs e estes sempre estão a falar bem da personagem, tanto no mundo real como nas infinitas pradarias virtuais. Veja só a quantidade de edições de Tex que temos hoje no mercado e compare com uma década atrás. A Bonelli vem fazendo um óptimo trabalho e espero que continue assim por muitas décadas. A Mythos também não fica atrás. E graças à Internet posso manter contacto com outros fãs, conhecer novas personagens, ver o que rola nos bastidores das editoras, ler resenhas de aventuras e posteriormente adquiri-las com relativa facilidade. Não há época melhor para quem ama e colecciona as aventuras do grande Tex.
Prezada pard Francisco Leido dos Santos Jr., agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. .
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