Fabio CIVITELLI e os desenhos feitos no Brasil

Durante a sua recente estadia no Brasil Fabio CIVITELLI brindou alguns Texianos e algumas Texianas, inclusive alguns presentes no decurso do 17º Fest Comix, com desenhos feitos no momento por si, para gáudio daqueles que foram os felizes contemplados.

O blogue do Tex mostra de seguida a todos os interessados, inúmeros desses fantásticos desenhos que esperamos sejam do agrado de quem acessa o blogue.


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Texto e fotografias de José Carlos Francisco
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Livro “Tex no Brasil, o grande herói do faroeste” e revista “TexBR” em destaque no editorial de Tex Nuova Ristampa 266

As relativamente recentes edições brasileiras publicadas por G. G. Carsan (“Tex no Brasil – O Grande Herói do Faroeste” –Editora Sal da Terra-) e por Gervásio Santana de Freitas (Revista TexBR #1) motivaram  Sergio Bonelli, o carismático editor italiano, a dedicar um novo editorial de uma edição italiana de Tex ao Brasil, mais precisamente na edição #266 de Tex Nuova Ristampa, datada de 30 de Outubro de 2010.

Devido à tradução de Júlio Schneider, tradutor e consultor Bonelliano da Mythos Editora, podemos ver o texto escrito pelo responsável-mor de Tex na Itália, na nossa língua:

Caros amigos,

Eu suspeito que o relativo desaparecimento do nosso Tex dos principais mercados europeus (o francês e o espanhol, por exemplo) tenha direccionado o interesse de muitos leitores para um País que eu sempre defino como o seu penúltimo baluarte (o último, como se sabe, é a Itália), no qual o nosso velho e querido goza de excelente saúde. Eu me refiro, como já se percebeu, ao Brasil, terra à qual me ligam tanto as minhas memórias de viajante quanto os interesses e desafios da minha profissão. Então, como eu dizia sobre a saúde do nosso herói, a actual editora de Águia da Noite, a Mythos, não faz economia de papel e, nos últimos anos, multiplicou as publicações inéditas e as reedições e, de consequência, até a reduzidíssima crítica de BD do País encontrou estímulo para apresentar ensaios e pesquisas que resumem a história texiana desde a sua primeira aparição, nos distantes anos Cinquenta.

Depois da longa divagação brasileira que apresentei há pouco tempo aqui nesta página (a partir do n° 256 da série), quero apontar também – se bem que com um atraso do qual, desordenado como sou, assumo todas as culpas – a obra de um amigo de além-mar que compartilha a nossa paixão pelo faroeste de papel. Destaco que G. G. Carsan – este é o seu nome – não se limitou apenas a fazer Tex no Brasil, o ensaio cuja capa se vê ao lado, como habitualmente se desdobra para organizar encontros de leitores na sua cidade de João Pessoa, no Nordeste. O que eu posso dizer? O livro de trezentas páginas, publicado de forma artesanal e sem objectivo de lucro por este incansável arqueólogo dos quadradinhos, representa uma mina de curiosidades e até – detalhe muito útil para um desmemoriado como eu – um simpático pró-memória das aventuras do passado.

Para difundir o seu livro, o autor – que eu só conheci (vestido de Tex, evidentemente) nas imagens em DVD que ele me enviou – encarou por conta própria não sei quantas viagens numa terra como a dele, que pequena não é. Mas fez isso de bom grado porque, na sua visão e como se pode ver escrito no rodapé do marcador de páginas (visto abaixo) distribuído com o volume, as HQs, as Histórias em Quadrinhos no Brasil, fazem parte da Cultura, aquela com C maiúsculo.

Não menos aguerridos são os editores de uma prazerosa revista que, aqui, poderíamos definir como fanzine, cujo primeiro número saiu no segundo semestre de 2009. A publicação chamada de Texbr não fala só de nós, mas é indiscutível que as personagens da Casa Bonelli levam a parte do leão.

Não por acaso na capa mostrada ao lado destaca-se um estatuário Tex Willer pintado por Fabio Civitelli, enquanto que no conteúdo podem-se ver artigos sobre Zagor e Júlia, que levam a assinatura de nossos colaboradores como Moreno Burattini e Stefano Priarone, além, é claro, do advogado-tradutor Júlio Schneider. Sim, o mesmo Júlio Schneider que um dia desses, talvez a descansar preguiçosamente na praia próxima à sua bela cidade de Curitiba, contou-me por telefone a longa história da mais grosseira e indigna falsificação sofrida, justamente no Brasil, por Tex Willer. Na próxima eu conto isso em detalhes.

Um abraço.

Sergio Bonelli

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Fabio Civitelli no 17º Fest Comix

Por Vander Dissenha [1]

17º Fest Comix

Unindo o útil ao agradável, fui participar do 17º Fest Comix em São Paulo. Aproveitei que actualmente as passagens aéreas estão mais baratas que as de outros meios de transporte em alguns casos, que a minha namorada mora em São Paulo e que muitos amigos (um do exterior inclusive) estariam presentes nessa feira de banda desenhada, resolvi arrumar a mala e viajar 700 km (80 km de carro e 620 km de avião) e ir participar do “Fest Comix”. E outro atractivo seria a presença de Fabio Civitelli, desenhador italiano de renome internacional que faz parte do staff da Bonelli Editore e desenha aventuras do Tex. A decisão de participar da feira foi muito acertada, pois foi um final de semana muito divertido, onde pude rever amigos que já conhecia e conhecer pessoalmente alguns amigos com quem me comunicava pela Internet há oito, nove anos. A Andrea, minha namorada acompanhou-me nos dois dias de feira e mesmo não entendendo e nem gostando muito de quadradinhos, acabou gostando da experiência e fez novos amigos e amigas.

Os amigos que já conhecia pessoalmente e pude rever foram: Felipe (Curitiba), Valdivino e seu filho John Lucas (Curitiba), Gervásio (Sapucaia do Sul – RS), Maria Eddy (São Paulo), José Carlos Francisco, o “Zeca” (Anadia – Portugal), Nilson Farinha (Jundiaí – SP), Júlio Schneider (Curitiba), Dorival Vitor Lopes (São Paulo) e José Ricardo (Rio de Janeiro). E dos amigos que conhecia somente pela Internet e desta vez pude conhecer pessoalmente foram: Ary Canabarro, Neimar Capela e Jesus Nabor (todos do Rio Grande do Sul), Antonio Moreira (Niterói – RJ), G. G. Carsan (João Pessoa – PB), Levi Trindade (São Paulo), João Batista (Tatuí – SP) e também o Paulo César Lopes, Nei Souza, Elias, Filipe Ferreira e o Mário Latino. Também conheci o Marcos Maldonado, legendador de quadradinhos Bonelli desde que comecei a minha colecção no inicio dos anos oitenta e sua simpática esposa, Dolores. E conheci o grande Fabio Civitelli, que se mostrou uma simpatia de pessoa e com quem até consegui conversar um pouco em italiano. Confesso que esqueci o nome de alguns outros coleccionadores com quem tive contacto na feira, mas era tanta gente que no tumulto alguma informação sempre se perde.

Quando cheguei na feira já estava acontecendo uma palestra com o Fabio Civitelli. Na mesa junto ao orador estavam o G. G. Carsan e o Zeca, que fazia as vezes de tradutor, já que o avião do Júlio Schneider, o tradutor oficial, atrasou. Ficou até engraçado ver um português traduzindo um italiano. Mesmo tendo engasgado algumas vezes o Zeca saiu-se bem e já pode até negociar com o Dorival uma vaga de tradutor na Mythos Editora. A palestra foi muito interessante, o público participou fazendo perguntas e o Fabio Civitelli foi atencioso nas respostas. Se não fosse o pessoal da organização do evento a  pedir para encerrar, pois tinha outro palestrante esperando a vez, a palestra com o Fabio seguiria tarde afora certamente.

A feira teve três dias e participei somente dos dois últimos, mas mesmo assim valeu muito a pena e tomara que no futuro existam outras oportunidades de se reunir num mesmo local a mesma quantidade de amigos coleccionadores de quadradinhos. Na noite do sábado para encerrar o dia com chave de ouro fomos comer uma pizza. Ao todo estávamos em 12 pessoas, incluindo o Fabio Civitelli. Como o pessoal estava cansado e o dia seguinte seria longo para muitos, que inclusive iam viajar para suas casas, a conversa á mesa da pizzaria não se prolongou muito, mas mesmo assim não deixou de ser um momento agradável e marcante.

Comparado a muitos amigos que estiveram presentes no Fest Comix, posso considerar-me um privilegiado. Viajei uma hora de carro e mais uma hora de avião. Desembarquei em Congonhas, que é um aeroporto dentro de São Paulo. A minha namorada mora bem em frente ao aeroporto e além de ficar hospedado na casa dela, ela foi minha motorista exclusiva o tempo todo. Então perto de amigos que vieram de lugares bem mais distante do que eu, que tiveram gastos com hospedagem, que precisaram andar de ónibus e metropolitano sem conhecer a cidade direito e outros que desembarcaram no Aeroporto de Guarulhos ou em Viracopos e tiveram que viajar mais uma hora para chegar a São Paulo, o meu “sacrifício” para participar do Fest Comix foi “café pequeno”. Admiro o esforço e sacrifício desses amigos que passaram por dificuldades e tiveram altos gastos para estarem presentes na feira e que mesmo assim estavam muito entusiasmados e felizes de estarem presentes nesse evento que para os texianos de plantão será inesquecível.

Fabio Civitelli

No 17º Fest Comix, Fabio Civitelli não se portou como uma “estrela” conhecida mundialmente, mas sim como fã de quadradinhos. Distribuindo sorrisos, simpatia, autógrafos e sempre disponível para tirar fotos, ele conquistou todos os fãs de Tex e das demais personagens Bonelli que estavam presentes na feira, além de leitores de outros tipos de banda desenhada. Civitelli é italiano de Lucignano, nascido em 9 de Abril de 1955. Começou a trabalhar profissionalmente como ilustrador em 1974, na editora Studio Origa, desenhando a série Lady Lust. Em seguida trabalhou para a editora Edifumetto, desenhando Lo Scheleto, I Sanguinari e I Notturni para a Ediperiodici. Depois a secção Super Eroica para a Dardo. Após isso, desenhou a série Karatex, Zanna Bianca e Zordon. No ano de 1977 trabalhou em Corrier Boy, L’Intrepido, Il Monello e Doctor Salomon. Para a editora Cenisio ele ilustrou Terror Blue e Furia. Fabio Civitelli chegou a ilustrar aventuras do Quarteto Fantástico e do Homem Aranha. Começou a trabalhar para a Bonelli Editore em 1979, desenhando a personagem Mister No. Em 1983 desenha Pomeriggio Cubano e a partir de 1985 passa a fazer parte do staff de Tex, onde permanece até hoje, sendo um de seus principais desenhadores.

Em sua passagem pelo Brasil, Fabio Civitelli teve como cicerones o editor Dorival Vitor Lopes, da Mythos Editora e José Carlos Francisco, o Zeca, um português que é fã incondicional de Tex e que veio ao Brasil exclusivamente para acompanhar Fabio Civitelli e participar do 17º Fest Comix. E aproveitando a presença de Fabio Civitelli no Brasil, a Mythos Editora promoveu dois lançamentos alusivos a essa visita. Foi lançado o livro “O Oeste Segundo Civitelli” e o “Especial Civitelli nº 1”.

O especial tem 336 páginas, e traz a aventura “O Presságio”, que além de ser a história favorita de Civitelli, conta com seus desenhos e argumento. Já o livro “O Oeste Segundo Civitelli”, traz a cronologia de toda a obra de Fabio Civitelli, bem como traz a explicação e comentários do autor para as principais passagens de cada aventura de Tex que ele desenhou. Também mostra em detalhes pelo próprio autor a sua elaborada técnica para desenhar e a quadrinhografia de tudo o que ele realizou durante a sua carreira artística. E de bónus traz dezenas de ilustrações inéditas e 16 páginas a cores. Em formato grande, com 154 páginas e capa quase dura, vale a pena conhecer e ter essa obra em sua bedeteca.

Durante a sua participação no Fest Comix, Fabio Civitelli distribuiu cópias de um desenho que mostra Tex e seu cavalo passeando tranquilamente pela avenida Paulista, em São Paulo. Devidamente autografado, esse desenho será uma bela recordação e um tesouro na colecção dos coleccionadores e fãs de quadradinhos que estiveram visitando o “canto” da Mythos Editora durante o 17º Fest Comix.

[1]Texto de Vander Dissenha apresentado no blogue do Vander Dissenha em 24 de Outubro de 2010.
Adaptação a cargo de José Carlos Francisco.
Copyright: © 2010, Vander Dissenha

TEX SEM FRONTEIRAS: Grandes viagens

Por G. G. Carsan*
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Meus amigos texianos,

Estamos vivendo o fervor da ‘tsunami’ causada pela passagem de Fabio Civitelli pelo Brasil, presente no 17º. Fest Comix, em São Paulo, nos dias 15, 16, 17 de Outubro de 2010, lançando o livro O Oeste Segundo Civitelli, onde retrata e espelha a sua vertiginosa carreira e ascensão como desenhador do maior fenómeno dos quadradinhos italianos, com histórias de sucesso em diversos países, inclusive o Brasil, o nosso amigão de papel, Tex Willer. E relançamento da aventura O Presságio, desenhada pelo mesmo Civitelli, em revista única. A vinda de Civitelli foi obra da Mythos Editora, que trabalhou junto à Comix Book Shop, organizadora do evento, para tal investida.

Como o Civitelli, que sobrevoou o Velho Continente e o Atlântico para nos presentear, alegrar e motivar com sua importantíssima presença, também recebemos o pard português José Carlos, o Zeca, que dispensa  apresentação, cuja saga é deveras interessante, haja vista ter viajado de Portugal ao Brasil de pé, dentro do avião, para chegar no tempo previsto e planejado e não furar com os amigos*, aliás, como faria o Tex para cumprir uma missão.

Mas estes dois, assim como eu, estávamos, digamos, a trabalho, para promover o Tex e divulgar os nossos trabalhos. E haviam os outros grandes pards que trabalham de longa data com a personagem italiana, que compareceram ao evento, vindos de longe, como o Paulo Guanaes, o Marcos e a Dolores Maldonado, o Júlio Schneider, atraídos por esse tão grande momento texiano, de verdadeira confraternização. Estes ícones serviram para abrilhantar o evento, pois são muito amados pelos fãs e coleccionadores, devido à labuta de muitos anos com Tex Willer.

Todavia, o que mais despontou foi a vontade, a determinação, a insistência dos texianos que se desenvencilharam dos seus afazeres e responsabilidades na família e no trabalho e enfrentaram longas e cansativas viagens e altos custos para participar deste que não tenho a menor dúvida de afirmar, foi o maior evento texiano de todos os tempos em terra brasilis.

A grande vontade de encontrar o Civitelli e o Zeca, de conseguir um autógrafo, de conversar um pouco, de tirar uma foto, de conhecer os velhos amigos virtuais foi a tónica do Festival. E engraçado que tudo aconteceu rapidamente, a maioria não teve o tempo necessário de bater um papo, era muita gente chegando, muitas conversas paralelas, parada para fotos, mais gente chegando. E tudo isso sob a maior tolerância e paciência, sob sorrisos e olhares alegres. Não havia pressa nem desespero. Era como se Tex estivesse ali a dizer: todos bem comportados, hem!? E quero registar que não consegui almoçar em nenhum dos 3 dias, justamente para não perder um momento sequer – fiquei à base de lanche: crepe (tipo de panqueca feito a base de farinha de trigo, leite e ovos) com Coca-Cola ou cachorro-quente (hot dog) com guaraná. Ou ficava nas proximidades da mesa de autógrafo ou junto das gôndolas onde estavam expostas as revistas, conversando com leitores que passavam curiosos com os livros: fazendo uma divulgação no local.

Não sei se começo com o Neimar, que saiu da longínqua Capela de Saicã, no meio dos pampas gaúchos, pard esse que já foi intitulado ‘Meu Herói’ pelo Ary Canabarro, outro que não mede distâncias; se começo com o Valdivino, que saiu de Curitiba no domingo, último dia, para passar alguns minutos em companhia do Civitelli, e foi por pouco mesmo; ou com a Adriana Couto, que estava em Miami e viajou, perdeu as malas, encontrou as malas e correu para a Luis Coelho, 323 e chegou bem animadinha.

Cada um tem uma aventura para contar. Não há dúvidas. A grosso modo, todos planejaram a viagem, fizeram as contas, trocaram e-mails com amigos, convenceram as esposas, negociaram a folga com amigos de trabalho (quem trabalha no sábado e/ou domingo), e foram. Nessas poucas linhas, quero documentar as participações dos pards Leo, Neimar, Gervásio, Jesus e esposa e Ary, oriundos do Rio Grande do Sul, a cerca de 900 km. De Sergio, Vander, Felipe Froehlich (e esposa) e Valdivino (com esposa e filho John, desenhador que me ofereceu um desenho), desde Curitiba, a 400 km.

Aos pards cariocas, Alvarez e Antonio Moreira (cada um com um filho a tiracolo), Edson Paula e Zé Ricardo, outros 400 km. O Juarez e filho foram de Belo Horizonte, 500 km.  A Adriana habita no interior de Santa Catarina, mas vinha dos EUA e passou no local. Ah, o Júlio Bomtempo, pai, que mora no Mato Grosso do Sul, aproveitou o evento para visitar o filho, Tiago, de Sampa. Havia outros representantes de outros Estados, mas não recordo os nomes e peço que possam se manifestar num comentário, desculpando-me pela falha.

O Neimar saiu pela primeira vez do Rio Grande, confirmou viagem na quinta, 16, e viajou em companhia do Gervásio, e este evento tornou-se o seu baptismo de fogo. O Leo é um principiante em Tex, está com uma sede muito louca e comprou um contentor de revistas e saiu reclamando de não ter levado tudo que pensava, mas logo vai conseguir com os pards vendedores. O Alvarez e o Moreira saíram do Rio no sábado, chegaram no Festival por volta do meio-dia e tinham horário de saída às 16 horas, e somente homens de muita fibra para se sujeitarem a uma aventura dessas – o Alvarez voou de Campinas, interior, mais longe. O Edson precisou de muitas ‘mandigas’ para chegar ao local, oriundo do interior do Rio de Janeiro. O Valdivino foi um caso a parte, pois logo que soube a data do evento, comprou logo a passagem, para o domingo. Só depois ficamos a saber que o Civitelli viajaria neste dia de volta a Itália. Aí ele ficou numa sinuca de bico (situação muito difícil, quase sem saída). Cheguei a dizer que fosse encontrar o Fabio no aeroporto. Mas ele insistiu, veio ao Fest Comix, trouxe a família e deu tempo de trocar duas palavras, pegar o seu autógrafo e fazer as fotos. Disse que valeu todo o esforço. Confirmo!

E os pards que moram no interior de São Paulo? Estes também tiveram que viajar, alguns longas distâncias, pois o Estado é grande. O Paulo César, saiu de Presidente Prudente, a mais e 500 km pela Rodovia Castelo Branco. O Nei veio de Macatuba descendo o rio Tietê contra a correnteza por 250 km para chegar. E o João Cunha e esposa, vindos de Tatuí, deixando o sebo (comércio de revistas usadas) fechado, dando “cano” no Escritório de Despachante – o João levou quase metade das revistas. O João de Sorocaba, que ficou um bom tempo e conheceu o Maldonado e a Dolores, que moram na mesma cidade. O Mário Latino, autor de Roberval e a esposa Rosa, que foram de Mogi das Cruzes, no Vale do Paraíba.

E quero agora abrir um parêntese especial para os paulistanos, aqueles que moram em Sampa capital. Está muito enganado quem pensa que por ser perto, é menos complicado. Além da distância, a rotina do paulistano é recheada: filhos para escola, trabalho em horários malucos, academias, consulta médica, etc. Estiveram por lá, um, dois ou três dias vários bravos guerreiros de Águia da Noite e lembro aqui o Filipe Chamy, vestido de Dylan Dog; o João Rios, que tomou para si o trabalho de ajudar com o microfone durante a palestra do Civitelli; o Adriano Rainho, um dos que comprou 3 livros Tex no Brasil; a Maria Eddy ou Mariola James, nossa velha amiga de aventuras; o Edson Fogo, que fez uma monografia sob o tema Tex na Guerra da Secessão; o Adilson, sorridente e feliz como criança; o José Rivaldo, do Planeta Gibi, que me reconheceu assim que pisei na Av. Paulista na sexta-feira, 15; o Lillo; o garoto Felipe; meu conterrâneo Valdo e seu filho, que foram visitar-me e compraram o meu livro. O Lucas Willer e seu pai, texiano da gema; o Fábio; o Luiz Bexiga; foram tantos que passaram por lá.

Estiveram lá também o Zeca brasileiro, a quem tive o prazer de autografar um livro; o Luiz Piorotti; a bela Isabella; o Luiz Octávio; o Lázaro; o Rubens e outros que não presenciei devidas às minhas andanças pelo salão. E uma boa surpresa: um amigo de longa data, o Tiago Conduta, com quem trabalhei nos anos 90, deu uma passada para um abraço, uma foto, uma conversa.

Epa, quase esqueci as presenças ilustres dos pards Levi Trindade, editor da DC Comics e Sidney Gusman, jornalista do Universo HQ. Ah, o autor Tony Fernandes, que nos levou a sua óptima revista Apache, BD brasileira que recomendo. Meu pard Nilson Farinha, de Jundiaí, um tex-zagoriano de fibra, precursor do TexBr. O Franco de Rosa, editor e guerreiro das BDs brasileiras, que levou Tex no Brasil para casa. E por fim, o Primaggio Mantovi, famoso escritor e desenhador.

Foi assim, amigos, um rápido relato de tudo que aconteceu, no que à distância diz respeito.

G. G. Carsan

(*) Segundo o Zeca, já estava embarcado, quando foi convidado a descer, juntamente com outras 13 pessoas, para dar lugar a uma ‘missão governamental’, sendo oferecidos pela Companhia Aérea, hotel, alimentação e voo noutra hora, mas ele não arredou pé de sua responsabilidade e veio de pé, sentado no corredor, deitado na área da tripulação quando havia vaga. Para tal, assinou um termo de responsabilidade e promessa de não accionar a empresa judicialmente.

Forte abraço a todos e até logo,


* G.G.Carsan, 45 anos, paraibano, fã, coleccionador e divulgador, começou aos 7 anos a ler Tex e nunca mais parou. Realizou 5 exposições em João Pessoa, escreveu várias aventuras para Tex (algumas publicadas na Internet) e um livro sobre a personagem no Brasil.

Escreve para o Portal TexBr e participa de chats e comunidades no orkut. Fez matérias especiais para o HQ Maniacs e Universo HQ nas comemorações de 60 anos. Mantém a biblioteca aberta para visitantes.

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