“Construindo um Sonho” (SBT), com Tex presente

Por José Carlos Francisco

Jefferson Cavalcante Teixeira, popularmente conhecido por “Grilo“, é um jovem fã e coleccionador de Tex residente no Rio Claro, um município brasileiro no interior do Estado de São Paulo, localizado na região de Campinas, a 240 km do porto de Santos, 85 km do Aeroporto Internacional de Viracopos, 200 km do Aeroporto Internacional de Guarulhos e a 190 km capital paulista.

Jefferson e a sua família, composta pela sua mãe Verônica (que luta contra um cancro – câncer, no Brasil – há 5 anos), seu pai Geraldo, sua irmã Cynthia e seu jovem irmão Felipe, vão ser alvo neste domingo, dia 12 de Junho de uma emocionante história protagonizada pela rubrica  “Construindo um Sonho“, um quadro que existe desde 2008, no programa Domingo Legal, apresentado por Celso Portiolli, no canal brasileiro do SBT. “Construindo um Sonho” propõe-se a ajudar as pessoas que se inscreveram a reformar a casa própria ou mesmo ter uma e Jefferson quis ajudar a sua família, em especial a sua mãe a realizar o grande sonho dela e assim candidatou-se e foi bafejado pela sorte (merecida) como se pode ver nas diversas fotos que ilustram este texto, assim como no vídeo promocional que apresentamos também, onde mais um sonho foi realizado então pelo programa Domingo Legal do SBT.


.

Desta vez, o cenário escolhido pelo quadro “Construindo um Sonho”, foi uma casa localizada na Rua 20 com a Avenida 67 no Jardim Itapuã em Rio Claro. A carta dessa família foi escolhida pela produção do programa e na tarde de sexta-feira (29 de Abril) o apresentador Celso Portiolli foi conhecer de perto as personagens desse sonho. Os pais do Jefferson vêm tentando há pelo menos seis anos terminar a reforma do imóvel, mas uma doença na família acabou adiando os planos.

Uma das produtoras do programa, Ivonete Fialho, explica que com os custos dos remédios, a família não conseguiu terminar a reforma e resolveu escrever para o Domingo Legal. “Os moradores da casa ficarão incomunicáveis num hotel divertindo-se enquanto nós iremos ajudar na realização desse sonho. A casa será finalmente reformada quando eles voltarem”, disse a produtora. Geralmente as casas são demolidas, mas neste caso o apresentador Celso Portiolli e a sua produção resolveram abrir uma excepção. “Iremos aproveitar a estrutura da residência”, disse Ivonete.


.

O programa (Domingo Legal vai ao ar neste domingo, às 11h, no SBT) irá transformar a vida de toda a família e realizar o sonho de ter a casa reformada e você caro texiano vai se emocionar com esta família unida pela fé e esperança. E a emoção será ainda maior porque quando a equipa do “Construindo um Sonho” comandada pelo próprio Celso Yunes Portiolli chegou à casa do pard Jefferson, ele estava vestido de TEX, com a famosa camisa amarela, calça jeans azul, chapéu, bota e lenço.

Claro que o Jefferson aproveitou para mostrar a sua pequena (mas para ele, valiosíssima) colecção de Tex ao apresentador Celso Portiolli e a toda a equipa, tendo esse momento ficado também registado para a posteridade, como se poderá ver assistindo neste domingo ao popular programa da televisão brasileira…

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Vídeo: O retorno de Mefisto

Narbas é um estranho feiticeiro hindu que se encontra numa tournée em Paris. Um das suas especialidades é fazer regressar do reino das sombras os espíritos perdidos. Eis que Lily Dickart, a irmã de Mefisto, agora condessa Leonov e a viver actualmente na cidade luz, anseia pelo regresso do irmão, propondo a Narbas que o traga de volta do reino das sombras. Mas Narbas precisa do cadáver do velho inimigo de Tex e a única pessoa que conhece o acesso ao segredo do castelo onde se encontram os ossos de Mefisto é Mambo Loa. Partindo de França com o seu marido, Lily Dickart viaja até à Florida para trazer de volta o velho Mefisto e a luta absoluta entre o bem e o mal vai finalmente recomeçar, numa história escrita por Claudio Nizzi e magistralmente desenhada por Claudio Villa, como se pode ver neste brilhante vídeo que recomendamos:

As páginas de TESTE de ROBERTO DE ANGELIS para TEX

Por José Carlos Francisco

Roberto De Angelis, o consagrado desenhador italiano que foi o autor da fantástica arte do Tex Gigante intitulado “Sombras na Noite“ (“Ombre Nella Notte“, no original), escrito por Claudio Nizzi, depois de anteriormente ter desenhado para a Bonelli Comics, Nathan Never e Legs Weaver, chegou ao mítico Ranger criado pela famosa dupla G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini, após ter superado com sucesso um teste “encomendado” pelo editor Sergio Bonelli, teste esse que consistiu na realização de três páginas com a presença de Tex e Kit Carson e são essas três páginas de teste que o blogue português do Tex tem o privilégio de divulgar a todos os nossos inúmeros leitores.

Na altura, Roberto De Angelis sentiu dificuldades particulares ao passar da ambientação “fria”, precisa e bem definida do futuro de Nathan Never para o poeirento e desértico Arizona do Século XIX, porque segundo o próprio autor nos confidenciou na entrevista que nos concedeu em exclusivo: “São dois mundos tão diferentes que exigem metodologias e técnicas específicas. O meu estilo, nos últimos 15-20 anos, modelou-se de forma a poder descrever com eficácia o mundo de Nathan Never e, mais em geral, as rigorosas geometrias próprias da ficção científica. Por isso, reeducar-me para o traço impressionista que Tex exige foi uma experiência não exactamente relaxante.“

Roberto De Angelis também considera a sua interpretação de Tex imatura e talvez também distante daquelas que são as características peculiares desta carismática personagem, mas em sua parcial defesa diz que o aprofundamento psicológico veio depois de resolver todas as demais complicações técnicas, e em Tex ele ainda estava muito ocupado a buscar um método que lhe permitisse ilustrar de forma convincente um mundo tão diferente daquele ao qual ele estava acostumado anteriormente.

Passados cerca de 7 anos após a publicação da história, De Angelis confidenciou-nos esta semana que é estranho rever depois de tanto tempo estas suas páginas de teste para Tex, pois não lhe parecem muito convincentes e por isso hoje as desenharia de um modo diferente, o que, com um pouco de optimismo, indica que, talvez, tenha conseguido evoluir na sua caminhada…

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Reportagem completa da inauguração do VII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

Por Jorge Machado-Dias (texto e fotos) *[1]


Com um tempo a ameaçar trovoada e a presença de muitos dos membros da tribo da BD deste país, inaugurou-se no passado dia 28 de Maio a sétima edição do Festival Internacional de BD de Beja. Igualmente presentes os autores previstos no programa – Aleksandar Zograf, Andrea Bruno, Fernando Relvas, Victor Mesquita, Ivo Milazzo, Liam Sharp, Jacques Loustal, Ricardo Cabral, Rui Lacas, Pablo Auladell, João Magalhães, Filipe Andrade, Nuno Plati, João Lemos, Ricardo Tércio, Carlos Rico, isto para além de outros autores que lá foram como visitantes e dos autores-residentes do Atelier Toupeira.

Este ano o espaço da Casa da Cultura foi ampliado com uma tenda, ao lado átrio exterior das arcadas, para acolher um Mercado do Livro mais vasto. Os núcleos de exposições foram reduzidos à Biblioteca Municipal de Beja e ao Museu Jorge Vieira – Casa das Artes, para além da Casa da Cultura, obviamente.

Claro que uma apreciação crítica terá de ser feita mais tarde, uma vez que estamos ainda a quente (o Festival decorre até 12 de Junho) e apesar de “sentir” uma ligeira quebra no número de visitantes neste primeiro fim-de-semana, que poderá até ser ilusória, devido ao alargamento do espaço do Mercado do Livro, onde por hábito toda a gente se concentra, mas também devido ao facto de ter lançado um livro nesta edição do Festival – LI MOONFACE, de Fernando Relvas (coisa que nunca tinha acontecido em Beja, para além dos BDjornais do costume), o que me terá roubado alguma da atenção ao Festival em si próprio. Faltará agora saber como vai decorrer o tempo restante.

Assim, ficamos com a apresentação do material impresso, novidades lançadas durante este fim-de-semana e as fotos do costume.

O Programa do Festival foi este ano transformado em jornal (formato tablóide). Aqui mostramos a capa e a contracapa:


.

O Splaft!,  já tradicional espécie de “Catálogo” de autores, com textos diversos sobre os autores presentes nas exposições:

Venham + 5

Com as histórias As Verdades que Inventei, de Sérgio Chaves (arg) e Karl Murakami (des); Sem Título, de Marco Silva; Usa os Miolos, de Véte, Planeta Opressão – O Início, de Fil e Rui Alex; A Ilha, de Agonia Sampaio; Telefone, de Teresa Câmara Pestana; Espera, de Inês Freitas; O Seixo, de António Pedro; Hôtel LeTangô, de Carlos Páscoa, A Derradeira Tortura, de Sónia Oliveira (a partir de um conto de Villiers); Auto-Stop, de Luís Lourenço Lopes; Seatle, de Diniz Conefrey e Maria João Worm (a partir de um texto de Henry A. Smith); Prémio em Fuga, de André Lima Araújo; Estrada sem Fim, de Carlos Apolo Martins (a partir de um excerto do Diário de Trabalho, de Paulo Monteiro).

Alguns dos lançamentos…


.


.
Fotos:


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.


.

*Jorge Machado-Dias, Autor – Editor de Banda Desenhada – Director do BDjornal e da BDVoyeur e também autor do blogue Kuentro.
[1] (Texto publicado originalmente no Kuentro Blog, em 31 de Maio de 2011)

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)