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Videoclip oficial de “My name is TEX”, por Graziano Romani
MY NAME IS TEX, é este o nome do disco da autoria de Graziano Romani dedicado a Tex e que foi recentemente posto à venda nos quiosques italianos (3 de Novembro de 2011) ao preço de 9,90 € e com o selo da prestigiada Panini num evento editorial sem precedentes já que pela primeira a SERGIO BONELLI EDITORE e a PANINI COMICS se uniram para homenagear a história da personagem de banda desenhada mais famosa, amada e vendida de Itália.
Tendo um total de nove faixas inspiradas em histórias de Tex, compostas pelo próprio Graziano e mais quatro famosas melodias tradicionais da epopeia western, sendo sem dúvida alguma a trilha sonora ideal para qualquer fã do Ranger. Mais especificamente, para além de uma música dedicada a Tex, trará canções dedicadas a Kit Carson, Lilyth, Mefisto e El Muerto. Uma outra contará musicalmente a história do massacre de Goldeena. As outras… em breve as descobrirão por vós próprios, mas hoje o blogue do Tex tem o prazer de dar a conhecer o videoclip oficial da canção que dá nome ao disco: My name is Tex, para deleite de todos os fãs e coleccionadores de Tex:
Prestigiada revista italiana “Scuola di Fumetto” dá NOVAMENTE grande destaque ao blogue português do Tex, desta vez a propósito da entrevista exclusiva com Fabio Civitelli!
A prestigiada revista italiana “Scuola di fumetto“, uma das mais conceituadas revistas, senão mesmo a mais importante, sobre informações e críticas relativamente à banda desenhada, de periodicidade bimestral e totalmente a cores, no seu número 80 (que dedica um amplo espaço a Sergio Bonelli numa grandiosa homenagem ao “homem dos fumetti” recentemente falecido, a começar logo pela capa numa fantástica ilustração de Bruno Brindisi), de Novembro e Dezembro de 2011, deu NOVAMENTE um amplo destaque ao blogue português do Tex, na sua rubrica “Da cliccare – Link, indirizzi e connessioni per orientarsi nel web”, a propósito da entrevista exclusiva com o desenhador Fabio Civitelli, indicando-a da seguinte forma através de um texto assinado pelo seu redactor Andrea Leggeri:
FABIO CIVITELLI
É novamente o blogue português inteiramente dedicado a Tex e à banda desenhada bonelliana administrado pelos apaixonados e competentíssimos José Carlos Pereira Francisco e Mário João Marques, a oferecer-nos a oportunidade de ler on line uma interessante entrevista a um nosso Mestre italiano. Trata-se de Fabio Civitelli, um dos pilares da publicação mensal dedicada ao célebre Ranger do Texas que desenha desde o longínquo 1984. Antes disso colaborou com a Dardo, Edifumetto e Universo, algumas entre as principais realidades da banda desenhada italiana. Chegou à Bonelli em 1978 para desenhar Mister No, para depois ser absorvido quase a tempo integral pelo trabalho com Tex. Civitelli marcou a mais importante saga western da banda desenhada italiana com o seu estilo realístico caracterizado por uma pessoalíssima linha clara e de um extremo cuidado no detalhe. Na entrevista conta a sua relação com Tex Willer mas sobretudo fala do seu método de trabalho e da sua técnica gráfica, transmitindo-nos a sua genuína paixão pela banda desenhada. A versão integral pode ser lida em https://texwillerblog.com/?p=30431
Você já pensou em usar a informática e, como alguns desenhadores, mirar a novas técnicas, ou este é um método que não lhe agrada? Em caso positivo, porque?
Eu sou absolutamente contra o uso do computador no desenho, mas isso é um ponto de vista estritamente pessoal. Eu gosto do carácter artesanal da BD, eu gosto de ver as páginas originais desenhadas à mão, e não impressões laser, eu gosto da leve imperfeição dos contrastes desenhados a pincel ou feitos com pontinhos, e também gosto que exista um mercado de desenhos originais que premeia o trabalho manual e artesanal (e, digamos, artístico).
Gostaríamos da saber algo mais sobre a sua técnica de desenho (belíssima, em nossa opinião): quando começa uma história, imaginamos que você deva documentar-se sobre os cenários, as armas, etc. Certo? As figuras humanas que desenha são totalmente criadas por si ou usa modelos como auxílio para certas posições do corpo, expressões ou outros detalhes?
Na verdade a minha técnica é bastante tradicional, tanto que eu uso quase exclusivamente o pincel e o nanquim para a arte-final, e deixo as hidrocores apenas para os pontinhos. Claramente tudo começa com a documentação, hoje bastante fácil com a internet, depois eu desenho a página a lápis – e recorro, para as poses mais difíceis, a fotografias e fotogramas de filmes western que capturo de DVDs com o PC. Também tenho álbuns nos quais colecciono as fotos para certos assuntos, como atirar com o revólver, com a espingarda, cavalgar, ou primeiros planos com belas sombras. Também busco não repetir as mesmas poses ou os mesmos sombreados, então sempre busco novas imagens para recortar. Mas também é importante não se deixar condicionar pelas fotografias, e sim usá-las apenas como ponto de partida.
Eis o texto assinado pelo redactor Andrea Leggeri, na forma original:
É mais uma prova de que as nossas entrevistas são sempre cheias de conteúdo e apreciadas por todos que seguem o nosso Tex, inclusive os profissionais da imprensa italiana e é uma ulterior prova da grande importância das nossas entrevistas, o que só é possível com a colaboração de todos os que colaboram nas grandes entrevistas com os autores bonellianos e que espero se revejam no meu nome e no nome do Mário Marques, pois foi um grande pecado a revista italiana não incluir o nome de todos os que colaboraram nesta entrevista com Fabio Civitelli: Jorge Machado-Dias, Jorge Magalhães, Pedro Cleto, Bira Dantas, Júlio Schneider e Gianni Petino.
Este novo destaque também mostra que estamos no caminho certo e há que prosseguir com estas grandes entrevistas que tornam o blogue português do Tex como o local em todo o mundo onde se podem encontrar as maiores e melhores entrevistas dadas por muitos autores da editora Bonelli como vários deles já nos confidenciaram e como dizia o próprio Sergio Bonelli que antes de falecer tinha escrito dizendo que um dia destes (que infelizmente nunca chegará) iria dedicar um editorial numa revista de Tex ao blogue português do Tex como se pode comprovar neste trecho:
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Vídeo: Il mio Tex: A balada do Oeste, de Civitelli e Verger
Por José Carlos Francisco
No dia 31 de Outubro de 2010 no Palazzo Ducale e no decurso do Festival Lucca Comics, com a presença de Fabio Civitelli, Giovanni Battista Verger e Moreno Burattini, foi apresentado o livro dedicado a Tex e com o selo da prestigiada editora italiana Little Nemo Editore:
Il mio Tex
La ballata del West di Civitelli e Verger
Textos de Moreno Burattini, Fabio Civitelli, Sergio Pignatone e Giovanni Battista Verger.
O volume, realizado em colaboração com a Sergio Bonelli Editore, é um autêntico livro de arte, como definiu o editor Sergio Pignatone, dedicado a Tex Willer. Impresso em preto e branco num papel nobre e no inovativo formato 29×29 cm, contém 90 ilustrações inéditas de Fabio Civitelli realizadas num período de dezassete anos. Os textos de Moreno Burattini e as ilustrações do artista aretino tornam possível uma fascinante viagem através do mundo criado por Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini e seus sucessores: do Oeste da aventura ao mundo dos índios, das desoladas paisagens do deserto às sugestivas terras geladas do grande Norte.
O volume teve uma tiragem limitada a apenas 500 exemplares numerados e capa cartonada e por conseguinte esgotou em pouco tempo. Cada exemplar estava enriquecido por uma litografia inédita e autografada pelo próprio Civitelli, tendo as primeiras 100 cópias incluído um desenho original realizado em papel de qualidade. O preço deste livro dedicado a Tex foi de 59 Euros, tendo os 100 primeiros custado 99 Euros.
Muitas das 90 ilustrações publicadas nesta obra foram vistas em Portugal, mais precisamente em Beja, aquando do 6º Festival Internacional de Beja, assim como também foram apreciadas no Brasil, por ocasião do 17º Fest Comix, dois grandiosos eventos que contaram com a presença de Fabio Civitelli e que levou consigo muitas destas ilustrações, mas para falar com mais propriedade sobre esta magnífica obra que tem uma 2º tiragem, numa versão menos luxuosa e por isso mais barata, oiçamos no vídeo que apresentamos de seguida, Fabio Civitelli:
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Tex Gigante “Patagônia” na visão de Hunter (Pedro Bouça)
Por Hunter (Pedro Bouça)
O Tex Gigante “Patagônia” foi distribuído em Portugal em Agosto. Como é tristemente comum, eu não consegui encontrá-lo à venda na altura e resignei-me a ter de comprá-lo algum outro dia, talvez daqui a muitos anos.
Qual não foi a minha surpresa quando, sexta-feira, dia 25 de Novembro, à espera de uns amigos com quem eu tinha combinado almoçar, eu decidi entrar numa papelaria em que nunca tinha posto os pés na vida e lá encontrei DOIS exemplares dessa obra à venda em bom estado! Dessa vez eu não perdi a chance e comprei um deles na hora!
Eu tinha ouvido falar bastante desse álbum, de como era uma das melhores BDs de Tex de todos os tempos e tal. Mas para mim é difícil levar essas afirmações a sério, já que os entusiastas de Tex tendem a gostar de TUDO que é feito com a personagem italiana, fora uma ou outra história que não corresponda à visão DELES de Tex, independentemente da qualidade intrínseca. Não ajudava que o desenhador convidado era Pasquale Frisenda, que eu sempre vira como um sub-Milazzo.
Pois bem, eles estavam certos! A história é boa. MUITO boa! Um dos melhores Tex que eu já li, sem exageros. Mas deixem-me explicar o porquê.
Patagônia mostra Tex e seu filho Kit viajando até a mencionada região argentina a pedido de Mendoza, um amigo de Montales, velho cúmplice mexicano de Tex, que pede a ajuda do ranger para lidar com os índios daquela região argentina. Tex e seu filho Kit atendem o chamado e vão até lá, onde rapidamente se adaptam aos costumes dos gaúchos e dos índios da região. Só que uma mudança política vai colocar Tex em rota de colisão com Mendoza e as autoridades argentinas.
Mauro Boselli, que a partir desse número assume o posto de argumentista principal dos “Texoni” (ele já escrevera antes Os Assassinos, com arte de Alfonso Font), capricha no trabalho e faz talvez o mais bem escrito Tex Gigante até o momento. A trama é sólida, bem baseada na realidade (várias personagens e situações são tirados directamente da vida real!) e cativante, as personagens são carismáticas e bem caracterizadas (destaque para Kit Willer, geralmente o mais apagado dos pards de Tex, que brilha forte nesta história) e o desfecho não é o típico triunfo inquestionável (e previsível…) de Tex, o que torna o álbum muito mais interessante que a maioria esmagadora das outras aventuras do ranger.
E tudo isso desenhado por um Frisenda no auge da forma. Embora ele já há algum tempo estivesse deixando a sombra de Milazzo (algo que eu ignorava porque a horrível distribuição de Mágico Vento em Portugal fez com que eu estivesse TRÊS ANOS atrasado na leitura da série!), nesse álbum ele revela uma antes insuspeita influência da escola de desenho argentina, em particular de Alberto e Enrique Breccia, que dá uma nova dimensão à sua arte. Em vez de desenhar os pampas argentinos como uma vastidão plana, monótona e sem cor tipo os campos nevados de Milazzo, ele desenha-os em diversas tonalidades de PRETO! Embora isso escureça o álbum (o que não favorece a impressão da Mythos…) e faça parecer com que a maior parte das cenas se passam à noite (o que não é necessariamente o caso), isso dá uma profundidade e riqueza à paisagem que seria impossível de outra maneira. Isso não vem de Milazzo ou de seu inspirador Hugo Pratt, mas sim dos Breccia – e esse clima de “escola argentina” acaba sendo bastante apropriado para um álbum que, afinal, se desenrola naquele país! Também é possível se sentir essa influência nas personagens, mas uma rápida inspecção na minha pilha de leitura mostra que isso já era visível nos Mágico Vento mais recentes.
Eu nunca tive uma opinião muito elevada de Frisenda antes, mas com esse trabalho o desenhador coloca-se entre os melhores da Bonelli, à altura dos seus ilustres predecessores na série gigante de Tex, todos gigantes dos quadradinhos.
Defeitos? O único que eu posso apontar são pequenos detalhes da caracterização dos índios argentinos, que em determinados momentos perecem índios norte-americanos “transplantados” nos pampas (um deles até fala “ugh!” em certo momento, um dos piores chavões “indígenas” do mundo!). E a fama de Tex ter cruzado o mundo e chegado até eles é impossível de engolir! Mas isso são detalhes que não prejudicam a história, que é seguramente uma das melhores de Tex de todos os tempos!
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