Entrevista com o editor Dorival Vitor Lopes a propósito da sua participação no Festival MAB Invicta 2012

Entrevista de Manuel Espírito Santo.

Temos sentido bastante feedback ao Mab por parte do público brasileiro devido à presença no Porto de Fabio Civitelli e homenagem a Sergio Bonelli, poderia dizer-me o que pensa acerca do Mab?
Dorival Vitor Lopes: A importância deste evento é muito grande, sobretudo nesta edição, porque já lá se vão mais de dez anos desde a última manifestação dedicada à BD na cidade do Porto, em 2001. A cultura só tem a agradecer, visto que muitas artes serão representadas, não só os quadradinhos. Está comprovado que a presença de Tex e de um de seus principais desenhadores atrai muito público, tanto em Portugal como no Brasil, por isso essa decisão dos organizadores do MAB foi muito feliz e nós da Mythos nos congratulamos com todos os portugueses e agradecemos pela divulgação de nossa personagem principal.

O que pensa encontrar no Mab e na cidade do Porto?
Dorival Vitor Lopes: Cada evento ligado à BD de que participo tem suas peculiaridades, sempre interessantes, e no Festival Mab o que me atrai, entre outras coisas, é a presença de Civitelli e a exposição dedicada aos 75 anos do Príncipe Valente. Mas acima disso tudo está o prazer de retornar a Portugal, belo País que visito todos os anos, e espero desta vez poder conhecer melhor o Porto, onde já estive várias vezes, mas só a conheci através de um citytour de autocarro, o que é muito pouco. Gostaria de conhecer as famosas Bolsa de Valores e a Livraria Lelo e algumas caves. Já estive no Estádio do Dragão, do meu FCP.

O que poderá Dorival trazer ao Mab e aos fãs do Tex e de Civitelli?
Dorival Vitor Lopes: Houve uma combinação feliz de datas e o evento acontecerá poucos dias depois do lançamento, no Brasil, do livro de Tex, “A História da Minha Vida“, em que o herói conta “em primeira pessoa” os principais factos de sua vida, uma obra belíssima escrita por Mauro Boselli e que contém várias ilustrações no costumeiro estilo fotográfico de Fabio Civitelli. Os amigos que terei o prazer de encontrar no Mab poderão saber mais desse trabalho comigo e com Fabio Civitelli.

Já esteve alguma vez no Porto?
Dorival Vitor Lopes: Como disse, já estive algumas vezes, mas só de passagem, e desta vez espero poder conhecer melhor. Também planejo fazer um passeio pelo Rio Douro.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Entretanto a divulgação do evento segue o seu ritmo e a organização já começou a espalhar cartazes do evento pela cidade do Porto, em especial em alguns dos locais emblemáticos da Invicta, como se pode observar em várias fotos que podem ser vistas clicando AQUI!

Tex Willer por Josival da Fonseca Silva

Por José Carlos Francisco

Foi recentemente publicada na revista brasileira Mundo dos Super-Heróis, a bela arte de Tex da autoria de Josival da Fonseca Silva, que mostramos aqui ao lado. Trata-se de uma tela pintada por este artista brasileiro e que actualmente se encontra à venda, pelo que possíveis interessados em comprá-la devem contactar o Josival da Fonseca Silva pelo e-mail valjfs@ig.com.br

Josival da Fonseca Silva é desenhador e agora também banda desenhista, trabalhando com ilustração de livros na Paraíba (uma das 27 unidades federativas do Brasil e cuja capital do Estado é a cidade de João Pessoa) e cria material autoral chamado GiBiographia tendo a pretensão de publicá-lo.

Para conhecer melhor este artista e ver muitas das suas artes, inclusive o seu fanzine, acesse o seu belo site, clicando AQUI! Josival também é um coleccionador de banda desenhada tendo um acervo de quase 6.000 revistas de todos os tipos e géneros como por exemplo super-heróis, Mônica, Heavy Metal, Graphic Novels e, obviamente, também Tex, principalmente as edições da série Gigante, a sua publicação preferida do Ranger.

Tem ainda completa a colecção de Mágico Vento, sua personagem preferida da editora Bonelli e também Ken Parker, Nathan Never e Dilan Dog, mas voltando à sua faceta de artista, Josival para além da tela de Tex tem outras como por exemplo Aliens x Predador, Watchmen e Kiss, todas no seu quarto por falta de comprador, por isso caro leitor, se deseja ser o feliz possuidor destas verdadeiras obras de arte, não deixe de contactar o artista Josival da Fonseca Silva.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Entrevista com Fabio Civitelli a propósito da sua participação no Festival MAB Invicta 2012

Entrevista de Manuel Espírito Santo com a colaboração de Gianni Petino e Júlio Schneider na tradução e revisão.

O que o fez entrar para a indústria dos comics?
Fabio Civitelli: A paixão. Eu sempre desenhei, desde que era muito pequeno, graças à minha mãe, que sempre me dava lápis e folhas de papel e, assim que aprendi a ler, dediquei-me à leitura dos quadradinhos, o que sempre me agradou muitíssimo. Eu não lia Mickey Mouse ou Pato Donald, como muitos meninos da minha idade, eu gostava dos quadradinhos de faroeste como Capitão Miki, Pecos Bill e principalmente Tex! Era evidente que, mais tarde, eu tentaria fazer disso a minha profissão. Eu ainda estava no Liceu, quando comecei a mandar meus desenhos a revistas e editores. Graziano Origa, na época o titular de um importante estúdio especializado em BD, foi o único a responder-me e a avaliar os meus desenhos que eram sobremaneira amadores. Graças aos seus conselhos, já em 1974, quando concluí o Liceu Científico, tive o meu primeiro trabalho publicado, uma história erótica numa edição de formato pequeno. Desde então eu sempre trabalhei como desenhador e trabalho nunca faltou.

Ao desenhar, com quais técnicas trabalha?
Fabio Civitelli: Eu sou um desenhador muito tradicionalista: trabalho com papel formato A3 Fabriano ou Winsor & Newton com lápis duro (2H ou 3H), depois repasso tudo a pincel com os Winsor & Newton n° 1 e 3 e, ultimamente, também com os pincéis Tintoretto n° 1 e 2. Para os efeitos de cinza, a técnica é um pouco diferente: eu uso pincéis chatos de cerdas duras, próprios para óleo, que pressiono sobre o papel, depois retoco tudo com hidrocores n° 0,2 ou 0,4. Certos contrastes eu também faço com caneta-tinteiro Rotring n° 0,1. Na construção das cenas eu inspiro-me muito no cinema de faroeste: eu imprimo os fotogramas com o Mac e estudo-os com atenção. Para as paisagens e efeitos de luz, eu olho bastante os trabalhos dos grandes fotógrafos paisagistas americanos.

Quais livros mais o agradam?
Fabio Civitelli: Eu ainda leio muita BD, sobretudo da Bonelli, e Tex continua a ser a minha preferida. Quanto aos livros, desde muito jovem eu sou aficionado por ficção científica, e já li muito, dos clássicos aos novos autores, dos quais aprecio sobretudo Robert J. Sawyer. Também gosto de alguns escritores italianos, entre eles Andrea Camilleri, de quem li 35 (sim!) romances, e Gianrico Carofiglio. E leio muitos livros de fotografia, outra minha grande paixão, e também algumas revistas de técnica fotográfica mas sobretudo de imagens. De vez em quando eu leio alguns belos faroestes e, neste momento, estou a ler a reedição de todas as histórias de Elmore Leonard.

Já esteve no Porto antes? Se não esteve, qual a sua expectativa?
Fabio Civitelli: Na minha última visita a Portugal, em Setembro de 2011, estava prevista uma etapa na cidade do Porto, mas infelizmente o avião chegou com mais de quatro horas de atraso e não pude conhecê-la. Eu senti muito, porque sei que é uma cidade belíssima e neste ano espero poder visitá-la com calma e também tirar belas fotografias.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Intervista con Fabio Civitelli a proposito della sua participazione nel Festival MAB Invicta 2012 in Portogallo

Intervista di Manuel Espírito Santo con la collaborazione di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni.

Cosa ti ha convinto ad entrare nell’industria dei comics?
Fabio Civitelli: La passione. Ho sempre disegnato, fin da quando ero piccolissimo, grazie a mia madre che mi forniva costantemente di matite e fogli di carta, e appena ho imparato a leggere mi sono dedicato alla lettura dei fumetti, che mi sono sempre piaciuti moltissimo. Non leggevo Topolino o Paperino, come molti bambini della mia età: a me piacevano i fumetti western come Capitan Miki, Pecos Bill e soprattutto Tex! Era ovvio che provassi a farne più tardi la mia professione. Ero ancora al Liceo quando ho cominciato a mandare i miei disegni a riviste ed editori. Graziano Origa, titolare in quegli anni di un importante studio specializzato in fumetti, fu l’unico a rispondermi e ad apprezzare i miei disegni molto dilettanteschi. Grazie ai suoi consigli già nel 1974, alla fine del Liceo Scientifico, pubblicai il mio primo lavoro, un tascabile erotico. Da allora ho sempre lavorato come disegnatore, e fortunatamente il lavoro non mi è mai mancato.

Con quali tecniche lavori quando disegni?
Fabio Civitelli:
Sono un disegnatore molto tradizionalista: lavoro su carta formato A3 Fabriano o Winsor & Newton con matite dure (2H o 3H) poi ripasso tutto a pennello con i Winsor & Newton n. 1 e 3 e ultimamente anche con i pennelli Tintoretto n. 1 e 2. Per gli effetti di grigio la tecnica è un po’ diversa: uso pennelli piatti di setola dura da olio che uso premendoli sulla carta, poi ritocco il tutto con pennarelli a pigmento n. 0,2 o 0,4. Certe sfumature le faccio anche con la penna a china Rotring n. 0,1. Nella costruzione delle vignette mi ispiro molto al cinema western, infatti stampo dei fotogrammi con il Mac e me li studio attentamente, e per i paesaggi e gli effetti di luce guardo molto i grandi fotografi paesaggisti americani.

Quali tipi di libri ti piacciono di più?
Fabio Civitelli: Leggo ancora molti fumetti, soprattutto della Bonelli, e Tex continua ad essere il mio preferito. Riguardo ai libri, fin da ragazzo sono stato un appassionato di fantascienza, e ne ho letta tanta, dai classici ai nuovi autori, dei quali apprezzo soprattutto Robert J. Sawyer.
Mi piacciono anche alcuni scrittori italiani, tra cui Andrea Camilleri, di cui ho letto 35 (!) romanzi e Gianrico Carofiglio. Leggo poi molti libri di fotografia, altra mia grande passione, e anche alcune riviste di tecnica fotografica ma soprattutto di immagini. Ogni tanto mi concedo anche qualche bel Western, infatti adesso sto leggendo la raccolta di tutti i racconti di Elmore Leonard.

Sei già venuto a Porto prima? Se rispondi negativamente: quale atmosfera pensi che troverai?
Fabio Civitelli: Nella mia ultima visita in Portogallo, nel Settembre dell’anno scorso, era prevista una visita alla città di Porto, ma purtroppo l’aereo arrivò con più di quattro ore di ritardo, e non riuscii a vederla. Mi è dispiaciuto molto, perché so che è una città bellissima e spero quest’anno di riuscire a visitarla bene e di fare anche delle belle fotografie.

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)