Portugal – Edições de Abril

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela LOGISTA PUBLICAÇÕES, para o mês de ABRIL de 2012:

TEX 478
Assassinato em Nova Orleans
Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Marco Bianchini & Marco Santucci

New Orleans, cidade de intrigas e de mistérios, onde dois bandos rivais, o de Diamond Johnny, rei dos gangsters negros de Storyville, e o de Gaston Lagrange, chefe incontestável do Quarteirão Francês, dividem zonas de influência e empreitadas criminosas… Mas um esquivo “fantasma” e alguns delitos bizarros arriscam destruir as relações entre ambos. Tex e Carson, que estão na cidade para ajudar o xerife Nat MacKennett a desenlaçar o complicado e sangrento emaranhado, deparam-se de súbito com mais de uma frente de combate: de um lado, os empreendedores criminosos, que farejam o aroma de dólares, e, do outro, o enigmático adversário, que mata para obter para si o segredo oculto em certos livros antigos de alquimia…
2,90€

TEX  COLEÇÃO 270
Guerra nos Pastos
Texto: G. L. Bonelli  – Desenhos: Giovanni Ticci

Paul Balder – em certa época conhecido como “El Carnicero”, por vender escalpes de índios – tiraniza a região de Nogales especulando sobre os terrenos dos quais expulsa os legítimos proprietários. Tex e seus três parceiros enfrentam Balder, desfechando ataques ao seu rancho. Furioso, o Carniceiro reúne os seus comparsas Rodrigo, Nico, Manolo e um bando de ferozes yaquis, chamados de lobos vermelhos, e põe todos contra Tex, que acaba encurralado numa caverna com Carson e Kit. Mas Jack Tigre se aproxima junto com Thazay, filho de Cochise, e um grupo de apaches para ajudar os parceiros.
2,90€

TEX OURO 48
Missão em Boston
Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Fabio Civitelli

Pela primeira vez Tex e Carson estão em Boston, capital do Estado de Massachusetts. Numa cidade gelada pela neve que não cessa de cair, nossos heróis – que foram investigar tráfico de armas praticado por um índio da reserva navajo – se vêem às voltas com crimes em plena luz do dia, praticados por uma bem organizada associação criminosa. Após escaparem de um atentado, eles conhecem um agente da Pinkerton que os auxilia e abre caminhos na desconhecida cidade grande. Um excelente e inspirada aventura escrita por Claudio Nizzi e muitíssimo bem ilustrada pela arte detalhada e impecável de FABIO CIVITELLI. TEX OURO, GARANTIA DE QUALIDADE!
9,00€

TEX EDIÇÃO EM CORES 11
A Conspiração Mexicana
Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini

Esta edição apresenta a continuação da história Aventura em Utah, onde Tex ajuda uma viúva em apuros contra homens inescrupulosos que querem tomar o seu rancho. Durante o episódio, Kit e Jack Tigre trazem-lhe a notícia da morte do velho chefe Nuvem Vermelha e, após os três dias de cerimónias fúnebres, Águia da Noite é declarado oficialmente o novo chefe dos navajos. Mas logo o nosso herói se vê às voltas com o Bando do Hipocampo que, sob as ordens da bela e impiedosa Manuela Guzman, trama para separar o território do Novo México dos EUA e anexá-lo ao México, usando de todo e qualquer método para atingir o objectivo.
15,00€

ZAGOR 126
O Segredo do Talismã
Texto: Cajelli – Desenhos: Laurenti

Van Dergaard, o empresário sem escrúpulos que organiza sangrentos espectáculos de luta extrema, encontrou protecção em Ruger Town, uma cidade violenta que está nas mãos de um xerife corrupto, onde a única lei que vale é a do mais forte. Na arena em que o desafio é até a morte e em que muitas vidas se cruzam, Zagor também entra, antes do confronto final com o empresário sujo e os seus aliados.
3,50€

ZAGOR EXTRA 91
Os Impiedosos
Texto: Cajelli – Desenhos: D’Archangelo

O perigoso bandido Joe Coleman é gravemente ferido durante um confronto com um grupo de peles-vermelhas e levado por eles como prisioneiro. Os cúmplices do fora da lei, os sanguinários irmãos Williams, consideram-no morto. Coleman sabe onde está o ouro que a sua quadrilha havia escondido depois de um assalto trágico, e ainda há uma recompensa pela cabeça dele, o que atiça a cobiça de muita gente. Ao saberem que o prisioneiro deles é um procurado, os índios pedem a Zagor que entregue Coleman à justiça, antes que caçadores de recompensa, os ex-cúmplices do bandido e outros criminosos, desejosos de botar as mãos no saque, ataquem a aldeia.
3,50€

ZAGOR ESPECIAL 35
A Montanha do Fogo (parte 2)
Texto: Moreno Burattini – Desenhos: Cassaro

Em Darkwood, o vulcão Saskatoon começa a dar sinais de que não está mais inactivo, apavorando os índios locais. Para aplacar a divindade prestes a soltar a sua cólera só há um jeito: expulsar os casacas-azuis e oferecer um deles em sacrifício, jogando-o na cratera do vulcão! O Espírito da Machadinha deve libertar a vítima predestinada mas também colocar a salvo o maior número possível de pessoas quando a montanha começar a jorrar rios de lava incandescente.
8,00€

MÁGICO VENTO 112
O Anjo de Alice
Texto: Queirolo – Desenhos: Ramella

Tempos atrás a cidade de Helena, no Montana, ameaçada pelos cheyennes, contratou um bando de matadores. Agora o perigo passou, mas Kelly e suas feras sanguinárias voltaram. Desta vez não tiram escalpes, eles matam de longe, como infalíveis franco-atiradores. As vítimas são os pequenos criadores da região. Quem os contratou? E quanto tempo ficarão sem punição as chacinas perpetradas por eles? Ned acompanhou à cidade o velho pistoleiro fora da lei Jordan Freeman, que está tramando um golpe contra o banco local. Mas diante dos cruéis feitos dos ex-caçadores de índios, para Mágico Vento qualquer outro pensamento passa para segundo plano.
4,00€

AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 83
Jogo Mortal
Texto: Giancarlo Berardi e Lorenzo Calza – Desenhos: Ernesto Michelazzo

Um jovem morto por uma bomba, outro varado por uma flecha. Complô homicida ou um assassino serial solitário? Único ponto de contacto entre as vítimas: um vídeo-jogo aparentemente inofensivo. Pela internet, os participantes brincam de mudar a História, que é o objectivo de What… if?, entretenimento de grande sucesso mas que parece ocultar segredos inconfessáveis. Júlia investiga os meandros do mundo informático, um ambiente de aparência luminosa mas cheio de ameaças, onde se esconde a mente fria de um assassino sem escrúpulos.
4,00€

Passeando pelo Rio Douro com Fabio Civitelli e Dorival Vitor Lopes

Por Carlos Moreira (texto e fotos)

No seguimento do MAB Invicta e aproveitando a estada de mais dois dias no nosso país de Fabio Civitelli e do editor Dorival V. Lopes,  assim como de dois amigos italianos Paola e Fabio Nardelli, também eles fãs de Tex, realizamos um belo passeio de barco no rio Douro.

O dia começou bem cedo, cerca das 7,45 já marcávamos presença no cais de Vila Nova de Gaia, onde embarcamos no Princesa do Douro e assim que começamos a navegar foi servido o pequeno-almoço.

A subida é lenta para podermos apreciar as margens do Douro, a manhã estava fria, por isso nos mantivemos no interior da embarcação e cerca das 10h chegamos à barragem de Crestuma/Lever  que tem um desnível de 14mt, feita a eclusagem, continuamos até à barragem do Carrapatelo, esta com um desnível de 35mt.

Após o almoço, e já com um pouco mais de calor a restante viagem é feita na coberta, com muita conversa e fotos. Pelo meio fui tentando explicar aos nossos amigos o pouco que sei sobre o que vamos vendo em ambas as margens do rio Douro.


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Chegados à Régua, entramos num pequeno trem e fomos visitar a quinta do Castelinho e as suas caves, assim como provar o néctar que lá se produz, e como não podia deixar de ser trouxemos algumas garrafas connosco.


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O regresso à cidade do Porto é feito de comboio, e como o dia foi cansativo, alguns de nós aproveitamos para dormir um pouco já que a viagem durou perto de duas horas. Chegados à estação de S. Bento, rumamos a casa do José Carlos Francisco, que foi o nosso anfitrião durante estes dias…

(Para aproveitar a extensão completa das fotos acima, clique nas mesmas)

Póster Tex Nuova Ristampa 177

Póster Tex Nuova Ristampa 177

Belíssima ilustração de Claudio Villa em que o consagrado autor italiano mostra Tex Willer saindo, ao alvorecer do dia, de Forte Bayard depois de mais uma missão cumprida brilhantemente e que culminou com a morte do corrupto capitão Glendon.

Desenho usado no Brasil como capa de Grandes Clássicos de Tex #16 e inspirado na história “I predoni rossi” de G. L. Bonelli, Vincenzo Monti e Giovanni Ticci (Tex italiano #262 e #265).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

Vídeo: Palestra de Fabio Civitelli no MAB Invicta 2012

Por José Carlos Francisco (texto e fotos), organização do MAB Invicta (realização do vídeo) e Rodrigo Bratz (edição do vídeo)

No decurso do segundo, e último, fim de semana do MAB Invicta – Festival Internacional de Multimédia, Artes e BD, no Porto, decorreu uma palestra de Fabio Civitelli, palestra essa inclusive com sessão de perguntas e respostas, que não estava prevista no programa do evento, mas perante a grande afluência de fãs e coleccionadores de Tex e a disponibilidade do auditório da Faculdade de Belas Artes, a organização liderada por Manuel Espírito Santo resolveu, e em boa hora, então levar a cabo a dita palestra com o consagrado autor italiano de Tex.

A palestra foi moderada pelo próprio Manuel Espírito Santo e para além de Fabio Civitelli, contou ainda com a presença de José Carlos Francisco nas vestes de tradutor, se bem que devido ao facto de Civitelli se expressar num muito bom português na maior parte da conversa, não foi necessário haver tradução.

A palestra foi muito rica, em conhecimento, vivência e muita experiência texiana, inclusive para os presentes que participaram com perguntas e depoimentos e vários foram os assuntos abordados, desde o facto de ter sido a quinta presença de Fabio Civitelli num evento português, passando pelo Tex Gigante de sua autoria e que será publicado em Itália neste Verão e cujas páginas foram expostas no MAB Invicta em antestreia, num rigoroso exclusivo mundial, não esquecendo também da actual história em produção e que será publicada, a cores, em 2013 ou 2014, para além de ter sido abordada também o recente falecimento de Sergio Bonelli e da sua importância na banda desenhada italiana, assim como do futuro (risonho) da editora italiana e até um eventual novo casamento de Tex ou uma sua passagem pelo Brasil ou… Portugal.

Durante a palestra foi também dado o anúncio em primeiríssima mão de que o Tex Edição Especial Colorida #1, a lançar em breve pela Mythos Editora, no Brasil,  terá formato italiano, sendo também abordada a possibilidade da revista Tex ser publicada em Portugal por uma editora portuguesa, atendendo ao facto do próprio Civitelli constatar que Tex tem em Portugal muitos leitores apaixonados pelo Ranger.

Fabio Civitelli também falou no decurso da palestra sobre a história que irá desenhar após finalizar o Color Tex, história essa que deverá então ser começada a desenhar por ele em 2013 e que trará o retorno de Yama, o filho de Mefisto, numa aventura escrita por Mauro Boselli e que durará três edições e que mostra uma vez mais a importância de Fabio Civitelli nas histórias de Tex, já que a ele somente estão destinadas histórias muito especiais, para gáudio dos seus fãs e admiradores.

Fabio Civitelli também elencou a lista de países no mundo que actualmente publica Tex e até falou da possibilidade de vir a desenhar o Tenente Blueberry após a morte de Jean Giraud, mas melhor do que palavras é assistir-se ao vídeo da palestra, vídeo filmado pela organização do evento, tendo uma duração  superior a 30 minutos e que podemos dar a conhecer hoje a todos os nossos leitores devido à imprescindível ajuda do nosso expert e colaborador, Rodrigo Bratz, a quem agradecemos uma vez mais pela ajuda prestada.

TEX SEM FRONTEIRAS: O Céu é o limite

Por G. G. Carsan*

Até onde pode ir a loucura de um coleccionador de Tex para estar o mais próximo possível do seu ídolo, amigo e irmão? Já pensou nisso? Então faça uma análise. Cada um ao seu modo, os coleccionadores têm feito loucuras para manter-se criança, para ter a sua porção mensal de estímulo da moral e justiça deste mundo. Alguns anos atrás fiz este boneco, 12cm, de biscuit, para enfeitar a minha biblio-tex. Era o começo.

Há um ano, entrei para o mundo do artesanato paraibano e passei a conviver com muitos mestres de variadas tipologias artesanais, aprendendo ainda mais a valorizar a cultura local e adaptando algumas ideias para a minha realidade. No fundo, vivemos fazendo isso a todo o momento. É uma necessidade humana que tentemos nos adequar a tudo que nos rodeia e adaptemos também o que nos interessa. Assim, ao ver o Mestre Zaia, um escultor renomado pelo Brasil afora – com passagem pelo Programa do Jô -, esculpindo na argila os bustos de visitantes de um Salão de Artesanato onde eu trabalhava, veio-me a imperiosa necessidade de também posar para aquele artista nato me transfigurar para o barro.

Na primeira oportunidade não deu certo, mas cheguei a conversar com ele sobre o assunto e ficamos de voltar à conversa mais adiante, quem sabe no seu ateliê – situado junto ao Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa, no ponto mais oriental das Américas. Ir até o Mestre Zaia é viajar pela Paraíba e por aí. Ali, sob a copa frondosa de muitas árvores existem redes para o visitante relaxar e curtir as diversas esculturas feitas para ornamentar o local, bem como uma espécie de museu, onde diversas peças importantes ficam expostas. O serviço custa 2,00 Reais (moeda brasileira)por pessoa.

Foi somente no segundo evento que consegui posar para o artista. Primeiro marquei um horário possível, num dia possível, haja vista que o seu stand é sempre muito concorrido e ocorre uma aglomeração de pessoas para assisti-lo trabalhar. Eu estava a trabalho, coordenando o evento na parte da montagem e organização de alguns serviços como segurança, limpeza e cuidados com a estrutura. Vestia a roupa, ia lá e pouco depois voltava ao trabalho. Em 20 minutos ele faz um busto de 30 cm de altura, à perfeição, ao espelho de quem se senta à sua frente. E todos ficam admirados.

Vestido como Tex Willer, diante de muitos turistas que passavam, fiquei parado, imóvel, concentrado. Ele queria fazer não um busto, mas a minha figura completa. Disse que havia lido muitos Tex e fez-me várias perguntas. Começou pelas botas e na primeira vez foi até à cintura. Não podia fazer tudo de uma vez, pois o barro não ficaria firme, não suportaria o peso. Dois dias depois fez o tronco e os braços. Era muito estranho ver-me sem cabeça. Tive que esperar endurecer e somente na semana seguinte pude ver a figura completa, sem os detalhes, sem o chapéu. O evento terminou e combinamos de continuar no ateliê.

O pessoal passava e ficava perguntando quem era. A pergunta mais ouvida: É John Wayne?

A visita seguinte foi num evento que ele estava participando. Conseguimos avançar um pouco depois de duas tentativas sem sucesso. Ele muito ocupado ou com problemas pessoais para resolver. É, os artistas também têm problemas. Dessa vez levei o póster do Tex que veio junto com o Tex Coleção 300 para ele se ater nos mínimos detalhes. Nessa ocasião, pude dar alguns palpites, pedir para dar um retoque aqui, outro ali, uma arrumada no chapéu, a posição dos braços sobre as armas. E ainda assim, sempre sai algo diferente, mas que não influencia tanto no conjunto da ópera.

Depois de pronta, a escultura foi para o fogo a 800 graus para ganhar a esperada dureza e resistência. Somente aí pude ir ver e recebê-la, e pagá-la. Fizemos um acordo de cavalheiros, conforme havíamos combinado a priori. Digamos que paguei a metade do preço convencional comprometendo-me a divulgar e a convidá-lo para os eventos que realizo ou participo.

Chegando em casa, uns dias de namoro para ir acostumando com a fisionomia, as inevitáveis comparações e uma tomada de decisão difícil: deixar em barro como estava, pintar em alumínio ou bronze, pintar nas cores do nosso querido Tex. Uma semana de várias ideias e lá fui em busca das tintas nas tão conhecidas cores que me permitiriam finalizar a minha loucura.

Embora não seja um pintor, não me foi tão difícil. Pintando, descobri alguns problemazinhos que talvez pudessem ter sido evitados. Agora estava mais difícil. O barro estava duro. Talvez lixando desse para arrumar. Tolice! Uma escultura feita na hora, ao vivo, com tantos detalhes, dificilmente ficaria como um desenho, onde se faz, refaz, e se volta a fazer, principalmente sendo realizado por mestres como os nossos desenhadores texianos do pincel. Na verdade, aqueles detalhes são os que enriquecem o trabalho, como me foi observado por um amigo.

Uma vez pintada, a escultura fica junto de revistas, quadros, pósteres e banners na bibliotex, como mais um item de coleccionador e dando testemunho da continuidade da minha permanente loucura. A estátua tem 72 cm de altura e pesa entre 5 e 10 kg, ainda não fiz o peso oficial.

Agora posso ver-me 24 horas por dia vestido como Tex, facto que só acontece nos eventos, duas a três vezes por ano. Todos sabem o quanto é difícil vestir essa roupa. Muitos companheiros de aventuras já me disseram que não teriam coragem. O motivo é sempre o mesmo: a vergonha. Confesso-lhes que até vestir a roupa é fácil, pois é um facto como outro qualquer e a roupa em si pode passar despercebida. Agora vai colocando botas de cano alto, esporas, um coldre com dois revólveres de brinquedo e te sentirás um pouco, ou muito para alguns, fora de contexto. Como explicar para as pessoas leigas que vão te olhar e se perguntar o que está acontecendo? Muitos pensam que estou a gravar um filme. E coloca um lenço preto e depois um chapéu de abas largas. Caminha assim por aí. Experimenta ficar parado num local, exposto aos olhos do pessoal e às suas mais íntimas suposições. Afirmo que a vontade de divulgar a personagem, de mostrá-la para os leigos supera tudo isso. Acredito que vestido como Tex fico revestido por uma auréola de representatividade e repasso convicção sobre o que falo em palestras e encontros. E por outro lado, utilizo a legítima tarefa de chamar a atenção para o livro que publiquei.

Dito isso, agora vocês sabem tanto quanto eu e poderão do alto de vossas competências e sapiências, dar o seu veredicto. Para mim, há uma desculpa: a necessidade de apresentar novidades em cada evento texiano que participo leva-me a imaginar modelos de chamar a atenção. O que leva à admiração dos visitantes e infiéis é a grande variedade de objectos e volumes, principalmente os mais inesperados. A minha experiência com esses eventos diz que há três públicos diferentes: o dos coleccionadores que só têm olhos para os exemplares, principalmente os especiais; o dos coleccionadores que respiram os artistas convidados e os visitantes que ficam encantados com itens fora de linha. No meu caso, trabalho mais com a primeira e última opções. Em tempo, há aqueles que transitam bem nas três esferas. Felizmente, hoje há a onda do ‘cosplay’, que significa vestir-se como o seu herói favorito e participar de eventos de quadradinhos, de concursos, de performances, e isso tem facilitado nesse mister. No ano passado, arrebatei o 1º. lugar num concurso do 5º. HQPB, na categoria desfile.

Se para Tex não há fronteira capaz de pará-lo quando a lei e a ordem precisam se impor, parece natural que para um texiano de carne e osso também possa ser assim. De facto, nos últimos 15 anos, tem sido assim para mim, sempre atento à realidade do meu herói predilecto e procurando manter acesa a chama da minha juventude, sempre buscando beber na fonte da justiça, da lei, da igualdade, da irmandade, da solidariedade, da amizade.

E certamente somente quando morrerem é que muitos texianos largarão a sua condição de coleccionadores, de facto. Até lá, o céu será sempre o limite.

Pos scriptum: Ainda assim, muitos espíritos insaciáveis ou saudosistas poderão invadir as ‘bibliotex’ na calada da madrugada e folhear as amadas revistas e reler suas queridas aventuras.

Viva Tex!!!

* G.G.Carsan, 46 anos, paraibano, fã, coleccionador e divulgador, começou aos 7 anos a ler Tex e nunca mais parou. Realizou 5 exposições em João Pessoa, escreveu várias aventuras para Tex (algumas publicadas na Internet) e um livro sobre a personagem no Brasil. 

Escreve para o Portal TexBr e participa de chats e comunidades no Orkut. Fez matérias especiais para o HQ Maniacs e Universo HQ nas comemorações de 60 anos. Mantém a biblioteca aberta para visitantes.