Texto da secção Artes & Vidas, de 14/04/2012 F. Cleto e Pina
DAMPYR caça demónios no Douro e nas caves de Vila Nova de Gaia
Banda Desenhada “Tributo di sangue“, a publicar em Junho, em Itália, desenrola-se em paisagens portuguesas .
A ZONA VINÍCOLA do Douro e as caves de Vila Nova de Gaia vão ser palco de uma aventura aos quadradinhos de Dampyr, “Tributo di sangue“, a publicar em Junho, em Itália, no número 147 da revista mensal com o seu nome.
A história, que “faz parte do ciclo dedicado a Thorke, um demónio da Dimensão Negra que leva os seus seguidores ao canibalismo“, referiu, ao JN, o argumentista, Giovanni Eccher, “faz referência a vários aspectos histórico-geográficos do local em que é ambientada: o vinho do Porto e as caves de Vila Nova de Gaia, a especificidade cultural de Miranda do Douro e as perseguições aos judeus perpetradas pela população cristã e pela Inquisição portuguesa no século XVI“.
A escolha desses locais fica a dever-se à impressão que causaram a Eccher “durante uma belíssima viagem a Portugal“. Apesar de só conhecer a zona ribeirinha “como turista que passou ali alguns dias“, considera-a “espectacular do ponto de vista cenográfico“, tendo imaginado “no local uma cena de acção na ponte D. Luís I“, que depois inseriu no argumento, onde há diversas personagens portuguesas e mesmo “um fantasma com um traje típico mirandense“.
O desenho esteve a cargo de Maurizio Dotti, que, confessou, ao JN, nunca ter tido “o prazer de visitar a zona ribeirinha do Douro”, embora a considere “certamente belíssima, a julgar pelas fotos” cedidas pelo argumentista, nas quais se baseou para a desenhar, tendo sido a sua maior dificuldade “tornar os lugares e os itinerários reconhecíveis”.
Dampyr é uma personagem da Sergio Bonelli Editore, criada por Mauro Boselli e Maurizio Colombo, em 2000.
O álbum de cromos de Tex saiu na Itália no longínquo ano de 1979, cerca de trinta anos após o nascimento do Ranger e foi publicado pela editora Edyboy em colaboração com a Daim Press, actual Sergio Bonelli Editore.
A capa do álbum foi desenhada para a ocasião por Aurelio Galleppini no estilo Almanacco del West. De facto o grande Galep realizou um único desenho que compreendia tanto a primeira como a quarta capa. Para melhor compreensão, mostramos de seguida a totalidade da ilustração das capas do álbum de cromos de Tex Willer:
O álbum contém 32 páginas e 383 cromos na sua totalidade sendo subdividido em várias rubricas:
-Tex Story (A história de Tex)
-I Pards (Os pards)
-I Grandi Amici Di Tex (Os grandes amigos de Tex)
-Gli Alleati Di Tex (Os aliados de Tex)
-Le Donne di Tex (As mulheres de Tex)
-Mefisto e Yama (Mefisto e Yama)
-I Nemici Di Tex (Os inimigos de Tex)
-Il Mondo Di Tex (O mundo de Tex)
-Gli Animali Del West (Os animais do Oeste)
-Gli Indiani (Os índios)
-Magia e Mistero in Tex (Magia e mistério em Tex)
-Le Piu Belle Copertine Di Tex (As mais belas capas de Tex)
-Tex in Azione (Tex em acção)
Os cromos reproduzem várias vinhetas originais de histórias de Tex com a diferença de que foram coloridas para a ocasião como se pode ver nestes dois exemplos:
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Mas o grande realce do álbum de Tex são sem sombra de dúvidas os 5 fantásticos desenhos que Vincenzo Monti realizou propositadamente para este fantástico item texiano. São ilustrações enriquecidas por muitos detalhes particulares de cinco situações diversas:
-Tex e os seus pards nas proximidades de uma aldeia índia
-Tex e os seus pards assistem dentro de um templo a uma cerimónia de ritos mágicos com Mefisto e Yama
-Tex no meio de uma batalha entre nortistas e sulistas
-Tex e os seus pards numa movimentada main street de uma cidade do velho Oeste
-Tex e os seus pards numa aldeia índia nas terras do grande Norte
Naturalmente é um álbum que tem as suas virtudes, mas também os seus defeitos. É um produto que pertence a uma época, aquela dos cromos, que já não está mais na moda entre os rapazes de hoje. É no presente uma peça de colecção bastante raro e caro e eu tive muitas dificuldades em conseguí-lo, mas devo dizer que colar todos os seus 383 cromos divertiu-me e fez voltar no tempo.
Espero, com este post, ter feito algo particularmente agradável, sobretudo para aqueles pards que não têm a sorte de ter nas suas colecções esta verdadeira raridade texiana.
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[1](Texto publicado originalmente noTex Willer Forum, em 25 de Março de 2012) Tradução e adaptação a cargo de José Carlos Francisco
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Darrimar Lucena: Nasci no dia 5 de Dezembro de 1952, na cidade de Caicó, Estado do Rio Grande do Norte no Brasil. Eu sou casada e meu marido é sanfoneiro. Tenho duas filhas e dois netos. A filha mais velha é cantora de forró e a mais nova é jornalista. Profissionalmente, hoje estou aposentada, mas sou bacharel em Pedagogia com capacitação em saúde pela NESA (Núcleo de Estudos da Saúde de Adolescentes) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Paralelamente sou escoteira do 15º Grupo de Escoteiros Valle Sobrinho e, como não consigo ficar parada, administro uma pequena loja de confecções na minha cidade que possui aproximadamente 70 mil habitantes e tem o terceiro melhor carnaval da região nordeste.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada? Darrimar Lucena: Certa vez estava procurando uma revista para ler em um dos sebos (em Portugal: alfarrabistas) da minha cidade, e entre tantas encontrei uma Tex. Parei, li e gostei. Ainda lembro que a edição foi A Flecha Negra.
Quando descobriu Tex? Darrimar Lucena: Na década de 80.
Porquê esta paixão por Tex? Darrimar Lucena: A maneira como a história é conduzida, sempre destacando a astúcia, criatividade, honestidade, coragem e respeito pelas classes descriminadas tornaram-me esta fã incondicional. A personagem Tex identifica nos pequenos detalhes as provas, a partir daí cria estratégias simples, mas eficazes no cumprimento dos seus deveres.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Darrimar Lucena: O não sensacionalismo comum entre os heróis criados até hoje, esta é a diferença. O porte físico de Tex, a amizade pelos seus pards, o respeito e a consideração pelos amigos, a postura de defensor dos oprimidos e a autenticidade como lida com os factos narrados na história.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Darrimar Lucena: Edição normal: 507 exemplares + 30 duplicatas
Tex Coleção: 48 exemplares
Almanaque Tex: 42 revistas
Tex Aventureiro: 5 exemplares
Tex Especial: 3 exemplares
Almanaque Faroeste: 3 revistas
Tex Histórica: 81 exemplares
Tex Anual: 13 exemplares
Tex e os Aventureiros: 5 revistas
Tex em Cores: 4 exemplares Tex Mini-Série: 4 revistas
Tex Especial Civitelli: 1 exemplar
Tex Grandes Clássicos: 21 exemplares
Tex Edição Gigante são 26 e 5 duplicatas
Tex Ouro: 41 revistas
Tex Especial 60 anos: 1 revista
Tex Especial Férias: 7 exemplares
Tex Edição Cores: 3 revistas
No total a minha colecção tem 850 revistas. A mais importante para mim é a edição nº 94 – Pacto de Sangue, na qual Tex é obrigado a casar com uma índia para viver.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? E que mais colecciona? Darrimar Lucena: Quando eu era solteira, coleccionava revistas como a Contigo, Capricho e outras italianas, mas traduzidas para o Português. No entanto, quando casei deixei na casa dos meus pais e sumiram. Quanto a livros, coleccionei obras de escritores como Jorge Amado e José de Alencar. Voltando às revistas tentei coleccionar edições de Conan – O Bárbaro, Zagor, Tio Patinhas e no caso da Manequim eu ainda colecciono.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir? Darrimar Lucena: Completar a Tex Coleção.
Qual a sua história favorita? Qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Darrimar Lucena:A Dança do Fogo (Tex nº 114). Quanto ao desenhador, eu gosto muito de Rossano Rossi que capricha nos detalhes e deixa os traços de Tex bastante originais. Na minha opinião, o argumentista que mais tem se destacado é Boselli.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Darrimar Lucena: Gosto muito das brincadeiras com o Kit Carson. No entanto, não gosto da solidão amorosa de Tex. Acho que ele merece uma companheira.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Darrimar Lucena: As pessoas sonham muito com um Tex totalmente brasileiro, um ídolo, um astro que reflecte na mente de cada fã uma idolatria dirigida ao criador, génio de Tex que tem uma imaginação privilegiada de um autêntico profissional e suas ideias totalmente inéditas.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Darrimar Lucena: Às vezes eu empresto as minhas edições a alguns amigos que gostam de ler, mas não são coleccionadores.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Darrimar Lucena: Com o decorrer do tempo acredito que surgirão novos autores, argumentistas e desenhadores que darão muitos anos de vida a Tex, sem perder a sua originalidade.
Prezada pard Darrimar Lopes de Andrade Lucena, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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O blogue do Tex dá hoje a conhecer um belo Tex da autoria de Daniel Brandão, consagrado artista brasileiro que nasceu a 3 de Novembro de 1975 na cidade de Fortaleza, capital do Ceará, um Estado nordestino brasileiro.
Daniel Brandão, trabalha como autor de banda desenhada há mais de 15 anos, tendo inclusive em 2000 ido estudar na Joe Kubert School, nos Estados Unidos da América e é proprietário de um estúdio com o seu próprio nome, o Estúdio Daniel Brandão de Quadrinhos e Artes Gráficas, sendo também um grande fã de Tex, assim como dos fumetti em geral e cuja entrevista concedida em 2008 ao nosso blogue pode ser vista clicando aqui.
Para maiores informações sobre a sua carreira, os seus cursos ou para ver alguns trabalhos do próprio Daniel Brandão, acesse www.estudiodanielbrandao.com.
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