No vídeo – produzido pela Zagor TV – que damos a conhecer hoje no blogue do Tex, temos a oportunidade de ver um dos melhores desenhadores italianos, Pasquale Del Vecchio, com passagens por Nick Raider, Napoleone e Tex (estando neste momento a desenhar um Color Tex com publicação prevista para 2015, tendo por base um argumento – de Roberto Recchioni que se estreia em Tex- onde os quatro pards estarão envolvidos numa história de vingança e justiça, forçados a lutar contra o tempo para salvar uma família na mira de bandidos sem escrúpulos), a realizar um magníficoKit Carsona pedido de um seu fã no decurso de um evento realizado em Milão, no passado dia 5 de Maio:
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Francisco Ferreira: Nasci em Abril de 1976, em Oliveira de Azeméis. Actualmente vivo em Santa Maria da Feira. Profissionalmente, sou escriturário, responsável pelo departamento de Recursos Humanos de uma empresa metalúrgica.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada? Francisco Ferreira: É difícil ser preciso, talvez aos cinco-seis anos.
Quando descobriu Tex? Francisco Ferreira: Aos 11 anos, quando adquiri o Tex nº 129 com a história “O Ouro do Colorado”.
Como nessa altura, por motivos financeiros, muito raramente comprava Banda Desenhada, lia o que um tio meu, que também partilhava o mesmo gosto pela Banda Desenhada, adquiria. Por entre os seus Mundo de Aventuras, descobri uma edição do Fantasma, na altura editado pela Rio Gráfica, a mesma editora do Tex, e numa das suas páginas a publicidade às aventuras do Ranger. Chamou-me de tal maneira a atenção, que assim que consegui juntar dinheiro para comprar uma revista, a escolha acabou por ser óbvia.
O engraçado é que durante imensos anos essa foi a minha única revista do Tex e só no ano passado é que consegui ler a conclusão dessa história, através da sua republicação no Tex Coleção.
Porquê esta paixão por Tex? Francisco Ferreira: A paixão não vem tanto pela personagem mas sim pelos autores.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Francisco Ferreira: É western puro. No fim prevalece sempre o sentido de justiça.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Francisco Ferreira: Neste momento, cerca de sessenta. Mas a colecção vai continuar a aumentar. A mais importante, “Il Mio Tex” do Fabio Civitelli, com um desenho e respectiva dedicatória feita pelo autor aquando da sua passagem pelo MAB, no Porto. Destaco também o Tex Especial 60 Anos, por ser a que me levou a redescobrir a personagem.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Francisco Ferreira: Para já, apenas livros.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir? Francisco Ferreira: Os próximos trabalhos de Civitelli. O Tex gigante a ser editado este ano e um Tex a cores a ser editado em 2014. Pelas amostras, as pranchas inéditas desses próximos projectos, que o autor teve a amabilidade de partilhar com os interessados aquando da sua vinda ao Porto, são as edições que mais aguardo. Vão ser mais duas obras de enorme qualidade gráfica.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Francisco Ferreira: São várias. Destacaria “O Ouro do Colorado” pelas razões que já mencionei, “El Muerto”, o Tex Especial 60 anos e vários dos Tex Gigante, como os desenhados pelo José Ortiz, Joe Kubert ou Jordi Bernet.
Sou fã assumido do trabalho do Fabio Civitelli. Pessoalmente, o Tex de Civitelli, é a versão definitiva da personagem.
Quanto aos argumentistas, destaco o Claudio Nizzi e o Mauro Boselli.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Francisco Ferreira: A qualidade das histórias, com bons guiões e muito bem desenhadas, mas tenho sido bastante selectivo na compra das revistas. O que me agrada menos, apesar de perceber as opções da Mythos, a qualidade do papel.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Francisco Ferreira: É um clássico, que apesar de fiel às raízes de um género, tem conseguido renovar-se, adaptar-se aos tempos, conseguindo assim manter o seu público e cativar novos seguidores. E já lá vão mais de 60 anos.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Francisco Ferreira: Tive o prazer de trocar umas breves palavras com o José Carlos, no MAB, no Porto. Para além desse momento, não.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Francisco Ferreira: Enquanto a qualidade das histórias se mantiver, o futuro estará sempre garantido. Um ícone de 60 anos aliado a boas histórias, asseguradas por grandes artistas, será sempre garantia de um futuro risonho. E nós leitores, agradecemos.
Prezado pard Francisco Ferreira, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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Elieser Pelutti Estemberg, um grande fã e coleccionador de Tex, nascido em 1 de Janeiro de 1992, e residindo actualmente na cidade brasileira de Guarantã no Norte, no Estado do Mato Grosso, exercendo presentemente e juntamente com o seu pai, a profissão de mecânico de caminhões e de carros para sustentar a casa, tendo trabalhado anteriormente como pintor, não pode avistar um lápis, caneta ou papel que lá vem ele desenhando, sobretudo ilustrações de Tex e seus pards como mostramos a ilustrar este texto.
Elieser Pelutti Estemberg é humilde e muito observador, como também se constata ao ver alguns dos seus desenhos de Tex inspirados em autores como Claudio Villa, Corrado Mastantuono e Lucio Filippucci. É pena que na cidade onde habita não tenha possibilidades de evoluir o seu traço já que não existe nenhum curso de desenho, pois ele tem o dom de desenhar e merecia ter um futuro auspicioso na arte de desenhar que tanto ama, mas temos a certeza que ainda vamos ouvir falar muito do Elieser…
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Zagor Gigante #1 –O castelo no céu
Moreno Burattini (argumento) Marco Torricelli (desenho) Mythos Editora (Brasil, Setembro de 2011)
185 x 270 mm, 242 p., pb, brochado
R$ 29,00 / 16,00 €
1. Um dos mais populares heróis Bonelli, Zagor, cumpriu 50 anos há sensivelmente um ano, data que, entre outros aspectos, ficou marcada pela primeira edição de um Zagor Gigante – este que está agora nas bancas e quiosques nacionais.
2. Aliás, dada aquela popularidade, inegável, em Itália mas também no Brasil, esta edição só surpreende por não ter acontecido há mais tempo, seguindo os exemplos de Tex, Dylan Dog ou Martin Mystère.
3. Embora no que a este Zagor diz respeito (como no dos dois anteriores) o desenho esteja a cargo de um autor da casa Bonelli e não entregue a um convidado “de luxo” exterior, como acontece em tantos dos Tex Gigantes.
4. Podendo, apressadamente ser considerado um western, Zagor distingue-se pela coexistência nas suas aventuras de uma multiplicidade de géneros, do citado western ao fantástico, do sobrenatural à ficção-científica, aqui e ali com alguns apontamentos de humor e uma (ligeira) base histórica. 5. Por isso, não por acaso, o centro da sua acção decorre na fictícia Darkwood, onde Zagor habita, uma combinação de pradaria, zona rochosa, floresta e pântano situada algures na confluência de três estados norte-americanos: Ohio, West Virgínia e Pensilvânia.
6. (Como bem explana na longa introdução à obra Moreno Burattini, que traça um completo retrato do percurso deste herói cinquentão).
7. A história escolhida para este “Gigante” – que merecia uma capa mais chamativa, pois a que Gallieno Ferri desenhou é pouco chamativa e de leitura algo difícil – não sendo, confesso, das mais estimulantes que já li de Zagor…
8. … tem como curiosa base a busca por parte de uma criatura fantástica – um demónio – do seu criador – o escritor que lhe deu origem no papel – … 9. … e tem o condão de mostrar a tal multiplicidade de géneros que nele convive pois, se se inicia como um relato medieval de cavalaria, o seu desenvolvimento rapidamente a leva para o terreno do sobrenatural, que até ao seu termo conviverá com o western, com Darkwwod a ser invadido (e modificado) pelo tal demónio, numa história algo linear mas desenvolvida em bom ritmo, com muita acção, algumas inflexões e um final algo inesperado.
10. Tudo desenhado de forma competente, dinâmica – e aqui e ali mesmo bastante interessante, em especial quando há edifícios no cenário – por Torricelli cujo traço, assente num branco e negro bem contrastado, é realçado pelo generoso formato da edição.
11. Edição que terá um valor muito grande para algumas dezenas de leitores e fãs de Zagor que viram o seu nome imortalizado no verso da capa e da contracapa…
12. … e que, sem dúvida, pode ser uma boa porta de entrada para o universo do herói criado por Guido Nolitta (Sergio Bonellli) e Gallieno Ferri.
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias e na revista In’ – distribuída as sábados com o JN e o DN), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.
Os autores Lars Henkel, Melinda Gebbie, Olivier Deprez, Kai Pfeiffer e Dominique Goblet que estiveram presentes no primeiro fim de semana (10 e 11 de Março) do MAB Invicta — Festival Internacional de Multimédia, Artes e BD (recordamos que Fabio Civitelli esteve apenas presente no fim de semana seguinte), no Porto foram convidados a fazer (nos dias 12 e 13 do mesmo mês, na região do Douro) rótulos personalizados para a casa de Vinho do Porto Niepoort. .
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Esta famosa marca com mais de 150 anos dedicados à produção de vinho do Porto com todo o conhecimento a passar de geração em geração, não tem os seus produtos à venda nas habituais superfícies comercias, por isso gostam de tornar o seu produto ainda mais exclusivo com os seus rótulos de garrafa únicos, conforme se constata em mais esta iniciativa a cargo de Manuel Espírito Santo e integrada no MAB Invicta.
Estas garrafas que mostramos a ilustrar este texto irão ser comercializadas em Inglaterra na Selfridges, em Portugal no site online da Niepoort, na Alemanha e na Áustria conforme informação recolhida da Niepoort. .
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