A alegria e a honra de receber em casa Marcos Maldonado e Dolores Maldonado, legendadores (letristas) de Tex

Por José Carlos Francisco

Marcos Maldonado e Dolores Maldonado na Bibliotex de José Carlos Francisco

Dia 5 de Junho de 2012 foi mais um dia memorável na minha faceta de fã e coleccionador de Tex, porque uma vez mais tive o grande privilégio e a grande alegria de receber em simultâneo na minha modesta casa a mítica dupla de legendadores (letristas, no Brasil) brasileiros de Tex, os lendários MARCOS MALDONADO e a sua simpática esposa DOLORES MALDONADO!

Marcos Maldonado Rodrigues, natural de Sorocaba, Estado de São Paulo, Brasil, nasceu em 25 de Abril de 1940 e é legendador de Banda Desenhada desde 1969, tendo iniciado a sua ligação com Tex no dia 3 de Março de 1980 (tratava-se de Tex nº 110, “A Sombra do Patíbulo“, 130 páginas), portanto já lá vão mais de 3 décadas participando das aventuras deste nosso destemido herói do oeste.

Marcos Maldonado e Dolores Maldonado na Bibliotex de José Carlos Francisco

Já de Dolores Maldonado reza a lenda que aquando do legendamento (letreiramento, no Brasil) manual, a sua caligrafia era tão semelhante com a do seu marido que não se conseguia identificar o início de uma e o fim de outra. Durante muito tempo ambos legendaram juntos, pois na época tinham tanto trabalho e algumas histórias tinham o prazo tão apertado que eles dividiam as páginas legendando por vezes a mesma história de Tex para a Editora Vecchi.

Depois de publicadas as revistas ambos tentavam, sem sucesso, descobrir o que um ou outro tinha legendado. Isso era possível por terem iniciado juntos o treino de legendamento, ainda em 1969, copiando histórias de revistas da época e seguindo o estilo de letras de Antonio Maldonado, irmão de Marcos Maldonado, também ele legendador e que já era muito conhecido no meio das Histórias aos Quadradinhos.

José Carlos Francisco, Marcos Maldonado, Tex e Dinamite

Marcos Maldonado e Dolores Maldonado na bibliotex de José Carlos Francisco

A presença de tão ilustres visitantes no meu lar, deveu-se ao facto de estando ambos em Espanha a passar uns dias de férias em casa de amigos, quererem fazer questão de visitar a família Francisco e o “Museu português do Tex” e para isso não mediram esforços, pois alugaram propositadamente uma viatura e meteram-se à estrada sem receio dos mais de 2.000 km de trajecto rodoviário e isso diz bem da consideração e estima que o casal Maldonado tem por mim e pela minha família, sinal da grande e especial amizade que nos une, devido sobretudo a Tex!

Marcos Maldonado, José Carlos Francisco, Dolores Maldonado e… Júlio Schneider

Dolores Maldonado, Marcos Maldonado, José Carlos Francisco… Sergio Bonelli e Dorival Vitor Lopes

Marcos Maldonado e Dolores Maldonado pernoitaram inclusive no QG de Tex em Portugal, como sempre diz o editor Dorival Vitor Lopes, e ficaram fascinado com o aumento (desde a anterior presença de ambos em minha casa, ocorrida em 2010) da já de si majestosa colecção de Tex (curiosamente nesse dia chegou o primeiro – e grosso – volume da nova série – de 5 volumes – dedicado a Mefisto e publicado na Itália pela Mondadori). Colecção essa onde para além das colecções completas do Ranger oriundas do Brasil e da Itália existem muitas outras edições de mais de 20 países do mundo onde Tex foi editado, bonecos, estatuetas, pins e uma panóplia de outros objectos texianos, para além da fantástica galeria texiana onde estão expostos diversos desenhos originais do Tex, numa espécie de mini-galeria da Sergio Bonelli Editore por também ela ter todas as suas paredes repletas de originais que ao longo dos anos foram presenteados ao finado editor Sergio Bonelli.

Dolores Maldonado e Marcos Maldonado vendo fotografias da exposição dedicada a Sergio Bonelli

Dolores Maldonado e Marcos Maldonado na bibliotex de José Carlos Francisco

A estadia do casal Maldonado na Malaposta (pequena aldeia – onde habito – do centro de Portugal, cujo nome provém de “Antiga diligência do correio; Carruagem para transporte de pessoas e correio”, um meio de transporte que Tex e seus pards usaram e continuam usando em algumas aventuras) prolongou-se até ao seu regresso a Espanha e vivenciamos dias fantásticos, onde a amizade predominou e que só foi possível devido ao Ranger, ser uma personagem (de papel) tão especial e publicamente, agradeço ao casal Marcos e Dolores Maldonado, por estes maravilhosos momentos (poucos, mas bons) vividos em minha casa, pois é sempre um tremendo prazer falar sobre o nosso Tex, ainda mais entre Amigos com a mesma paixão e que no fundo são como família!

Marcos Maldonado, José Carlos Francisco e um original… especial

José Carlos Francisco, Marcos Maldonado e Tex… em Moura

Marcos Maldonado lendo o Tex francês – colorido – desenhado por Joe Kubert

José Carlos Francisco, Marcos Maldonado e um Tex… especial

José Carlos, Fátima, Dolores e Marcos Maldonado

Dolores Maldonado, a pequena Ana Beatriz e Marcos Maldonado

Andreia Sofia e Dolores Maldonado na bibliotex

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Tex nº 511 foi impresso com cinco balões sem tradução

De Dorival Vitor Lopes, editor de TEX, recebemos o seguinte comunicado a propósito da edição nº 511 da série regular de Tex, publicada no Brasil no passado mês de Maio:

AVISO DA MYTHOS EDITORA.

Amigo leitor, lamentavelmente, Tex nr. 511 foi impresso com cinco balões sem tradução. Naturalmente, em uma história com mais de setecentos balões a falta desses cinco não prejudica em nada a compreensão da história, mas pedimos mil desculpas aos nossos leitores por essa falha. Para que nossos queridos texmaníacos não fiquem sem saber o que as personagens falavam naqueles balões, vamos colocar esses textos em um próximo Correio do Oeste. Como as edições 512 e 513 já estão na gráfica, faremos isso na edição nr. 514. Novamente pedimos que perdoem nossa falha e…VIVA TEX!

Vídeo: Lançamento do livro temático “Tex no Brasil – O Grande Herói do Faroeste” no Estado do Rio Grande do Sul

G. G. Carsan, autor do livro temático “Tex no Brasil – O Grande Herói do Faroeste“, em Outubro de 2009 procedeu ao lançamento da sua obra texiana em várias cidades brasileiras do Estado do Rio Grande do Sul, aproveitando para conhecer pessoalmente muitos dos seus amigos texianos que até essa data só conhecia virtualmente, consolidando essa amizade texiana com os pards do sul do Brasil, em especial Gervásio Santana de Freitas, o seu anfitrião, Elis, a esposa, os familiares, todos de uma classe da mais alta estirpe. Gervásio inclusive pediu férias do trabalho para o acompanhar numa viagem de cerca de 1.000 km, por pistas de asfalto e de terra; Ary Canabarro, companheiro, sábio e fotógrafo que conseguiu um dos grandes momentos dessa épica aventura, que foi encher duas vezes o auditório da Casa de Cultura para G. G. Carsan fazer uma palestra para os alunos; Jesus Nabor que deixou a Fest Comix em São Paulo para receber e mostrar a sua bibliotex ao pard nordestino, para além de  fazer o lançamento do livro dedicado a Tex no Santa Maria Shopping; Neimar Capela de Capela do Saicã que o recebeu com muita amizade e alegria, além de um carneiro assado da mais alta deliciosidade… e cerveja bem gelada como confidenciou G. G. Carsan na época.

Quase 3 anos depois, o blogue do Tex recorda,  numa vídeo-montagem dirigida pelo próprio G. G. Carsan, essa viagem às pradarias do Rio Grande do Sul, que o autor da obra texiana considerou um evento inesquecível!

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Entrevista com o fã e coleccionador: Jozemar de Souza Leite

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Jozemar de Souza Leite: Chamo-me Jozemar de Souza Leite, nasci em 29 de Agosto de 1994, em Cacoal, Estado de Rondônia, no Brasil. Actualmente estou cursando o 3° Ano do Ensino Médio na Escola Carlos Drummond de Andrade.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Jozemar de Souza Leite: Desde muito pequeno os quadradinhos já despertavam o meu interesse principalmente os da Turma da Mônica. Com o passar dos anos comecei a comprar os mangás, mas as histórias japonesas não eram o meu forte. Foi aí que descobri o Tex e logo passei a comprá-lo.

Quando descobriu Tex?
Jozemar de Souza Leite: Foi no final de 2004. Uma aluna havia trazido uma revista diferente, que despertou o interesse de toda a turma, era o Tex Coleção nº 35 “O Fantasma de Union City”. Comprei a revista da garota e descobri edições novas na banca, passando então a comprá-las. Comentei com uma das minhas professoras sobre o Tex e ela disse-me que o marido possuía uma colecção, mas ela fê-lo jogar fora alguns meses antes. Dias depois ela presenteou-me com três revistas que haviam sobrado.

Porquê esta paixão por Tex?
Jozemar de Souza Leite: É algo que não consigo explicar. Muitos já me perguntaram, mas eu nunca consegui responder. Talvez porque eu goste do género, desde pequeno já assistia filmes de faroeste.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Jozemar de Souza Leite: Tex é um castigador que não mede esforços para fazer justiça. É alguém que está disposto a enfrentar as leis e poderosos para ajudar os necessitados, mesmo que seja o político corrupto ou o comandante do Forte cheio de preconceitos. Tex não se importa em matar bandidos, é uma personagem que não tem consciência, que faz o que é certo e pronto. O que importa para Tex é que a justiça prevaleça em uma terra selvagem, onde os homens honestos sofriam por causa da violência.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Jozemar de Souza Leite: Tenho hoje 105 revistas, entre especiais e coloridos. Todas são importantes para mim, mas as que eu tenho mais cuidados são os números 36, 40,41 e 42 da 2ª Edição.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Jozemar de Souza Leite: Coleccionava apenas a revista Tex. Recentemente adquiri a maravilhosa obra de Boselli “Tex Willer – A História da Minha Vida”, gostei muito da edição, o texto é óptimo e as ilustrações de Civitelli muito bonitas. As minhas personagens preferidas são: dos quadradinhos Tex Willer, do cinema Indiana Jones e dos livros Sherlock Holmes.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Jozemar de Souza Leite: Acho que aquele que é o troféu para todo coleccionador, o Tex nº 1 “O Signo da Serpente”.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Jozemar de Souza Leite: É bem difícil dizer! Aprecio todas as histórias da personagem. Vou destacar aqui de G. L. Bonelli “A Mão Vermelha” (Grandes Clássicos n° 2), onde Tex conhece dois de seus grandes amigos: Jim Brandon e Gros- Jean, de Claudio Nizzi “O Suplício de Um Povo” (Tex Ouro n° 7), de Boselli “E Chegou o Dia” (Color Tex nº 1), de Sergio Bonelli “Mercadores de Morte” (Minissérie Tex 2) e de Gianfranco Manfredi “Na Trilha do Oregon” (Tex Gigante nº 25).
Gosto muito dos desenhos de Civitelli, já quanto aos argumentistas aprecio a todos.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Jozemar de Souza Leite: Gosto muito das aventuras em meio ao oeste selvagem, enfrentando bandidos nas cidades ou índios rebeldes. Não gosto muito quando as histórias fogem da realidade.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Jozemar de Souza Leite: O senso de justiça da personagem, a qualidade do texto e dos desenhos, do contrário Tex não seria esse sucesso, sendo publicado há mais de 60 anos.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Jozemar de Souza Leite: Não! Infelizmente na minha cidade, não conheço ninguém que coleccione o Tex.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Jozemar de Souza Leite: Vejo que Tex continuará sendo publicado por muitos anos ainda. Tex é uma personagem que está há mais de 60 anos na Itália e 40 no Brasil, provando que não é uma revista qualquer e sim uma super- revista, do contrário eu jamais teria conhecido a personagem criada por G. L. Bonelli. Tex, com certeza continuará apaixonando leitores e, quem sabe? Daqui a 57 anos estarei comemorando os 120 de Tex! Só o tempo dirá! Aguardemos!

Prezado pard Jozemar de Souza Leite, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Tex gaúcho por Marino Silverio Felipetto

Por José Carlos Francisco

Marino Silverio Felipetto, leitor brasileiro de Tex, desde 1973, e cujo primeiro exemplar do Ranger que leu foi “O Corcel Sagrado” (Editora Vecchi), sempre gostou de rabiscar, sobretudo o género faroeste, e para mostrar o seu dom a todos os nossos leitores, enviou ao blogue português do Tex alguns desenhos que fez, ilustrações essas que publicamos a ilustrar este texto.

E como Marino Silverio Felipetto (que tem um pequeno negócio, onde é desenhador gráfico e trabalha com a comunicação visual) é gaúcho de Esteio no Rio Grande do Sul, imaginou um Tex vestido de bombachas, desenhando-o num formato de 50×70 cm:

Marino Silverio Felipetto que no presente está a responder a uma entrevista para o nosso blogue, também desenhou um Tex mais tradicional, assim como os 4 pards juntos, conforme mostramos de seguida:


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