Entrevista com o fã e coleccionador: João Marcos

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
João Marcos: O meu nome é João Marcos e nasci em Sorocaba, São Paulo, em 1983 (e na FestComix pude conhecer finalmente o meu conterrâneo Marcos Maldonado!). Sou professor de História, Filosofia e Sociologia.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
João Marcos: O meu interesse nasceu desde antes de saber ler. Sempre gostei mais de revistinhas ao invés de brinquedos. E, quando aprendi a ler então… Nunca mais parei! Eu herdei uma boa parte de minhas colecções de primos mais velhos e amigos e fui dando continuidade nelas até hoje!

Quando descobriu Tex?
João Marcos: Quando eu ainda era criança e sempre ia buscar as revistas de super-heróis nas bancas, tinha uma sapataria perto de casa (!) que vendia revistas antigas e usadas! Eu comprava as revistas novas na banca de revistas e, com o troco, eu comprava Akim, Fantasma, Kripta, Conan e TEX na sapataria! Primeiro eu comprava essas revistas porque eram mais baratas, mas para dizer a verdade, não me agradavam tanto por que eram em preto e branco, mas quando consegui o TEX em cores #01 da Globo e o li, acabei por ler todas as revistas preto e branco que tinha e as cores já não me importavam mais. Só que eu era criança, o dinheiro era curto e tive que direccionar a minha colecção a um género só, então optei na época em completar as colecções das revistas da Marvel e da DC.

Porquê esta paixão por Tex?
João Marcos: Eu tenho um amigo que me diz que tenho sorte. E acho que tenho mesmo. Eu, levei mais de 10 anos, mas consegui completar as minhas colecções de Super-Heróis… mas nos últimos anos tenho estado desanimado com os comics… muitas crises, cronologias complicadas, histórias tapa-buracos, histórias ruins… e comecei a valorizar mais ainda o material adulto que eu possuía e comecei a recordar junto a um amigo dos tempos de criança sobre quando comprava todas revistas que eu encontrava e, o mesmo perguntou se as revistas Bonelli eram boas… eu disse que eram óptimas pelo que me lembrava, mas que ele corria o risco de se viciar se as começasse a ler e não pararia mais… foi quando ele começou a comprá-las… não deu outra: eu fui novamente seduzido pelos quadradinhos da Bonelli em geral e, completei tudo o que da Bonelli saiu no Brasil! Graças aos amigos João Batista da Cunha e Gervásio, do TexBR,  hoje tenho todas as colecções de Tex que saíram no Brasil completas, Zagor, Epopeia Tri, Ken Parker, J. Kendall, Dylan Dog, Mister No, Martin Mystère, Histórias do Faroeste, Judas, Chet, … Tex 1ª e 2ª edição… mas acho que enrolei demais e não respondi à pergunta… o porquê da paixão… simples! Porque me trouxe novamente o prazer de coleccionar quadradinhos, a ansiedade pela próxima edição, a satisfação e garantia de sempre ter óptimas histórias e desenhos!

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
João Marcos: Tex tem um gosto de nostalgia… traz-me lembranças boas de infância… lembra-me de quando assistia aos filmes de Western com o meu avô… traz histórias menos complicadas e que nos fazem lembrar de que a simplicidade é mais divertida! Não que suas histórias sejam simplistas! Pelo contrário! Se hoje você chega numa banca de revista e quer comprar um Batman, um X-Men, um Vingadores, você tem que saber o que aconteceu nos últimos 3, 4 anos por exemplo! Tex, eu pego, leio um arco completo, observo as paisagens, leio a sessão de cartas e já vou observar as próximas edições para saber o que me aguarda! Esse gosto eu estava perdendo com as revistas de Super-heróis… Ah! E não nos esqueçamos de falar que o Tex transpira amizade e não possui uma moral distorcida! Valores esses que estão tão em falta hoje em dia…

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
João Marcos: Bom… Tenho todas as revistas do Tex… Tex 1ª e 2ª edição… Tex Ouro, Coleção, Normal, Anuais, Especiais, Férias, Gigantes, Ed. Histórica, Grandes Clássicos, em cores! Hoje em dia, eu poderia dizer que o mais importante em minha colecção de Tex são as revistas do Tex que o Civitelli autografou para mim… mas eu acho que o mais importante hoje, é o livro Tex no Brasil, pois está autografado por muitas pessoas importantes: Civitelli, Dorival, Helcio, Marcos Maldonado, Júlio Shneider, Nilson Farinha, G.G. Carsan, João Batista, Gervásio e os amigos texianos que encontrei esse ano na FestComix!

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
João Marcos: Tenho coleccionado tudo… Tenho alguns marcadores de página, alguns livros teóricos (Tex no Brasil é livro de cabeceira!), o cigarro de palha Palheiros de Piracanjuba, algumas revistas Júnior, os pósteres que saíram em Tex normal, uma réplica do álbum, estátuas, chaveiros…

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
João Marcos: A primeira edição de Júnior em que apareceu TEX (e também essa colecção completa) e uma arte original de alguma página do TEX, de preferência do Civitelli.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia?
João Marcos: História preferida…!? hum… PATAGÔNIA! Das mais novas e, claro, El Muerto das antigas, Seminoles eu gostei muito também… e O Ídolo de Cristal… é difícil escolher! Desenhador… CIVITELLI e GALEP!

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
João Marcos: O que mais me agrada com certeza é a busca incansável pela justiça e o carácter, sendo alguém incorruptível! O que me agrada menos… parece contradição… mas eu gostaria de ver o Tex apanhar mais! Ele se dá bem em todas! (risos!)

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
João Marcos: Com certeza, o seu carisma, o seu carácter e também, a legião de pessoas competentes que estão por trás dos quadradinhos, quer seja no Brasil ou na Itália. Com certeza, nunca haverá versões de Tex de terras alternativas, com poderes eléctricos, voltando da morte, com a espinha quebrada… coisas que insultam a inteligência de seus leitores… existe a filosofia de se manter o que é bom e de se adaptar apenas o que precisa. Isso mantém leitores e atrai leitores.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
João Marcos: Somente com os meus amigos mais próximos mesmo, mas adorei encontrar a todos na Festcomix e em Santo André.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
João Marcos: Ao invés de dizer como eu o vejo, prefiro dizer com o que contribuo para o futuro do ranger! Como sou professor de História também, eu sempre presenteio os meus alunos com revistas do Tex e utilizo as suas Histórias para ilustrar muitas de minhas aulas. Muitos deles já compram mensalmente as suas próprias revistas de Tex nas bancas. Com isso, aumentam-se as vendas, eles aprendem mais, e o futuro do Tex continua garantido por mais gerações!

Prezado pard João Marcos, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Marcos Maldonado, legendador (letrista) de Tex agraciado com o prestigiado Troféu Angelo Agostini

Por José Carlos Francisco

Marcos Maldonado (na foto ao lado de sua esposa, Dolores Maldonado), uma vida ligada a Tex, foi agraciado com o Troféu Angelo Agostini

O Prémio Angelo Agostini, uma das mais tradicionais premiações de arte sequencial realizada no Brasil, tendo sido criado e organizado pela Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC – ESP) e tendo como objectivo principal o resgate e a referência aos grandes artistas da banda desenhada brasileira, este ano premeia um dos mais sonantes nomes ligados à história de Tex Willer no Brasil: MARCOS MALDONADO!

O carismático legendador (no Brasil, letrista) de Tex foi agraciado com a votação dos fãs na categoria “Mestres do Quadrinho Nacional“, prémio que visa destacar profissionais que estejam ou estivessem ligados aos quadradinhos brasileiros por, pelo menos, vinte e cinco anos.

O nome do prémio é em homenagem a Angelo Agostini, criador da primeira história em quadradinhos brasileira (“As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte”, que começou a ser publicada em 30 de Janeiro de 1869). Marcos Maldonado foi um dos eleitos nesta 29ª edição do prémio, que foi certamente a eleição com a maior participação da história do prestigiado troféu, já que o recorde de votantes foi amplamente batido:  14.937 votos!

Marcos Maldonado e a arte de legendar (letreirar) valeram-lhe o Troféu Angelo Agostini

Marcos Maldonado Rodrigues, natural de Sorocaba, Estado de São Paulo, Brasil, nasceu em 25 de Abril de 1940 e é legendador de Banda Desenhada desde 1969, tendo iniciado a sua ligação com Tex no dia 3 de Março de 1980 (tratava-se de Tex nº 110, “A Sombra do Patíbulo“, 130 páginas), portanto já lá vão mais de 3 décadas participando das aventuras deste nosso destemido herói do oeste.

Segue-se a relação de premiados do 29º Troféu Angelo Agostini, divulgado pela Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo:

Desenhador: Danilo Beyruth
Roteirista: Petra Leão
Cartunista: Jean Galvão
Lançamento: O Astronauta — Magnetar (Panini)
Lançamento independente: Last RPG Fantasy
Prémio Jayme Cortez: Gibicon Curitiba
Fanzine: Quadrante Sul (RS)
Mestre do Quadrinho Nacional: Marcos Maldonado, Júlio Emílio Braz e Jô Fevereiro.

A entrega do Troféu Angelo Agostini acontecerá no Memorial da América Latina – Auditório do Anexo dos Congressistas. (Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda – São Paulo – próximo à estação Barra Funda do Metropolitano), no dia 2 de Fevereiro, a partir das 14 horas sendo a entrada gratuita.

Finalizamos dizendo: “Parabéns pela linda carreira, Marcos!” e esperando que inúmeros dos seus fãs compareçam à cerimónia da entrega dos troféus de modo a receber a justa homenagem que todos os texianos certamente acham ser merecedor!

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As Leituras do Pedro: J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga #89 – Um mundo de violência

As Leituras do Pedro*

J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga #89 – Um mundo de violência
Giancarlo Berardi e Lorenzo Calza (argumento)
Marco Soldi e Luigi Pittaluga (desenho)

Mythos Editora (Brasil, Abril de 2012)

135 x 178 mm, 132 p., pb, brochado, mensal
4,00 €

“Reencontro” poderia ser o título desta crónica.
Reencontro com Julia Kendall, depois de meses de ausência devido à decisão da VASP de não distribuir este título da Mythos em Portugal.

Reencontro possível porque mãos (muito) amigas me fizeram chegar um bom lote de números de “J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga” e agora o difícil é resistir a lê-los todos de enfiada e voltar a enfrentar (longos) meses de privação.

Em “Um mundo de violência”, após a morte de um atleta no ringue, a pedido do detective Leo Baxter – que desempenhará um papel crucial na história – a Julia envolve-se com o lado mais negro do (baixo) mundo do boxe, dos combates vendidos, dos atletas comprados e explorados e das apostas ilegais.

Retrato duro e incisivo de um submundo que todos fingem não existir, esta é uma nova oportunidade para Berardi e Calza traçarem um retrato assertivo das piores facetas da sociedade de Garden City – da sociedade norte-americana, da nossa sociedade ocidental – em que uns quantos controlam, exploram, violentam, condenam à morte ou descartam quando já não têm mais serventia um grande número de infelizes que da vida não conseguem mais do que sonhar pequenos sonhos, que quem os domina torna inatingíveis.

De forma contrastante com aquele universo violento, as habituais inseguranças e vulnerabilidades de Julia – que fazem dela um caso tão especial nos quadradinhos dos nossos dias – levam-na a expor-se mais do que é vulgar e a quase terminar a sua carreira de forma violenta e definitiva, como mais alguém desfeito pelo mundo do boxe, em mais um relato desenhado, de final trágico em que ainda há tempo para redenção, numa prova de crença no melhor do ser humano.

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*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

A capa de Almanacco del West 2013, “La pista dei fuorilegge”

Por José Carlos Francisco

Conforme mostramos a semana passada quando abordamos a realização da capa de Tex #628, com lançamento previsto na Itália para 8 de Fevereiro de 2013, contendo a segunda parte de uma aventura escrita por Mauro Boselli e desenhada por  Stefano Andreucci, cujo título é Una donna in ostaggio, actualmente o nascimento das capas de Tex ocorre directamente pelo próprio Claudio Villa que escolhe a cena a partir da qual faz a capa, embora com supervisão de Mauro Boseli, tendo este o poder de aprovar ou vetar a “capa” escolhida por Claudio Villa, devido a ser na actualidade o responsável máximo por Tex.

Tal acontece também com a capa do Almanacco del West 2013, com lançamento previsto na Itália para dia 24 deste mês e que trará a história de Tex intitulada “La pista dei fuorilegge”, aventura escrita por Mauro Bosellli e desenhada por Carlos Gomez e onde Claudio Villa para além da ilustração a preto e branco também é o responsável pelas cores da capa já que elas são indicativas para o impressor da Sergio Bonelli Editore com os seus instrumentos aproximar-se daquilo que Villa fez como se pode constar de seguida:

Capa original de Almanacco del West 2013 a preto e branco

Capa de Almanacco del West 2013 colorida por Claudio Villa

A propósito da diferença verificada entre a colorização manual de Claudio Villa e a colorização digital realizada na SBE e que na esmagadora maioria dos casos é considerada pelos fãs e coleccionadores do Ranger como sendo nitidamente inferior a colorização final, Claudio Villa confidencia que «As capas de Tex devem respeitar uma tradição bem consolidada no tempo (embora a cada nova tento maliciosamente agir ousando fazer incidir as luzes e sombras sobre a camisa de Tex). Recordo os originais de Galep, cujas indicações para as cores eram sugeridas com gizes de cera e a cor era espalhada uniformemente variando somente a escolha da cor: o amarelo era amarelo, o azul era azul, o verde era verde. Porque a impressão de então não permitia o uso de matizes e dos tons. As cores eram tintas lisas.

Hoje a tecnologia permite-nos novas possibilidades, mas uma colorização “imersiva” tipo Marvel quebraria demais o “discurso” da história de Tex. Por isso é necessário ir por etapas. Eu, por mim, continuo a pensar colorir, dar indicações de cor segundo a minha visão. Mas não posso pretender que a “história da imagem de Tex” mude assim tão profundamente.

Algo aconteceu no passado recente: algumas vezes o céu foi digitalizado e reproduzido na capa da revista tal como eu o tinha colorido, mas recordo que na camisa de Tex, por exemplo, eu sempre tive em mente que deve ser uniformemente amarela sem sombras e luzes. É uma espécie de “marca registada”. Com efeito, vendo as capas de Galep a composição de “amarelo-azul” está quase sempre presente com Tex muitas vezes enquadrado de corpo inteiro.

Por outro lado no entanto o tempo, também a respeito do uso da imagem na sua valência expressiva, mudou. Hoje a linguagem expressiva tem à sua disposição muitos mais nuances. A política da editora portanto é de evoluir progressivamente, lenta, mas inexorável, na direcção de novas linguagens, mais actuais. Contando que Tex é assim tão amado por leitores de vários extractos culturais e idades, é uma operação muito delicada, que dá muitas preocupações de cada vez.

Provavelmente também eu faço mal, tornando públicas as minhas cores. Talvez me conviesse não fazê-lo para não gerar estas “discussões”.»

Para finalizar registe-se a mudança de design ocorrida na capa do Almanacco del West em 2013, mudança que ocorrerá, segundo soubemos, em todos os Almanaques da Sergio Bonelli Editore.

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Tex em 2013: um olhar à programação OFICIAL

Hoje no blogue do Tex vamos lançar um olhar à programação OFICIAL* das edições de Tex em 2013 para descobrir em antestreia, através de uma viagem de várias etapas, o que Tex oferecerá aos seus leitores nos próximos doze meses.

Chumbo quente à vontade, socos em abundância e cavalgadas a altas velocidades  para Tex e seus pards, na quente safra western que se iniciou precisamente por estes dias na Itália!

Uma corrida contra o tempo para salvar uma jovem e bela doutora refém de bandidos e para evitar um assalto sangrento; uma cidade mineira atacada contemporaneamente por bandidos e rebeldes Apaches; uma guerra índia entre os montes nevados da Fronteira; a caça a um bando inantigível, usando uma isca que acaba sempre em apuros; um desafio ao domínio de uma família de fazendeiros nas quentes ruas de Tombstone; uma diabólica intriga na fronteira com o México na recambolesca luta contra os guerrilheiros do general El Supremo; a vingança de Tex contra um cruel assassino nas terras dos perigosos Snake e finalmente no tão aguardado Tex Gigante desenhado por Andrea Venturi, as épicas aventuras de uma caravana de pioneiros às voltas com índios e renegados pelo Oregon Trail!

Veja de seguida, quatro páginas inéditas de quatro histórias a serem publicadas este ano (Para aproveitar a extensão completa das imagens que se seguem, clique nas mesmas):


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*Texto apresentado no sítio da Sergio Bonelli Editore em 17 de Janeiro de 2013.
Tradução e adaptação a cargo de José Carlos Francisco.
Copyright: © 2013, Sergio Bonelli Editore S.p.A.