Um workshop de banda desenhada com Pasquale Frisenda

Por José Carlos Francisco

Decorreu na passada quinta-feira, dia 24 de Janeiro, na Academia de Belas Artes P.Vannucci, em Perugia, Itália, um workshop com Pasquale Frisenda (de Ken Parker a Tex, passando por Mágico Vento e Dylan Dog, são tantos os sucessos deste desenhador que se inspira em Gino D’Antonio, Ivo Milazzo, Alberto e Enrique Breccia, Sergio Toppi e tantos outros grandes mestres) inserido na programação do curso “Arte da banda desenhada” realizado pela professora Laura Farina e que contou com a numerosa participação tanto de estudantes do curso relativo à arte da banda desenhada, como de estudantes inseridos em outros cursos desde que inscritos na Academia de Belas Artes de Perugia.

O sucesso deste workshop foi enorme como se comprova pelas inúmeras fotografias que mostraremos de seguida e pelas palavras do conceituado (e muito apreciado) desenhador: “Agradeço de coração a Paolo Belardi, o director da Academia de Belas Artes de Perugia, pelo espaço e atenção que me dedicou e, em particular modo, a professora Laura Farina, sem a qual sobretudo pelo constante empenho [para além da disponibilidade, profissionalismo e, por último mas não menos importante, a sua simpatia] este encontro não se poderia ter realizado.
Além disso, sinceros agradecimentos a todos os jovens que participaram no workshop: a sua curiosidade, paixão e, às vezes, um espanto sincero, permitiram tornar o encontro muito especial, bem como divertido
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Texiano Gervásio Santana de Freitas é um dos artífices na conquista do Troféu Ângelo Agostini pela revista (fanzine) Quadrante Sul

Por José Carlos Francisco

Depois de anunciarmos recentemente AQUI no blogue do Tex que Marcos Maldonado, mítico legendador (letrista) de Tex, foi agraciado, na categoria “Mestres do Quadrinho Nacional“, com o prestigiado Troféu Angelo Agostini, hoje destacamos a vitória da revista (fanzine) Quadrante Sul, na categoria “Fanzine” do então consagrado Troféu Angelo Agostini, uma das mais tradicionais premiações de arte sequencial realizada no Brasil, criado e organizado pela Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC – ESP).

O destaque deve-se sobretudo ao facto de Gervásio Santana de Freitas, um dos maiores fãs e coleccionadores brasileiros de Tex e também criador e  coordenador geral do maior e mais importante Portal Bonelliano do Mundo, o Portal Brasileiro TEXBR, ser um dos editores da Quadrante Sul, publicação oriunda do Estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

Inclusive, Gervásio Santana de Freitas tem na Quadrante Sul galardoada com tão prestigiante troféu (a edição nº 4, intitulada “Vinte Anos Depois…”), uma história curta de banda desenhada de uma personagem criada por ele próprio, O Aproveitador.

O nome do prémio é em homenagem a Angelo Agostini, criador da primeira história em quadradinhos brasileira (“As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte”, que começou a ser publicada em 30 de Janeiro de 1869). A Quadrante Sul foi uma das eleitas nesta 29ª edição do prémio, que foi certamente a eleição com a maior participação da história do prestigiado troféu, já que o record de votantes foi amplamente batido:  14.937 votos!

Gervásio Santana de Freitas planeia ir a São Paulo na tarde do dia 2 de Fevereiro para receber pessoalmente o prestigiado prémio, na companhia de Denilson Reis, outro dos editores da Quadrante Sul, dando assim azo a que certamente mais fãs e coleccionadores de Tex compareçam à cerimónia de entrega de prémios.

Segue-se a relação de premiados do 29º Troféu Angelo Agostini, divulgado pela Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo:

Desenhador: Danilo Beyruth
Roteirista: Petra Leão
Cartunista: Jean Galvão
Lançamento: O Astronauta — Magnetar (Panini)
Lançamento independente: Last RPG Fantasy
Prémio Jayme Cortez: Gibicon Curitiba
Fanzine: Quadrante Sul (RS)
Mestre do Quadrinho Nacional: Marcos Maldonado, Júlio Emílio Braz e Jô Fevereiro.

Entre o conteúdo das 40 páginas da Quadrante Sul #4, podemos destacar:
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– Capa de Matias Streb, talentoso desenhador gaúcho.
– “Estranhos Invasores“: BD que traz o encontro de Caçador (criado por Marcelo Tomazi em 1988) e Alfa (criado por Daniel HDR em 1984). Texto de Marcelo Tomazi; lápis de Carlos Lima, Marcel de Souza, Rodjer Goulart, Roger Medeiros e Daniel HDR; arte-final de Marcelo Tomazi, Matias Streb, Henrique Bittencourt e Newton Barbosa; letras de Diego Müller.
– “Bar“: BD de Bruce, O Exterminador, personagem criada por Denilson Reis em 1987. Arte de Julio Shimamoto e roteiro de Denilson e Alex Doeppre.
– “Aceita Uma Bebida?“: BD do Eliminador, criado por Denilson Reis em 1988. Texto de Fabiano “Batboy” Höltz, arte de Marcel de Souza e Alex Doeppre, letras de Diego Müller.
– “Martim Pescador“: BD do Aproveitador, criado por Gervásio Santana nos anos 80. Texto de Gervásio, arte de Juliano Machado e Alex Doeppre.
– “Dossier Quadrante Sul“: informações sobre os participantes da edição.
– “Quadrante Sul, Uma Experiência Histórica“: texto de Denilson Reis contando os primórdios da Quadrante.
– Contracapa de Laudo Ferreira Júnior e Omar Viñole com a personagem Meia-Lua.

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As avaliações do Mattheus: “Tex e o Senhor do Abismo”

Tex e o senhor do abismo

| Fiel aos quadradinhos | Cenas de tiroteio | | Enredo desapropriado | Filme parado |

Tex, era (e ainda é) um sucesso absoluto na Itália nos anos 70/80, e com isso, muitos fãs de Águia da Noite sonhavam com um filme da personagem. E em 1985, o sonho dos admiradores do ranger tornou-se realidade: Tex e Senhor do Abismo era o novo filme de Tex (para detalhes, curiosidades e informações, leia este texto).

Estrelado pelo consagrado actor de western Giuliano Gemma, Tex e o Senhor do abismo foi baseado na história El Morisco, que saiu na Itália no n° 101/103. No filme, Tex e seus companheiros se vêem no misterioso caso das pedras verdes.

Trama sobrenatural? Aí não…
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O grande vilão do filme não é Mefisto, Yama ou outros grandes inimigos de Tex, e sim o enredo. Escolher um tema sobrenatural para o filme de uma personagem dos quadradinhos que fez e faz sucesso até hoje por ser do género western, não é só uma escolha equivocada como também chega a ser uma ofensa aos fãs do herói de papel Tex Willer.

O filme poderia até ter ficado bom com esse enredo, se não fosse os péssimos efeitos especiais que a produtora do filme (TV Italiana Rai 3) disponibilizou para o director responsável pelo guião. É sabido que naquela época (1985) os cinemas não tinham os recursos tecnológicos que têm nos dias de hoje, e que o orçamento para o filme era muito baixo. Mas isso mostra ainda mais a “competência” dos responsáveis pelo filme, pois sabendo que o tema sobrenatural era pouco viável, escolheu ele mesmo assim.

Dos quadradinhos para a tela (literalmente)
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Uma das grandes preocupações de G. L. Bonelli, era que Tex fosse respeitado no cinema, e isso, a a Rai 3 (produtora do filme) cumpriu com mestria a missão. Cada detalhe, seja as roupas, os diálogos, a personalidade de cada pard e até mesmo o modo de se agachar ficou idêntico aos quadradinhos.

Os actores que deram vida aos três justiceiros, foram impecáveis na interpretação das personagens. Os fãs de Carson por exemplo, irão à loucura quando o camelo velho começar com a sua onda de pessimismo ou na hora que ele pede um bife com três dedos de altura sepultados do tamanho do prato. Já quem é fã do ágil Jack Tigre, notará que Carlo Mucari (actor que interpreta o navajo) estudou bem a personagem, agachando-se para ver os rastros tal como nos quadradinhos.

São mínimos detalhes como esses, que enriquecem as adaptações de quadradinhos para o cinema. Muitos filmes famosos como Batman, Homem Aranha, Super Homem e vários outros, têm alguns detalhes alterados no cinema, e quanto a isso, os fãs de Águia da Noite podem se orgulhar de terem a sua personagem favorita respeitada nas telonas.

Zzzzzzz
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Se o filme já desagrada por ter um enredo que não combina muito com Tex, a coisa piora mais ainda com os longos intervalos de uma cena de acção para a outra. Enquanto nada de interessante acontece, o telespectador é capaz de ficar com sono, ainda mais com a trilha sonora do filme, que parece ser uma canção de ninar.

Longos diálogos, longas cavalgadas, explicação demorada de El Morisco em relação às pedras verdes e muitos outros factores fazem com que o filme se torne cansativo e talvez chato. Embora seja importante prestar atenção nessas cenas para entender a trama do filme, a vontade de continuar assistindo vai diminuindo junto com o tempo do filme.

O bom e velho bang bang
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Como foi dito acima, enquanto “nada de interessante” acontece, o telespectador é capaz de ficar com sono. Mas quando o bang-bang começa, o telespectador fica vidrado na frente da tela, e a lamentação é automática: por que não uma história só com o enredo de faroeste…

Como qualquer filme de bang-bang, as cenas de acção de Tex e o senhor do abismo são de tirar o fôlego. A Rai 3 foi competente nesse quesito e o resultado é maravilhoso. Assim como nas BD’s, Tex, Kit e Jack Tigre empolgam quando colocam a artilharia para trabalhar. E no fim,o telespectador ficará um gostinho de quero mais.

Conclusão:
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Tex e o senhor do abismo tinha tudo para ser uma das melhores (senão a melhor) adaptações de quadradinhos para o cinema. Personagens bem interpretadas pelos actores, diálogos idêntico aos quadradinhos, cenários e situações fieis e etc. Tudo às mil maravilhas. Porém, apenas um detalhe, um ÚNICO detalhe, estragou totalmente o filme: o enredo. Escolher um tema sobrenatural para o filme do ranger foi uma péssima ideia. Se fosse outro, qualquer outro enredo, o filme seria daqueles de encher os olhos dos fãs de Tex ou de faroeste.

O pior de tudo, é que ficaram “sequelas” do filme. Como o o filme foi um fiasco, hoje nenhuma produtora se arriscaria a fazer outro filme do ranger, ainda mais que o género western é pouco explorado no cinema  nos dias de hoje.

Nota para o filme: 3,5

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*Material apresentado no blogue críticas texianas em 05/01/2013;
Copyright: © 2013, Mattheus Araújo

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Vídeo: Duelo ao entardecer – Tex vs El Muerto

Tex vs El MuertoHoje damos a conhecer no blogue do Tex, um fantástico vídeo, produzido por Rodrigo Bratz, vídeo esse que retrata um dos maiores duelos do ranger com a trilha sonora do génio italiano Ennio Morricone: Tex e El Muerto!

Trata-se do mítico duelo de Tex Willer contra Paco Ordoñez, mais conhecido como El Muerto ocorrido no cemitério de Pueblo Feliz e que teve um velho medalhão musical como “juiz”. O mais inolvidável duelo da saga de Tex e que não pode deixar de ser apreciado por todos aqueles que desde sempre ficaram fascinados por esta dramática história de violência e vingança, uma das mais valorizadas pelos leitores em toda a vida de Tex Willer e que foi escrita por Guido Nolitta e desenhada magistralmente por Aurelio Galleppini, que encantou e continua a seduzir todas as gerações de Texianos.

Nesta fantástica vídeo-montagem de Rodrigo Bratz, podemos ver toda a dramaticidade cinematográfica da cena devido a um uso praticamente perfeito na escolha de tempos, imagens e sons: