Tex nº 166 – LA FEBBRE DELL’ORO

Tex nº 166 – LA FEBBRE DELL’ORO

Sumptuosa ilustração da autoria de Claudio Villa onde contemplamos Tex Willer adentrando na imponente mansão do “Cheyenne Club“, um nefasto local de reuniões dos principais criadores de gado do Wyoming – comandados pelo Coronel George Watson – que desejavam estender os seus domínios a qualquer custo.
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Cheyenne Club”, de Guido Nolitta e Fernando Fusco (Tex italiano #289 a #292).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)
Texto de José Carlos Francisco
(**CUIDADO: este texto contém spoiler. Se você pretende ler essa edição, não leia a crítica**)

Tex Especial Férias nº 9 – Caçador de Homens
| História bem construída | História bem explicada | | Cenas estranhas | Final injusto |
Lançado no Brasil em Junho de 2010, Tex Férias 9 – Caçador de Homens, traz uma história interessante e dramática.
Após presenciar a morte de dois desertores, Tex e Jack Tigre ficam sabendo do dono da taberna de Will Torrence, sargento que, junto de outros soldados, desertaram do forte Craig, e que agora são caçados por homens liderados por Mickey Finn, um mestiço que não tem escrúpulos. Mesmo contra a lei, Tex e Jack Tigre decidem ajudar o sargento Will Torrence e os seus a irem para o México.
O roteiro de “Caçador de Homens“, além de ser interessante, tem como tema um facto que realmente acontecia na época do velho Oeste americano. Mauro Boselli conta-nos, em meio a ficção, como eram as deserções de soldados naquele tempo e como elas eram vistas pelos chefões do Estado. Esta aventura, dá uma “aula” desse assunto.
Mas aqui o destaque mesmo é a trama. A história não se resume apenas em homens caçando desertores, há muita coisa a mais em jogo. Nesta edição, Boselli mais uma vez explora o lado humano das personagens e em cima disso, com a arte excepcional do saudoso Carlo Raffaele Marcello, constrói um enredo rico e interessante.
Nesta aventura, os bons são maus e os maus são bons. Mesmo “do lado da lei”, Mickey Finn e o major Craig, são homens inescrupulosos que usam seus recursos (a lei) para alcançar seus propósitos pessoais. Já Torrence, mesmo sendo um desertor ainda é uma pessoa respeitada e admirada por todos. O lado humano de cada um é mostrado de uma forma impressionante, e há quem ainda terá pena de Finn, por mais ruim que ele seja.
Continuando o assunto acima, o roteiro conta-nos a história de vários homens, e dá-nos uma visão clara do modo de pensar de cada um. Seja em flashbacks ou em cenas do presente, a trajectória do sargento Will Torrence, do comanche mestiço Mickey Finn e do major Craig, são explicadas de forma clara e coerente.

Boselli enriquece ainda mais o enredo desta edição fornecendo detalhes da vida desses três homens. Os flashbacks que contam o passado deles ocorrem em determinados momentos, ora quando Tex e Jack Tigre acampam e o ultimo pergunta se o ranger conhece bem Mickey Finn, ora quando estes salvam um companheiro de Torrence que estava sendo torturado e enquanto o ex-refém se recupera, conta o passado de Will Torrence e Craig e porque desertaram.
São pequenos detalhes que ligam os pontos e dão à trama mais humanidade. Vingança, liberdade e ódio são os sentimentos presentes na aventura. Sentimentos esses que cada deles (Torrence, Craig e Finn) carregam dentro de si.
Um pequeno detalhe que pode ter passado despercebido pelo leitor, mas que deixa una sensação estranha, são duas cenas mal programadas, uma pelo desenhador, e outra pelo roteiro. A primeira, é quando Tex e Jack Tigre passam carvão no corpo para poderem camuflar-se para surpreender as sentinelas de vigia. O “erro” acontece quando os nossos heróis nadam para o outro lado e a água não tira o carvão do corpo deles.
Outro deslize, dessa vez do roteiro, é quando “do nada” Tex e Tigre conseguem um disfarce e infiltram-se no grupo de Mickey Finn. O último contacto dos pards com Mickey Finn e seus homens antes da infiltração é no momento da fuga de Torrence e os seus. Naquela ocasião, era impossível Tex e Jack Tigre pegarem as roupas dos homens de Finn para se passarem por eles. É claro que a intenção era fazer uma surpresa ao leitor, mas ficou um pouco sem nexo.

O único ponto da história em que “Caçador de Homens” desagrada, é no fim. Depois de tanta luta, humilhação e sofrimento que Will Torrence passou, a morte dele foi uma tremenda injustiça, e podemos dizer que quase tudo foi em vão e que o mau venceu. Mesmo depois de ter sido expulso do exército, o cruel major Craig conseguiu realizar a sua vingança tirando a vida do bravo Torrence.

Além de injusta, a morte de Torrence foi sem graça. Teria sido muito mais interessante e emocionante, se o sargento tivesse morrido salvando a sua esposa ou até mesmo salvando Tex. No desfecho da aventura, Boselli pecou em escolher o final mais desapropriado para o que ele mesmo criou.
Caçador de Homens é uma história que vale a pena ser lida por todos os texianos. Com uma trama bem montada e um enredo rico, esta edição merece destaque na galeria de histórias do ranger. Seja pelos belos traços de Marcello ou pelo eficiente roteiro de Boselli, o leitor terá pela frente uma leitura agradável, emocionante e sobretudo ficará por dentro de um facto real do velho Oste americano: a deserção. Acção, emoção, aflição e surpresas estão presentes aqui.
*Material apresentado no blogue críticas texianas em 22/12/2012;
Copyright: © 2012, Mattheus Araújo
Por Vincenzo Guercio [*].
«Claudio Nizzi é provavelmente o mais importante e prolífico argumentista de banda desenhada em Itália. Em cinquenta anos de actividade tem sido um dos pilares de revistas para jovens (e menos jovens) como “Il Vittorioso” e “Il Giornalino”, escreveu centenas de álbuns de Tex, tornando-se o indiscutível herdeiro do mítico Gian Luigi Bonelli, e também encontrou tempo para criar novas personagens como Nick Raider e Leo Pulp. Desenharam as suas histórias alguns dos maiores desenhadores italianos e mundiais».
É assim que Roberto Guarino, advogado de Turim (e habitual colaborador do blogue português do Tex) apresentou em Bergamo (na Livraria Ibs.it, Via XX Settembre) o escritor e argumentista de banda desenhada a quem dedicou um livro-entrevista: «Tex secondo Nizzi» («Tex segundo Nizzi») – da Allagalla Editore, 224 páginas, 23 euros. Nizzi criou e construiu as histórias de Tex, uma das personagens mais célebres e de maior sucesso da banda desenhada italiana, por cerca de trinta anos, desde o início dos anos oitenta (a sua primeira história «Un diabolico intrigo», foi publicada em 1983) até há dois anos atrás.
«Nos últimos anos – informa Guarino – Nizzi abrandou a sua produção de banda desenhada e agora existe apenas uma única história inédita: desenhada por Lucio Filippucci e prevista para sair em Maio deste ano». Uma das bandas desenhadas entre as mais conhecidas e vendidas, dizia-se, se não mesmo a primeiro da lista: «Tex foi totalmente reeditado pelo periódico La Repubblica», recorda Guarino, «tentaram com outras personagens, como Zagor, mas não tiveram o mesmo sucesso. Pela editora Bonelli já foi reeditado integralmente três vezes. Todos os anos, ou por vezes com maior frequência, sai um Oscar Mondadori com as suas histórias mais belas. Pelo Natal, desde há cerca de quinze anos a Mondadori publica um álbum cartonado com uma (por vezes duas) história colorida».
Entre os grandes fãs de Tex incluem-se muitas celebridades «imprevistas», personagens famosas e até mesmo intelectuais, de Roberto Benigni a Cofferati, de Bertinotti a Guccini, até Giulio Giorello, que inclusive citou Tex em artigos e era muito amigo de Sergio Bonelli, falecido em Setembro de 2011. «Tex» explica Guarino, «é transversal, tem um público muito amplo e diversificado, do camponês ao intelectual refinado e ambos podem também ser coleccionadores maníacos. Outros heróis da banda desenhada são mais sectoriais».
«Quando comecei a escrever as histórias de Tex», recorda Nizzi, «tinha já uma experiência de mais de vinte anos, tinha escrito no “Vittorioso” e sobretudo no “Giornalino”. Aprendi também com a minha paixão pela literatura, jovem, americana, do género. Eu sempre fui um apaixonado pelo género policial, nas primeiras histórias deixei transparecer esta minha predilecção. Coerentemente com as indicações da editora, que me impeliu a fazer histórias policiais, porque rendiam mais». Uma contaminação western-policial. Outra, se não mesmo a primeira, fonte de inspiração, as histórias de Gian Luigi Bonelli: «Eu fiz uma operação de releitura completa e sistemática do Tex de Bonelli. Estudei as temáticas, a linguagem, tentando imitar o máximo possível o seu estilo, de disfarçar-me em Gian Luigi Bonelli».
Durante anos as suas histórias foram publicadas sem a sua assinatura: «Muitos críticos e leitores escreveram a Bonelli felicitando-o pelo facto de ter reencontrado a sua veia artística do passado. Na altura Gian Luigi era idoso e escrevia menos. Na realidade, tinha-as escrito eu». Sergio Bonelli, filho de Gian Luigi, «tinha-me pedido para não assinar, por um certo período, as histórias de Tex. Custou-me imenso. Eu sempre tinha assinado tudo, desde a minha estreia em “Vittorioso”. Não insisti porque via Sergio verdadeiramente preocupado com a ideia que o desaparecimento do mítico “texto by Bonelli” e a chegada de um novo nome pudesse desafeiçoar os leitores». A sua primeira história, «Un diabolico intrigo», foi desenhada por Erio Nicolò.
«Eu tive a sorte de realizar pelo menos uma história com ele, antes da sua morte. Em Bologna Nicolò estava rodeado por um grupo de apaixonados leitores, um deles perguntou-lhe: “Que histórias de Tex prefere desenhar?” Ele: “Aquelas onde há menos cavalos, assim canso-me menos”». Pode-se pensar que uma história seja idealizada a contento do desenhador a quem é destinada. «É fatal que assim seja. Não se desperdiça um bom argumento com um desenhador que não esteja em grado de valorizá-lo. Penso que também os argumentistas cinematográficos escrevem o guião pensando no actor que será chamado a interpretá-lo».
Nizzi, em suma, especialmente nos primeiros tempos da sua colaboração, é aquele que recupera o espírito e carácter original do Tex de Gian Luigi Bonelli, executando uma tarefa que tinha sido concedida pelo editor. Tanto que, uma vez, conta Guarino, Sergio Bonelli, apresentando-o a público, definiu-o assim: «Este é aquele que salvou Tex e a editora Bonelli».
[*] Material apresentado no site L’Eco di Bergamo em 05/03/2013; Tradução e adaptação: José Carlos Francisco.
Copyright: © 2013, Vincenzo Guercio
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Por Ezequiel Guimarães
Sergio Toppi, G.I. Joe, Jamie Delano, Flash, Batman, Animes, Homem Justo e Resenhas de Animações e Filmes em DVD na Mundo dos Super-Heróis #40
O mestre Sergio Toppi está na Secção Mundo Bonelli na mais nova edição da revista Mundo dos Super-Heróis: a edição 40, que já chegou às bancas brasileiras.
Curiosidades e imagens do mestre italiano, que actuou em diversos países e por várias editoras, e teve uma aplaudida passagem pelos quadradinhos bonellianos, são abordadas nesta edição, onde também consta uma belíssima caricatura do génio italiano feita pelo grande caricaturista brasileiro Bira Dantas.
Além do formidável desenhador italiano, outras matérias quadrinhísticas estão recheando esta nova edição:
Roteirista maldito
Entrevista com o inglês Jamie Delano, o responsável por transformar John Constantine em uma das personagens mais carismáticas dos quadradinhos.
A série live-action do Flash foi curta (só uma temporada), mas ainda é lembrada pelos fãs. Conheça detalhes dos bastidores, guia de personagens e os problemas que causaram o fim do programa.
Heróis em DVD
Resenhas sobre animações e filmes em DVD como Batman: O Cavaleiro das Trevas – parte 2, Thundercats: Primeira Temporada – volume 2, Supergirl e mais.
Linha do tempo: Nova
A personagem, que surgiu em um fanzine e chegou até a ser usado em um processo contra a Marvel, é hoje um dos destaques da editora. Conheça a trajectória do herói cósmico.
Os detalhes sobre o extinto selo Novo Universo, da Marvel, um projecto cheio de polémicas para comemorar, em 1986, os 25 anos do universo Marvel.
Heróis Br: Homem Justo
Com um visual inovador para a época, essa curiosa personagem brasileira protagonizou aventuras cheias de elementos do género super-herói.
Peneira Pop
Novidades e afins. Os destaques das BDs de super-heróis lançadas no Brasil pela Panini; entrevista com Dédy Edson, o maior coleccionador brasileiro de Fantasma; vídeos curiosos sobre animes e uma cosplay da Poderosa.
Comentários e análise de desenhos de leitores.
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Novidades e polémicas
Tudo sobre o filme G.I. Joe Retaliação, que terá personagens inéditas no cinema, actores conhecidos (como Bruce Willis) e polémicas (como o adiamento da estreia e morte nas filmagens).
Morte na Marvel
Detalhes sobre A Saga de Thanos, Segurança Máxima e Dinastia M: eventos que quase exterminaram os mutantes e outros heróis da Marvel.
Detalhes exclusivos sobre a colecção de miniaturas da DC que pode ser lançada no Brasil neste ano pela editora Eaglemoss.
A saga dos animes no Brasil
O dossier da Mundo 40 é dedicado às animações japonesas que marcaram época no Brasil. São 21 páginas com 45 desenhos que encantaram gerações e revolucionaram a cultura pop:
> A criação dos animes na década de 1960
> Os principais desenhos japoneses que chegaram ao Brasil nos últimos 50 anos
> A explosão na mídia nas décadas de 1990 e 2000
> Os maiores sucessos da actualidade
> Póster exclusivo com personagens de animes.
Relembramos as mudanças que ocorreram na revista:
– mudança na periodicidade, já mudou para mensal
– mudança na distribuição, já é directa em todo o território brasileiro
– e na temática, com cada vez mais abordagem de toda cultura pop, Quadradinhos, Cinema e Televisão.
Boa leitura!
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