Mistérios portugueses na edição italiana nº 95 de Dampyr (Fevereiro 2008)

Dampyr nº 95Mauro Boselli, argumentista e co-criador com  Maurizio Colombo do personagem Dampyr, na sua habitual rubrica “dal buio…“, aborda na edição número 95 da série mensal, editada no passado mês de Fevereiro, a história ocorrida em Portugal (Dampyr nº 75 –  “Lo Sposo della Vampira”) devido a um texto da autoria do jornalista João Miguel Lameiras, publicado no número 19 do prestigiado BDJornal, texto esse que também foi divulgado aqui mesmo no blogue do Tex (https://texwillerblog.com/?p=3124) conforme o próprio Mauro Boselli informa no seu texto.

Devido ao interesse do assunto,  o blogue do Tex dá a conhecer o texto de Mauro Boselli, tanto na versão original, como na língua portuguesa:

dal buio... parla di Portogallo

MISTÉRIOS PORTUGUESES!

O leitor dampyriano Giacomo Dessì, que por razões de trabalho e estudo reside em Coimbra, Portugal, enviou-nos um artigo sobre Dampyr publicado numa bela revista daquele país, BD Jornal, que também pode ser lido no blogue português dedicado a Tex Willer.
O texto, de João Miguel Lameiras, “Dampyr em Portugal“, fala sobre a história do n° 75, “Lo sposo della vampira“, ambientada na região de Trás-os-Montes. O artigo, que elogia a série e o personagem, para nós é motivo de orgulho.

Giacomo também observa que parte do artigo é centrado num provável erro histórico que, segundo Lameiras, deixaria sem sentido toda a trama, a qual baseia-se em parte no passado de Vathek diante dos mouros de Andaluzia. Conhecedor da história do seu país, o articulista observa que, na revista, diz-se textualmente: “O castelo actual é da época do rei Dom Dinis, que o reconstruiu para manter os mouros longe… no Século XII ele resistiu ao assalto das armadas andaluzes de Ibn Yakub…“. Segundo Lameiras, o ponto é que Dom Dinis viveu mais ou menos cem anos depois, no Século XIII (ele reinou a partir de 1279), quando os mouros não estavam mais ali. É verdade. Os mouros foram expulsos daquela região de Portugal pela geração anterior a Dinis, mas no seu reinado eles ainda eram uma ameaça, visto que ocupavam uma grande parte da Península Ibérica (de onde só seriam expulsos no fim do Século XV).

Em razão disso, os castelos continuavam a ser aumentados e fortificados também pelo próprio Dinis: isso é um facto histórico. Por outro lado, é possível que no Século XII, antes de Dom Dinis, o castelo de Monforte, que já existia antes das fortificações feitas pelo rei, já fosse assediado. A frase dita pelo personagem de Roland Kirby, o imaginário director inglês da trama, não está de todo incorrecta e não constitui um erro histórico grosseiro. Ela simplesmente está mal colocada, porque Kirby fala DEPOIS de fatos acontecidos ANTES. Erro desculpável que se pode perdoar a um inglês. Acrescentamos que nos balões de texto não há espaço suficiente para escrever tratados históricos completos e perfeitos!”

Texto traduzido por Júlio Schneider, tradutor de Tex e Mágico Vento para o Brasil e consultor Bonelliano da Mythos Editora, no Brasil.

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