Fanzine “A Conquista do Oeste” – Maio/Novembro 2001 – Páginas 73, 74 e 75 – Johnny Mack Brown, Tim Mc Coy, Joel McCrea e Clayton Moore (Jesse James)

JOHNNY MACK BROWChamava-se Johnny Mack Brow e nasceu em 19/9/1904 em Dothan, Alabama. Morreu em 1974. Na escola jogava futebol e trabalhava em Teatro. Em 1927 assinou um contrato com a MGM, onde entrou em inúmeros filmes. O primeiro seria “The Fair Co-Ed”, ao lado de Marion Davis. Foi galã de Joan Crawford, em “Dancing Daughters” e “Montana Moon”.

Johnny Mack Brow numa cena em um dos seus filmes

Tabalhou também ao lado de Greta Garbo, em filmes como “Divine Woman” e “Woman of Affairs”. Só em 1930, ao fazer o papel de “Billy The Kid”, é que passaria a trabalhar em filmes de “western”. O seu porte atlético e a sua habilidade para cavalgar, levaram-no a colaborar com várias produtoras em filmes do género: Paramount, Republic, Universal e Monogram, sempre na companhia do seu cavalo “Reno”. Apareceria em cerca de 200 filmes. De 1942 a 1950 foi um dos artistas mais rentáveis do Cinema. Nos anos 40 ficou célebre ao trabalhar numa série de filmes como “Marshal Nevada John McKenzie”. Em 1953 deixou o cinema e tornou-se dono e administrador de um restaurante, mas acabou por fazer ainda algumas aparições esporádicas em filmes.

Indicam-se alguns dos seus filmes:
“Desperate Trails” (1939), “Oklahoma Frontier” (1939), “West of Carson City” (1940), “Law And Order” (1940), “Son of Roaring Dan” (1940), “Arizona Cyclone” (1941), “The Lone Star Trail” (1943), “Outlaws of Stampede Pass” (1943) e “Flame of The West” (1945).

TIM MC COY

Fanzine “A Conquista do Oeste” – Página 73Na sua juventude chegaria a cavalgar, com alguns fora-da-lei como Bob Mc Coy, Kid Eads e Frank James, em diversas cidades, participando com eles em várias aventuras. Chegaria mesmo a ver um deles morrer numa luta, num salão. Seria Frank James que lhe poria a alcunha de “o Canário do Tom Irlandês”.
O seu encontro com o Coronel William F. Cody (Buffalo Bill), deu-se quando tinha sete anos e aos 14, estava já na marinha. Seu nome era Timothy John Fitzgeral Mc Coy, mais conhecido como Tim Mc Coy.

Depois dos estudos secundários, entraria para a Academia Militar de West Point. Mais tarde, provaria que Custer estava completamente errado, quando na sua estratégia de combate contra os índios, na Batalha de Little Big Horn, resolveria dividir as suas tropas, naquele fatídico dia 25 de Junho de 1876.
Em 1919 deu baixa como Tenente-Coronel e voltou ao Wyoming como agente do governo federal, junto de várias tribos de índios: “Arapohoes”, “Shoshones”, “Sioux”, “Cheyennes” e outras.

Tim Mc CoyHabilidoso e, sobretudo, curioso, aprendeu com eles os seus usos, costumes e dialectos, assim como a sua complicada linguagem mímica, da qual se tornaria um profundo conhecedor e também um grande amigo dos índios. Conquista respeito e admiração dos chefes índios, que lhe concedem honras de chefe, com o nome de “High Eagle”.
Em 1922, a Paramount estava para filmar “The Covered Wagon” e procurava um elemento de ligação, entre a equipa técnica e os 500 índios que iriam participar nas filmagens. O Coronel Tim Mc Coy seria o escolhido. O sucesso seria tal, que acabaria convidado para representar, entrando então nos filmes “The Thundering Herd” e “Rough Riders”.
A Metro Goldwyn Mayer apercebendo-se que outros estúdios estavam a ganhar muito dinheiro com outros “heróis” do Oeste, resolveria escolher Tim para vários filmes.
Na altura, os filmes eram de “Tom Mix”, “Buck Jones”, “Fred Thomson”, “Art Acord”, “Ken Maynard”, “Hoot Gibson”, etc.. Assim, de 1926 a 1929 entrou em alguns filmes subordinados ao tema do Velho Oeste.

Tim Mc Coy ao lado de índios verdadeiros, que tinham participado em um dos seus filmes, em cima e com 21 anos de idade (1912), ao ladoEm 1935 vamos encontrá-lo a trabalhar para a Columbia, onde entraria em 32 filmes.
Tim gostava de usar roupas escuras e chapéus de abas largas. Com 1,80m. de altura, fotogénico e de olhos azuis, seu olhar assustava os maus da fita. A Columbia tinha, na época, outros dois “cow-boys” a trabalhar para eles: “Buck Jones” e “Harry Cohn”.
Tim, aos 51 anos, resolveu voltar para o exército, durante a Guerra (1942), vindo a servir na Inglaterra, França e Alemanha. Pelos seus brilhantes serviços, foi agraciado com a Estrela de Bronze e a Legião de Honra.

Fanzine “A Conquista do Oeste” – Página 74Em 1953 e 1956, voltaria ao cinema por pouco tempo, bem como em 1957. Morreu no dia 29 de Janeiro de 1978, com 87 anos de idade, de ataque cardíaco, depois de ter sido casado com Agnes Miller, de quem teve dois filhos e uma filha. Divorciaram-se em 1931 e em 1945, voltaria a casar com Inga Arvad, da qual teve mais dois filhos. Sua última mulher morreria em 1974. Tim nasceu a 10 de Abril de 1891.

Indicamos a seguir, alguns dos seus filmes:
“California” (1927), “The Adventurer” (1928), “The Indians Are Coming” (1930), “The Riding Tornado” (1932), “The Outlaw Deputy” (1935), etc., etc..

JOEL MCCREA

Joel McCreaJoel McCrea nasceu a 5 de Novembro de 1905 em Los Angeles.
Muito cedo adquiriu experiência no palco, em peças de teatro de amadores. No Cinema mudo foi extra em vários filmes. Em 1929 já desempenhava melhores papeis, e em 1930 começou a ocupar-se das figuras principais dos filmes. Nos finais dos anos 30 e princípios dos 40, trabalhou em variados filmes, desde dramas e comédias sofisticadas e até aventuras. A sua carreira atingiu maior sucesso com os filmes em que entraria nos anos 40, a destacar: “Foreign Correspondent” de Hitchcock, “Sullivan’s Travels”, “Palm Beach Story”, “The More The Merrier”, “Reaching For The Sun”, “The Great Man’s Lady” e “Buffalo Bill”. A partir de 1946 passa a participar quase unicamente em filmes de “western”. Empregando bem o dinheiro que ganhou, rapidamente se tornaria num dos artistas mais ricos da sua época.

Alguns dos seus filmes: “Saddle Tramp” (1950), “Frenchie” (1950), “The Lone Hand” (1953), “Black Horse Stallion” (1954), “Border River” (1954), “Wichita” (1955), “ Trooper Hooker” (1957), “Cattle Empire” (1958), “The First Texan” (1958) e “Ride The High Country” (1962).

CLAYTON MOORE (JESSE JAMES)

Jesse JamesJesse James é uma das figuras carismáticas, que povoam a História da Colonização norte-americana em geral e do Oeste em particular. Trata-se de uma personagem explorada e mistificada até à exaustão, esquecendo-se, muita vez, que afinal Jesse James pouco mais era do que um jovem bandido, como muitos outros que acabariam por povoar aquelas paragens no Século XIX. Infelizmente, ele e os seus irmãos acabariam célebres, pelos seus ataques a comboios.

É certo que os norte-americanos sempre souberam explorar bem as suas figuras, mais ou menos históricas, mais ou menos heróicas, mais ou menos injustiçadas, mais ou menos perseguidas, adaptando-as à sua Literatura de fascículos ou de cordel, ao Cinema e, consequentemente; à Banda Desenhada. Jesse James não fugiria à regra. Vem isto a propósito do nosso estudo, dedicado aos “cow-boys” que abrange, à partida e o mais possível, desde que tenhamos informações, todo o tipo de comunicação. No que respeita aos filmes B e seriados, Jesse James seria uma das personagens bastante utilizada nesse campo, como indicaremos a seguir na sua filmografia.

Fanzine “A Conquista do Oeste” – Página 75Entretanto fazemos um parêntesis para lembrar, que houve vários artistas de Cinema que participariam nesse género de filmes, com maior ou menor assiduidade, com maior ou menor êxito.
O primeiro da lista será Buster Crabbe, com 9 filmes no seu activo, seguindo-se Kane Richmond com 7 filmes, bem como Ralph Bird, Tom Tyler e Bruce Bennet com igual número de filmes. Neste grupo está incluído o artista Clayton Moore (aquele que nos interessa de momento), pela sua participação nos filmes de Jesse James. A sua primeira aparição dá-se em 1942, no filme “Perils of Noyoka” (personagem igualmente adaptada à 9ª Arte).
Segue-se “The Crimson Ghost” de 1946. no ano seguinte é a vez de “Jesse James Rides Again”, em comemoração do centenário do nascimento desta personagem. Depois temos “The Black Window”, “G-Men Never Forget” e “The Adventures of Frank And Jesse James”, em 1948. “The James Brothers of Missouri” (1950) termina esta triologia e, igualmente os filmes de Clayton Moore, nesta categoria ao trabalhar para a Republic Films.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, e/ou imprimí-las, clique nas mesmas)

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