Páscoa Texiana em Portugal, com o editor de Tex

Por José Carlos Francisco
Paulo Silva, José Carlos Francisco, Orlando Santos Silva, Carlos Moreira, Pedro Bouça e Mário João Marques no aeroporto de Lisboa à espera do editor DorivalNa passada Sexta-feira Santa, também chamada de Sexta-feira da Paixão, isto é, a Sexta-feira antes do Domingo de Páscoa, dia 10 de Abril, realizou-se em Lisboa, a capital de Portugal situada entre sete colinas, mais um momento especial no que a Tex diz respeito, já que aproveitando o facto de vir passar a quadra Pascal a Portugal, vários leitores e coleccionadores portugueses de Tex encontraram-se no aeroporto da Portela, para recepcionarem (e reverem) condignamente o editor brasileiro de Tex, Dorival Vitor Lopes.
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Dorival e os embrulhos TEXianosÀ espera de tão ilustre visitante, estavam José Carlos Francisco, sua esposa Fátima e as filhas Andreia e Ana Beatriz, acompanhados dos fervorosos texianos Paulo Silva, Mário João Marques, Carlos Moreira, Orlando Santos Silva e o também já convertido Pedro Bouça que apesar de ter vivido durante muitos anos no Brasil e trabalhar para a Mythos Editora, só no nosso país teve a oportunidade de finalmente conhecer pessoalmente o “seu” editor. Após a respectiva apresentação (todos os outros presentes já eram velhos conhecidos) e da distribuição das revistas trazidas por Dorival Lopes, já que o editor brasileiro trazia consigo muitas revistas do nosso Águia da Noite para os fervorosos fãs portugueses do nosso pard, que felizmente contam com a sua ajuda para continuar a ler as actuais aventuras deste fabuloso herói de papel, sempre vivo nas páginas das revistas de quadradinhos e que continua a cativar milhares e milhares de leitores por todo o mundo, resolvemos fazer um pequeno tour por Lisboa, para prolongar o convívio.
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Editor Dorival Vitor Lopes com os texianos portugueses no aeroporto de LisboaE sabendo que estar em Lisboa e não comer Pastéis de Belém pode ser considerado um crime, rumámos até à Pastelaria de Belém, onde nos deliciamos com os pastéis de Belém, polvilhados com canela e açúcar. Os Pastéis de Belém são uma espécie famosa de pastéis de nata, em que a base é de massa folhada e o recheio de leite, nata, baunilha e… não se sabe que mais, pois apenas duas pessoas (de cada vez) tem conhecimento da fórmula secreta. Os empregados preparam a matéria prima e os dois mestres pasteleiros, num quarto chamado “Oficina do Segredo”, elaboram a mistura. É isso mesmo: a receita destes famosos pastéis é a história mais bem guardada da doçaria portuguesa. Ninguém sabe ao certo como são feitos, apenas dentro da fábrica, um café em Belém, perto do Mosteiro dos Jerónimos, e que se tornou um ponto de romaria todos os dias. Não há nada a fazer, não há voltas a dar: o problema é comer um só pastel, porque eles são tão bons que apetece comer muitos… como sempre acontece com Dorival cada vez que visita Portugal…
Orlando Santos Silva e Dorival no Padrão dos Descobrimentos.
De seguida rumámos ao Padrão dos Descobrimentos, inaugurado em 1960, aquando das celebrações dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique (Henrique O Navegador) e que evoca claramente a expansão marítima e que foi desenhado na forma de uma caravela, liderada pelo Infante D. Henrique – que segura numa mão uma pequena caravela -, seguido de muitos outros heróis da história portuguesa (Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral – que descobriu o Brasil – Fernão Magalhães – que atravessou o Pacífico em 1520 -, o escritor Camões e muitos outros). Visto da gigantesca Rosa-dos-Ventos, este monumento fascina pela sua majestosidade e pelos seus 50 metros de altura, sendo visitado por milhares de pessoas todos os anos.

Pedro Bouça, Mário João Marques, José Carlos Francisco, Carlos Moreira e Paulo SilvaPasseando por Lisboa num dia invernal

Pedro Bouça e Mário João MarquesMas devido ao vento que soprava fortíssimo e frio, com chuva grossa a acompanhar, como se fosse um dia invernal de Dezembro, alterámos os planos e dirigimo-nos para casa do pard Mário Marques, onde a sua esposa Lurdes (acompanhada dos seus filhos encantadores, João e Sofia) nos serviu um fausto pequeno-almoço para retemperarmos as forças, pois todos nós tínhamos acordado bem cedo. Obviamente que com tantos amantes da 9ª Arte juntos, o tema de conversa foram as BDs, mais concretamente os “fumetti” e as “bande dessiné“, pois o Mário além de ser um dos maiores Texianos de Portugal, é decerto um dos maiores coleccionadores portugueses da Banda desenhada franco-belga, como todos constataram.

Orlando Santos Silva e Paulo Silva na BiblioTEX de Mário João MarquesA BiblioTEX de Mário João Marques

É verdadeiramente impressionante os milhares de álbuns sobretudo franceses que o Mário possui… praticamente de todos os géneros e dos mais variados autores, muito deles fantásticos, não falando na imponente parte dedicada ao Tex na sua BiblioTEX!

Pedro Bouça, Carlos Moreira, Paulo Silva e o original desenhado por Fabio CivitelliLogo depois, rumámos à cidade do Cacém para almoçar, já sem a presença do Orlando, mas com a agradável companhia das esposas do Paulo Silva e do Carlos Moreira (e do seu filho Hugo) que se uniram ao grupo. A ementa como não podia deixar de ser foi composta por uns suculentos bifes, sepultados por enormes montanhas de batatas fritas… quanto à sobremesa foi a inevitável e  famosa tarte de maçã que o Kit Carson tanto aprecia. Após a refeição, fomos para casa do pard Carlos Moreira, para visitar a sua imponente BiblioTEX e fazer tempo, para nova visita ao aeroporto da Portela, já que ao cair da noite, chegava ao nosso país para passar também a Páscoa, o pard italiano Giampiero Belardinelli, acompanhado da sua esposa e filho.

Recolhidos em casa do Carlos Moreira1ª plano - Mário João Marques e Carlos Moreira. 2º plano - José Carlos Francisco, Paulo Silva e Pedro Bouça

Família Belardinelli e família FranciscoDevido ao longo atraso ocorrido devido a problemas técnicos no avião, já era noite escura quando José Carlos, Dorival e Giampiero e respectivas famílias, partiram em direcção à Malaposta, localidade onde todos iriam se acomodar durante os dias passados em Portugal. Dias de muitas conversas, mas também de muitos passeios e onde Tex voltou a estar presente, como por exemplo em Braga, onde tivemos o privilégio de receber a visita do Texiano Álvaro Machado, mais precisamente no Santuário do Bom Jesus do Monte…

Dorival Vitor Lopes, José Carlos Francisco e Álvaro MachadoJosé Carlos Francisco, Giampiero Belardinelli e Dorival Vitor Lopes

Dorival Vitor LopesE assim se prova uma vez mais que só uma personagem como Tex poderia proporcionar momentos maravilhosos e inesquecíveis nos quais pessoas e famílias que não se conhecem, são capazes de vencer centenas de quilómetros somente pelo prazer de estarem juntas e conviverem umas com as outras espontaneamente, vivendo a alegria da confraternização proporcionada por um herói de papel, criado no distante Setembro de 1948, fruto da mente criativa de G.L.Bonelli e da pena de Aurelio Galleppini…

E se não fosse Tex, e seus criadores nunca conheceríamos estas pessoas encantadoras… São factos fabulosos, e que devem ser lembrados e falados com muito carinho, principalmente quando nos encontramos face a face com estes Amigos, que esperamos rever em próximas oportunidades!

(Para aproveitar a extensão completa  das fotografias acima, clique nas mesmas)

5 Comentários

  1. Dia maravilhoso meu bom amigo Zeca, que espero poder repetir muito mais vezes.
    Um abraço,
    Carlos Moreira

  2. Acordar às 6h00 da manhã de um feriado valeu bem a pena! Um abraço. Orlando Santos Silva

  3. Foram concerteza umas horas bem passadas pois a selecção era das boas. Não posso negar uma certa “inveja” na parte dos pastéis de Belém 😉 e também da penultima fotografia, onde o nosso amigo Zeca está a exibir o livro “O Mocinho do Brasil”…
    Ainda estou á espera que a editora responda ao email que enviei para ver a possibilidade de adquirir o referido livro aqui em Portugal. Por acaso não haverá algum exemplar, que tenha vindo a mais, e que se encontre triste e solitário à espera de encontrar um admirador que o queira adquirir ?
    Alguém sabe como está esse tema da venda do “Mocinho do Brasil” aqui em Portugal ? Agradeço qualquer informação.

    Abraços para todos os pards e em especial para o fantástico trio Zeca, Mário e Carlos.

    Rui Rolo

  4. Olá grande pard e Amigo Rui Rolo,
    Antes de mais, saiba que lhe enviei um e-mail a avisar da vinda do Dorival, pois pensava que você gostaria de se juntar ao grupo, só que ele acabou retornando… assim como lhe enviei um outro e-mail a dar-lhe conta da alternativa para conseguir o livro do Gonçalo Junior, mas também ele retornou… mas adiante… o meu exemplar foi trazido pelo Dorival e foi exemplar único, mas o melhor (e mais barato) meio para conseguir o livro (que recomendo) é pedí-lo através do pard Sérgio Sousa (ele já tem 6 a caminho do nosso país e já tem mais encomendas) cujo e-mail é sergiosousa1367@hotmail.com

    É que vindo um exemplar só, segundo o autor do livro “O Mocinho do Brasil”, fica mais caro só os portes que o valor do livro e depois havia ainda a complicação do pagamento e com o Sérgio Sousa não há esse problema e vindo os livros em maiores quantidades o preço dos portes diluem-se…

    Um grande abraço e disponha sempre, dilecto Amigo Rui!

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