CRONOLOGIA ESSENCIAL DE TEX – Década de 80

Julho de 1983 – O número 273 da colecção mensal traz a chegada de Claudio Nizzi, argumentista que será chamado para substituir Gianluigi Bonelli como principal escritor da série. Nascido em Sétif – Argélia – em 1938, Nizzi muda-se para Itália somente com um ano de idade, começando a sua carreira no mundo da escrita em 1960 nas páginas de “Vittorioso” – publicação em que também tinha colaborado Gianluigi Bonelli alguns anos antes – . A razão pela qual Sergio Bonelli se centra nele e lhe oferece a oportunidade de trabalhar na série tem a ver seguramente com o facto de que até esse momento, a carreira e as qualidades de Nizzi apresentavam muitas similitudes com a do próprio Gianluigi Bonelli; um argumentista com grande capacidade de trabalho, que tinha demonstrado a sua habilidade criando um bom número de personagens e séries.

Claudio NizziO primeiro Tex editado com a firma de Nizzi – que na realidade era o segundo que escrevia, já que o primeiro se atrasou a sua publicação – é além disso a última história desenhada integralmente por Erio Nicolò, um dos desenhadores mais profícuos da série. Nicolò era um desenhador de género clássico, com um estilo a meio caminho entre o de Galep e o de Letteri.

Na actualidade Nizzi é o argumentista de referência da série, inclusive exerceu um quase monopólio durante muitos anos. O seu Tex tem como referência o de Gianluigi Bonelli, tendo construído um modelo de que não se separa praticamente nunca, e em que Tex exerce um protagonismo absoluto em todos os momentos.

Maio de 1986 – Aparece o primeiro Tex assinado por Jesús Blasco; o primeiro realizado por um desenhador não italiano.

Junho de 1988 – É publicado o Tex número 332, aparecendo pela primeira vez a chancela Sergio Bonelli Editore como editora da série. Sergio Bonelli dirigia a editora desde que substituiu a sua mãe em 1957, quando contava apenas 25 anos, porém só em 1988 é que decidiu mudar o nome da mesma para o seu próprio.

Tex, il GrandeNesse mesmo mês e como motivo do quadragésimo aniversário da personagem, é publicado “Tex, il grande”, o qual se baptiza como Albo Speciale ou Texone. Trata-se de um álbum de 240 páginas em tamanho grande – 30×21 cm –, escrito por Nizzi e ilustrado pelo mestre italiano Guido Buzzelli.

Dezembro de 1988 – O número 338 de Tex traz o início da história “Picollo lupo”, uma particular homenagem a John Ford por parte de Claudio Nizzi e Galep. Tex e Carson ingressam numa diligência da Wells Fargo cujos passageiros não são outros que as personagens do filme”A Diligência” de Ford.

Junho de 1989 – O êxito do Albo Speciale ilustrado por Buzzelli motiva Sergio Bonelli a criar uma colecção de cadência anual, na qual, grandes desenhadores de todo o mundo dêem a sua versão de Águia da Noite. O grande desenhador italiano Alberto Giolitti – célebre pelos seus trabalhos para a indústria norte-americana, como por exemplo a série “Turok, Son of Stone” – é o seleccionado para este segundo Texone. A ele seguiram-se Aurelio Galleppini, Sergio Zaniboni, Víctor de la Fuente, José Ortiz, Giovanni Ticci, Aldo Capitanio, Magnus, Jordi Bernet, Goran Parlov, Alfonso Font, Ivo Milazzo, Colin Wilson, Joe Kubert, Bruno Brindisi, Manfred Sommer, Roberto De Angelis, Carlo Ambrosini e Giancarlo Alessandrini até ao momento.

2 Comentários

  1. Obrigado, Reinaldo. Espero que continue gostando dos textos com a cronologia das restantes décadas da longa vida editorial de Tex.

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